quinta-feira, 6 de agosto de 2026

Stand visitável até 9 de agosto, durante a Expofacic. Obras de Juan Domingues refletem a identidade do concelho de Cantanhede no stand do Município na Expofacic

 
O Município de Cantanhede apresenta, no seu stand na Expofacic, uma exposição do artista plástico Juan Domingues, composta por seis obras de grande formato inspiradas na identidade, na memória e na diversidade do concelho.
A mostra resulta de um desafio lançado pela autarquia, com o objetivo de promover uma interpretação artística do território e do seu património, traduzida numa coleção que passará a integrar o património cultural municipal.
Para construir esta coleção, Juan Domingues inspirou-se em temas e áreas de interesse que o Município tem vindo a potenciar ao longo dos anos, como a sustentabilidade ambiental, o património cultural, a inovação, a coesão social, a tradição e a gastronomia.
Esta exposição representa uma forma singular de olhar para Cantanhede. Estou certa de que esta exposição despertará a curiosidade de quem a visita e incentivará muitos a descobrir melhor a história, as tradições e as paisagens do concelho”, sublinhou a presidente da Câmara Municipal de Cantanhede, Helena Teodósio.
Mais do que ilustrar lugares ou acontecimentos específicos, cada obra procura sintetizar ideias, símbolos e características que definem Cantanhede, estabelecendo um diálogo entre si e desafiando cada visitante a construir a sua própria interpretação.
"O que é o Município de Cantanhede?" é a questão que serve de fio condutor à exposição.
A partir dessa pergunta, o artista convida o público a refletir sobre diferentes dimensões do território: será Cantanhede a paisagem vinícola da Bairrada? Será a história ligada ao mar, às nascentes de água de Ançã, aos Olhos da Fervença, às Sete Fontes ou à Praia da Tocha? Será o seu património histórico e cultural?
A inovação tecnológica e industrial? As suas raízes familiares e geracionais? Ou a diáspora, formada por quem partiu e por quem encontrou em Cantanhede um lugar para viver?
De acordo com o artista, todas estas leituras coexistem nas obras, mas o verdadeiro tema da exposição são as pessoas.
O fio condutor da exposição é um percurso que culmina nas pessoas, verdadeiras protagonistas da identidade do concelho. Das freguesias que dão forma ao território às comunidades da diáspora, que levam Cantanhede consigo pelo mundo ao longo de gerações, a narrativa estende-se também a quem escolheu o concelho para viver, encontrando aqui um lugar de pertença e novas oportunidades”, sublinhou Juan Domingues.
O pintor recorreu a materiais como o carvão, sanguínea e tinta a óleo sobre tela de algodão.
Quanto à mensagem que pretende transmitir, Juan Domingues evita impor uma leitura única das obras. Assume antes uma postura discreta, procurando despertar a curiosidade e provocar reflexão.
É como apresentar um puzzle. Cada pessoa é convidada a construir a sua própria narrativa”, afirmou o artista que espera inspirar as pessoas a conhecer mais sobre as gentes, a história, tradições e costumes do concelho.
Que leiam, visitem e que sejam bastante curiosos do concelho de Cantanhede”, concluiu.

Sobre Juan Domingues
Natural de Puerto Cabello, na Venezuela, Juan Domingues vive em Cantanhede desde os seis anos, altura em que regressou com a família a Portugal. O interesse pelas artes manifestou-se desde cedo e conduziu-o a um percurso académico ligado às artes plásticas, culminando com a licenciatura em Pintura na Escola Superior de Artes de Coimbra e uma pós-graduação em Desenho na Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto.
Embora reconheça que o desenho sempre tenha sido o ponto de partida da sua expressão artística, foi após concluir a licenciatura, em 2007, que passou a dedicar-se de forma mais intensa à pintura, desenvolvendo uma linguagem própria que tem vindo a aplicar em diversos projetos culturais realizados em vários municípios portugueses desde 2021.

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