sábado, 16 de janeiro de 2016

ALUNOS DA U.N.LISBOA DESENVOLVEM EQUIPAMENTO PARA FILTRAR MICROPLÁSTICOS DOS OCEANOS


 
t3mujin / Flickr
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Cinco estudantes da Universidade Nova de Lisboa estão a desenvolver um equipamento que, instalado em embarcações, filtra os microplásticos existentes nos oceanos, com o qual venceram um prémio de ideias de negócios e que pretendem comercializar.
O sistema, embutido no casco dos barcos, ao nível da linha de água, tem uma entrada de água, que é filtrada, ficando os microplásticos retidos no filtro do equipamento, explicou à agência Lusa um dos representantes do projeto Clean Dynamics, Tiago Lamelas.
Segundo o responsável, após a filtragem, a água passa por uma turbina, produzindo energia capaz de alimentar pequenos equipamentos, como sistemas de coordenadas geográficas ou de alarme.
Os microplásticos armazenados podem ser depois encaminhados para valorização energética ou reutilização como matéria-prima em indústrias.
A existência nos oceanos destes materiais, que resultam da degradação de objetos em plástico até uma proporção mínima, constitui um “perigo”, uma vez que são ingeridos pelos peixes, “que mais tarde vêm parar à nossa alimentação”, referiu Tiago Lamelas.
O equipamento, que deverá ter um preço entre 300 e 400 euros, pode ser adaptado e instalado em embarcações de diferentes tipos e tamanhos, desde pequenos veleiros a grandes petroleiros.
Os cinco estudantes, entre os 23 e os 27 anos, iniciaram o projeto no âmbito de uma disciplina de empreendedorismo, estando agora a desenvolver o protótipo.
Para montar o negócio, estimam precisar de 200 mil euros, os quais esperam vir a conseguir junto de grandes empresas das áreas energética e de transporte marítimo.
Recentemente, venceram um concurso de ideias de negócios, na categoria “Mar e Energias”, promovido pelo Sines Tecnopolo, estrutura sediada em Sines que funciona como incubadora de empresas e presta serviços de consultadoria e formação.
Para a equipa, a estadia de uma semana na Energy Excelerator, incubadora de empresas do Havai (Estados Unidos da América), vai ser “muito importante”.
No mesmo concurso, venceu, na categoria “Criar Futuro(s)”, o projeto EcoInCer, dos empreendedores Erika e Filipe Davim, de Aveiro, que visa a transformação das escóriasresultantes da incineração do lixo urbano em matéria-prima para as indústrias da cerâmica e do vidro.
A dupla ganhou o direito a passar uma semana numa incubadora da rede europeia de apoio a empresas (Entreprise Europe Network) e aponta a Itália como destino preferencial, por ser “o motor da cerâmica mundial”.
Já com um protótipo e patente internacional registada, Filipe e Erika Davim, 33 e 35 anos, respetivamente, precisam de 300 a 800 mil euros, dependendo das infraestruturas e dos equipamentos que tenham de adquirir, para montarem a sua empresa, que poderá vir a criar perto de 15 postos de trabalho.
A valorização das escórias representa uma diminuição dos resíduos enviados para aterro sanitário, que é o seu destino atual, indicou à Lusa Filipe Davim.
A função da EcoInCer é tratar esses resíduos e transformá-los em matéria-prima, feita “à medida” dos clientes, que substitui materiais como areia, barro ou sílica, reduzindo a utilização de produtos naturais, alguns dos quais “em crescente escassez”, com a consequente “escalada do preço”.
Numa primeira fase, tencionam dirigir-se às empresas portuguesas, estando já algumas a testar os produtos, mas ambicionam também sublicenciar a patente noutros países com indústrias cerâmica e vidreira fortes e não põem de parte a exportação.
/Lusa

