quinta-feira, 27 de abril de 2017

Escolas públicas fechadas a 12 de maio

Depois do Governo ter declarado tolerância de ponto para a função pública no dia em que o Papa chega a Fátima, também as escolas públicas vão encerrar.
As escolas públicas vão encerrar no dia 12 de maio, depois do Governo ter declarado tolerância de ponto para a função pública no dia em que o Papa chega a Fátima.
A Associação de Diretores de agrupamentos e escolas públicas alerta, segundo a TSF, para o facto de se estar a aproximar a época das provas finais, indo esta medida afetar um período que já é curto.
Isabel Moreira, deputada socialista não apoia a decisão do Governo considerando que viola o princípio do Estado laico.
À semelhança do que aconteceu em 2010, com Bento XVI, o Governo vai conceder tolerância de ponto aos trabalhadores da Administração Pública devido à visita do Santo Padre a Portugal.
Assim, a Função Pública vai poder abdicar das tarefas laborais para se deslocar a Fátima e assistir às celebrações com o Papa Francisco, uma intenção do Executivo que já foi comunicada aos bispos portugueses e espera aprovação em Conselho de Ministros.

Fonte: Jornal Económico

“Estruturas Locais de Voluntariado: Inovar é Possível?” é o tema de terceiro encontro intermunicipal de voluntariado


As câmaras municipais de Lisboa, Cascais e Torres Vedras vão realizar o seu terceiro encontro intermunicipal de voluntariado no próximo dia 3 de maio, no auditório do Edifício dos Paços do Concelho de Torres Vedras, sob o tema: “Estruturas Locais de Voluntariado: Inovar é Possível?”.

Recorde-se que o Encontro Intermunicipal de Voluntariado é uma iniciativa que teve a sua génese em 2015, durante a comemoração de Lisboa Capital Europeia do Voluntariado e que pretende contribuir para a reflexão em torno do papel dos bancos locais de voluntariado na promoção e desenvolvimento do Voluntariado, a nível local, em articulação com as organizações enquadradoras de voluntariado, procurando simultaneamente permitir a troca de experiências e boas práticas, assim como partilhar os principais constrangimentos e dificuldades que enfrentam estas estruturas para desenvolver o seu trabalho.

De referir que a Confederação Portuguesa do Voluntariado também se juntou à organização desta iniciativa.

O programa da mesma é o seguinte:

9h00 
Receção dos participantes 

9h30 Sessão de Abertura 
Ana Umbelino, vereadora da Divisão de Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Torres Vedras 

João Afonso, vereador do pelouro dos Direitos Sociais da Câmara Municipal de Lisboa 

Marco Espinheira, diretor municipal da Câmara Municipal de Cascais 

Eugénio José da Cruz Fonseca, presidente da Direção da Confederação Portuguesa do Voluntariado 

Conferência 

10h15 
“A Importância da Inovação no Voluntariado” 

Henrique Sim-Sim, assessor e coordenador da Área Social da Fundação Eugénio de Almeida 

“Selo de Qualidade em Voluntariado – Confederação Portuguesa de Voluntariado” 

Rita Leote, gestora de programas da Confederação Portuguesa do Voluntariado 

Moderador: João Teixeira, secretário executivo do Corpo Nacional de Escutas 

10h30 
11h00 Pausa para café 

11h15 
Painel I – A Inovação nas Práticas 

“Formação de Voluntários – Parceria Intermunicipal Sobral de Monte Agraço | Torres Vedras” 

Cláudia Simões, coordenadora do Banco Local de Voluntariado de Sobral de Monte Agraço 

“Reconhecimento de Voluntários: Passaporte dos Voluntários” 

Cláudia Vieira, coordenadora do núcleo executivo do CLAS de Gondomar 

Moderadora: Vanessa Carvalho da Silva, doutoranda em Sociologia no ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa 

12h30-14h00 
Pausa para almoço 

14h00 
Painel II - A Inovação nos Projetos 

“Voluntariado Empresarial” 

Ana Catarina Silva, responsável pela gestão do Banco Local de Voluntariado de Viana do Castelo e do projeto de voluntariado de proximidade “Bem-me-quer mais perto” 

“Voluntariado Ambiental em Cascais” 

João Cardoso de Melo, diretor de gestão da Estrutura Ecológica Municipal da Câmara Municipal de Cascais 

Moderadora: Fabíola Correia, responsável de gestão de resíduos urbanos da Câmara Municipal de Torres Vedras 

15h15 
Painel III - Inovação no Reconhecimento de Competências 

“Certificação e Reconhecimento de Competências no Kerigma – Instituto de Inovação e Desenvolvimento Social de Barcelos” 

Joana Carvalho, gestora de projetos internacionais do Kerigma – Instituto de Inovação e Desenvolvimento Social de Barcelos 

“Mecanismo de Reconhecimento das Aprendizagens Decorrentes do Voluntariado” – Câmara Municipal de Lisboa 

Moderadora: Ana Isabel Miguel, coordenadora do Centro Qualifica do Agrupamento de Escolas Henriques Nogueira 

16h15 Encerramento 
Ana Umbelino, vereadora da Divisão de Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Torres Vedras 

Mais informações sobre este encontro e inscrições para o mesmo pode ser obtido pelo n.º de tlf.: 261 320 755; ou em: www.cm-tvedras.pt.

