terça-feira, 12 de abril de 2022

Dinamarca investiga “incidente grave” com avião da TAP em Copenhaga

Avião Airbus proveniente de Lisboa falhou a aterragem no aeroporto da capital da Dinamarca, tendo apenas conseguido à segunda tentativa. Testemunhas dizem ter visto a asa esquerda do aparelho a embater na pista. Autoridades dinamarquesas não confirmam, mas falam de "incidente grave".

As autoridades aeronáuticas da Dinamarca estão a investigar um incidente ocorrido na passada sexta-feira com um avião da TAP que efetuava a ligação entre Lisboa e Copenhaga.

De acordo com o site The Aviation Herald, o conselho de investigação de acidentes aéreos dinamarquês (HCL) classificou a ocorrência como um “incidente grave” e abriu uma investigação.

Um A320-200 da TAP, com a matrícula CS-TNV, a realizar o voo TP-754 de Lisboa (Portugal) para Copenhaga (Dinamarca) com 102 passageiros e sete tripulantes, aterrava na pista 30 por volta das 12h05 quando, de acordo com os dados transmitidos, a aeronave se desviou para a esquerda e a velocidade sobre o solo reduziu drasticamente de 133 para cerca de 120 nós”, poder ler-se.

Minutos mais tarde, o Airbus reposicionou-se e “aterrou sem incidentes”.

Testemunhas citadas pelo The Aviation Herald indicam que a asa esquerda da aeronave embateu na pista e quase colidiu com uma antena e outros edifícios.

No entanto, o conselho de investigação de acidentes aéreos dinamarquês desmente estas indicações, referindo que “não há indicações visuais ou marcas que indiquem que a asa ou o motor tenham tocado no solo”.

Esta segunda-feira, 75 horas após o incidente, a aeronave permanecia no aeroporto de Copenhaga.

A TAP, que diz estar a “colaborar plenamente com a investigação”, não tem qualquer reporte de danos no avião que deverá regressar ainda hoje a Lisboa.

RR

Quase metade das 3,2 milhões de crianças que estão na Ucrânia em risco de fome

UNICEF lembra que há menores sem acesso a comida e água suficiente, sublinhando que as cidades de Mariupol e Kherson são as cidades mais carenciadas.

UNICEF alertou esta segunda-feira que quase metade das 3,2 milhões de crianças ucranianas que permanecem no país estão em risco de não ter comida e água suficiente, salientando que Mariupol e Kherson são as cidades mais carenciadas.

"Voltei na semana passada de uma missão na Ucrânia. Nos meus 31 anos como funcionário humanitário, raramente vi tantos danos causados em tão pouco tempo. (...) Dentro da Ucrânia, crianças, famílias e comunidades estão sob ataque", disse o diretor de Programas de Emergência do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Manuel Fontaine, numa reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a situação humanitária no território ucraniano.

"Ataques à infraestrutura do sistema de água e cortes de energia deixaram cerca de 1,4 milhões de pessoas sem acesso à água na Ucrânia. Outras 4,6 milhões de pessoas estão com acesso limitado. A situação é ainda pior em cidades como Mariupol e Kherson, onde as crianças e as suas famílias passaram semanas sem serviços de água canalizada e saneamento, sem fornecimento regular de alimentos e cuidados médicos", acrescentou.

De acordo com Fontaine, até ao passado domingo, mais de 140 crianças tinham sido mortas na guerra na Ucrânia e mais de 220 crianças tinham sofrido ferimentos, sendo que os números, admitiu o representante, "são provavelmente muito maiores".

Num momento em que todos os sistemas que ajudam as crianças a sobreviver também estão sob ataque, centenas de escolas e instalações educacionais foram atacadas ou usadas para fins militares, lamentou ainda o diretor da UNICEF.

A agência da ONU para as crianças informou que o encerramento de escolas em toda a Ucrânia está a afetar a aprendizagem - e o futuro - de 5,7 milhões de crianças em idade escolar e 1,5 milhões de estudantes do ensino superior.

"Na região do Donbass [leste ucraniano], toda uma geração de crianças viu as suas vidas e educação desmoronarem durante os últimos oito anos de conflito", disse Manuel Fontaine, numa referência aos confrontos travados por separatistas pró-russos e forças ucranianas nesta zona desde 2014.

