segunda-feira, 18 de abril de 2022

Morreu aos 106 anos a violoncelista e pedagoga Madalena Sá e Costa

A violoncelista e pedagoga Madalena Sá e Costa morreu durante a madrugada de hoje, aos 106 anos, vítima de uma infeção pulmonar, disse hoje à Lusa a filha da artista.

Segundo Helena Araújo, filha da violoncelista, Madalena Sá e Costa foi diagnosticada há poucos dias com uma infeção pulmonar e “morreu serenamente”, em casa, durante a madrugada de hoje.

O funeral acontece na terça-feira, às 15:00, na Igreja de Cedofeita, no Porto, e o corpo será sepultado no Cemitério de Agramonte, ao lado da irmã, a pianista Helena Sá e Costa (1913-2006).

Neta do violinista fundador do Orpheon Portuense e primeiro diretor do Conservatório de Música do Porto, Bernardo Moreira de Sá, filha do compositor Luiz Ferreira da Costa e da pianista Leonilda Moreira de Sá e Costa, Madalena Sá e Costa formou com a irmã, a pianista Helena Sá e Costa (1913-2006), uma dupla de intérpretes e educadoras que marcou a cena musical do Porto e do país.

"Quando nasci, creio que se ouvia música por toda a casa", escreveu, em 2008, num livro de “Memórias e Recordações”.

No Orpheon, viu passar vários dos principais nomes da música internacional da primeira metade do século XX, como Wilhelm Backhaus, Edwin Fischer, Wilhelm Kempff e até Maurice Ravel, como contou à revista Glosas, em 2015.

Sobre a sua infância e juventude recordou, numa outra entrevista à Antena 2: "A minha irmã, Helena Sá e Costa, e eu tínhamos o quarto no primeiro andar. Pelas 09:00, já ouvíamos o nosso pai tocar piano no andar de baixo. Acordar assim todos os dias era estupendo. Foi dessa forma que conheci quase todas as obras: muito Beethoven, muito Schubert, muito de tudo”.

“Nós estudámos sempre em casa. Já havia liceus na altura, mas os meus pais preferiram que fosse assim. Eles eram pianistas e tocavam muito com a Guilhermina Suggia, que era um fenómeno que tinha aparecido há pouco tempo. Tinham muitos ensaios, quer cá em casa quer na casa dela. Faziam a junção do piano com o violoncelo. O primeiro instrumento que toquei foi o violino. O meu avô tinha um ‘Guadagnini' e, quando ia almoçar a casa dele, fugia para a sala onde estava guardado esse violino e tocava umas notas. Às vezes, punha-o entre os joelhos e tocava-o na posição de violoncelo”, disse, na mesma entrevista.

Ainda à Antena 2, Madalena Sá e Costa declarou que, quando os pais lhe perguntaram se queria estudar um instrumento e, se sim, qual, respondeu violoncelo por influência de Guilhermina Suggia.

“Os meus pais ficaram um bocado admirados e preocupados. Ela só tinha uma discípula, a Maria Alice Ferreira, e as lições eram caríssimas. Era complicado para os meus pais. Quando eles lhe falaram, ela começou por dizer que não ensinava as primeiras notas. De maneira que as primeiras aulas que tive até foram com o pai dela, o Augusto Suggia. Mas, às tantas, ela lembrou-se do meu avô, que começou a ensinar-lhe música quando ela tinha uns 4 anos. E assim me aceitou como discípula”, explicou.

Assim se apaixonou pelo violoncelo, tendo uma disputa recorrente com a irmã sobre qual dos instrumentos era o mais importante – se o violoncelo ou o piano.

“Nisso nunca nos entendemos. Mas a minha mãe não deixava que bulhássemos. Aos poucos, fomo-nos entendendo maravilhosamente bem. Adorava a minha irmã mais velha. Muito inteligente. Gostávamos imenso de a ouvir", disse.

Nascida no Porto em 20 de novembro de 1915, Madalena Sá e Costa estreou-se aos 19 anos no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, tendo completado o conservatório em 1940 e concluído a sua formação musical com, entre outros, Paul Grümmer, Sandor Végh e Pablo Casals.

Antes, em 1935, por iniciativa do pianista alemão Edwin Fischer, Madalena Sá e Costa e a irmã frequentaram os cursos de música em Potsdam e atuaram, em trio com Fischer, pela Alemanha, França e Bélgica.

Foi professora no Conservatório de Música do Porto e no Conservatório de Música Calouste Gulbenkian, em Braga, onde formou dezenas de gerações de músicos.

