quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Bilhete Postal - "CHORAMOS AS MORTES REVOLTADOS"

 

Depois de onze mortos por alegada falha de assistência do INEM, sindicatos e governo chegaram a acordo para suspender a greve.

O direito à greve tem de ser respeitado. Em casos em que se justifique pode ser decidido recorrer à lei para garantir serviços mínimos.
A real possibilidade de a interrupção completa do serviço poder resultar em mortes de cidadãos é motivo suficiente para recorrer a essa proteção legal?

Não foi.

Talvez tenhamos que ‘agradecer’ por terem sido sensíveis e repor a assistência para que o número de mortes não fosse maior…

Não há palavras para qualificar. Desprezível, é a palavra mais benevolente que me ocorre.

Lembro que certa vez questionei um governante que se gabava de o número de mortes ter reduzido em percentagem.

Questionei o governante se estaria assim satisfeito com o número de mortes se um dos que morreram fosse um seu familiar. Fiquei sem resposta.

A vida de um cidadão não é um número para uma estatística. Uma morte por falta de assistência é muito grave. Onze mortes é excessivamente grave.

Ao que parece nada aconteceu. Ninguém se demitiu, ninguém dos envolvidos (responsáveis pelo serviço e sindicatos) pediram desculpa pelas onze mortes.

Os únicos a sofrer são os familiares e amigos.

Os únicos que choram somos todos nós, cidadãos comuns. Todos nós. Revoltados. Mas sabendo-nos impotentes. E a recear que um dia nos calhe a infelicidade de precisarmos e morrermos ou ver algum querido morrer por não termos aquilo a que temos direito!

Eduardo Costa, jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional

Destaque:
“Os únicos que choram somos todos nós, cidadãos comuns. Todos nós. Revoltados. Mas sabendo-nos impotentes.”


Barcelos | Cursos de Preparação para acesso ao Ensino Superior (Maiores de 23 anos e titulares de CTESP) dispensam a realização das provas de conhecimento

 Este ano, a frequência dos cursos de preparação vai ser avaliada, com vista à dispensa da realização da prova de conhecimentos, um dos elementos de acesso ao Concurso Especial M23 e titulares de CTESP.
O IPCA vai, assim, disponibilizar cursos de preparação nas áreas de Contabilidade, Direito, Economia, Física, Informática, Matemática e Português.
As inscrições regem-se pelo Despacho PR N.º 146/2024: “Enquadramento e funcionamento do curso de preparação para acesso ao Ensino Superior (Maiores de 23 anos e titulares de CTESP)” e realizam-se on-line na plataforma de candidaturas do IPCA.
Em caso de aprovação ao curso, o candidato fica automaticamente admitido para as componentes “apreciação curricular” e “entrevista”.
Mais informações e link para candidatura disponíveis em https://ipca.pt/.

*Ana Reis
Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI)

Aveiro é o “Município Mais Azul” da Região Centro


A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) foi, pelo terceiro ano (2016, 2017, 2024), distinguida como "Município Mais Azul" na Região Centro de Portugal, uma honra concedida pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAAE) e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Este reconhecimento destaca os municípios que se evidenciam pela qualidade das Atividades de Educação Ambiental no âmbito do Programa Bandeira Azul 2024.
Para a atribuição do galardão "Bandeira Azul", é necessário que os municípios realizem um mínimo de seis atividades de sensibilização e educação ambiental. A CMA orgulha-se de ter promovido o máximo de atividades permitidas (12), com significativo sucesso e impacto.
Sob o tema anual "O mar precisa de líderes – a tua praia é a tua causa", as atividades de 2024 focaram-se em sensibilizar a comunidade para a adoção de comportamentos mais sustentáveis. Estas ações abordaram a redução do desperdício e o abandono de resíduos nas praias, o incentivo à diminuição do uso de plásticos e à separação correta dos resíduos, a proteção dos ecossistemas marinhos e terrestres, os benefícios da ria de Aveiro para uma alimentação saudável, e a importância dos cuidados com a pele ao sol. Destacaram-se também o valor medicinal de certas espécies da flora de São Jacinto e a promoção de um consumo responsável de água e energia, da utilização de energias renováveis e de meios de deslocação não poluentes, incentivando práticas sustentáveis e minimizando o impacto ambiental.
As atividades realizadas na praia durante a época balnear tiveram um papel crucial, reforçando o conhecimento e a proteção das espécies de aves e das plantas dunares que habitam a praia de São Jacinto.
Estas iniciativas não só sensibilizaram a população, como também se alinharam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, envolvendo os participantes na proteção e valorização do património natural e incentivando estilos de vida e práticas de consumo ajustadas às alterações climáticas, contribuindo para um futuro mais sustentável.
A CMA expressa ainda o seu profundo agradecimento aos parceiros pela colaboração incansável na implementação do programa de atividades de educação ambiental da Bandeira Azul 2024.