Outro dos problemas que está a deixar a UNICEF sob alerta é a possibilidade de abusos e tráfico de crianças durante o conflito.

"Uma assistente social contou-me uma história sobre pais que foram forçados a enviar os seus filhos com um motorista de um camião apenas para afastá-los da linha de fogo. Essas crianças desacompanhadas correm um risco muito maior de violência, abuso, exploração e tráfico. As mulheres enfrentam riscos semelhantes. Estamos extremamente preocupados com o aumento dos relatos de abusos sexuais, violência e de outras formas de violência de género", declarou.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que provocou pelo menos 1.842 mortos e 2.493 feridos entre a população civil, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra já causou um número indeterminado de baixas militares e a fuga de mais de 11 milhões de pessoas, das quais 4,5 milhões para os países vizinhos.

Esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a II Guerra Mundial (1939-1945) e as Nações Unidas calculam que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Lusa

Hospitais de Coimbra substituem válvula no coração por método não invasivo

O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) realizou, pela primeira vez, a substituição de uma prótese valvular no coração de uma doente que não podia ser novamente sujeita a cirurgia, por método não invasivo, foi hoje anunciado.

A doente sofria de “regurgitação valvular tricúspide grave e sintomática” e já lhe tinha sido aplicada uma prótese, pelo que não podia ser novamente operada devido ao elevado risco, referiu a unidade hospitalar, em comunicado.

“O procedimento consistiu na colocação de uma prótese valvular biológica por via minimamente invasiva não cirúrgica, com vista ao tratamento da regurgitação valvular tricúspide grave e sintomática”, explicou a nota.

A intervenção foi realizada com sucesso pela equipa de cardiologia de intervenção do Serviço de Cardiologia do CHUC, constituída por Marco Costa, Luis Paiva e Manuel Santos, com o apoio do Serviço de Cirurgia Cardíaca.

A substituição da válvula tricúspide “vai permitir a esta doente a melhoria das queixas de insuficiência cardíaca, o aumento da sua qualidade de vida e a redução do risco de reinternamento hospitalar”.

“A regurgitação desta válvula cardíaca provoca o refluxo de sangue do ventrículo direito para a aurícula direita, tendo impacto na qualidade de vida destes doentes, que referem dificuldade progressiva para realizar esforços físicos, edemas generalizados no corpo e predisposição a internamentos hospitalares frequentes por descompensação cardíaca”, refere Lino Gonçalves, diretor do Serviço de Cardiologia.

O médico salienta que, “tradicionalmente, as opções de correção da insuficiência tricúspide estavam limitadas à cirurgia cardíaca”.

“Em alguns casos, os resultados da cirurgia à válvula tricúspide não eram duradouros e uma reoperação representaria um risco cirúrgico muito elevado ou até proibitivo para o doente, pelo que uma opção terapêutica menos invasiva possibilita o tratamento de mais doentes com esta patologia, sobretudo naqueles mais idosos, frágeis e com elevado risco cirúrgico”, disse.

Madremedia/Lusa

Luxemburgo pede aos franceses para travarem Marine Le Pen na segunda volta das presidenciais

O ministro dos Negócios Estrangeiros luxemburguês pediu hoje aos franceses para que travem na segunda volta das presidenciais francesas a líder de extrema-direita, Marine Le Pen, cuja ascensão à Presidência do país levaria a "uma reviravolta na Europa".

“Espero que o resultado [das eleições] seja tal que não tenhamos Le Pen na União Europeia (UE) como Presidente francesa”, afirmou Jean Asselborn ao chegar a uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 do bloco comunitário, a decorrer hoje no Luxemburgo.

E frisou: “Não seria apenas uma reviravolta na Europa, como um projeto de valores, um projeto de paz, mas colocaria totalmente a própria essência da UE noutro caminho. Os franceses devem impedi-lo”.

O primeiro-ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, é um apoiante declarado do Presidente francês cessante, Emmanuel Macron.

Julgando “muito, muito preocupante” o resultado da extrema-direita na primeira volta das presidenciais francesas, realizada no domingo, Jean Asselborn estimou que a França está “numa espécie de guerra civil política”.

“Como europeia de coração, é importante para mim que permaneçamos unidos e fortes como europeus, especialmente nestes tempos difíceis”, vincou, por sua vez, a ministra dos Negócios Estrangeiros alemã, Annalena Baerbock, sem mais detalhes, igualmente antes da reunião com os homólogos europeus.

