sábado, 7 de outubro de 2017

Igreja: D. José Traquina é o novo bispo de Santarém

Foto: Agência ECCLESIA

Responsável sucede a D. Manuel Pelino
Lisboa, 07 out 2017 (Ecclesia) – D. José Traquina, até agora auxiliar do Patriarcado de Lisboa, é o novo bispo de Santarém, sucedendo a D. Manuel Pelino, que renunciou por motivos de idade, anunciou hoje a Santa Sé.

A decisão do Papa Francisco foi comunicada à Agência ECCLESIA numa nota da Nunciatura Apostólica (embaixada da Santa Sé).

A entrada solene de D. José Traquina na Diocese de Santarém vai decorrer no dia 26 de novembro de 2017, pelas 16h00, na Igreja de Santa Clara.

Na mensagem dirigida à Diocese de Santarém no dia da sua nomeação para bispo diocesano, D. José Traquina agradeceu ao seu antecessor pelo “testemunho e a dedicação”, e saudou os sacerdotes e diáconos, de quem espera “a melhor vontade” para juntos trilharem “caminhos de fidelidade vocacional”.

D. José Augusto Traquina Maria, de 63 anos, nasceu a 21 de janeiro de 1954 em Évora de Alcobaça, (Patriarcado de Lisboa), e foi ordenado padre a 30 de junho de 1985; a 17 de abril de 2014 foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa, pelo Papa Francisco, e ordenado bispo a 1 de junho desse mesmo ano, numa celebração presidida pelo cardeal-patriarca, D. Manuel Clemente.

Mestre em Teologia Pastoral pela Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, o terceiro bispo da Diocese de Santarém esteve vários anos ligado à preparação dos candidatos ao sacerdócio, tendo feito parte da equipa formadora do Seminário de Almada e do Pré-Seminário de Lisboa.

O novo bispo foi responsável máximo da Vigararia Cadaval-Bombarral, em três mandatos diferentes (1993,1996 e 2001), no ano seguinte integrou o Secretariado de Ação Pastoral do Patriarcado de Lisboa, e em 2003 foi nomeado Assistente do Núcleo do Oeste do Corpo Nacional de Escutas e mais tarde Cónego da Sé Patriarcal de Lisboa

Após ter assumido a sua missão pastoral à frente da comunidade católica de Nossa Senhora do Amparo, em Benfica, D. José Augusto Traquina foi designado Vigário da Vara da Vigararia III da cidade de Lisboa, em 2011, cargo que acumulou com o trabalho de diretor espiritual do Seminário Maior de Cristo Rei do Olivais e com a coordenação do Conselho Presbiteral de Lisboa.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, D. José Traquina é vogal das comissões da Pastoral Social e da Mobilidade Humana, do Laicado e Família e da Missão e Nova Evangelização.

A Diocese de Santarém tem uma superfície de 320 mil quilómetros quadrados, que não coincide com os limites do distrito civil; numa população de cerca de 300 mil pessoas, há mais de 230 mil católicos, distribuídos por 112 comunidades paroquiais.

Esta diocese foi criada a 16 de julho de 1975, pela Bula ‘Apostolicae Sedis Consuetudinem’ do Papa Paulo VI, que, no mesmo dia, nomeou para seu primeiro bispo D. António Francisco Marques, falecido em 28 de agosto de 1997, antecessor de D. Manuel Pelino, que completa hoje 76 anos de idade.

