sábado, 23 de janeiro de 2021

Metro do Porto mantêm frequência em hora de ponta

A operação do Metro do Porto vai sofrer “alguns acertos pontuais” na oferta do serviço na próxima semana mantendo, contudo “inalteradas” as frequências em hora de ponta, avançou hoje à Lusa fonte oficial da empresa.

Essa adequação da oferta à procura resultará dos indicadores de que dispomos através da monitorização do sistema em tempo real”, referiu a fonte da empresa, depois de, na quinta-feira, o Governo ter anunciado o encerramento das escolas de todos os níveis de ensino a partir de hoje e durante 15 dias.

A Metro do Porto adiantou que hoje os utilizadores deste transporte rondarão os 60 mil, quando o número era de 100 mil no início da semana e superior a 150, em média, ao longo da semana anterior.

“A prioridade do Metro do Porto passa por continuar a assegurar as melhores condições de segurança, higiene e conforto aos seus clientes, garantido o distanciamento social e o cumprimento do limite de dois terços na lotação”, sublinhou a fonte.

Além das escolas também todas as creches e ateliês de tempos livres vão permanecer encerrados durante 15 dias, o mesmo acontecendo com os tribunais de primeira instância, que só funcionam para atos processuais urgentes.

Lusa

Três detidos por furto em residência em Aguada de Baixo (Águeda)

A GNR de Aveiro, através do Posto de Águeda, neste dia 22 de janeiro, deteve dois homens e uma mulher com idades compreendidas entre os 35 e os 58 anos, por furto em residência, na localidade de Aguada de Baixo, no concelho de Águeda.

Na sequência da comunicação de um alarme de intrusão, os militares da Guarda deslocaram-se de imediato ao local, tendo surpreendido em flagrante e ainda no interior da habitação três suspeitos que tinham na sua posse diverso material furtado, tendo sido intercetados e detidos.

Após diligências policiais, foi possível recuperar o seguinte material:

·Um televisor;

·Uma torradeira;

·Um desumidificador;

·Um par de binóculos;

·Quatro telemóveis;

·Diversos canivetes;

·Diversas ferramentas.

O material furtado foi entregue ao legítimo proprietário.

Os detidos, com antecedentes criminais por ilícitos da mesma natureza, foram constituídos arguidos, e os factos foram remetidos ao Tribunal Judicial de Águeda.


Covid-19: Na Madeira também se aprendeu “rapidamente a lidar com a morte”


Cristina Ferraz é uma jovem enfermeira madeirense que teve de “aprender rapidamente a lidar com a morte” nos cuidados intensivos de covid-19 no Hospital Dr. Nélio Mendonça, no Funchal, e um dos muitos rostos de um “esforço descomunal” diário.

“Ainda não tinha cumprido um ano nos cuidados intensivos quando recebemos o primeiro doente com covid-19, por isso, passei de uma fase em que não tinha grande contacto com a morte a ter de aprender a lidar com ela rapidamente”, conta à Lusa.

A profissional salienta que, “além da pressão” diária própria do serviço, teve de adaptar-se “à dor do uso dos fatos de proteção e à frustração de ver que o esforço feito não é suficiente para salvar uma vida”, relembrando que a região já contabiliza 31 óbitos associados à doença, apesar de a “taxa de sucesso” ser superior.

Enfermeira há quase seis anos, quatro deles na área da psiquiatria, Cristina Ferraz, de 28 anos, passou para a área de cuidados intensivos em 2019, no hospital do Funchal, onde foi destacada para a área dedicada à covid-19, após o internamento do primeiro paciente, em março de 2020.

A situação noutros países serviu para responder às dúvidas teóricas sobre o do novo coronavírus, mas Cristina considera que “ninguém está verdadeiramente preparado na prática”.

“O medo de não conseguir dar resposta às necessidades dos doentes é o mais difícil neste trabalho, além do receio de ficar infetada e trazer o vírus para os meus”, sublinha, admitindo que a sua “pouca experiência” contribui para aumentar a pressão.

