sábado, 1 de agosto de 2020

ANADIA: Se comprou bilhetes para os “Concertos de Outono”, deve trocar seus bilhetes “o mais breve possível”

Face ao surto pandémico do Covid-19, o Município de Anadia viu-se obrigado a adiar os espetáculos agendados para o primeiro semestre deste ano, nomeadamente os “Concertos de Primavera”, agora denominados de “Concertos de Outono” (Luís Represas, Olavo Bilac e Camané & Mário Laginha) e a comédia “Ding Dong”, tendo os mesmos sido reagendados para o último quadrimestre do corrente ano.
De acordo com a orientação da Direção Geral de Saúde (DGS) a lotação do Cineteatro Anadia foi reduzida para metade, com o cumprimento de medidas especificas para segurança das pessoas, nomeadamente no que diz respeito à ocupação de lugares.
Assim sendo, a Câmara de Anadia solicita às pessoas que já adquiriram os respetivos bilhetes para algum destes espetáculos, na bilheteira do Cineteatro Anadia ou nos Postos Bol (exceto internet), que se dirijam, o mais breve possível, à bilheteira do Cineteatro a fim de proceder à troca do seu bilhete, de acordo com as novas regras.
Horário da bilheteira: Sextas e Sábados – 20h00 às 23h00
Para mais informações, contactar o Serviço de Cultura e Desenvolvimento Turístico do Município de Anadia, através do telefone 231 510 730, ou via email: cul.turismo.anadia@gmail.com.

Câmara de Águeda abre concurso público para construção de infraestruturas na área do Parque Empresarial do Casarão

Intervenção implica um investimento de 3,5 milhões de euros, contando com um apoio de fundos comunitários. 

A Câmara Municipal de Águeda aprovou, na quinta-feira, em reunião do Executivo extraordinária, a abertura do concurso público para a construção de infraestruturas na área de implantação do Parque Empresarial do Casarão (PEC), por 3.343.087,35 euros (acrescidos de IVA), contando com um apoio de fundos comunitários, no âmbito do Programa Operacional Regional do Centro – Centro 2020. 

“Pretendemos, com esta intervenção, potenciar a instalação de empresas de maior dimensão e atrair cada vez mais empresas para o nosso concelho que desejam instalar-se aqui e precisam de espaço”, referiu Jorge Almeida, Presidente da Câmara de Águeda, argumentando que a Autarquia está a procurar dar resposta às necessidades do mercado. “Queremos ser capazes de captar cada vez mais investimento para o nosso concelho, atraindo empresas e potenciando a criação de riqueza e de emprego”, declarou o Edil. 

Esta intervenção permitirá melhorar as estradas e demais infraestruturas do PEC, em linha com as conclusões da “Estratégia para a Inovação e a Especialização Inteligente de Águeda (S3)”, que determina uma aposta do Município no aproveitamento da especialização da mão-de-obra, bem como na criação/consolidação de “clusters” predominantemente voltados para a exportação de bens, atraindo novas empresas e contribuindo, como tal, para o desenvolvimento da economia local, regional e nacional. 

Refira-se que, neste momento, já estão em curso obras de construção dos acessos ao PEC, que permitirá um rápido e adequado acesso à estrutura viária principal. Tendo em conta a sua localização estratégica, a rede viária foi dimensionada para garantir não só uma articulação eficaz entre as vias principais assim como uma distribuição e acesso aos vários lotes.

Determinada a causa do acidente do Alfa Pendular: Veículo de Conservação de Catenária passou sinal vermelho e entrou na linha