HÁ 269 MIL TONELADAS DE RESÍDUOS PLÁSTICOS A FLUTUAR NOS OCEANOS


 
worldworldworld / Flickr
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Cerca de 269 mil toneladas de resíduos plásticos flutuam atualmente na superfície dos oceanos de todo o planeta, indica um estudo de uma equipa internacional de investigação.
poluição por microplásticos foi observada, em diferentes concentrações, em todos os oceanos do planeta, mas os dados são insuficientes para avaliar com precisão o peso total destes detritos, micro e macroplásticos, a flutuar à superfície, explicaram os cientistas, cujos trabalhos foram publicadosna revista norte-americana PLOS ONE.
Para tentar obter um valor mais preciso, cientista de cinco países utilizaram dados reunidos ao longo de 24 expedições realizadas durante seis anos – entre 2007 e 2013 -, nos cinco grandes giros subtropicais (turbilhões de confluência das principais correntes oceânicas), na costa australiana, na baía de Bengala (Índico) e no Mediterrâneo.
Os dados obtidos referem-se aos microplásticos recuperados em redes e aos grandes resíduos de plástico observados diretamente, e a análise sobre a repartição destes resíduos pelos oceanos foi feita através de um modelo informático.
A partir destes dados e deste modelo, os investigadores elevaram a pelo menos 5.250 mil milhões o número de partículas de plástico nos oceanos, num peso total de perto de 269 mil toneladas.
Marcus Eriksen et al
Resultados da contagem de densidade global de plásticos em 4 diferentes granularidades
Resultados da contagem de densidade global de plásticos em 4 diferentes granularidades
Os grandes blocos de plástico parecem ser mais abundantes junto às costas e transformam-se em microplásticos nos cinco grandes giros, explicaram os autores.
Os estudos constataram que os microplásticos mais pequenos estão presentes nas regiões mais afastadas das zonas habitadas, como as zonas subpolares, um resultado que surpreendeu os cientistas.
“Os cinco giros subtropicais nos quais se acumulam os detritos plásticos não são o destino final, mas os microplásticos resultantes interagem com todo o ecosistema oceânico”, explicou Marcus Eriksen, diretor de investigação no Instituto Cinco Giros, na Califórnia (costa oeste dos Estados Unidos), um dos responsáveis pelo estudo.
Esta repartição dos microplásticos em zonas afastadas poderá sugerir que os grandes giros atuam como trituradores de grandes bocados de plástico. Posteriormente, os microplásticos são lançados pelas correntes em todos os oceanos.
/Lusa

ADOLESCENTE INVENTA MÉTODO PARA SALVAR OS OCEANOS DO LIXO PLÁSTICO


 
bb
Boyan Slat é um jovem de 20 anos com uma missão ambiciosa – livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes.
Apesar da idade, há alguns anos que Boyan tenta encontrar maneiras de recolher estes resíduos – e a sua técnica já convenceu entusiastas e patrocinadores dispostos a financiar os seus projetos.
“Não percebo porque é que a palavra ‘obsessivo’ tem uma conotação negativa, mas eu sou obsessivo e gosto disso“, diz Slat. “Tenho uma ideia e vou em frente com ela.”
A ideia surgiu quando Boyan tinha 16 anos, em 2011, enquanto fazia mergulho na Grécia. “Vi mais sacos plásticos do que peixes“, diz.
Boyan ficou chocado, e ainda mais chocado ao perceber que não havia nenhuma solução aparente.
“Toda a gente me disse ‘Ah, depois de os plásticos chegarem aos oceanos não há nada que possas fazer com eles ‘, e eu perguntei-me se isso seria verdade”, conta Boyan à BBC.
Nos últimos 30 a 40 anos, milhões de toneladas de plástico chegaram aos oceanos. A produção mundial de plástico é de 288 milhões de toneladas por ano, das quais 10% acabam no oceano.
A maioria, 80%, é proveniente de fontes terrestres.
O lixo é arrastado por ralos e esgotos e acaba nos rios. É então transportado pelas correntes para cinco sistemas rotativos de água nos grandes oceanos, chamados giros, o mais famoso dos quais é a enorme Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia.
A concentração de plástico nestas áreas é alta – chegam a ser chamadas sopa de plástico – e não fica estática no mesmo local, o que faz com que a limpeza seja um grande desafio.
A Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia
A Mancha de Lixo do Pacífico, entre o Havai e a Califórnia
“Se fôssemos lá tentar limpar com navios, levaria milhares de anos”, diz Boyan, “teria um custo enorme em termos de dinheiro e energia, e os peixes seriam acidentalmente capturados nas redes.”

