quinta-feira, 1 de outubro de 2026

NERC TEME QUE CONSÓRCIO PORTUGUÊS SEJA EXCLUÍDO DA ALTA VELOCIDADE


Estado, por questões administrativas, discrimina empresas portuguesas 
No dia 26 de julho de 2024, aconteceu o ato formal do concurso para “CONCEÇÃO, CONSTRUÇÃO E FINANCIAMENTO DO TROÇO ALTA VELOCIDADE ENTRE OIÃ E SOURE”. A esse concurso apresentou-se apenas o consórcio português LUSOLAV.
Analisada a proposta, foi a mesma desqualificada, por pressão da Câmara Municipal de Coimbra, pois a estação prevista ficaria situada na zona de Taveiro, e a Câmara exigiu à IP que a estação teria de ser Coimbra B. A LUSOLAV aceitou. Embora o concurso fosse de Conceção e Construção, portanto teoricamente com uma certa maleabilidade para procurar as melhores soluções, o consórcio aceitou a anulação do concurso. Entretanto Coimbra perdeu 2 anos e muitos milhões de fundos europeus, que já não vão estar disponíveis.
A 7 de julho de 2026, abriu um novo concurso, a que se candidataram 2 consórcios (Consórcio Espanhol Grupo de Alta Velocidade e Consórcio Português LUSOLAV), para a CONCEÇÃO E CONSTRUÇÃO do troco entre Oiã e Soure, e é esse que hoje está em cima da mesa. O consórcio LUSOLAV é composto pelas seguintes 7 empresas:
 1- Mota-Engil – Com a fundação original em 29/06/1946
 2- Teixeira Duarte - Fundada em 1921. 
3- Alves Ribeiro - Fundada a 20/11/1941 
4- Gabriel Couto Alves – Fundada em 1948 
5- Casais - Fundada em 23/05/1958 
6- Conduril - Fundada em 14/02/1959 
7- MCA – Fundada em 1998 
Nestes 2 anos, o consórcio LUSOLAV procurou por todo o mundo as melhores soluções que fossem de encontro à vontade da Câmara da Alta Velocidade parar na estação Coimbra B, tentando respeitar as populações e com o mínimo impacto possível nas pessoas e ambiente e, principalmente, respeitando as obras que recentemente foram inauguradas em Coimbra B. E chegamos à situação atual. 
A NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra, e empresários por si representados, congratulam-se por 7 das mais antigas empresas portuguesas terem conseguido uma união de vontades e interesses para que fosse possível com rigor, estudo, paciência e trabalho, encontrar as boas soluções para este projeto.
Causa ainda muita estranheza que obras inauguradas no passado dia 15 de setembro em Coimbra B venham a ser demolidas (proposta do Consórcio Espanhol) sem qualquer racionalidade, quando existem soluções de enquadramento que se inspiram em casos de sucesso, como por exemplo o da estação de Birmingham. 
É de todo incompreensível que organismos públicos possam ter a ousadia de desrespeitar publicamente empresas que acumulam um total de mais de 511 anos de experiência, algumas das quais com relevantíssimos serviços prestados à engenharia nacional e que em várias partes do planeta constituem grandes símbolos de Portugal.
Recomenda e exige a NERC uma análise lúcida, coerente e responsável de todo o processo administrativo do concurso, respeitando os interesses das populações afetadas por demolições escusadas e por vidas transtornadas, que de um dia para o outro estarão a viver praticamente em cima de linhas de comboio. 
A NERC, em Reunião da Direção de dia 30 de setembro de 2026, defende que o Governo não exclua por questões administrativas o Consorcio Português da Alta Velocidade, no âmbito do concurso que está a decorrer. 

*A Direção da NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra

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