quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Crianças e uso de telemóveis: como atrasar a entrega do primeiro smartphone

 
  • Liderar pelo exemplo e lutar contra a inércia de tomar medidas de atraso na entrega do primeiro smartphone são duas das mais  importantes medidas
  • Smartwatch para crianças e telemóveis que só permitem fazer chamadas são algumas das alternativas ao smartphone
O Observatório Digital realizado pela SaveFamily revela que 42% das crianças até aos 8 anos de idade já têm acesso a um telemóvel. Estudos internacionais alertam para o impacto que o uso excessivo de ecrãs por parte dos menores contribui para o aumento da depressão e mau estar mental, alterações no comportamento do sono, mais isolamento, piores resultados cognitivos e maior perigo de exposição a comportamentos de risco online. Com todas estas consequências, a questão não cabeça de muitos pais permanece: como atrasar a introdução do primeiro telemóvel na vida dos menores?
“Em Portugal as restrições ao uso do telemóvel em contexto escolar logo no primeiro ciclo ajuda muito a atrasar a compra de um smartphone aos mais pequenos. Contudo, sabemos que será apenas e sempre pelo exemplo dos pais, pela perseverança destes em cumprir com as decisões sem ceder à pressão externa, assim como a existência de alternativas que será possível realmente atrasar a introdução do primeiro telemóvel no dia-a-dia dos menores”, afirma Pedro Costa Chaves, diretor de vendas em Portugal da SaveFamily.
Naquele que é um desafio cada vez maior para pais e encarregados de educação, atrasar a introdução do telemóvel no dia-a-dia dos menores passa, muitas vezes, por lutar contra a inércia, ser perseverante e consistente com a decisão tomada. O mais simples será sempre ceder à pressão exterior e entregar um telemóvel a um menor quando estão mais irritados, quando pedem ou quando os pais estão mais ocupados. Cumprir com a decisão exige esforço familiar e alguma disciplina.
Algumas estratégias passam por ter equipamentos que na verdade pertencem à família, como por exemplo, o computador. Que este esteja em espaços familiares, em que exista um verdadeiro controlo por parte dos pais, quer do conteúdo consultado, quer das horas e tempo despendido com o equipamento e, sobretudo, online. Por outro lado, se os adultos têm equipamentos pessoais ou de trabalho, que os utilizem em horas específicas e em lugares determinados, como escritórios, e não que percorram a casa toda com estes, os utilizem em locais como a mesa de refeições, ou que estejam ligados durante horas a fio. E se os equipamentos forem telemóveis, evitar ao máximo utilizá-los em frente dos menores, fazendo-a apenas para atender chamadas urgentes e de familiares.
Mais tempo em família, com atividades que não exijam o uso de computadores, telemóveis ou tablets é, também, outra forma de reduzir a tentação de entregar um telemóvel aos menores. Com mais tempo de qualidade, a ler, com jogos de tabuleiro, ou até apenas em conversa com a família e passeios, os mais pequenos terão usufruído de tempo de qualidade em família, ao mesmo tempo que resistem à tentação de pegar no telemóvel para se distraírem.
Alternativas: dos telemóveis simples aos relógios inteligentes
Atualmente, e de forma a ajudar os pais a fazerem frente à pressão, mas também como estratégia para introduzir de forma faseada a tecnologia no dia-a-dia dos mais novos, existem no mercado algumas alternativas. Os telemóveis simples, semelhantes aos dos inícios dos anos 2000, e que permitem apenas realizar e receber chamadas simples, são uma das apostas de alguns pais.
Mas, para os que querem ajudar os pequenos a desenvolver uma relação mais saudável com a tecnologia e a inovação e, ao mesmo tempo, garantir que estão seguros, os smartwatches infantis são, atualmente, a alternativa mais indicada logo a partir dos 4 anos quando se prepararam para entrar no pré-escolar.
Os relógios inteligentes são gadgets que imitam também os dos adultos, mas que ajudam a manter os pequenos mais seguros, com localização GPS e botão SOS, mas também entretidos, com ferramentas e aplicações desenvolvidas de acordo com a idade dos pequenos. Por um lado, com serviços de música como Spotify, por outro com Inteligência Artificial desenvolvida especificamente para os pequenos, com total controlo parental e que, em caso de tentativa de acesso a conteúdos indevidos, encaminha os pequenos para abordarem o tema com um adulto.
Com soluções cada vez mais avançadas e mais amigas do desenvolvimento dos menores, e que os mantém sempre seguros, as alternativas ao telemóvel já não são um mito, e contribuem para as estratégias familiares de atraso da introdução dos telemóveis na vida dos mais pequenos.
Acerca de SaveFamily
A SaveFamily é uma empresa espanhola líder no desenvolvimento de smartwatches com GPS para crianças e idosos. Desde 2017 trabalha para aproximar a tecnologia às famílias com dispositivos pensados para melhorar a comunicação, a segurança e a autonomia dos utilizadores. 
A empresa está presente em mais de 43 países e serve a mais de um milhão de famílias através de uma ampla gama de dispositivos tecnológicos orientados para a segurança e o bem-estar.

*Newsline Agência de Comunicação
ifernandes

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