quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Estão abertas as candidaturas ao Prémio Literário Lions 2023

  • O vencedor terá a Obra publicada pela Guerra e Paz e recebe um prémio pecuniário.

    A Associação Internacional de Lions Clubes – Distrito Múltiplo 115, Fundação Lions de Portugal, e a Guerra e Paz Editores têm a honra de anunciar a abertura das candidaturas ao Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal de 2023, prémio que tem um valor monetário de dois mil e quinhentos euros, atribuído ao autor da obra premiada.

    As candidaturas serão recebidas por email (e só por email), numa forma muito simplificada, que facilita a participação dos autores. As condições a que devem submeter-se as candidaturas estão expressas no Regulamento que pode encontrar nas páginas online do Lions de Portugal e no site da Guerra e Paz editores.

    As candidaturas abrem no dia 1 de Outubro do corrente ano e encerram às 23h59 do dia 30 de Novembro de 2022.

    A Guerra e Paz editores publicará a obra vencedora, tal como publicou já o romance Vidas por Fios, de José Martinho Gaspar, vencedor da edição de 2019, Os Dentes do Tejo, de Evelina Gaspar, romance vencedor do Prémio de 2020, o romance vencedor de 2021, A Desaparecida, de Ricardo Lemos, e Periferia, romance de Catarina Costa, vencedor em 2022.

    O Prémio Nacional de Literatura Lions de Portugal foi criado em 2011 e destina-se a premiar e publicar uma novela ou um romance de autores portugueses, tanto de autores estreantes como de autores já com obra publicada, com a condição de que sejam inéditos.

    Concebido para servir a causa da leitura e para servir os autores e a literatura portuguesa, este é um prémio que se enquadra nos objectivos de ligação e divulgação da cultura que norteiam, também, a acção do Lions de Portugal.

    Consulte o regulamento do Prémio Prémio Nacional de Literatura Lions 2023 aqui.


Município assinalou Dia Mundial do Turismo com sessão dirigida a alunos. Cantanhede reúne todas as condições para se tornar um destino turístico de excelência

 

O vice-presidente da Câmara Municipal não tem dúvidas de que Cantanhede reúne os ativos necessários para se tornar um destino turístico de excelência. Todavia, entende que esse desiderato só será atingido se todos os que operam nesta área continuarem a investir, em busca de oportunidades para gerar mais e melhor turismo.

“É precisa visão estratégica, um plano de ação, mas é necessário também que os agentes ajudem a criar condições, não apenas de atratividade, investindo em novas abordagens, com visão, mas também com criatividade e ousadia”, justificou.

Ao intervir na sessão que assinalou o Dia Mundial do Turismo, organizada pelo setor do Turismo do Município e que reuniu mais de uma centena de alunos das escolas EB 2,3/Secundária da Tocha, Secundária Lima-de-Faria e Escola Técnico Profissional de Cantanhede, o autarca refletiu também sobre o desafio de conciliar o turismo enquanto atividade económica e a perspetiva de desenvolvimento sustentável.

“O turismo é o encontro de vontades entre quem promove, quem partilha as suas riquezas, e quem pretende experiências únicas e marcantes, que os faz voltar e divulgar”, sintetizou, alertando, todavia, que “esse encontro de vontades não pode ser feito a qualquer preço e o Município de Cantanhede está alinhado com os 17 objetivos do desenvolvimento sustentável que constam da Agenda 2030, pois o turismo é parte constitutiva de um processo de desenvolvimento sustentável”.

No caso de Cantanhede, Pedro Cardoso não tem dúvidas de que além da singularidade de integrar três regiões – Gândara, Bairrada e Baixo Mondego -, e da valorização do património natural, arquitetónico, cultural e gastronómico, o turismo traz outra vantagem: “a valorização da nossa identidade enquanto comunidade”.

Reiterando o compromisso da autarquia em consolidar o estatuto de Cantanhede enquanto destino de excelência, o vice-presidente da Câmara relembrou alguns dos principais atributos turísticos locais, “que nos permite ter um território muito especial” e “com enormes potencialidades”.

Na palestra sobre “Repensar o Turismo para um Futuro mais Sustentável”, Ana Moita Francisco, mestre em Gestão Estratégica de Destinos Turísticos e Gestora de Projetos de Destinos Sustentáveis na Biosphere Portugal, sublinhou a importância de serem cumpridos os critérios de sustentabilidade com vista à certificação dos destinos turísticos, apresentando alguns casos de sucesso. Ana Moita Francisco foi mesmo mais longe, ao afirmar que “só se pode falar em turismo se existir sustentabilidade”.

