terça-feira, 17 de maio de 2016

Macroscópio – Regresso a Trump, ao populismo e aos perdedores da globalização

Macroscópio

Por José Manuel Fernandes, Publisher
Boa noite!

Começo o Macroscópio de hoje com uma citação: “Por debaixo da espuma noticiosa, há uma grande história que une a candidatura de Trump, o Brexit e a anti-austeridade: a da revolta contra a globalização. É isso que define o tempo presente.” Era assim que Rui Ramos introduzia a sua crónica de hoje, no Observador, A revolta contra a globalização. Depois, admitindo as inseguranças e desigualdades geradas pela globalização, sublinhava que “Hoje, é difícil imaginar uma democracia liberal sem a abertura e a cooperação internacional que caracteriza a globalização. Um encerramento protecionista não exigiria apenas mais guardas fronteiriços. Pressuporia também o ambiente de demagogia xenófoba que desse a toda a gente uma razão para abominar migrantes e importações. Na década de 1930, o proteccionismo acompanhou o autoritarismo. Desta vez, não seria diferente.”

São cada vez mais frequentes referências como esta. Referências aos chamados “perdedores da globalização” que, depois, alimentariam os populismos que vemos surgirem um pouco por todo o lado (incluindo Portugal, incluindo Portugal, mas esse não é tema para hoje). Referências ao paralelo com o que se passou na década de 1930, quando a democracia parecia condenada e o autoritarismo apresentava-se como triunfante. Referências às consequências de um retrocesso proteccionista. Voltamos por isso a este tipo de reflexões, pois a sua actualidade é maior não apenas quando vemos o que se está a passar nos Estados Unidos, com a candidatura de Trump, como quando olhamos para outras zonas do globo.

Primeiro que tudo: tem realmente a globalização culpa do que se está a passar nas democracias liberais nos países mais ricos do mundo? É precisamente essa a questão que Daniel Gros, director do European Policy Studies, coloca em Is Globalization Really Fueling Populism?, uma coluna que escreveu para o Project Syndicate. Onde rebate esse argumento: “A clear-cut economic explanation for a complicated political phenomenon is certainly appealing. But such explanations are rarely accurate. The rise of populism in Europe is no exception. Consider the situation in Austria. The economy is relatively strong, underpinned by one of Europe’s lowest unemployment rates. Yet Norbert Hofer, the leader of the right-wing populist Freedom Party (FPÖ) managed to defeat his competitors.”

Seja lá como for – e agora vou citar de enfiada dois textos do principal comentador de assuntos internacionais do Financial Times, Gideon Rachman – a verdade é que parece mesmo haver traços comuns entre a forma como Trump explora os ressentimentos daquilo a que podemos chamar a “América zangada” e outros populismos de vários matizes, à direita e à esquerda. Em How Donald Trump has changed the world (de que retirei a ilustração deste Macroscópio) expõe o que considera serem as cinco diferentes ideias que, com Trump, entraram no debate político mainstream: “First, a rejection of globalisation and free trade; (…) The second theme is nationalism, epitomised by Mr Trump’s slogan of “America First”; (…) A third idea is the embrace of the notion of a “clash of civilisations” between the west and Islam; (…)A fourth theme is a relentless assault on the “elite”, including Washington, Wall Street and the universities; (…) A fifth and related trend is the denunciation of the mainstream media as untrustworthy and an embrace of alternative, conspiratorial narratives that are flourishing on the internet.” Por isso, atenção: “Many liberal Americans are still inclined to treat the Trump phenomenon as a nightmare from which they hope to wake up in November. But that seems highly unlikely. Mr Trump has now amply demonstrated the political potency of the ideas that he is promoting. A rising generation of nationalists, in the US and Europe, will profit from his breakthrough.”

Num segundo texto, publicado ontem, o autor prossegue na mesma linha, chamando-nos a atenção para as semelhanças entre o estilo de Trump e o de outros líderes autoritários: Donald Trump, Vladimir Putin and the lure of the strongman. Para além destes dois líderes – que se apreciam e elogiam mutuamente – o autor lembra outras figuras como o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, o secretário-geral do Partido Comunista chinês, Xi Jinping, o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, o líder húngaro, Viktor Orban, o homem forte do Egipto, Abdel Fattah el-Sisi, ou o recém-eleito presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte. Esta tendência para recorrer líderes “fortes” que na verdade são, sobretudo, líderes autoritários, é perigosa: “The alarming truth is that the impact of strongman leaders is rarely confined within national borders. All too often, the undercurrent of violence that they introduce into domestic politics spills over on to the international stage.”

