segunda-feira, 18 de julho de 2016

Detidas mais duas pessoas por possível ligação a ataque de Nice

A polícia francesa efetuou hoje mais duas detenções, um homem e uma mulher, com aparentes ligações ao condutor do camião que avançou sobre uma multidão há três dias e que causou 84 mortos e cerca de 300 feridos, indicou fonte judicial.

Cinco outras pessoas estão já detidas, entre elas a ex-mulher de Mohamed Lahouaiej-Bouhlel, um tunisino que aparentemente não tinha quaisquer ligações ao terrorismo, mas que a polícia admite ter-se radicalizado "muito depressa". O grupo extremista Estado Islâmico já reclamou a autoria do atentado.

Na quinta-feira à noite, um camião avançou durante dois quilómetros sobre uma multidão na Promenade des Anglais (Passeio dos Ingleses), em Nice, que estava a assistir ao fogo-de-artifício para celebrar o dia de França.

O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e cerca de 300 feridos. Pelo menos um cidadão português ficou ferido no ataque, confirmou o Governo.

O condutor do camião foi abatido pela polícia.

As autoridades francesas consideraram estar-se perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado.

Fonte: Lusa


Domingo quente...

Tempo quente com céu pouco nublado ou limpo, apresentando períodos de maior nebulosidade e com neblina ou nevoeiro na faixa costeira da região Centro até final da manhã.
Vento fraco (inferior a 15 km/h), soprando temporariamente moderado (15 a 25 km/h) de noroeste no litoral oeste durante
a tarde e de leste na Costa Sul do Algarve até meio da tarde.
Nas terras altas, o vento será fraco a moderado (10 a 30 km/h) do quadrante norte.
Pequena subida de temperatura nas regiões do interior Norte e Centro.
Descida da temperatura máxima nas regiões do litoral Norte.

GRANDE LISBOA:
Tempo quente com céu pouco nublado ou limpo.
Vento fraco (inferior a 15 km/h), soprando temporariamente
moderado (15 a 25 km/h) de noroeste durante a tarde.

GRANDE PORTO:
Céu pouco nublado ou limpo.
Vento fraco (inferior a 15 km/h).
Descida de temperatura.

ESTADO DO MAR
Costa Ocidental: Ondas de noroeste com 1 metro.
Temperatura da água do mar: 17/18ºC
Costa Sul: Ondas de sueste com 1 a 1,5 metros.
Temperatura da água do mar: 22ºC

TEMPERATURAS MÍNIMAS E MÁXIMAS PREVISTAS:
COIMBRA - 17/35ºC
MIRA - 12/27ºC
CANTANHEDE - 14/35ºC
PRAIA DE MIRA - 12/27ºC
PRAIA DA TOCHA - 12/27ºC
PORTO - 16/27ºC
LISBOA - 22/36ºC
FARO - 22/33ºC
Fonte. IPMA

Cientistas estão pintando olhos no traseiro de vacas para assustar predadores

Link to HypeScience
Posted: 16 Jul 2016 06:00 AM PDT
Vacas com olhos pintados em seus traseiros têm sido avistadas em fazendas na África; técnica visa proteger leões, que são mortos por fazendeiros como retaliação
 

domingo, 17 de julho de 2016

Loja do cidadão... é bom saber

Isto pode interessar-lhe
 
Pode ver qual é a Loja do Cidadão mais perto, tirar uma senha digital, ver quanto tempo falta para a sua vez, que documentos necessita e quanto vai pagar.

Quem nunca esperou horas para fazer o cartão do cidadão? Quem nunca tirou uma senha com 40 pessoas à frente? Quem nunca perdeu uma manhã inteira de trabalho para tratar do IRS?

Desta vez as notícias são boas. O Estado decidiu, finalmente, facilitar-nos a vida.

A aplicação para o telemóvel de que falamos chama-se Mapa do Cidadão e foi desenvolvida de forma a facilitar as idas à Loja do Cidadão. Pode ser instalada em qualquer smartphone pois encontra-se na versão
Android e também iOS.

Esta app permite escolher qualquer serviço público, ver qual a Loja do Cidadão mais perto ou qual lhe dá mais jeito, tirar uma senha digital que fica guardada no telemóvel, verificar quantas pessoas tem à sua frente e saber o tempo de espera estimado para ser atendido, em tempo real.

Desta forma pode esperar descansado pela sua vez no café, em casa ou no trabalho e dirigir-se ao local apenas quando estiver quase a sua vez.

