segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Três adeptos do Estoril Praia estão impedidos de entrar em estádios

Decisão da Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) surge após os incidentes no jogo com o FC Porto.
Os três adeptos do Estoril Praia acusados de intolerância com apoiantes do FC Porto estão impedidos de entrar em estádios, devido aos incidentes no encontro entre os dois clubes para a I Liga de futebol, em 16 de setembro.
Em comunicado, a Autoridade para a Prevenção e Combate à Violência no Desporto (APCVD) deu, esta segunda-feira, conta da decisão proferida na semana passada, relativamente ao caso dos insultos a um homem, com uma criança ao colo, ambos vestidos com camisolas do FC Porto, que terão sido cuspidos enquanto se encontravam numa zona da bancada destinada aos adeptos anfitriões.
Os três adeptos do Estoril identificados pela GNR, a propósito dos incidentes do jogo Estoril Praia-FC Porto de 16 de setembro, estão já proibidos de entrar em recintos desportivos. Os suspeitos foram notificados pela PSP da decisão da APCVD, que impõe medida cautelar de interdição de acesso a recintos desportivos, e assim aguardarão a conclusão do respetivo processo de contraordenação", lê-se na referida nota.
Estes três indivíduos podem ser punidos com coimas entre os 1.000 e os 10.000 euros e com pena de interdição de acesso a recintos desportivos até dois anos.
Na sequência do incidente ocorrido no recinto cascalense, e segundo apurado pela APCVD, o pai e a criança com a camisola do FC Porto, vítimas de atos de intolerância, mantiveram-se na mesma bancada, ainda que com a necessidade de os deslocar alguns metros para manter salvaguardada a sua integridade física.
Criança e pai continuaram assim com a camisola do respetivo clube, acolhidos entre adeptos do Estoril, que se demarcaram e mostraram indignados com os atos de intolerância ocorridos.
No dia seguinte, o Estoril Praia lamentou o ocorrido, condenando "todo e qualquer ato de violência, seja ele de que natureza for".
Lamentamos profundamente a situação vivida pela filha do adepto do FC Porto no Estádio António Coimbra da Mota, pedindo-lhe desculpas e desejando que nunca deixe de apreciar a verdadeira essência do Desporto. Condenamos as atitudes de quem não consegue controlar as suas emoções e permite que atitudes provocatórias de supostos adeptos de futebol se transformem num momento lamentável de agressividade que não tem lugar num estádio de futebol", lê-se no comunicado do emblema cascalense.
O Estoril Praia rematou a nota disponibilizando-se "para continuar a colaborar com as entidades competentes na procura das soluções adequadas que possam impedir este género de episódio de voltar a ocorrer num recinto desportivo".
Antes, já o secretário de Estado da Juventude e do Desporto, João Paulo Correia, e o presidente da Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP), Pedro Proença, tinham repudiado este incidente.
Esta foi a segunda vez no espaço de uma semana que tanto o secretário de Estado da Juventude e do Desporto como o presidente da LPFP lamentaram incidentes ocorridos com adeptos em estádios da I Liga.
Em 10 de setembro, uma criança foi obrigada a despir uma camisola do Benfica no estádio do Famalicão, por se encontrar, juntamente com o pai, numa bancada com maioria de adeptos locais.

SIC Notícias/Lusa
Imagem: A Bola

Anadia entrega Certificado Aldeias de Portugal à aldeia de Torres

A Câmara de Anadia vai entregar o Certificado “Aldeias de Portugal” à aldeia do lugar de Torres, freguesia de Vilarinho do Bairro, numa cerimónia que terá lugar, no dia 9 de outubro, pelas 17h00, no decorrer da Festa do Bunho e do Junco. O Certificado será entregue pelo Município à JF de Vilarinho do Bairro, legítima representante da aldeia de Torres.