Quebra-cabeças

Boyan sempre gostou de encontrar soluções para quebra-cabeças e, ao reflectir sobre este em particular, ocorreu-lhe uma pergunta: “em vez de irmos atrás do plástico, porque não aproveitamos as correntes e esperamos que ele chegue até nós?
Ainda na escola secundária, Boyan desenvolveu a sua ideia, como parte de um projecto de Ciências:uma série de barreiras flutuantes, ancoradas no leito do mar, primeiro capturariam e concentrariam os detritos flutuantes.
No modelo de Boyan, o plástico mover-se-ia ao longo das barreiras no sentido de uma plataforma, onde seria, então, extraído de forma eficiente.
A corrente oceânica passaria por baixo das barreiras, levando toda a vida marinha flutuante com ela. Não haveria emissões nem redes para a vida marinha se enrodilhar. O plástico recolhido no oceano seria reciclado e transformado em produtos ou em óleo.
O projecto de Boyan foi premiado como Melhor Projecto Técnico da Universidade de Tecnologia Delft.
Para a maioria dos adolescentes, as coisas teriam ficado por ai, mas com Boyan a coisa tinha de ser diferente.
Desde muito cedo, Boyan interessou-se por engenharia. “Comecei por construir casas nas árvores… a seguir, coisas maiores”, conta o jovem inventor, “e quando tinha 13 anos, estava muito interessado em foguetes.”
Boyan já tem até um recorde mundial no Guinness, com o maior número de foguetes de água lançados ao mesmo tempo: 213.
“Essa experiência ensinou-me a atrair o interesse das pessoas e como abordar patrocinadores“, conta.
Quando Boyan começou a estudar engenharia aeroespacial, na Universidade de Delft, levava com ela a ideia de limpar os oceanos. Criou uma fundação chamada The Ocean Cleanup, “A Limpeza do Oceano”, e explicou no  TEDx o seu conceito de como os oceanos poderiam ser limpos.
Seis meses depois de entrar na faculdade, Boyan decidiu interromper o curso para tentar tornar o seu projecto uma realidade.
Todo o dinheiro que tinha eram 200 euros. Os meses seguintes foram usados à procura de patrocínios.
“Foi muito desanimador porque ninguém estava interessado”, diz Boyan. “Lembro-me de um dia contactar 300 empresas a pedir patrocínios – apenas uma respondeu, e também não deu em nada.”

Mudança brusca

Foi então que, a 26 de março de 2013, meses depois de ter sido publicado, o vídeo de Boyan no TEDx se tornou viral.
“Foi inacreditável”, diz Boyan, “de repente, tivemos centenas de milhares de pessoas por dia a visitar o nosso site. Recebia cerca de 1.500 e-mails por dia de pessoas a voluntariar-se para ajudar.”
Boyan recorreu a uma plataforma de crowdfunding, onde recolheu 60 mil euros em 15 dias. Ainda não sabe o que fez com que a sua ideia explodisse de repente, mas diz que foi um grande alívio.
“Há um ano atrás, não tinha certeza de que seria bem-sucedido”, diz. “Mas, considerando a importância do problema, era importante pelo menos tentar.”
De acordo com o Programa de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas, há, em média, 13 mil peças de plástico flutuantes por quilómetro quadrado de oceano. Muitas dessas partículas acabam por ser ingeridas acidentalmente pelos animais marinhos, que podem morrer de fome já que o plástico enche seus estômagos.
É uma situação grave – e, por isso, quando Boyan apareceu com uma solução aparentemente simples, começou a fazer manchetes em todo o mundo.
The Ocean Cleanup
Detalhe do sistema de recolha de plástico de Boyan Slat
Detalhe do sistema de recolha de plástico de Boyan Slat

