segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

SOCIEDADE COLUMBÓFILA VOLTA A RECORDAR ALBERTO ABRANTES PRESIDENTE HONORÁRIO


Na passagem do nono aniversário do falecimento do Presidente Honorário Alberto Abrantes, a Direcção Geral da Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, para recordar um dos maiores vultos da sua história, promoveu a já habitual romagem de saudade, que perpetuará no futuro, a memória daquele que mais trabalhou para o progresso associativo conhecido naquela Associação, tendo sido igualmente, celebrada uma missa por intenção da sua alma, na Igreja Matriz de Cantanhede. 

Nascido a 15 de junho de 1947, Alberto Abrantes foi admitido na Sociedade Columbófila Cantanhedense, a 13 de outubro de 1962, na qualidade de associado concorrente. 

Alberto Abrantes, que dedicou à Columbófila, mais de 40 anos da sua vida, muitos na qualidade de presidente da direcção, é nos dias de hoje um dos maiores vultos da historia Sociedade Columbófila e dos que mais contribuiu para o progresso associativo no concelho de Cantanhede. 

Falecido prematuramente na madrugada de 15 de janeiro de 2011, nos HUC, Alberto Abrantes de 63 anos de idade, é hoje recordado com muita saudade na Sociedade Columbófila, sendo o seu “legado” um verdadeiro tesouro daquela Colectividade e a sua atitude em vida, um exemplo para os mais jovens da sua dedicação pelo próximo. 

Contando com a presença de familiares, dirigentes, sócios e amigos, decorreu no Cemitério Municipal uma pequena mais muito significativa e sentida homenagem ao eterno Presidente Alberto Abrantes, revestida de grande emoção. 

Francisco Ribeiro, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Sociedade Columbófila, recordou o amigo e companheiro, referindo nas suas breves palavras a imensa dedicação que o homenageado ao longo dos mais de 40 anos deu aquela Associação e que são um marco ímpar no associativismo local e nacional, reafirmando por último, o compromisso de se continuar a sua obra em prol do progresso associativo do concelho de Cantanhede. 

Após decorrido alguns momentos de silêncio, Francisco Ribeiro e Lusitano Espinhal, Presidente do Conselho Fiscal, acompanhados por Lurdes Silva, colocaram na sepultura de Alberto Abrantes uma coroa de flores. 

Antes de terminar a cerimónia, Lusitano Espinhal, grande “cúmplice” da estratégia, que com o homenageado, traçou no inicio da década de 70, para a Sociedade Columbófila, recordou que o ano de 2020, assinala 50 anos da estratégia delineada para a nova Sociedade Columbófila. 

De uma forma muita sentida, Lusitano Espinhal recordou a viagem a bordo do “Niassa”, no mar de Moçambique, na qual na companhia de Alberto Abrantes delinearam e desenharam a nova Columbófila, decidindo após o cumprimento do serviço militar obrigatório, voltar à sua Colectividade, para lhe imprimirem uma nova dinâmica, perspetivando uma Sociedade Columbófila, aberta a outras modalidades desportivas e culturais, mais perto e dedicada aos jovens e que se tornasse uma referência para a columbofilia nacional. 

A Direcção Geral da Associação da cidade de Cantanhede em colaboração com a sua Secção de Columbofilia e também para homenagear Alberto Abrantes, irá novamente instituiu o Troféu “Alberto Abrantes”, que será atribuído ao associado concorrente que vencer a Taça de Honra na Campanha Desportiva que se avizinha.


“… a nossa obra é também de todos…”

Alberto Abrantes – Setembro de 1975

Torres Vedras | AGENDA MAIOR: 32 ATIVIDADES DÃO FORMA A PROGRAMA CULTURAL SÉNIOR

A Agenda Maior é o novo programa cultural sénior que irá promover 32 atividades artísticas, formativas e lúdicas ao longo deste ano nos concelhos de Torres Vedras, Arruda dos Vinhos, Bombarral, Cadaval, Lourinhã e Sobral de Monte Agraço. O programa, que sucede à Festa Sénior, foi apresentado na passada sexta-feira no Salão Nobre da Câmara Municipal da Lourinhã, uma vez que o VIII Congresso de Envelhecimento Ativo irá, este ano, decorrer na Lourinhã, a 27 de maio.

“Aqui não há valor que se possa dizer que não é bem aplicado” referiu o vereador dos Assuntos Sociais e Intervenção Comunitária da Câmara Municipal da Lourinhã, José Tomé, destacando a importância do trabalho com a população sénior. “O enriquecimento que trazem, o convívio que é proporcionado nestas ações e [porque] permite que as pessoas conheçam aquele território que está mais próximo” destacou, sublinhando as cerca de 5000 participações nas atividades que decorrem ao longo do ano nos seis concelhos.