Ao longo de uma carreira em que trabalhou com maestros como Pedro de Freitas Branco ou Frederico de Freitas, Madalena Sá e Costa recebeu, entre outros, os prémios Orpheon Portuense (1939), Emissora Nacional (1943), Morrisson, da Fundação Harriet Cohen (1958), Guilhermina Suggia/Secretariado Nacional de Informação (SNI), em 1966.

A violoncelista tocou ainda em orquestras, sob a direção dos maestros Ivo Cruz, Fritz Riegger, Jacques Pernood, Gunther Arglebe, Ferreira Lobo, Pedro Blanch e Silva Pereira, e fez parte da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional (1966-84), da Orquestra Sinfónica do Porto (1970) e da Camerata Musical do Porto (1979-89).

Madremedia/Lusa

Imagem: Sábado

Suspeita de bombas de combustível viciadas em Braga, Viseu, Feira e Vila Pouca de Aguiar

A ASAE disse à TSF ​​​​​​​que detetou três casos de suspeitos de prática especulativa em postos de combustíveis nos últimos meses, além do caso mais recente verificado em Vila Pouca de Aguiar.

A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) detetou quatro casos de postos de combustíveis viciados em várias localidades do país, no espaço de poucos meses. Além do caso conhecido esta segunda-feira de Vila Pouca de Aguiar, outros foram detetados em Braga, Viseu e Santa Maria da Feira.

"A ASAE já detetou quatro situações em localidades diferentes: Braga, Santa Maria da Feira, Viseu e Vila Pouca de Aguiar. Foi a quarta situação que foi detetada. Houve situações relativamente baixas, de dez cêntimos, houve outras de quase um euro e este agora um pouco mais elevado. São tudo elementos que têm de ser avaliados se há alguma ligação ou não. São valores diferentes, mas o que interessa aqui é sinalizar a atuação que temos de ter na fiscalização das atividades económicas", afirma à TSF Pedro Portugal Gaspar, inspetor-geral da ASAE.

O inspetor-geral da ASAE lembra que "pode haver várias explicações e não vale a pena estar a extrapolar o que quer que seja antes de tempo".

O último caso foi detetado em Vila Pouca de Aguiar pela Unidade Nacional de Informações e Investigação Criminal da ASAE. Verificou-se que antes de o consumidor pressionar o manípulo para abastecer o veículo, a bomba de combustível já estava a cobrar 1,65 euros.

Apesar de não considerar uma prática generalizada que mereça sinalização de risco, Pedro Portugal Gaspar recomenda que os consumidores tenham atenção para que não sejam prejudicados.

Rita Costa/Rui Oliveira Costa/TSF

24 de Abril – Comboio Vintage do Tejo regressa já à Beira Baixa

Considerando o sucesso da primeira circulação do Comboio Vintage do Tejo pela Linha da Beira Baixa, a CP – Comboios do Portugal decidiu lançar mais uma circulação especial, já no próximo dia 24 de abril.

A composição com uma oferta de 304 lugares, distribuídos pelas quatro carruagens Schindler de salão, vai voltar a percorrer a lezíria ribatejana e o trajeto à beira Tejo, permitindo aos clientes apreciar locais de grande beleza paisagística, como o Castelo de Almourol, o Castelo de Belver e o Monumento Natural Portas de Ródão.

Após a receção em Lisboa Santa Apolónia, o comboio parte às 09h00, tendo hora prevista de chegada a Castelo Branco às 12h11 e, ao longo do trajeto, os clientes podem embarcar em Lisboa Oriente, Vila Franca de Xira, Santarém, Entroncamento, Abrantes e Vila Velha de Ródão.

Já em Castelo Branco, os clientes dispõem de tempo livre para o almoço e visita a diversos espaços culturais, como o Museu Cargaleiro, o Centro de Interpretação do Bordado de Castelo Branco, o Centro de interpretação do Jardim do Paço, o Museu dos Têxteis, na freguesia de Cebolais de Cima e Retaxo, com uma redução de 50% no preço de entrada, mediante a apresentação do bilhete de comboio.

O comboio regressa de Castelo Branco às 16h06, com hora prevista de chegada a Lisboa Santa Apolónia às 19h05.

O preço do passeio é de 40 euros para adultos e 20 euros para crianças dos 4 aos 12 anos, (inclusive) e os bilhetes podem ser comprados nas bilheteiras CP ou na bilheteira online, em cp.pt

O contacto com o património cultural do Ribatejo e da Linha da Beira Baixa, a riqueza gastronómica destas regiões e, não menos importante, o convívio entre famílias e amigos, são atributos reconhecidos pelos clientes do Comboio Vintage do Tejo, e motivos que conduziram à realização desta nova circulação.

