terça-feira, 12 de maio de 2020

Reguengos de Monsaraz vai ter local para atendimento e apoio a vítimas de violência doméstica

O Município de Reguengos de Monsaraz assinou um protocolo de colaboração com a Associação Ser Mulher, uma instituição particular de solidariedade social que presta apoio a vítimas de violência doméstica. No âmbito do acordo, a autarquia vai ceder um espaço à associação para a criação de uma estrutura de atendimento a vítimas de violência doméstica do concelho.

A Associação Ser Mulher pretende instituir uma resposta específica que permita uma efetiva proteção e apoio às vítimas de violência doméstica, assim como prestar informação e promover ações de sensibilização da comunidade sobre a temática, a violência no namoro e a igualdade de género. A associação disponibiliza, pelo menos uma vez por mês, uma equipa técnica das áreas social, direito e psicologia, com pessoas portadoras de certificação enquanto Técnicas de Apoio à Vitima para prestar o atendimento em Reguengos de Monsaraz.

A autarquia vai proceder ao encaminhamento de vítimas de violência doméstica para atendimento, apoio ou acompanhamento e promover a articulação da associação com os estabelecimentos de ensino, instituições particulares de solidariedade social, Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, unidades funcionais do Centro de Saúde de Reguengos de Monsaraz, forças de segurança, entre outras instituições do concelho.

Castelo de Paiva | DESPISTAGEM À COVID 19 CONCLUIDA NAS IPSS

LARES E ESTRUTURAS RESIDENCIAIS DERAM NEGATIVO EM CASTELO DE PAIVA

Terminou na passada semana, a realização dos testes de despiste à Covid-19 a todos os utentes e colaboradores dos lares e estruturas residenciais do concelho de Castelo de Paiva, tendo sido realizados um total aproximado de 500 testes, sendo que, da análise laboratorial, todos tiveram um resultado negativo.

Recorde-se que, esta medida foi implementada pela Câmara Municipal com a colaboração do ACES Tâmega II – Vale do Sousa Sul e do Centro Hospitalar do S. João, contando com a parceria das direcções da IPSS localizadas no concelho, tendo a vereadora Paula Melo, que detém o Pelouro da Saúde, manifestado natural satisfação e agradecendo a colaboração empenhada de todos os profissionais de saúde e responsáveis das instituições que estiveram envolvidos nesta acção, realizada nas ultimas semanas.

Por outro lado, a Câmara Municipal de Castelo de Paiva, também em parceria com o ACES Tâmega II - Vale do Sousa Sul e a Associação Comercial e Industrial vai promover nos próximos dias uma campanha de rastreio à Covid19 junto dos comerciantes locais e do sector da restauração, sendo que, após o levantamento do Estado de Emergência Nacional e com a reabertura destes estabelecimentos comerciais, o Executivo Municipal liderado por Gonçalo Rocha, considera importante esta medida para manter a situação epidémica do concelho devidamente controlada. 
A realização do teste para o sector do comércio e da restauração requer marcação prévia, devendo ser utilizado o contacto 255689500.

Carlos Oliveira

Algumas frases para reflexão nesse período de quarentena, durante o qual circula uma epidemia de inverdades

“A verdade deve ser dita com amor, mas o amor nunca pode impedir a verdade de ser dita”.
(Santo Agostinho)
“Eu sempre digo toda verdade; se não querem sabê-la, não me procurem”.
(Santa Teresinha)
“Quando o erro não é combatido, termina sendo aceito; quando a verdade não é defendida, termina sendo oprimida”.
(São Félix III)
“O que não corresponde à verdade e à lei moral não tem objetivamente nenhum direito à existência, nem à propaganda, nem à ação”.
(Pio XII)
“A confusão não se remedeia senão com a verdade. Mas com a Verdade por excelência, plena e sem jaça, que só se encontra n’Aquele que é ‘Caminho, Verdade e Vida’”.
(Plinio Corrêa de Oliveira)
“Eu sei que Vossa Excelência preferia uma delicada mentira; mas eu não conheço nada mais delicado que a verdade”.
(Machado de Assis)
“A mistura do falso com o verdadeiro é muito mais tóxica que o totalmente falso”.
(Paul Valéry)
ABIM

