quarta-feira, 3 de março de 2021

Hotelaria pede apoios semelhantes aos de quem foi obrigado a fechar

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) reiterou hoje que o setor precisa de apoios semelhantes aos dados a quem foi obrigado a fechar e pediu o reforço e continuação das linhas de apoio.

"A hotelaria carece de um perfil de apoios [como o] que tem sido traçado para o resto das indústrias", reiterou hoje a presidente executiva da AHP, Cristina Siza Vieira, durante a apresentação aos jornalistas do inquérito "Balanço 2020 & Perspetivas 2021".

Segundo a responsável, mesmo com a operação parada, a manutenção de uma unidade hoteleira tem custos elevados.

"Porque não fomos obrigados a encerrar, temos de suportar a TSU [taxa social única] dos trabalhadores", exemplificou a responsável.

Adicionalmente, a AHP tem dado nota ao Governo de que as linhas de apoio têm de ser continuadas, bem como robustecidas, nomeadamente a de apoio às empresas exportadoras, à qual, segundo Cristina Sai Vieira, a hotelaria "não conseguiu chegar", porque se esgotou com os pedidos do setor industrial.

Há medidas necessárias, estamos à espera que elas continuem, tem sido anunciado que assim é, que, de facto, não se vai deixar cair a porta de entrada do turismo em Portugal, que é a hotelaria", afirmou a presidente executiva da AHP.

Segundo o inquérito hoje divulgado, em 2020, 96% dos associados da AHP aderiram ao 'lay off' simplificado, 75% ao apoio à retoma progressiva e 31% à linha de apoio à covid-19 (dotação de 900 milhões de euros).

Os dados recolhidos demonstraram, ainda, que, das unidades de alojamento encerradas em 2020, 76% não deu outra utilidade ao estabelecimento, "porque não houve procura", e 17% destinou a sua utilização a profissionais de saúde.

O inquérito foi realizado entre 04 e 28 de fevereiro, pelo Gabinete de Estudos e Estatística da AHP, junto dos empreendimentos turísticos associados e aderentes ao AHP Tourism Monitors, de todas as regiões do país.

Lusa

AVEIRO | TRIBUNAL DE CONTAS DÁ LUZ VERDE AO NOVO FERRYBOAT ELÉTRICO

Apresentação pública do projeto a 25 de março 

O Tribunal de Contas visou o contrato entre a Câmara Municipal de Aveiro e o agrupamento de empresas constituído pela NAVALTAGUS – Reparação e Construção Naval, S.A. e NAVALROCHA – Sociedade de Construção e Reparação Navais, S.A. no valor de 6.393.540 €, que vai permitir o início da conceção e construção do novo Ferryboat Elétrico.

Depois de termos ultrapassado o efeito suspensivo de um processo judicial interposto por uma empresa concorrente, este foi o último passo formal do processo que agora permite o arranque da execução do projeto (que tem estudo prévio desenvolvido no âmbito do concurso) e da construção do Ferry elétrico que vai operar no âmbito da operação Aveirobus.

Com um prazo de 18 meses para a sua conceção e construção, o novo Ferryboat, a operar nas travessias entre o Forte da Barra e São Jacinto, vai contribuir com zero emissões de CO2 para a atmosfera, acabando com a emissão de 300 toneladas de CO2 pelo atual Ferry, vai reduzir em cerca de 30 por cento o consumo energético (face ao atual Ferryboat), vai ter níveis baixos de ruído e muito mais conforto para os passageiros, tendo mais capacidade de transporte de viaturas (30%) e mais capacidade de transporte de passageiros (90%).

Apresentação pública a 25 de março

A nova embarcação será por isso um importante elemento de promoção do ambiente, dos valores ambientais do Município e da Ria de Aveiro, dos transportes amigos do ambiente e também se vai constituir como um instrumento de promoção e marketing territorial de Aveiro, Município e Região.

Anunciamos hoje que a apresentação pública do projeto do novo Ferryboat elétrico vai acontecer no próximo dia 25 de março, quinta-feira, em moldes e local a anunciar proximamente.

Associações culturais do concelho recebem apoio superior a 500 mil euros

 

Entre associações e eventos, são quase 90 as alíneas que compõem a listagem dos apoios a conceder ao setor cultural do concelho, no âmbito do Regulamento PRO Leiria, num total de mais de 523 mil euros.

Este é o resultado das candidaturas apresentadas pelas entidades culturais, após avaliação dos 20 critérios de seleção, como a qualidade, criatividade e interesse do projeto ou atividade, a investigação e capacidade de inovação, o interesse cultural e a qualidade artística e técnica ou ainda a valorização do património cultural do concelho, entre outros.