A sessão de apresentação contou, ainda, com a presença da vereadora do Desenvolvimento Social da Câmara Municipal de Torres Vedras, Ana Umbelino, da vice-presidente da Câmara Municipal de Arruda dos Vinhos, Rute Miriam, da vereadora da Ação Social e Saúde e vice-presidente da Câmara Municipal do Cadaval, Fátima Paz, da vereadora da Ação Social da Câmara Municipal de Sobral de Monte Agraço, Carla Alves, e da vereadora da Ação Social e Solidariedade e Apoio à Geração Sénior da Câmara Municipal do Bombarral, Patrícia Pereira.

A Agenda Maior irá decorrer até novembro, envolvendo cerca de 40 instituições destes concelhos do Oeste. Durante a apresentação, José Tomé destacou o “papel que as Instituições Particulares de Solidariedade Social têm desenvolvido” e sublinhou a vertente de formação que integra o programa. Afinal, as atividades desenvolvem-se em cinco eixos distintos: ciclo de atividades lúdicas “A festa continua!”, ciclo de literatura e cinema “Luz, palavras, ação!”, ciclo de atividades formativas “Zoom” e ciclo de música e teatro “Ao palco!”, assim como visitas ao património “Histórias com Estórias”.

Divers(idades) será a primeira atividade da Agenda Maior, que irá decorrer no Teatro Eduardo Brazão, no Bombarral. Aquele que será o espetáculo de abertura deste programa está marcado para dia 2 de fevereiro e será protagonizado por seniores dos vários concelhos, em que se destaca a participação do Grupo Coral Gaudeamus. Já em Torres Vedras, a primeira atividade está marcada para o dia 21 de fevereiro, com o Baile de Carnaval a decorrer no Pavilhão Multiusos do Parque Regional de Exposições.

Sublinhe-se que esta edição da Agenda Maior irá contar com um primeiro período de inscrições até ao final de janeiro, apenas para as atividades do primeiro semestre, e um segundo período de inscrições, com início no mês de maio, para as atividades que decorrem no segundo semestre.

Adeptos da “religião verde” enlouquecem parisienses

François d’Orcival, membro da Academia de Ciências Morais e Políticas da França, afirmou que “as notícias de ambientalistas espalhando pânico nos enlouquecem”.
 E esclareceu que, para a ecologia, a lógica ou o raciocínio não interessam mais: “o fanatismo tomou o lóbulo verde de nossos cérebros políticos, e agora desafia toda racionalidade”; esse ecologismo visa uma “nova religião para mudar as pessoas”. 
A ideia “verde” de todo o mundo utilizar bicicleta é de Mao Tsé-Tung. Na revolução cultural chinesa, o que girava era a roda, e hoje o que está rodando é o cérebro dos seres humanos, concluiu o acadêmico francês.

ABIM

Catorze distritos em Portugal continental estão sob sob aviso amarelo devido ao vento forte

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Catorze distritos em Portugal continental estão esta segunda-feira sob aviso amarelo com previsão de vento forte, anunciou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

O aviso, válido desde as 00h39 de hoje, vigora nos distritos de Bragança, Viseu, Évora, Guarda, Faro, Vila Real, Setúbal, Santarém, Lisboa, Leiria, Beja, Castelo Branco, Coimbra e Portalegre, de acordo com o comunicado do IPMA.

Prevê-se vento moderado a forte com rajadas que podem chegar, na maioria dos distritos, até aos 80 quilómetros/hora e em alguns distritos o vento pode mesmo atingir os 110 quilómetros/hora.
Nos distritos em que as rajadas poderão atingir os 110 quilómetros/hora (Viseu, Guarda, Castelo Branco, Coimbra) o aviso amarelo estará patente até às 18:00 de terça-feira, indicou o IPMA.
O aviso amarelo é o terceiro mais grave, depois do vermelho e do laranja, e configura "uma situação de risco para determinadas atividades dependentes da situação meteorológica", que requer "acompanhar a evolução das condições meteorológicas".
Lusa

Luanda Leaks: Investigação internacional mostra como Isabel dos Santos construiu a sua fortuna. Empresária desmente e fala de racismo e preconceito