A CP recomenda aos seus clientes a consulta de informações mais detalhadas em cp.pt ou através da Linha de Atendimento - 808 109 110 (custo de uma chamada para a rede fixa nacional).

Imagem: Sapo Viagens

Crónica Postal: INDEPENDENTES DA RÚSSIA DE PUTIN


Em 2014, há oito anos portanto, numa das visitas à Ucrânia a trabalho, escrevi nestas crónicas que a Russia não ia desistir. “Precisa dele” [do território da Ucrânia], escrevi. Foi o que senti.

A Rússia não vai desistir de dominar a Ucrânia. Direta ou indiretamente.

Uma parte dos países da Europa central, sobretudo a Alemanha, adotaram o princípio da garantia da paz através da interdependência do comércio bilateral. Ao ponto de dependerem do gás russo. Não deu certo.

A ressaltar que, desta ameaça à paz na Europa, os países ocidentais e os que fazem parte da União Europeia uniram-se. Esqueceram as divergências. Perante uma espécie de inimigo comum. Quase todo o Mundo voltou as costas à Rússia de Putin.

Ouvi, há cerca de duas décadas, numa conferência na Europa, Kissinger, o secretário americano de Nixon no tempo da guerra da Coreia, dizer que a Europa não devia “mandar embora” os americanos, pois nós não nos entendíamos. Achei arrogante. Hoje compreendo que estava certo.

Felizmente para nós, portugueses, a nossa economia não está dependente da Rússia. E parece que seremos uma opção para a entrada do gás para a Europa central. A nossa boa posição geográfica beneficia-nos. O mundo ocidental aprendeu que não pode depender da Rússia.

Mas, ninguém quer uma guerra. Não beneficia ninguém! O sofrimento de milhões de seres humanos da Ucrânia não nos deixa indiferentes. No século vinte e um e na civilizada Europa é inaceitável!

EDUARDO COSTA, jornalista, presidente da Associação Nacional da Imprensa Regional




Silves | LADO B TRAZ ANA BACALHAU AO TEATRO MASCARENHAS GREGÓRIO

 A iniciativa LADO B da Câmara Municipal de Silves, prossegue no dia 6 de maio pelas 21h30, com a artista ANA BACALHAU no Teatro Mascarenhas Gregório.

Além de uma intérprete ímpar, que em palco se entrega sempre como se aquela pudesse ser a última vez que a ouvimos e vemos ao vivo, Ana Bacalhau tem cada vez mais uma palavra a dizer na escrita das letras e das músicas que interpreta. É de uma forma crua e sincera que define o seu muito aguardado segundo álbum em nome próprio, intitulado “Além da Curta Imaginação”. Este é um trabalho inevitavelmente pessoal e intimista, refletindo, por isso, a longa e penosa jornada que a pandemia impôs. Há um disco antes da pandemia e outro depois da pandemia: o alinhamento espelha isso mesmo, elencando as canções por ordem cronológica de gravação.

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos através da bilheteira online BOL em: https://cmsilves.bol.pt/ e nos locais habituais de venda (FNAC, Worten, CTT,EI Corte Inglês e Pousadas de Juventude), com o custo associado de 10 euros. Podem, ainda, ser adquiridos no próprio dia do espetáculo, no local, a partir das 20h00, caso haja disponibilidade de bilheteira.

Relembramos que a rúbrica Lado B, promovida pelo Município de Silves, procura apresentar ao público uma versão mais descontraída e intimista dos artistas. Ao concerto, por norma, associa-se uma breve conversa como forma de aproximar o público ao artista.

Classificação etária: M/6 

+ info: tel. 282 440 800 (ext.2742) | cultura@cm-silves.pt 

+ INFO SOBRE ANA BACALHAU

 

Ana Bacalhau nasceu em 1978. Queria ser professora de Português e Inglês quando era criança e, conforme planeado, seguiu os seus estudos nesta área. Mas as aulas de guitarra que tanto pedia aos seus pais levaram a que descobrisse a sua voz e uma vontade de fazer música que nunca mais largou.

A primeira banda chamou-se Lupanar. Nasceu em 2001, de uma ideia conjunta de Gonçalo Tocha e Dídio Pestana de fazer música em Português, explorando sons, palavras e géneros musicais sem constrangimentos ou barreiras. Aí conheceu Zé Pedro Leitão, contrabaixista, com quem formou o trio de Jazz Tricotismo, em 2005, onde exploraram em conjunto o seu gosto pelo Jazz e Blues.