Divididas em seis categorias, são os eventos de “relevância turística na mobilização e afluência de público” que recebem a maior fatia deste apoio financeiro, quase 160 mil euros para 32 iniciativas, seguindo-se 19 Filarmónicas com mais de 121 mil euros.

A 11 conservatórios de música é atribuída a verba de quase 82 mil euros, enquanto são 15 os grupos de teatro que irão beneficiar de um auxílio que se aproxima dos 64 mil euros.

Para 19 ranchos folclóricos irá ser direcionado um montante superior a 56 mil euros e, na categoria dos Museus, a Fundação Mário Soares e a Liga dos Amigos do Museu Escolar dos Marrazes irão receber um apoio de 39.600 euros.

O Município pretende, assim, contribuir para a continuidade e desenvolvimento das iniciativas e associações culturais do concelho, que se viram comprometidas pelas medidas impostas pelo combate à pandemia da COVID-19.

Biblioteca Municipal de Leiria está onde a comunidade precisa

Com o estado de Emergência que se iniciou no passado dia 15 de janeiro e as medidas de confinamento geral a ele associadas, a Biblioteca Municipal de Leiria fechou portas, os seus espaços ficaram vedados ao público e a maioria dos profissionais da equipa passou a uma situação de teletrabalho, pelo que, readaptar os serviços tradicionais prestados foi o caminho traçado.

Com a passagem da escola para o regime de ensino à distância e a necessidade urgente de disponibilizar equipamentos eletrónicos - computadores e routers - para que os alunos do concelho, identificados pelas suas escolas de origem, tivessem oportunidade de acompanhar as aulas à distância, a Biblioteca Municipal de Leiria assumiu esse papel primordial e, até ao momento, já foram emprestados 421 computadores portáteis e 190 routers.

Dada a impossibilidade dos leitores se poderem dirigir à biblioteca, o balcão de empréstimo passou a funcionar em modo virtual e os pedidos passaram a ser entregues à porta de casa dos leitores. Este modo renovado de empréstimo, designado por «Biblioteca à Porta», começou a funcionar no passado dia 8 de fevereiro, cobre todo o território municipal e já respondeu a 158 pedidos, o que significa que foram emprestados 693 livros, revistas, filmes ou música. O serviço «Biblioteca à Porta» existe para todos os munícipes, de todas as idades e residentes no concelho de Leiria e para usufruir basta contactarem a Biblioteca Municipal de Leiria (biblioteca.municipal@cm-leiria.pt ou 244 839 666), mesmo que não estejam inscritos e sejam detentores de Cartão de Leitor.

Diariamente, a equipa da biblioteca disponibiliza atividades para todos os segmentos etários nos diversos canais de comunicação virtual - Facebook, Instagram, Youtube.

As Bibliotecas, pela sua génese e natureza social, existem e trabalham em prol das suas comunidades e, nestes tempos estranhos e difíceis, os serviços prestados pelas bibliotecas tornaram-se mais urgentes e necessários. A Biblioteca Municipal de Leiria, desde o primeiro momento, reforçou a oferta nas Redes Sociais de atividades culturais, de promoção de leitura, de partilha de vivências, entre outras.


Ferreira do Zêzere: Município dispõe de equipas especializadas para descontaminação de espaços sociais e novos equipamentos no combate à COVID-19

O Município de Ferreira do Zêzere adquiriu novos equipamentos de descontaminação de espaços e locais onde o risco de contágio de COVID-19 pode ganhar mais expressão ou perigo.

Os novos meios, já no terreno, contam com nebulizador, produtos desinfetantes, equipamento de UV - Ultravioleta certificados pelo LMAEM (Laboratório de Microbiologia Aplicada Egas Moniz) e equipamento de proteção individual para desinfeções por recurso a produtos químicos.

 

O município dispõe de equipa de dois elementos do Município e também elementos do Corpo de Bombeiros Voluntários de Ferreira do Zêzere, já em pleno funcionamento, com formação realizada sob égide da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

Foram já efetuadas intervenções de descontaminação na totalidade dos seguintes edifícios: Estrutura Residencial para pessoas Idosas da AMBESA; Centro Escolar de Areias e Centro Escolar de Ferreira do Zêzere, Creche e Jardim de Infância da Santa Casa da Misericórdia, ATL do Centro Social e Paroquial de Ferreira do Zêzere, Centro de Reabilitação e Integração de Ferreira do Zêzere. Estão já igualmente em preparação ações de descontaminação na totalidade das instalações afetas à  Escola Pedro Ferreiro, Estruturas Residenciais para pessoas Idosas, Centros de Dia, edifícios municipais, entre outros, que se desenvolverão ao longo das próximas semanas.

