quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Filas mantêm-se na Segurança Social que promete reforço no atendimento

GUSTAVO BOM / GLOBAL IMAGENS

Centro Nacional de Pensões junta dezenas de pessoas à porta antes das nove da manhã. Marcações e entrega de documentos são resposta para reduzir tempos de espera

Às 09.00 já a fila dá a volta à rua e chega à Avenida da República. Dezenas de pessoas esperam que o Centro Nacional de Pensões abra as portas para tirar uma senha e recomeçar a espera, desta vez, para serem atendidas. As que têm sorte. Porque às 09.45 já não há senhas para pedidos de informações e restam apenas lugares para quem quer entregar documentos. O problema de tempo de espera é reconhecido pela Segurança Social, que diz estar a responder com um plano estratégico de atendimento (PEA), onde estão incluídas medidas como alargar o atendimento por marcação e o atendimento diferido.

Esta última alternativa teria dado jeito, por exemplo, a Helena Olivença. Doente oncológica, que acaba de sair da radioterapia, veio "para entregar um documento". Se já estivesse disponível o atendimento diferido - que consiste "na entrega de documentos em envelopes próprios, disponibilizados nos serviços de atendimento, que deverão ser depositados em caixas de entrega de documentos existentes para o efeito", conforme explica o Instituto de Segurança Social (ISS) ao DN -, Helena poderia despachar-se mais depressa. "Fui lá dentro mas tenho de estar na fila, mesmo para entregar um documento. Nem vou tirar senha. Vou só entregar o papel", conta. Apesar de só estar há 15 minutos à espera, este é um tempo que já perturba, uma vez que acabou de sair dos tratamentos e não se sente muito bem, acrescenta. Helena refere que já chegou a vir para a porta "às seis da manhã", e só saiu "perto do meio dia".

A Segurança Social admite que este é um dos serviços "em que os tempos de espera são maiores", mas garante que está a tentar resolver o problema. Ao DN, explica que o PEA visa "melhorar a qualidade do relacionamento da Segurança Social com os cidadãos e as empresas" e que está "em curso" a sua implementação. Para o Centro Nacional de Pensões "está previsto o alargamento da implementação do atendimento por marcação" e "o atendimento diferido, que vai evitar as filas de espera".

No entanto, alguns dos utentes queixam-se de que nem sempre conseguem que lhes atendam o telefone para fazer marcações. O ISS refere ainda que a "afluência muito significativa" deste serviço, em Entrecampos, acontece também porque "o cidadão não equaciona a disponibilidade de outros serviços de atendimento existentes na Rede de Serviços de Atendimento da Segurança Social". "Contudo, não se tem registado um maior afluxo em relação ao normal atendimento diário, que ronda uma média de 350 atendimentos por dia", acrescenta.

Para quem está habituado a deslocar-se ao Centro Nacional de Pensões, ir antes das 09.00 para ter senha de atendimento não é novidade. João Reis costuma "chegar às 08.00", mas há até quem vá mais cedo, alerta. Ontem de manhã foi "fazer a alteração do IBAN". "Recebi uma carta a dizer que agora já não se usava o NIB e que tinha de vir dar o IBAN." Às 09.30 ainda não tinha chegado à porta, muito menos à máquina de senhas. Como chegou mais tarde (perto das 09.00) já não conseguiu um dos primeiros lugares na fila, explica. Tem sorte porque pode esperar, afinal é "reformado", brinca.

Menos afortunado foi Aníbal Santos. Acaba de ouvir o aviso do segurança de que acabaram as senhas para as informações e desabafa: "Vou embora. Estive aqui meia hora para nada. Há pessoas que vêm às 06.00." Aníbal queria informar-se para outras pessoas - "estou reformado, mas ajudo algumas pessoas com a contabilidade e nestas coisas"-, agora terá de tentar noutro dia. "Se vier às 07.00 tenho sorte, senão já não consigo. É assim que isto funciona", lamenta.

