segunda-feira, 26 de maio de 2025

Proença-a-Nova homenageia Carlos Paredes com arte, música e comunidade


A Câmara Municipal de Proença-a-Nova está a promover uma das mais completas e emocionantes homenagens a Carlos Paredes, no ano em que se assinala o centenário do nascimento do mestre da Guitarra Portuguesa. O projeto 100PAREDES está a transformar o território com uma programação multidisciplinar, artística e profundamente comunitária, celebrando o legado de um dos maiores nomes da música portuguesa do século XX.

“Proença-a-Nova orgulha-se de estar na linha da frente desta celebração nacional. O projeto 100PAREDES espelha o nosso compromisso com a cultura, com a participação ativa das pessoas e com o reconhecimento dos grandes nomes que elevam Portugal no mundo, afirma João Lobo, Presidente da Câmara Municipal de Proença-a-Nova.
Inaugurada no passado dia 25 de maio, a exposição temporária dá a conhecer a vida, obra e impacto artístico de Carlos Paredes, num espaço imersivo que inclui grandes formatos biográficos sobre o percurso do artista e discografia completa e peças de arte de vários autores. A exposição está patente até 25 de junho no Posto de Turismo.

Com curadoria de Bruno Costa e André Varandas, e consultoria biográfica de Luísa Amaro, a exposição recebeu uma receção calorosa da comunidade e visitantes, revelando o poder unificador da cultura.

“Carlos Paredes não é apenas um nome da nossa música, é um património vivo da sensibilidade portuguesa. Este projeto pretende dar-lhe voz através de várias linguagens e, acima de tudo, envolver as comunidades na celebração de um legado que é de todos nós, explica Bruno Costa, guitarrista e responsável pelo projeto 100PAREDES.

O momento alto do projeto acontece a 31 de maio, com o Espetáculo-Documentário 100PAREDES, uma criação artística com forte envolvimento local. Este concerto comunitário inclui a participação a Casa do Benfica em Proença-a-Nova, Grupos de Danças e Cantares dos Montes da Senhora e o Grupo de Danças e Cantares Populares de Sobreira Formosa, Grupo de Teatro dos Montes da Senhora, Grupo de Teatro Atrapalharte, o Conservatório Regional de Castelo Branco, Grupo Coral de Proença-a-Nova e a cantora Maria Inês Graça com interpretações musicais ao vivo por Bruno Costa (guitarra portuguesa) e Nuno Botelho (guitarra clássica);

O projeto integra ainda as palestras “Guitarra portuguesa: de onde vem e para onde vai”, uma ação direcionada para o público escolar pretende dar a conhecer a Guitarra Portuguesa e a importância da Obra de Carlos Paredes na sua divulgação e o "musiclab" que permite aos alunos experienciar e manusear o instrumento, bem como assistir a alguns momentos performativos. Está ainda previsto a gravação de um LP comemorativo, com a guitarra original de Carlos Paredes (cedida pelo Museu Municipal de Coimbra), no estúdio Valentim de Carvalho, sob direção de Fernando Rascão; e a criação de um acervo fotovideográfico que eterniza o processo e as ações realizadas.

Com produção da MUSICMED e da ACCT — Agência Nacional para o Desenvolvimento Artístico Cultural e Criativo do Território, 100PAREDES é mais do que uma homenagem: é um exemplo de como a cultura pode fortalecer identidades locais, envolver cidadãos e gerar valor artístico com raízes no território.

*Andreia Gonçalves
Unidade de Comunicação, Turismo e Eventos


Marinha Grande | ALUNOS DO PROGRAMA “PARTILHA COM ENERGIA” RECEBIDOS NO SALÃO NOBRE

 No dia 22 de maio, o Salão Nobre do Edifício dos Paços do Concelho da Marinha Grande recebeu a visita de um grupo de alunos participantes no programa “Partilha com Energia”, promovido pela EDP. 
Os estudantes, oriundos do Agrupamento de Escolas Verde Horizonte (Mação) e do Agrupamento de Escolas da Vieira de Leiria, foram recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal, Aurélio Ferreira.
Durante a receção, o Presidente dirigiu palavras de incentivo aos estudantes, desejando-lhes boas aprendizagens e destacando a importância de estarem sempre recetivos ao conhecimento e atentos às necessidades do planeta. Como forma de assinalar o momento, foi ainda oferecida uma lembrança simbólica do Município a cada participante.
Estes jovens encontravam-se a participar num intercâmbio nacional de três dias que visa desenvolver competências sociais, ambientais e profissionais, complementando a sua formação escolar. A iniciativa promove a partilha de experiências e a consciencialização para práticas sustentáveis, preparando os alunos para uma cidadania mais ativa e consciente.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Considerado o evento do ano. Expofacic distinguida pela Associação de Municípios Portugueses do Vinho