Provas científicas

Depois de ter chamado a atenção do mundo, a primeira coisa que Boyan fez foi desaparecer de vista. Precisava de provas científicas para apoiar a sua teoria.
Boyan reuniu uma equipa de 100 pessoas, a maioria voluntários, que foram espalhados por todo o mundo. Durante os estudos, visitou a Mancha de Lixo do Atlântico Norte, onde a plataforma deverá ser construída.
Em junho, um mês antes de fazer 20 anos, Boyan apresentou um relatório de viabilidade, com 530 páginas – e cuja capa foi feita em plástico reciclado.
O relatório, baseado em diversos testes e simulações de computador, foi revisto e validado por 70 cientistas e engenheiros.
Após o estudo, Boyan pôs em marcha uma nova campanha de financiamento, que desta vezrapidamente atingiu a meta de 1.6 milhões de euros.
Pode um adolescente salvar os oceanos do planeta?
O jovem diz que a sua idade não o atrapalhou, e que pode até  ser uma vantagem.
“Eu não tinha nada a perder, excepto a minha renda bolsa de estudos, portanto, essa não era uma preocupação”, diz o jovem empreendedor.
“Se queres fazer alguma coisa, faz o mais rapidamente possível.”
The Ocean Cleanup
Boyan Slat posa com parte do lixo que a sua equipa recolheu
Boyan Slat posa com parte do lixo que a sua equipa recolheu
ZAP / BBC

HOLANDA ESTÁ A PREPARAR UMA BARRAGEM QUE LIMPA O OCEANO

 


The Ocean Cleanup
Detalhe do sistema de recolha de plástico de Boyan Slat
Detalhe do sistema de recolha de plástico de Boyan Slat
A Holanda vai testar no segundo trimestre de 2016 uma barragem revolucionária “amiga” do ambiente, indicou uma fundação holandesa que pretende eliminar os plásticos – garrafas, sacos e outros – que poluem os oceanos.
Num comunicado divulgado na quinta-feira em Haia, a fundação The Ocean Cleanup irá testar a infra-estrutura em condições reais a 23 quilómetros da costa holandesa e em pleno Mar do Norte, construindo uma barragem de 100 metros de comprimento.
Enquanto na maior parte das barragens o procedimento é feito através de embarcações, que vão recolhendo o lixo e o plástico, a fundação pretende usar as correntes marinhas para os armadilhar.
Em 2020 serão estendidos dois braços flutuantes de 50 quilómetros cada, em forma de “V”, e serão colocados no fundo do mar.
“O objetivo do teste é observar os efeitos do mar, sobretudo as correntes e as ondas”, precisou a fundação no documento, que já testou a barragem em condições controladas nas bacias holandesas.
“sopa plástica” – uma mistura de detritos de plástico de tamanhos diversos no oceano – tem um impacto considerável sobre o ambiente.
O sistema foi inventado há 4 anos por Boyan Slat, o jovem de 20 anos com uma missão ambiciosa – livrar os oceanos do planeta dos plásticos flutuantes – que fundou a The Ocean Cleanup.
O primeiro sistema de limpeza de oceanos inventado por Boyan Slat vai ser testado no segundo semestre de 2016
O primeiro sistema de limpeza de oceanos inventado por Boyan Slat vai ser testado no segundo semestre de 2016
Os animais marinhos, como os golfinhos ou as focas, são os que acabam por ser as maiores vítimas, ao serem enredados, podendo sufocar e acabar por morrer.
O mesmo se passa com as tartarugas, que confundem os sacos de plástico com medusas.
Decompostos em pequenas partículas, os plásticos suspeitos de ter um efeito negativo na fertilidade e de provocar doenças cancerosas no homem, entrarão depois na cadeia alimentar, mas numa escala bastante inferior
O teste deverá servir de base para um outro, ainda em maior escala, próximo da ilha japonesa de Tsushima (sul).
O projeto, a realizar por um consórcio do Japão e da Coreia do Sul, deverá ter uma infraestrutura de cerca de dois quilómetros.
A fundação holandesa ressalvou que a barragem é constituída por barreiras, não por uma rede, sob as quais os peixes poderão passar livremente e que o dispositivo a testar não representa qualquer ameaça à fauna.