Vantagens
- Tirar senha sem sair do sítio. Pode fazê-lo em qualquer local e sem ter de imprimi-la, apenas tem de mostrá-la no telemóvel quando for atendido;
- Melhor gestão do tempo de espera. Sabe quanto tempo demora a sua vez por isso pode optar por esperar noutro sítio ou entretanto tratar de outros assuntos;
- Localização da Loja do Cidadão mais próxima. Não só indica-lhe qual é a loja do Cidadão mais perto e que tem o serviço que pretende, assim como leva-o até à morada através de coordenadas GPS;
- Documentação necessária. Informa-se à priori sobre os documentos que precisa de levar, evitando esquecer-se de algum e ter de lá voltar noutro dia;
- Preço do serviço. Sabe antecipadamente quanto lhe vai custar o serviço ou assunto que vai tratar.

Para saber mais informações sobre esta aplicação, nomeadamente como pode ser útil e como instalá-la veja no site do Mapa do Cidadão.

Enviado por Alves Ribeiro 


ADASCA realiza hoje o IV Convívio do Núcleo de Dadores de Sangue de Cacia


ADASCA realiza hoje o IV Convívio do Núcleo de Dadores de Sangue de Cacia (dia 17 de Julho), no âmbito da comemoração do Dia Mundial do Dador de Sangue, ainda que esta data seja comemorada oficialmente no dia 14 de Junho por determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS) e apesar da sua distância.

As inscrições decorreram até dia 15 de Julho, na Pastelaria Delicreme como ainda no Café TiJuca, tendo sido recolhidas no dia 15 a partir às 15 horas.

O valor de apenas 5.00€ por participante, incluí água e participação no Lanche Convívio, mais não serve do que fazer face a algumas despesas.

Lanche Convívio com animação musical a cargo do Victor Cruz acompanhado por dois colegas a órgão/teclas e bateria.  O balanço será feito pela Direcção da ADASCA e, em função da adesão, podendo não voltar a se repetir.

Informações: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432

Esta iniciativa é aberta à Comunidade. Venha conviver, dar visibilidade e força à Solidariedade.


J. Carlos

Tenho 70 anos e estou cansado

Estou cansado !!!
 
Tenho 70 anos e estou cansado. Excepto um breve período na década de 60, quando fiz o meu serviço militar, tenho trabalhado duro desde que eu tinha 12 anos. Trabalhava 50 horas por semana, e não caí doente em quase 50 anos. Tinha um salário razoável, mas não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento. Eu trabalhei para chegar onde estou, e cheguei economizando muito, mas estou cansado, muito cansado.

Estou cansado de que me digam que eu tenho que "distribuir a riqueza" para as pessoas que não querem trabalhar e não têm a ética de trabalho. Estou cansado de ver que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força, se necessário, e o dá a vagabundos com preguiça para ganhá-lo.

Estou cansado de ler e ouvir que o Islamismo é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos a matar suas irmãs, esposas e filhas pela "honra" da sua família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infracção; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são "crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes, vítimas de estupro, até a morte, por "adultério"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei Sharia diz para eles o fazerem.

Estou cansado de que me digam que por "tolerância para com outras culturas" devemos deixar que Arábia Saudita e outros países árabes usem o dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas madrassas islâmicas, para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá e, enquanto que ninguém desses países está autorizado a fundar uma sinagoga, igreja cristã ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor, tolerância e paz.

Nota: em Portugal, não é preciso este financiamento - a Câmara Municipal de Lisboa, com os nossos impostos, vai construir uma mesquita, estando, para isso, a fazer expropriação de casas a demolir para ter o espaço necessário... imaginem o granel que seria se fosse para construir uma igreja católica... vinham logo os "politicamente correctos" gritar que estamos num Estado laico... assim, trata-se "simplesmente" de tolerância religiosa"...
 
Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não me é permitido debater.

Estou cansado que me digam que os toxicodependentes têm uma doença, e eu tenho que ajudar no seu tratamento e pagar pelos danos que fazem. Eles procuraram sua desgraça. Nenhum germe gigante os agarrou e encheu de pó branco seus narizes, ou à força injectou porcaria em suas veias.

Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos de todos os partidos, a que chamo papagaios, falarem sobre erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que eles pensam que seus únicos erros foi serem apanhados. Estou cansado de pessoas sem senso do direito, sejam elas ricas ou pobres e de justiça que não funciona.

Estou realmente cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade por suas vidas e acções. Estou cansado de ouvi-las culpar o governo e a sociedade de discriminação pelos "seus problemas."