O Veículo de Conservação de Catenária (VCC), que foi abalroado na sexta-feira pelo comboio Alfa Pendular, em Soure, distrito de Coimbra, passou um sinal vermelho e entrou na Linha do Norte, refere hoje o organismo responsável pela investigação. Falta saber porque é que tal ação foi tomada.
Segundo uma Nota Informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), a que a agência Lusa teve acesso, o VCC “do gestor da infraestrutura tinha marcha estabelecida para a sua deslocação entre o Entroncamento e Mangualde”, era tripulado por dois trabalhadores (as duas vítimas mortais) e “não iria realizar quaisquer trabalhos no decurso da sua viagem”.
Pelas 15:12, explica o GPIAAF, o VCC parou na via de resguardo da estação de Soure a aguardar pela passagem do Alfa Pendular mas, alguns momentos depois, “por razões, que neste momento estão indeterminadas e que serão aprofundadas no decurso da investigação, o VCC reinicia a sua marcha, ultrapassando o sinal que se mantinha com aspeto vermelho”.
“Os VCC, tal como a generalidade dos veículos de manutenção de via no nosso país, não estão equipados com o sistema CONVEL, motivo pelo qual não foi desencadeada a frenagem automática resultando na consequente imobilização do VCC 105 antes de atingir um ponto de perigo”, sublinha a Nota Informativa.
A investigação conta que o atravessamento da estação de Soure pelo Alfa Pendular “foi feito à velocidade prevista de cerca de 190” quilómetros hora, momento em que os maquinistas visualizaram o sinal vermelho na linha[I] do Norte (sinal passou de verde para vermelho porque o VCC entrou na linha I) e o VCC a convergir para a via em que circulavam.
Após a ultrapassagem do sinal vermelho pelo VCC às 15:25, o sinal da linha I passou automaticamente a vermelho.
Desde a entrada do VCC na Linha do Norte até ao embate passaram 20 segundos.
O freio foi acionado, sem que tal pudesse impedir a colisão, a qual ocorreu às 15:26. Na sequência da colisão, descarrilaram os primeiros dois veículos do CPA 4005 [Alfa Pendular] e o VCC foi arrastado à sua frente durante cerca de 500 metros, até à imobilização do conjunto”, refere a nota.
O descarrilamento de um comboio Alfa Pendular, no concelho de Soure, distrito de Coimbra, com 212 passageiros, provocou na sexta-feira dois mortos e 44 feridos, oito dos quais graves, segundo a última atualização do Comando Distrital de Operações (CDOS) de Coimbra.
Segundo a Infraestruturas de Portugal, estão a decorrer os trabalhos no seguimento do acidente. De acordo com a empresa, foi já “possível iniciar a remoção das composições” acidentadas e “em simultâneo decorrem também os trabalhos para reabilitação da via e da catenária”.
Contudo, “devido à complexidade dos trabalhos”, ainda não é “possível prever quando será restabelecida a circulação na Linha do Norte”.
Quarenta e um dos 44 feridos do descarrilamento do comboio Alfa Pendular já tiveram alta e os outros três permanecem internados, disseram hoje à Lusa fontes hospitalares.
Em declarações à Agência Lusa, o gabinete de relações públicas do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), refere que dos 28 feridos que deram ali entrada, 25 já tiveram alta clínica e os restantes três permanecem internados.
Um doente está internado na medicina intensiva (o caso que inspira mais cuidados) e dois estão na unidade de cuidados cirúrgicos intermédios”, disse a mesma fonte.
Quanto aos 12 feridos que foram transportados para o Hospital Distrital da Figueira da Foz já tiveram todos alta hospitalar, segundo informações do gabinete de relações públicas daquela unidade.
Dos 44 feridos, quatro tiveram alta no local, 28 foram transportados para o CHUC, incluindo três crianças, e 12 foram assistidos no Hospital da Figueira da Foz.
O comboio seguia no sentido sul - norte com destino a Braga e o descarrilamento ocorreu após o embate entre o Alfa Pendular e uma máquina de trabalho, perto da vila de Soure, junto à localidade de Matas.
As duas vítimas mortais eram os únicos ocupantes da máquina da Infraestruturas de Portugal, de acordo com o comandante distrital de operações de Coimbra, Carlos Luís Tavares.
Lusa / Madremedia

Férias no interior do país levam a aumento do número de afogamentos em zonas fluviais