O responsável atingiu a idade prevista para a resignação (75 anos) prevista pelo Direito Canónico: “Roga-se ao Bispo diocesano, que tiver completado setenta e cinco anos de idade, que apresente a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, o qual providenciará depois de examinadas todas as circunstâncias” (cânone 401 §1).
OC

Voos cancelados provocam demissão do diretor de operações da Ryanair

Michael Hickey, demite-se de funções, depois do cancelamento de milhares de voos anunciado para os próximos meses, informou este sábado a transportadora aérea irlandesa 'low cost'.
Hickey é o primeiro alto responsável que abandona a transportadora com sede em Dublin, depois da controvérsia com os erros cometidos na distribuição das férias dos pilotos, que originaram uma crise que atingiu milhares de passageiros.
O diretor de operações, que abandonará funções no final deste mês, era o principal responsável pela elaboração dos mapas de trabalho dos pilotos desde 2014.
O CEO (Chief Executive Officer) da Ryanair, Michael O'Leary, assegurou num comunicado que Hickey, que entrou na empresa em 1988 como engenheiro, "deu uma enorme contribuição", sobretudo, disse, na melhoria da "qualidade e segurança das funções operativas e de engenharia" da empresa.
"Será difícil substituí-lo e agradecemos-lhe que fique como assessor para facilitar a transição para o seu sucessor", declarou O'Leary, a quem algumas vozes criticas da empresa também pediram responsabilidades.
A companhia líder na Europa no setor 'low cost' anunciou em 27 de setembro uma "redução" do "calendário de inverno", quando deixar de operar 25 dos mais de 400 aviões que compõem a frota, que atingirá 18.000 voos e 400.000 passageiros.
A Ryanair já tinha comunicado em 15 de setembro a suspensão de 2.100 viagens durante seis semanas, devido ao referido erro na distribuição das férias dos pilotos.
O'Leary insistiu que esta situação não foi provocada pela falta de pilotos, mas pelas falhas cometidas na elaboração dos mapas de trabalho dos pilotos, ao mesmo tempo que estimou em mais de 20 milhões de euros o custo das devoluções, remarcações e compensações aos clientes atingidos.
Mesmo assim, o CEO escreveu uma carta aos pilotos para lhes oferecer aumentos salariais e melhoria das condições de trabalho, com o objetivo de ficarem na transportadora aérea.

Fonte: TSF com Lusa
Foto: Clodagh Kilcoyne/ Reuters

Victor Madail: “Mira tem contribuído muito para com os seus Bombeiros”

Victor Madail é o Presidente da direcção dos Bombeiros Voluntários de Mira. Por isso, nas vésperas das comemorações do 35º Aniversário desta importante e benemérita instituição, o Jornal Mira Online dá-lhe conta do que pensa este homem que “não gosta de unanimismos” e que sente-se muito bem a “conviver em Democracia”.
Não foi fácil ao Presidente e ao repórter conseguirem acertar as agendas devido aos muitos compromissos. Mas, como o compromisso maior “é com as pessoas”, aqui chegamos à uma entrevista exclusiva que serve para dar conta do passado, do presente e do futuro dos BVM…