Também estou cansado e farto de ver homens e mulheres serem repositório de pregos, pinos e tatuagens de mau gosto, tornando-se assim pessoas não-empregáveis e, por isso, reivindicando dinheiro do governo (dos impostos pagos por quem trabalha e produz).

Sim, estou muito cansado. Mas também estou feliz por ter 70 anos, porque não vou ter de ver o Mundo que essas pessoas estão CRIANDO.

Mas estou triste e penso que futuro para netos e filhos ainda bastante novos. Graças a Deus estou no caminho de saída e não no caminho de entrada.

Não há maneira de isto ser amplamente divulgado... A menos que cada um de nós colabore, enviando e ganhando força para contrariar esse (mau) caminho que o Mundo, por força de (péssimos) governantes, nos está proporcionando.

É esta a nossa chance de fazermos a diferença.

Você por certo não estará muito cansado para enviar isto, certo!!?!

MENSAGEM A CIRCULAR PELA NET!!! AGORA DIGAM QUE O AUTOR DEMONSTRA FALTA DE SOLIDARIEDADE!!!

Tenho mais de 70 anos e estou cansado!

E-mail redigido em profundo desacordo e intencional desrespeito pelo apelidado "novo acordo ortográfico"

 Enviado por António Alves Ribeiro

Jul 16, 2016 – (como chegou, desconhecendo-se o seu autor)

sábado, 16 de julho de 2016

OS 20 ANOS DE TOTAL (IN)EXISTÊNCIA DA CPLP

No mundo lusófono existe uma “coisa” que agora festeja 20 anos de completa inoperacionalidade, 20 anos de (in)existência. Chama-se CPLP – Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e nada mais é, hoje, do que um elefante branco.

Orlando Castro*  – Folha 8

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), sobretudo devido ao incremento (ou será excremento?) dado pela Guiné… Equatorial, tem estado na ribalta. Faz agora 20 anos mas não passou, apesar da idade, de um nado-morto.
Segundo o saudoso Vasco Graça Moura, na altura presidente do Conselho de Administração da Fundação Centro Cultural de Belém, “a CPLP é uma espécie de fantasma que não serve para rigorosamente nada, que só serve para empatar e ocupar gente desocupada”.

Seja como for, a CPLP tem uma esplendorosa sede no Palácio Conde Penafiel, na zona do Largo do Caldas, na baixa de Lisboa, que inclui auditório, biblioteca e centro de documentação, além de salas de reuniões, gabinetes de trabalho e um salão nobre. A embalagem é excelente. O conteúdo, contudo, continua a ser uma farsa. Farsa, ainda por cima, de muito fraca qualidade.

“Fica facilitada a nossa intenção de promover um contacto mais directo com a comunidade”, disse na altura da inauguração da sede, em Fevereiro de 2012, o então secretário-executivo da organização, Domingos Simões Pereira, adiantando que a ideia era atrair a comunidade académica e promover encontros com as várias comunidades lusófonas que vivem em Portugal.

“Este conjunto de movimentos deverá permitir que a CPLP seja mais conhecida e esteja mais presente no dia-a-dia dos cidadãos”, considerou, lembrando que as anteriores instalações, na Lapa, não ofereciam condições para estas iniciativas.

Ao longo dos anos, a CPLP, criada a 17 de Julho de 1996, pretendeu (embora sem êxito) afirmar-se como organização de concertação politico-diplomática e de cooperação, sendo frequentemente criticada por não conseguir chegar às sociedades dos oito países. Aliás, raramente consegue ir mais além do umbigo dos seus idílicos, líricos e eventualmente etílicos mentores.

“Gostávamos de ter ido bastante mais rápido, mas (…) era preciso estruturar a organização, era preciso que fosse reconhecida nos espaços oficiais para que hoje possamos sentir que temos oportunidade de nos aproximarmos da comunidade”, disse na altura Domingos Simões Pereira.

E sendo a CPLP uma Comunidade dos Países de diversas Línguas, entre as quais a Portuguesa, não admira que enquanto Timor-Leste quer abandonar o português, outros queiram entrar, mesmo que o que pensem da nossa Pátria comum (a língua) seja igual a zero.

Nada como a CPLP estar preocupada, por exemplo, em ajudar os cidadãos ucranianos e esquecer – como tem feito até agora – os guineenses. É, aliás, simpático dar sapatos aos filhos do vizinho enquanto os nossos andam descalços…

“Mas quando nós começamos a receber esta atenção e este nível de interesse por parte de países que ‘à priori’ não pareceria terem afinidades, interesses tão óbvios, isso deve alertar-nos para aquilo que a CPLP pode significar, para aquilo que pode representar”, acrescentou na altura Domingos Simões Pereira.