Mas, a situação também a “obriga a crescer rapidamente no campo profissional”, vincando: “Tenho-me preparado ao máximo e estudo muito para ser capaz de continuar a dar resposta”.

A Madeira tem sofrido um crescimento acentuado de casos positivos de covid-19. Entre 13 e 20 de janeiro registou uma média diária de 131 casos, contabilizando na quinta-feira 4.062 casos confirmados de covid-19 desde o início da pandemia, dos quais 1.831 estão ativos (114 importados e 1.717 de transmissão local).

Segundo o presidente da Secção Regional da Ordem dos Enfermeiros, "várias centenas" de profissionais, num universo de 2.300 com inscrição regularizada, estão a operar no combate à covid-19, numa mobilização que tem sido gradual.

"Numa primeira fase da pandemia, a grande luta era por equipamentos. Neste momento, é por profissionais", alerta Nuno Neves, sublinhando que "não há mais por onde recrutar", pelo que é já visível um "elevado nível de desgaste" e “muito do trabalho é feito à custa de sacrifício pessoal".

Nuno Neves considera que a situação na Madeira não atingiu ainda um ponto de rotura - como em vários hospitais do continente -, em parte porque as medidas restritivas foram sempre "um pouco mais à frente", mas admite que os enfermeiros "estão a dar tudo de si".

“É difícil darmos resposta à quantidade de doentes que têm surgido. Estamos todos a fazer um esforço descomunal e, até agora, temos conseguido dar conta da situação, mas a verdade é que já estamos a ficar esgotados”, declara Cristina Ferraz.

A jovem assume que, “psicologicamente, é arrasador ver os números de infetados sempre a subir”.

“Começamos a pensar que vai haver equipas esgotadas, com o risco de aumentar o número de baixas por ‘burnout’ e, aí, vai ser difícil suportar o sistema”, confessa.

A enfermeira recorda que se sentiu obrigada a sair de casa por uns meses, com o “receio de infetar” a sua família, e que o único contacto que mantinha com os mais próximos era quando ia buscar comida da mãe, deixada na escada, dentro de um saco, com um “acenar de longe”.


Na quinta-feira, segundo os dados oficiais regionais, 67 pessoas estavam hospitalizadas, quatro delas na Unidade de Cuidados Intensivos dedicada à covid-19 do Hospital Dr. Nélio Mendonça, o único na Madeira preparado para receber os casos mais críticos.

“As pessoas ficam assustadas porque a única companhia deles somos nós e parecemos ‘astronautas’. Eles nunca veem a nossa cara, não nos podem tocar diretamente. Faz falta porque é o que torna o cuidado de enfermagem mais humano: podermos tocar na mão do doente e dizer que vai ficar tudo bem”, explica.

Com o aumento exponencial de internados, o número de turnos extra tem acompanhado o crescimento, muitas vezes ‘obrigando’ os profissionais de saúde a fazerem o turno da manhã (sete horas e meia) e o da noite (dez horas e meia), um desgaste compensado pelo “trabalho em equipa e o exemplo dos enfermeiros mais experientes”.

A enfermeira destaca que a estrutura dos cuidados intensivos destinada à covid-19 tem “todas as condições”, embora o fato de proteção não permita “fluidez dos movimentos”.

Quando estão a usá-los, os profissionais “não podem comer, beber nem ir à casa de banho no mínimo durante quatro horas, o tempo que o fato confere proteção”, período que pode atingir ainda outro limite no caso de a situação de um doente se agravar.

“Não podemos ir trocar ou fazer uma pausa, portanto, as quatro horas estendem-se a cinco ou seis”, afirma, admitindo que essa situação tem acontecido ultimamente com “mais frequência”.

A enfermeira já recebeu a primeira dose da vacina, uma “lufada de ar fresco” que faz “renovar a esperança” na luta contra a pandemia.