O Presidente francês cessante, Emmanuel Macron, obteve 27,42% dos votos na primeira volta das eleições presidenciais em França, segundo o Ministério do Interior e quando estavam contados 89% dos sufrágios.

Os resultados provisórios, divulgados na Internet pelo referido ministério, indicam que a candidata da União Nacional (extrema-direita), Marine Le Pen, conseguiu 24,6 % dos votos e que o candidato da esquerda radical Jean-Luc Mélenchon obteve 20,8%.

A abstenção situa-se nos 27%.

Macron e Le Pen disputarão a segunda volta a 24 de abril e o Presidente francês poderá ser reeleito, segundo sondagens realizadas após a primeira volta.

Macron conta com entre 54% e 51% das intenções de voto contra 46%-49% para Le Pen, o que significa que a disputa seria muito mais renhida do que há cinco anos, quando o Presidente ganhou com 66,1% dos votos e a candidata da União Nacional obteve 33,9%.

Madremedia/Lusa

Piloto russo de 15 anos faz saudação nazi depois de vencer corrida em Portimão

Artem Severiukhin corre no Europeu de Karting sob bandeira italiana. Federação Internacional do Automóvel abre investigação à "conduta inaceitável" do jovem piloto russo. A equipa Ward já rescindiu contrato com Severiukhin. Federação russa diz que o piloto estava apenas a agradecer à sua família.

O piloto russo de karting, de 15 anos, Artem Severiukhin celebrou a vitória na primeira corrida do Europeu de Karting, em Portimão, com uma saudação nazi. Decorria a cerimónia do pódio e enquanto tocava o hino italiano, Severiukhin fez a saudação romana - proibida desde 1952 em Itália -, seguida de um riso descontrolado.

O piloto compete no escalão 11-15 anos do Europeu de Karting com licença italiana, uma vez que a Federação Internacional do Automóvel (FIA) impediu os pilotos russos de correrem com a bandeira do seu país, na sequência da invasão da Ucrânia, por parte das forças militares russas.

A FIA abriu uma investigação ao que define como "conduta inaceitável" de Artem Severiukhin e compromete-se a comunicar brevemente os próximos passos que tomará neste caso.

A Ward Racing, equipa sueca pela qual o piloto corria, demarcou-se do comportamento do piloto, condenou-o e anunciou a rescisão de contrato com Severiukhin.

"A Ward Racing condena as ações pessoais do piloto Artem Severyukhin durante a cerimónia de premiação a 10 de abril de 2022 nos termos mais fortes possíveis, uma vez que as considera uma manifestação de comportamento antidesportivo, uma violação inaceitável do codex ético e desportivo moral. Com esta declaração, a Ward Racing expressa a sua opinião, bem como a opinião de todos os atletas e funcionários da equipa Ward Racing. Com base nestas considerações, a Ward Racing não vê qualquer possibilidade de cooperação contínua com Artem Severyukhin e irá prosseguir com a rescisão do seu contrato de corrida", comunicou a equipa, nas redes sociais.

A Ward manifestou, ainda, total alinhamento com as sanções impostas à Rússia e "expressa a sua solidariedade para com as pessoas que sofrem por causa deste ataque não provocado e horrível". "Como cidadãos suecos, estamos ainda orgulhosos do nosso país que tomou a decisão histórica de enviar armas para a Ucrânia para a luta contra o exército russo", acrescenta.

Um porta-voz da Federação Automóvel da Rússia, citado pela imprensa internacional, falou em nome de Artem Severyukhin e esclareceu que o jovem piloto quis "apenas agradecer aos seus familiares russos". "Alguém viu no meu comportamento um gesto inapropriado, mas não foi. Foi apenas um agradecimento. Sou russo, sou da Rússia e sou pelo meu país", terá justificado Severyukhin.

RR

Velejadora olímpica Eya Guezguez morre aos 17 anos


Foi a mais jovem velejadora a competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Eya Guezguez tinha feito história nos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 como a mais jovem velejadora a competir, com apenas 16 anos. A velejadora tunisina estaria a treinar no mar com a irmã gémea, Sarra, quando a embarcação virou, devido aos fortes ventos. Eya acabou por morrer e Sarra sobreviveu ao trágico naufrágio, conta a BBC.

