quinta-feira, 9 de julho de 2026

Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro celebra 22.º aniversário com o Festival Geração Ciência


A Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro assinala o seu 22.º aniversário no próximo dia 10 de julho, com a realização do Festival Geração Ciência, uma iniciativa de entrada livre que convida famílias, crianças, jovens e adultos a celebrar a ciência de forma participativa e divertida.
Entre as 15h00 e as 19h00, os visitantes poderão participar num programa de atividades que inclui animação infantil com insufláveis, pinturas faciais e modelagem de balões, realidade virtual, robótica, construções, uma Hora do Conto, um photobooth e videobooth 360º, entre outras propostas.
Às 17h00 acontece a sessão oficial de abertura que assinala os 22 anos da Fábrica. O momento contará com a presença de Artur Silva, Reitor da Universidade de Aveiro, Luís Souto Miranda, Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Pedro Russo, Presidente da Ciência Viva, e Pedro Pombo, Diretor da Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.
Pelas 17h30, será inaugurada a exposição do CESAM, "Da Atmosfera ao Mar Profundo: Ciência a Cuidar do Futuro", que convida o público a embarcar numa viagem pelos ecossistemas que sustentam a vida no planeta e a descobrir como a ciência ajuda a protegê-los.
As comemorações prosseguem às 18h00 com o tradicional brinde e corte do bolo de aniversário, assinalando mais de duas décadas de promoção da cultura científica e de aproximação entre a ciência e a sociedade.

Ao longo dos seus 22 anos de atividade, a Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro tem afirmado o seu papel como espaço de referência na divulgação da ciência e da tecnologia, promovendo experiências de aprendizagem interativas, inclusivas e inspiradoras para públicos de todas as idades.

Este ano, o aniversário da Fábrica é assinalado com o Festival Geração Ciência, numa celebração aos 30 anos da Ciência Viva. O evento constitui, assim, uma oportunidade para celebrar este percurso em conjunto com a comunidade, reforçando o compromisso da Fábrica com a educação, a inovação e a promoção da literacia científica.

A entrada é livre e todas as atividades decorrem na Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro.

O programa do evento pode ser consultado aqui.

*Teresa Pereira
Fábrica Centro Ciência Viva de Aveiro
tel. +351 234 427 053
Rua dos Santos Mártires, 1A
3810-171 Aveiro, Portugal


Marco Rodrigues abre a edição de 2026 do Festival do Fado em Figueiró dos Vinhos

O Festival do Fado regressa a Figueiró dos Vinhos durante o mês de agosto, voltando a afirmar-se como uma das mais emblemáticas iniciativas da programação cultural de verão do concelho. Ao longo de cinco noites, o público será convidado a celebrar o Fado, expressão maior da música portuguesa e Património Cultural Imaterial da Humanidade, através de um programa que reúne artistas de reconhecido mérito e novos talentos, em diferentes palcos do concelho.

A edição de 2026 arranca no dia 1 de agosto, pelas 22h00, no Anfiteatro da Biblioteca Municipal, com um concerto de Marco Rodrigues, um dos mais destacados intérpretes da atualidade, que contará com as participações especiais de Marisa Liz e Lenita Gentil. Um espetáculo de abertura que promete uma noite memorável, marcada pela autenticidade, emoção e riqueza interpretativa que caracterizam o Fado.
Após o concerto inaugural, o Festival segue um percurso descentralizado, levando esta expressão artística a diferentes localidades do concelho. No dia 14 de agosto, Carolina Pessoa atua no Adro da Igreja de Campelo; no dia 15 de agosto, Beatriz Villar sobe ao palco instalado na Junta de Freguesia de Aguda; no dia 16 de agosto, é a vez de Raquel Maria atuar no Adro da Igreja de Arega; encerrando o Festival, no dia 23 de agosto, Nuno Sérgio apresenta-se no Adro da Igreja de Bairradas. Todos os espetáculos têm início às 22h00 e são de entrada livre.

