quinta-feira, 6 de julho de 2017

Grande concentração de carros da marca Porsche no Algarve, este fim-de-semana

Mais de três centenas de modelos da Porsche vão juntar-se, este fim-de-semana, no Autódromo Internacional do Algarve, em Portimão, naquela que é a maior concentração de sempre no país de automóveis desta famosa marca.Com partida no Sábado, a 8 de Julho, em Cascais, e passagem pela cidade de Évora, os participantes chegarão ao final do dia ao Autódromo Internacional do Algarve onde, no Domingo, 9 de Julho irá ter lugar a maior concentração em pista de sempre, com entrada livre para o público que terá acesso à zona das bancadas e a oportunidade única de ver de perto 356 desportivos Porsche em acção.
Como habitualmente acontecia no Rali de Portugal, será recriado o saudoso slalom na recta da meta do Autódromo Internacional do Algarve, numa prova cronometrada destinada a todos os participantes inscritos no Pack Sport Plus e que coloca à prova as máquinas e a perícia de cada equipa participante no Iberian Porsche Meeting.
Ao longo do dia acontecerá também o Challenge 25 anos Porsche Club Portugal composto por um treino livre de 30 minutos, um treino cronometrado de 15 minutos e uma prova com a duração de 7 voltas.
Para fechar o programa do evento Iberian Porsche Meeting, a organização criou uma corrida aberta a todos os modelos Porsche de competição. Este confronto é destinado aos pilotos possuidores de clássicos, cup cars de diferentes gerações, versões GT3 ou até mesmo GT2, sem limite de idade e restrições.
Da caravana do Iberian Porsche Meeting fazem parte, por exemplo, o Porsche 918 Spyder, avaliado, actualmente, em mais de um milhão de euros e considerado como um dos mais eficazes super-desportivos híbridos do mundo; o também raro Porsche 911 GT3 RS, sinónimo de competição e o simbólico Porsche 356, o primeiro da actual linhagem.
Também marcará presença o australiano Mark Webber, campeão do mundo do WEC, em 2015, ao volante do Porsche 919 Hybrid LMP1 — o protótipo que, desde então, já deu três triunfos à Porsche nas 24 Horas de Le Mans (2015, 2016, 2017).
Além da presença do antigo piloto de Fórmula 1, o  Iberian  Porsche  Meeting 2017 contará ainda com a participação do director de produto da Porsche e responsável  pelo  desenvolvimento  dos  desportivos  da  marca,  August Achleitner.
Fonte: O Algarve

Agenda de Julho Programação para julho, em Carregal do Sal!


Agenda de Julho  Programação para julho, em Carregal do Sal! Viva a alegria, o Convívio e a Amizade.

Medidas de autoproteção em incêndios divulgadas nas freguesias do Concelho de Albergaria-a-Velha

O CLDS Albergaria IntegraT e a Câmara Municipal, em parceria com os Bombeiros Voluntários de Albergaria-a-Velha, irão dinamizar na próxima semana, três sessões, uma na zona serrana, outra no centro do Concelho e outra na zona ribeirinha, sobre as medidas de autoproteção a ter em conta em caso de incêndio. A participação é gratuita e não carece de inscrição.

  As ações de sensibilização, denominadas “Incêndios: como se proteger!”, irão decorrer na Junta de Freguesia de Ribeira de Fráguas, no dia 10, no Centro Cultural de São João de Loure, a 11, e na sede da antiga Junta de Freguesia de Valmaior, a 12 de julho, com início às 21h00.

O objetivo das sessões é consciencializar os munícipes para a importância da prevenção antes do verão, a nível das limpezas e da gestão do combustível junto às casas, e explicar quais os métodos e procedimentos a adotar no caso de as pessoas se virem cercadas por um incêndio florestal. As sessões serão dinamizadas por dois técnicos especializados nestas matérias.

  Os incêndios florestais são uma das principais catástrofes em Portugal. Constituem uma fonte de perigo para as pessoas e bens, além de provocarem danos ambientais graves. As causas são muito variadas, mas muitos ocorrem por descuido humano. A proteção começa com cada um, por isso, é essencial os munícipes saberem como agir se estiverem próximos de um incêndio ou se virem a sua casa em risco. De acordo com os Serviços de Proteção Civil, agir com cuidado é a melhor forma de prevenção.