Pela Área de Comunicação da Câmara Municipal de Torres Vedras

O PAPA FRANCISCO E OS GENOCIDAS


Trump a abrir o Expresso Curto de hoje, por Ricardo Costa. Aqui se fala do fulano que preside ao Império Maldito que denominam de USA ou EUA. Há umas horas o império lançou um míssil intercontinental ao longo do oceano Pacífico e que caiu nas ilhas Marshal. Aviso à Coreia do Norte e aos que mais vierem ou lhes der na gana. Uns fulanos que extinguiram milhares e milhares da população autóctone (genocídios) para se apoderarem do país composto por várias nações índias é capaz de tudo de mal. Outros tempos, dirão. Pois.

Bom dia. Basta de trampa de Trump e seus derivados.

Em Portugal há tolerância de ponto no dia da chegada a Fátima do Papa Francisco, que vem comemorar o centenário de uma muito provável treta católica, apostólica, romana. Um golpe de visão dos fascistas Cardeal Cerejeira e Oliveira Salazar. Está bem. Pois. Uma mentira a ser tantas vezes dita pode passar a ser tomada por verdade. Para os papalvos e para os ingénuos que nada põem em dúvida das obras saídas de sistemas manhosos. Enfim.

Que há polémica por causa da concessão da tolerância de ponto, porque Portugal é uma República e tal, um país soberano e tal. Oh rapaziada, o Francisco até é fixe. Deixem lá cada um acreditar no que quer desde que não prejudique o coletivo, o país. E isto não prejudica em nada o país desde que a fortuna do tal santuário de Fátima não seja depositada em offshores. Pois. Olhem, já agora vejam lá essas contabilidades, sem favor. É um dever, porque aquilo é um negócio de muitos milhões.

Israel soma e segue, cheia de força emprestada pelo Império Maldito. A aviação israelita atacou o aeroporto de Damasco. Houve israelitas que se miscigenaram com o nazismo dos tempos de Hitler e passaram a assimilados. Complexo adquirido naqueles tempos. Vai daí levaram para a tal terra prometida o mal e a caramunha. É o que se vê. E lá continuam eles no “santo sacrifício” de roubar terras e assassinar vizinhos como lhes apetece, numa postura de perfeitos genocidas.

Isto até parece um Curto baseado nos genocidas do costume, EUA e Israel.

Que em Hong Kong continua a “caça às bruxas” manipuladas pelos EUA e os “bifes” de Inglaterra, o MI qualquer coisa ou ilhargas disso. Houve um raide a opositores ao regime chinês da ex-colónia da velha Albion. Pois. A partir do momento em que as intromissões de potências estrangeiras passaram a manipular certos descontentamentos populares a China pôs-se a pau. Ali não há pão para malucos. Os de Hong Kong deviam saber isso e sacudir interferências estrangeiras. Como não o fizeram agora é difícil de o fazerem. Abram os olhos, das potências do ocidente nada de bom podem esperar.

Há mais, muito mais, neste Curto do diretor de informação da SIC. Saberá isso se continuar a ler. Por nós acabámos. Não faz sentido alongar mais mas sim absorver a cafeína matinal e ir de férias por uns dias. Bom dia. Curtam o Curto e aceitem as nossas saudações, escravos.

MM | PG

Bom dia, este é o seu Expresso Curto 

Ricardo Costa | Expresso Curto

Escrever sobre Donald Trump tem destas coisas. Quando me fui deitar, hesitava entre começar pelo brutal corte de impostos (aprende Vítor Gaspar, a lei da gravidade também se aplica ao fisco…) anunciado pela administração americana ou pela inédita convocatória dos senadores para um briefing sobre a Coreia do Norte, com tudo a embarcar em autocarros fretados para cumprir o curto trajeto entre o Senado e a Casa Branca.

O tema da Coreia do Norte é o mais importante dos nossos tempos, sobretudo quando os EUA colocaram ontem um novo sistema de defesa na Coreia do Sul, apesar do desagrado de Pequim - que não quer a Península Coreana mais militarizada -, e testaram mais um míssil balístico de longo alcance entre a Califórnia e uma pequena ilha do Pacífico.

Quando vemos, do outro lado da barricada, o mais misterioso e lunático dos líderes mundiais, Kim Jong Un, e o mais fechado dos regimes, com reconhecida capacidade militar e despudorada ambição nuclear, estamos perante um tema que vai abrir muitos Expressos Curtos.