Centro europeu de doenças destaca “intervenção precoce” em Portugal

COVID-19: Centro europeu de doenças destaca "intervenção precoce ...
O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) considera que o baixo número de doentes com covid-19 em Portugal, comparativamente a outros países, resulta da "intervenção precoce" das autoridades e da reduzida importação de casos do estrangeiro.Numa altura em que o país já ultrapassou a barreira dos 27 mil casos e dos mil mortos, ainda assim muito abaixo do registado noutros países do espaço comunitário, o especialista principal do ECDC para resposta e operações de emergência, Sergio Brusin, afirma em entrevista à agência Lusa que "Portugal e outros países na Europa têm um número inferior de casos".
Uma das justificações é "a implementação atempada de medidas, que é algo que pode diminuir bastante a propagação", destaca o perito, que é um dos mais experientes daquele organismo da União Europeia (UE).
"Isto foi algo que aconteceu em Portugal e noutros países da Europa por causa da intervenção bastante precoce", reforça.
A outra justificação, de acordo com Sergio Brusin, "é que poderá ter havido menos introdução [de casos do] exterior, como aconteceu na Grécia, por exemplo".
Os primeiros casos de covid-19 em Portugal (importados de Itália e Espanha) foram registados a 02 de março, quando já outros países europeus tinham dezenas ou centenas de infetados.
E só precisamente um mês depois de ter sido registada a primeira morte na Europa (de um turista chinês em França), é que se verificou o primeiro óbito em Portugal, a 16 março passado, um idoso de 80 anos com outras patologias.
Mas foi ainda antes da primeira morte que o Governo português começou a adotar medidas de contenção do surto, começando logo com a suspensão de eventos com mais de 5.000 pessoas e dos voos para Itália, a 09 de março.
A 12 março, o executivo de António Costa decretou o fecho de todos os estabelecimentos de ensino públicos e privados, medida com efeito a partir de 16 de março, e também nessa altura começaram a ser encerrados outros espaços não essenciais, dada a declaração de estado de emergência em todo o país (em vigor desde as 00:00 de dia 19 de março), que trouxe ainda restrições à circulação.
Depois dessa fase, Portugal entrou no dia 03 de maio em situação de estado de calamidade devido à pandemia, após três períodos consecutivos em estado de emergência, estando agora em vigor medidas como o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras ou viseiras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.
Questionado pela Lusa se a Europa, no seu todo, demorou a agir, Sergio Brusin sublinha que "a resposta dada foi sempre razoável e proporcional ao conhecimento disponível", visto que "havia muito pouca informação de início".
"Pensávamos que a situação estava apenas confinada à China, a Wuhan" [...], mas agora começamos a ver que talvez tenhamos tido introdução [de casos] na Europa mais cedo do que pensávamos, como indicam os últimos relatórios de França, e na altura não sabíamos que o vírus já estava a circular na Europa", assinala.
Além disso, de acordo com Sergio Brusin, "teria sido difícil impor este tipo de restrições e medidas" sem a informação que hoje existe.
"É muito fácil dizer que deveríamos ter sido mais rápidos, mas não creio que, em meados de janeiro, a população tivesse aceitado ficar fechada nas suas casas, não circular, parar de trabalhar em fábricas e noutros locais, porque o surto nessa altura parecia confinado a Wuhan e a mais alguns locais na China", adianta o especialista.
A Europa é a região mais afetada do mundo pela pandemia, tendo já ultrapassado as barreiras das 150 mil mortes em milhões de casos.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Sediado na Suécia, o ECDC é um organismo da UE que ajuda os países a criar respostas para surtos de doenças.
Lusa

CONFIRMADO: CORONAVIRUS É ARMA DE GUERRA CHINESA!



O video apresenta as provas de que o coronavirus é uma arma biológica de guerra chinesa.

Se dúvidas persistem, aqui temos os esclarecimentos

“Não há razão para fazermos testagem de forma indiscriminada (na Península de) Afungi, nem em nenhum outro lugar” de Moçambique

Grafismo de Nuno Teixeira
Com 59 casos positivos as instalações da petrolífera Total na Península de Afungi continuarão a ser o epicentro da pandemia da covid-19 em Moçambique, pelo menos até ao fim do mês de Maio mesmo após a testagem de todos os 886 trabalhadores e do Director do Instituto Nacional de Saúde (INS) ter anunciado que “as cadeias de transmissão foram interrompidas”. Apesar disso o Dr. Ilesh Vinodrai Jani deixou claro que “não há razão para fazermos testagem de forma indiscriminada (na Península de) Afungi, nem em nenhum outro lugar” de Moçambique.

O líder dos epidemiologistas moçambicanos que combatem o novo coronavírus anunciou este domingo (10) que foram recolhidas 886 amostras de todos os trabalhadores da petrolífera Total nos três acompamentos que funcionam na Península de Afungi, no Distrito de Palma, na Província de Cabo Delgado.

“As últimas 23 amostras estão a ser testadas neste momento em que realizamos esta conferência de imprensa e portanto hoje será terminada esta primeira fase de todos aqueles que residem no acampamento e isto foi fundamental para identificar todos os casos positivos e negativos, tirar do acampamento os funcionários que não tem funções essenciais e para realocar os permanecem em áreas de risco diferenciadas, foram criadas áreas diferentes dentro do acampamento para se ir acelerando as áreas livres de covid-19 no acampamento”, declarou o Dr. Jani.

Falando em conferência de imprensa na Cidade de Maputo o director-geral do INS explicou que 415 funcionários, que vão assegurar os serviços mínimos nas instalações do Megaprojecto de gás natural, “vão permanecer no acampamento e serão permanentemente testados, a cada 10 dias, e contamos que com este processo de re-testagem dar como findo o surto naquele acampamento lá para o fim do mês de Maio, é um processo que já iniciou”, contudo clarificou que “embora não hajam cadeias de transmissão activas dentro do acampamento nós ainda temos uma zona de isolamento com alguns casos que estão lá, queremos garantir que no final do processo não existam evidências de casos positivos dentro do acampamento”.

