sexta-feira, 24 de março de 2017

14º Festival Internacional de Jazz de Portalegre

10 anos de CAE Portalegre

Divulgação Semanal
Programação do Centro de Artes do Espetáculo de Portalegre

Mais info em: http://caeportalegre.blogspot.pt/
Facebook : https://www.facebook.com/CAEdePortalegre
14º Portalegre JazzFest 2017

Na sua 14ª edição, o Portalegre JazzFest volta a abrir o seu programa à diversidade do jazz dos nossos dias, tendo como único denominador comum dos vários projectos apresentados precisamente a sua contemporaneidade. São muitas as pontes estabelecidas pelas formações que vão actuar no CAEP – do jazz com a sua própria história e com uma ideia de futuro, do jazz com a pop, a folk, a música clássica contemporânea, a música livremente improvisada, o rock e o mais que venha a propósito ou mesmo a despropósito, sem tabus. Se o segundo fim-de-semana do festival é dedicado à cena norueguesa, com projectos fortes como Ballrogg e Friends & Neighbors, o jazz nacional marca igualmente uma relevante presença. A parceria entre João Hasselberg e Pedro Branco tem levantado algumas consideráveis ondas por onde passa e a que junta Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini vai fazer-se sentir nas próprias ruas de Portalegre, pois irá tocar para os transeuntes, sem se fazer anunciar. Como é de tradição, com todo este jazz chegam provas de vinhos e produtos regionais, na ideia de que alimentar os ouvidos funciona melhor quando também há uns petiscos para o estômago e uma boa pinga do Alentejo.


24 MAR. SEX. 21.30H
SHELTER
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

NATE WOOLEY Trompete
KEN VANDERMARK Saxofones tenor e barítono, clarinete
JASPER STADHOUDERS Baixo elétrico e guitarra
STEVE HEATHER Bateria


O projeto Shelter é apresentado pelos seus músicos como “o som do futuro, agora”. E assim é de facto, ainda que as premissas da música que tocam venham do passado. Estão elas no free jazz mais vernacular (aquele da transição da década de 1950 para a de 60 e que teve Ornette Coleman como principal arquiteto), e no pós-punk dos anos 1980, representado por bandas como This Heat ou The Fall.

O grupo é novo, mas decorre de uma série de cumplicidades anteriores e paralelas à sua constituição. Wooley e Vandermark (este no seu regresso ao Jazzfest), têm um duo desde 2013, já com dois álbuns editados. Vandermark e Stadhouders trabalham juntos nos Made to Break desde 2014, e o rasto que este coletivo está a deixar teve no início de 2017 o seu quinto disco. Por sua vez, Heather  contribui decisivamente para o International Improv Ensemble, de Jasper Stadhouders (do qual, acrescente-se a título de curiosidade, faz parte o português Luís Vicente). Ou seja, se a fórmula Shelter está fresca ainda, beneficia do sólido conhecimento que os seus promotores têm uns dos outros, e daí que cada um pareça adivinhar o que os demais vão fazer a seguir. Energia, liberdade e arrebatamento são as palavras-chave para descrever a música elétrica e cheia de riffs destes quatro magníficos.


25 MAR. SÁB. 21.30H
João Hasselberg & Pedro Branco
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

JOÃO HASSELBERG Contrabaixo
PEDRO BRANCO Guitarra
AFONSO CABRAL Voz
ALBERT CIRERA saxofone
JOÃO PAULO ESTEVES DA SILVA Piano
JOÃO LENCASTRE Bateria


A revista online norte-americana All About Jazz escreveu sobre o álbum “Dancing Our Way to Death” que é difícil definir a música que nele é tocada. Tenta a designação “jazz de câmara”, à falta de melhor rótulo, acrescentando ainda que o disco tem tanto de folk e de rock quanto de jazz, em linha, de resto, com o que ouvimos nos mais recentes projetos de João Hasselberg e Pedro Branco. E o que ouvimos interseta a tradição do jazz, aceita contributos da música dita clássica, incorpora o formato da canção popular e atravessa tudo isso com uma atitude renovadora a que não é estranho um conhecimento das vanguardas do jazz e de outras músicas urbanas do nosso tempo.

