O último comunicado do PS de Viseu é um exercício de impreparação, incompetência e chico-espertismo político.
Pergunta o PS por que razão a Barragem de Fagilde não constava do documento de adesão às Águas do Douro e Paiva e não foi à Assembleia Municipal.
A resposta é simples: porque não tinha de ir.
Fagilde não é do Município. É uma infraestrutura da esfera da Administração Central, através da APA. A sua integração no sistema e as matérias relativas à captação e tratamento de água em alta são da responsabilidade da Administração Central e das entidades competentes.
Pretender que a Assembleia Municipal deliberasse sobre uma decisão que não era da competência do Município revela desconhecimento básico do processo.
A menos que saibam isso e prefiram fingir que não sabem. Nesse caso, já não é impreparação. É chico-espertismo político.
Percebe-se a tentativa. É mais uma narrativa para justificar o volte-face de João Azevedo e do PS sobre a adesão às Águas do Douro e Paiva.
Só que os factos não mudam quando muda a conveniência política.
O Município nunca perdeu o controlo da distribuição em baixa. Continua responsável pela rede de distribuição aos consumidores e continua a ser o Município a fixar o preço de venda da água aos viseenses.
Convém não confundir captação e tratamento em alta com distribuição em baixa. Sobretudo quando se pretende dar lições.
E os interesses dos viseenses? Ficaram salvaguardados.
Gestão pública da água. Segurança e redundância do abastecimento. Uma solução estrutural para Fagilde. E a tarifa mais baixa do universo do Grupo Águas de Portugal.
O que está feito resulta do trabalho e das decisões do Governo, do anterior executivo municipal do PSD e dos deputados eleitos pelo círculo de Viseu.
Não foi descoberto agora.
E há um problema para quem pretende reescrever a história: os documentos são públicos e os viseenses têm memória.
Sabem o que João Azevedo dizia. E sabem o que diz agora.
Ao PS, devolvemos o conselho:
Leiam. Estudem. Informem-se. E percebam quem tem competência para decidir o quê.
Impreparação não é fiscalização. Incompetência não é argumento. E chico-espertismo não apaga um volte-face político.
Não abusem da inteligência dos viseenses.
*Comissão Política de Secção do PSD de Viseu
O Presidente
Pedro Alves

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