A Comissão Sub‑Regional de Gestão
Integrada de Fogos Rurais da Beira Baixa aprovou, por unanimidade, o
Programa Sub‑Regional de Ação da Beira Baixa, durante a
reunião realizada a 15 de julho, nas instalações da Comunidade
Intermunicipal da Beira Baixa, em Castelo Branco. O documento, que
segue agora para apreciação regional e posterior consulta pública,
define as prioridades e os projetos de prevenção e gestão do risco
à escala intermunicipal.
O Programa
Sub‑Regional de Ação adapta as orientações nacionais e
regionais às características específicas da Beira Baixa,
funcionando como ligação entre o Programa Regional de Ação e os
futuros Programas Municipais de Execução. Identifica áreas
prioritárias de intervenção, medidas de valorização e gestão
dos espaços rurais, estratégias de redução de carga de
combustível, ações de proteção das populações e do edificado,
bem como iniciativas destinadas a alterar comportamentos de risco e a
reforçar a capacidade de prevenção, vigilância e resposta.
O
documento inclui ainda o planeamento territorial da rede secundária
de faixas de gestão de combustível, das áreas estratégicas de
mosaicos e das zonas prioritárias de prevenção e segurança,
procurando criar condições para reduzir a intensidade e a
propagação dos incêndios e aumentar a resiliência das
comunidades, das infraestruturas e da paisagem.
A
elaboração do Programa resultou de um processo de trabalho conjunto
entre todas as entidades que integram a Comissão Sub‑Regional,
reunindo conhecimento técnico, experiência operacional e
entendimento profundo da realidade local. Este modelo de governação
descentralizada permite que cada sub‑região ajuste as medidas
às necessidades do seu território, contribuindo para uma estratégia
de proteção construída ‘de baixo para cima’.
Na
reunião estiveram representadas a GNR, PSP, ANEPC, ICNF, AGIF, CCDR
Centro, DGAV, Infraestruturas de Portugal, REN, E‑Redes,
Instituto Politécnico de Castelo Branco, os oito municípios da
Beira Baixa, incluindo Proença‑a‑Nova, bem como a Biond
e a Aflobei.
Após
a aprovação unânime, o Programa será submetido à Comissão
Regional de Gestão Integrada de Fogos Rurais do Centro. Seguir‑se‑á
a fase de consulta pública, permitindo que cidadãos e entidades
apresentem os seus contributos. Concluído o processo, caberá aos
municípios elaborar os respetivos Programas Municipais de Execução,
onde serão operacionalizadas no terreno as iniciativas definidas a
nível sub‑regional.
*Gabriel Reis
Comunicação, Turismo e Eventos

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