Destaque ainda na sessão que decorreu no auditório da Biblioteca Municipal para a apresentação dos serviços municipais de turismo e das respetivas funções e de alguns dos principais indicadores turísticos do concelho.

A iniciativa terminou com um animado quizz, que testou os conhecimentos dos alunos sobre alguns dos principais atributos turísticos de Cantanhede. Os cinco elementos da equipa vencedora foram premiados com uma coluna de som e headphones.

Aveiro | Noite Europeia dos Investigadores junta Ciência, Tecnologia e Arte


Na sexta-feira, 30 de setembro, a Fábrica Centro Ciência Viva e a Universidade de Aveiro associam-se à celebração da Noite Europeia dos Investigadores, uma iniciativa que procura aproximar a ciência e os investigadores do público em geral. Um evento gratuito para todas as idades, que vai juntar Ciência, Tecnologia e Arte.

É já na próxima sexta-feira que a Fábrica Centro Ciência Viva será, em Aveiro, o palco daquele que é considerado o maior evento europeu de celebração da Ciência e da sua relação com a sociedade. Com entrada livre, a Noite Europeia dos Investigadores é dedicada a todos os públicos e famílias, decorre na Fábrica Centro Ciência Viva e no espaço exterior envolvente, e conta com uma programação especial das 19h00 às 24h00.
Num ambiente descontraído e informal, aberto à cidade, proporcionam-se momentos de contacto direto entre investigadores e o público participante, através de diversas atividades de comunicação e divulgação de ciência, tais como a Feira de Ciência e Tecnologia – “Science@UA”, um espetáculo de Arte & Ciência, uma Feira STEAM, exposições interativas, entre outras.
Desta forma, divulgar alguns projetos de investigação desenvolvidos na Universidade de Aveiro, mostrar aos cidadãos quem são os nossos investigadores, o que os motiva e a importância do que fazem para a sociedade são os objetivos desta iniciativa celebrada à escala europeia em mais de 300 cidades.

O programa inicia às 19h00 com a entrega de prémios aos vencedores do Concurso de Fotografia “Mar em Flash”, seguida da inauguração da exposição que integra todas as fotografias a concurso.
O momento de Abertura do evento está marcado para as 19h30 e conta com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, do Vice-Reitor da Universidade de Aveiro, Artur Silva, e do Diretor da Fábrica centro Ciência Viva de Aveiro, Pedro Pombo.

Das 21h00 às 24h00, decorre a Feira de Ciência e Tecnologia – “Science@UA”, com apresentação e demonstração de mais de 30 projetos de investigação inovadores desenvolvidos na Universidade de Aveiro. Nesse mesmo horário, decorre uma Feira STEAM, em que miúdos e graúdos vão poder programar robôs, resolver desafios elétricos, explorar o mundo da impressão 3D, entre outras atividades.

Às 22h00, tem início no auditório da Fábrica, o Espetáculo de Arte & Ciência – “EnCanto de investigar…”, um momento único que vai reunir a música do investigador Ricardo Neves e as palavras da dinamizadora de leitura da Fábrica, Marta Condesso, e nesse embalo todos vão poder espreitar, bem-dispostos, o dia a dia do investigador em palco.

Ao longo de todo o evento, das 19h00 às 24h00, vão estar abertas para visita as exposições “Mãos na Massa” e “E se Mendeleev estivesse aqui?”. Os mais pequenos, e não só, terão ainda momentos de animação garantida com os Jogos do Hélder, insufláveis e uma performance de modelagem de balões muito original.

Ao longo de todo o evento, no espaço exterior envolvente à Fábrica, haverá uma zona destinada a refeições ligeiras.

Todas as atividades da Noite Europeia dos Investigadores são gratuitas e não é necessária inscrição prévia.

O programa detalhado está disponível em www.ua.pt/fabrica/NEI-2022.

Estarreja | Nomes com peso histórico do jazz americano e europeu e da nova geração do jazz português definem o Estarrejazz´22