Comemorações
As expectativas sobre o dia de amanhã, segundo Victor Madail “estão mais baixas neste momento, por conta do incêndio da Pampilhosa da Serra, onde temos alguns homens a atuar neste momento”, mas isto não impede que a instituição comemore mais um aniversário. Aliás, faz parte, no fundo, do trabalho que ali se faz todos os dias, a qualquer hora!
Assim, o dia será dedicado a celebrar a importância do momento, sem nunca esquecer do que já se passou e sem nunca descurar o que está por acontecer.
Madail faz questão de agradecer “num primeiro momento, ao Poder Local, pois tanto a Câmara Municipal como a Junta de Freguesia de Mira contribuíram – muito – para com a realização deste evento”. E dá exemplos: “A Câmara Municipal, na pessoa do Dr. Raul Almeida deu-nos “carta branca” para fazermos uma estátua que será inaugurada amanhã, no Cemitério de Mira. A ideia e a solicitação para que pudessem contribuir com isto, foi da nossa Direção, mas – prontamente – tivemos a aceitação da Câmara. E, temos a certeza de que os mirenses se sentirão orgulhosos do que ali estará!”.
Quanto à Junta de Freguesia de Mira, “tal como no caso do Dr. Raul, o Presidente Artur Fresco merece todo o nosso reconhecimento, pois ambos acederam em contribuir, cada entidade à sua maneira (a JF contribuiu com 5.000 € para estas comemorações), muito antes de saberem se seriam reeleitos ou não… não tiveram problema algum em fazermos estas comemorações depois das eleições… como tal, ninguém poderá acusar a ambos de qualquer tipo de eleitoralismo nestas ações!”.
Há cerca de 4 meses tudo tem sido preparado para que no dia de amanhã possam ser homenageados “a primeira direcção desta casa, todos os que já partiram e também a todos os que – direta ou indiretamente – ajudaram no desenvolvimento e no crescimento da instituição”.
 Mandato atual
Faltando poucos meses para o fim deste mandato, Victor Madail concordou em fazer um pequeno balanço sobre o que já foi feito e deu algumas pistas para o futuro mais próximo.
“Bem sei que são as pessoas que devem olhar para o trabalho desenvolvido pela nossa direcção, mas considero que avançamos bastante nos últimos anos. Bem sabemos que muito ainda está por ser feito – gerir uma casa destas é algo que sempre merece um olhar para o futuro – mas, do que já passou, podemos dizer que estabelecemos protocolos e conseguimos uma parceria total, não somente com as entidades locais, como também com toda a comunidade mirense. Não estamos a falar somente da parte financeira, mas também, das regalias conseguidas para nossos homens e mulheres. Atrevo-me a dizer que o voluntariado está a ser reconhecido em Mira, no dia-a-dia. Isto foi algo que conquistamos com muita luta”.
E a população mirense? Como será que o Presidente dos BVM vê a interação com as pessoas? “Para dizer a verdade, tem sido excelente a relação Bombeiros/população. As pessoas têm contribuído, embora sempre seja necessário algo mais, pois os custos são elevados. Mas, no geral, estamos muito satisfeitos, e dou um exemplo: o último peditório que fizemos bateu recordes e isto demonstra que a população está atenta ao que se passa e que não nos nega apoio!” Para completar o tema, Madail define tudo numa pequena frase: “Honestamente falando, não temos encontrado obstáculos na sociedade mirense”.
Quando questionado se pensa em recandidatar-se, o cidadão Victor Madail faz um pequeno silêncio, revelador do que está a pensar neste momento: “Olha, estou a ponderar os “prós” e os “contras” de uma hipotética recandidatura! Isto é algo que tem de ser conversado em família pois, como devem compreender, o associativismo que tanto me apaixona, acarreta perdas em casa… menos horas disponíveis para os meus… isto é uma atividade “pro bono” de todos nós que damos a cara pela instituição e, com tal, não podemos dizer “sim” ou “não” de ânimo leve… tudo deve ser bem meditado”.