E pelo que a CPLP quer de facto representar, seria mais aconselhável mudar o nome para Comunidade dos Países de Língua Petrolífera. Esquecia-se a língua portuguesa, que é coisa de somenos importância, e apostava-se forte naquilo que faz mover os areópagos da política internacional: o petróleo.

Aliás, mesmo sem perguntar a Xanana Gusmão, todos sabem que a Indonésia é um daqueles países a quem a lusofonia tudo deve, mormente Timor-Leste.

Por alguma razão Jacarta proibiu, enquanto foi dona de Timor-Leste, aquilo que foi, ou é, desejo de Xanana Gusmão, ou seja, o uso da língua portuguesa.

Prioridade das prioridades é para a CPLP o Acordo Ortográfico. Tão ou mais prioritário quando se sabe que a Guiné-Bissau regista a terceira taxa mais elevada de mortalidade infantil no mundo e Angola a primeira.

Será que algum dia a CPLP se preocupará como facto de a esperança de vida à nascença dos guineense ser apenas de45 anos?

Será que algum dia a CPLP se preocupará como facto de os líderes angolanos continuarem a saborear várias refeições por dia, esquecendo que na mesma rua há gente a morrer à fome?

Será que algum dia a CPLP se preocupará como facto de a comunidade internacional continuar a mandar (em sentido figurado) toneladas de peixe para Moçambique, esquecendo que o que os moçambicanos precisam é tão só de quem os ensine a pescar?

Será que algum dia a CPLP se preocupará como facto de se mandar montes de antibióticos para a Guiné-Bissau, esquecendo, sobretudo porque tem a barriga cheia, que esses medicamentos só devem ser tomados depois de uma coisa essencial que os guineenses não têm: refeições?

A CPLP diz que Angola desenvolveu nos últimos anos um grande esforço para “acentuar a coesão” entre os membros do bloco lusófono nas áreas da democracia, direitos humanos e reforço do estado de direito. O paradigma de tudo isso será com certeza a Guiné Equatorial.

Democracia? Direitos humanos? Estado de direito? Será que a CPLP sabe mesmo quais são os estados que fazem parte da Comunidade de Países (também) de Língua Portuguesa?

Ou, sabendo-o, considera que Angola é um exemplo de democracia, quando 70% dos angolanos vive na miséria e vota com a barriga?

Saberá a CPLP que, há muitos anos, a Human Rights Watch revela que Angola enfrenta problemas de desrespeito pelos direitos humanos, incluindo a falta de liberdade de expressão, a tortura e a violência?

O caso da Guiné Equatorial

Embora seja uma ditadura, a Guiné Equatorial é membro da CPLP. Tudo normal. Nesta matéria Angola já não se sente isolada.

Domingos Simões Pereira explicava na altura da adesão que, “por um lado, a Guiné Equatorial já está cumprindo com a aprovação da língua portuguesa, como língua oficial. Mas também há princípios que têm a ver com o exercício democrático no país, com uma maior abertura, com os direitos humanos. Há todo um conjunto de princípios no país que nós achamos que têm que ser respeitados”.

Por aqui se vê como a língua portuguesa é complicada. Para a CPLP democracia e direitos humanos têm um significado diferente, ou até antagónico, daquela que nos é ensinado pelos dicionários.

Assim, com a bênção do democrata (apesar de não eleito nominalmente e no poder desde 1979) presidente de Angola, e com o agachamento dos restantes países, a Guiné Equatorial comprou o seu lugar na CPLP.

É evidente que a entrada da Guiné Equatorial na CPLP “não vai mudar nada o regime de Teodoro Obiang” (onde está a novidade?), afirmava já em Julho de 2010 um dos líderes da oposição em Malabo.

“Obiang está no poder desde 1979 e vai continuar a violar os direitos humanos, a torturar e a prender”, declarou Celestino Bacalle, vice-secretário geral da Convergência para a Democracia Social (CPDS).

“Nada mudou na ditadura nestes anos todos nem vai mudar com a entrada na CPLP. Quem muda são os que antes criticavam a situação na Guiné Equatorial e agora são convencidos pelo dinheiro, pelo petróleo e pelos negócios”, acusou então o número dois da maior plataforma da oposição equato-guineense.

“Hoje, os que tinham uma posição crítica sobre a ditadura de Obiang mudam de posição depois de visitarem Malabo”, ironizou o dirigente da oposição, responsável pelas relações políticas internacionais da CPDS.

“A adesão à CPLP não nos surpreende. Está na linha do que Obiang tem feito com outras organizações internacionais. Ele quer mostrar ao povo guineense que o dinheiro pode comprar tudo o que ele quiser. O pior é que tem razão”, denunciou o dirigente da CPDS.

A Guiné Equatorial faz parte do pior de África, mas isso não interessa a quem fica convencido pelas promessas de negócios.

Reconheça-se, contudo, que tomando como exemplo Angola, a Guiné Equatorial preencheu todas as regras para integrar a CPLP. Não sabe o que é democracia mas, por outro lado, tem fartura de petróleo e outras riquezas, o que é condição “sine qua non” para comprar o que bem entender.

Obiang, que a revista norte-americana “Forbes” já apresentou como o oitavo governante mais rico do mundo, e que depositou centenas de milhões de dólares no Riggs Bank, dos EUA, tem sido acusado (tal como o seu homólogo angolano, por exemplo) de manipular as eleições e de ser altamente corrupto, tal como o que se passa em Angola.

Obiang, que chegou ao poder em 1979, derrubando o tio, Francisco Macias, foi reeleito (isso é que é democracia) com 95 por cento dos votos oficialmente expressos (também contou, como em Angola, com os votos dos mortos), mantendo-se no poder graças a um forte aparelho repressivo, do qual fazem parte os seus guarda-costas marroquinos.

Os vastos proventos que a Guiné Equatorial recebe da exploração do petróleo e do gás natural poderiam dar uma vida melhor aos 600 mil habitantes dessa antiga colónia espanhola, mas a verdade é que a maior parte deles vive abaixo da linha de pobreza. Em Angola são 70% os pobres…

A Amnistia Internacional (AI) diz que no país do Presidente Teodoro Obiang se registam “vários casos de detenções e reclusões arbitrárias por motivos políticos”, que normalmente ocorrem “sem que a culpa dos detidos seja formada e formalizada”, e sem que haja “um julgamento justo”.

Estas alusões a Teodoro Obiang e ao seu país encaixam que nem uma luva ao caso de Angola, até mesmo quanto aos anos que os dois presidentes estão no poder.

“Tais práticas não constituem apenas violação dos padrões internacionais de Direitos Humanos aplicáveis às regras processuais policiais, penais e jurisdicionais, mas constituem também forma grave de restrição à liberdade de expressão”, afirma a AI.

As “fortes restrições à liberdade de expressão, associação e manifestação”, os “desaparecimentos forçados de opositores ao Governo”, os “desalojamentos forçados” e a existência de “tortura e outros maus-tratos perpetrados pelas forças policiais” são outras das preocupações expressas pela AI referentes a Angola… perdão, referentes à Guiné Equatorial.

Não se tivesse a certeza que a AI estava a falar da Guiné Equatorial (formalmente é uma democracia constitucional) e, com extrema facilidade, todos pensariam que estaria a fazer o retrato do reino de sua majestade o rei de Angola, José Eduardo dos Santos.

Por outro lado, a AI destaca que “60 por cento” da população da Guiné Equatorial vive “abaixo do limiar da pobreza”, ou seja, com “menos de um dólar americano por dia”, apesar dos “elevados níveis de crescimento económico do país, da elevada produção de petróleo e de ser um dos países com o rendimento per capita mais elevado do mundo”.

Tal como o seu homólogo angolano, Teodoro Obiang quando fala de princípios democráticos bate aos pontos, entre muitos outros, Jean-Bédel Bokassa, Idi Amin Dada, Mobutu Sese Seko, Robert Mugabe, Muammar Kadafi ou Kim Jong-un.

Atente-se, contudo, no que afirmava o moçambicano Tomaz Salomão, na altura secretário executivo da SADC (Comunidade para o Desenvolvimento da África Austral): “São ditadores, mas pronto, paciência… são as pessoas que estão lá. E os critérios da liderança da organização não obrigam à realização de eleições democráticas”.

A melhor prenda que poderiam dar à Lusofonia era a notícia de que, na altura em comemora 20 anos de (in)existência, esta CPLP seria extinta. Não vai acontecer, é claro. Continua a haver muita gente que precisa de ganhar bem e nada fazer. E nisso esta CPLP é exímia.

*Orlando Castro é diretor-adjunto do jornal Folha 8