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Uma fuga de informação de mais de 715 mil ficheiros partilhada com o Consórcio Internacional de Jornalistas e o PPLAAF, uma plataforma de proteção a whistleblowers em África, revela como Isabel dos Santos construiu a sua fortuna. Entre as informações reveladas é noticiado um desvio de 100 milhões de dólares da Sonangol para o Dubai. Empresária fala em "racismo" e "preconceito" e diz investigação é acente em documentos e informação falsa.
O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação (International Consortium of Investigative Journalists ICIJ) revelou hoje mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de “Luanda Leaks”, que detalham esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, Sindika Dokolo, que estarão na origem da fortuna da família. O ICIJ, que integra vários órgãos de comunicação social, entre os quais o Expresso e a SIC, analisou, ao longo de vários meses, 356 gigabytes de dados relativos aos negócios de Isabel dos Santos entre 1980 e 2018, que ajudam a reconstruir o caminho que levou a filha do ex-presidente angolano a tornar-se a mulher mais rica de África.
Durante a investigação foram identificadas mais de 400 empresas (e respetivas subsidiárias) a que Isabel dos Santos esteve ligada nas últimas três décadas, incluindo 155 sociedades portuguesas e 99 angolanas.
As informações recolhidas detalham, por exemplo, um esquema de ocultação montado por Isabel dos Santos na petrolífera estatal angolana Sonangol, que lhe permitiu desviar mais de 100 milhões de dólares (90 milhões de euros) para o Dubai.