Foi a mais jovem velejadora a competir nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Eya Guezguez tinha feito história nos Jogos Olímpicos de Tóquio de 2020 como a mais jovem velejadora a competir, com apenas 16 anos. A velejadora tunisina estaria a treinar no mar com a irmã gémea, Sarra, quando a embarcação virou, devido aos fortes ventos. Eya acabou por morrer e Sarra sobreviveu ao trágico naufrágio, conta a BBC.

O Comité Olímpico da Tunísia afirma que a jovem morreu durante um treino para a próxima competição.

O treinador das Guezguez estaria junto a ambas, numa lancha rápida, quando o acidente ocorreu, em Tunes, capital tunisina. Sarra conseguiu ser ajudada pelo treinador, mas Eya foi encontrada pouco depois e transportada para o hospital já sem vida.

As irmãs representaram a Tunísia nos Jogos Olímpicos de Tóquio, no ano passado, e pretendiam voltar a participar em provas de alta competição.

Os detalhes em torno do acidente permanecem desconhecidos, mas alguns relatórios indicam que o acidente foi resultado do mau tempo e dos ventos fortes.

A morte da jovem está a chocar a Tunísia e a comunidade desportiva nacional. Muitos questionam a gestão e a natureza do equipamento de segurança.

SIC Notícias


Mariana Mortágua investigada: deputada disponível para colaborar com MP

Em causa está a colaboração da deputada do Bloco de Esquerda com órgãos de comunicação social.

Mariana Mortágua está a ser alvo de uma investigação do Ministério Público e diz estar disponível para colaborar com as autoridades.

Em causa está o facto de a deputada ter sido paga como comentadora, apesar de estar em regime de exclusividade.

O Ministério Público confirmou esta segunda-feira a abertura de um inquérito, na sequência de uma queixa relativa à deputada do Bloco de Esquerda, para apurar eventual prática de infrações penais.

Mariana Mortágua afirmou também esta segunda-feira que tomou conhecimento do inquérito através da comunicação social e antecipou que a investigação “chegará à mesma conclusão” do Parlamento de que não há qualquer irregularidade ou ilegalidade da sua parte.

“NÃO EXISTIU QUALQUER ILEGALIDADE E QUE TODA A SITUAÇÃO ESTÁ REGULARIZADA” 

Eu tive conhecimento pela comunicação social deste assunto e foi também pela comunicação social que soube que ele foi espoletado por uma queixa, apesar de a Assembleia da República já ter esclarecido que não existia qualquer ilegalidade ou qualquer irregularidade”, adiantou.

Em declarações aos jornalistas, na Assembleia da República, a deputada bloquista disse que “a própria Assembleia da República já teve oportunidade de comunicar aos senhores jornalistas e de esclarecer que não existiu qualquer ilegalidade e que toda a situação está regularizada”, considerando que o Parlamento “encerrou esse assunto dessa forma”.

A deputada acrescentou ainda que “a Comissão de Transparência teve a oportunidade de se debruçar sobre esta matéria e que concluiu por unanimidade que não existe qualquer irregularidade e que a situação está por isso regularizada”.

Eu irei colaborar com qualquer instituição que tenha interesse sobre esta matéria, tal como colaborei com a Assembleia da República e estou certa de que qualquer outra instituição chegará à mesma conclusão que a Assembleia da República chegou”, declarou.

A COLABORAÇÃO DA DEPUTADA COM O JN E A SIC NOTÍCIAS

A Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados aprovou, a 24 de março, um parecer no qual conclui que a colaboração de Mariana Mortágua com o Jornal de Notícias, como colunista, não viola o regime de exclusividade.

Numa resposta à Lusa, o Parlamento indicou também que, quanto à colaboração de Mariana Mortágua “como comentadora no programa Linhas Vermelhas da SIC Notícias, entre outubro de 2021 e fevereiro de 2022” a Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados “avaliou já, a pedido da própria, a situação”.

O registo de interesses foi atualizado e retificado em conformidade com as orientações da Comissão, tendo os montantes relativos ao abono mensal para despesas de representação, decorrente do regime de exclusividade, sido repostas pela senhora deputada em relação aos meses referidos, como já havia declarado à comissão, tendo a matéria ficado encerrada na reunião da comissão da passada 3.ª feira”, referiu.

SIC Notícias