A Deolinda chegaria em 2006. Com ela, o desejo de viver em exclusivo da música torna-se realidade e desde então tem percorrido o mundo com as palavras e sons da banda. Para além do seu trabalho na Deolinda, com quatro álbuns galardoados e centenas de concertos, partilhou a voz e o palco com outros músicos, como Gaiteiros de Lisboa, Sérgio Godinho, Xutos & Pontapés, António Chainho, Pedro Abrunhosa e Ana Moura.

Em 2013, recebeu o convite para participar numa canção promovida pela ONU, “One Woman”, de entre um lote de 25 cantoras, onde se incluem Concha Buika, Bebel Gilberto e Rokia Traoré. A canção pretende alertar para a defesa dos direitos das mulheres.

Uma viagem necessária para a redenção, depois da queda. É desta forma crua e sincera que Ana Bacalhau define o seu muito aguardado segundo álbum em nome próprio, intitulado “Além da Curta Imaginação”. É um álbum que pretende criar novos mundos, que possam materializar-se neste. Criar novos mundos, para que as experiências de dor e perda possam ser sublimadas.

Esta viagem começou em 2020, quando Ana Bacalhau revelou o comovente primeiro single, “Memória”, uma canção escrita por João Direitinho, Guilherme Alface e Mário Monginho, dos ÁTOA, e produzida por Twins. Neste tema, a cantora conta uma história de crescimento, de desconhecimento e reconhecimento de quem é, olhando para trás, na certeza de que já não é essa pessoa e querendo perceber em quem se está a tornar.

Já no verão de 2021 desvendou “Sou Como Sou”, um verdadeiro hino de autoaceitação e de libertação de moldes que não nos servem, escrito por Alex D’Alva Teixeira e Ben Monteiro, novamente com produção de Twins. A masterização realizou-se nos estúdios de Abbey Road por Christian Wright.

Mais recentemente lançou um novo single, “Que Me Interessa A Mim”, uma canção sobre superação dos medos, sabendo que chegará mais alto, mesmo com todas as nódoas negras, as feridas, as mossas pelas quedas mal amparadas.

PRORROGAÇÃO DE CONDICIONAMENTO DE TRÂNSITO NA AVENIDA DO RIO E RUA DR. MANUEL ARRIAGA EM ARMAÇÃO DE PÊRA ATÉ AO DIA 31 DE MAIO


O Município de Silves informa que, devido à necessidade de execução de trabalhos no âmbito da empreitada “Requalificação Urbana da Baixa de Armação de Pêra – 1ª Fase – Infraestruturas de Drenagem e Elevação de Pluviais”, o condicionamento de trânsito no cruzamento da Avenida do Rio com a Rua Dr. Manuel Arriaga, em Armação de Pêra, será prorrogado até ao dia 31 de maio.

A autarquia pede a atenção dos automobilistas e residentes para esta situação e agradece a compreensão e colaboração de todos.

JAZZ NAS ADEGAS COM SILVES FILARMÓNICA COMBO NO ALGOZ

O Município de Silves leva a rúbrica Jazz nas Adegas, nos dias 29 e 30 de abril, pelas 21h00 e 17h00, respetivamente, à Quinta do Barranco Longo, no Algoz, com a atuação da SILVES FILARMÓNICA COMBO.

A Banda Filarmónica de Silves preparou propositadamente para esta edição do Jazz nas adegas, um Combo de Jazz, constituído por músicos da sua banda.

Este grupo de músicos vai apresentar um repertório constituído por alguns clássicos mundialmente conhecidos, assim como outros temas com influências de vários estilos musicais.

As restantes sessões do “Jazz nas Adegas” encontram-se programadas, conforme se segue:

 

13.maio. 21h00 | 14.maio. 17h00

Swingtête & Paula Padilha

Paxa Wines, Silves

 

28.maio.17h00

“Miss Manouche”

Armação de Pêra

 

Os ingressos têm um custo associado de 15 euros, incluindo para além do concerto, prova de vinhos do produtor, degustação de tapas de produtos locais, voucher de visita ao Castelo e Museu Municipal de Arqueologia e a oferta de uma garrafa de vinho.

Os bilhetes encontram-se à venda na plataforma BOL em: https://cmsilves.bol.pt/ ou num dos seguintes locais: FNAC, Worten, El Corte Inglés, CTT Correios.

O evento destina-se a maiores de 18 anos.

Mantém-se a obrigatoriedade do uso de máscara em recintos fechados.

+ Info: Sector de Turismo da CMS | tel.: 282 440 800 | email: turismo@cm-silves.pt