Desde o início do ano, já morreram 30 pessoas por afogamento em rios, estuários e barragens em Portugal. São mais nove do que no mesmo período em 2019 e o aumento está associado ao avolumar de pessoas a passar férias no interior do país para fugir à pandemia.
O ano está a revelar-se mais mortal no que toca ao número de afogamentos em zonas fluviais no interior do país. É a conclusão tirada pelo Observatório do Afogamento criado pela Federação Portuguesa de Nadadores-Salvadores, citado pelo Jornal de Notícias.
De acordo com este órgão, de janeiro a junho deste ano registaram-se 21 afogamentos, sendo que só em julho foram mais nove. De todos os casos, apenas dois ocorreram em espaços com vigilância, tendo todos os outros acontecido em zonas sem nadadores-salvadores.
Os números são significativos face a 2019, quando ocorreram 15 afogamentos entre janeiro e junho desse ano, somando-se mais seis em julho.
O aumento, diz Alexandre Tadeia, presidente da FEPONS, é "preocupante" e estará relacionado com o aumento de turistas no interior do país para fugir à pandemia ao procurar zonas mais isoladas.
"As pessoas fogem para o interior porque as piscinas não abriram e por julgarem que as praias marítimas terão maior lotação", disse o responsável ao JN, acabando por ir para zonas que não conhecem e sem vigilância.
Desde o início do ano, a Autoridade Marítima Nacional registou dois salvamentos em praias fluviais vigiadas e três em praias não vigiadas.
Madremedia

Morreu o historiador Joaquim Veríssimo Serrão

Morreu o historiador Joaquim Veríssimo Serrão - JN
O historiador Joaquim Veríssimo Serrão, de 95 anos, morreu na sexta-feira à noite num lar em Santarém, disse hoje à agência Lusa o seu filho Vítor Serrão.
O meu pai, que estava doente há vários anos, foi um eminente historiador, pedagogo, investigador e académico que deixa uma obra monumental, como a História de Portugal da Editorial Verbo, que contribuiu para renovar a historiografia em Portugal e a formar muitos jovens investigadores”, afirmou Vítor Serrão.
Segundo Vítor Serrão, o legado que fica da obra do pai, “além da abundante bibliografia, é, justamente, a marca pedagógica, porque formou uma quantidade de alunos, incluindo futuros investigadores, arquivistas, gente ligada à Cultura, que teve o privilégio de conviver com o magistério do meu pai”.
Joaquim Veríssimo Serrão nasceu em Tremês, no Ribatejo, em 08 de julho de 1925, e deixa dois filhos, Vítor e Adriana, ambos docentes na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
“Nas mensagens que me foram transmitas é de destacar o elogio unânime de quem o teve como professor e com ele aprendeu a amar a História”, adiantou Vítor Serrão, destacando que a obra do pai “estende-se além-fronteiras e contribuiu para destacar o perfil da História de Portugal no contexto ibero-americano e no contexto geral da Europa”.
Na sua página na rede social Facebook, Vítor Serrão escreveu: “Porque não encontro as palavras certas para exprimir o sentimento da perda e a dor da ausência, limito-me a partilhar a notícia da morte de meu Pai, Prof. Joaquim Veríssimo Serrão (1925-2020), historiador, ensaísta, académico e homem de cultura, que ocorreu em Santarém no final do dia de hoje, 31 de julho, uma sexta-feira de tão triste memória…”.

