segunda-feira, 21 de maio de 2018

Ministério da Educação deve mais 199 milhões meticais em horas extras e outros 188 milhões em salários aos professores


ArquivoO Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) tem dívidas acumuladas com os professores moçambicanos que ascendem aos 388 milhões de meticais, mais de 199 milhões de meticais referem-se a horas extraordinárias por pagar, algumas desde 2013, e 188 milhões referem-se a salários que não tem pago há cinco anos. A julgar pelas palavras de Conceita Sortane na Assembleia da República (AR) a dívida que a Educação tem com os docentes poderá ser muito maior.

Sucessivos governos do partido Frelimo tem estado a enganar os professores que com muito esforço educam os moçambicanos. Contrariamente a propaganda veiculada em diversos medias milhares de docentes continuam a aguardar para receber o dinheiro das horas extraordinárias que prestaram ao Estado, alguns desde 2013.

Os milhões em dívida constam do anexo que Conceita Sortane forneceu aos deputados da Assembleia da República, quando questionada pelo Movimento Democrático de Moçambique sobre quais são as medidas para a solução do atraso recorrente no pagamento das horas extras aos professores, todavia a ministra não apresentou os números na intervenção que fez na plenária.

O @Verdade apurou que a dívida maior é com os docentes da província da Zambézia, 31,8 milhões de meticais acumulados desde 2015, 18 milhões aos professores do ensino primário do 1º grau (EP1) mais 13,7 milhões não pagos aos docentes do ensino primário do 2º grau (EP2) assim como do ensino secundário geral (ESG).

Aos professores de Manica, com atrasos que remontam a 2013, a dívida ascende a 28,7 milhões de meticais, dos quais 5,6 aos docentes da EP1 e o restante aos educadores do EP2 e ESG.

Os docentes da província de Inhambane têm a receber 27,7 milhões de meticais, 3,8 milhões aos profissionais do ensino primário do 1º grau e 23,8 aos professores dos ensinos primário do 2º grau e secundário geral.

Na cidade de Maputo o MINEDH deve 1,7 milhão aos docentes do EP1 e 24,7 milhões dos professores do ensino primário do 2º grau assim como do ensino secundário geral.

Também assinalável é o valor a ser pago aos professores da província de Cabo Delgado, 26,5 milhões, sendo 9,8 milhões aos docentes do EP1 e o restante aos profissionais dos EP2 e ESG.


São professores do ensino primário do 1º grau que devido a exiguidade de docentes têm de leccionar uma segunda turma, entre a 1ª a 5ª classes. Também profissionais dos ensinos primário do 2º grau e secundário geral, por causa da falta de dinheiro para contratar os professores necessários, dão aulas de mais do que uma disciplina.

Além de horas extras Governo deve outros 188,9 milhões em salários atrasados desde 2013

Embora o rácio oficial de seja de 62 alunos por cada um dos professores primários e secundários do ensino público em Moçambique o @Verdade descobriu em Cabo Delgado diversas EP1, EP2 e ESG com muitos mais do que cem alunos por cada professor.

Por exemplo na escola Secundária Cristiano Paulo Taimo o número de alunos varia entre 137 e 173 alunos por turma, na escola Secundária de Chiulugo há turmas com até 147 alunos, e na escola Secundária de Muchenga existem 1900 estudantes distribuídos em 18 turmas. Na Escola Primária de Chilaula as turmas têm mais de 120 estudantes e na Escola Primária de Chiulugo existem turmas com mais de 110 alunos a serem leccionados por um único docente. Verdadeiros super professores!

O @Verdade descortinou ainda que para além de horas extras, que totalizam 199,4 milhões de meticais, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano deve outros 188,9 milhões de meticais em salários que não tem pago a professores das províncias de Cabo Delgado, Nampula, Zambézia, Tete, Manica, Sofala, Inhambane, Gaza, Maputo e também na capital do país, alguns dos quais em dívida desde 2013.

Adicionalmente o Governo tem a pagar a diversos estabelecimentos de ensino pelo país 67,9 milhões de meticais referentes a “actos administrativos” e ainda 11,9 milhões de meticais de “apoios escolar”.