Diz esta parceria de músicos de Lisboa que a sua premissa foi, e é, “não excluir nenhum caminho interpretativo à partida”. E acrescenta: “tentámos ter presente uma liberdade entre nós dois, durante a criação e a execução, e ao mesmo tempo passá-la aos outros músicos que convidámos para esta aventura”. No palco, com eles, estará a maior parte do grupo que os acompanhou no estúdio, designadamente Afonso Cabral, Albert Cirera, João Paulo Esteves da Silva (de volta ao Jazzfest) e João Lencastre, todos eles conhecidos por não terem uma visão monolítica do jazz. Ou seja, a música que se vai ouvir ao vivo, tal como no CD, desfez-se de preconceitos e ganhou originalidade.


24 e 25 MAR. SEX e SÁB. 23.30H
PeterGabriel
14º Portalegre JazzFest | Bar Gémeos | Entrada Livre | M/12 anos

PEDRO SOUSA Saxofone tenor
GABRIEL FERRANDINI Bateria


O duo de Pedro Sousa e Gabriel Ferrandini existe praticamente desde a adolescência de ambos os músicos, quando se conheceram na linha de Cascais e começaram a ouvir discos e a tocar juntos. Se mais tarde cada um deles seguiu o seu próprio caminho (Sousa entregando-se à eletrónica, com o projecto OTO, partilhado com outro amigo de juventude que também ganhou projecção pública, Pedro Lopes; e Ferrandini, aterrando no jazz e na música livremente improvisada do Red Trio e do Motion Trio, de Rodrigo Amado, depois de ter experimentado o punk, o ska, a bossa nova e mais). O certo é que, volta e meia, foi surgindo a oportunidade de voltarem a essa célula de trabalho original, a primeira de todas. O nome PeterGabriel para os identificar surgiu entretanto, e com uma tónica de ironia. Não que o universo do antigo vocalista dos Genesis estivesse assim tão fora do seu alcance. Pedro e Gabriel fizeram concertos e gravaram discos com Thurston Moore, fundador dos lendários Sonic Youth, e com Johan Berthling, membro da banda de culto sueca Tape.

Pelo caminho, Pedro Sousa trocou o sampling e a guitarra elétrica dos seus inícios pelos saxofones, formulando uma linguagem herdeira das de Peter Brotzmann e Mats Gustafsson, com incorporação das técnicas extensivas e de respiração circular, que definem as novíssimas correntes da improvisação experimental (chegou a ter lições de Jean-Luc Guionnet); e Gabriel Ferrandini estabeleceu uma abordagem muito pessoal da bateria, toda ela feita de texturas e dinâmicas desenfreadas. O jazz é o seu chão comum, mas no que fazem estão todas as músicas que também amam, para além do jazz, indo da MPB ao hip-hop alternativo, com tudo o que se pode imaginar pelo meio. Só que não é fácil reconhecer cada uma, tão misturadas ficam e tão sem casca, sem aparência, porque o que lhes interessa é mergulhar fundo no miolo do som.


31 MAR. SEX. 21.30H
BALLROGG
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

KLAUS ELLERHUSEN HOLM Saxofones, clarinete & field recordings
ROGER ARNTZEN Contrabaixo
DAVID STACKENÄS Guitarra


Num tempo de misturas de linguagens musicais, o trio Ballrogg não só está em linha com a tendência geral, como leva esta a desfechos que, expostos em papel, parecem improváveis. A música tocada por Klaus Ellerhusen Holm, Roger Arntzen e David Stackenäs pode ser descrita como a combinação do tipo de jazz elaborado, mas aberto, cunhado por figuras históricas como Eric Dolphy e Paul Bley, com a new music não-linear e indeterminista de um Morton Feldman e aquilo a que se convencionou chamar de Americana, associando em si folk, country e blues.

Todas estas referências vêm do outro lado do Atlântico, mas juntas, e da maneira como as ouvimos, têm o traço distintivo da música criativa que nos dias de hoje está a ser praticada na Escandinávia – tanto assim que ninguém mais no mundo poderia fazer com que algo assim de tão bizarro resultasse tão natural. Não surpreende, aliás, que um dos discos deste grupo tenha como título “Swedish Country”. Mas há mais nos temas dos Ballrogg, para além destas coordenadas, evitando a formulação de uma simples receita pronta a ser indefinidamente reproduzida: algumas situações musicais têm um formato neoclássico, lembrando os Clogs, e outras ganham uma dimensão eletroacústica com características ambientais e de paisagismo sonoro que nos remete para Philip Jeck.