A atribuição do Certificado “Aldeias de Portugal” à aldeia de Torres, resulta de uma candidatura apresentada pelo Município de Anadia e pela Freguesia de Vilarinho do Bairro, aprovada no âmbito da Ação 10.3 “Atividades de Cooperação dos GAL”, da Medida nº10 – Leader, do PDR 2020.
A rede “Aldeias de Portugal” pretende ser uma montra das boas práticas no desenvolvimento rural, promovendo a preservação do património, as boas práticas ambientais, a inclusão social, a melhor utilização dos recursos locais, a exploração de novos usos para recursos e técnicas locais, o trabalho em cooperação interna nas aldeias, dentro da rede e também de cooperação internacional para o desenvolvimento rural. A rede promove a busca de uma identidade rural que complementa o urbano, apostando aí como fator de diferenciação e captação de fluxos e residentes.
De referir ainda que o Município de Anadia deliberou, na sua última reunião de executivo, no passado dia 22 de setembro, atribuir uma verba de 4.000,00€ à Associação Recuperar a Aldeia de Torres, para apoiar a realização da Festa do Bunho e do Junco, no âmbito do Programa de Apoio Municipal ao Desenvolvimento Cultural.
A Festa do Bunho e do Junco vai decorrer na aldeia de Torres, entre os dias 7 e 9 de outubro. O evento tem como objetivos divulgar o trabalho artesanal em bunho e junco, realizar atividades performativas relacionadas com as tradições da terra, bem como dar a conhecer o património material e imaterial de Torres. No recinto da Festa haverá um mercadinho para venda de produtos da terra e produtos artesanais, exposições de utensílios agrícolas, de artesanato, bordados, artesãos a trabalhar ao vivo, jogos tradicionais, animação musical, entre outras atividades.

Governo quer prolongar o horário do ensino pré-escolar

Além do prolongamento do horário do ensino pré-escolar para além das cinco horas letivas, o governo prevê ainda refeições grátis para todas as crianças que frequentem o ensino público. Medidas devem entrar em vigor até 2030.

A notícia foi avançada pelo Jornal de Notícias, que teve acesso ao Plano de Ação da Garantia para a Infância até 2030.
Escreve o diário que este plano prevê almoço grátis para todas as crianças no ensino público pré-escolar e o alargamento do atual horário de cinco horas letivas.
Atualmente, os almoços são gratuitos apenas para crianças com o primeiro escalão do abono. Hoje, o período letivo na pré-escola termina pelas 15h00, enquanto no primeiro ciclo se prolonga até às 17h30.
Segundo a ministra do Trabalho e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, estas medidas constam da Estratégia Nacional de Combate à Pobreza e foram passadas para o Plano de Ação da Garantia da Infância, sendo que "o objetivo de lá chegar até 2030".
O documento prevê ainda um reforço do regime de licenças de parentalidade, permitindo aos pais, 120 dias após o nascimento de um filho, conciliar a licença parental com o trabalho a tempo parcial.
"[Esta modalidade] permite voltar ao trabalho, mas também permite uma melhor gestão e articulação com a vida da criança, desde que metade desta licença seja gozada pelo pai e metade pela mãe", disse a ministra ao jornal, acrescentando que a grande "preocupação é promover uma melhor conciliação entre a vida pessoal, familiar e profissional".

Madremedia

 

Covilhã | RELATOR ESPECIAL DA ONU SOBRE AMBIENTE VISITOU A SERRA DA ESTRELA


David R. Boyd, relator especial da ONU visitou dia 22 de setembro a Serra da Estrela . A visita do relator surge na sequência dos incêndios florestais que afetaram particularmente a Serra da Estrela.

David R. Boyd conheceu de perto a situação da freguesia de Verdelhos, numa altura em que se preparam os trabalhos de estabilização dos solos.

A visita teve como principal objetivo, conhecer as boas práticas e os desafios na implementação de obrigações relacionadas com as alterações climáticas e a proteção ambiental.

Durante a visita, o relator especial encontrou-se com representantes das juntas de freguesia afetadas pelo incêndio, e diversas entidades institucionais.

O relator da ONU foi acompanhado pelo Presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, o Presidente da Assembleia Municipal, João Casteleiro, o Vice-Presidente, José Armando Serra dos Reis.