*Simão Santana
Adjunto do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro


Universidade de Coimbra | Descoberto novo fóssil que ajuda a compreender evolução do crânio e cérebro das aves primitivas às aves modernas

 
Ismar de Souza Carvalho, investigador do Centro de Geociências (CGEO) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), integra a equipa de cientistas internacionais que descobriu um novo fóssil de ave - Navaornis hestiae - do Cretáceo Superior do Brasil, que ajuda a compreender a evolução do crânio e cérebro das aves.
O artigo científico “Cretaceous bird from Brazil informs the evolution of the avian skull and brain”, que acaba de ser publicado na revista Nature, explica detalhadamente esta descoberta.
De acordo com o também investigador no Instituto de Geociências da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil, o fóssil Navaornis hestiae pertence a um grupo de aves já extinta, os Enantiornithes, muito comuns durante o Mesozoico, a era dos dinossauros, e foi encontrado em rochas com idades que variam entre 83,6 e 72,1 milhões de anos no interior do Estado de São Paulo.
«Trata-se de uma das mais espetaculares descobertas já feitas na Paleontologia. O nome escolhido é uma homenagem ao paleontólogo William Roberto Nava, diretor do Museu de Paleontologia de Marília, que descobriu a ave no município de Presidente Prudente», revela.
Além de ter o aspeto tridimensional, este fóssil possui os indícios de como era o cérebro. «O seu crânio e cérebro demonstram aspetos morfológicos que indicam transformações evolutivas entre as aves mais primitivas (como por exemplo Archaeopteryx) e as aves atuais», explica Ismar Carvalho, acrescentando que o crânio de Navaornis não possui dentes, tem grandes olhos e é muito parecido com o das aves modernas.

Esta descoberta possibilita o entendimento de como e quando ocorreram os processos evolutivos, e até mesmo da neuroanatomia, que conduziu à origem das aves modernas. «A descoberta de Navaornis é um marco para a Paleontologia brasileira. Além da excecionalidade de sua preservação, demonstra a relevância das aves que existiram logo após a separação dos continentes que formavam Gonduana e que possibilitam o entendimento de aspetos evolutivos entre as aves mais antigas e as atuais», considera o coautor.

Os fósseis revelam aspetos únicos da evolução da vida na Terra. «Esta ave é um bom exemplo disso, pois através dela é possível entender as transformações evolutivas, até agora desconhecidas, entre as aves mais primitivas e as que hoje encontramos em variados ambientes», conclui o cientista.

O artigo científico é da autoria de Luis M. Chiappe, Guillermo Navalón, Agustín G. Martinelli, Ismar de Souza Carvalho, Rodrigo Miloni Santucci, Yun-Hsin Wu1 e Daniel J. Field.