1 ABR. SÁB. 21.30H
Friends and Neighbors
14º Portalegre JazzFest | GA | 6 €  / Passe 20 € (com oferta de 4 CDs) | M/4 anos

ANDRÉ ROLIGHETEN Saxofone tenor e clarinetes
THOMAS JOHANSSON Trompete
OSCAR GRÖNBERG Piano
JON RUNE STRØM Contrabaixo
TOLLEF ØSTVANG Bateria 


Quando muitos defendem que o free jazz não pode ser melódico, os Friends & Neighbors fazem o contrário. E quando se espalha a noção de que homenagear os grandes nomes dessa corrente histórica do jazz, designadamente Ornette Coleman (a quem pilharam o nome do grupo), Archie Shepp, Pharoah Sanders e John Carter, impede que se toque uma música própria dos nossos dias, os noruegueses André Roligheten, Thomas Johansson, Oscar Grönberg, Jon Rune Strøm e Tollef Østvang provam o contrário. Em poucos casos, como o deste projeto vindo da Escandinávia, se pode dizer que a música do presente é feita com um ouvido no passado e o outro no futuro.

O neo/pós-free jazz dos Friends & Neighbors professa uma ideologia coletivista, em que os indivíduos que o criam têm espaço para encontrar a sua liberdade pessoal. Podem todos estar harmolodicamente combinados, à maneira de Coleman, mas este quinteto é na realidade a soma dos que o integram. Quando é a diminuição que se decide, por subtração de vozes em determinadas passagens, permanece a identidade do conjunto. Este procedimento resulta numa música que é livre de facto, mas flui com a cadência permanente de um rio. Improvisar, com estes músicos, não é deixar as coisas ao acaso e sim tornar o acaso numa forma de determinação.


31 MAR e 1 ABR. SEX e SÁB. 23.30H
Party Knüllers
14º Portalegre JazzFest | Bar Clube Lounge | Entrada Livre | M/12 anos

FRED LONBERG-HOLM Violoncelo, guitarra, eletrónica
STÅLE LIAVIK Bateria


Party Knüllers, assim se chama o duo de jazz de “garagem” e experimental formado por Fred Lonberg-Holm, uma das figuras de proa da cena de Chicago, e por Ståle Liavik, uma das forças motrizes da improvisação norueguesa, caracterizado por “uma obsessiva e divertida necessidade de inventar e explorar novos sons e novas formas de comunicação musical”, segundo a imprensa especializada. A abordagem que Lonberg-Holm faz do violoncelo já foi comparada com o que faz Thurston Moore, o guitarrista dos já defuntos Sonic Youth (que vêm introduzindo no rock um enorme fascínio pelo free jazz). Como este, o seu estilo pessoal é rico em harmónicos fragmentados, proporcionados pelo uso extensivo do pedal de distorção e pela eletrónica. Liavik é, pelo seu lado, conhecido por dar tensão às situações musicais em que se insere, por meio do seu entendimento fragmentário do ritmo e da percussão.

Se a dupla é nova, as colaborações entre estes músicos vêm de trás, quando ambos tocavam nos VCDC, de Frode Gjerstad e Stine Janvin-Motland, nos Gorilla Ass Piano, de Per Zanussi e em formações de Keefe Jackson e Jim Baker. Neste jazz do século XXI, cabem o rock, a música de dança, a improvisação livre e muito mais, ou não fossem esses os ingredientes do entendimento jazz, tanto em Chicago como em Oslo, cidades de referência da atual música criativa. Só músicos como estes poderiam ter tocado tanto com os Wilco (Lonberg-Holm), como com Phil Minton (Liavik).
CINEMA CAEP.
Morada: Praça da Republica nº 39, 7300-109 Portalegre
Tel: 245 307 498 
Blog: http://caeportalegre.blogspot.pt/
Facebook: https://www.facebook.com/CAEdePortalegre

Jovem trabalhador morre em Braga atingido por retroescavadora

Um acidente de trabalho ocorrido esta quinta-feira de manhã, em Braga, provocou um morto.

