segunda-feira, 8 de outubro de 2018

COIMBRA · UNIVERSIDADE Governo prevê 2.000 novas camas para universitários num investimento de 15 milhões até 2021

O Governo anunciou hoje a reabilitação de 12 imóveis no âmbito do Plano Nacional de Alojamento para o Ensino Superior (PNAES), o que resultará em 2.000 novas camas até 2021, num investimento estimado em 15 milhões de euros.

Os imóveis a reabilitar localizam-se nas regiões de Aveiro, Coimbra, Covilhã, Évora, Guarda, Leiria, Lisboa, Portalegre, Porto, Vila Real e Viseu, informou o gabinete da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, em comunicado, indicando que as intervenções vão ser realizadas através de protocolos entre as instituições de ensino superior e a Fundiestamo, entidade que gere o Fundo Nacional para a Reabilitação do Edificado (FNRE).

“Serão assinados brevemente os primeiros protocolos”, avançou o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, revelando que o impacto da reabilitação de 12 imóveis encontra-se “estimado no acréscimo de 2.000 novas camas (700 em 2019, 900 em 2020 e 400 em 2021), com um investimento estimado em 15 milhões de euros, a assumir pela Fundiestamo através da constituição de subfundos”.
As intervenções estão a ser promovidas numa “ação concertada” entre a secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e secretaria de Estado da Habitação, priorizando a “reabilitação de edificado existente, não comprometendo a sustentabilidade financeira das instituições de ensino superior, valorizando o património local e procurando impactos positivos em termos de coesão social e territorial, tendo por base as necessidades dos estudantes das instituições do ensino superior público e respeitando a sua distribuição por todo o território nacional”.
“Paralelamente, em parceria com a Direção-Geral do Tesouro e Finanças e de várias áreas governativas, como a Educação, está em curso um processo de identificação de imóveis pertencentes ao Estado, para inclusão no PNAES, mediante a sua utilização através do FNRE, ou através de cedência ou protocolo de gestão junto de instituições de ensino superior e autarquias”, adiantou o gabinete da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
De acordo com o levantamento realizado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, existe uma reduzida oferta de camas para os estudantes deslocados no ensino superior público, ainda que nem todos os estudantes deslocados tenham efetiva necessidade de residência, verificando-se que há “42,3% de estudantes deslocados no ensino superior público (113.813 estudantes)” e “13% de camas por deslocados no ensino superior público (15.370 camas)”.
No âmbito da intervenção dos 12 imóveis já identificados, desde junho que estão em curso “dezenas de processos de colaboração e visitas técnicas entre instituições de ensino superior e a Fundiestamo, envolvendo ainda outras entidades, nomeadamente autarquias e organismos públicos, para utilização do FNRE para fins de reabilitação de património para residências de estudantes”.
O FNRE é um fundo especial de investimento imobiliário, gerido pela Fundiestamo – que é uma entidade da Parpública, tutelada pelo Ministério das Finanças – e regulado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e o Banco de Portugal.
Numa primeira fase, o FNRE visa reabilitar os imóveis do Estado, das autarquias, das instituições de ensino superior públicas e outras entidades públicas e do terceiro sector, financiando a respetiva reabilitação através do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), com o retorno de uma rendibilidade estimada de, pelo menos, 4% ao ano.
Assim, as entidades participam no FNRE com os seus imóveis e recebem em contrapartida Unidades de Participação, que geram rendimento anual. Neste sentido, não alienam, necessariamente, os seus direitos sobre os imóveis já que podem permanecer com a titularidade maioritária de subfundos que os integram. Cada subfundo tem a duração normal de dez anos.

Em comunicado, o gabinete da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior lembrou, ainda, a proposta de lei do Governo para criar o Programa de Arrendamento Acessível, enquadrado na Nova Geração de Políticas de Habitação, que pretende estimular a acessibilidade no arrendamento para alojamento estudantil.

Fonte: noticiasdecoimbra

Se ler jornais é saber mais, vejam o Correio da Manhã de Domingo

Para ver os recortes maiores, basta clicar em cima dos mesmos.

Assim vai este País. Não basta a destruição de que tem sido alvo, senão os xicos espertos na sua audaz acção. Porque incomoda a imprensa, nomeadamente o Correio da Manhã? Pela sua frontalidade? Jornalismo de investigação?

Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade. George Orwel.

Que estas noticias não provoquem insónias, mas, que possam levar a uma séria reflexão.
J. Carlos
Director



COIMBRA · REGIÃO Jovem detido em confusão nas bilheteira da Festa das Latas

A PSP informa que no dia 5 de outubro de 2018, pelas 02:45, na Praça da Canção, em Coimbra, foi detido um homem, de 21 anos, pelo “Crime de Agressões a Agente de Autoridade e Posse de Arma Proibida”.

Acrescenta a PSP que a “detenção surgiu no decurso de uma ação policial, na qual o agente desta policia, encontrando-se integrado num cordão de segurança em reforço ao policiamento junto à entrada das bilheteiras da Praça da Canção, após ter advertido várias vezes uma cidadã (identificada por esta PSP) sobre a sua conduta, o detido, demonstrando-se desagradado com aquele facto, agrediu o elemento policial com um empurrão”
“Perante esta situação, foi-lhe dada voz de detenção e, após a realização de uma revista de segurança, foi-lhe encontrada na sua posse uma arma, vulgarmente designada de “Soqueira”, a qual, atendendo à legislação em vigor, é classificada como arma proibida”, conclui a PSP.
Notícias de Coimbra constatou que esta área do recinto onde decorreu a Festa das Latas não reunia condições logísticas para acolher quem pretendia comprar o seu bilhete
A falta de barreiras de segurança era notória, o que fez com que as pessoas se concentrassem junto ao local da venda de ingressos, onde esperaram uma ou duas horas para chegar à bilheteira, constatando-se que a organização não estava preparada para acolher todos os que acorreram à Praça da Canção.
Nessa noite de quinta-feira para sexta-feira,  centenas de pessoas não puderam assistir à actuação de Toy, pois ainda estavam na fila para comprar bilhete.

Fonte: noticiasdecoimbra

CIDADE · COIMBRA 1000 carrinhos voltam aos supermercados depois de terem corrido na Festa das Latas

Carlos Cidade anunciou que 1000 carrinhos de supermercados foram recolhidos durante a Festa das Latas.

O vereador da Câmara Municipal de Coimbra com o pelouro da higiene limpeza fez esta declaração durante a reunião do executivo municipal a decorrer nos Paços do Concelho.
Os carrinhos que os supermercados “deixam roubar” são recolhidos na Rua Ferreira Borges, no final do desfile da Latada, sendo depois estacionados e separados por insígnias no Largo da Portagem.
Fonte: noticiasdecoimbra

COIMBRA · REGIÃO Greve na Infraestruturas de Portugal afeta circulação de comboios

Os sindicatos dos trabalhadores da Infraestruturas de Portugal (IP) marcaram uma greve para sexta-feira porque exigem negociar o contrato coletivo, um protesto que deverá provocar “fortes perturbações” na circulação de comboios, advertiu hoje a CP – Comboios de Portugal.

“Por motivo de greve convocada por organizações sindicais da Infraestruturas de Portugal [gestor da infraestrutura ferroviária], a CP informa que se preveem supressões em todos os serviços no dia 12 de outubro”, anuncia a empresa em comunicado.
A CP refere que caso venham a ser definidos serviços mínimos pelo Tribunal Arbitral nomeado pelo Conselho Económico e Social, a informação será, entretanto, atualizada. Porém, a empresa avança que não serão disponibilizados transportes alternativos.
Quem já adquiriu bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, InterRegional, Regional e Celta que não se venham a realizar devido à greve, a CP afirma que a empresa “permitirá o reembolso no valor total do bilhete adquirido, ou a sua revalidação, sem custos”.
Os sindicatos que convocaram a greve exigem “respostas às propostas sindicais tanto da parte da empresa como do Governo” em relação à negociação do acordo coletivo, disse o coordenador do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Setor Ferroviário (SNTSF), José Manuel Oliveira, à Lusa.
“A empresa e o Governo pretendem fazer uma negociação sem a valorização salarial e profissional dos trabalhadores”, defendeu o dirigente sindical, acrescentando que, nesta altura, “há uma grande distância” entre as posições dos sindicatos e da IP para que seja possível um acordo.
Segundo José Manuel Oliveira, além dos aumentos salariais, em causa estão divergências sobre matérias como a duração do tempo de trabalho, o repouso e descanso semanal ou a regulamentação de carreiras.