Frases que definem o Passado, do Presente e do Futuro da Instituição

Primeiro, o Passado:
“Queremos que todos tenham em atenção – ele afirma – que nunca podemos, nem devemos esquecer os que formaram a nossa Associação, mas também sabemos que não podemos nunca deixar de “dar asas” aos nossos sonhos, que não podemos deixar de voar rumo a dias melhores. As mentalidades vão sendo mudadas passo a passo, nada acontece do dia para a noite e temos a plena convicção de que a instituição está a seguir no caminho certo!”
Agora, o Presente:
“Apesar das adversidades económicas e financeiras que sempre vão surgindo, a direcção tem dado sempre o melhor de si, na busca de soluções. Não há nela, nenhum unanimismo… graças a Deus, convivemos bem com a Democracia e conseguimos sempre superar as divergências normais de opiniões, sempre em prol do coletivo, do bem maior que é a Associação, em si”
Finalmente, o Futuro que começa já hoje:
“Temos atuado, temos realizado pequenas modificações sem grande alarido. Não procuramos protagonismo, sabe? Não temos necessidade de andar a mostrar ao mundo o trabalho realizado. Os Bombeiros e Bombeiras e a própria população acabam por ver e saber o que se vai passando!”. Madail fala de “portões elétricos – que são bem caros” e de outras “pequenas coisas que vão sendo feitas”, mas deixa para o fim a novidade que julga ser demonstrativa do que quer para o futuro: “estamos há trabalhar num projeto que entrará em vigor, no mais breve prazo… Há cerca de um ano, um Bombeiro iniciou uma formação em cinotecnia. Muito brevemente ele estará a dar treinos a quem quiser fazer o mesmo com seus cães! Penso que esta será uma ideia que trará bastantes benefícios, no geral. O local onde estas formações serão dadas já está definido e acertado e, atempadamente será anunciado para que os interessados possam usufruir desta nova valência”.
Victor Madail é homem de palavras rápidas, frases pensadas e muita ação. Não gosta de “estar parado”, quer “que as coisas andem”, mesmo que não seja na velocidade que ele pretende. Este Domingo lá estará ele, “de corpo e alma” a celebrar o que deve ser celebrado e a contestar, o que julga que deve ser contestado.
Goste-se ou não, o estilo deste homem vai ditando o dia-a-dia do que se passa dentro e fora do quartel, mas que aos Bombeiros Voluntários de Mira, diz respeito.
Ele garante querer somente “o melhor para a causa” que defende. Reitera não estar atrás de protagonismos e, deixa para depois, o futuro pessoal, pois – segundo o próprio – “o que importa é o futuro da instituição”…
Por ora, o que ele quer mesmo é “que a população, no seu todo, esteja presente nas comemorações deste Domingo… que estejam com os nossos Bombeiros, pois eles nunca deixam de estar onde são solicitados”…

Francisco Ferra

Um morto em colisão frontal entre ligeiro e pesado na A10

Uma colisão frontal entre um veículo ligeiro e um pesado de mercadorias na A10, na zona do Carregado, causou um morto, disseram fontes da GNR e do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Lisboa.
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"Recebemos o alerta para a ocorrência pelas 22:33 [de sexta-feira, para] um acidente na A10, ao quilómetro 12, no sentido norte/sul, na zona do Carregado, distrito de Lisboa. Tratou-se de uma colisão frontal entre uma viatura ligeira e um pesado de mercadorias, que causou um morto", disse à agência Lusa fonte do CDOS de Lisboa.
Segundo a mesma fonte, a circulação foi cortada de forma momentânea na A10 devido ao acidente, mas a situação já foi normalizada.
Fonte da GNR confirmou à Lusa o acidente entre um ligeiro de mercadorias e um pesado de mercadorias.
"O acidente causou a morte do condutor do ligeiro de mercadorias. Tratou-se de um choque frontal, mas não sabemos se a viatura seguia em contramão na autoestrada ou se houve um despiste que acabou por causar o choque frontal", disse, acrescentando que o caso vai ser investigado.
Para o local da ocorrência deslocaram-se 18 operacionais dos bombeiros, INEM, GNR e da concessionária na autoestrada, apoiados por oito viaturas.

Fonte: Lusa
Foto: Arquivo

Três fogos mobilizam quase 500 operacionais, a maior parte em Pampilhosa da Serra

Um total de 460 operacionais combatia esta manhã três grandes incêndios em Portugal Continental, com mais de 300 homens no combate às chamas no concelho de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra.
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Um total de 460 operacionais combatia na manhã de hoje três grandes incêndios em Portugal Continental, com mais de 300 homens no combate às chamas do fogo no concelho de Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra.
Segundo a página de Internet da Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC), o incêndio que deflagrou pelas 23h21 de sexta-feira na localidade de Castanheira, na freguesia de Fajão-Vidual, concelho de Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, estava pelas 7h33 a ser combatido por 320 homens, apoiados por 97 veículos.
O combate a este incêndio foi reforçado durante a noite, depois de, por volta das 4h00, estarem no terreno 231 elementos, apoiados por 70 meios terrestres.
Também o incêndio rural no distrito da Guarda, que deflagrou no início da noite de hoje, pelas 00h20, na localidade de Águas Belas, na freguesia de Sortelha, e concelho do Sabugal, registou um ligeiro reforço de meios, estando pelas 07h33 a ser combatido por 82 operacionais, apoiados por 20 veículos.
Outro fogo na freguesia de Alvadia, concelho de Ribeira de Pena, distrito de Vila Real, que também deflagrou hoje pelas 1h30, estava à mesma hora a ser combatido por 58 bombeiros apoiados por 17 viaturas ligeiras.
Já esta madrugada, foi dominado o incêndio florestal que deflagrou ao início da tarde de sexta-feira na localidade de Pipa e freguesia de Vila Cã, concelho de Pombal, distrito de Leiria, que provocou cinco feridos ligeiros, incluindo dois bombeiros, estes na sequência do despiste da viatura em que seguiam.
De acordo com a página da ANPC na internet, pelas 7h33, o território do continente era atingido por um total de 55 incêndios florestais, 34 dos quais ativos, quatro em resolução e 17 em conclusão, mobilizando, no seu conjunto 1.283 operacionais e 388 viaturas.
Lusa