Poderá o eleitorado americano optar por Trump? Como já referimos em anteriores edições do Macroscópio, isso começa a preocupar as elites pois, como escreve no El Pais o especialista em política externa dos Estados Unidos Gustavo Palomares Lerma, em Trump y la refundación conservadora, “Es necesario tener claro que el enfrentamiento entre Trump y Clinton se produce en uno de los momentos históricos de gran descontento y de mayor división en el electorado por la gran polarización entre los candidatos; un escenario propicio que encuentra en la desigualdad y el desencanto un buen caldo de cultivo para el éxito de las posiciones más distantes y provocadoras frente al poder político en Washington. El buen resultado de los candidatos más inesperados de ambos partidos en las primarias es buena prueba de ello y puede tener continuidad –como demuestra su progresivo ascenso en las encuestas- incluso, con el éxito inesperado de un xenófobo, misógino y paranoico en la carrera a la Casa Blanca.”

Muitos conservadores – sectores inteiros do Partido Republicano – recusam render-se ao fenómeno Trump, mesmo quando outros vão tentando encontrar forma de condicionar a sua candidatura. Entre essas vozes está, por exemplo, a de Dennis Prager, um conhecido blogger conservador que, em A Dark Time in America, não podia ser mais claro: “Other than the first years of the Civil War, when the survival of the United States as one country was in jeopardy, there has never been a darker time in American history. The various major wars — the Revolutionary War, the Civil War, World War I and II, and the Korean and Vietnam wars — were worse in terms of American lives lost. The Great Depression was worse in economic terms. There were more riots during the Vietnam War era. But at no other time has there been as much pessimism — valid pessimism, moreover — about America’s future as there is today. Among the reasons are: Every distinctive value on which America was founded is in jeopardy.”

Saber como se chegou aqui continua a dividir os comentadores, razão porque vos vou dar duas pistas com muitos alimentos que podem enriquecer a vossa reflexão. A primeira dessas pistas é um ensaio saído da alemã Spiegel, An Exhausted Democracy: Donald Trump and the New American Nationalism. Da autoria de Holger Stark, correspondente-chefe da revista em Washington, defende que “Trump's rise is the consequence of an ongoing crisis in the United States over the last two decades -- one American elites long ignored. They had no answers for Americans who live in states like Kentucky or Oregon, and who no longer understand what is happening on Wall Street, in the White House and the rest of the country. This election campaign has now brought the crisis to the fore. This is evident in Trump's victories, just as it is in the passionate support for Clinton's rival, Bernie Sanders, who has made the term "socialism" acceptable in the country once again.”

A outra pista é a sugestão de que ouçam o mais recente Conversas à Quinta, onde debati, aqui no Observador, com Jaime Gama e Jaime Nogueira Pinto o que há alguns meses nem sequer imaginávamos que um dia poderíamos vir a discutir: Pensar o impensável: Pode Trump derrotar Hillary? Ou, formulando melhor a questão: “Trump tem o caminho aberto para ser o candidato republicano, Hillary lidera entre os democratas. Poderá a zanga da América com os políticos de Washington produzir ainda mais surpresas "trumpistas"?” (o podcast deste programa pode ser descarregado aqui).

Para rematar este Macroscópio fecho o círculo e regresso à imprensa portuguesa e uma outra reflexão que estabelece paralelos entre o que se passa nos Estados Unidos e na nossa União Europeia. A minha referência vai para um texto de Jorge Almeida Fernandes, no Público: A repolitização da Europa. Eis um dos seus pontos: “O problema é que o ataque à “elite”, ou seja às grandes instituições, na Europa ou na América, tem uma base que nasceu há décadas mas que se generalizou com a eclosão da crise de 2008: é a revolta dos “perdedores económicos”. Combina a insegurança económica com uma insegurança cultural que fomenta os nacionalismos identitários. A vontade de utilizar a democracia contra o Estado de Direito, em nome da defesa do povo, espalha-se em toda a Europa. Caminha-se para um conflito de legitimidades entre a democracia representativa e a democracia referendária, em nome do povo ou dos povos, que se sentem à margem dos compromissos de Bruxelas.”

Despeço-me por hoje, com a certeza que terei de voltar a este tema e a estas discussões muitas vezes. Gostemos ou não, há muitos elementos na situação actual que lembram, repito, a década de 1930, e quem conhece um pouco de história sabe o que isso significa. Não será a forma mais entusiástica de me despedir por hoje, mas quando há impensáveis que já se tornaram realidades, ficamos sem saber que impensáveis nos surgirão a seguir.

Bom descanso e boas leituras.
 