*Sara Machado
Assessora de Imprensa
Universidade de Coimbra • Faculdade de Ciências e Tecnologia
University of Coimbra • Faculty of Sciences and Technology



Iniciativa do Gabinete Municipal começou no dia 11 de novembro Iniciou o ciclo de formação de “Apoio Imediato ao Cuidador Informal” em Cantanhede

 
O Gabinete Municipal de Apoio ao Cuidador Informal começou na segunda-feira, dia 11 de novembro, com o ciclo de formação de “Apoio Imediato ao Cuidador Informal”, no concelho de Cantanhede, em regime laboral, em parceira com o Centro de Competências de Envelhecimento Ativo.
Tendo como principal objetivo capacitar num curto espaço de tempo os cuidadores informais para situações práticas do quotidiano, a formação aborda, ao longo de sete horas, várias temáticas essenciais à prestação de cuidados.
“Nutrição e Alimentação”, “Cuidados com a Higiene Oral”, Cuidados com a Mobilidade”, Cuidados com a Audição e a Visão” e “Prevenção de Quedas” são algumas das temáticas abordadas.
Esta formação oferece aos participantes novas competências e ferramentas para aprimorar a qualidade de vida tanto dos cuidadores quanto das pessoas cuidadas.
Ao longo deste mês de novembro, o Município de Cantanhede vai promover esta iniciativa de forma descentralizada, destacando a importância de uma intervenção digna e alinhada com as reais necessidades dos cuidadores informais.
A funcionar deste 2 de outubro de 2023, o Gabinete Municipal de Apoio ao Cuidador Informal tem referenciados 729 cuidadores informais no concelho de Cantanhede.
Caso seja cuidador informal, pertença ao concelho de Cantanhede e necessite de algum tipo de apoio, poderá dirigir-se à Casa Francisco Pinto ou contactar a Linha de Apoio ao Cuidador Informal do concelho através do número 910 807 060.



Hasta Pública para concessão dos circuitos marítimo-turísticos nos Canais Urbanos da Cidade atribui todos os 10 Cais e rende 9,6 milhões de euros


Hasta Pública para concessão dos circuitos marítimo-turísticos nos Canais Urbanos da Cidade atribui todos os 10 Cais e rende 9,6 milhões de euros
A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) informa que a hasta pública, realizada esta terça-feira, 12 de novembro, para atribuição do direito de uso privativo de 10 cais de atracação nos canais urbanos da Ria de Aveiro, para o exercício da atividade marítimo-turística, teve todos os lugares licitados, resultando numa verba total de 9.605.000€, a serem pagos de forma faseada ao longo dos cinco anos da concessão (2025/2029; ver tabela).
Em concurso estiveram 27 lugares de atracação, correspondentes aos referidos 10 cais, localizados no Lago da Fonte Nova, Doca do Côjo, no Canal Central e no Cais dos Botirões, com valores base de licitação entre os 200.000€ e os 350.000€, num valor total de 3.000.000€.
Considerando a forte valorização desta atividade de grande importância económica, cultural e turística, ocorrida nos últimos 10 anos, situação que acompanhou a valorização da Cidade e do Município de Aveiro como área urbana, valor cultural e destino turístico, com base no trabalho liderante da CMA e o relevante contributo do trabalho das entidades parceiras públicas e privadas, consideramos que os valores da hasta pública como normais, decididos pelos Operadores, triplicando o valor base de licitação estabelecido pela CMA.
A CMA vai prosseguir o forte investimento na qualificação dos Canais Urbanos da Ria de Aveiro e na sua promoção turística, em valor bem superior ao valor anual a receber pela CMA pelas licenças atribuídas neste processo de hasta pública.
A CMA vai continuar a trabalhar de forma aberta e colaborativa com as empresas que ganharam o direito de gerir estas operações marítimo-turísticas de 2025 a 2029, com o objetivo de termos cinco bons anos de atividade, crescendo em qualidade e notoriedade destes produtos turísticos, tão importantes para a Cidade, para o Município e para a Região de Aveiro.
A CMA saúda e agradece aos responsáveis dos seus Serviços Técnicos, que trataram deste processo ao longo dos últimos meses e a todas as empresas que decidiram participar neste processo de hasta pública, que mais uma vez se revelou um sucesso.