 

Serão realizadas ações noutros espaços, ou nos acima indicados, sempre que se justifiquem, devidamente coordenados pelo serviço municipal de proteção civil de Ferreira do Zêzere.

 

 

Município atribui apoio de 280 mil euros a bombeiros do concelho


O Executivo da Câmara Municipal de Leiria aprovou, esta terça-feira, a atribuição de um apoio financeiro às três Associações Humanitárias de Bombeiros Voluntários (AHBV) do concelho, num total de 280 mil euros.

A AHBV de Leiria recebe a maior fatia (140 mil euros), para apoiar a aquisição de viatura pesada de combate a incêndios, enquanto Maceira e Ortigosa são comtempladas com 70 mil euros cada, para melhoramento das infraestruturas dos respetivos quartéis.

É intenção do Município replicar estes apoios em 2022 e 2023, assegurando que, num sistema de rotatividade entre si, sejam igualmente apoiadas, nos mesmos moldes deste ano, ou seja, Maceira receberá os 140 mil euros em 2022 e Ortigosa no ano seguinte, para reforço do parque automóvel, enquanto às restantes associações será atribuído o montante para requalificação das respetivas infraestruturas.

Eugénio Lisboa seduz-nos: Um convite ao prazer de ler

Ensaísta, escritor, crítico literário, poeta. Aos 90 anos, Eugénio Lisboa surge transgressor, provocador e tão apaixonado pela literatura e pelos livros como no primeiro dia. Vamos Ler! Um Cânone para o Leitor Relutante, o seu novo livro, é um convite sedutor à aventura e ao prazer da leitura que nos propõe os 50 livros e os 35 autores da literatura portuguesa que irão apaixonar os novos leitores. Até os mais relutantes. O ensaio não poupa críticas ao que o autor chama de «snobismo provinciano» que afasta as pessoas da leitura. Vamos Ler! Um Cânone para o Leitor Relutante estará disponível a partir do dia 9 de Março na rede livreira nacional já aberta. Pode ainda ser adquirido, desde já, em pré-venda no site da Guerra e Paz editores. 

Este é um cânone diferente. É talvez o mais essencial dos cânones. Em Vamos Ler! Um Cânone para o Leitor Relutante, Eugénio Lisboa convida os leitores pouco frequentes, ou até mesmo novos leitores, a abrirem portas e a iluminarem realidades com a leitura de 35 grandes obras de 50 autores portugueses com que vale a pena começar a ler. Um cânone para derrubar «o culto, de um snobismo provinciano, da “dificuldade”, do “aborrecido”, do “opaco”, da “circunvolução”, do “arrebicado”, do “complicado”, que confundem com o “complexo”» que impera na nossa sociedade.

 

De Equador de Miguel Sousa Tavares, romance do século XXI, recuando até aos Sonetos camonianos do século XVI. A viagem pelas obras seleccionadas faz-se recuando no tempo. Eugénio explica porquê. «O leitor não treinado entrará melhor no romance empolgante e escrito na linguagem de hoje de Miguel Sousa Tavares do que entraria, sem treino, nos belíssimos sonetos de Camões. A esses, chegará no fim da viagem.»

 

Uma viagem inaugural, acessível a todos, que levará os leitores a procurarem novas viagens, livro após livro, como se de uma adição saudável se tratasse. Foi assim com Eugénio Lisboa. No início do livro o autor partilha como se deixou seduzir, como se apaixonou por cada romance, como viveu em cada um vidas que de outro modo nunca viveria. «Não há dúvida de que a grande literatura nos abre grandes e novas perspectivas sobre o mundo em que vivemos: fala-nos de lugares e de pessoas, de ideias e de emoções, de conflitos humanos e de aventuras que nos enriquecem.»

 

«Um prazer, uma instrução e uma terapêutica», assim vê Eugénio Lisboa o acto da leitura, deixando um agradecimento desassombrado aos mais improváveis promotores da sua enorme paixão pelos livros: «…agradeço à extinta PIDE, com a sua boçal e brutal vigilância, ter aguçado e apimentado, em mim, o gosto pelas leituras proibidas.»

 

Vamos Ler! Um Cânone para o Leitor Relutante estará disponível a partir do dia 9 de Março nos locais autorizados da rede livreira nacional. A mais recente edição dos Livros Vermelhos da Guerra e Paz Editores pode ser adquirida, desde já, em pré-venda no site da editora. 

 

 

Vamos Ler! Um Cânone para o Leitor Relutante

Eugénio Lisboa

Não-Ficção / Ensaio

Livros Vermelhos

136 páginas · 15x20 · 12,00€

Nas livrarias a 9 de Março