 
A Associação de Municípios Portugueses do Vinho (AMPV) distinguiu a Expofacic - Exposição Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede como evento do ano. O prémio foi entregue no jantar do 18.º aniversário da AMPV, que decorreu no Alandroal, no qual Cantanhede se fez representar pela vereadora da Câmara Municipal e vice-presidente da Comissão Organizadora da Expofacic, Célia Simões. Na ocasião foram também reconhecidas entidades e personalidades que se têm destacado na área dos vinhos, do enoturismo e no desenvolvimento dos territórios.
No caso da Expofacic, o prémio traduz o reconhecimento do trabalho desenvolvido e do contributo para a promoção da região.
Para Helena Teodósio, presidente da Câmara Municipal e, simultaneamente, presidente da Comissão Organização da Expofacic, este prémio tem particular significado por ser atribuído por uma entidade que agrega as cidades vinhateiras.
“A Expofacic é uma marca nacional e internacional, mas também uma festa de família, e por isso, promovemos a sua contínua revitalização e modernização, sem esquecer os seus pilares identitários. É esse trabalho permanente que lhe dá maior atratividade e proporciona as melhores experiências a quem a visita”, observou.
Recorde-se que esta é já a segunda distinção que a Expofacic recebe este ano. Em abril, foi-lhe atribuído o Prémio Cinco Estrelas Regiões, que distingue marcas portuguesas e ícones de referência nacional considerados pelos consumidores como merecedores de avaliação Cinco Estrelas nas várias regiões do país.
Em 2025, o evento voltou também a estar no restrito lote de finalistas dos Iberian Festival Awards, em quatro categorias: Best Festivity – Contribution to Equality, Best Comunication & Marketing Strategy, Contribution to Sustainability e The Event Safety Award.
A edição de 2025 da Expofacic decorre entre os dias 31 de julho e 10 de agosto.

Marinha Grande | DIA ABERTO À ESTAÇÃO DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA E À ETAR

O Município da Marinha Grande, em colaboração com a Águas do Centro Litoral (AdCL), promove no dia 1 de junho de 2025, às 10h30, um Dia Aberto às instalações de abastecimento de água do lugar da Estação e à Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) da Zona Industrial de Casal da Lebre. Esta iniciativa tem como objetivo dar a conhecer todo o ciclo urbano da água, desde o abastecimento até ao saneamento.
A visita terá início no Reservatório de abastecimento de água, situado no lugar da Estação, na Rua Vasco da Gama. Os participantes poderão conhecer um furo de captação de água, o reservatório com a respetiva estação de tratamento e o sistema de bombagem que transporta a água para outro reservatório e para a rede pública.
Posteriormente, a comitiva seguirá para a ETAR, localizada na Rua de Portugal, na Zona Industrial de Casal da Lebre. Aqui será possível observar o processo de tratamento das águas residuais domésticas, desde a entrada na estação até ao lançamento do efluente tratado na ribeira.

O programa do Dia Aberto é o seguinte:
10h30: Visita ao Reservatório de Abastecimento de Água da Estação
11h30: Visita à ETAR – Estação de Tratamento de Águas Residuais da Zona Industrial de Casal da Lebre
A participação é gratuita e não necessita de inscrição.

*Gabinete de Comunicação e Imagem

Portalegre | Aniversário Motard’s de Montargil com 38 dadores de sangue


A sempre banhada de fresco, graças às águas da sua acolhedora albufeira, e simpática terra do concelho de Ponte de Sor, foi mais uma vez palco de uma ação conjunta da Associação de Dadores Benévolos de Sangue de Portalegre – ADBSP – e do serviço de Imunohemoterapia e da Medicina Transfusional (banco de sangue) da ULSAALE.
Esta iniciativa integrou-se nos festejos do 14.º aniversário dos Motard’s de Montargil, que tudo fazem para dignificar a dádiva de sangue.
Como sempre, a concentração de dadores teve como ponto de encontro o centro de saúde de Montargil, que recebeu com entusiasmo 38 dadores, sendo a maioria do sexo feminino – 20, ou seja 52,6%.
Todos os presentes concretizaram a dádiva, pelo que foram 38 as insubstituíveis unidades de sangue recolhidas desta feita.
Estrearam-se como dadores oito voluntários, entre eles cinco mulheres.
Por seu lado, o Registo Português de Dadores de Medula Óssea angariou duas novas inscrições.
Enfim, uma colheita repleta de valores muito vivos.
Os Motard’s de Montargil confecionaram o almoço, no qual participaram os envolvidos na brigada que assim puderam conhecer inloco a nova sede dos aniversariantes, situada na antiga escola primária de Farinha Branca. A manhã despediu-se pois de forma retemperada.

Santo António das Areias a 31 de maio
Como se sabe, as nossas brigadas realizam-se em sábados, das 09h00 às 13h00, aproximadamente. Na Casa do Povo de Santo António das Areias (Marvão) podem-nos encontrar a 31 de maio. E a 07 de junho marcamos presença no centro de saúde de Nisa.