Projeto Craft Turismo Criativo. Novas peças de artesãos valorizam o património imaterial e têm aplicação no dia-a-dia

 ·Criações apoiadas com colaboração de uma designer de produto e inspiradas nas mesas de refeição tradicionais

·Projeto resulta de uma parceria entre a Comunidade Intermunicipal (CIM) Viseu Dão Lafões e a ADD - Associação de Desenvolvimento do Dão

Artesãos da região Viseu Dão Lafões, em conjunto com uma designer profissional e com participantes em oficinas, desenvolveram e criaram de raiz quatro novos objetos, com base em técnicas, matérias e tradições locais. Estes objetos originais, já em produção, combinam práticas tradicionais com interpretações contemporâneas, terão aplicação prática, podendo ser utilizados no dia a dia e vêm contribuir para a valorização do património imaterial da região de Viseu.  
 
A iniciativa, no âmbito do projeto Craft Turismo Criativo, teve início com quatro oficinas de cocriação prévias, em junho, que envolveram os artesãos, os participantes e uma designer de produto. Os participantes nas oficinas tiveram oportunidade de conhecer e experimentar várias técnicas artesanais, em contacto com artesãos locais, nomeadamente técnicas de ferro e vidro, cestaria, têxtil e cerâmica.   
 
As quatro oficinas tiveram como corolário a criação das quatro peças originais, pensadas para compor uma mesa de refeição, em casa ou num restaurante. Depois de produzidas, serão também objeto de uma exposição online, a apresentar brevemente.    
 
“Cultivar, Socializar, Alimentar” foi a fonte de inspiração comum aos quatro objetos, proposta pela designer de produto Irena Ubler. “Queremos valorizar todo este conhecimento, que está tão ligado às pessoas, à agricultura e à preparação dos alimentos, e produzir objetos novos, mas de forma sustentável”, explica Irena Ubler. A melhor forma de honrar este património tão rico é, prossegue a designer, “trazendo-o para a mesa, uma vez que a refeição é um momento tão importante, em que partilhamos comida e a felicidade de estar com a família e os amigos”.   
 
O Craft Turismo Criativo assume-se como um projeto de valorização, qualificação e promoção turística a partir dos recursos e ativos patrimoniais, culturais e imateriais associados ao artesanato. Reinterpretar técnicas e matérias-primas tradicionais de forma inovadora, com novas abordagens estéticas, que contribuam para a afirmação do património artesanal regional como ativo cultural e turístico, são os principais objetivos.   

Desenvolvido numa parceria entre a CIM Viseu Dão Lafões e a ADD, o projeto conta com a participação ativa das gentes de Aguiar da Beira, Nelas, Mangualde, Penalva do Castelo e Sátão, municípios integrados na CIM.    

   
Nuno Martinho, Secretário Executivo da CIM Viseu Dão Lafões, não esconde a satisfação por estes primeiros resultados do projeto. “As oficinas de cocriação do projeto Craft Turismo Criativo constituíram um sucesso imediato. Foi muito gratificante assistir à partilha de conhecimentos e ao diálogo intergeracional entre os artesãos e os participantes nas oficinas, com a preciosa ajuda criativa da designer Irina Ubler. Estou certo de que este projeto, que ainda está a dar os primeiros passos, vai surpreender-nos a todos pela grande qualidade dos seus resultados. A CIM Viseu Dão Lafões está fortemente empenhada em que isso aconteça”, sublinha.  
 
Emanuel Ribeiro, Coordenador da ADD, destaca que “o saber-fazer artesanal está a ganhar novas formas nos dias de hoje, pelas mãos dos artesãos, que estão a conseguir preservar os saberes e modos de produção tradicionais, ao mesmo tempo que os reinventam de forma criativa. Iniciativas como este projeto são a melhor garantia de que os conhecimentos adquiridos ao longo das gerações não se vão perder”.  


Miguel Fernandes

Centro de Artes de Águeda acolhe exposição coletiva internacional “(IM)MATERIALITY”

 Uma reflexão em torno dos conceitos de materialidade e imaterialidade, com destaque para as obras de mais de 40 artistas provenientes de uma grande variedade de origens culturais e geográficas

“(IM)MATERIALITY” é uma exposição coletiva internacional, que junta mais de 40 artistas de todo o mundo, e que vai estar patente o Centro de Artes de Águeda (CAA) de 1 de outubro a 15 de janeiro do próximo ano. A inauguração está marcada para as 16 horas do próximo sábado, dia 1, no Espaço Expositivo do CAA.