Mais pessoas vão gostar da Macroscópio. Partilhe:
no Facebook no Twitter por e-mail
Leia as últimas
em observador.pt
Observador
©2015 Observador On Time, S.A.
Rua Luz Soriano, n. 67, Lisboa

O Café René do 'Allo 'Allo! sobe ao palco do Cineteatro Alba

O mais famoso café francês da II Guerra Mundial abre portas no Cineteatro Alba, no sábado, 21 de maio, pelas 21h30. Baseada na série de televisão da BBC, criada por Jeremy Lloyd e David Croft, a peça de teatro ‘Allo ‘Allo! traz de volta as divertidas personagens que acompanharam os telespetadores ao longo de nove temporadas, entre 1982 e 1992.

A adaptação da série para os palcos portugueses é de Paulo Sousa Costa, que também partilha a encenação da peça com João Didelet. A produção é da Yellow Star Company. Quanto ao elenco, o público pode contar com caras bem conhecidas, como Joana Câncio, João Didelet, Elsa Galvão, Melânia Gomes, Filipe Crawford, Suzana Borges, Mara Prates, Samuel Alves, José Henrique Neto, Pedro Pernas e Luís Pacheco.

A peça de teatro segue o enredo da série televisiva: durante a ocupação alemã da França, na II Guerra Mundial, René Artois, dono de um pacato café, está constantemente metido em “apertos”. Na cozinha, guarda uma pintura valiosa para os alemães, numa salsicha. Na adega, esconde dois aviadores britânicos para a Resistência. Entretanto, faz “malabarismos” para manter a sua relação com as duas empregadas de mesa, Mimi e Yvette, em segredo. Se alguém descobre o que está realmente a acontecer no café, René será certamente fuzilado. Mas a vida continua, no meio das confusões, omissões e sotaques difíceis de perceber.


Os bilhetes normais para o espetáculo ‘Allo ‘Allo! têm o preço de seis euros. Os portadores Cartão Amigo, Cartão Sénior Municipal, Cartão Municipal de Voluntário e Jovens SUB 23 podem adquirir bilhetes a quatro euros. Há descontos para grupos. O Cineteatro Alba disponibiliza serviço de babysitting gratuito.

Hora de Fecho: Convocados. Murro no estômago ou uma boa surpresa

Hora de fecho

As principais notícias do dia
Boa tarde!
EURO 2016 
Um jogou 15 minutos na qualificação e sorriu, o outro fez 720 e ficou triste. As convocatórias são como as faces de uma moeda. Falámos com Jorge Ribeiro e Paulo Madeira para mostrar os dois lados.
BANCA 
Os líderes da banca nacional -- e a chefe da banca europeia -- estão reunidos numa conferência em Lisboa. Com o tema na ordem do dia, os banqueiros vão responder à questão: Quem quer o banco mau?
POLÍCIA JUDICIÁRIA 
A Polícia Judiciária deteve dois advogados e cinco empresários suspeitos de rapto de uma empresário de Braga a 11 de março. Suspeita-se que, depois, a vítima tenha sido assassinada.
ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA 
Um ex-comissário europeu e um deputado venezuelano tiveram de ser separados nos corredores do Parlamento português, depois de uma violenta discussão acerca da Venezuela.
BENFICA 
É oficial. O ponta-de-lança grego Kostas Mitroglou assinou pelos "encarnados" até 2020, anunciou a BTV.
PROGRAMA DE ESTABILIDADE E CRESCIMENTO 
Instituição liderada por Teodora Cardoso diz que dois terços da contenção da despesa até 2020 não tem medidas que justifiquem a poupança e o mesmo acontece com 390 milhões em impostos.
COMISSÃO DE INQUÉRITO AO BANIF 
A candidata à administração do Banco de Portugal usa o mesmo repertório legal de Draghi para defender que Danièle Nouy pode ser chamada ao Parlamento para falar sobre o Banif
COMISSÃO EUROPEIA 
A eurodeputada do PS afirma que sancionar o país sobre medidas futuras "não tem qualquer justificação", especialmente quando é objetivo do Governo sair do procedimento por défice excessivo este ano.
FOTOGALERIA 
Foi no Pentecostes de 1959 que a estátua de Jesus se mostrou em Almada, de olhos para a capital. "Será um sinal de gratidão pelo dom da paz”, prometeu o cardeal. Imagens da construção e inauguração.
STARTUPS 
David Alston é uma das 50 pessoas mais influentes em Marketing para a Forbes. Ao Observador, explicou porque é que as marcas se devem focar na confiança e paixão. E porque é tão importante ouvir.
FUNÇÃO PÚBLICA 
O primeiro-ministro recusou que a proposta do PS para o regresso ao horário de 35 horas seja faseado e garante que entra em vigor, para todos, a 1 de julho. Admite, contudo, problemas nos hospitais.
Opinião

Rui Ramos
Por debaixo da espuma noticiosa, há uma grande história que une a candidatura de Trump, o Brexit e a anti-austeridade: a da revolta contra a globalização. É isso que define o tempo presente.