Lusa

Imagem: RTP

Figueira da Foz cancela atividades programadas para o Carnaval de 2021


A Câmara da Figueira da Foz decidiu cancelar todas as iniciativas protocoladas em 2020 no âmbito do carnaval de 2021, por causa da pandemia de covid-19, foi hoje anunciado.

De acordo com os dados revelados pela autarquia, o concelho da Figueira da Foz regista, desde o início da pandemia, em março de 2020, 2.574 casos do novo coronavírus, mantendo-se 661 ativos.

No mesmo período, 1837 pessoas recuperaram da doença, havendo ainda 76 óbitos.

Em Portugal, morreram 9.686 pessoas dos 595.149 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A decisão do município de cancelar as iniciativas previstas para o carnaval deste ano enquadra-se mas orientações da Direção-Geral da Saúde (DGS) e na posição da Rede de Cidades de Carnaval da Região Centro, que aquele município do distrito de Coimbra integra.

As atividades previstas estavam organizadas, tendo em conta o cenário de combate à propagação da pandemia de covid-19, no entanto, a Câmara Municipal considera que é “um dever cívico de colaboração” no combate à pandemia.

Ainda assim, a Câmara Municipal da Figueira da Foz, assinala o Carnaval com “ações online”, nas redes sociais do Município e da Associação de Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz.

Num comunicado hoje divulgado, a autarquia promete fazer com que, logo que a situação sanitária permita, “a alegria, a energia e a folia, tão típicas do Carnaval” regressem ao concelho da Figueira da Foz.

Lusa

Município de Moncorvo disponibilizou 52 computadores e internet a alunos


A Câmara de Moncorvo disponibilizou 52 computadores portáteis e ligação internet ao Agrupamento de Escolas local para serem distribuídos pelos alunos mais carenciados do 1º ciclo, após atraso no fornecimento dos 140 computadores inicialmente solicitados, foi hoje anunciado.

"Na altura das matrículas, e precavendo um novo confinamento, foi feito um levantamento dos alunos carenciados que precisassem deste equipamento, para se preparar uma candidatura e adquirir os computadores. Foram identificadas 140 situações. Por falta de material, só foram entregues em dezembro 52 computadores, que agora foram distribuídos à escola”, explicou à Lusa o vice-presidente da autarquia de Torre de Moncorvo, no distrito de Bragança, Vitor Moreira.

De acordo com o responsável, a “primeira remessa de 52 computadores” aconteceu “dentro do prazo”, em dezembro e a autarquia aguardava “para entregar todo o material em simultâneo”, mas resolveu agora “avançar com esta distribuição", especificou.

De acordo com o autarca, a partir de dezembro “não foi entregue mais material por parte das operadoras, por falta de equipamentos.

Vítor Moreira indicou que os 140 computadores inicialmente contratualizados tinham características diferentes, mediante o grau ensino.

Dentro desta norma constavam 65 computadores para o 1º ciclo, 60 para o 2º e 3º ciclos e 15 para o ensino secundário e profissional.

A entrega dos computadores ao Agrupamento de Escola aconteceu na quinta-feira, "para assim colmatar as necessidades que venham a surgir no seio dos alunos mais carenciados do 1º ciclo".

"Ainda temos 88 computadores em falta e sem prazo previsto de entrega, assumida pelo fornecedor, e tivemos de fazer opções, devidos ao tempo de pandemia que vivemos e às necessidades que poderão surgir", explicou.

A autarquia adquiriu este material informático através de uma candidatura aprovada, ao abrigo de um programa aberto através da Comunidade Intermunicipal (CIM-DOURO), com uma comparticipação comunitária, sendo a comparticipação nacional assegurada pelo município de Torre de Moncorvo.

Por o diretor do Agrupamento de Escolas de Torre de Moncorvo, Luís Rei, com estes meios “é muito mais fácil, tanto para os professores como para os alunos, manterem o contacto e as aulas em permanência".