 Este ano, o Festival de Jazz de Estarreja contempla sete concertos, todos com início às 21h30.
A 17.ª edição do Estarrejazz – Festival de Jazz de Estarreja arranca no próximo dia 1, sábado, e estende-se até dia 15 de outubro, reafirmando-se como veículo de divulgação e conhecimento do jazz. Na edição de 2022, o Festival evidencia a tradição do jazz americano, a versatilidade do jazz europeu, com especial destaque aos nomes consolidados e emergentes do jazz português.
O evento abre em festa com o pianista Victor Zamora com a formação Sexteto Cuba, que conta com a participação do saxofonista Ricardo Toscano e, ainda, Pedro Aguilar Corrales (baixo elétrico e coros), Ivan Campillo (bateria, coros), Osvaldo Pegudo (percussão), Gretel Tamares (voz), José Debray (voz e tres cubano), no dia 1 de outubro. Numa celebração dos ritmos quentes e o sol de Cuba e num tributo à música tradicional cubana, este espetáculo convida-o a saborear a essência desta cultura com o virtuosismo do piano de Zamora e o colorido do Latin Jazz.
Paulo Santo Quinteto promete um concerto no dia 6 de outubro, “viciante, intimista e divertido” em que será apresentado o mais recente disco “Águeda”. O vibrafonista e compositor Paulo Santo mostra, ao lado de Luís Cunha (trompete), João Mortágua (sax alto e soprano), Francisco Brito (contrabaixo) e João Pereira (bateria), a sua sonoridade própria e rica em improvisação, convidando o espectador a entrar no processo de criação.
Versátil, intuitivo e melódico, o saxofonista e compositor estarrejense Miguel Valente, com apenas 21 anos, é capaz de tocar diferentes estilos. Vencedor do Concurso Internacional de Jazz da Universidade de Aveiro, Miguel Valente Quarteto, que promete ser uma força ascendente no panorama da nova geração do jazz português composto por Julia Perminova (piano), Josef Zeimetz (contrabaixo), Luis Possollo (bateria), vai explorar o jazz moderno com melodias únicas e ritmos inovadores, na noite do dia 7 de outubro.
No dia seguinte, dia 8, o guitarrista e compositor Daniel Neto ao lado de Johannes Krieger (trompete), Rui Bandeira (trombone), Gil Gonçalves (tuba), Francisco Brito (contrabaixo) e Paulo Bandeira (bateria), dá o mote para um concerto baseado num jogo de liberdade e precisão, partindo de uma multiplicidade de referências na raiz do jazz, blues, free jazz, rock, música erudita e noutros estilos baseados na improvisação.
A 13 de outubro, o destaque é para o aclamado e versátil trompetista Tomás Pimentel. Considerado uma das grandes referências do jazz português, Tomás Pimentel conta com a cumplicidade de Ricardo Toscano (saxofone alto), Edgar Caramelo (saxofone tenor), António Pinto (guitarra), João Paulo Esteves da Silva (piano), Mário Franco (contrabaixo) e Alexandre Frazão (bateria) para um espetáculo com uma sonoridade mais orquestral que é muito rica, não deixando de parte a improvisação.
O cartaz do Estarrejazz inclui também, no dia 14 de outubro, o norte americano Ravi Coltrane. Saxofonista, líder de banda e compositor aclamado pela crítica, é o segundo filho dos lendários músicos John e Alice Coltrane. Em palco, o fundador da proeminente editora independente “RKM”, que se faz acompanhar por Gadi Lehavi (teclado), David Gilmore (guitarra), Lonnie Plaxico (contrabaixo) e Elé Howell (bateria),  convida o público a permitir que os sons e o espírito do jazz dominem os seus sentidos, enquanto Ravi Coltrane e a sua banda exploram a música cósmica, mística e espiritual dos seus pais, considerados dos músicos mais importantes da história do jazz.
A edição de 2022 termina no sábado, dia 15, com a Orquestra de Jazz de Estarreja, sob a batuta do maestro Carlos Azevedo. Este ano, o concerto da formação musical concelhia conta com a presença do compositor, maestro e saxofonista espanhol Jesus Santandreu. Com uma vasta carreira e reconhecida carreira ligada às big bands, das orquestras sinfónicas aos coletivos de sopros, vem ao Estarrejazz tocar os seus originais, tornando este concerto inigualável e mais um momento memorável do seu percurso.
Nasceu há 9 anos e é resultado dos workshops e masterclasses promovidos durante o festival. A Orquestra de Jazz de Estarreja é uma extensão da marca Estarrejazz, mas também uma montra viva da qualidade dos jovens músicos da Região de Aveiro, que tem andado em digressão pelo país, e tem atuado ao lado de grandes nomes da música nacional e internacional. 
O Jazz no Cinema
Na edição de 2022, há lugar também para o CineJazz com a exibição dos filmes “A vida de Miles Davis (Miles Ahead)”, de Don Cheadle, e “Jazzé Duarte”, de Jorge Paixão da Costa, nos dias 20 e 27, respetivamente, e integrados na rubrica “Quintas de Cinema”.
No foeyer do CTE, o público poderá visitar uma exposição de cartazes, dedicada à temática do jazz em Portugal, cedida pela Universidade de Aveiro. Ficará patente durante o evento.
O Estarrejazz 2022 é cofinanciado pela República Portuguesa-Cultura/DGArtes, ao abrigo do Programa de Apoio à Programação da RTCP.
Adquira o(s) bilhete(s) para o(s) espetáculo(s) da sua preferência, na plataforma online BOL, na bilheteira física, no horário habitual, ou pode reservar o seu lugar através do tel. 234 811 300.