Fonte:noticiasdecoimbra

Concerto memorável da Orquestra Clássica do Centro em Febres

Cerca de 500 pessoas assistiram ao concerto que a Orquestra Clássica do Centro realizou no Pavilhão Multiusos de Febres, em 5 de outubro, assinalando a celebração do 108.º aniversário da Implantação da República. Sob a direção do maestro titular Jan Wierzba, estiveram em palco a soprano Marina Pacheco e mais de 50 músicos, incluindo 18 instrumentistas de bandas filarmónicas convidadas, entre as quais a Phylarmonica Ançanense, a Filarmónica de Covões e a Associação Musical da Pocariça, que integraram aquela prestigiada formação orquestral como músicos convidados, tal como prevê o projeto OCC Convida no âmbito do programa 'Coimbra Região de Cultura', promovido pela CIM - Comunidade Intermunicipal Região de Coimbra.
O espetáculo
A atuação da Orquestra Clássica do Centro em Febres decorreu nesse âmbito, ao abrigo de um protocolo de cooperação celebrado para o efeito com o Município de Cantanhede e que neste caso envolveu também o apoio da Junta de Freguesia de Febres e da Gira Sol – Associação de Desenvolvimento de Febres.
Durante o concerto foram interpretadas algumas obras emblemáticas do repertório clássico, entre as quais a Abertura da Ópera La Gazza Ladra (Gioachino Rossini), Dança Hungara n.º 1, de Johannes Brahms, Dança Eslava n.º 8 (Antonín Dvořák), Valsa do Imperador (Johann Strauss II) e Pompa e Circunstância n.º 1 (Edward Elgar).
Além da participação dos músicos das filarmónicas do concelho, o envolvimento local no espetáculo ganhou ainda maior expressão com a participação do coro Pequenas Vozes de Febres na execução de algumas peças, como Can Can, de Offenbach, e Toreador, da Ópera Carmen, da autoria de Georges  Bizet.
Além do concerto da Orquestra Clássica do Centro, o projeto "Coimbra Região de Cultura" previsto no âmbito do protocolo da CIM - Região de Coimbra com o Município de Cantanhede contempla várias outras ações culturais de índole diversa ao longo dos próximos meses.
Cofinanciado pelo CENTRO 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), a iniciativa está “estruturada em três ciclos temáticos anuais, que consubstanciam a criação, desenvolvimento e implementação de diferentes “camadas” da rede de programação intermunicipal. A sua concretização assenta na organização de um conjunto diverso de atividades, tendencialmente distribuídas ao longo de vários fins-de-semana, de sexta a domingo, nos dezanove municípios da Região de Coimbra, contribuindo, assim, para o alargamento da estada média dos visitantes e turistas”.