O Festival do Fado é, assim, um convite a todos, residentes e visitantes, para embarcar num encontro de partilha e fruição cultural, num ambiente onde a tradição, a identidade e a emoção se unem para celebrar uma das mais genuínas manifestações da cultura portuguesa.

Figueiró dos Vinhos continua, deste modo, a afirmar-se como um polo de dinamismo cultural na região, promovendo o seu património e aproximando a comunidade através da arte e da música, com uma programação diversificada, de qualidade e de acesso gratuito em diferentes pontos do concelho.

*Gabinete de Comunicação, Imagem e Organização de Eventos
Município de Figueiró dos Vinhos

A Ownever transforma a embalagem numa celebração do saber-fazer português em risco de desaparecer


Se cada mala Ownever é criada para durar uma vida, não deveria o primeiro objecto que a acolhe ser criado com a mesma intenção?

Desenvolvida em colaboração com uma das últimas artesãs portuguesas dedicada à produção manual de caixas de luxo e com a artista de azulejo Salomé Vilar, a nova embalagem da Ownever transforma a experiência de abertura da caixa numa homenagem ao património artesanal português.

A marca portuguesa de malas de luxo Ownever apresenta um novo conceito de embalagem artesanal que coloca o saber-fazer português no centro da experiência de abertura da caixa.
Em vez de encarar a embalagem como um elemento descartável, a marca decidiu transformá-la numa homenagem ao trabalho de duas artesãs portuguesas cujo saber representa um património cada vez mais raro.

O projecto reúne Salomé Vilar, artista contemporânea de azulejo que criou uma obra original pintada sobre um azulejo português exclusivamente para a Ownever, e Estrela Almeida, a última artesã em Portugal dedicada à produção de caixas de luxo inteiramente feitas à mão.

A colaboração nasceu de uma pergunta simples: se cada mala Ownever é concebida para durar uma vida, não deveria o primeiro objecto que a acolhe ser criado com a mesma intenção?

Juntamente com a designer Carlota Batalha, responsável pela direcção criativa e gestão do projecto, e por apresentar o trabalho de Salomé à marca, a Ownever desenvolveu toda a identidade visual da embalagem a partir de uma composição original inspirada nas cores de um painel histórico de azulejos do Museu Nacional Soares dos Reis. Originalmente pintada sobre um azulejo português, a ilustração no interior da caixa retrata três gerações, avó, mãe e neta, simbolizando a transmissão do saber-fazer, da memória e de peças concebidas para serem preservadas e passadas de geração em geração.
Cada caixa é produzida manualmente por Estrela Almeida, que dedica há quase quatro décadas a sua vida a um ofício que praticamente desapareceu em Portugal. Atualmente, é a última artesã no país especializada na produção artesanal de caixas de luxo. Cada caixa pode demorar até quatro horas para ser concluída, sendo construída peça a peça através de técnicas tradicionais que a produção industrial foi, ao longo do tempo, substituindo.

"A embalagem é, muitas vezes, a primeira coisa que as pessoas deitam fora", afirma Eliana Barros, fundadora da Ownever. "Nós quisemos que fosse a primeira história que descobrem."

Para a Ownever, este projecto reflecte uma filosofia mais ampla: o verdadeiro luxo deve preservar não apenas materiais excepcionais, mas também as pessoas, os saberes e o património cultural que lhes dão origem.

O resultado é uma experiência de embalagem que celebra a cultura portuguesa antes mesmo de a mala ser revelada, reunindo design contemporâneo, património e artesanato em risco de desaparecer num objecto pensado para ser guardado. Porque, para a Ownever, o verdadeiro luxo não está apenas no que se cria, mas também em quem o cria.

Sobre a Ownever
A Ownever é uma marca portuguesa de malas de luxo dedicada à preservação de saberes artesanais portugueses em risco de desaparecer através do design contemporâneo. Trabalhando diretamente com mestres artesãos de diferentes regiões de Portugal, a marca cria peças de edição limitada que celebram o património, a longevidade e técnicas manuais de excelência, contribuindo para que estes conhecimentos tradicionais continuem a ter um lugar no futuro.