Arranca hoje a 9ª edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola

O Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola está de regresso e traz uma novidade nesta edição. Cada produtor poderá inscrever o número de amostras que desejar, em cada uma das categorias a concurso. As candidaturas para a 9ª edição do Concurso têm hoje início e decorrem até ao próximo dia 2 de Novembro.
Em parceria com a Associação de Escanções de Portugal e reconhecido pelo Instituto da Vinha e do Vinho desde a sua primeira edição, o Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola é dirigido a Produtores e a Cooperativas de todas as regiões vitivinícolas do país, Associados e Clientes do Banco.
No Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola será atribuída a distinção Tambuladeira dos Escanções de Portugal de Ouro, Prata e Bronze a vinhos engarrafados, nas categorias “Vinho Branco”, “Vinho Tinto” e “Vinho Espumante”. Será também conferida a Grande Medalha de Ouro ao melhor vinho branco, tinto e espumante.
Isabel Matos, Directora de Comunicação do Grupo Crédito Agrícola, afirma sobre a 9ª edição do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola “que é uma iniciativa que tem vindo a comprovar a sua credibilidade no mercado com a notória qualidade dos vinhos nacionais submetidos a concurso, ano após ano. O Crédito Agrícola afirma-se como a Instituição Financeira de referência que apoia o sector e o desenvolvimento das economias regionais e locais, e este Concurso demonstra a dinamização destas comunidades através do reconhecimento dado aos produtores e às cooperativas de todas as regiões vitivinícolas do país”.
O júri, composto por reconhecidos escanções, enólogos e jornalistas do sector, vai reunir para a realização das Provas Cegas dos vinhos a concurso nos dias 4 e 5 de Novembro.
Nas oito edições do Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola já foram submetidos cerca de 1.700 vinhos, dos quais foram reconhecidos cerca de 500 vinhos brancos, tintos e espumantes das regiões vitivinícolas dos Vinhos Verdes, Trás-os-Montes, Douro, Beiras, Dão, Bairrada, Tejo, Lisboa, Península de Setúbal, Alentejo, Algarve e Açores.
O Concurso de Vinhos do Crédito Agrícola materializa a missão do Banco em afirmar-se como a Instituição Financeira de referência que apoia o sector e o desenvolvimento das economias locais, neste caso específico as Cooperativas e os Produtores locais. Tem como objectivo promover e colocar à prova a qualidade dos vinhos nacionais, procurando gerar novas oportunidades de negócio e dinamização das comunidades onde desenvolve o seu trabalho em contacto directo com as pessoas.
O Crédito Agrícola, a única instituição cooperativa portuguesa de capitais exclusivamente nacionais, é um dos maiores grupos financeiros portugueses e está presente em todo o país, detendo a maior rede de Agências bancárias.
As inscrições e o Regulamento do Concurso estão disponíveis em: 

Marido da ministra que tutela os fundos comunitários candidatou-se a apoio e recebeu 133 mil euros