Sobre a Orquestra Clássica do Centro
A Orquestra Clássica do Centro (OCC) apresentou-se pela primeira vez, enquanto orquestra profissional, em dezembro de 2001, na altura com 25 elementos e com a denominação de Orquestra de Câmara de Coimbra. Em 2002, a Orquestra passou a ser composta por 32 elementos, sendo esta a sua atual constituição. Em 2004 alterou a sua designação para Orquestra Clássica do Centro.
Do seu historial destacam-se os concertos que tiveram lugar em monumentos arquitetónicos. Passou ainda a contar com o contributo solístico e de regência de notáveis figuras do nosso panorama musical como José Eduardo Gomes, Cesário Costa, Rui Massena ou Luís Carvalho, encontrando também meios para, pontualmente, produzir concertos com uma densidade tímbrica e orquestral sinfónica.
Também tem vindo a multiplicar a atuação de formações de câmara (trios, quartetos e quintetos, entre outras), disponibilizando assim um leque variado de programas/repertórios, em função das circunstâncias e / ou locais. Organizou concursos, conferências e festivais para além das atividades exclusivamente concertísticas.
Ao longo destes anos, a OCC tem realizado o seu trabalho ininterruptamente. Em maio de 2014, deslocou-se a Cabo Verde, a convite do Ministro da Cultura de Cabo Verde Mário Lúcio de Sousa que declarou a Orquestra, além de "fundadora da Orquestra Nacional de Cabo Verde", como sendo parte integrante desta. Em janeiro de 2016 a OCC esteve presente e atuou na cerimónia de inauguração do Museu do Tarrafal. Editou vários CD e livros. Enquanto associação, a OCC tem ainda a responsabilidade da gestão cultural do Pavilhão Centro de Portugal (local da sede da OCC). 1, Escolas de Música e outras Instituições como sejam a Universidade de Coimbra, o IPC, o ISCAC, Escola Superior de Enfermagem de Coimbra ou ESART. Tem o apoio do Diário As Beiras, do Diário de Coimbra, Notícias de Coimbra, RTP e Antena 1, para além de empresas como a Bluepharma, ASCENDUM ou PLURAL. Em fevereiro de 2016, além da sua direção artística geral, apresentou a direção artística estratégica de que fazem parte nomes como Vasco Martins, Andrew Swinnwerton, Luís Tinoco, Mário Alves ou Marina Pacheco. É atual maestro titular desta orquestra, Jan Wierzba. Em julho de 2013 foi agraciada com a Medalha de Mérito Cultura da Cidade de Coimbra. Em 2018 comemoramos o nosso 17.º aniversário.
MAESTRO TITULAR DA ORQUESTRA CLÁSSICA DO CENTRO
Sobre JAN WIERZBA
Natural da Polónia e educado no Porto, Jan Wierzba tem se destacado como um dos mais promissores diretores de orquestra da atualidade musical portuguesa. É Maestro Assistente da Netherlands Philharmonic Orchestra e do seu Maestro Titular Marc Albrecht, em Amesterdão. Foi nomeado Diretor Artístico e Maestro Titular da Orquestra de Câmara de Almada, sendo também um dos fundadores e Diretor Musical do Ensemble MPMP, agrupamento com o qual tem trabalhado para promover o património musical português de todas as épocas durante os últimos 6 anos. Projetos recentes e futuros incluem programas com a Netherlands Philharmonic OrchestraReal Filarmonia de GaliciaOrquestra GulbenkianOrquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra de Câmara de Almada, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Clássica de Espinho, Orquestra Filarmonia das Beiras, Ensemble MPMP, e Síntese GMC. Frequenta desde abril a Hochschule fur Musik Franz Liszt em Weimar, tendo sido admitido para o grau de Konzertexamen, sob a tutoria de Nicolas Pasquet e Ekhart Wycik, enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Foi Maestro Residente no Operosa Festival que teve lugar na Sérvia e no Montenegro em agosto de 2017. No mesmo ano fez uma série de 3 masterclasses com foco em Ópera sob a tutoria de Carlo Rizzi, ao abrigo da rede ENOA, na Queen Elizabeth Music Chapel, Ópera Nacional Holandesa e com a Orquestra Gulbenkian. Em 2016 teve oportunidade de trabalhar com Bernard Haitink e Lucerne Festival Strings em masterclass, foi Assistente de Maestro de Coro na Ópera Nacional Holandesa e laureado com o 3.º Prémio no Concurso Prémio Jovens Músicos em Direção de Orquestra. Em 2015 foi um dos 5 escolhidos para a Masterclass em Direção de Orquestra com Mathias Pintscher, durante o Festival de Lucerna, um dos 15 jovens artistas convidados a participar na International Community Arts Academy, organizado em conjunto pela Filarmónica de BerlimLondon Sympony Orchestra e Festival d’Aix-en-Provence, tendo também participado no workshop Opera in Creation durante o Festival d’Aix-en-Provence.  Trabalhou como assistente de Joana Carneiro, Jac van Steen, Vassily Petrenko, Pedro Carneiro, Marc Tardue, Sir Andrew Davis e Juanjo Mena na Royal Liverpool Philharmonic Orchestra, BBC PhilharmonicOrquestra de Câmara Portuguesa, Estágio Gulbenkian para Orquestra, Orquestra Gulbenkian e Orquestra Sinfónica Portuguesa.  Enquanto bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian, terminou o Mestrado em Direção na Royal Northern College of Music (RNCM), onde estudou com Clark Rundell e Mark Heron, tendo-lhe sido atribuído o Mortimer Furber Prize for Conducting.  Licenciou-se em direçao de orquestra pela Academia Nacional Superior de Orquestra sob a tutoria do Maestro Jean Marc Burfin. Participou em várias masterclasses com personalidades como Neeme Jarvi, Jorma Panula, Juanjo Mena, Nicolas Pasquet, Sir Mark Elder e Paavo Jarvi, entre outros. Licenciado em Piano pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo em 2009, no Porto, na classe de Constantin Sandu apresentou-se enquanto solista com orquestra, em recital e música de câmara. Foi vencedor do 1.º Prémio em Música de Câmara do Prémio Jovens Músicos em 2006, é detentor do prémio do Rotary Club da Foz atribuído a 3 dos melhores licenciados da ESMAE, tendo-lhe sido atribuída a bolsa da Yamaha Music Foundation for Europe após provas públicas em 2005.