Novo Plano de Proteínas da UE é um passo em direção à resiliência proteica, mas é necessária uma maior ambição para a alimentação, diz ONG


A ProVeg, associação dedicada à promoção da sustentabilidade do sistema alimentar, considera que o novo Plano de Proteínas da União Europeia (UE) abre caminho ao reforço da resiliência proteica e defende que existe ainda margem para consolidar o compromisso com a promoção de uma alimentação mais resiliente.

Lisboa, 09 de julho de 2026 – A Comissão Europeia publicou o seu Plano de Ação para a resiliência, autonomia estratégica e sustentabilidade do sistema proteico da UE, juntamente com a Estratégia para a Pecuária da UE, enquadrando a dependência de proteínas como uma questão de autonomia estratégica e segurança.

A Comunicação não vinculativa introduz uma série de medidas destinadas a reforçar o abastecimento de proteínas na Europa, a melhorar a resiliência dos agricultores e a reduzir a dependência de proteínas importadas. Inclui ações na produção de culturas proteicas, contratação pública, alimentação escolar, investigação e inovação, desenvolvimento da cadeia de valor e investimento.

Segundo a ProVeg, o Plano é um passo importante para a segurança alimentar, rumo a um sistema proteico europeu mais resiliente, fornecendo uma base sólida para a próxima fase de implementação.

"A Europa reconheceu claramente que a resiliência proteica é importante", afirmou Lucia Hortelano, Gestora Sénior de Políticas da UE na ProVeg International.

"Este Plano contém várias medidas encorajadoras, incluindo um apoio mais forte às culturas proteicas, melhorias na contratação pública e investimento nas cadeias de valor", acrescenta.
A organização saúda igualmente o incentivo a dietas diversificadas, bem como o reconhecimento dos seus benefícios para a saúde, para o ambiente e para o clima. Ainda assim, considera que o Plano constitui um passo positivo, deixando em aberto oportunidades para reforçar algumas das suas orientações.
"Uma maior ambição em termos de medidas e objetivos em relação à presença de leguminosas e outras culturas proteicas na dieta poderia estar presente, em linha com a Dieta Mediterrânica", refere Joana Oliveira, Diretora Nacional da ProVeg Portugal.

O que o Plano de Proteínas da UE contempla e onde existe margem para avançar

A ProVeg considera que o Plano de Proteínas da União Europeia contempla um conjunto de medidas positivas para reforçar a resiliência proteica. Entre elas, incluem-se o maior apoio às cadeias de valor das culturas proteicas europeias, o reconhecimento dos incentivos de créditos de carbono e às abordagens de biodiversidade (créditos de natureza) aplicáveis a sistemas baseados em leguminosas, bem como a confirmação de que as leguminosas produzidas localmente se enquadram na abordagem de "melhor valor" para a contratação pública.

A organização destaca igualmente a promoção da produção e do consumo de leguminosas nas escolas, o apoio às organizações de produtores para o desenvolvimento das cadeias de valor, o aumento do investimento em investigação e inovação e o reconhecimento dos alimentos à base de proteína vegetal como uma oportunidade de mercado com potencial. O Plano incentiva ainda os Estados-Membros a desenvolver políticas fiscais que melhorem o acesso dos consumidores a alimentos resilientes e acessíveis.

Embora o Plano estabeleça a meta de aumentar, até 2035, a proporção de proteína produzida na União Europeia destinada à alimentação animal de 25,8% para 35%, não define um objetivo equivalente para a proteína destinada ao consumo humano.

"Isto pode colocar em causa oportunidades de mercado", afirma Joana Oliveira.

"Produzir mais culturas proteicas pode reforçar a segurança alimentar, criar novos mercados para os agricultores e apoiar a competitividade da Europa. Em vez de encarar o uso da proteína, seja para alimentação animal ou humana, de forma separada, ambas deveriam fazer parte da mesma agenda de resiliência", acrescenta.

A responsável considera ainda que, embora a ambição do Plano seja evidente, muitas das medidas continuam dependentes da iniciativa dos Estados-Membros.

