terça-feira, 14 de junho de 2022
Dia Mundial do Dador de Sangue 2022. Mensagem da Dr.ª Matshidiso Moeti, Directora Regional da OMS para a África
Marta Temido anuncia “plano de contingência” para o verão e garante que “tudo fará” para evitar novos encerramentos das urgências
A Ministra da Saúde deu uma conferência de imprensa tensa depois de passar o dia reunida com os sindicatos e a Ordem dos Médicos, na sequência do encerramento das urgências de Ginecologia e Obstetrícia em alguns hospitais na região de Lisboa. Lamentando que esta seja uma situação que se vai repetindo, Marta Temido anunciou um plano de contingência para o verão e adiantou um plano a médio prazo de apoio à medicina intensiva e que passa também por contratações de médicos.
Perante as várias situações de encerramento forçado das urgências de Ginecologia e Obstetrícia — assim como de Urgência Geral — em alguns hospitais na região de Lisboa, Marta Temido anunciou que o Governo vai avançar com um "plano de contingência para junho, julho, agosto e setembro".
Sem indicar medidas efetivas, a ministra disse que o plano vai incidir no "funcionamento mais antecipado, articulado e organizado das urgências em rede do SNS", no "acautelamento de questões remuneratórias associadas" e no "apoio às lideranças", referindo que tal operação vai ter em conta a "monitorização do que são os indicadores, como por exemplo, a saúde materna".
Apesar de ter sido anunciado que Temido faria uma declaração aos jornalistas sem direito a perguntas por ainda encontrar-se em reuniões com vários parceiros, a ministra viu-se forçada a responder a algumas questões numa curta mas tensa sessão no Ministério da Saúde.
"Sabemos que estes problemas e constrangimentos, não sendo de hoje, estão agora numa fase mais aguda, porque depois de dois anos de pandemia e do adiar de um conjunto de medidas que queríamos ter aplicado anteriormente, revelam-se com outra gravidade e magnitude", admitiu a ministra.
"Tudo faremos para que se voltem a evitar situações como as que vivemos nos últimos dias e em termos de perturbação daquilo que é a tranquilidade social sobre o funcionamento do SNS", continuou, apontando que em causa estão as "escalas de urgência externa de obstetrícia".
"Ao Governo, compete-lhe disponibilizar meios e definir políticas, aos organismos da administração compete-lhes administrar, às instituições compete-lhes gerir os recursos à sua disponibilidade", disse ainda, adiantando também que o Governo está disposto a avançar com um "plano a médio prazo".
Esta passa por "uma coordenação que funcione em devido tempo no apoio à medicina intensiva" e pela "contratação de todos os especialistas que aceitem ser contratados pelo SNS". O Governo, prosseguiu, vai também “olhar para a formação de recursos na área da ginecologia e obstetrícia”. “Nesta primeira época teremos formados só mais 28 especialistas”, referiu.
Marta Temido salientou que o Governo tentará contratar mais médicos e que esta semana será aberto um concurso de contratação de recém-especialistas,, apesar de admitir que "infelizmente" não há "médicos recém formados suficientes nesta área".
"As condições para trabalhar no SNS são difíceis e também sabemos isso", frisou, lembrando que "esta situação não é nova", já que "repete-se sistematicamente em determinadas alturas do ano"
Durante a manhã, Marta Temido esteve reunida com diretores clínicos de vários hospitais da região de Lisboa nas instalações da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), na Avenida Estados Unidos da América, em Lisboa.
Já durante a tarde, a ministra esteve sentada com a Ordem dos Médicos e os sindicatos, faltando falar com as administrações regionais de saúde está a decorrer no Ministério da Saúde, em Lisboa.
Na sexta-feira, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo alertou para constrangimentos no funcionamento dos serviços de obstetrícia e ginecologia, até hoje, em vários hospitais na região de Lisboa.
Nesse dia, foi noticiado o caso de uma grávida que perdeu o bebé alegadamente por falta de obstetras no hospital das Caldas da Rainha, o que levou o Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Oeste a abrir um inquérito e a participar a situação participando à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).
Questionado na altura pela agência Lusa sobre o caso, o Ministério da Saúde admitiu que houve “constrangimentos na escala de ginecologia obstetrícia, impossíveis de suprir” e que, por isso, a urgência do Centro Hospitalar do Oeste estava “desviada para outros pontos” da rede do Serviço Nacional de Saúde”.
“Tendo em vista o apuramento de toda e qualquer responsabilidade”, o ministério disse que instaurado um inquérito aos factos pela IGAS, adiantando que os resultados do inquérito serão tornados públicos.
A ARSLVT referiu hoje que, até ao final do dia de hoje, “haverá períodos em que alguns hospitais estarão a funcionar com limitações, ou seja, a desviar a sua urgência externa de Obstetrícia/Ginecologia para outras unidades da Região, que assegurarão a resposta do SNS [Serviço Nacional de Saúde]”.