O acidente ocorreu na empresa "O FELIZ Painel", na freguesia de Tebosa, para onde se deslocaram o INEM e os Bombeiros Voluntários de Braga e os Bombeiros Famalicenses, com outras forças da Proteção Civil.
Segundo apurou o JN, a vítima mortal, de 19 anos, foi atingido pela pá de uma retroescavadora. Dois outros trabalhadores sofreram ferimentos.
A vítima era trabalhadora de uma empresa subcontratada, a ABB.
Encontram-se no local a GNR de Braga e a Autoridade das Condições de Trabalho, para investigar as causas do acidente.
Fonte: JN

Igreja diz que Francisco e Jacinta curaram criança brasileira

O milagre esta quinta-feira aprovado pelo Papa e que abre em definitivo o caminho à canonização de Francisco e Jacinta foi a cura de uma criança brasileira em 2013, disse a postuladora da causa, Ângela Coelho.
"Não posso dizer mais nada. O novo regulamento da Causa de Todos os Santos refere explicitamente que o autor da causa (bispo de Leiria-Fátima, António Marto] e a sua postuladora não podem dar pormenores sobre a cura. Envolve uma criança brasileira", disse.
Ângela Coelho sublinhou que estes são os mais jovens santos da Igreja e que, ainda por cima, não são mártires.
"Não há nenhum santo mais novo. Francisco morreu com dez anos e Jacinta com nove. Nasceram nesta diocese e sob a espiritualidade da mensagem de Fátima. É uma coincidência providencial", afirmou a religiosa da Aliança de Santa Maria.
A postuladora disse também que quanto à irmã Lúcia, não é esperada nenhuma novidade este ano, até porque "são causas distintas".
O papa Francisco aprovou hoje o milagre que permite a canonização dos beatos Francisco e Jacinta Marto, anunciou a sala de imprensa da Santa Sé.
A canonização dos dois pastorinhos, beatificados pelo papa João Paulo II, em Fátima, em 2000, estava dependente do reconhecimento deste milagre.
A nota divulgada pela sala de imprensa da Santa Sé explica que o papa Francisco recebeu em audiência o cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
Durante a referida audiência, o papa autorizou a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar um conjunto de decretos, entre os quais o do milagre atribuído a Francisco Marto, que nasceu a 11 de junho de 1908 e morreu a 04 de abril de 1919, e ainda a Jacinta Marto, que nasceu a 11 de março de 1910 e morreu a 20 de fevereiro de 1920.
O milagre em causa está relacionado com a cura de uma criança no Brasil, em 2013.
Fonte: JN
Foto: Henriques da Cunha / Global Imagens

Concelho de Aveiro recebe pela primeira vez uma “clássica” de ciclismo

“Aveiro Spring Classic” nome do evento cronometradoJersey oficial do Aveiro Spring Classic
Aveiro vai receber, pela primeira vez, uma prova “clássica” de ciclismo de estrada. O evento tem data marcada para 21 de Maio. Com um percurso maioritariamente plano onde se esperam as tradicionais dificuldades destas provas que só os corajosos vão conseguir superar: terreno acidentado, com paralelo, gravilha e alcatrão degradado à mistura.
A organização do Aveiro Spring Classic adianta que a prova vai passar por zonas singulares dos concelhos de Aveiro, Ílhavo e Vagos, com o percurso a privilegiar os ex-libris nos seus 120 km de percurso.
O evento tem um limite de 500 inscrições e conta já com o apadrinhamento de dois dos melhores atletas aveirenses da atualidade, João Moreira e Ana Luísa Ramos.
Além do evento cronometrado, o Aveiro Spring Classic conta com uma vertente lúdica para toda a família e acompanhantes com um programa preenchido e único ao longo dos 2 dias 20 e 21 de Maio.
 Mais informação em: www.aveirospringclassic.pt

Cine-Teatro de Condeixa-a-Nova: “Em Memória – ou a vida inteira dentro de mim”

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No âmbito de “Outras vozes, outra gente – Mostra em rede de teatro documental”
Projeto financiado pela DGArtes/Ministério da Cultura
Coprodução Gambozinos e Peobardos – G-T. da Vela com Trigo Limpo Teatro ACERT
Classificação M/12 anos
Duração: 55 min.