O corte nos impostos promete (ainda há muitos crivos legislativos para atravessar) ser uma coisa com efeitos brutais na economia americana e provocar ondas de choque globais. O imposto sobre as empresas pode cair para 15%, há uma taxa muito baixa para repatriação de capitais (as grandes empresas americanas têm quantidades imensas de cash fora de portas) e uma revolução nos impostos singulares, em que os mais ricos (olha que surpresa) vão pagar bem menos.

Pois bem, quando acordei Trump estava outra vez nas manchetes internacionais, mas agora porque decidiu manter os EUA no NAFTA, o importante acordo comercial com o Canadá e o México. Foi mais uma jogada do negociador que se senta na Casa Branca.

Ameaçou acabar com o acordo, mas depois de vários telefonemas de última hora com os líderes do Canadá e do México, arranjou-se uma solução intermédia e as negociações prosseguem. O abandono oficial do NAFTA devia ser anunciado sábado, quando passam exatamente 100 dias sobre a presidência de Donald Trump. Mas aos 98 dias, a ameaça ficou no papel.

A France Press fez uma curiosa infografia sobre estes (quase) 100 dias da agitada presidência. Aqui ficam alguns dados.

29 ordens executivas assinadas
9 decretos de Obama anulados
2 decretos sobre imigração rejeitados pelos tribunais
59 mísseis disparados sobre território sírio
1 mãe de todas as bombas lançada no Afeganistão
8 reuniões com líderes estrangeiros
0 visitas ao estrangeiro
7 fins de semana em Mar-A-Lago
14 partidas de golf
945 tweets

Até sábado, dia 100 da era Trump, já sabem, vão chover análises e comentários sobre a data redonda do mais inesperado dos presidentes americanos. Mas fiquem com estes números para animarem as conversas até lá. Vamos ao resto.

OUTRAS NOTÍCIAS

Notícia de última hora que vai seguramente marcar o dia: uma explosão de grandes dimensões atingiu, esta manhã, o aeroporto de Damasco. O ataque terá sido realizado pelas forças israelitas. A informação foi avançada pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, que também confirma a ocorrência de um incêndio nas imediações do aeroporto.

De acordo com um canal de televisão público ligado ao regime de Bashar al-Assad e à milícia libanesa Hezbollah, o incidente terá sido provocado por um ataque aéreo levado a cabo pelas forças israelitas. Uma informação que não foi confirmada pelo porta-voz do exército de Israel que alega a confidencialidade dos planos de voo.

Também durante a madrugada, as autoridades de Hong Kong fizeram um raide contra militantes pró-democracia no território e terão detido pelo menos nove ativistas, alegadamente ligados aos protestos que no ano passado agitaram o território chinês.

Por cá, a PJ continua à procura do suspeito do atropelamento da madrugada de sábado junto ao Estádio da Luz. O alegado homicida de um adepto italiano do Sporting já está identificado, terá utilizado naquela noite o carro da ex-mulher, entretanto descoberto em casa de um amigo que também tem ligações à claque dos No Name Boys.

O tema faz hoje capa do Correio da Manhã e estará perto de ser resolvido pela Polícia Judiciária, que tem o suspeito identificado há vários dias e que estará à espera que este desista de continuar escondido.

Outro tema que se arrasta no passar dos dias é o de ataques com cães perigosos. Ontem houve mais dois casos, um em Ílhavo, com um Cão de Fila a ferir na cara uma criança de 3 anos em casa dos avós, e outro em Arouca, com um Serra da Estrela a atacar um rapaz de 9 anos na via pública.

O dono do cão que anteontem atacou uma menina em Matosinhos já foi ouvido em tribunal. O homem não falou aos jornalistas à saída e o Ministério Público não divulgou os crimes imputados. A criança de 4 anos está livre de perigo e o cão em quarentena, como é obrigatório nestes casos.

Esta sucessão de acontecimentos serviu para atualizar uma estatística nada simpática: em 15 meses, a GNR registou 355 vítimas de ataques de cães.

Outro caso com contagem é atualização é o do recente surto de sarampo. O número de casos está agora em 25. Os números foram atualizados por Francisco George, Diretor Geral de Saúde, numa ida ao Parlamento em que atacou esta moda “bizarra, hippie” de não vacinar os filhos.

Em Almeida, dois autarcas juntaram-se a cerca de cem populares e estiveram sete horas fechados na dependência local da Caixa Geral de Depósitos. A “ocupação” resultou no adiamento do encerramento da dependência bancária, inicialmente agendada para hoje. Tudo será discutido na próxima terça-feira entre a autarquia e a administração da CGD. Alma até Almeida, pelo menos até terça-feira.