A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, teve dúvidas sobre se a candidatura do marido serial legal e chegou a pedir pareceres. O pedido de apoio foi feito já depois de Ana Abrunhosa ser ministra
A ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, que tem a tutela sobre os fundos comunitários, está metida numa polémica depois de ter sido tornado público que uma empresa detida a 40% pelo seu marido, António Trigueiros de Aragão, recebeu 133 mil euros de ajudas já depois de ela ter sido nomeada para o cargo. A notícia é revelada pelo jornal "Observador" desta quarta-feira, 28 de setembro, a quem o ministério disse que nada disto é ilegal. Ainda assim, Ana Abrunhosa teve dúvidas sobre se é ou não ilegal, prova disso é o facto de ter pedido pareceres sobre este pedido de apoios por parte da empresa do marido.
O marido da ministra criou a empresa Thermalvet a 14 de outubro de 2020, quando Ana Abrunhosa já era ministra da Coesão Territorial, ministério que tem responsabilidade sobre entidades que decidem quem tem, ou não, direito a fundos comunitários. Apenas 15 dias depois de ter sido criada, a empresa do marido da ministra iniciou um projeto nas Termas de Monfortinho, que tinha como objetivo desenvolver produtos inovadores de uso veterinário com ingredientes como a água termal, revela ainda o "Observador". Para financiar o projeto, a Thermalvet concorreu a um Fundo Europeu Agrícola de Desenvolvimento Rural, no valor de 303.275 euros. O concurso foi ganho a 30 de abril de 2021 e a empresa do marido da ministra recebeu 133 mil euros desse fundo, que é gerido pelo ministério liderado por Ana Abrunhosa.
Seis meses depois, a 6 de abril de 2021, já após o fundo de 133 mil euros ter sido atribuído ao marido por uma entidade tutelada pelo seu ministério, Ana Abrunhosa pediu dois pareceres sobre a legalidade desta atribuição de fundos ao marido. Um dos pareceres foi interno, e foi pedido à Presidência do Conselho de Ministros, o outro foi pedido à Procuradoria-Geral da República. Nenhum afirmou que havia ilegalidade na situação, já que este caso não cabe no âmbito da "contratação pública", que é o que é regulada pela Lei n.º 52/2019. Mas a lei é omissa relativamente à atribuição de fundos comunitários.
Ao "Observador", o marido da ministra disse que a mulher não interfere nos seus negócios. "A gestão das empresas das quais sou sócio é feita exclusivamente por mim e outros gerentes ou administradores, e pela equipa de profissionais independentes que nelas trabalham, sem qualquer interferência da minha mulher”. Mas António Aragão não escondeu que falou deste caso em específico com a mulher. “Neste caso concreto, embora não consiga precisar a data, falámos sobre o assunto, quando o consórcio que integra uma empresa de que faço parte decidiu candidatar-se a apoios comunitários. Sei que a minha mulher, já no âmbito das suas funções enquanto ministra, pedira pareceres jurídicos para analisarem (então em abstrato) esta questão, caso alguma vez ela se colocasse”, disse ao jornal.
O Ministério da Coesão Territorial também abordou o caso. Foi dito ao "Observador" que a ministra Ana Abrunhosa “não acompanha os negócios que são do marido, empresário de carreira muito antes do casamento entre ambos, e com quem, aliás, está casada em regime de separação de bens”.
Uma outra empresa em o marido da ministra tem uma participação indireta, chamada XIPU, candidatou-se e recebeu também um apoio de 66.015€ de um fundo comunitário, mas aqui a candidatura foi feita ao programa Compete 2020, que é gerido pelo Ministério da Economia e não pelo da Coesão Territorial.

Fernando Santos arrasado em Espanha: “É um fardo às portas do Mundial. Portugal tem mais jogadores do que treinador”

Jornal 'Marca' analisou derrota de Portugal e criticou o selecionador português.
O jornalista do diário desportivo espanhol 'Marca', Miguel Ángel Lara, assina na edição desta quarta-feira um artigo de opinião acerca do jogo de ontem entre Portugal e Espanha.
Na sua rubrica habitual, de seu nome 'contracrónica' com o título, "Gana, esquece Nico; Portugal, esquece Fernando Santos", o jornalista espanhol incidiu particularmente sobre a equipa portuguesa e o seu selecionador. Lara não foi de meias medidas e classificou Fernando Santos como "um drama para Portugal".
"Mentiu ao dizer que Portugal ia ser uma equipa valente, que ia sair a ganhar e a dominar a Espanha. A seleção portuguesa tem mais jogadores do que treinador, um técnico que fez história no seu país por causa do Euro'2016, mas que agora é um fardo às portas do Mundial. Espanha juntou-se à história negra de Portugal, com a Grécia, a Sérvia...", escreve o jornalista.
Neste artigo de opinião até Cristiano Ronaldo foi visado; Miguel Ángel Lara acredita que, mesmo sem o fulgor físico e instinto matador de outros tempos, não se pode menosprezar a capacidade mental e espírito competitivo do capitão da equipa portuguesa.
É uma realidade que o jogador do Manchester United dá mais medo pelo seu nome e pela sua história do que pelo que é agora mesmo. Mas é verdade que a sua lenda é tão grande que de cada vez que a bola se acerca do Cristiano tem-se a sensação que o perigo está perto. Gayà tirou-lhe uma bola de golo que antes era impossível o 7 deixar escapar. Já não é a fera que matava sem piedade, mas ninguém se atreve a dizer que a sua voracidade está esgotada. A última oportunidade de Portugal foi sua.", conclui Lara.
Com a derrota da última terça-feira, Portugal falhou a fase final da Liga das Nações pela segunda vez consecutiva, isto depois de ter conquistado a primeira edição da prova.

Sportinforma