«Aceitei estar sozinho em palco para contar a história de uma solidão sofrida, um pai que perde um filho... E aceitei estar porque sabia que não ia estar sozinho. Fazer um espetáculo é um trabalho de equipa, é um ato de criação que compensa todas as perdas (as que narramos e as que sofremos), que nos projeta num futuro onde pela partida de alguém um outro regressa, pela morte de alguém um outro nasce... Parte Miguel vem Serafim». Pompeu José
No final da noite do velório, já de madrugada, Cláudio vai desfiando um rosário de recordações na tentativa desesperada de compreender o sucedido. Relembra fragmentos da sua vida, dialoga com várias personagens (inclusive com o filho), em busca de uma lógica impossível para a tragédia. Tenta organizar o caos que lhe vai dentro, num desabafo dorido mas, por vezes, irónico, verbalizando o que não tem explicação: o desespero de nos confrontarmos com o fim…
Trigo Limpo teatro Acert
39 Anos de pesquisa, produção e animação teatral.
Desde a sua formação, em 1976, tem vindo a afirmar-se como uma companhia teatral apostada na descoberta de interceções entre as distintas linguagens artísticas e do espetáculo, como forma de potenciar uma intervenção teatral experimental, consequente, criativa e socialmente integrada numa intervenção cultural comunitária.
Trigo Limpo teatro Acert, para além da apresentação de textos dramáticos de autor, estreou mais de uma dezena de textos teatrais próprios, incidindo a maior parte deles na adaptação teatral de textos de autores contemporâneos (Herman Hesse, Ilse Losa, Isabel Allende, José Gomes Ferreira, Lobo Antunes, Mia Couto, Santos Fernando, Válter Hugo Mãe, entre outros), para além de dramaturgia original criada especificamente para a Companhia.
A itinerância assume um dos eixos que caracterizam a dinâmica da Companhia correspondendo a mais de 70% do total da atividade, possibilitando-lhe a criação de novos públicos, uma proximidade com as distintas realidades culturais e o estabelecimento de circuitos de descentralização.
O teatro de rua assume um campo experimental a que tem sido dado determinante relevo, assumindo as produções realizadas investimentos criativos caracterizadores da atividade da Companhia (Faldum, AuGaciar, Queima do Judas, máquina de cena Memoriar, criada para a Expo 98, Hannover 2000, SerPró - Coimbra, Transviriato, Num Abril e Fechar de Olhos, Golpe d´Asa, Pinóquio, A Viagem do Elefante).
Toda a dinâmica assenta num investimento artístico gerador de práticas que permitam, por um lado salvaguardar uma atuação de itinerância do projeto, e pelo outro numa estreita conjugação de sinergias que favoreçam a programação e dinâmica do seu espaço-sede. Também a formação, os intercâmbios artísticos, as coproduções e o acolhimento de residências artísticas se conjugam num plano artístico pluridisciplinar com uma equipa profissional permanente com competências para uma atuação transversal.
Gambozinos e Peobardos - Grupo de Teatro da Associação Cultural e Desportiva da Vela foi fundado em abril de 2005. Os nossos espetáculos espelham uma vontade de valorizar uma identidade definida pela sua geografia - região interior - e a sua realidade social, composta por uma acentuada vivência rural e um forte sentimento de isolamento. Temos procurado autores e obras da literatura lusófona (são exemplos Alexandre O’Neill, Miguel Torga, Eugénio de Andrade, Mia Couto) que nos sirvam de inspiração e âncora nesta reflexão sobre aquilo que nos envolve.
Nesta busca, optámos por textos não dramáticos, o que constitui um desafio nas nossas criações, a par com a opção de as concretizar em espaços não convencionais, privilegiando espaços ao ar livre e/ou com valor patrimonial reconhecido. O olhar sobre as populações foi sempre orientado para um teatro inclusivo, que fosse ao encontro da comunidade, desenhando com as pessoas os espetáculos, fazendo com que participassem como intérpretes e se sentissem acarinhadas.
Fazemos parte de uma rede informal de grupos dinamizada pelo teatro O Bando, de Palmela, onde todos os anos apresentamos os nossos espetáculos e que nos permite acolher anualmente criações desta companhia histórica na nossa aldeia. Somos também parceiros do Trigo Limpo Teatro Acert, de Tondela, que recebemos no final do ano passado no festival Argonautas, na Vela. Este espaço de programação que organizamos desde 2013 vai já na 3º edição e tem-nos permitido acolher várias propostas artísticas de todos os cantos do país.
Ficha Artística
Texto a partir de “Até ao Fim” de Vergílio Ferreira
Dramaturgia António Rebelo, Pedro Sousa e Pompeu José
Encenação António Rebelo e Pedro Sousa
Interpretação Pompeu José
Participação especial António Rebelo e Pedro Sousa
Cenografia e design gráfico Zétavares
Desenho de luz Paulo Neto
Sonoplastia Luís Viegas
Música Beethoven, Sonata ao Luar
Fotografia documental Cláudio Alves
Fotografia de cena Carlos Teles
Vídeo Fragmenesis
Serralharia Rui Ribeiro