Não haverá despedimentos na Caixa. Como assim? A garantia foi dada pela equipa das Finanças numa audição no Parlamento. A questão não é assim tão simples porque, claro, vão mesmo sair dos quadros da instituição cerca de 2300 trabalhadores. Mas tudo será por via amigável e reformas antecipadas. Ok, vamos falando.

O debate quinzenal no Parlamento foi mais uma magnífica homenagem àquilo a que a língua portuguesa designa por conversa de surdos. Governo e oposição falaram de coisas diferentes um bom par de horas.

No meio da confusão, o executivo anunciou que o défice baixou novamente no primeiro trimestre do ano e ao longo do dia soube-se ainda que os funcionários públicos terão tolerância de ponto no dia 12, data em que o Papa Francisco chega a Portugal.

A decisão provocou a estupefação de Tiago Barbosa Ribeiro, deputado voluntarista do PS do Porto, que protestou contra o seu governo nas redes sociais.

Num gesto ecuménico, o mesmo executivo ruma esta manhã ao Forte de Peniche para um Conselho de Ministros fora de portas. A data assinala a libertação dos últimos presos políticos, libertados exatamente dois dias depois do 25 de Abril da então prisão de Peniche. O futuro do forte tem estado envolvido em intensa polémica.

Isaltino Morais está de volta. O ex-autarca e ex-ministro, caído em desgraça por evasão fiscal, pela qual cumpriu pena de prisão efetiva, regressa para tentar reconquistar a “sua” câmara de Oeiras.

FRASES

“A Caixa, tal como estava no início de 2016, era um banco zombie”. Mário Centeno, ministro das Finanças, numa audição parlamentar

“Esta moda bizarra de não vacinar crianças tem tido estas consequências”. Francisco George, diretor-geral de saúde, no Parlamento

“Causa-me enorme estranheza e estupefacção que o Governo se prepare para conceder tolerância de ponto a propósito da viagem do Papa a Fátima”. Tiago Barbosa Ribeiro, deputado do PS, num post no Facebook

“Não quero pagar as dívidas dele ao Novo Banco”. Bruno Carvalho, presidente do Sporting, sobre Luís Filipe Vieira

O QUE EU ANDO A LER

O primeiro livro de Bruno Vieira do Amaral teve entrada na direta na curta lista de primeiras obras bem recebidas pela crítica e pelo público. As primeiras coisas (Quetzal, 2013) transportou-nos para a realidade suburbana da margem sul do Tejo, para um imaginário Bairro Amélia, espelho do Vale da Amoreira (onde o autor cresceu).

O incrível detalhe e imaginação, bem como a originalidade da abordagem, valeram ao livro uma série de prémios ( Prémio Literário José Saramago 2015, Prémio Literário Fernando Namora 2013, Prémio PEN Clube Narrativa 2013, entre outros).

Quatro anos depois, Bruno Vieira do Amaral regressa com Hoje estarás comigo no Paraíso (Quetzal, 2017), um novo mergulho num território pouco trabalhado pela literatura portuguesa. O romance confirma o brilhantismo do autor, agora numa espécie busca familiar.

O ponto de partida é o brutal assassinato do primo João Jorge (1963-1985), dos poucos pormenores conhecidos, dos escassos relatos e testemunhos, numa reconstituição de memórias esparsas que vão construindo a família do autor, as suas histórias e geografias.

O título vem direto do Evangelho de São Lucas, na tradução de Frederico Lourenço («E Jesus disse-lhe: “Amén te digo: hoje estarás comigo no paraíso”») e a inspiração das célebres primeiras linhas da Crónica de uma morte anunciada (“No dia em que iam matá-lo, Santiago Nasar levantou-se Às 5h30 da manhã para esperar o barco em que chegava o bispo”).

Ninguém pode impedir a morte de João Jorge. Mas um livro como este pode resgatá-lo.

O Expresso Curto fica por aqui. O dia continua a girar no Expresso Online e ao fim do dia chega o Expresso Diário. Tenha uma boa quinta-feira, dia 98 da era Trump.

CDS E O TIQUE DDT ARRELIAM ALFREDO CUNHA COM FOTO DE SALGUEIRO MAIA

Chegámos ao ponto de ver pseudo comemorações do 25 de Abril entre os que nada têm que ver com o 25 de Abril ou se têm é contra o 25 de Abril. É o caso do CDS. É o caso do PSD com Passos Coelho na liderança. Será o caso de outros ainda ressabiados com aquele dia de Abril de 1974. O dia da libertação conquistada por muita luta de antifascistas ao longo de décadas, que culminou com o avanço em força de uma juventude que havia suportado com sacrifício de vidas uma guerra colonial-fascista que teve uma duração de 13 anos. Numa população escassa existia permanentemente um milhão de militares no ativo, cumprindo o serviço militar obrigatório. Defendendo o indefensável contra povos africanos que com toda a legitimidade lutavam pela sua libertação do jugo do regime que os colonizava, que os oprimia. Nunca os de antes e depois do 25 de Abril foram contra a guerra colonial, Nunca vimos os do CDS lutar contra o salazar-fascismo e colonialismo, antes pelo contrário.