Sobre Marina Pacheco
Iniciou os seus estudos musicais com Pedro Telles e licenciou-se na ESMAE sob orientação de José de Oliveira Lopes. É mestre em Performance Musical pela UCP – Escola das Artes, onde estudou com António Salgado e Sofia Serra. Em 2010/2011 integrou o Vlaamse Operastudio, na Bélgica, sendo bolseira do Programa Leonardo da Vinci e da Robus Foundation. Conta com a orientação de diversos profissionais no seu percurso que contribuíram e contribuem para o seu aperfeiçoamento vocal: Ambra Vespasiani, Ann Murray, Elisabete Matos, Ettore Nova, Fernanda Correia, Francisco Lazaro, Graham Jonhson, Jaime Mota, João Paulo Santos, Laura Sarti, Luciana Serra, Marc Tardue, Muriel Corradini, Nicholas McNair, Patricia MacMahon, Paulo Ferreira, Rui Taveira, Susan McCullogh, Susan Waters e Tom Krause. Nas diversas produções em que esteve envolvida, Marina trabalhou com encenadores e coreógrafos de renome como António Durães, Catarina Costa e Silva, Clara Andermatt, Cláudia Marisa, Helen Suyderhoud, João M. Freitas Branco, Jorge Loureiro, José Lourenço, Marcos Barbosa, Max Hoehn, Norma Graça-Silvestre, Paula Azguime, Paula Sá Nogueira, Pedro Lamares, Peter Konwitschny, Sílvia Real, Sybille Wilson e Vincent van den Elshout.  Atuou com a Banda Sinfónica da Covilhã, Douru’s Orquestra, Ensemble Contemporâneo do Porto, Ensemble ESML, Ensemble MPMP, Jenaer Philharmonie, Jeugd en Muziek Orkest van Antwerpen, Norrbotten Neo, Orquestra AMFF, Orquestra Artave, Orquestra de Câmara Portuguesa, Orquestra Clássica do Centro, Orquestra Clássica do Sul, Orquestra Gulbenkian, Orquestra da Ópera Estatal de Stara Zagora, Orquestra Sine Nomine, Orquestra Sinfónica do Porto, Portuguese Brass, Sinfonieta da ESMAE e Sond’Ar-te Electric Ensemble. Marina Pacheco apresenta-se regularmente em Portugal e no estrangeiro, no âmbito da ópera, da oratória, da música de câmara e, particularmente da música contemporânea. Tem dois projetos com uma atividade performativa frequente: Marina Pacheco & Olga Amaro e Trio “À la joie…”, que se estrearam, respetivamente, em 2011 e 2017. Em 2016, criou o seu projeto “A Solo” totalmente dedicado à música contemporânea, onde se apresenta com obras a capela ou com recurso a vídeo e/ou eletrónica. Marina Pacheco é elemento da European Network Opera Academies – ENOA– como representante da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa). É membro da Comissão Artística da Orquestra Clássica do Centro. Recebeu o 3.º Prémio e o Prémio do Público no 19.º Concurso Internacional do Estoril (Portugal, 2017), o 1.º lugar no Concurso Stara Zagora (Bulgária, 2016), o 1.º lugar no Prémio Jovens Músicos RTP/Antena2 – categoria de canto nível superior (Portugal, 2012), o Prémio Vladislava Starkova no Concurso Internacional de Canto Pustina (Rep. Checa, 2012), 2.º e 3.º Prémios e Prémio Melhor Interpretação Canção Portuguesa nos 5.º e 6.º Concursos da Fundação Rotária Portuguesa (Portugal, 2011/2012) e o Prémio Finalista mais Jovem no Terzo Concorso Internazionale di Canto Lirico Luciano Neroni (Itália, 2009). Em 2010, lançou o disco “João Arroyo: obra para canto e piano” com a pianista Joana David (@Phonedition Records) e, em 2013, o disco “Canções de Lemúria” – Marina Pacheco & Olga Amaro (@Parlophone). Em 2017, foi lançado, pela C.M. de Castelo Branco, o disco “Cantiga partindo-se” que gravou com o João Roiz Ensemble.
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Morreu a atriz Mariema