“A tributação, a contratação pública e a promoção são enquadradas como opções a considerar pelos Estados-Membros, e não como compromissos ao nível da UE”, explica.

O próprio Plano de Proteínas da UE menciona o Plano de Ação Dinamarquês para Alimentos de Base Vegetal como um modelo que os Estados-Membros podem seguir. Ou seja, incentiva a adoção de planos nacionais dedicados a expandir o setor dos vegetais, com especial foco na proteína vegetal, algo que continua ausente em muitos países, incluindo Portugal.

"Aguardamos com expectativa a oportunidade de trabalhar com as instituições da UE, os Estados-Membros e a indústria para garantir que o futuro proteico da Europa seja diversificado, resiliente e competitivo", afirma Lucia Hortelano.

Grupo Colaborativo propõe estratégia nacional para a proteína vegetal

Em Portugal, o Grupo Colaborativo da Estratégia Nacional pela Proteína Vegetal, uma iniciativa da sociedade civil dinamizada pela ProVeg Portugal, pretende colaborar ativamente com as entidades governativas na definição de uma estratégia para reforçar a resiliência do sistema proteico a nível nacional. Em resposta ao incentivo da União Europeia para a criação de planos nacionais que expandam este setor, o Grupo - que reúne já 82 membros de diversos escopos - desenvolveu uma proposta concreta para Portugal e manifesta total disponibilidade para trabalhar em conjunto com o Governo.

Sobre a ProVeg Portugal
A ProVeg Portugal é uma organização sem fins lucrativos que faz parte da ProVeg Internacional, presente em 14 países. O seu objetivo é promover um sistema alimentar mais sustentável, saudável e resiliente, destacando a importância de uma alimentação rica em vegetais deliciosa e acessível a todos.

*Inês Teixeira 
 **Maria Cunha e Silva

 

REDESCOLAS ANTICORRUPÇÃO | 6.ª Edição | powered by ALL4INTEGRITY

 A 5 meses de se comemorar o Dia Internacional Contra a Corrupção(9 de dezembro), a Associação All4Integrity lança a 6.ª edição da REDescolas Anticorrupção - escolas que promovem uma cultura de integridade, um programa escolar de literacia anticorrupção que promove, no quadro dos valores de uma democracia participativa, e com base na metodologia de projeto, o desenvolvimento de competências dos jovens em idade escolar, e em contexto local, relacionadas com o fenómeno da corrupção e crimes conexos, em estreita relação com a Estratégia Nacional de Educação para a Cidadania.
O programa REDescolas tem como público-alvo os alunos entre o 5.º e o 12.º ano de qualquer tipo de ensino (público, privado, profissional, artístico,…) e visa o desenvolvimento de projetos escolares que, a partir de uma narrativa pedagógica, criada pela All4Integrity, promovam junto da comunidade educativa uma cultura de integridade.  Sem qualquer custo para as escolas participantes, este programa já foi implementado em 269 escolas de 8 países, em 4 continentes, tendo envolvido diretamente cerca de 900 professores e 20 mil alunos (ver vídeo promocional aqui).
O período de adesão das escolas decorre entre 7 de setembro e 16 de outubro através do preenchimento do formulário digital disponível aqui. 

📌 Mais informações sobre a 6.ª edição da REDescolas disponível aqui:
      👉 Narrativa Pedagógica (aqui)
      👉 Regulamento (aqui)
      👉 Edições Anteriores (2021, 2022, 2023, 2024 e 2025)
      👉 Notícias na Imprensa (aqui)
      👉 Email: redescolas@all4integrity.org 

📌 Sobre a All4Integrity e as diferentes iniciativas/programas:
Criada em 2021, a All4Integrity é uma associação apartidária, sem fins lucrativos, com Estatuto de Utilidade Pública que promove a prevenção e combate à corrupção e o desenvolvimento de uma cultura de integridade. Em 2023, a associação foi premiada com o International Anti-Corruption Excellence Award na categoria Youth Creativity and Engagement pelo reconhecimento do contributo da Associação para o avanço da agenda anticorrupção da UNODC - United Nations Office on Drugs & Crime, a implementação da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção e a persecução dos objetivos anticorrupção da Declaração de Doha. Em 2025, Grupo de Trabalho Anticorrupção do G20 (ACWG) reconheceu o trabalho que a Associação tem vindo a desenvolver no âmbito da educação como um exemplo de boas práticas. Para além do programa REDescolas, a All4Integrity desenvolve outras iniciativas como a Academia All4Integrity, o Prémio Tágides, a Rádio Integridade+ e a Tech4Integrity.