Surgiu agora nas últimas comemorações, de há poucos dias, uma polémica com o profissional de fotografia Alfredo Cunha acerca de uma foto de sua arte que o CDS usou abusivamente e manipulou. A imagem é relativa ao capitão Salgueiro Maia, o tal capitão que foi desprezado quase sistematicamente por aqueles que ainda hoje têm o descaramento de se afirmar democráticos  e por Abril quando não o são. O que fazem é sujeitarem-se à Constituição e labutar para a alterar para um regresso ao 24 de Abril adaptado à atualidade. Aliás isso fica sempre muito bem demonstrado quando o CDS partilha o governo com o PSD, ainda mais nos últimos 4 anos em parceria com Passos Coelho.

Sobre a fotografia de Alfredo Cunha que o CDS usou, acima reproduzida (esperemos que não nos processem) há notícia e declarações de ambas as partes. Deixamos a ligação ao Notícias ao Minuto para melhor se esclarecerem.

Na verdade o CDS não se pode considerar dono disto tudo, nem do produto do trabalho dos outros ou do que é de outros (tique DDT). O CDS não é o site de pobretanas que têm 100, 500 ou 1.000 visitas diárias. Se não sabem deviam de saber. Ao menos devem dar conhecimento e pedir autorização aos autores para usarem as suas obras. E se tiverem de pagar os direitos devidos, paguem. No CDS decerto que não falta verba para isso. Mais claro ou menos claro haverá sempre uns euros (secos ou molhados) para se comportarem em conformidade com o que querem parecer: responsáveis de um partido político… de Abril.

Há ainda outro modo de dizer: Senhores, isto aqui não é o da Barbuda, nem vocês ainda são governo para atropelar e miserabilizar tudo e todos como fizeram quando com Passos e Portas foram governo. Será melhor perderem esse tique DDT (donos disto tudo) que mais parece que mantêm. Se não percebem (parece que não) será melhor perceberem que o que está mesmo muito mal é a péssima e arrogante atitude.

Saiba mais, se continuar a ler.

MM | PG

JP acusada de uso indevido e manipulação de foto de Salgueiro Maia

O fotógrafo Alfredo Cunha vai processar a Juventude Popular pela utilização sem autorização e pela manipulação de uma fotografia sua do capitão de Abril Salgueiro Maia num cartaz divulgado nas redes sociais.

"Tem todos os ingredientes para me deixar furioso. Primeiro, a fotografia é roubada, depois é manipulada. Como tal, irei partir para tribunal para tratar do assunto", disse à agência Lusa o fotógrafo Alfredo Cunha, depois de o jornal online Observador avançar essa notícia.

O autor da imagem icónica de Salgueiro Maia sublinhou não querer fotografias suas usadas por partidos, "muito menos por um partido de direita" e com "uma mensagem ambígua".

O cartaz digital da JP, a juventude do CDS-PP, usa parte da imagem do capitão de Abril, com um filtro azul, lendo-se as seguintes frases: "25 de Abril. A liberdade é de quem a dá aos outros! e não dos que se afirmam donos dela".


Em nome da paz? Como Washington disfarça ocupações com ‘intervenções humanitárias


Caos controlado – eis como frequentemente é denominada a política travada pela Casa Branca no Oriente Médio e que muitas vezes leva à erupção de conflitos tribais, guerras civis e tensões internas, tudo sob o lema dos sagrados valores democráticos. A Sputnik explica quais são os motivos deste conceito de intervenção e qual é o seu provável futuro.

O dia tenebroso de 11 de setembro, por mais dramático e doloroso que seja, não passou como apenas uma tragédia nacional. Segundo muitos analistas, também lançou alicerces e serviu como uma espécie de pretexto para inicialização de uma nova fase da política externa americana que se caracterizou por intervenções de larga escala na região perturbada do Oriente Médio.Para tais ações se usa todo o tipo de justificações e conceitos articulados, no âmbito dos quais, com efeito, se pode motivar a ingerência em quase qualquer parte do mundo, mascarada pelos valores da paz e humanitarismo.

De boas intenções está o inferno cheio?

Um dos princípios mais amplamente utilizados é a responsabilidade de proteger (em inglês Responsibility to Protect ou R2P), que foi pela primeira vez utilizado em um relatório da Comissão Internacional sobre Intervenção e Soberania Estatal da ONU datado de 2011, e até hoje tem sido aproveitado para justificar as chamadas “intervenções humanitárias” encabeçadas, particularmente, por Washington.