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A atriz Mariema não gostava de dar a data de nascimento. Mariema nasceu em Lisboa, em Campo de Ourique. Jogava vólei no Benfica e foi no duche, a cantarolar com as amigas que descobriu que gostava de cantar. "Íamos às casas de fado do Bairro Alto, o que na altura era muito mal visto", contou, numa entrevista ao DN em 2009. Deu nas vistas a cantar no Lar Português com o seu cabelo loiro ("julgavam que eu era sueca") e a voz inconfundível.
"Um dia, ligaram-me do Parque Mayer, para ir fazer provas ao Teatro ABC." Foi assim que Mariema desistiu do sonho de ser hospedeira de bordo para se dedicar ao teatro. Estreou-se com 18 anos em É Regar e Pôr ao Luar, em 1965, e aprendeu a ser atriz nas tábuas, errando e repetindo, vendo Humberto Madeira e Eugénio Salvador. Tornou-se popular mas nunca foi uma grande estrela: "A minha carreira foi um bocado difícil, nem sei como é que consegui chegar até onde cheguei, sempre a acarretar carroças, dizia, sempre com bom humor. Entre os espetáculo em que participou destacam-se Ai venham vê-las (em que contracena com Fernanda Borsatti na sua primeira rábula, Gémeas), Sopa no Mel e Pão, Pão, Queijo, Queijo... Também actuou no Variedades na revista A Ponte a Pé, e estabeleceu durante três temporadas par com José Viana. Foi nesta altura a criadora do célebre O Fado Mora em Lisboa.
O encenador Jorge Silva Melo lembra-se de a ver no Parque Mayer, "nos últimos anos da ditadura": "Era uma atriz extraordinária", diz ao DN, reagindo à notícia da sua morte. "Tinha uma indolência. Parecia sempre ausente mas estava muito presente", lembra, sobre a sua maneira de representar. "Era como se houvesse uma neblina no seu olhar. Como se dissesse: admirem-me se faz favor." "Qualquer grosseria que lhe saísse em palco, e na revista havia muitas, tinha sempre algo diferente, ela dava-lhe uma grandiosidade." Segundo Silva Melo, Ribeirinho quis convencê-la a experimentar o então chamado "teatro declamado" mas ela não aceitou por não se achar preparada.
Em 2009, Jorge Silva Melo telefonou-lhe a desafiá-la a entrar no espetáculo Seis Personagens à Procura de Autor, de Pirandello, que os Artistas Unidos iam apresentar no São Luiz. "Fiquei um bocadinho acanhada por chegar a uma companhia onde não conhecia ninguém, não parece mas sou muito envergonhada", contou ao DN nessa altura. "É uma experiência totalmente diferente daquilo que tenho feito."
Nessa altura, já só andava com a ajuda de uma bengala, devido a um problema no joelho, e que foi a sua companhia nos últimos anos. No entanto, afirmava: "Só deixarei de representar quando me obrigarem."
Mariema colaborou com Filipe La Féria nos programas Grande Noite e nos musicais Amália e My Fair Lady. Mais tarde, entrou na série da RTP Conta-me Como Foi onde interpretou a Menina Emília. Entre ou em filmes como Refrigerantes e Canções de Amor, de Luís Galvão Teles, Axilas, de José Fonseca e Costa, e Os Gatos Não Têm Vertigens, de António-Pedro Vasconcelos.
A sua última presença em palco foi em As Três (Velhas) Irmãs, adaptação de Tchekhov que esteve em cena no Teatro Nacional D. Maria II, em Lisboa, em 2015. Na encenação de Martim Pedroso, Mariema contracenava com Graça Lobo e Paula Só.
DN