Contamos com todos os amigos de boa vontade! Passe por:


*José Rui Marmelo Rabaça

Cantanhede | Intervenção tem um custo superior a 3,3 milhões. Câmara adjudica 2.ª fase da obra na Secundária Lima-de-Faria

 
O Executivo Municipal deliberou aprovar, na última reunião camarária, a adjudicação da 2.ª fase da empreitada de remodelação e beneficiação da Escola Secundária Lima-de-Faria. A intervenção tem um custo superior a 3,3 milhões de euros e um prazo de execução de um ano.
Recorde-se que a obra de requalificação e modernização do estabelecimento de ensino foi dividida em duas fases, e tem um custo global na ordem dos 12,5 milhões de euros, tendo sido objeto de uma candidatura ao “Programa de Recuperação / Reabilitação de Escolas - Modernização dos estabelecimentos públicos de ensino dos 2.º e 3.º ciclos e secundário”, do Plano de Recuperação e Resiliência. Excluído deste pacote financeiro ficaram cerca de 229 mil euros, dos quais 213 mil correspondentes a instalações provisórias (contentores), onde atualmente são ministradas as aulas.
Neste momento está em curso a 1.ª fase da obra, que incide numa intervenção de fundo nas salas de aula e laboratórios e no bloco polivalente, tendo em vista a reorganização funcional dos espaços.
Já a 2.ª fase de intervenções, cuja adjudicação foi agora entregue à empresa Empribuild, Lda., visa essencialmente a reabilitação dos edifícios das oficinas e do pavilhão gimnodesportivo, assim como dos arranjos exteriores da escola, para desta forma dotar o espaço de condições de utilização mais capazes de responder às necessidades atuais e futuras de toda a comunidade escolar.
A empreitada prevê, entre outros trabalhos, a requalificação das redes prediais de abastecimento de água, de drenagem de águas residuais domésticas e pluviais, das redes de gás e AVAC, de infraestruturas elétricas e de telecomunicações, bem como o reforço sísmico das oficinas.
“Cantanhede tem em curso um investimento sem precedentes na reabilitação do parque escolar. À intervenção na Escola Secundária Lima-de-Faria juntam-se as da Escola Básica e Secundária João Garcia Bacelar (Tocha), da Escola Básica Carlos de Oliveira (Febres) e no pavilhão desportivo da Escola Básica Marquês de Marialva (Cantanhede). Este conjunto de obras totaliza 27,7 milhões de euros”, destaca a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio.

Opinião: À esquerda do CHEGA? Agora, somos todos Freitas...

Durante décadas, muitos recusaram a herança política de Diogo Freitas do Amaral. Chamaram-lhe centrista com desdém, institucionalista com impaciência, democrata com desconfiança. Mas as urnas falaram — e o mapa político do país revelou uma verdade incómoda e incontornável: toda a direita democrática portuguesa está hoje à esquerda do Chega.
Não se trata de uma interpretação, mas de um facto. Todos os que respeitam o Estado de direito, a dignidade do adversário e a ética da responsabilidade estão, objetivamente, a milhas do populismo tóxico que cresce à sombra da frustração coletiva. E é nesse exato ponto que o país se reencontra, talvez sem o saber, com a visão que Freitas do Amaral deixou como legado: a de uma direita civilizada, europeia, humanista, moderada — e profundamente democrática.
Ele foi muitas vezes atacado por estar entre dois mundos. Mas hoje, quem não grita, quem não odeia, quem não joga com o fogo da revolta, está precisamente onde ele sempre esteve. No centro. No espaço do diálogo. No terreno da construção.
Cinquenta anos depois da fundação da nossa democracia, o veredito da história impõe-se com ironia: se não votou Chega, se se indignou com o tom dos debates, se recusou o ódio como forma de ação política — parabéns. Sem saber, está no campo da moderação. Está, talvez, mais próximo de Freitas do Amaral do que de qualquer outro nome que hoje se queira associar à direita.
Mas há uma herança que vale a pena sublinhar, porque é silenciosa e, no entanto, profunda: o maior legado de Freitas do Amaral foi ter civilizado a direita portuguesa e permitido, com isso, que a nossa democracia resistisse e se consolidasse durante mais de quarenta anos. Ele fê-lo recusando o revanchismo, afastando o radicalismo e mostrando que era possível ser firme sem ser fanático, patriota sem ser reaccionário, e conservador sem deixar de ser democrático.
Esta pedagogia da convivência foi talvez o seu maior feito político — mais importante do que qualquer cargo, mais duradouro do que qualquer eleição. Ao colocar a direita portuguesa dentro da moldura democrática europeia, ajudou a tornar possível aquilo que hoje tomamos por garantido: um regime em que os extremos foram, durante muito tempo, marginais. Um país que aprendeu a discordar dentro de regras, com decência e com respeito.
Hoje, a tentação populista volta a assombrar o debate público. E aqueles que sempre se viram como alternativa a esse ruído, acabam por perceber — com surpresa ou com alívio — que estão, afinal, mais próximos do centro do que pensavam. Estão no campo da responsabilidade, da liberdade com justiça, do pluralismo sem ruído. Estão, sem saber, a caminhar onde Freitas já tinha estado.
Porque no fundo, mesmo sem o querer, agora somos todos Freitas.
Mesmo os que ainda não o admitem.
E ainda bem.

*Paulo Freitas do Amaral
Professor, Historiador e Autor