Tabela:
Cais
Zonamento
N.º de Lugares
Valor de Arrematação
Arrematante
6
Zona IV - Canal Central
3
€1.005.000,00
DOURO ACIMA – TRANSPORTES TURISMO E RESTAURAÇÃO, LDA
18
Zona VII - Cais dos Botirões
2
€360.000,00
MARGENS & CENÁRIOS, LDA
2
Zona I - Lago da Fonte Nova
3
€660.000,00
ONDA COLOSSAL – MARÍTIMO-TURÍSTICA, LDA
11
Zona IV - Canal Central
2
€680.000,00
APPROPRIATE NUMBERS, LDA
8
Zona IV - Canal Central
3
€1.215.000,00
ALVORADA COMUM – UNIPESSOAL, LDA
5
Zona III - Doca do Côjo
3
€1.455.000,00
EMPREENDECIDADE, LDA
13
Zona IV - Canal Central
3
€950.000,00
GAIVOTA RESILIENTE, LDA
10-B
Zona IV - Canal Central
3
€1.125.000,00
WELCOME TRADITION, LDA
9
Zona IV - Canal Central
2
€1.110.000,00
INCRIVELODISSEIA – MARÍTIMO-TURÍSTICOS, LDA
10-A
Zona IV - Canal Central
3
€1.055.000,00
ESPAÇO DE EXPERIÊNCIAS, LDA

*Simão Santana
[Adjunto do Presidente | Deputy of the Mayor]



Câmara Municipal de Aveiro | Municipality of Aveiro
Morada | Address: Cais da Fonte Nova 3810 - 200 Aveiro, Portugal
Telefone | Phone: +351 969 252 473 Extensão: 1422




Rally D. Carlos I espalha charme em troços históricos da região Centro


Quase seis dezenas de equipas vão disputar, este sábado e domingo, o Rally D. Carlos I, prova de regularidade histórica que passa, entre outros, pelos emblemáticos troços da Lousã, Góis e Arganil.
Depois do sucesso das duas primeiras edições (ver vídeo em baixo), o ACP Clássicos volta a inovar no percurso do Rally D. Carlos I, que vai passar por alguns dos concelhos da região Centro com maior tradição nos ralis. As estradas da Lousã, Castanheira de Pera, Góis e Arganil vão receber um pelotão de 59 equipas, aos comandos de automóveis construídos a partir da década de 1950, num percurso com cerca de 300 quilómetros de extensão.

Desportivamente, o desafio consiste em 15 Setores de Classificação (de Regularidade Absoluta, Regularidade por Setores e Regularidade à Figura), divididos por duas etapas. Os concorrentes concentram-se no próximo sábado de manhã, na vila da Lousã, com a partida do primeiro concorrente agendada para as 14h00. O belo cenário da Barragem da Aguieira marca o final da primeira etapa, a partir das 17h30 de sábado, com os concorrentes a pernoitarem no Hotel Montebelo Aguieira.
No domingo de manhã, disputa-se a derradeira etapa, com partida da Barragem da Aguieira, às 10h00, e chegada a Arganil, a partir das 13h30. Além da vertente competitiva, o Rally D. Carlos I é também uma oportunidade de descoberta do território nacional, em algumas das mais cénicas estradas da região e com máquinas que fizeram história em Portugal e não só.

O carro mais antigo em prova é um Jaguar XK 150 de 1958, que encabeça um pelotão muito diverso, onde também estão futuros-clássicos como o carro mais recente do evento, um Porsche 911 de 2000. Na estrada também estarão modelos históricos da MG, Lancia, Alfa Romeo, Mini, Fiat, BMW, Austin, Triumph, Volkswagen, Peugeot e Volvo, entre outras.

O Rally D. Carlos I é a derradeira prova da ACP Clássicos Cup e marca, também, o final da época de eventos organizados pelo ACP Clássicos.