O responsável escolar lembrou que, durante o primeiro confinamento, em março de 2020, foi feito pela autarquia, Juntas de Freguesia e Agrupamento "um trabalho de distribuição de equipamentos”.

Por isso, indicou, com esta nova entrega, “todos os alunos do 1º ciclo ficam com computador para aceder às aulas em tempo real."

A Câmara de Torre de Moncorvo também disponibilizou, ao Agrupamento de Escolas, 30 computadores cedidos "gratuitamente" pela Associação "ENTRAJUDA".

Lusa

Portugal vence Suíça no Mundial de Andebol

Portugal venceu hoje a Suíça 33-29 e manteve-se na corrida aos quartos de final do Mundial de andebol do Egito, em jogo da segunda jornada do Grupo III da ronda principal, disputado na Cidade 6 de Outubro.

A equipa portuguesa, que ao intervalo já ganhava por duas bolas de diferença (17-15), tinha de vencer o conjunto helvético para continuar na luta pela passagem à fase seguinte, ficando agora a aguardar que a Noruega, um dos principais adversários na corrida, escorregue no embate de hoje frente à Argélia.

Portugal igualou a França, adversário dos lusos no domingo na terceira e última jornada desta fase, na liderança do Grupo III, ambos com seis pontos, mas os gauleses cumprem ainda hoje o seu jogo da segunda ronda frente à Islândia.

Lusa

Portimão volta a receber MotoGP em 18 de abril


Portugal vai acolher pelo segundo ano consecutivo uma prova do Mundial de MotoGP, em 18 de abril, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, anunciaram hoje a organização do campeonato (Dorna) e a Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

O adiamento das corridas marcadas para Argentina (11 de abril) e Estados Unidos (18 de abril), devido ao aumento de casos provocados pela pandemia do novo coronavírus, promoveu o Autódromo Internacional do Algarve de suplente a circuito efetivo do campeonato.

Portugal vai acolher a terceira etapa do Mundial de MotoGP, que arranca em 28 de março, em Losail, no Qatar, o mesmo circuito que vai receber a segunda etapa, o GP de Doha, em 04 de abril.

Em 2020, Portimão recebeu pela primeira vez uma corrida de MotoGP, em 22 de novembro, quando Miguel Oliveira (KTM) arrebatou o segundo triunfo na classe rainha do motociclismo de velocidade, depois do triunfo em Estíria, na Áustria, em 23 de agosto.

Esta vai ser a 15.ª edição do Grande Prémio de Portugal de MotoGP, depois de 12 edições, entre 2002 e 2012, terem sido disputadas no autódromo do Estoril e a de 1987 no circuito de Jarama, em Espanha.
Presidente da FIM tem “esperança” que haja público no GP de Portugal de MotoGP

O presidente da Federação Internacional do Motociclismo (FIM), o português Jorge Viegas, diz ter “esperança” de que possa haver público no Grande Prémio de Portugal de MotoGP de 2021, hoje anunciado para o dia 18 de abril.

“Neste momento, ainda não sabemos se poderá haver público, mas a verdade é que tenho a esperança de que a situação no nosso país vá melhorar de tal forma que possamos dar essa alegria aos portugueses, de verem o Miguel Oliveira e todos os outros fantásticos pilotos ao vivo”, assumiu Jorge Viegas à agência Lusa.

O dirigente máximo do motociclismo mundial já em dezembro tinha antevisto que “dificilmente” seria possível realizar as provas previstas no continente americano, pelo que Portugal estava na linha da frente para regressar ao campeonato, com o Autódromo Internacional do Algarve (AIA), em Portimão, como circuito de reserva.

“Estou muito contente que a minha previsão do ano passado se vá concretizar, pois o circuito de Portimão foi do agrado generalizado de todos, pilotos e equipas de MotoGP”, frisou Viegas.

“Portugal vai continuar na rota dos grandes eventos, num regresso à normalidade que todos desejamos seja o mais breve possível”, concluiu Jorge Viegas.

Lusa