“Está em curso, em todo o país, o levantamento de horas extras em dívida referentes ao ano de 2017 e em anos anteriores. Decorre igualmente o trabalho de apuramento das causas do não pagamento, para a devida fundamentação e regularização, caso-a-caso”, afirmou a ministra Conceita Sortane na passado quarta-feira (16) na Assembleia da República deixando a impressão que a dívida acumulada até Março de 2018 poderá ainda aumentar.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Surto do ébola no Congo põe Moçambique vigilante


Foto cedida pelo Ministério da SaúdeAs autoridades moçambicanas de saúde estão mais alertas ao surto do ébola na República Democrática do Congo e asseguram que no nosso território não existem quaisquer suspeitas da doença, que até semana passada tinha contaminado 44 pessoas e provocado 19 óbitos naquele país da África Central.

Lídia Chongo, porta-voz do Ministério da Saúde (MISAU), acautela à população do facto de “a propagação do ébola ser muito rápida e pode matar em muito pouco tempo (...)”.

Segundo ela, apesar de o risco de contágio “ser mínimo para o nosso país”, o ministério aposta na prevenção e já activou o Comité Técnico de Emergências Sanitária para responder à eventual eclosão da enfermidade.

Alguns sintomas do ébola – também conhecida por febre hemorrágica – são febre súbita, mal-estar, dor nos músculos, dor de cabeça, seguida de dor de garganta, vómitos, diarreia, hemorragia tanto interna como externa.

Face a esta situação, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que alguns países comecem a se preparar para a resposta a um eventual surto da doença.

Pese embora Moçambique não conste da lista dos países em questão, o MISAU iniciou as actividades de reforço à vigilância epidemiológica nas fronteiras, “bem como a educação para a saúde, com particular enfoque nos aeroportos, de modo a detectar eventuais casos suspeitos da doença, permitindo assim o seu seguimento e tratamento atempados”.

Lídia Chongo disse que, para além de acções tais como monitoria da evolução da epidemia no Congo, estão em verificação as condições para o isolamento no Hospital Geral de Mavalane. É imperioso que “todos os passageiros que viajem de ou para a área afectada”, cumpram rigorosamente as medidas básicas de higiene, tais como a lavagem das mãos com água e sabão, evitar o contacto directo com sangue, fezes vómitos e outros fluidos corporais de um paciente ou de uma pessoa suspeita de infecção pelo ébola, bem como manuseamento de cadáveres de indivíduos infectados.

A porta-voz do MISAU frisou que a lavagem das mãos parece que não é levada a sério, mas o que as pessoas ignoram é que se trata de “uma prática que previne várias outras doenças”.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçanbique


Ministra da Saúde enganou deputados com “técnicos de Saúde” que não são médicos, rácio é de 1 para mais de 12 mil moçambicanos


A ministra da Saúde enganou os deputados da Assembleia da República (AR) com uma melhoria significativa do rácio de técnicos de Saúde por habitantes, que “nem são médicos nem são enfermeiros” de acordo com o Bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique. No entanto Nazira Abdula não disse que nas unidade sanitárias do Estado um médico está para mais de 12 mil moçambicanos, e que parte significativa deles trabalha também nos hospitais privados, onde vários até são sócios.

Questionada na semana passada pelos deputados Nazira Abdula afirmou que: “Em relação a perda de Recursos Humanos à favor do sector privado, o Estatuto Geral dos Funcionários e Agentes do Estado prevê no artigo 77 as licenças a que os funcionários têm direito, destacamos as licenças registadas e ilimitadas”.

“No período de 2010 – 2017, a média anual da taxa de saída por iniciativa dos funcionários no Serviço Nacional de Saúde situa-se na média de média de 0,8 por cento. Em contrapartida, são formados por ano, nas Instituições Públicas e Privadas, aproximadamente 5 mil novos profissionais de Saúde”, acrescentou a ministra da Saúde que discursando na plenária da AR precisou que “(...) em 2017, 929 habitantes estavam para 1 técnico de Saúde (correspondente a uma redução de 43,7 por cento, comparativamente a 2005)”.

O que a ministra Nazira Abdula não admitiu é que os médicos, particularmente os especialistas e os mais experientes, não migram do Serviço Nacional de Saúde para o sector privado, trabalham em ambos locais como qualquer utente pode constatar se os procurar para cuidados médicos.

Aliás alguns dos médicos moçambicanos mais reputados são até donos de muitas das 381 unidades sanitárias privadas existentes em Moçambique.

O Anuário mais recente do Instituto Nacional de Estatística indica que em 2016 existiam no nosso país 1393 médicos não especialistas moçambicanos e 53 estrangeiros. O documento contabilizou ainda 329 médicos especialistas nacionais e 376 expatriados.

Portanto há dois anos existiam 2151 médicos em Moçambique para uma população de aproximadamente 27 milhões de cidadãos, fazendo um rácio de 1 doutor para mais de 12 mil moçambicanos.

Relativamente aos milhares de “profissionais de saúde” que a ministra indicou serem formados todos ano, “são pessoas que nem são médicos nem são enfermeiros, são híbridos” revelou em entrevista ao @Verdade o Bastonário da Ordem dos Médicos de Moçambique, António Zacarias.

“O indivíduos tem a 12ª classe, fica lá mais 3 ou 4 anos e sai doutor”, notou António Zacarias que defendeu que em vez do Governo gastar dinheiro a formar milhares de profissionais de saúde “aquela parte do dinheiro deveria ser investida em médicos”.

Segundo o Anuário do Instituto Nacional de Estatística existiam em 2016 em Moçambique somente 7.660 enfermeiros e 5.517 parteiras. Os técnico de Saúde ascendiam a 15.550 profissionais.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Aconteceu mais uma “Marcha do Coração e do Voluntariado”

No dia 18 de Maio de 2018 decorreu mais uma edição da Marcha do Coração e do Voluntariado com apoio e organização dos professores do Agrupamento de Escolas de Mira e do CLDS M3G Mira Social.
Esta iniciativa permitiu promover nos participantes a importância da adoção de um estilo de vida mais saudável assim como a sensibilização para a prática do voluntariado.
Estiveram envolvidos cerca de 320 participantes entre eles professores, funcionários e alunos da Escola Preparatória de Mira, idosos do Lar de Idosos Mirense e Centro Social e Paroquial do Seixo de Mira, elementos do CLDS M3G Mira Social e representantes da Associação Abrigo de Carinho. Estes fizeram-se acompanhar por amigos de quatro patas que em muitos alegraram os presentes.
A partida deu-se por volta das 9:30 junto da escola preparatória e o percurso fez-se sob um bonito dia. Este teve como destino o Parque de Merendas do Casal de Sto Tomé.
Disputou-se entre as turmas dos 5º e 6º ano o Torneio do Super-Atleta, onde existiram provas de velocidade, estafeta, salto em comprimento e claque tendo sido premiados os três primeiros lugares de cada categoria.
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Foram distribuídos lanches por todos os envolvidos graças ao gentil contributo das pastelarias: “Doce dia”, “Flor da Praia de Mira”, “São Tomé”, “Orquídea”, “Delicia de Mira” e “A Pérola de Portomar”; e dos supermercados: “Amanhecer”, “Paradi”, “Pingo-Doce” e “Intermarché Mira” que prontamente acederam ao pedido da organização.
O sucesso desta atividade deveu-se a colaboração de todos os envolvidos, contudo fica um especial agradecimento à animada participação de todos os alunos presentes!
Texto: CLDS M3G Mira Social
Fotos: Mira Online

Câmara de Albufeira investe nos clubes do concelho

O Município de Albufeira vai voltar a celebrar Contratos-Programa de Desenvolvimento Desportivo com os clubes e associações desportivas do concelho. As inscrições já estão abertas e prolongam-se até ao dia 30 de Setembro.
Para se candidatarem ao financiamento, as colectividades daquele concelho devem enviar um formulário próprio devidamente preenchido para nuno.henrique@cm-albufeira.pt, juntamente com o Plano de Actividades e Orçamento do Clube para 2018, Contas do Exercício e o Relatório de Actividades, ambos respeitantes ao ano de 2017, bem como as actas da Assembleia Geral, onde consta a aprovação dos referidos documentos.
Em 2017, a autarquia albufeirense investiu cerca de 230 mil euros na celebração de Contratos-Programa – um aumento de 35% em relação ao ano anterior – valor que contemplou 18 clubes e colectividades, 4389 atletas, dos quais 1716 são federados, e 22 diferentes modalidades desportivas.
Os valores são atribuídos em função de critérios previamente fixados pelo Município, que têm por base os seguintes indicadores: número de atletas federados, total de praticantes, número de modalidades desportivas, escalões e nível competitivo, número de treinadores e grau de formação e os resultados desportivos alcançados durante o último ano.
A Câmara Municipal de Albufeira refere, em comunicado, que “pretende continuar a reforçar as verbas disponíveis para o apoio directo aos clubes e associações, quer por via dos Contratos-Programa, quer na questão da logística, cedência de instalações, apoio ao transporte e combustível, aquisição de viaturas, e na organização de actividades desportivas”.
Fonte: oalgarve

Férias em Movimento 2018 Inscrição de jovens


A partir do dia 21 de maio estarão abertas as inscrições para jovens dos 10 aos 17 anos que queiram ocupar os seus tempos livres em atividades de Campos de Férias.