A ideia principal do conceito assenta na premissa de que em caso de impotência dos governos internos em outros países, onde “se violam os direitos humanos ou se efetuam crimes em massa”, a responsabilidade de impedir o desenvolvimento ulterior da crise passa para a comunidade internacional (muitas vezes, isto quer dizer um só país e todos sabem qual é).

Basta ressaltar que o ativamente repercutido e debatido conceito de R2P se confrontou com o conceito inverso do então governo brasileiro que, por sua vez, sempre foi simpatizante da “força suave” nas relações exteriores. Em vez do conceito americano, o governo petista, naquela época encabeçado pela presidente destituída Dilma Rousseff, propôs seu princípio de responsabilidade ao proteger que foi expressamente apoiado por muitos países em desenvolvimento. A ideia-chave do conceito brasileiro trata da necessidade de obter uma permissão oficial dos órgãos internacionais, em primeiro lugar do Conselho de Segurança da ONU, ou um pedido formal das autoridades do país, antes de iniciar uma intervenção militar ou “humanitária”. Mais que isso, tais autorizações devem ser precedidas por uma análise escrupulosa e profunda da situação interna no país-alvo da ingerência, sendo que todos os outros métodos pacíficos de solução do conflito já se terão esgotado.

Nem vale a pena explicar que a iniciativa brasileira, apesar de ter sido saudada por muitos países-membros das Nações Unidas, nunca chegou a ser levada a sério pelos mastodontes do palco internacional que, pelos vistos, têm suas próprias “regras de comportamento”.

Mas afinal, por que é que os EUA aspiram tanto a dominar no Oriente Médio sem ligar a todas as consequências da sua política, baixas civis e militares (inclusive deles próprios), dezenas de cidades destruídas, bilhões de dólares gastos?

Primeiro, uma camada vasta da elite política americana, primeiramente neoconservadora e intervencionista liberal, com efeito, acredita em uma “missão especial” atribuída aos EUA. Isto é, a promoção dos pilares democráticos em todo o mundo que irrompeu, ganhando novo fôlego, com a Primavera Árabe em 2011. Infelizmente, os arquitetos desta política frequentemente se esquecem de que nem todos necessitam e querem esta democracia por diferença de mentalidade e registro cultural.Em segundo lugar, não se pode descartar o enorme lobby saudita e israelense no meio do Congresso americano que, efetivamente, afeta os interesses nacionais de Washington e influi muito no seu bem-estar econômico. Embora as atividades de lobby sejam formalmente proibidas pela legislação nacional, ao longo dos últimos anos tem funcionado um evidente sistema de pesos e contrapesos ente a Casa Branca e estes dois países mais prósperos da atribulada região.

Efeito de dominó: como a ‘praga americana’ alastrou pela região

Como já foi ressaltado, o “advento” americano nos países árabes se iniciou, principalmente, após os trágicos acontecimentos em Nova York no ano de 2001, ou seja, os ataques do agrupamento terrorista Al-Qaeda que levaram quase 3 mil vidas de cidadãos americanos. A ira foi grande, a sede pela vingança também. Em outras palavras, era um momento ideal para iniciar uma campanha intervencionista fora, sem necessidade de justificá-la, nem perante a comunidade internacional, nem perante sua própria população.

Deste modo, em 7 de outubro de 2001, os EUA iniciaram a operação Liberdade Duradoura no território afegão, denominando como seu objetivo principal derrotar a organização terrorista do Talibã. O governo talibã, com efeito, acabou perdendo o poder e a força militar, porém, passou a travar uma guerra de guerrilha, provocando ainda mais tensões e vítimas do conflito. Na sequência disso, a intervenção americana no Afeganistão acabou por ser a guerra mais contínua na história do país, arrastando por 13 anos, e, na avaliação de muitos cientistas políticos, ainda aumentou o caos numa região que já não é controlada por ninguém.

Se a intervenção em território afegão foi mais ou menos compreensível para a comunidade internacional e teve várias condições prévias, a ocupação do Iraque (2003-2011) tem gerado muito mais polêmica pela ambiguidade de seus argumentos. Os principais motivos usados na época pelo governo de George W. Bush envolviam o alegado desenvolvimento de armas de destruição em massa iraquianas e a suposta ligação entre o líder do país, Saddam Hussein, e a Al-Qaeda, organização com a qual os EUA sonhavam acertar as contas. Entretanto, a coalizão internacional encabeçada por Washington nunca recebeu nenhuma resolução do Conselho de Segurança, o que, em princípio, se entende como uma gravíssima violação do direito internacional.

O presidente iraquiano acabou por ser executado pelos serviços secretos dos EUA, enquanto o país ficou dilacerado pela guerra civil e, consequentemente, pela insurgência de novos agrupamentos radicais como o Daesh. Porém, nunca ninguém conseguiu apresentar as malditas provas do desenvolvimento de quaisquer armas de destruição em massa em território iraquiano ou das respectivas ligações criminosas do líder nacional.