Entre 10 e 12 de junho foram efetuados 192 partos nas 13 maternidades da região, adianta, apelando “à compreensão dos utentes” e lamentando, desde já, o constrangimento que, apesar de todos os meios disponibilizados, disse não ter sido possível ultrapassar.
Madremedia
Operação “Verão Seguro 2022” está a chegar
- O reforço de patrulhamento, oe apoio e da fiscalização "a fim de garantir a segurança, a ordem e a tranquilidade públicas, com particular ênfase nas zonas de maior aglomerado de veraneantes e turistas, nos estabelecimentos de diversão noturna considerados mais críticos, nos principais eixos rodoviários e nos locais de festas, romarias e eventos de grande dimensão, bem como a garantia da proteção da natureza e do ambiente" será o objetivo primordial desta Operação.
- A GNR irá empenhar várias valências de reforço, de forma flexível, em ações coordenadas de patrulhamento e de fiscalização, dando especial atenção:
- Garantir a sua missão de vigilância na orla costeira, considerando também praias e locais junto à costa;
- Intensificar as ações de apoio, regulação e fiscalização da circulação rodoviária, com particular ênfase para as vias de comunicação com maior sinistralidade e volume de tráfego mais intenso;
- Intensificar o patrulhamento junto aos estabelecimentos de diversão noturna e de maior aglomerado de pessoas, bem como garantir a segurança de eventos, festas e romarias sazonais.
- Para promover e facilitar o policiamento de proximidade no que se refere aos turistas e numa conjuntura de cooperação internacional, a Guarda irá realizar "diversas ações de patrulhamento misto e conjunto, em vários pontos do País, com a Guardia Civil, a Gendarmerie Nationale francesa e a Arma dei Carabinier italiana, contribuindo para o clima de segurança de quem visita Portugal. Para além do patrulhamento misto, irá garantir atendimento, acolhimento e encaminhamento diferenciado, para estes cidadãos em específico", informa a corporação em comunicado.
- Os militares desenvolverão ainda ações "de informação e sensibilização, no âmbito do policiamento de proximidade, por forma a prevenir potenciais riscos e perigos, por forma a reforçar o sentimento de segurança durante a sua estadia."
Triste Comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue
Na qualidade de presidente da direcção da ADASCA – Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, a caminho de completar 16 anos de existência, manifesto a minha mais profunda tristeza, e descrença no futuro que se vislumbra no mundo da dádiva de sangue.
Com o decorrer dos anos, as datas mais marcantes (Dia Nacional do Dador de Sangue e Dia Mundial do Dador de Sangue) que deviam servir, para unir as associações num salutar convívio com os dadores deixaram de ter a importância que já tiveram. Tudo acabou, e vai acabar com o pouco que resta, tendo em conta que os sinais são evidentes, o que me deixa profundamente preocupado, triste e desencantado. Sentimo-nos minimizados.
É o que País que temos e nele vivemos. O que está a acontecer no Serviço Nacional da Saúde (SNS) neste momento, com o encerramento de determinados serviços imprescindíveis à população, podemos comparar com o que se vive no mundo da dádiva de sangue. Não entendo como a comunicação social não lhe dá a devida cobertura? Quando a isso se disponibiliza, ouve sempre os mesmos (as federações), raramente ouve os dirigentes associativos, embora, diga-se em abono da verdade, há deles que estão feitos com os sistema.
Os apoios financeiros deixaram de ser assunto, mas, o IPST continua a colher sangue nas instalações das associações, como no caso da ADASCA que nem sequer dinheiro tem para pagar o telefone e combustível para as suas 2 viaturas...
A especialização em justificações para tudo o que corre mal, passou a ser matéria corrente. Assistimos a uma quebra de dadores nas nossas sessões nunca antes registada desde Março do ano em curso.
Por fim, expressamos a nossa solidariedade para com todos os dadores, que em tempo oportuno manifestaram a seu desagrado, pela forma vinham sendo atendidos/tratados em muitas brigadas por alguns faccionários do SCT de Coimbra, nos Centros de Saúde como ainda em alguns hospitais.
A esses tais, queremos dizer-lhes: regressem porque havendo falta de sangue, os primeiros a serem atingidos sãos os doentes, ainda que estes sejam nossos desconhecidos, não se pode colocar vidas humanas em risco. É fácil imputar aos dadores a indiferença aos apelos.
A partir do dia 20 do corrente mês (Junho) as viaturas da ADASCA vão ficar estacionadas no Parque de Estacionamento, e consequentemente, limitamo-nos a abrir o Posto Fixo dentro dos horários afixados para cumprir o calendário das sessões para as colheitas de sangue.
Todo o trabalho para a promoção vai parar.
Cumprimentos
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
964 470 432 + 234 095 331 C/ encaminhado gratuito
www.adasca.pt + Triste Comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue http://www.adasca.pt/node/1588

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