Existem campos de férias residenciais e não residenciais que decorrem em todas as regiões do pais, de 11 de junho a 14 de setembro, nas seguintes áreas.
- desporto, 
- ambiente, 
- saúde, 
- cultura e 
- atividades lúdicas.




Se estiveres interessado em participar nos Campos de Férias:
-  faz a tua inscrição online até 5 dias antes, do início de cada campo,
-  paga a taxa de inscrição (variável entre 5 a 15 euros dependendo de cada campo) por transferência bancária, diretamente, à entidade organizadora do campo para o NIB indicado, no prazo de 3 dias e
- envia de imediato por mail à entidade organizadora do campo o comprovativo de pagamento e a indicação do nome do participante, do qual depende a validação da tua inscrição.

 
Particularmente na Zona Centro todos os interessados poderão solicitar mais informações nas Lojas Ponto JA do IPDJ de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Leiria e Viseu, ou consultar o Portal da Juventude em: www.juventude.gov.pt.




“Não importa que sejas gay. Deus fez-te assim e ama-te”

Francisco pediu perdão a uma das vítimas de abuso sexual por um bispo chileno
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Juan Carlos Cruz, uma vítima de abusos sexuais cometidos por um dos bispos mais destacados do Chile, recebeu do Papa Francisco uma forte manifestação de apoio em relação à sua homossexualidade. Há três meses, o líder máximo da Igreja católica Romana tinha-o acusado de mentir, mas voltou atrás, convidou-o para ficar uma semana em sua casa e pediu-lhe perdão.
Em entrevista ao jornal El País, Cruz contou que o Papa lhe disse: "Não importa que sejas gay. Deus fez-te assim e ama-te assim e eu não me importo. O Papa ama-te e tu tens de estar feliz com quem és", terá dito Francisco.
Juan Carlos Cruz contou ainda que a questão sobre a sua homossexualidade surgiu depois de alguns bispos chilenos o terem retratado como um pervertido e de o terem acusado de mentir sobre os abusos que sofreu ao longo de vários anos.
Agora com 87 anos, Fernando Karadima, o homem que abusou de Juan Carlos Cruz, foi considerado culpado de abusos sexuais pelo Vaticano em 2011.
O Papa Francisco tinha acusado Cruz de "infâmia" contra o Bispo Juan Barros, um discípulo de Karadima, que segundo o testemunho desta vítima assistira aos abusos sem o defender ou sequer os condenar.
Depois da demissão dos 34 bispos chilenos - que se viram obrigados a apresentar a renúncia após o Papa os ter acusado de encobrir e destruir provas nos casos de abuso sexual - esta declaração do Sumo Pontífice é mais uma prova da sua tolerância em relação à homossexualidade, apesar da doutrina católica considerar o sexo homossexual um pecado.
Em julho de 2013, em resposta à pergunta de um jornalista sobre a existência de um alegado "lobby gay" dentro do Vaticano, Francisco disse: "Quem sou eu para julgar?".
A Igreja do Chile "parou de olhar para o Senhor"
Nos dias 15 e 17 deste mês 34 bispos do Chile foram convocados para se reunirem com o Papa Francisco depois de uma série de erros e omissões na gestão de casos de abuso, especialmente em relação ao caso de Juan Barros, acusado de encobrir o padre Fernando Karadima.
Juan Barros, nomeado bispo em março de 2015 pelo Papa Francisco, foi acusado no Chile de encobrir os casos de abuso sexual cometidos pelo influente Fernando Karadima quando era pastor da igreja El Bosque, em Santiago.
Durante a visita àquele país, em janeiro, o Papa foi bastante criticado por considerar que as acusações contra o bispo Juan Barros eram "calúnias", uma vez que não havia "uma única prova contra ele".
Mas após a deslocação ao Chile, o Papa Francisco reconheceu "graves erros de avaliação" sobre o caso, depois de conhecer o relatório do bispo Charles J. Scicluna, enviado ao Chile para ouvir os testemunhos de 64 vítimas de abusos sexuais.
Após os encontros desta semana com os bispos chilenos,Francisco, citado pelo jornal espanhol ABC, considera que a Igreja do Chile "parou de olhar para o Senhor" e que "as consequências de todo este processo tiveram um preço muito elevado: o seu pecado tornou-se o centro da atenção".
DN