 Preçário
Preço normal_ 4,00€
Preço Grupos de Teatro (Profissionais, amadores e escolares) e Estudantes de Teatro_ 3,00€
Lotação Limitada

Calendário
Dia 24 de Março, 21h30 - Cine-Teatro de Condeixa-a-Nova
Dia 26 de Março, 16h00 - Antiga Cerâmica Arganilense (Este espetáculo foi adiado para data a anunciar)
Dia 1 de Abril, 21h30 – Centro de Animação Cultural de Mortágua

“Outras vozes, outra gente – Mostra em rede de teatro documental” é um projeto de teatro documental ou testemunhal que pretende ser uma mostra de teatro em rede a acontecer no território da Região Centro. Do centro de Coimbra aos concelhos mais periféricos estabelece-se uma rede entre diversos grupos que, em diferentes pontos do país, se dedicam a fazer do documento e do testemunho o ponto de partida para a construção teatral.
O título, “Outras vozes, outra gente” sublinha o propósito de dar voz, através de espetáculos teatrais, a quem dela se vê frequentemente privado por diversas razões que se situam no campo político, económico e social. Este é o mote que une os diversos espetáculos de teatro a ocorrer em Mortágua, Tábua, Condeixa-a-Nova, Miranda do Corvo, Arganil e Coimbra, e as atividades paralelas a realizar, pensadas como uma forma de complementar esta Mostra, através de um projeto pedagógico que se pretende interventivo, elucidativo e formativo, e especialmente dirigido às camadas mais jovens da região.
Produzido pela Cooperativa Hermes e apoiado pela DGArtes – Ministério da Cultura, este é um projeto que conta com as parcerias das Câmaras Municipais de Mortágua, Arganil, Condeixa-a-Nova, Miranda do Corvo e Tábua, em conjunto com o Teatro Académico Gil Vicente e outras entidades que desenvolvem a sua atividade na vertente formativa e de investigação (Centro de Documentação 25 de Abril, Centro de História da Sociedade da Cultura, Centro de Formação Nova Ágora, Centro de Formação de Associação Escolas Coimbra Interior, Centro de Formação de Associação Escolas do Planalto Beirão), e que cumpre os objetivos traçados pela Cooperativa Hermes, nomeadamente a consolidação de uma rede de programação cultural e artística na região.
A inaugurar a Mostra apresenta-se o espetáculo Romance da Última Cruzada pela companhia de teatro portuense Visões Úteis e que faz uma representação inspirada pelas experiências da guerra e pelos processos da memória, identidade e biografia. EmDiz a Verdade ao Poder: Vozes do Outro Lado da Escuridão, a Cooperativa Bonifrates apresenta uma peça sobre a violação dos direitos humanos e formas de resiliência. O Trigo Limpo/Teatro Acert, em coprodução com Gambozinos e Peobardos, leva à cena Em Memória – ou a vida inteira dentro de mim, uma peça sobre o sofrimento de um pai que perde um filho. Portugal não é um país pequeno é o título do espetáculo a apresentar-se pela mão do Hotel Europa. Aqui, reflete-se sobre o fim do colonialismo e a transmissão da memória. A Casa da Esquina, sedeada em Coimbra, estreia O meu País – Exílio, um espetáculo que é um prolongamento de O Meu País é o que Mar Não Quer, construído a partir do relato pessoal do actor que dá corpo e voz à peça, e que incidiu sobre testemunhos de emigrantes portugueses. A concluir a Mostra de Teatro em Rede, apresenta-se Onde o Frio se Demora pela Narrativensaio – AC, um espetáculo construído em torno de entrevistas feitas pela jornalista Ana Cristina Pereira, sobre violência de género, solidão e rutura num Portugal marcado pela crise económica.