Contente por ter a sua senha na mão (o número 67), Maria Costa esteve cerca de meia hora na fila - chegou às 09.30. "Venho entregar documentos e estive ainda um bocadito na fila", refere. A verdade é que cá fora a linha vai crescendo até às 09.00, mas assim que as portas abrem, as senhas são entregues com alguma rapidez. Pelo menos, enquanto há.

Para Maria a parte mais simples já está: chegar à senha de atendimento. Agora tem de esperar que quem está a frente seja atendido. "Fui à Segurança Social da Loja do Cidadão e disseram-me que tinha de vir aqui entregar um atestado de incapacidade do meu pai. A sorte é que já não trabalho, senão perdia dias nisto." Embora admita que nem sempre é difícil: "Da última vez vim aqui ao final da tarde e fui atendida num instante, não havia filas."

Fonte: DN

Já aqui denunciei esta situação que se prolonga há vários ANOS. Quando entram nas instalações ainda se torna mais medonho, pois não há janelas, as pessoas estão em monte, nem se pode respirar. A Segurança Social é um poço sem fundo, cheio de incompetentes que passam horas no café da frente, arrogantes que tratam as pessoas (maioritariamente "desfavorecidas") de forma indigna, sem se responsabilizarem nem serem responsabilizados. Uma amiga que vive no estrangeiro e trabalhou em Portugal durante uns meses para uma empresa estrangeira, pode contar uma história inimaginável, que chegou ao ponto de...Ver mais
GostoResponder29 h
Das relações que tenho com o Estado, a Segurança Social é, sem dúvida, a que pior imagem me deixa. Atendimento insuficiente. Incompetência nas informações prestadas e até perda de documentos entregues. Para mim, sempre que tenho de tratar algum assunto na SS, é um castigo. 

E um conselho, façam o que fizerem, nunca percam os recibos de documentos entregues.
GostoResponder311 h
Já reclamou no local devido para isso ?
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Paulo Magalhães evidentemente. Achava o quê? Que vinha queixar-me para o Facebook?
GostoResponder10 h
Paulo Magalhães é evidente que muitas pessoas já reclamaram, eu própria já reclamei por uma questão passada comigo, a minha amiga cuja "aventura" relatei mais acima reclamou! Mas, neste caso, basta passar na rua para ver!!!!!!!!!! Os políticos não andam pela rua? Os funcionários, ao entrarem e saírem, não sabem o que se passa? Os responsáveis são cegos? Acha que seria preciso reclamar, se houvesse o mínimo de respeito pelas pessoas e o mínimo de brio profissional pela parte dos responsáveis (que, de facto, consideram isto uma feira de gado)? Mais uma história: disseram a um amigo que para saber o seu historial de descontos teria de marcar uma "reunião". Ele marcou, veio a Lisboa de propósito para a reunião. Sabe que reunião era essa? Uma funcionária entregou-lhe um número de uma senha que ele guardou, para provar que ele fez o pedido e agora vai esperar meses pela informação. Acha isto NORMAL? (desculpe as maiúsculas, mas isto é um país do 3º mundo em bicos de pés! Não há pachorra!)
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Aviltante! E o telefone nem atendem, é como se fosse uma chamada para Marte...
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Até parece a Venezuela, na fila pra comida...
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Abertura do XIX Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, com a presença do ator Luís Aleluia

No próximo sábado, às 16h00 horas
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O início do XIX Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede será assinalado com um encontro entre os 15 grupos participantes, no auditório do Museu da Pedra, no próximo dia 28 de janeiro, sábado, pelas 16h00 horas.
Além da entrega de diplomas de participação a todos os elementos envolvidos nesta ação de revitalização da atividade teatral promovida pelo Município de Cantanhede, a sessão contará com a presença de Luís Aleluia (ator de várias séries televisivas de sucesso, entre as quais “O Tonecas”), que dará um testemunho sobre a sua atividade artística.
Também no próximo sábado, às 21h30 horas, Luís Aleluia sobe ao palco da sede do Rancho Regional “Os Esticadinhos” de Cantanhede para representar “Ó Zé, Bate o Pé”, espetáculo revisteiro que conta a participação de atores bem conhecidos do meio televisivo e que promete momentos hilariantes.
No domingo, 29 de janeiro, o XIX Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede tem o seu primeiro espetáculo às 15h30, no CSPO – Centro Social e Polivalente de Ourentã, onde as Pequenas Vozes de Febres vão apresentar uma encenação de “A Princesinha”, segundo uma adaptação a partir da obra original de Frances Hodgson Burnett.
Constituído por crianças e jovens dos quatro aos 14 anos, o grupo de teatro aposta nesta peça especialmente dirigida a um público infanto-juvenil baseada na conhecida história de Sara, uma menina rica, inteligente e excecionalmente imaginativa, que é trazida da Índia pelo seu pai para estudar num colégio de elite em Inglaterra. Alvo de invejas por causa da sua posição socioeconómica, Sara vê-se obrigada a passar por grandes privações na sequência de uma tragédia que afeta a sua família, mas consegue preservar a nobreza, orgulho e generosidade, numa postura que a ajuda a mudar o seu destino.
Sobre o XIX Ciclo de Teatro Amador do Concelho de Cantanhede
Promovido pelo Município de Cantanhede, o Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede destina-se a fomentar a revitalização da produção teatral do concelho e, simultaneamente, proporcionar apoio às associações com tradição nessa área. Trata-se de uma ampla ação cultural que envolve mais 300 pessoas, entre atores e outros elementos que asseguram diversas tarefas inerentes à produção e montagem dos espetáculos.
Durante cerca de dois meses, todos os fins-de-semana, haverá a apresentação de, pelo menos, uma peça de teatro numa das freguesias onde desenvolvem intervenção cultural as coletividades que vão dar corpo à edição de 2017, embora em algumas datas estejam previstas várias representações simultâneas em diferentes locais. É assim que, através de um modelo de organização destinado a favorecer a troca de experiências entre os participantes, cada grupo de teatro realiza dois espetáculos, um na localidade onde está sedeada, outro numa das freguesias a que pertencem as restantes associações intervenientes.
À semelhança das edições anteriores, o XIX Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede conta com a participação de 15 grupos oriundos de dez freguesias, designadamente os seguintes: Grupo de Teatro “As Fontes do Zambujal”; Grupo de Teatro Experimental “A Fonte” – Murtede; Grupo de Teatro, Arte e Cultura da Pocariça; Grupo de Teatro “Renascer”, Sanguinheira; Cordinha d’Água Teatro, Cordinhã; GATT – Grupo Amador de Teatro da Tocha; Grupo de Teatro Amador da União Recreativa de Cadima; Grupo de Teatro da ACDC – Associação Cultural e Desportiva do Casal; Grupo de Teatro da Associação do Grupo Musical das Franciscas; Grupo de Teatro S. Pedro, Cantanhede; Grupo Cénico do CSPO – Centro Social e Polivalente de Ourentã; “Novo Rumo” – Teatro de Amadores de Ançã; Pequenas Vozes de Febres; Teatro Musical da Filarmónica de Covões; Grupo de Teatro “Os Esticadinhos”, Cantanhede.

Sobre as Pequenas Vozes de Febres
O “Coro infantil de Febres, surgiu a 16 de março de 2010, na altura, constituído por 24 crianças. Atualmente, tem cerca de 60 elementos, cujas idades variam entre os 3 e os 16 anos e denomina-se de “Pequenas Vozes de Febres”.
Mesmo, não estando envolvidos grandes encargos financeiros, uma vez que o grupo está integrado numa iniciativa da Junta de Freguesia de Febres, de quem recebe importantes apoios, em termos de cedência do local de ensaios, aos aspetos mais burocráticos, ou outros, será de realçar, o apoio do Município de Cantanhede e o interesse dos pais e familiares em todas as participações em que o grupo tem estado presente.
Os, já, 6 anos de existência são motivo de orgulho para todos pelos momentos de alegria e de paixão posta nas representações. A história que se tem vindo a construir pelas “Pequenas Vozes de Febres” não tem deixado ninguém indiferente, tantas têm sido as manifestações de apreço recebidas.
As “Pequenas Vozes de Febres” são dirigidas, desde a sua fundação, pela maestrina Anabela Rocha que é, também, a principal obreira deste projeto. O grupo tem como objetivo proporcionar, a todas as crianças, um desenvolvimento equilibrado e um apreço salutar de cada um pela música, ajudando-as a adquirirem maior confiança, maior autoestima para aprenderem a trabalhar e a evoluírem, em grupo, criando, nelas, o gosto pela prática musical de conjunto.
Em 2012, o grupo lançou o seu primeiro cd, intitulado “Sonho de criança” e, em 2014, lançou o seu segundo álbum com dvd incluído, “Asas do Sonho”.
O grupo tem apostado, essencialmente, na música Portuguesa. Atuações de destaque: em fevereiro e março de 2015, participou no XVII Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede, com o musical “Frozen – No reino do Gelo”. Em maio de 2015, por altura do seu 5º aniversário apresentou um espetáculo sobre o festival da canção. Em dezembro de 2015 participou no programa “A Praça”, RTP1. Em fevereiro de 2016 iniciou o XVIII Ciclo de Teatro Amador de Cantanhede com a apresentação do musical “A Princesinha”.
Até à data já realizaram mais de uma centena de atuações e uma dezena de representações dos musicais em vários distritos do país.




“Viagem Medieval” de Santa Maria da Feira vence gala internacional

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A "Viagem Medieval", espetáculo organizado pela Câmara Municipal de Santa Maria da Feira, venceu hoje o primeiro prémio do "Best Cultural Event" da gala internacional de eventos Eventex, que decorreu em Dublin, Irlanda.
"Para nós é um reconhecimento de muito trabalho, de muito esforço, até porque não somos uma capital, não somos uma cidade muito grande, o que torna ainda mais notável todo o trabalho que temos feito nesta área", disse Emídio Sousa, presidente da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira.
Para Emídio Sousa, competir com os maiores eventos do mundo para uma pequena cidade diz muito do esforço e do trabalho das pessoas de Santa Maria da Feira.
A Câmara de Santa Maria da Feira recebeu hoje também o prémio "Melhor Evento Cultural e Artístico 2016" na nona Gala de Eventos, pelo festival Imaginarius, festival internacional de rua.
Na Gala de Eventos, que decorreu num hotel em Lisboa, o vereador da Cultura da Câmara de Santa Maria da Feira, Gil Ferreira, recebeu também o prémio "Personalidade dos Eventos 2016".
Este é o nono prémio arrecadado pela Viagem Medieval desde 2008 e o segundo prémio internacional atribuído ao evento, organizado pelo Município de Santa Maria da Feira, empresa municipal Feira Viva e Federação das Coletividades de Cultura e Recreio do Concelho.
Fonte: JN

Propositário Azul, Associação Artística apresentou Auto da Barca do Inferno em Cantanhede

Cerca de 400 alunos, acompanhados por professores, estiveram presentes nas sessões do Auto da Barca do Inferno, representado pelo Propositário Azul, Associação Artística apresentadas no auditório da Biblioteca Municipal de Cantanhede, no dia 24 de Janeiro
.Promovidos pelo Município de Cantanhede através da sua Biblioteca Municipal, em parceria com os estabelecimentos de ensino do concelho participantes, no âmbito do plano de atividades pedagógicas e culturais e de incentivo à leitura da Biblioteca Municipal, os espetáculos foram exclusivos para os estudantes do 9.º Ano do Agrupamento de Escolas Marquês de Marialva, Cantanhede, do Agrupamento de Escolas Lima-de-Faria (Cantanhede e Febres), do Agrupamento Gândara Mar, da Tocha, da Escola Pedro Teixeira, de Cantanhede e do Centro de Estudos Educativos de Ançã, cujo currículo escolar inclui o Auto da Barca do Inferno como obra de leitura obrigatória na disciplina de Português.
O Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, é considerado como uma verdadeira crónica de costumes da sociedade lisboeta do início do século XVI e foi representado pela primeira vez em 1517, comemorando-se este ano os 500 anos da sua 1ª representação.
O Auto da Barca do Inferno e a primeira parte da chamada “trilogia das Barcas” em conjunto com o Auto da Barca do Purgatório e o Auto da Barca da Glória.
Esta foi a segunda vez que a peça foi apresentada em Cantanhede pelo grupo Propositário Azul, Associação Artística. Fundada em 2003, esta associação com sede em Lisboa, tem vindo a reunir um grupo de criadores nas áreas do teatro, artes plásticas, música e vídeo, com o intuito de se constituir uma plataforma dinamizadora de projetos culturais, promovendo a troca de experiências e a autonomia artística e profissional de criadores de sensibilidades diferentes.