“Foi implementado um plano de acções correctivas de prevenção e controlo de infecções na sua plenitude e as cadeias de transmissão foram interrompidas, os últimos casos que temos verificado tem valores de carga viral muito baixo, indicando que são infecções em fase de resolução e são infecções que foram adquiridas há várias semanas, nós cremos que as cadeias de transmissão todas dentro do acampamento foram quebradas”, anunciou.

"Fazer mais testes não significa necessariamente encontrar mais casos positivos”

O Dr. Ilesh Jani enfatizou no entanto que “não temos nenhuma indicação de que existam casos de infecção por coronavírus em Afungi fora do acampamento, os casos são dentro do acampamento e este acampamento é um acampamento fechado, não há razão para fazermos testagem de forma indiscriminada nem em Afungi, nem em nenhum outro lugar”.

“Nenhum país conduz testagem indiscriminada. Os testes custam muito dinheiro, os testes levam tempo a serem feitos. Há também aquilo que chamamos de custo de oportunidade, investir esforços em fazer testagem indiscriminada não só é um desperdício de recurso mas também diverge o recurso humano que pode estar a ser usado para fazer outras coisas para fazer uma testagem indiscriminada e que em termos de Saúde Pública não faz sentido”, declarou o imunologista moçambicano que demonstrou que “fazer mais testes não significa encontrar mais casos positivos, portanto a testagem deve ser feita com inteligência, dentro de um sistema abrangente de vigilância”.

Interpretando os dados consolidados das nove semanas epidemiológicas da pandemia da covid-19 em Moçambique o Director do Instituto Nacional de Saúde indicou que na semana entre 3 e 9 de Maio o número de testes “foi dramaticamente mais alto do que a semana anterior, nós testamos quase o dobro, no entanto a taxa de positividade reduziu de uma forma significativa. A taxa de positividade na última semana epidemiológica foi de 0,57 por cento, o que quer dizer que para nós encontrarmos um caso positivo testamos 175 indivíduos, embora tenhamos aumentado muito o número de testes realizados o número de casos positivos que nós encontramos não sofreu uma subida muito grande. Nós temos de entender que a testagem deve ser feita com critérios rigorosos e que fazer mais testes não significa necessariamente encontrar mais casos positivos”.
Instituto Nacional de Saúde
Com os dados epidemiológicos actualizados até ao dia 10 de Maio o Dr. Ilesh Jani traçou o perfil dos casos positivos em Moçambique, são na sua maioria do sexo masculino, 81, “principalmente reflexo que esta epidemia tem uma forte dominância, até agora, de casos verificados no acampamento em Afungi onde a maior parte dos trabalhadores são do sexo masculino”, são jovens com idades entre os 20 e os 49 anos de idade, 62, grande parte são moçambicanos, 56, e “nós continuamos com a maior parte dos casos sendo assintomáticos ou tendo uma sintomatologia ligeira”.
Instituto Nacional de Saúde
    Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Moçambique | Pico da covid-19 “nós queremos é que não seja dentro desse período que está a ser dito pela OMS”

Foto de Adérito Caldeira
O ministro da Saúde afirmou que embora a Organização Mundial da Saúde (OMS) preveja que o pico da pandemia da covid-19 no continente africano possa acontecer nas próximas quatro a seis semanas, Moçambique mantém a estratégia de atrasa-la até Janeiro ou Fevereiro de 2021. “O pico que nós queremos é que não seja dentro desse período que está a ser dito pela OMS”.

A directora regional da OMS para África, Matshidiso Moeti, afirmou na quinta-feira (07) que o pico da covid-19 no continente africano deverá acontecer dentro de quatro a seis semanas, mostrando-se esperançosa na recuperação da região após a pandemia.

“Olhando para a evolução da pandemia de covid-19 e especialmente agora que estamos a olhar para a propagação comunitária em alguns países, estimamos que a doença atingirá o seu pico dentro de quatro a seis semanas, se nada for feito”, disse Matshidiso Moeti durante umaa conferência de imprensa online sobre a evolução da covid-19 no nosso continente.

O @Verdade questionou ao ministro da Saúde se esta previsão aplica-se a Moçambique. “Pico é uma questão de estimativas, pico de qualquer doença é uma estimativa que usa modelos matemáticos, o pico que nós queremos é que não seja dentro desse período que está a ser dito pela OMS, portanto todas as medidas que devemos fazer devem estar orientadas que o pico seja precoce, queremos retarda-lo para garantir a protecção do Sistema de Saúde”, declarou o ministro Armindo Tiago em conferencia de imprensa em Maputo, no sábado (09).

O nosso país, ao contrário de outros em África e pelo mundo, antecipou-se na implementação de medidas de prevenção mais rígidas, como foi a imposição do Estado de Emergência a 1 de Abril, com o objectivo de quebrar a transmissão do novo coronavírus tornando o progresso da pandemia lento e com isso evitar a explosão de casos que poderia colapsar o precário sistema de saúde nacional e ainda ganhar tempo para que apareça uma vacina.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique