quarta-feira, 17 de abril de 2019

Barcelos | Criadores de efeitos especiais da série Guerra dos Tronos e dos videojogos Assassins Creed reunidos no IPCA 30 de maio a 1 de junho | Campus do IPCA - Barcelos


PCA reúne os mais importantes estúdios internacionais de videojogos e de efeitos especiais para cinema na GameDev Week 2019

A Escola Superior de Tecnologia (EST), a Escola Superior de Design (ESD) e a Escola Superior de Hotelaria e Turismo (ESHT) do Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (IPCA) organizam, de 30 de maio a 1 de junho, a 2ª edição do IPCA GameDev Week 2019, um dos maiores eventos de videojogos e conteúdos digitais em Portugal.

Face ao sucesso da 1ª edição em 2018, esta edição do GameDev Week, tem como principal objetivo ser uma plataforma de interligação entre instituições de ensino superior, indústria, e principais estúdios e empresas tecnológicas do sector dos videojogos, VFX e tecnologias de interação.

Pretende-se criar uma oportunidade de aproximação dos alunos das diversas escolas do IPCA, e também do público presente no evento, a “empresas de topo, colocando-os frente a frente com uma realidade que não se encontra normalmente em nenhum outro evento nacional. O que se vai refletir como uma mais-valia na formação profissional e pessoal dos participantes” explicou Duarte Duque, membro do comité de organização do evento.

Estarão presentes neste evento oradores e recrutadores internacionais dos grandes estúdios, tais como Plastiek, Framestore, NuboyanaFX, Pixomondo, Ubisoft, Lucasfilm, TreehouseNinjas, entre outros que serão ainda anunciados.

Estes oradores e recrutadores que vão passar pelo IPCA nestes três dias, são responsáveis por jogos e filmes de renome no mundo dos efeitos especiais, tais como a série de jogos Assassins Creed, The Witcher, Wolfeinstein, The Heretic: Tech Demo, ou os filmes/séries da Guerra dos Tronos, HellBoy, Vingadores, Capitã Marvel, Dumbo, Rei Leão, a saga Aliens, Harry Potter, Ready Player One, Jurassic World, e muitos outros.

Os ingressos para o IPCA GameDev Week 2019 já estão disponíveis, assim como todas as informações acerca do evento em http://gamedevweek.ipca.pt

O evento realiza-se no Campus do IPCA em Barcelos, no edifico J.

Ana Teixeira




Opinião | Porquê mentir?

Joaquim Carlos *
É certo serem muitas as pessoas que mentem. E porquê? Muitas vezes por medo… Fizeram alguma coisa que lhes era proibida, receiam ser punidas. É tontice querer apagar uma falta cometendo outra. Muitas vezes a sua «falta» não era mais que um descuido: partiram um copo, entornaram a chávena do café… e agora não dizem a verdade para não serem repreendidas. Assemelham-se àquele que, para apagar uma mancha de lama no fato branco, se espojasse num atoleiro!
Seria mais ajuizado raciocinar assim: «é verdade que cometi uma falta, e que, se a confessar, serei repreendido. Mas, depois? Amanhã a repreensão estará esquecida e eu estarei contente por ter sido franco e honesto. Se, ao contrário, eu consigo, pela mentira, evitar a repreensão, esta mentira fará em minha alma uma ferida profunda com a qual sofrerei por muito tempo porque tirou a paz do meu coração».
Gosto mais de confessar francamente a minha falta: «Fui muito descuidado, fui grosseiro, cometi uma leviandade; esforcei-me por não a repetir, mas castigue-me como entender»! Vês? Ficou assim salva a honorabilidade; e estou persuadido de que, depois de semelhante confissão, não haverá castigo. Mas se o houvesse? Então dirias: «Prefiro sofrer pela justiça a fazer sofrer a justiça por culpa minha»!
Outros há que mentem por cobardia. Entre jovens fala-se, por exemplo, de religião, de princípios morais, de ideal; alguns começam a troçar disso. Seria o momento de se pôr abertamente do lado de Deus, da Igreja; não se atreve com receio de olhares irónicos, prefere-se mentir. É cobardia!
Há-os que mentem por inveja. Louva-se em sua presença um dos seus colegas? «Oh! Ele não é o que se diz! Tem tal defeito!» dizem, caluniando-o.
Para se procurar obter vantagens: «Não foi um «goal», não é verdade, a bola não tocou!».
Por fidelidade mal compreendida, quando, por exemplo, se quer ajudar um amigo a sair de embaraços. Para se gabar: «Oh! Se visses o esplêndido automóvel que tínhamos neste Verão!» ou ainda: «Que maravilhosas aventuras eu tive!» quando é certo que nada ou quase nada disso era verdade.
Na aula, mente-se recitando uma lição que um companheiro sopra do lado, ou copiando o exercício de outro, porque então faz-se figura com alguma coisa que não nos pertence. Nestas ocasiões, o jovem de carácter firme responde à tentação: «Sou demasiado orgulhoso para tentar elevar-me servindo-me de meios indignos».
Tenho já visto mentir por simples leviandade. Esses não mentem no sentido estrito da palavra; mas a sua leviandade acarreta-lhes, por vezes, surpresas muito desagradáveis. Não pode a gente fiar-se neles, porque têm o hábito de ser imprecisos e de brincar com as palavras. Não é raro que um jovem de carácter recto se abstenha sempre de grandes mentiras, mas se permita dizê-las pequenas, por vezes; também isto prejudica o carácter. Um jovem digno nunca dirá: «Não era eu!» quando era ele; mas acontecer-lhe-á dizer: «Fui algumas vezes com tal companheiro», quando ele deveria confessar que habitualmente o acompanhava; ou ainda: «Irei com certeza», quando deveria dizer: «Irei, se puder». Tu não faças assim…
Tudo o que é contrário à verdade e à rectidão é uma mentira. Pode-se ainda mentir não somente por palavras, mas, também pelo silêncio de circunstância, por uma conduta hipócrita, etc.
Um homem com quem nunca se sabe onde se está, que não diz senão metade do que pensa, que está sempre a recorrer a subterfúgios, mente da mesma maneira que se sustentasse conscientemente uma coisa errónea.
A mentira é uma floresta virgem! Mais, a mentira é um monstro gerado pela língua; e os monstros de nascença nunca têm longa vida. Lá iremos na próxima reflexão.
Este comportamento foi bem revelador num julgamento que decorreu recentemente num tribunal em Lisboa. Os autores de uma carta aberta, difamatória, mentiram de forma tão descarada que só lhes faltou mudar de cor.
A mentira é mesmo uma floresta virgem.

*Director

Combustíveis: Serviços mínimos abrangem 40% do abastecimento em Lisboa e Porto

Os serviços mínimos decretados por causa da greve dos motoristas de matérias perigosas abrangem 40% das operações normais de abastecimento de combustíveis aos postos da Grande Lisboa e Grande Porto, segundo o despacho publicado em Diário da República.
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Expresso
De acordo com o despacho que declara a situação de alerta para o período compreendido entre o dia 16 de abril e o dia 21 de abril, os serviços mínimos garantem o abastecimento normal de combustíveis aos hospitais, bases aéreas, bombeiros, portos e aeroportos, como se não houvesse greve.
Estão igualmente abrangidas 30% das operações no transporte de granel, brancos e gás embalado, assim como o transporte de cargas necessárias nas refinarias e parques, na CLT e na CLC (Companhia Logística de Combustíveis), “nos casos em que a acumulação de stocks de produtos refinados imponha o funcionamento das unidades em regimes abaixo dos respetivos mínimos técnicos”.
Os serviços mínimos incluem ainda o transporte “estritamente indispensável às restantes unidades e instalações dos sistemas industriais das áreas de Sines e de Matosinhos associados às refinarias da Petrogal”, de forma a “garantir o funcionamento estável das unidades à carga mínima” e evitar riscos para a segurança dos equipamentos e instalações e impactos ambientais.
Para garantir as operações abrangidas nestes serviços mínimos, o despacho declara a situação de alerta até às 23:59 do dia 21 de abril para a globalidade do território de Portugal continental.
Esta situação de alerta implica a convocação dos trabalhadores dos setores público e privado que estejam habilitados com carta de condução de veículos pesados, com averbamento de todas as classes de ADR, designadamente quem desempenha cumulativamente funções de bombeiro voluntário, bem como os agentes de proteção civil habilitados à condução de veículos pesados.
Implica também a elevação do grau de prontidão e resposta operacional por parte das forças e serviços de segurança e de todos os agentes de proteção civil, com reforço de meios para operações de patrulhamento e escolta que permitam garantir as operações de abastecimento e a segurança de pessoas e bens.
O despacho, assinado pelos ministros do Ambiente e da Transição Energética e da Administração Interna, determina ainda o imediato acionamento das estruturas de coordenação institucional das forças e serviços de segurança, bem como das estruturas da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, para garantir o cumprimento dos serviços previstos.
A greve dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica.
Na terça-feira, alegando o não cumprimento dos serviços mínimos decretados, o Governo avançou com a requisição civil, definindo que até quinta-feira os trabalhadores a requisitar devem corresponder “aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.
No final da tarde de terça-feira, o Governo declarou a “situação de alerta” devido à greve, avançando com medidas excecionais para garantir os abastecimentos e, numa reunião durante a noite com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) e o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas, foram definidos os serviços mínimos.
A greve dos motoristas de matérias perigosas decorre por tempo indeterminado.
No site janaodaparaabastecer.vost.pt, da plataforma VOST Portugal, pode pesquisar, por posto de combustível, aqueles que estão encerrados e, nos ainda abertos, quais os combustíveis que já esgotaram.
Lusa

Bastonário dos Médicos acusa Centeno de empurrar médicos para fora do SNS

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Sapo
O bastonário dos Médicos acusa o ministro das Finanças, Mário Centeno, de ter feito manobras para empurrar médicos para fora do Serviço Nacional de Saúde (SNS), ao atrasar a abertura de concursos para recém-especialistas.
Miguel Guimarães entende que o Governo se tem “habituado a poupar na saúde” e considera que o ministro das Finanças empurrou vários médicos para o privado ou para trabalho no estrangeiro.
“Repare nas manobras que o ministro Centeno fez para não se contratarem médicos em Portugal. Os atrasos que provocou nos concursos, de quase um ano. Porque sabe que se os médicos estiverem muito tempo à espera [de concurso] têm outras opções e solicitações”, disse o bastonário, em entrevista à agência Lusa.
Miguel Guimarães referia-se ao concurso para mais de 700 médicos especialistas que concluíram o internato em 2017 e estiveram 10 meses à espera, um atraso que na altura o bastonário classificou como uma “vergonha e drama nacional”.
“[Centeno] Empurrou os médicos para outras opções, ou para o privado ou para fora do país. Se demoro 10 meses a fazer um concurso, alguns médicos não ficam à espera e tomam outras opões”, insiste o bastonário.
A este propósito, Miguel Guimarães elogiou o PCP, que apresentou um projeto de lei, entretanto aprovado, que obriga à abertura de concurso para médicos recém-especialistas no prazo de 30 dias.
O bastonário volta ainda a alertar para os constrangimentos financeiros do setor e para o subfinanciamento. Miguel Guimarães defende que o SNS “não consegue continuar a ter uma boa capacidade de resposta com uma afetação de 4,8% do PIB [Produto Interno Bruto]”.
Lusa

Viseu |FEIRA DE SÃO MATEUS LANÇOU A SUA PRIMEIRA SOBREMESA OFICIAL COM DESTAQUE PARA INGREDIENTES PREMIUM DA REGIÃO

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Correio da Manhã
A receita é uma homenagem à identidade gastronómica de Viseu e nasce do patrocínio da Nutriva ao certame, com assinatura do chef Diogo Rocha

No ano de “Viseu 2019, Destino Nacional de Gastronomia”, a Feira de São Mateus terá pela primeira vez uma sobremesa oficial. O nome é “São Mateus”  e é produzido pela Nutriva, nova patrocinadora oficial da Feira, tendo a assinatura do chef e embaixador de Viseu, Diogo Rocha. 

A apresentação decorreu no passado domingo, na Pousada de Viseu, no âmbito do evento “Viseu Doce”, dedicado à doçaria regional. A receita foi confecionada ao vivo e destaca ingredientes típicos da região de Viseu, como as tílias do Rossio, as maçãs Bravo de Esmolfe e as avelãs de Viseu. Muitos dos visitantes fizeram fila para a saborear, em primeira mão.

O prato, inspirado na gastronomia tipicamente beirã, é confecionado a partir de uma base tradicional de leite-creme, com o aroma especial das tílias de Viseu. Posteriormente, é acrescentado um puré de maçã da região e a mesma fruta caramelizada. A sobremesa é servida com uma mousse de canela, no topo, e polvilhada com o crocante de avelãs da região.

Em 2019, a sobremesa estará presente nas ementas de todos os operadores de restauração da Feira de São Mateus (restaurantes, snack-bares e tasquinhas). A doçaria tradicional de Viseu terá um lugar privilegiado nesta edição do certame.

Para o Gestor da Feira de São Mateus, Jorge Sobrado, “esta iniciativa inédita na Guardiã das Feiras Populares é um tributo à gastronomia e à agricultura de Viseu. Sendo uma inovação, reforça também a ligação do certame com a identidade da região”.

Já o chef Diogo Rocha acredita que “a ‘São Mateus’ poderá tornar-se num produto de referência e uma tradição do evento, tal como o são as farturas e as enguias, por exemplo”. 

A “São Mateus” terá a garantia de qualidade da Nutriva, marca especializada em pastelaria e sobremesas que irá assegurar a produção. “Esta é uma iniciativa que alia os métodos de produção criteriosos da Nutriva, e uma seleção cuidada de ingredientes regionais, a uma feira popular de renome em Viseu e no país”, declara a marca.

É a primeira vez que a Nutriva patrocina a Feira de São Mateus e a parceria surge no âmbito de um patrocínio a três, com o selo “Primus Lucas”, incluindo as marcas Ribeiro Santo (vinho do Dão), Lugrade (bacalhau) e Nutriva (pastelaria).

Em 2019, a Feira de São Mateus decorre entre 8 de agosto e 15 de setembro. São 39 dias para feirar em Viseu. Todas as informações e programação estão disponíveis em www.feirasaomateus.pt e nas redes sociais da Feira (Facebook e Instagram).

A Feira é uma iniciativa do Município de Viseu, com organização executiva da Viseu Marca. O Santander, Super Bock, Altice, Sumol, Delta, Galp, Turismo do Centro, Fidelidade, Litocar, Nutriva, Lugrade e Ribeiro Santo são patrocinadores oficiais do evento em 2019. O Correio da Manhã e a CMTV são os Media Partners Nacionais deste ano.

terça-feira, 16 de abril de 2019

Câmara da Marinha Grande reuniu Comissão Municipal de Defesa da Floresta para aprovar Plano Operacional Municipal para 2019

Reuniu, no passado dia 15 de abril, no auditório da Biblioteca Municipal, a Comissão Municipal de Defesa da Floresta da Marinha Grande, onde foi apresentado, discutido e votado do Plano Operacional Municipal (POM) da Marinha Grande, para o ano de 2019. A reunião foi presidida pela presidente da Câmara Municipal, Cidália Ferreira, tendo o POM 2019 sido aprovado por unanimidade.

Esta reunião na qual esteve também, Luís Guerra Marques, presidente da Assembleia Municipal, contou com a presença de representantes do ICNF, agentes de Proteção Civil Municipal, Bombeiros Voluntários, Autoridades Militares e Policiais, bem como, representantes das entidades públicas locais, nomeadamente das freguesias de Marinha Grande, Moita e Vieira de Leiria, entre outras entidades.

Vasco Fernandes, da Proteção Civil Municipal, efetuou a apresentação do POM, e destacou que com este plano se pretende congregar as ações de todas as entidades envolvidas na prevenção dos incêndios, havendo muito trabalho a realizar em conjunto.

Cidália Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Marinha Grande, agradeceu à Proteção Civil Municipal, o excelente trabalho desenvolvido, bem como “O empenho de todas as entidades que têm vindo a reunir esforços para, em sintonia, trabalharem em prol da sensibilização, proteção e segurança das populações no que toca à prevenção dos incêndios. Só trabalhando em rede conseguimos dar resposta às necessidades em causa”.

O POM 2019 é um documento no qual se enumeram, descrevem e contabilizam os meios e recursos humanos incluídos no Dispositivo Operacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios, no concelho da Marinha Grande. No documento descrevem-se ainda os procedimentos de atuação e as funções específicas dos vários agentes envolvidos nos domínios da prevenção, sensibilização, fiscalização, vigilância, deteção, 1ª intervenção, combate, rescaldo e vigilância pós-rescaldo.

O POM 2019 estará disponível para consulta, no site da Câmara Municipal da Marinha Grande, divulgando-se assim, junto das populações, o esforço conjunto dos agentes e entidades de proteção civil para a redução dos incêndios e das suas consequências.

A Câmara Municipal da Marinha Grande reforça ainda o apelo a todos os proprietários e produtores florestais para que façam a limpeza da vegetação, particularmente à volta das suas casas, sendo esta a melhor forma de prevenir um incêndio que coloque em risco pessoas e bens.

Estarreja | Maestros da terra e Bandas Filarmónicas Concelhias juntos no Grande Concerto de Páscoa

Mais de 40 músicos das Bandas Filarmónicas Concelhias. Três maestros. Duas cantoras líricas. O Grande Concerto de Páscoa é já na próxima sexta-feira, dia 19, às 21h30, no Cine Teatro de Estarreja.
De batuta na mão, Afonso Alves, Martinho Rodrigues e Nelson Aguiar vão liderar um Ensemble das Bandas Filarmónicas Concelhias constituídos por músicos da Banda Bingre Canelense, da Banda Club Pardilhoense e da Banda Visconde de Salreu no Grande Concerto de Páscoa “Almeh Luz”. E vão ainda acompanhar as aclamadas cantoras líricas Carla Maffioletti, uma das sopranos de André Rieu, e Jutta Maria Böhnert, que já atuou nas principais salas europeias e teatros de ópera.


Um trabalho de equipa de enorme responsabilidade
A opinião entre os maestros é unânime. Acompanhar o duo de voz e violão, que nasceu, em 2018, resultado do desejo das cantoras transportarem e adaptarem para o violão clássico e vozes as mais belas melodias, será uma “responsabilidade acrescida”.
As bandas filarmónicas são pilares da cultura musical portuguesa e em Estarreja assumem-se como a base para a formação musical dos nossos muitos jovens músicos, de onde têm resultado grandes talentos. Para Afonso Alves, este envolvimento com os músicos das diferentes bandas “é sempre interessante e benéfico para o relacionamento artístico e social das instituições.” Na sua opinião, para os elementos das bandas é mais “uma oportunidade para partilharem a Música, trabalharem com maestros diferentes num contexto de ensaio e concerto, reverem amigos e trocarem impressões”.
Martinho Rodrigues salienta que estas sinergias revelam “uma nova forma de estar, de agir e de pensar, em tudo o que diz respeito à cultura do concelho”.  Salienta que com a aposta e a preocupação do município em unir as associações “todos saíram a ganhar e tem dado bons resultados.”
Estes que possuem a arte de liderar com gestos coincidem em mais um ponto: é aliciante trabalhar com “ensembles de diferentes formações e objetivos”, “há uma enorme vontade nesta colaboração”, e este trabalho em conjunto “funciona muito bem”.


O que esperar do Grande Concerto de Páscoa
Nelson Aguiar garante que “o empenho e a dedicação dos maestros, dos músicos e das solistas proporcionará ao público uma excelente noite musical que ficará marcada na memória de todos”.
“Um grande espetáculo, diferente, com grandes árias de ópera interpretadas por duas grandes vozes. Poder ouvir interpretações destas duas divas em Estarreja? Talvez seja algo que não acontecerá num futuro próximo”, diz o Diretor Artístico da Banda Club Pardilhoense, Martinho Rodrigues.
Afonso Alves não tem dúvidas que este “encontro improvável destas duas vozes com as sonoridades de um ensemble de instrumentos de sopros é algo que merece ser descoberto, visto, ouvido e finalmente interiorizado”. Neste concerto único no país, o também Diretor Artístico do Orfeão da Banda Visconde de Salreu ressalta que o público terá a oportunidade de “experimentar as sensações produzidas pela simbiose de vozes magníficas com o colorido timbrico e único dos instrumentos de sopro”.

Das principais salas europeias e teatros de ópera para o palco do CTE
O duo de voz e violão Almeh Luz surgiu do desejo das aclamadas cantoras líricas Carla Maffioletti e Jutta Maria Böhnert de transportar de uma maneira mais intimista e sensível as mais belas melodias e adaptá-las para o violão clássico e vozes femininas.
Carla Maffioletti e Jutta Maria Böhnert contam que “num mundo tão barulhento e hermético, poucos são os momentos onde nos permitimos a calma das sensações artísticas mais ternas e delicadas, e é exatamente isto que nos propomos fazer”.
Uma das principais solistas do violinista holandês André Rieu, Carla Maffioletti levanta a ponta do véu. “ Na primeira parte do espetáculo, vamos cantar várias músicas brasileiras e espanholas, já na segunda, teremos a participação especial do ensemble das Bandas Filarmónicas e vamos cantar árias de óperas, duetos e melodias muito especiais”.
Não será seguramente um exagero dizer que será um Grande Concerto de Páscoa.

Aqui pode ter acesso a pasta com fotografias.

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Notas biográficas:
Carla Maffioletti é a renomada soprano Brasileira,  há vinte anos radicada na Europa. Ganhou fama mundial como uma das principais solistas do violinista holandês André Rieu. Realizou digressões pelo mundo inteiro onde bateu recordes e esgotou de concertos. Com o maestro Rieu gravou mais de 20 DVDs e CDs que são frequentemente apresentados na rádio, televisão e no cinema, em vários idiomas. Frequentemente apresenta-se no Brasil em importantes projetos artísticos, como em 2018 a incontornável estreia mundial da ópera “O Quatrilho de Vagner Cunha” e as digressões nacionais da Canerata Ontoarte, sempre com teatros lotados.
Jutta Maria Böhnert possui uma carreira brilhante nos mais conhecidos teatros de Ópera e principais salas de Concerto Europeias. A soprano alemã elogiada por ter uma voz terna e doce, cantou sob a regência de Pierre Boulez, Danielle Gatti, Christian Thielemann e dividiu o palco com grandes nomes da música lírica como Dame Kiri te Kanawa. Em Espanha, Jutta Maria Böhnert apresentou-se diversas vezes como solista da digressão de concertos dedicados a J.S. Bach com o “Coral de Meninos Windsbacher Knabenchor”.

AS BANDAS
BANDA BINGRE CANELENSE Foi fundada em 26 de março de 1865, com o nome de Sociedade Musical União Canelense, que manteve até 1932, passando depois a denominar-se Banda Bingre Canelense, e assim homenageando o poeta Francisco Joaquim Bingre, conhecido por " O Cisne do Vouga", nascido em Canelas. A 6 de outubro de 1967, com a aprovação dos seus estatutos, adotou a denominação "Sociedade Recreativa e Musical Bingre Canelense".
Reconhecida como Instituição de Utilidade Pública, vem proporcionando à comunidade de Canelas e do concelho de Estarreja, o ensino da música a todos aqueles que a desejem aprender. Desta forma mantém em funcionamento regular, e há mais de 30 anos, a sua escola de música, frequentada por alunos nos vários níveis.
A Escola de Música Francisco Bingre prepara e forma novos músicos para a Banda. Das fileiras da Banda de Música saíram elementos que se inseriram em Bandas Militares das Forças Armadas, em Orquestras e outras formações musicais de grande relevo no contexto nacional. Outros músicos da Banda Bingre Canelense tornaram-se professores de música em Conservatórios, Universidades ou Maestros. Alguns continuam dedicadamente integrados na "sua" Banda.
Este "vírus musical", que passa de geração em geração, permite que de uma forma global todas as famílias canelenses estejam ligadas à música, garantindo assim a continuidade da Banda Bingre Canelense.
Detentora de um passado musical invejável, aos 152 anos de existência, goza do estatuto da mais antiga coletividade do Concelho de Estarreja, sendo uma das mais antigas do Distrito de Aveiro.
Tem participado em diversos Festivais de Bandas, sendo de destacar a sua participação em 2003, no XXI Festival de Bandas da Ilha da Madeira, realizado na Ribeira Brava, sendo a única Banda convidada do Continente, assim como a atuação da sua Orquestra Juvenil, em setembro de 2004, em La Riche, França. Organizou pela primeira vez, no ano de 2017, o Festival Internacional de Música Filarmónica Francisco Bingre, certame que conta com um estágio dirigido a jovens músicos e diversos concertos realizados por diversas bandas participantes. O sucesso da 1ª edição do FIMFAB levou a que o projeto tivesse continuidade e se viesse a realizar o FIMFAB 2018, em abril. Conta com 62 músicos no seu quadro permanente.

DIREÇÃO MAESTRO NELSON MANUEL CRUZ DE AGUIAR
Nelson Aguiar nasceu a 2 de outubro de 1966 em Caracas, Venezuela. Iniciou os estudos musicais na Escola de Música da Banda Bingre Canelense. Aos 13 anos ingressou no Conservatório de Música de Aveiro, onde passou a frequentar o curso de clarinete na classe do Prof. Fernando Artur Raínho Valente. Professor do quadro do referido Conservatório desde 1989, ali continua a exercer docência musical na classe de clarinete, tendo sido Maestro da sua Banda Sinfónica desde a fundação e até 2014.Foi diretor Pedagógico da Academia de Música de Vale de Cambra onde é docente na classe de clarinete. Tem orientado várias “masterclasses” em clarinete e integrado vários júris escolares, regionais e nacionais, em concursos para jovens instrumentistas. Vem frequentando sucessivos cursos de direção para Bandas. Foi fundador e responsável artístico da Orquestra Ligeira do Grupo Desportivo e Cultural de Ribeira de Fráguas, Albergaria-a-Velha. Desde 2000 é o Maestro da Banda Bingre Canelense, com a qual gravou os CD’S “Sons Reais” e “Alma de Maestro”. É também o Coordenador Pedagógico da sua Escola de Música onde formou o “Grupo Jovem” com o qual promoveu o Festival Jovem de Música Filarmónica Francisco Bingre. Foi Diretor Artístico das duas edições (2017 e 2018) do FIMFAB – Festival Internacional de Música Filarmónica Francisco Bingre.

BANDA VISCONDE DE SALREU
Foi fundada a 1 de outubro de 1925. Mas o “sonho” de constituir uma Banda Filarmónica começa em finais do Séc. XIX. Anos mais tarde o sonho tornar-se-ia realidade. A importância e o respeito que o maior benemérito que o concelho de Estarreja conheceu e que a freguesia de Salreu viu nascer, foram fundamentais para a escolha do nome. Em maio de 1927, a Banda apresenta-se em público pela primeira vez. Foi seu primeiro Regente Pedro Calado.
Obteve em 1939 e 1958, primeiros prémios em concursos de Bandas no Distrito de Aveiro e no Município da Maia, respetivamente. Além das festas religiosas, participa em Encontros de Bandas de Norte a Sul do país, assim como em Espanha.
Fora do contexto filarmónico, têm no seu curriculum, a apresentação de concertos barrocos (integrando a dança e a poesia), um dos quais apresentado na Quinta do Visconde de Salreu, concertos românticos, festivais da canção, tributos ao fado, concertos de variedades, concertos corais, espetáculos com o tenor Carlos Guilherme e musicais, destacando-se a comédia musical “A Padeira de Aljubarrota” estreada no Cine-Teatro de Estarreja e representada no Porto. No curriculum detém ainda um Concerto Coral Sinfónico apresentado no Parque Municipal do Antuã com 8 Corais e com a presença do Grupo de Motards os Samaritanos, envolvendo cerca de 400 pessoas num espetáculo único. Todos os arranjos e originais foram compostos pelo Maestro Afonso Alves.
Em 2015, e a convite da Ordem Soberana e Militar de Malta, executaram-se os hinos propostos para receber, no Mosteiro de Leça do Balio, o Príncipe e Grão-Mestre da Ordem Matthew Fating e a maior parte da realeza europeia.
Possui uma Escola de Música com 61 alunos e que ainda não integram a Banda, superiormente organizada com 11 monitores. É justamente considerada a Escola de Música “fonte de vida” e garante de continuidade da Banda. O ensino é gratuito.
Tem a Banda sede própria, fruto da generosidade de muitos emigrantes, mas a um estará eternamente grata: ao grande mentor e concretizador da obra: António Zagala! Detém desde 1985 o Estatuto de Utilidade Pública. Em 2008 obteve o Estatuto de Benefícios Fiscais, vulgo Mecenato. Recebeu a Medalha de Mérito Municipal de Estarreja em 2005.
Com uma atividade e projetos culturais inovadores, é seu objetivo atingir patamares de qualidade cada vez mais elevados. E uma larga fatia desse mérito se deve ao compositor e Maestro Afonso Alves, diretor artístico da BVS e do Orfeão por si fundado em 2011, que conta com 32 coralistas.

DIREÇÃO MAESTRO AFONSO MANUEL MOREIRA PEREIRA ALVES
Afonso Alves presentemente é diretor pedagógico na Academia de Música do Orfeão da Foz do Douro, e orientador da Classe de Formação Musical e Coral na Universidade Sénior da Foz do Douro e do Curso de Direção Musical Para Banda Orquestra e Coro certificado pela Associated Board of the Royal Schools of Music. Tem vindo a realizar estágios técnico-artísticos a convite de inúmeras instituições do continente e ilhas, tendo-se deslocado como maestro convidado a Espanha (Zamora Vigo e Valência), Holanda (Amesterdão e Roterdão) e Noruega (Arendal). É consultor/formador para o Projeto de Capacitação dos Agentes Culturais e Filarmónicos do Alto Minho e Jovens Maestros. Compõe para a firma "Cardoso & Conceição" - Portugal, Molenaar Editions BV - Holanda, Johann Kliment Musikverlag - Viena de Áustria e HEBU Musikverlag GMBH - Alemanha.  É diretor artístico do Orfeão da Banda Visconde de Salreu, Orfeão da Foz do Douro, Orfeão do Porto, Grupo Coral da Universidade Sénior Porto, Grupo Coral dos Serv. Soc. da Caixa Geral de Depósitos do Porto, Banda Fórum - Filarmónica Portuguesa e Banda Visconde de Salreu onde desenvolve intenso trabalho.

BANDA CLUB PARDILHOENSE
Foi constituída a 4 de novembro de 1874, com o nome de “Filarmónica União Pardilhoense”. Foi o seu principal fundador e grande protetor o Padre António Joaquim Silva Vigário e Matos, conhecido por Padre Cura, auxiliado pelo Mestre Régio Padre José Lopes Ramos e por António Joaquim da Silva Vigário, seu principal instrutor, entre outros.
Manuel Almeida, um dos fundadores, foi quem assumiu a regência da banda, mas pouco tempo depois passou o testemunho a Rodrigo António Fidalgo, ficando como contramestre e regente da orquestra. O primeiro local de ensaio foi a residência do Padre Vigário e Matos.
Quando, em 1926, a Filarmónica União se integrou no Club Pardilhoense passou a designar-se por “Banda Club Pardilhoense”, sendo mais conhecida por Banda Velha de Pardilhó, uma vez que, entretanto, tinha sido constituída uma outra Banda na freguesia, conhecida por Banda Nova, que já não existe.
Foi José Lopes, falecido em 2003, quem procedeu a uma grande renovação e valorização da banda, tendo para tal criado uma Escola de Música, onde são ministradas aulas gratuitas a crianças e jovens que pretendam integrar a Banda Club Pardilhoense.
Desde 2009, a Direção Artística da Banda ficou a cargo do Maestro Martinho Rodrigues, natural de Pardilhó, que iniciou a sua formação musical na Banda Club Pardilhoense.
A Escola de Música conta atualmente com cerca de 50 alunos, sendo a sua formação assegurada por elementos da Banda e por professores credenciados. A Escola funciona neste momento em dois módulos, “Iniciação” e “Avançado”, permitindo assim que a partir dos 5 anos de idade os alunos possam já ter contacto com a música.
A Banda Club Pardilhoense vive o seu mais elevado nível artístico e por tal motivo tem sido convidada a participar em algumas das mais reputadas romarias do país. A gravação do primeiro CD da história da Banda aconteceu em 2014.
A Banda Club Pardilhoense executa os mais diversos números musicais, desde a música clássica, passando pela religiosa e popular, com um vasto reportório. Constituída por 65 elementos, realizam entre 30 a 40 atuações durante o ano. Saíram da Banda Club Pardilhoense grandes músicos, destacando-se o Major Aurélio da Silva e Pinho, antigo Maestro da Banda da Força Aérea.


DIREÇÃO MAESTRO MARTINHO MIGUEL MATOS RODRIGUES
Martinho Rodrigues nasceu em Pardilhó, a 27 de Julho de 1979 onde iniciou, em 1989, os estudos musicais na Banda Club Pardilhoense sendo aluno do Maestro José Lopes. Depois de ter completado o solfejo, em 1991 começou por aprender clarinete tendo sempre o referido maestro como professor. Em 1996, é admitido na classe de Fagote do Prof. Fernando Ribeiro Lopes no Conservatório de Música de Aveiro. Durante o Curso Básico Supletivo frequenta um Seminário de Improvisação sob a orientação da Mestre Helena Caspurro e participa na orquestra de Câmara do Conservatório sob a regência do Professor Duarte Neves. Em 2000/2001 termina o Curso Básico Supletivo com 17 valores. Frequenta duas Masterclass de Fagote: com Pascal Gallois, do Ensemble InterContemporain, que leciona fagote alemão no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris; e com o fagotista húngaro Giorgios Lakatos. Fez parte do Octeto de Sopros do Conservatório de Música de Aveiro. Durante o seu percurso no Conservatório de Música de Aveiro participa em variadas audições e projetos musicais. Em 2004/2005 frequenta o 3º Ano do Curso Complementar Supletivo variante de Fagote, tendo alcançado 18 valores no Exame Final de 8º Grau de Instrumento. Assume em 2002 a Direção Artística da Orquestra Ligeira Pardilhó Jazz e torna-se Maestro Adjunto da Banda Club Pardilhoense, assumindo em 2009 a sua Direção Artística e a Direção Pedagógica da Escola de Música. Detém inúmeras obras compostas e registadas na Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2006, frequenta um curso de Direção de Bandas Filarmónicas com o Maestro Tenente-Coronel Jacinto Montezo. Em 2012, frequenta novo curso de Direção com o Maestro João Paulo Fernandes, no âmbito da iniciativa BRASSFEST. Tem trabalhado com os Maestros Carlos Marques, José Pedro Figueiredo, Vasco Flamino, Luís Cardoso, Duarte Neves, Jacinto Montezo, Valdemar Sequeira, João Paulo Fernandes, José Ribeiro, Francisco Pinto, entre outros. Em 2014 inicia a Licenciatura em Fagote com o Prof. Luís Correia na Escola Superior de Música de Lisboa. É elemento da Banda de Música da Guarda Nacional Republicana tendo ingressado nesta força de segurança em 2006 mediante concurso público.


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