Com a erupção da chamada Primavera Árabe, vista por muitos como um fenômeno artificial, estourou um novo conflito desastroso — a intervenção militar na Líbia em 2011. No âmbito dela, as forças da OTAN fizeram questão em criar uma zona de exclusão aérea no espaço aéreo líbio para que as forças governamentais não pudessem atacar as forças rebeldes, aparentemente apoiadas pelo Ocidente, o defensor da democracia.
É interessante que, antes do colapso do “regime sangrento” de Muammar Kadhafi e seu consequente assassinato, a Líbia tinha sido um dos países mais prósperos da região, com produção petrolífera poderosa, subsídios sociais altos e serviços de ensino e saúde pública gratuitos. Basta apresentar apenas um fato: na época, o salário médio na Líbia somava mil dólares, enquanto o subsídio de desemprego era de 700-800 dólares. Hoje em dia, o país se encontra em uma paralisia econômica completa, um vácuo político e enfrenta uma pendente ameaça terrorista. Estas são a “democracia e paz” que os países-membros da Aliança Atlântica quiseram promover com seu conceito “responsabilidade de proteger”?Ainda resta a Síria. O país que ainda continua lutando para não cair sem regresso neste “caos controlado”, porém, as forças já são escassas. E dá medo imaginar o que seria do país se os outros atores, inclusive a Rússia, não tivessem forçado Washington a entrar em diálogo e tentar acordar com outros as suas ações militares no país debilitado por extremismos de toda a espécie.

Sob governo Trump, a hegemonia americana no Oriente Médio chegará ao fim?

Hoje em dia, são numerosos os políticos e especialistas que predizem a perda da influência pelos EUA nesta região turbulenta. Para muitos é evidente que, no contexto da ameaça jihadista eminente que que afeta todo o mundo sem exceção, os EUA já não se podem posicionar como os atores principais, para não dizer únicos, no Oriente Médio.

Aparecem outros — inclusive a Rússia, o Irã e a Turquia, o que obriga Washington a dialogar, por menos que ele o queira. Para os falcões americanos, isto pode parecer um sintoma de fraqueza e simbolizar uma derrota, mas do ponto de vista do senso comum — é um passo inevitável no caminho para a estabilidade regional. Outra questão é se a Casa Branca deseja tal estabilidade.

Basta sublinhar que no meio da elite americana o conceito agressivo de intervenções no estrangeiro também perde cada vez mais terreno. Por exemplo, 10 anos atrás a ocupação do Iraque era apoiada por dois terços do establishment americano. Já em 2016, no decorrer das primárias e das próprias presidenciais, a campanha iraquiana dos EUA foi criticada por todos os candidatos, caracterizada por muitos como um “grande erro”.Há vários indícios que mostram que Washington já não pode se nortear pelas regras do jogo estabelecidas por ele 15 anos atrás e se comportar como se fosse a única voz forte na região. Isto se vê pela política cada vez menos dependente e até ousada de Israel, levando em conta sua construção de assentamentos não apoiada por Washington, pela compostura agressiva do Irã e, claro, pelo papel russo cada vez mais crescente na solução do conflito sírio.

Durante o governo de Trump, parece que tudo vai depender da sua flexibilidade. Sendo um homem de negócios, ele deve se dar de conta de que um compromisso é sempre mais proveitoso e construtivo do que uma confrontação e tentar construir um diálogo duradouro com os novos atores no Oriente Médio. Caso contrário, as consequências podem ser desastrosas não só para a região, mas para todo o mundo.


EUA TESTARAM MÍSSIL INTERCONTINENTAL NO OCEANO PACÍFICO


Os EUA realizaram esta madrugada um ensaio com um míssil intercontinental que voou até um atol no Oceano Pacífico, para mostrarem a sua capacidade de dissuasão nuclear.

A Força Aérea anunciou esta quarta-feira o lançamento de um míssil balístico Minuteman III desarmado, desde a base aérea californiana de Vandenberg.

O míssil de longo alcance percorreu cerca de 6.800 quilómetros até uma zona designada para o impacto do projétil no atol de Kwajalein, nas ilhas Marshall.

"O lançamento desta noite é uma importante demonstração da nossa capacidade de dissuasão", declarou, em comunicado, o coronel John Moss, comandante da Ala Espacial 30, encarregada de gerir os silos de mísseis intercontinentais com capacidade nuclear em Vandenberg.

O lançamento ocorreu em plena escalada de tensões com a Coreia do Norte, depois dos ensaios com mísseis por parte do regime de Kim Jong-un.

O sistema de mísseis Minuteman tem 60 anos de história, mas tem sido modernizado em várias ocasiões, para poder manter a capacidade de dissuasão nuclear dos EUA, baseada em silos em terra, submarinos e bombardeiros estratégicos.