Revelam ainda que, em menos de 24 horas, a conta da Sonangol no Eurobic Lisboa, banco de que Isabel dos Santos é a principal acionista, foi esvaziada e ficou com saldo negativo no dia seguinte à demissão da empresária.
Os dados divulgados indicam quatro portugueses alegadamente envolvidos diretamente nos esquemas financeiros: Paula Oliveira (administradora não-executiva da NOS e diretora de uma empresa offshore no Dubai), Mário Leite da Silva (CEO da Fidequity, empresa com sede em Lisboa detida por Isabel dos Santos e o seu marido), o advogado Jorge Brito Pereira e Sarju Raikundalia (administrador financeiro da Sonangol).
Com uma fortuna estimada em 2,2 mil milhões de dólares, Isabel dos Santos sempre negou que tal resultasse do poder do pai enquanto presidente da Angola ou de corrupção. E voltou a negar já esta tarde em múltiplas publicações na conta de Twitter e também em declarações prévias à BBC África.
“As notícias do ICIJ [Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação] baseiam-se em muitos documentos falsos e falsa informação, é um ataque político coordenado em coordenação com o ‘Governo Angolano’ (sic). 715 mil documentos lidos? Quem acredita nisso?”, reagiu a empresária, em inglês, através da sua conta do Twitter, acrescentando "#icij #mentiras".
Racismo e preconceito, afirma Isabel dos Santos
A filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos dirige também ataques diretos à Sic e ao Expresso, os dois media portugueses que integram a investigação do consórcio internacional,  considerando que está a ser alvo de "racismo" e "preconceito" por parte da SIC- Expresso: "A minha “fortuna” nasceu com meu caracter, minha inteligência, educação, capacidade de trabalho, perseverança.Hoje com tristeza continuo a ver o “racismo” e “preconceito”da Sic-Expresso, fazendo recordar a era das “colônias” em que nenhum Áfricano pode valer o mesmo que um “Europeu”", escreveu.
"Os 'leaks' são autênticos? Quem sabe? Ninguém... estranho mesmo é ver a PGR [Procuradoria-Geral da República] de Angola a dar entrevistas à SIC-Expresso. Procurador Geral de Angola a Angola a dar entrevistas... a canais portugueses!", escreveu a empresária, numa dessas mensagens
Isabel dos Santos comentou ainda: "Consórcio ICIJ recebeu fuga de informação das 'autoridades angolanas'??!! Interessante ver o estado angolano a fazer 'leaks' [fugas] jornalistas e para a SIC-Expresso e depois vir dizer que isto não é um ataque político?".
Num outro 'tweet', escreve que “o povo de Portugal é amigo do povo de Angola e não podemos deixar que ‘alguns’ interesses isolados ‘agitem’ a amizade e respeito que conseguimos conquistar e construir juntos”.
A empresária e o marido afirmam também que os computadores de pessoas que empregam, nomeadamente consultores legais, foram alvo de ataques e que são o alvo de uma caça às bruxas com motivações políticas por parte do novo presidente de Angola, João Lourenço. "Há um ataque orquestrado pelo atual governo que é completamente motivado por razões políticas, é completamente infundado", afirmou Isabel dos Santos à BBC África. "Posso dizer que as minhas 'holdings' são comerciais, não resultam de contratos ou contratos públicos ou dinheiro que tenha sido desviado de outros fundos".
Também o marido de Isabel dos Santos, o colecionador de arte Sindika Dokolo, descreveu a ação do governo angolano como um “armageddon” e um "risco para a economia" uma vez que, afirma, ele e a mulher empregam milhares de pessoas em Angola e estão entre os principais contribuintes do país. "Temos trabalhado e investido neste país, mais que muitos outros", afirmou.
Numa carta aberta, o ex-presidente José Eduardo dos Santos rejeitou todas as acusações de comportamento indevido, afirmando que "não transferiu para si ou qualquer outra entidade dinheiro do Estado".
A empresária, que passa muito do seu tempo em Londres, tem interesses em várias regiões do globo, de África à Europa, e em vários setores, incluindo banca, telecomunicações, televisão, diamantes, supermercados e imobiliário.
Galp: comprada por 11 milhões, avaliada em 750 milhões. O que mostram os documentos do Luanda Leaks
O conjunto de documentos a que as equipas dos vários jornais do consórcio internacional tiveram acesso exigiram um trabalho de cerca de sete meses. A sua análise levanta questões sobre negócios preferenciais e operações lucrativas com o governo angolano avaliadas em centenas de milhões de euros a partir de  uma teia constituída por mais de 400 empresas, muitas em off-shores.
No seu artigo, o Guardian destaca algumas das operações:
- a venda ao casal dos Santos pela petrolífera estatal angolana Sonangol de uma participação na petrolífera portuguesa Galp, atualmente valorizada em 750 milhões de euros e que foi adquirida mediante um pagamento inicial de 11 milhões de euros; esta participação é hoje estimada como um dos ativos mais valiosos do casal;
- uma soma total de 115 milhões de dólares paga a consultoras foi ordenada enquanto Isabel dos Santos era presidente da Sonangol, tendo os pagamentos sido realizados através de uma empresa sediada no Dubai e controlada pela empresária e pelos seus associados
-  Um negócio com Angola Selling Corp., que ficou a deter a partir de 1999, licença exclusiva para vender diamantes angolanos, resultou numa dívida pública de 200 milhões de dólares e ajudou a impulsionar um marca de jóias suíça detida em parte pelo marido de Isabel dos Santos;
- Duas empresas do casal e de empresas sub-contratas angariaram 500 milhões de dólares em licenças a uma companhia de promoção imobiliária do Dubai para atuar em Luanda, licença cancelada pelo novo presidente angolano por "sobre-faturação" e "compensação desproporcionada";
Ana Gomes pede demissão de Carlos Costa e Teixeira dos Santos
Em Portugal, a ex-eurodeputada Ana Gomes, que esta semana foi ilibada do processo que lhe tinha sido interposto por Isabel dos Santos, pediu já a demissão de todos os portugueses implicados neste Luanda Leaks, nomeadamente o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, e o ex-ministro das Finanças Teixeira dos Santos, agora administrador do Eurobic.
Além de Carlos Costa e de Teixeira dos Santos, Ana Gomes defende que é preciso agir também em relação ao que designa como “tugas cúmplices ativos”, aqueles que “deviam ter agido e não agiram” e os “cúmplices passivos” em “sucessivos governos, no Banco de Portugal, na CMVM [Comissão do Mercado de Valores Mobiliários] e até na PGR/ DCIAP [Procuradoria-Geral da República/Investigação e Ação Penal]”.
Em menos de 24 horas, mais de 57 milhões de dólares "voaram" da conta da Sonangol no Eurobic em Lisboa 
A relação entre a Sonangol e Isabel dos Santos é um dos temas-chave na investigação do Luanda Leaks, Um dos episódios que se evidencia teve lugar em Lisboa no dia a seguir a ser publicada a notícia da exoneração do conselho de administração da Sonangol, o que significava o afastamento de Isabel dos Santos e da sua equipa.
Conta o Expresso, jornal português que integra o consórcio internacional de jornalistas, que a conta da petrolífera angolana no banco português Eurobic, no qual Isabel dos Santos é a maior acionista, tinha 57,4 milhões de dólares a 15 de novembro, dia do anúncio das mudanças na gestão da Sonangol; no dia seguinte a mesma conta assinalava um saldo negativo de 451 mil euros. Os registos de um e outro dia no estrato bancário são um dos documentos que fazem parte dos 715 mil ficheiros do Luanda Leaks.
Uma transferência de 38 milhões de dólares foi feita da conta do Eurobic para uma conta no Dubai e a que o Ministério Público de Angola abrisse um inquérito-crime, por suspeitas de ter sido ordenada depois de Isabel dos Santos e do seu administrador financeiro Sarju Raikundalia terem sido exonerados pelo novo presidente de Angola.
Essa foi uma das operações realizadas na conta nesse dia. Outras duas transferências tiveram lugar também a 16 de novembro de 2017  saindo da conta da Sonangol no Eurobic e entrando numa conta em nome de Emirates NBD titulada pela Matter Business Consulting DMCC, uma companhia offshore controlada por Jorge Brito Pereira, advogado de Isabel dos Santos, e gerida pelo seu braço direito, Mário Leite da Silva.
A conta foi assim esvaída, passando de um saldo de mais de 57 milhões de dólares a um descoberto de mais de 400 mil dólares.
Madremedia