quinta-feira, 23 de março de 2017

“Serração Da Velha” Dentro De Portas… Devido A Condições Meteorológicas Adversas

O Núcleo Juvenil de Animação Cultural de Oliveirinha (NACO) realiza, no próximo sábado, 25 de março, mais uma edição da tradicional “Serração da Velha”.
O espetáculo, que consiste na sentença das “velhas” que o “povo” sujeita à avaliação do “diabo” a quem cabe escolher a que será “serrada” em função das maldades cometidas e dos bens a deixar, vai este ano decorrer dentro de portas.
Devido à forte possibilidade de chuva e frio, a “Serração da Velha” vai realizar-se dentro das instalações da coletividade, em Oliveirinha, às 21h30.
No próximo sábado, não perca a “Serração da Velha” … no NACO!
CARNE CONTAMINADA

Michel Temer tem um ministro da Justiça, chamado Osmar Serraglio, que até ontem estava escondido e vinha evitando aparições públicas; o motivo é sua ligação com a máfia dos fiscais agropecuários; como, segundo a Polícia Federal, os fiscais arrecadavam propina para o PMDB, de Temer e Serraglio, e para o PP, do ministro Blaro Maggi, o Palácio do Planalto ainda não conseguiu reagir ao desastre da Operação Carne Fraca, que já causa prejuízos diários de US$ 63 milhões – ou R$ 200 milhões/dia – ao Brasil; segundo o senador Roberto Requião (PMDB-PR), "se tivéssemos governo no Brasil, estaríamos fazendo a investigação da investigação"; enquanto isso, frigoríficos paralisam suas unidades e ruralistas, que apoiaram o golpe de 2016, sofrem grandes prejuízos

247 – A Operação Carne Fraca, deflagrada há poucos dias pela Polícia Federal, já representa um dos maiores desastres econômicos da história do País. As exportações brasileiras de proteína animal caíram a zero, provocando prejuízos de US$ 63 milhões – ou quase R$ 200 milhões – por dia.

Até agora, a única reação de Michel Temer foi levar embaixadores a uma churrascaria de carnes importadas, num plano fracassado, e classificar como "espetáculo" a ação da Polícia Federal.

Temer não pode reagir com mais firmeza por uma razão simples. Seu ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que foi indicado ao cargo por ninguém menos que Eduardo Cunha, chamava o líder da máfia dos fiscais de "grande chefe". Até ontem, ele estava desaparecido e só fez uma reaparição rápida na posse de Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal.

Além disso, segundo a Polícia Federal, os fiscais arrecadavam propina para o PMDB, de Temer e Serraglio, e para o PP, do ministro Blaro Maggi. Ou seja: Temer é refém do que a PF ainda pode vazar. 

Para o senador Roberto Requião (PMDB-PR), "se tivéssemos governo no Brasil, estaríamos fazendo a investigação da investigação" (leia aqui).

Para piorar, o Brasil tem hoje um chanceler, o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que também está na lista de Janot e não é respeitado nem pelos vizinhos mais próximos. Com o golpe, não custa lembrar, o Brasil se tornou um anão diplomático.

Ou seja: Temer não tem credibilidade no exterior, nem força para enfrentar a questão da carne internamente.

Enquanto isso, frigoríficos paralisam suas unidades e ruralistas, que apoiaram o golpe de 2016, sofrem grandes prejuízos.

Brasil 247