Paulo Trigo Pereira
Um dos méritos da coligação de esquerda actual é a sua maior motivação para lidar com a reforma do sistema político, fazendo-o depender cada vez menos do poder económico.

Laurinda Alves
7 passos que podem ser ao mesmo tempo 7 lições tiradas de uma disciplina física exigente e exaltante que também é uma disciplina de vida. 7 sublinhados que são como um fato que nos serve a todos.

José Conde Rodrigues
O eventual colapso do nosso endividamento, quer por restruturação quer por decisão unilateral de não pagamento, será o fim das instituições públicas e privadas onde os portugueses aplicam as poupanças

Matilde Sousa Franco
A melhoria da Inteligência Emocional e a consequente melhor capacidade para compreender os outros, é essencial a um diálogo mais profícuo, e este é basilar para o entendimento e felicidade das pessoas
Mais pessoas vão gostar da Hora de fecho. Partilhe:
no Facebook no Twitter por e-mail
Leia as últimas
em observador.pt
Observador
©2015 Observador On Time, S.A.
Rua Luz Soriano, n. 67, Lisboa

Dia 18 de Maio a ADASCA promove mais uma sessão de colheitas de sangue

Dêem mais sentido à vida. A Colheita de Sangue decorre entre as 16 horas e as 20 horas
Compareçam, não deixem de convidar os vossos familiares e amigos. O Posto Fixo da ADASCA fica localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso. O dito mercado dispõe de um elevador, um parque de estacionamento onde os dadores podem estacionar as viaturas, sem que corram o risco de serem multados.

Todas as pessoas interessadas em aderir pela primeira vez à dádiva de sangue, estão convidadas a comparecer, fazendo-se acompanhar do B.I. ou do seu substituto de forma a facilitar a inscrição junto do administrativo do IPST, o mesmo deve acontecer com os dadores regulares.

Doar sangue não cria habituação, não emagrece nem engorda, bem pelo contrário, faz bem à saúde.

Lembramos que é necessário efectuar duas dádivas no ano económico para continuar a beneficiar da isenção das taxas moderadoras, nos Centros de Saúde (cuidados primários), agora também nos hospitais públicos através da apresentação da Declaração emitida pelos Administrativos do IPST, devendo os dadores guardar uma cópia da referida dádiva.

O sangue é necessário todos os dias, todos sabemos disso. O Sangue não se fabrica artificialmente. O Sangue corre nas suas veias. É saudável? Dê Sangue! Ajude os outros… Poderá ser você mesmo a precisar de ajuda! Doar sangue e medula óssea é um gesto solidário que ajuda a salvar vidas. Não fique indiferente.

Dádiva a dádiva… e a vida recomeça num adulto ou numa criança! Saiba como, quando e onde pode dar Sangue em Aveiro, contacte-nos pelos meios abaixo indicados.

Deixe-se levar pelo Coração. Dê Sangue, porque dar sangue é dar vida. Os questionários para a dádiva de sangue, são distribuídos pela ADASCA no local a partir das 8:00 horas, para adiantar o atendimento dos dadores. O Sangue é "a água necessária" que faz correr o rio da vida! (Elsa Oliveira). Esta jovem já nos deixou… fisicamente. Paz à sua alma.

NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais
1 — O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue, a Lei confere essa permissão, devendo o dador*posteriormente fazer prova à entidade empregadora mediante a declaração que deve ser pedida no local onde se efectua a dádiva.

Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.
BLOG: LITORAL CENTRO - COMUNICAÇÃO E IMAGEM http://aveiro123.blogspot.pt/

Amem a liberdade, sejam felizes.
Joaquim Carlos
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432
ONDE POSSO DOAR SANGUE EM 2016 EM AVEIRO?