Jornal de Notícias | Foto: O míssil de longo alcance percorreu cerca de 6.800 quilómetros até uma zona designada para o impacto do projétil no atol de Kwajalein, nas ilhas Marshall | Foto Michael Peterson/usaf/handout Via Reuters

A desintegração europeia está em marcha – apesar da arrogância e da chantagem


Pierre Lévy

A imagem era terrível. Durante a noite eleitoral de 23 de Abril, as câmaras da [TV] France 2 difundiram durante intermináveis minutos a travessia de Paris pelo cortejo de Emmanuel Macron: um bando de motociclistas, uma dezena de veículos com todas as sirenes a urrarem e giro-faróis em acção. Mesmo o comentador em directo espantou-se com este comboio a ultrapassar todos os sinais vermelhos. Como uma alucinante caricatura da continuidade e da arrogância digna do Antigo Regime.

E como um símbolo subliminal de uma evidência: o "sistema" já instalou o seu candidato no poder. O sistema, ou seja, o aparelho económico-político-mediático que pretende assegurar a dominação da oligarquia mundializada através dos seus representantes nacionais. O antigo énarque [1] e banqueiro dos Rothschild encarna isto até à arrogância. Na forma em primeiro lugar, tendo em vista seu lançamento literalmente sem precedentes através do marketing e dos media . E no fundo, naturalmente, tanto os seus temas predilectos seguem estreitamente as prioridades das "elites mundializadas".

A começar pela Europa , claro. Ao concluir um dos debates da noite na France 2, Laurence Parisot – a antiga presidente do patronato que fez do anti-lepenismo a sua razão de viver – considerou que o maior mérito do sr. Macron era querer "refundar o mais belo projecto que há, o projecto europeu". No mesmo momento, afluíam mensagens para saudar a vitória anunciada do jovem banqueiro: do presidente da Comissão Europeia, do porta-voz da chanceler alemã e do ministro federal dos Negócios Estrangeiros, da chefe da diplomacia europeia, de Michel Barnier (responsável por Bruxelas das negociações do Brexit) e tantos outros... Todos indicaram ao povo francês qual seria a "boa escolha" no segundo turno.

Uma boa escolha, ou pelo menos uma escolha por defeito em favor da qual pronunciou-se a quase totalidade da classe política francesa. Emmanuel Macron reuniu apelos que vão de Benoît Hamon a François Fillon, de Pierre Laurent a Christian Estrosi. Todos se reagruparam para "barrar Marine Le Pen", que representaria "o ódio, o racismo, a xenofobia e o perigo que põe em perigo a República", deixando entrever as hordas de velhas camisas castanhas a irromper no país... Sobretudo – pois este pesadelo perdeu credibilidade – brandiram a ameaça da catástrofe económica que não deixaria de arruinar o país se fosse organizado um referendo sobre a saída do euro.

Le Monde, o diário de referência das forças dominantes, desde Fevereiro nunca publicou uma única edição em que não aparecessem pelo menos duas ou três análises, pontos de vista, tribunas ou editoriais advertindo contra a "loucura" do voto na candidata frentista (as declarações neste sentido de d'Angela Merkel, de Mariano Rajoy, de Mario Draghi ou de Jean-Claude Juncker foram além disso postas em destaque). Na véspera do primeiro turno, o director do jornal concluía assim: "uma candidatura é incompatível, em todos os pontos, com nossos valores e nossos compromissos: aquela de Marine Le Pen". A Europa é indispensável, precisava Jérôme Fenoglio, pois "doravante nada mais é possível num único país". Está tudo dito.

É claro que a última subida directa de Jean-Luc Mélenchon provocou alguns mísseis denunciando o "populismo anti-europeu", mas os tiros acalmaram-se quando, na última semana, o "insubmisso" os tranquilizou precisando que não tencionava "sair da Europa".

A CASTA MUNDIALIZANTE 

Resta o facto evidente: o mapa dos votos acumulados Le Pen-Mélenchon segue de maneira flagrante aquele dois NÃO no referendo de 2005. Trata-se, mais uma vez, de um fosso de classe, social e ideológico, que surge: de um lado uma casta que tem interesse na mundialização e que consegue congregar camadas médias superiores, "urbanas e educadas"; do outro, uma França popular, operária ou rural, que constitui a carne de canhão da liberdade de circulação dos capitais.

Como ontem no Reino Unido. E é esta revolta popular crescente que inquieta os poderosos. Eles tentam contê-la reanimando regularmente o espectro do horror e do cataclismo. O maior ou menor êxito que terá esta enésima chantagem com o medo dependerá do maior ou menor alívio que possa ganhar a integração europeia. Este é todo o desafio do segundo turno.

Mas, após o 29 de Maio de 2005 e após o 23 de Junho de 2016, a desintegração da UE já começou. Ela está em marcha. 

[1] énarque: designa os antigos alunos da École National d'Administration 


Este editorial encontra-se em http://resistir.info/