Uma vida dedicada à História

Joaquim Veríssimo Serrão é autor de uma vasta obra historiográfica, na qual avulta a sua História de Portugal, em 19 volumes, que terminou em 2011.
O foco da investigação histórica de Veríssimo Serrão foi a participação dos humanistas portugueses na cultura europeia do século XVI, a história local, com particular atenção por Santarém, concelho de onde era natural, a formação do Brasil, a questão epistemológica da historiografia portuguesa, alguns personagens que se destacaram na vida política portuguesa nas últimas décadas do Antigo Regime (século XVIII) e o início do Liberalismo (século XIX).
Nascido em Tremês, no Ribatejo, em 8 de julho de 1925, Joaquim Veríssimo Serrão licenciou-se em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra em 1948. Um ano antes dera à estampa “Ensaio Histórico sobre o Significado da Tomada de Santarém aos Mouros em 1147”, e estreia-se, em 1948, como conferencista, apresentando “A mundividência na poesia de Guilherme de Azevedo”.
Em 1950 partiu para Toulouse, no sudoeste de França, onde foi leitor de Cultura Portuguesa da universidade local. Durante este período contactou com lusitanistas como Paul Teyssier, León Bourdon e Jean Roche. Durante esta estada publicou “A Infanta D. Maria (1521-1570) e a sua Fortuna no Sul da França” e dá a conhecer investigações sobre António de Gouveia, Francisco Sanches, Diogo de Teive, Manuel Álvares e outros letrados portugueses que frequentaram aquela universidade.
Em 1957 defendeu a tese de doutoramento na Universidade de Coimbra, intitulada “O Reinado de D. António Prior do Crato: 1580-88”, e iniciou funções docentes na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Na década seguinte, o historiador foi particularmente profícuo: além de dar aulas e conferências, publicou trabalhos sobre humanistas portugueses nas universidades de Salamanca, Montpellier e Toulouse, as relações externas entre Portugal e as cortes europeias no século XVI, o Brasil colonial (séculos XVI e XVII) e a crise dinástica de finais do século XVI.
Fez parte do grupo de colaboradores da Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira e do Dicionário da História de Portugal, dirigido por Joel Serrão, onde assinou dezenas de entradas.
Entre 1967 e 1972, suspendeu a atividade docente, por ter sido nomeado diretor do Centro Cultural Português da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris. Nestas funções destacou-se na divulgação dos estudos portugueses, tendo, entre outros títulos, publicado “Arquivos do Centro Cultural Português”.
Em 1973 regressou a Portugal e ocupou a cátedra de História na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, da qual foi reitor até 1974, cargo do qual saiu após a Revolução de 25 de Abril.
Pouco depois, o historiador deu testemunho da sua amizade a Marcello Caetano, último presidente do Conselho de Ministros do regime corporativista, publicando “Confidências no Exílio” (1985) e “Correspondência com Marcello Caetano 1974-1980” (1994).
Desde 1975 até 2006 presidiu à Academia Portuguesa da História.
Joaquim Veríssimo Serrão foi sócio de mérito, membro honorário e correspondente de inúmeras sociedades científicas, portuguesas e estrangeiras, tendo recebido diferentes distinções, condecorações e prémios, bem como doutoramentos “honoris causa” por universidades francesas, espanholas e portuguesas.
Lusa / Madremedia
Imagem:JN

Ministério da Cultura avança com classificação da obra fonográfica de José Afonso