Paulo Gonçalves: Autópsia já foi realizada e corpo é esperado no início da semana em Portugal

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SAPO24
A autópsia de Paulo Gonçalves já foi realizada e o corpo do piloto falecido no Rali Dakar deverá ser libertado nos próximos dias, indicou à Lusa fonte da Secretaria de Estado das Comunidades.
"Realizaram-se hoje os procedimentos forenses que estavam ainda em falta. Aguarda-se que o processo fique concluído do ponto de vista administrativo no início da semana. A trasladação irá realizar-se nos dias seguintes", revelou à agência Lusa a mesma fonte, por escrito.
De acordo com a mesma fonte, "a família foi contactada pela Embaixada de Portugal na Arábia Saudita, que tem acompanhado todo o processo, em contacto com as autoridades sauditas".
Esta segunda autópsia ao corpo do malogrado piloto português foi feita a pedido da seguradora, faltando agora o relatório médico.
De acordo com o que revelou fonte da equipa Hero à Lusa na semana passada, "lesões graves na cabeça e cervical" provocadas pela queda a alta velocidade durante a sétima etapa da prova estiveram na origem da morte do piloto luso.
A Câmara Municipal de Esposende indicou que está a ser preparado o desfile fúnebre até ao cemitério de Gemeses, onde será sepultado.
Paulo Gonçalves faleceu dia 12 de Janeiro, aos 40 anos, na sequência de uma queda sofrida ao quilómetro 273 da sétima de 12 etapas do Rali Dakar de todo-o-terreno, cuja 42.ª edição se disputou este ano na Arábia Saudita.
Lusa

Os mais ricos do mundo têm mais dinheiro que 60% da população mundial

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UOL ECONOMIA
Em 2019, os 2.153 bilionários de que há registo no mundo tinham mais dinheiro do que 60% da população do planeta, denuncia a ONG Oxfam num relatório que será publicado hoje.
"Este enorme abismo é consequência de um sistema económico falido e sexista, que valoriza mais a riqueza de uma elite privilegiada, na sua maioria, homens", destaca a Oxfam.
O relatório anual da Oxfam sobre as desigualdades mundiais é tradicionalmente publicado antes da abertura do Fórum Econômico Mundial (WEF) de Davos, na Suíça, ponto de encontro da elite política e económica global.
O ano de 2019 também foi marcado por movimentos de protestos em todo o mundo, do Chile ao Oriente Médio, passando pela França.
"Os governos de todo o mundo devem tomar medidas urgentes para construir uma economia mais humana e feminista, que valorize o que realmente importa para a sociedade", aponta a Oxfam, que propõe entre outras medidas a implantação de "um modelo fiscal progressivo no qual também se taxe a riqueza".
Segundo os números da ONG, com base em dados publicados pela revista Forbes e o banco Crédit Suisse — mas cuja metodologia foi criticada por alguns economistas -, 2.153 pessoas têm agora mais dinheiro do que os 60% da população do planeta.
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UOL ECONOMIA
"As mulheres estão na primeira fila das desigualdades devido a um sistema económico que as discrimina e as aprisiona nas profissões mais precárias e menos remuneradas, a começar pelo setor de cuidados", afirmou Pauline Leclère, porta-voz da Oxfam France, citada num comunicado.
Segundo cálculos da Oxfam, 42% das mulheres no mundo não conseguem ter um trabalho remunerado devido à carga grande demais de trabalho com cuidados nos âmbitos privado ou familiar contra apenas 6% dos homens.
Apesar de que cuidar dos demais, cozinhar ou limpar sejam tarefas essenciais, "a pesada e desigual responsabilidade do trabalho de cuidados que recai nas mulheres perpetua tanto as desigualdades económicas quanto a desigualdade de género", diz a ONG.
A Oxfam estima o valor monetário do trabalho de cuidados não remunerado das mulheres com mais de 15 anos em 10,8 triliões de dólares a cada ano.
Madremedia / AFP