*Ângela Malheiro
Diretora Executiva

Projeto da Fundação Nossa Senhora da Esperança recebeu menção honrosa do Prémio MSD | Maria José Nogueira Pinto


A Fundação Nossa Senhora da Esperança foi distinguida com uma das duas únicas menções honrosas da 14ª edição do Prémio MSD | Maria José Nogueira Pinto, pelo projeto “Avós e Netos no Jardim das Oliveiras” desenvolvido no Âmbito do seu Centro de Experiência Viva - Museu da Tiflologia.
O Prémio MSD Maria José Nogueira Pinto deste ano foi atribuído ao projeto “Pedrinhas Natur”, da Pedrinhas – Cooperativa de Solidariedade Social e Cultural com sede na Lousã. Trata-se de um projeto de habitação colaborativa para acolher crianças doentes e seus familiares ou cuidadores que não possam permanecer na sua residência durante tratamentos médicos, adiantou a organização.
A segunda menção honrosa foi atribuída pelo júri ao projeto “Payback School”, da Associação Juvenil Transformers, com sede na Casa das Associações no Porto.

O júri é presidido por Maria de Belém Roseira e integra Miguel Anacoreta Correia, Clara Carneiro, Jaime Nogueira Pinto, Nídia Afonso e Graça Freitas.
A cerimónia decorreu em Lisboa esta quarta-feira, dia 8 de Julho, e contou com a presença de João Palmeiro, Maria Teresa Guimarães e Maristela Simão, em representação da Fundação bem como de diversas autoridades entre as quais o ex-Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, a Ministra da Saúde Ana Paula Martins e diversas entidades ligadas ao sector farmacêutico.

O projeto “Avós e Netos no Jardim das Oliveiras”
O projeto “Avós e Netos no Jardim das Oliveiras” propõe encontros entre pessoas idosas, crianças e pessoas cegas ou com baixa visão no Jardim das Oliveiras, em Castelo de Vide.

A iniciativa valoriza a memória, a escuta, a acessibilidade, a participação comunitária e o diálogo entre gerações, reforçando o trabalho desenvolvido pelo Museu de Tiflologia e pela Fundação na promoção da inclusão cultural.
Esta menção honrosa representa “um importante reconhecimento público do trabalho que a Fundação Nossa Senhora da Esperança tem vindo a desenvolver em Castelo de Vide, cruzando património, educação, acessibilidade e inovação social”. E aproveita para convidar todos a conhecerem os espaços de memória, sensibilidade e encontro do Museu de Tiflologia e do seu Jardim das Oliveiras.

Prémio MSD - Maria José Nogueira Pinto
O Prémio MSD - Maria José Nogueira Pinto, com o valor monetário de 15 mil euros, é concedido anualmente sendo atribuído, após apreciação das candidaturas pelo Júri, ao candidato que melhor corresponda ao conceito inovador “socialmente responsável na comunidade em que nos inserimos”, defendido na sua prática diária pela Dra. Maria José Nogueira Pinto. São ainda atribuídas apenas duas menções honrosas no valor monetário de 2 500 euros cada.

*Ana Nunes
Castelo de Vide, 9 de Julho de 2026





quarta-feira, 8 de julho de 2026

CIM Viseu Dão Lafões aposta em estratégia para impulsionar a Economia da Defesa na região e desenvolver o Aeródromo de Viseu


Conselho Intermunicipal aprova a elaboração da Estratégia para a Economia da Defesa e de um plano de ação para avaliar o potencial do Aeródromo de Viseu como infraestrutura de desenvolvimento económico, tecnológico e de proteção civil.

A Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões aprovou hoje, em reunião do Conselho Intermunicipal, em Carregal do Sal, o início do procedimento para a aquisição de serviços especializados destinados à elaboração de uma Estratégia para a Economia da Defesa da região.

Este instrumento pretende posicionar a região para aproveitar as oportunidades de crescimento associadas à Economia da Defesa, um dos setores que deverá registar um maior crescimento do investimento público europeu nos próximos anos. Paralelamente, será também desenvolvido um plano de ação para a valorização e desenvolvimento do Aeródromo de Viseu.
A Estratégia para a Economia da Defesa de Viseu Dão Lafões surge num contexto em que a União Europeia pretende reforçar a capacidade industrial e tecnológica do setor, impulsionando novos investimentos e promovendo o desenvolvimento de cadeias de valor estratégicas. Neste enquadramento, a Comunidade Intermunicipal pretende identificar oportunidades para as empresas e instituições da região, promovendo a inovação, a especialização e a criação de bens e serviços de utilização dual, com aplicação civil e militar.

A estratégia procurará mobilizar o tecido empresarial, o sistema científico e tecnológico e as instituições de ensino e formação profissional, potenciando a criação de emprego qualificado, a internacionalização das empresas e o reforço da competitividade regional.

Com a deliberação de hoje, a CIM Viseu Dão Lafões dá início ao processo, através da abertura de um procedimento dirigido a empresas especializadas.

Paralelamente, o Conselho Intermunicipal aprovou, também, a aquisição de serviços para a elaboração de uma análise estratégica e de um plano de ação para a valorização e desenvolvimento do Aeródromo de Viseu, com o objetivo de avaliar o seu potencial em domínios como a conectividade regional, a proteção civil, a aviação executiva, a indústria dos drones, a formação aeronáutica e a manutenção ligeira de aeronaves.

O estudo permitirá definir um conjunto de orientações estratégicas para potenciar esta infraestrutura, reforçando o seu papel no desenvolvimento económico e tecnológico de Viseu Dão Lafões e da Região Centro.

João Azevedo, Presidente da CIM Viseu Dão Lafões, considera que "face à evolução do panorama geopolítico internacional, pautado por conflitos na Europa e no Médio Oriente, a União Europeia está a reforçar o investimento na indústria da defesa, transformando-a num importante motor de inovação e competitividade da economia europeia.

A Economia da Defesa representa, assim, uma oportunidade estratégica para o desenvolvimento da nossa região. Queremos preparar Viseu Dão Lafões para integrar um setor em forte crescimento, criando condições para que as nossas empresas possam inovar, diversificar a sua atividade e competir em novos mercados".

“O setor da defesa vai muito para além da dimensão bélica, abrangendo áreas como a engenharia, a construção, a metalomecânica, a aeronáutica, as tecnologias digitais, o software, a cibersegurança, a energia, os têxteis e o calçado, entre muitas outras”, acrescenta João Azevedo.

O Presidente da CIM acrescenta que “esta estratégia pretende afirmar Viseu Dão Lafões como um território de inovação, capaz de mobilizar empresas, centros de conhecimento e instituições de ensino em torno de um objetivo comum: gerar mais investimento, mais emprego qualificado e mais valor acrescentado para a economia regional".

Relativamente ao Aeródromo de Viseu, João Azevedo considera que "enquanto infraestrutura regional, o Aeródromo de Viseu poderá assumir um papel relevante no apoio ao crescimento económico, tecnológico e aeronáutico da região Centro, reforçando, simultaneamente, a sua função como base de suporte às atividades da Proteção Civil”.

“É essencial, por isso, compreender, de forma objetiva e rigorosa, o seu potencial e definir um plano de ação que permita transformar esta infraestrutura num ativo estratégico para o desenvolvimento económico, tecnológico e aeronáutico da região. Queremos preparar o futuro com base em conhecimento e numa visão global para o território", conclui.

*Miguel Fernandes
Gabinete de Comunicação CIM Viseu Dão Lafões

**Filipe Santos
Assessoria de Imprensa