O Ministério da Cultura vai abrir um processo de classificação da obra fonográfica do músico José Afonso, como "conjunto de bens móveis de interesse nacional", foi hoje anunciado.
Esta é a primeira vez que a Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) inicia um processo de classificação de uma obra fonográfica, revelou o Ministério da Cultura em comunicado, na véspera de se assinalar o 91.º aniversário do nascimento de José Afonso.
Segundo a tutela, o processo de classificação ajudará a "consolidar informação relativa à obra gravada, publicada ou não, do artista".
A decisão hoje anunciada surge um ano depois de o parlamento ter aprovado um projeto de resolução do Partido Comunista Português (PCP) que recomendava ao Governo a classificação da obra de José Afonso como de interesse nacional, com vista à sua reedição e divulgação.
Há um ano, também a Associação José Afonso (AJA) reuniu mais de 11 mil assinaturas numa petição pública que apelava à mesma decisão.
Na altura, em nota divulgada à Lusa, a família de José Afonso, detentora dos direitos da obra musical, manifestava o apoio à classificação da obra e recordava que estava a "colaborar diretamente com o Ministério da Cultura, desde 2018", para que se desenvolvesse o processo.
Espera-se que este processo resulte, não apenas no reconhecimento oficial da importância maior desta obra, mas também na sua eficaz proteção e preservação para as gerações vindouras", sustentou a família.
Ainda em 2019, a ministra da Cultura, Graça Fonseca, afirmava publicamente que não foi por falta de vontade que o processo de classificação não se iniciou mais cedo, mas porque não existia acesso às 'masters' e ao conteúdo das gravações originais de José Afonso.
Quando foi lançada a petição de pedido de salvaguarda, o presidente da AJA, Francisco Fanhais, explicava que se estava perante "um imbróglio jurídico", porque a Movieplay, a editora que detém os direitos comerciais da obra de José Afonso, estava "em situação de insolvência" e não se sabia "do paradeiro dos 'masters' das músicas gravadas pelo Zeca Afonso", comprometendo a sua reedição.
Com a decisão de abertura do processo de classificação, o Ministério da Cultura afirma hoje que "ficam também criadas as possibilidades técnicas e processuais para que qualquer cidadão possa, a partir de agora, propor a classificação de um bem ou de um conjunto de bens fonográficos".
Segundo a tutela, a possibilidade de se poder classificação um bem fonográfico faz parte de uma estratégia para o património sonoro, da qual constam medidas como "a criação de bases legais e técnicas relativas ao património sonoro, como é o caso do Arquivo Nacional do Som".
José Afonso nasceu em 02 de agosto de 1929 em Aveiro e começou a cantar enquanto estudante em Coimbra, tendo gravado os primeiros discos no início dos anos 1950 com fados de Coimbra, pela Alvorada, "dos quais não existem hoje exemplares", refere a associação na biografia oficial do músico.
Voz de um povo sofrido, voz de denúncia, voz de inquietude. Voz sinete da revolução de Abril", como descreve a AJA, José Afonso gravou álbuns como "Cantares do Andarilho", "Traz Outro Amigo Também", "Cantigas do Maio", "Venham Mais Cinco" e "Coro dos Tribunais".
Autor de "Grândola, Vila Morena", uma das canções escolhidas para anunciar a revolução de Abril de 1974, José Afonso morreu a 23 de fevereiro de 1987, em Setúbal, de esclerose lateral amiotrófica, diagnosticada cinco anos antes.
No domingo, dia em que José Afonso completaria 91 anos, será descerrada uma estátua em tamanho real do cantautor em Belmonte, por lá ter vivido em jovem.
Lusa / Madremedia

Brasil regista um défice público de 65,5 mil milhões de euros no primeiro semestre

O Brasil registou no primeiro semestre do ano um défice público de 402,7 mil milhões de reais (65,5 mil milhões de euros), valor que não inclui gastos com juros das dívidas interna e externa, segundo informações divulgadas hoje pelo Banco Central brasileiro.
No mesmo período do ano passado, o défice primário do país somava 5,7 mil milhões de reais (930 milhões de euros).
O saldo negativo do setor público inclui o desemprenho das contas do Governo central, governos regionais, governos municipais e das empresas estatais.
O mau desemprenho das contas públicas do maior país da América do Sul foi provocado pela crise económica que acompanha a pandemia de covid-19. A doença foi detetada pela primeira vez no Brasil em fevereiro, já provocou mais de 90 mil mortos e mais de 2,5 milhões de infetados.
No acumulado em 12 meses, o resultado das contas públicas brasileiras chegou a 458,8 mil milhões de reais (74,6 mil milhões de euros), valor que representa 6,38% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Os dados indicam que tanto o resultado primário das contas públicas de janeiro a junho, quanto o saldo acumulado em doze meses até junho foram os piores já registados na série histórica do Banco Central, iniciada em dezembro de 2001.
Já o resultado nominal do setor público consolidado brasileiro, que soma ao resultado primário os juros apropriados, foi deficitário em 210,2 mil milhões de reais (34,2 mil milhões de euros) em junho, segundo o órgão emissor.
No acumulado em 12 meses, o défice nominal brasileiro alcançou 818,6 mil milhões de reais (133,1 mil milhões de euros), o que representa 11,38% do PIB do país.
O Banco Central informou que a dívida pública bruta do Brasil, que compreende o Governo Federal, o sistema de pagamento de pensões por reforma e os governos estaduais e municipais, era de 6,1 biliões de reais (um bilião de euros) em junho, equivalente a 85,5% do PIB do país.
Lusa