No âmbito do projeto Tardes Comunitárias “Massagem de Som” deu a conhecer terapia oriental

Cinquenta pessoas inscritas no projeto “Tardes Comunitárias: Dar + Vida aos Anos” beneficiaram de uma “Massagem de Som – Taças Tibetanas”, numa sessão realizada por Nuno e Cristina Cunha, no antigo Salão dos Bombeiros Voluntários, em 5 de julho.

Esta prática milenar foi explorada e desenvolvida ao longo de anos de prática e estudos, por Peter Hess, engenheiro de física mecânica e pedagogo que desenvolveu a massagem de som, adaptando-a às necessidades das pessoas das culturas ocidentais. A técnica baseia-se na produção de vibrações harmónicas que pelos efeitos das ondas mecânicas induzem ao relaxamento físico e aumento do bem-estar geral. A Massagem de Som, segundo Peter Hess, é utilizada nos cuidados de saúde, na fisioterapia e psicoterapia, no relaxamento, na pedagogia, no trabalho com pessoas com necessidades especiais.

As taças e os gongos utilizados nesta prática são objetos produzidos artesanalmente, compostos por uma liga metálica cuja composição pode integrar até catorze metais. Esta composição metálica possibilita que estes instrumentos de som ao serem percutidos consigam fazer vibrar cinco tons em simultâneo, mantendo a sonoridade durante vários minutos, o que as torna num instrumento musical único.

Nuno Cunha é Formador em Terapia de Som nos Graus 1, 2, 3 e 4. Em 2005 fez a formação de massagem de som segundo Peter Hess e, em 2010, recebeu a autorização de Ingrid Ortelbach, diretora da Academia Peter Hess Portugal e pioneira da terapia de som em Portugal, para facilitar os cursos de massagem de som Peter Hess. Nuno Cunha e também facilitador de Biodanza (Rolando Toro Araneda), Mestre e Facilitador de Reiki Essencial (sistema Mikao Usui), Medicina Tradicional Chinesa (Instituto Português de Naturologia) entre outros.


A massagem de som resulta de um concerto executado a partir da percussão de taças, pratos, gongos e címbalos metálicos, cujas vibrações produzem efeitos terapêuticos, bem-estar físico e mental.

Secretário de Estado do Ambiente Visitou ETAR de Carregal do Sal






O Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, visitou na manhã do dia 5 de julho, algumas das ETAR do Concelho de Carregal do Sal.
Após a conclusão dos projetos de restruturação do sistema de recolha e tratamento de águas residuais, solicitados pela Câmara Municipal, o representante do Governo veio inteirar-se do estado das atuais infraestruturas (ETAR e Estações Elevatórias) que considerou, após verificação in loco, estarem obsoletas, quer pelo desgaste da idade, quer pela tecnologia rudimentar utilizada.
A restruturação proposta visa a substituição das 35 atuais ETAR e 2 Estações Elevatórias por 6 novos sistemas de tratamento que incluem 22 Estações Elevatórias, num investimento que ronda os 8 milhões de euros.
Carlos Martins entendeu que esta seja uma prioridade do Município como garante da salvaguarda do ambiente e consequente qualidade de vida dos munícipes e sublinhou a necessidade de intervenção.
Mostrando-se sensível à pretensão do executivo municipal, o Secretário de Estado do Ambiente deixou a garantia de que esta questão será pormenorizadamente analisada pelo Governo e demonstrou vontade para financiar a curto prazo, pelo menos, uma parte significativa da restruturação do sistema de recolha e tratamento de águas residuais.

Papa critica: “riqueza descarada” de “privilegiados” que contrasta com “escândalo” da pobreza

Junho 23, 2017 - Igreja

Mensagem para o I Dia Mundial dos Pobres apela à mobilização das comunidades católicas e sugere celebrações com pobres e voluntários.