TELECOMUNICAÇÕES: Itália abre investigação criminal à BT

O Ministério Público de Itália decidiu abrir uma investigação criminal à unidade italiana da BT, depois das irregularidades contabilísticas identificadas.

O procurador-geral de Milão, Fabio de Pasquale, anunciou a abertura de uma investigação criminal à unidade italiana da BT, revelando que a investigação está focada nas suspeitas de "contabilidade falsa e manipulada", escusando-se a adiantar mais informação, de acordo com o Financial Times.

O jornal adianta que Fabio de Pasquale é um dos procuradores com mais destaque em Itália, tendo liderado processos de corrupção pública nos anos 90, contra Silvio Berlusconi, ex-primeiro-ministro, e contra a petrolífera italiana Eni sobre alegada corrupção na Nigéria.

O Financial Times acrescenta que não se sabe se a investigação está a ser realizada sobre pessoas específicas, a empresa ou outras entidades, sendo que, realça o mesmo jornal, a abertura de processos de investigação criminal é muito comum em Itália não sendo certo que leve a qualquer acusação.

"Estamos muito desapontados com as práticas impróprias que descobrimos na unidade italiana", afirmou o presidente executivo, Gavin Patterson, na terça-feira através de um comunicado, citado pela imprensa internacional.

Os problemas nas contas da unidade italiana foram identificados em Outubro, mas o valor de perdas foi agora actualizado, tendo o grupo triplicado o montante. O grupo teve de triplicar o valor de provisões inicialmente estipulado em 145 milhões de libras. A revisão das contas vai também ditar uma queda das receitas do terceiro trimestre, bem como do EBITDA em 120 milhões de libras, revelou a operadora de telecomunicações.

"Levámos a cabo investigações extensivas naquela unidade e estamos comprometidos em assegurar as melhores práticas em todo o grupo BT para benefícios dos clientes, accionistas, funcionários e todos os outros parceiros", acrescentou Gavin Patterson no mesmo comunicado.

O grupo reviu também em baixa as suas estimativas para o conjunto de 2017, prevendo que as receitas ajustadas estabilizem, em vez de crescerem tal como tinha sido previsto em Outubro. A empresa reduziu também os objectivos para o EBITDA.

A contribuir para a revisão esteve a deterioração das perspectivas "para o sector público do Reino Unido" bem como para os mercados internacionais.

Estas notícias levaram as acções a afundarem 20% na sessão de ontem. Hoje sobem 1,63% para 307,95 pence.

Fonte: Jornaldenegocios


Morreu Mário Ruivo, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros e pioneiro na defesa dos oceanos

Natural de Campo Maior e tinha casa em Castelo de Vide.


O biólogo e especialista em oceanografia Mário Ruivo morreu hoje em Lisboa, aos 89 anos, confirmaram à agência Lusa fontes oficiais do Ministério do Ambiente e do Conselho Nacional do Ambiente.

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Biólogo formado pela Universidade de Lisboa, Mário Ruivo especializou-se em Oceanografia Biológica e Gestão dos Recursos Vivos na Universidade de Paris – Sorbonne.
Considerado um cientista e político pioneiro na defesa dos oceanos e no lançamento das temáticas ambientais em Portugal, Mário Ruivo esteve ainda ligado a movimentos antifascistas, desde a sua juventude até abril de 1974.
“Livre e comprometida foi toda a vida pública do professor Mário Ruivo. Na política, mas sobretudo no ambiente, deixa um legado inultrapassável”, refere o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, numa nota de pesar.
Mário Ruivo foi presidente da Comissão Oceanográfica Intersectorial do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e presidente do Comité para a Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO.
Entre 1995 e 1998 foi coordenador da comissão mundial independente para os oceanos e ainda conselheiro científico da Expo’98.
Entre outros cargos foi ministro dos Negócios Estrangeiros em 1974-75, secretário de Estado das Pescas, diretor-geral dos Recursos Aquáticos e Ambiente do Ministério da Agricultura e Pescas (1975-1979) e presidente da Comissão Nacional para o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura (1974-1979).