Professores, militares e polícias podem demorar mais tempo a progredir

Resultado de imagem para Professores, militares e polícias podem demorar mais tempo a progredirServiço prestado entre 2011 e 2017 não é tido em conta para efeitos de progressão. Medida afecta carreiras que dependem do tempo de serviço para acederem às progressões.
Os trabalhadores integrados em carreiras onde o tempo de serviço é determinante para a progressão - como os professores, os militares ou as polícias - poderão demorar mais tempo a sentir o descongelamento prometido pelo Governo já a partir de 1 de Janeiro de 2018.
Isto acontece porque o serviço prestado entre Janeiro de 2011 e Dezembro de 2017 (durante o período de congelamento) não é tido em conta para efeitos de progressão, como prevê a proposta do Governo que, nesta sexta-feira, esteve a ser discutida com os sindicatos.
Na prática, o período de congelamento é como se não existisse para estes trabalhadores a quem só será contabilizado o tempo de serviço prestado nos anos anteriores a 2011 e de 2018 em diante. O resultado é que alguns terão de esperar dois, três ou quatro anos para que possam ver a sua progressão efectivar-se, enquanto outros – os que reuniam as condições para progredir logo no início de 2011 – podem avançar na carreira no arranque do próximo ano.
Ainda assim, no caso dos professores, há 49 mil docentes que terão progressões ao longo do próximo ano porque já têm os quatro anos de serviços necessários, explicou ao PÚBLICO fonte do Governo. Os restantes terão de esperar e vão progredir mais tarde: por exemplo, um professor que até 2011 contou três anos de serviço só progride em 2019 quando perfizer os quatro necessários.
Fonte governamental detalhou que em 2018 as progressões nesta classe profissional custarão 90 milhões de euros, um impacto expressivo e que corresponde a mais de dois terços dos 250 milhões de euros que o Governo estima gastar no próximo ano com as remunerações dos funcionários públicos por causa do descongelamento.
Esta limitação nas carreiras que dependem do tempo de serviço decorre da norma orçamental que congela os acréscimos remuneratórios. O artigo 38.º da lei do Orçamento do Estado para 2015, que tem sido renovado todos os anos, refere que o tempo de serviço prestado durante a sua vigência “não é contado para efeitos de promoção e progressão, em todas as carreiras, cargos e/ou categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito”.
José Abraão, dirigente da Federação de Sindicatos da Administração Pública (Fesap), espera que na reunião da próxima semana o Governo apresente uma alternativa. “Não aceitaremos nunca que seja apagado o tempo de permanência da carreira, independentemente de ele ter sido apagado pelos orçamentos anteriores”, alertou o dirigente, acrescentando que “se não contarem os sete anos de congelamento vai haver um prejuízo para as pessoas que terão progressões mais tarde.