Com a curadoria de Graça Rodrigues, Sónia Ribeiro, Katherine Sirois, Lourenço Egreja e Diogo Bento, e tendo em conta a quantidade de obras e artistas envolvidos, esta exposição reflete uma enorme diversidade de origens culturais e geográficas.

Artistas de Portugal, Angola, Moçambique, África do Sul, República Democrática do Congo, São Tomé e Príncipe, Burkina Faso, Namíbia, Holanda, Alemanha e Brasil, compõem esta exposição internacional que tem a direção artística e produção da THIS IS NOT A WHITE CUBE, a primeira galeria africana em Portugal. Mantendo uma profunda ligação com África, não se centra exclusivamente nos círculos lusófonos, mas principalmente na estética emergente das produções artísticas culturais dos países do Sul.

Matéria, técnica e criação artística

A comunidade artística explora, cada vez mais, o uso de novos materiais e de novas técnicas. A heterogeneidade tão presente no meio artístico (e nos géneros artísticos) e a dedicação à recuperação de práticas ancestrais é o que torna esta exposição tão única e singular.

“(IM)MATERIALITY” desenvolve-se ao longo de três núcleos distintos que transitam entre fotografia, têxtil, escultura, pintura, instalação, trabalho com missangas ou desenho, e que compõem a pluralidade e riqueza do acervo.

Através desta produção - levada a cabo pela galeria THIS IS NOT A WHITE CUBE, em parceria com a Cooperativa Árvore e o Centro de Artes de Águeda - apresenta-se um projeto que pretende gerar um diálogo entre países com afinidades coloniais e históricas, procurando promover uma reflexão sobre a forma como a arte contemporânea africana tem vindo a afirmar-se à escala global.

Ana Sofia Pinheiro

Cantanhede | Programação Cultural em Rede – “O Mar que nos Une”. Espetáculo sociocomunitário “Thalassos” passa por Cantanhede

 
O vice-presidente da Câmara Municipal, Pedro Cardoso, participou na sessão de apresentação do espetáculo sociocomunitário “Thalassos”, no âmbito do projeto cultural em rede que envolve os municípios de Figueira da Foz, entidade líder da programação, Cantanhede e Mira. À semelhança de outros projetos comunitários já apresentados em Cantanhede, também este tem como diretor artístico André Varandas.
O espetáculo, resultado de uma plena criação artística, propõe desenvolver uma narrativa em torno deste emblemático elemento que tem acompanhado a evolução das comunidades ao longo de todos os tempos - o mar. Será a plena concretização de um projeto partilhado, em que a participação de representantes das forças vivas culturais locais se fundem num todo, num mesmo resultado, seja pelo próprio movimento coletivo das associações que assumem um papel preponderante na dinâmica e afirmação cultural local, seja pela participação de valores individuais dos três territórios – Cantanhede, Figueira da Foz e Mira.
Será uma oportunidade de partilha de experiências e saberes, cujo resultado será, sem dúvida, a manifestação do coletivo, do contributo de cada um e de todos, que se traduzirá num momento memorável.
O espetáculo será apresentado na Praça Marquês de Marialva, Cantanhede, em frente aos Paços do Concelho, nos dias 7 e 8 de outubro, às 21h30, com entradas gratuitas, mas sujeitas a bilhete de ingresso, que pode ser levantado do Museu da Pedra, Museu ZX Spectrum e Posto de Turismo de Cantanhede, já a partir da próxima semana.
A Rede que constitui a presente operação surge com uma parceria entre os três municípios: Figueira da Foz (líder da parceria), Cantanhede e Mira, tendo como elemento identitário do território o mar. Também a Arte-Xávega é pedra de toque e o cerne deste projeto, uma vez que representa uma manifestação do património cultural imaterial praticada há centenas de anos nestes territórios e é muito expressiva do ponto de vista cultural, social e turístico.
Ao longo desta temporada têm vindo a ser realizadas mais de 200 ações/atividades multiculturais e transdisciplinares com manifesto envolvimento dos agentes culturais locais, numa clara valorização e progressiva profissionalização do tecido cultural da Região para a sustentabilidade da rede.