METADE DA POPULAÇÃO MUNDIAL VIVE EM 1% DO TERRITÓRIO DO PLANETA


 


Saigão, Vietname
Um empreendedor, trader e antigo analista de risco de Nova Iorque, fascinado pela ciência (ou arte) emergente da data visualization, criou um mapa da distribuição da população humana no planeta e chegou a um resultado inesperado.
A imagem obtida pelo analista revela um fato chocante: metade dos 7,3 mil milhões de habitantes da Terra vivem nas regiões amarelas assinaladas no mapa, enquanto as restantes se espalham pelo vasto território a preto.
Os dados foram compilados pelo empreendedor nova-iorquino Max Galka, que usou informaçõespublicadas pela agência espacial norte-americana NASA.
O resultado mostra que metade da população mundial se amontoa em apenas 1% do espaçoterrestre do mundo, enquanto a outra metade ocupa os restantes 99% do planeta.
A população é geralmente dividida em regiões geográficas, como países, estados e cidades.
Mas Galka usou os dados obtidos para criar um mapa que distribui toda a população mundial numagrelha de pequenas “células”, na qual as fronteiras administrativas se tornam irrelevantes.
A grelha em que o mapa se baseia tem um total de 28 milhões de células, medindo cada uma aproximadamente 4,8 km por 4,8 km.
Distribuição da população mundial. A amarelo, metade da população mundial.
Distribuição da população mundial. A amarelo, metade da população mundial.
“A região amarela no mapa inclui todas as células com uma população de 8.000 ou mais pessoas”, explica Galka à Metrocosm.
“Uma vez que cada uma delas tem uma área de cerca de 14 km², a densidade populacional de cada célula amarela é, pelo menos, de 900 pessoas por 1,6 km²”, acrescenta o analista.
“Por outro lado, a região preta é constituída por células com populações de menos que 8.000 pessoas. Ou seja, a densidade populacional em toda a área preta é menos de 900 pessoas por 1,6 km²”, conclui Galka.
A maior parte da região amarela está localizada na Índia, Bangladesh e China, onde quase metade da população do mundo está localizada. Nestes 3 países vive 46% da população mundial.
A amarela ilha de Java, na Indonésia, com aproximadamente o mesmo tamanho do estado de Nova York, nos EUA, contém uma população de 140 milhões, tornando-se a ilha mais populosa do mundo.
O Japão, uma região amarela um pouco mais fraca nas proximidades, é a segunda ilha mais habitada do mundo, encaixando 37 milhões de pessoas em Tóquio, a cidade mais populosa do mundo.
Mas nenhuma destas regiões contêm a célula mais povoada do mapa.
“Em todo o mundo, a célula com a maior população está localizada no Cairo”, diz Galka.
“A área, que mede apenas 14,4 quilómetros quadrados, é o lar de mais de um milhão de pessoas”.
Se a população mundial realmente ultrapassar os 11 mil milhões até ao ano de 2100, e se, como previsto, o maior crescimento ocorrer em África, não se poderá dizer que não temos espaço suficiente para acomodar todo mundo.
Mas, com as melhores e mais habitáveis regiões já verdadeiramente abarrotadas, espalhar a população crescente pela área preta não vai ser fácil.
Contudo, tal poderia revelar-se mais simples do que querer colonizar Marte, por exemplo.

FOTÓGRAFO CAPTA OS FASCINANTES “CIGANOS DO MAR” – ANTES QUE DESAPAREÇAM


 


marklehn.com
Os Ciganos do Mar por Mark Lehn
Os Ciganos do Mar por Mark Lehn
Um fotógrafo canadiano criou uma série de fotos que retrata os Ciganos do Mar, uma tribo filipina que vive de modo tradicional, mas está prestes a desaparecer por completo – à conta do mundo moderno.
O fotógrafo canadiano Mark Lehn, que vive actualmente na Austrália, fez uma viagem até as Filipinas para trazer ao mundo um pouco da cultura do Ciganos do Mar filipinos. E o resultado é tirar cortar a respiração!
“Este foi um projecto auto-financiado, criado por mim”, diz Lehn.
“Tinha lido coisas há anos sobre os Ciganos do Mar do Sudeste Asiático, e fiquei fascinado com elesdesde então”, conta o fotógrafo.
“O seu número tende a diminuir, queria fotografá-los o mais rapidamente possível”, acrescenta.
“Viajei para Semporna, na Austrália, e de lá alugamos um barco e um capitão que pudesse nos levar até eles. Acho surpreendente que estes grupos ainda existam nos dias de hoje“, relata Lehn.
“Ao ver estas pessoas, e saber que sou o que as está a retratar e a receber toda a sua bondade, realmente faz-me apreciar as coisas simples da vida e sentir a ligação entre pessoas e o meio ambiente“, confidencia o fotógrafo.
Mas mil palavras não chegam para as imagens. Fique então com algumas delas.
ZAP / Hypeness