Foi agraciado com vários galardões, como a Grã-Cruz da Ordem Nacional de Mérito Científico (Brasil), Grã-Cruz da Ordem de Mérito (Portugal), Grande Oficial da Ordem Militar de Santiago de Espada (Portugal) ou Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (Portugal).

Enviado por José rui Rabaça

Não nos tomem por tolos


Celso  Filipe

Celso Filipe 25 de Janeiro de 2017 às 00:01









A realidade é que ninguém quer contribuir para dissipar o nevoeiro cerrado que se criou em torno da Caixa.

As declarações de Fernando Faria de Oliveira e Carlos Santos Ferreira na comissão parlamentar de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD) vieram enfatizar aquilo que há muito é uma evidência: o banco só será pacificado quando se realizar e forem tornadas públicas as conclusões da auditoria forense, aprovada pela Assembleia da República a 20 de Julho de 2016, mas que ainda se encontra numa qualquer gaveta do Banco de Portugal.

Pelo caminho ficamos a saber que ninguém tem responsabilidades e pode-se presumir que as imparidades da CGD, que conduziram à inevitabilidade do aumento de capital, são filhas de pai incógnito e fruto da malfadada crise financeira.

Por exemplo, Fernando Faria de Oliveira, actual presidente da Associação Portuguesa de Bancos e líder da CGD entre 2008 e 2011, garantiu ontem na CPI que a gestão da instituição pública foi "servida ao longo dos anos por grandes profissionais, quer a nível do seu conselho de administração, quer da alta direcção e restantes quadros e colaboradores". Ninguém duvida. Contudo, o que está em causa não é a honorabilidade dos "grandes profissionais", mas sim eventuais decisões, questionáveis à luz das boas práticas.

Já Carlos Santos Ferreira, que foi presidente da CGD entre 2005 e 2008, questionado sobre o facto de o banco ter concedido financiamentos para a compra de acções do BCP, garantiu que todos eles "foram aprovados (…) de acordo com os procedimentos estabelecidos, ou pelo conselho alargado de crédito ou pelo conselho de crédito", acrescentando que o financiamento para a aquisição de acções, com a garantia associada a serem as próprias acções, era legal e continua a sê-lo. "Não era exclusivo do banco público." Claro que sim. Com um simples, mas enfático senão. Sendo um banco público, por questões prudenciais e de distanciamento numa guerra entre accionistas, a CGD devia, porventura, ter-se eximido de tomar parte dela. 

A realidade é que ninguém quer contribuir para dissipar o nevoeiro cerrado que se criou em torno da Caixa. Prova disso é o facto de a instituição se recusar a entregar à CPI uma lista dos maiores créditos por si concedidos, apesar de uma decisão do Tribunal da Relação de Lisboa ter decretado o levantamento do dever de segredo à CGD. 

"A documentação pedida, além de ainda não estar aprovada na sua totalidade, contém informação relativa a clientes e também informação que, embora respeitando à vida interna da CGD, atenta a sua natureza e sensibilidade, se impõe manter em segredo, para preservação dos seus legítimos interesses, no quadro plenamente concorrencial em que desenvolve a sua actividade", argumenta o banco numa carta assinada por Rui Vilar e João Maria Tudela.

Outro senão. Relevante. A CGD, com este argumento, não parece inclinada em defender também os "legítimos interesses" dos contribuintes, que vão ter de suportar o aumento de capital do banco e compreender que existe um "segredo" superior que os impede de saber o porquê. É comer e calar. Este jogo de sombras é chocante.

Não nos tomem por tolos, por favor. 

Fonte: Jornaldenegocios