Acréscimo salarial chega às prestações

Tal como prometeu, o executivo vai descongelar as progressões para toda a função pública já em 2018, mas o acréscimo salarial correspondente será pago de forma gradual, algo que os sindicatos não aceitam.
Fonte do Governo explicou ao PÚBLICO que os funcionários públicos (que reúnam as condições para progredir) serão colocados na posição remuneratória correcta, mas o acréscimo salarial será pago em várias fase.
A intenção é que cada trabalhador receba uma percentagem do valor a que tem direito, percentagem essa que será igual para todos os casos, confirmando-se um dos cinco cenários que tinham sido apresentados aos sindicatos há duas semanas.
A grande dúvida que ficou das reuniões desta sexta-feira entre os sindicatos e os secretários de Estado da Administração Pública, Maria de Fátima Fonseca, e do Orçamento, João Leão, é quanto tempo vai levar até que o pagamento se concretize na totalidade.
O ponto de partida para as negociações são quatro anos — até 2021, ou seja para lá desta legislatura —, embora o executivo tenha assegurado aos representantes dos trabalhadores que vai fazer um esforço para que seja mais cedo. Se será em dois ou três anos, dependerá também das negociações do Orçamento do Estado para 2018 que estão a decorrer no Parlamento com o PCP e com o BE.

Promoções dependem de orçamento

O Governo vai também descongelar as promoções, mas aqui o gradualismo é assegurado pelo número de vagas a definir pelos dirigentes, mediante despacho do ministro responsável pelo serviço e do ministro das Finanças, e dependendo da disponibilidade orçamental.
Estas eram as regras aplicadas durante o período de congelamento aos militares e forças de segurança, que podiam aceder a postos mais elevados mediante autorização do Ministério das Finanças.
As progressões e promoções na carreira na função pública vão abranger, ao longo do próximo ano, 80% de um universo de 550 mil funcionários públicos. Fonte do Govenro revelou que este é o universo de trabalhadores que terão algum acréscimo remuneratório em 2018.
Este número, assim como a abertura do Governo para melhorar a proposta, não impressionou a Frente Comum.

CGTP marca greve

A coordenadora da estrutura que junta sindicatos da função pública da CGTP anunciou uma greve para 27 de Outubro porque o Governo não apresentou propostas que respondessem às reivindicações que levavam, em particular o aumento dos salários na função pública, o descongelamento imediato das progressões, a reposição do pagamento das horas extras e o horário semanal de 35 horas para todos os trabalhadores do Estado.
"Neste quadro, dia 27 os trabalhadores dos sindicatos da Frente Comum vão todos para a greve", afirmou, acrescentando que está nas mãos do Governo evitar que o protesto vá para a frente.
Já o dirigente da Fesap saiu das reuniões com esperança de que o Governo pague o descongelamento até ao final da legislatura; melhore o pagamento das horas extraordinárias; permita que os trabalhadores não avaliados possam pedir a ponderação curricular ou a última avaliação (em vez de terem um ponto por cada ano sem avaliação) e espera que haja abertura para que se estabeleça um valor mínimo para as progressões.
Maria Helena Rodrigues, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado, espera que o Ministério das Finanças apresente, na próxima quinta-feira, uma alternativa que concretize o descongelamento em menos de quatro anos.
A próxima reunião entre Governo e sindicatos está marcada para 12 de Outubro, a véspera da entrega do Orçamento do Estado para 2018 no Parlamento.

Fonte: Público
Foto: RUI GAUDÊNCIO

Portugal com duas baixas certas para o jogo com Andorra

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Renato Sanches treinou à parte na sexta-feira e não recuperou a tempo de ser opção
Fernando Santos já sabe que tem dois jogadores a menos nas escolhas para o jogo com Andorra, deste sábado, de qualificação para o Mundial 2018.
Renato Sanches e Bruno Alves ficaram de fora da lista de 23 jogadores enviada à UEFA para o jogo, ambos com limitações físicas. O médio do Swansea já tinha treinado à parte na sexta-feira, devido a uma mialgia, enquanto o central poderá não estar nos índices físicos pretendidos, depois de ter falhado os dois últimos jogos do Rangers.
Portugal defronta Andorra este sábado, a partir das 19h45

Fonte: O Jogo
Foto: JOSÉ COELHO