OS HUMANOS DO FUTURO VÃO TER GUELRAS, PÉS COM MEMBRANAS E OLHOS DE GATO


 

O ser humano pode vir a desenvolver guelras, mãos e pés com membranas e olhos semelhantes aos dos gatos, com uma pálpebra transparente, numa evolução fisiológica para sobreviver a condições climáticas muito diferentes das actuais.
Estas são previsões do paleo-antropologista Matthew Skinner, professor na Universidade de Kent, no Reino Unido, que considera que as mudanças climáticas ou outros fenómenos excepcionais, como o impacto de um asteróide ou a colonização de outros planetas, vão motivar alterações fisionómicas drásticas nos seres humanos.
Desafiado pelo programa Extant Season 2, do Canal Syfy, Skinner diz que um cenário de subida dramática do nível do mar pode levar os humanos a desenvolver mãos e pés com membranas e guelras artificiais para poderem sobreviver dentro da água.
“Podemos desenvolver um tapetum lucidum, uma camada adicional na retina, como os olhos dos gatos, que melhoraria a nossa visão em condições de baixa luz, tal como debaixo de água”, refere Skinner no programa televisivo.
“Devido ao ambiente frio por se estar submergido em água regularmente, manteríamos uma camada de “gordura de bebé” até à idade adulta como um isolante”, acrescenta.
O professor também acredita que teríamos menos pelos corporais para facilitar a deslocação na água e que as guelras acabariam por retirar capacidade aos pulmões, por não serem necessários, o que motivaria o encolhimento da caixa das costelas.

Sem dentes e com caras de bebé

A colonização de outros planetas como Marte, caso a vida na Terra se torne impossível, é outra circunstância abordada por Matthew Skinner que motivaria o encurtamento das pernas por não serem tão usadas devido à falta de gravidade.
O corpo humano tenderia então a perder tamanho, no geral, num fenómeno semelhante ao chamado “nanismo insular”, que se verifica com alguns mamíferos quando vivem em ambientes com poucos recursos e poucos predadores.
Haveria ainda desenvolvimento de dedos grandes dos pés suplementares, que se moveriam como polegares, para permitir aos humanos agarrarem-se em ambientes sem gravidade.
“Os desenvolvimentos tecnológicos que nos permitiriam habitar noutro planeta também sugeririam que exigências básicas de dieta seriam providas através de substâncias não sólidas manufacturadas e equilibradas nutricionalmente”, salienta o paleo-antropologista
Skinner prevê que isso levaria a mudanças nos dentes, que desapareciam, e à redução dos maxilares e da boca.
“Teoricamente, poderíamos parecer-nos mais com recém-nascidos cujas bocas só precisam de engolir, contudo continuam a ter cérebros grandes”, explica o professor da Universidade de Kent, notando que o rosto ficaria mais pequeno.
Skinner considera que, no cenário de impacto de um asteróide com a Terra, que poderia dar início a uma nova Idade do Gelo, as poeiras que bloqueariam o Sol provocariam a descida drástica das temperaturas.
Em tal cenário, a sofisticação tecnológica seria seriamente abalada, devido à perda de materiais e de capacidade de produção.
A força física ganharia então importância para a sobrevivência humana, o que levaria homens e mulheres a ficarem maiores e ambos os sexos desenvolveriam mais pelos no corpo.
A falta de Sol tornaria a pele e os cabelos mais claros para melhorar a absorção de vitamina D e o nariz e a face, em geral, aumentariam de tamanho para aquecer o ar frio.
SV, ZAP