Coordenadas GPS:
N 40.62659

W -8.65133    
Aproveitem a façam a vossa inscrição para participar nesta V Caminhada Solidária

Plataforma da Transparência: obrigações legais, prazo termina a 31 de maio

Ex.mo/a Senhor/a
Se ainda não efetuou a comunicação destes dados, lembramos que termina a 31 de maio de 2016 o prazo para o cumprimento das obrigações previstas na Lei n.º 78/2015, de 29 de julho (que regula a promoção da transparência da titularidade, da gestão e dos meios de financiamento das entidades que prosseguem atividades de comunicação social), e no Regulamento n.º 348/2016, de 1 de abril (que estabelece as regras sobre a transparência dos principais meios de financiamento e sobre o relatório anual de governo societário das entidades que prosseguem atividades de comunicação social).
Estão abrangidas por esta lei todas as entidades reguladas pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)descritas no artigo 6.º dos seus Estatutos (Lei n.º 53/2005, de 8 de novembro). Estão incluídas pessoas singulares ou coletivas que exerçam atividades de comunicação social, como sejam sociedades anónimas ou outras pessoas coletivas de forma não societária, como associações, cooperativas ou fundações.
As informações devem ser prestadas através da Plataforma Digital da Transparência, disponível no endereço https://transparencia.erc.pt.
Alertamos que o acesso à Plataforma não é imediato, requerendo um registo prévio, que é objeto de validação pelos serviços da ERC.
A Plataforma permite comunicar à ERC a titularidade da sua entidade, bem como, se aplicável, a informação relativa aos principais fluxos financeiros e um relatório anual sobre as estruturas e práticas de governo societário.
A ERC criou, no seu sítio eletrónico, uma área em que disponibiliza, para além do Manual e Termos de Utilização da Plataforma, um Glossário e um alinhamento de Perguntas & Respostas sobre o tema da transparência da titularidade, da gestão e dos meios de financiamento dos media.
Os serviços da ERC estão disponíveis através do endereço de correio eletrónico info.transparencia@erc.pt e da linha telefónica de apoio com o número 210 107 009 (disponível nos dias úteis, das 9h30m às 17h30m).

Com os melhores  cumprimentos,

O Presidente do Conselho Regulador da ERC
Carlos Magno Castanheira

Hoje é o Dia Mundial da Internet

O Dia Mundial da Internet celebra-se a 17 de maio. A data visa fazer uma reflexão sobre as potencialidades e desafios das novas tecnologias na vida dos cidadãos.
A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) em janeiro de 2006 e é também conhecida como Dia Mundial das Telecomunicações e da Sociedade de Informação.

Origem da Internet

A internet teve origem no decurso da segunda guerra mundial, nos finais dos anos 60, tendo como objetivo criar um canal de comunicação específico para os serviços militares norte-americanos.
O advento da internet originou uma grande mudança no dia-a-dia das pessoas, na forma como comunicam entre si, como procuram e recebem informação, compram bens e serviços, entre muitas outras ações do quotidiano.

Desafios da Internet

Frequentemente a internet origina diferentes tipos de discussões públicas, que resultam do facto de muitos dos conteúdos que estão disponíveis na internet não serem verdadeiros ou não estar devidamente atribuída a autoria de um determinado conteúdo, como por exemplo, a utilização de imagens e textos. A partilha de conteúdos sem autorização dos autores é outro tema que levanta polémica na internet.

Governo admite estudar financiamento da Segurança Social com impostos sobre lucros

O financiamento da Segurança Social com impostos sobre os lucros é uma hipótese que o ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social admitiu hoje estudar, mas desde que substitua fontes de financiamento e não aumente a taxa contributiva.
À margem de um debate sobre o papel do Estado, dos privados e dos particulares nas reformas, promovido hoje em Lisboa, o ministro Vieira da Silva reafirmou a intenção do Governo de lançar "uma discussão organizada" na Concertação Social sobre o financiamento da Segurança Social.
"É possível discutir um alargamento, não no sentido do aumento da carga fiscal mas no sentido de o financiamento ser menos concentrado apenas no fator trabalho", afirmou o governante, reafirmando que a sua perspectiva não é o de reforçar essa dimensão contributiva, mas apenas de encontrar "outras formas de financiamento" que não estejam "apenas" dependentes do factor trabalho.
"Vejo como positivas, por exemplo, a existência de outras fontes contributivas - impostos sobre os lucros - a contribuírem para o financiamento da Segurança Social, não como um acréscimo mas como uma substituição potencial da taxa contributiva", afirmou Vieira da Silva.
Mas o ministro explicou que, por razões "de consistência e de estabilidade" do sistema, o fator salarial deve continuar a ser o principal instrumento no qual assentam as contribuições para a Segurança Social, e salientou que a "prioridade maior" é a de restituir "alguma estabilidade" ao sistema de pensões.
O estudo sobre a diversificação de fontes de financiamento da Segurança Social é uma das medidas previstas no Programa Nacional de Reformas até 2020, apresentado pelo Governo em finais de Março como um plano de médio prazo, que tem como objectivo responder aos problemas estruturais do país.
Fonte: Lusa