O Papa criticou a “riqueza descarada” de uma minoria de “privilegiados” que agrava os níveis de pobreza, a nível mundial, numa mensagem divulgada pelo Vaticano no dia 13 de junho. “Infelizmente, nos nossos dias – enquanto sobressai cada vez mais a riqueza descarada que se acumula nas mãos de poucos privilegiados, frequentemente acompanhada pela ilegalidade e a exploração ofensiva da dignidade humana -, causa escândalo a extensão da pobreza a grandes sectores da sociedade no mundo inteiro”, escreve, no texto dedicado à celebração do I Dia Mundial dos Pobres.
Esta iniciativa que a Igreja Católica vai passar a assinalar no penúltimo domingo do seu ano litúrgico (19 de novembro, em 2017) foi uma decisão anunciada por Francisco na conclusão do Jubileu da Misericórdia (dezembro 2015-novembro 2016).
“Se desejamos dar o nosso contributo eficaz para a mudança da história, gerando verdadeiro desenvolvimento, é necessário escutar o grito dos pobres e comprometermo-nos a erguê-los do seu estado de marginalização”, sustenta o Papa. Francisco recorda os que sofrem com a “marginalização, a opressão, a violência, as torturas e a prisão, pela guerra, a privação da liberdade e da dignidade, pela ignorância e o analfabetismo, pela emergência sanitária e a falta de trabalho, pelo tráfico de pessoas e a escravidão, pelo exílio e a miséria, pela migração forçada”. A mensagem pontifícia sublinha que o atual cenário de desigualdades e pobreza não pode deixar ninguém “resignado”. “À pobreza que inibe o espírito de iniciativa de tantos jovens, impedindo-os de encontrar um trabalho, à pobreza que anestesia o sentido de responsabilidade, induzindo a preferir a abdicação e a busca de favoritismos, à pobreza que envenena os poços da participação e restringe os espaços do profissionalismo, humilhando assim o mérito de quem trabalha e produz: a tudo isso é preciso responder com uma nova visão da vida e da sociedade”, pode ler-se.
Francisco sublinha que esta nova data nas comunidades católicas quer levá-las a estar mais perto dos “últimos e os mais carenciados”, como consequência da “predileção de Jesus pelos pobres”. “Não amemos com palavras, mas com obras”, apela, antes de pedir “um verdadeiro encontro com os pobres”. O Papa apresenta uma reflexão sobre a centralidade da pobreza nos Evangelhos e na Teologia católica, com elogios a todos os que, na história da Igreja, “ofereceram a sua vida ao serviço dos pobres”.
A figura escolhida como “testemunha da pobreza genuína” é São Francisco de Assis, que fundou a Ordem dos Frades Menores (franciscanos) em 1209.
O Papa fala nas consequências dramáticas “da avidez de poucos e da indiferença generalizada”, alargando o convite de celebrar este Dia Mundial dos Pobres a todos, independentemente da sua pertença religiosa. Francisco deixa ainda indicações às comunidades católicas, para que se empenhem na criação de “momentos de encontro e amizade, de solidariedade e ajuda concreta”, além de sugerir que se convidem para as Missas deste domingo “os pobres e os voluntários” que os ajudam.
“Os pobres não são um problema: são um recurso de que lançar mão para acolher e viver a essência do Evangelho”, conclui a mensagem, que traz a data de 13 de junho, memória litúrgica de Santo António de Lisboa.

Ag. Ecclesia

Papa Francisco: Âncoras da reforma da Igreja

Junho 23, 2017 - Opinião

GEORGINO ROCHA | Padre

O Papa Francisco é um ítalo-argentino, engenheiro de formação, jesuíta por vocação e franciscano por opção. O contexto em que vive antes de ser escolhido para a cadeira de Pedro em Roma leva-o a enfrentar enormes desafios que enriquecem a sua dotada personalidade, credenciando-o para o desempenho de missões de “risco”. O estilo que transparece da sua presença e intervenções em público marca indelevelmente todos os que se preocupam com a humanidade e a criação, com a Igreja e sua missão na sociedade. A mensagem decorre transparente, como a água cristalina, e revela o sentido profundo do que está a acontecer como “rosto” histórico do amor de Deus misericordioso. Os contactos pessoais e os encontros de ocasião criam uma rede de comunicações que o fazem próximo e amigo. O seu estilo de vida irradia a alegria da fé que ilumina a caminhada em que se vê envolvido e que, de algum modo, protagoniza.

Tendo em conta o que de mais saliente se pode captar, a partir da periferia em que me encontro, desejo partilhar algumas observações breves que podem servir para fazer uma leitura crítica do que está em curso e das âncoras de esperança que darão consistência e estabilidade à reforma pretendida e a tornarão irreversível com o impulso do Espírito Santo.

1. Primeira âncora: a renovação do episcopado e do colégio cardinalício. Esta renovação constitui uma linha muito clara do agir do Papa Francisco. Nela explicita a sua intenção e com ela dá suporte sustentável ao que pretende. São bispos em profunda sintonia com o novo espírito reformista que deseja implementar, colocados em dioceses significativas ou serviços especiais; são cardeais que garantirão uma sucessão apostólica consequente.
2. Segunda âncora: a constituição do G9 (grupo de nove cardeais escolhidos pessoalmente pelo Papa) que reflete com ele a reforma da Cúria Romana, o perfil dos bispos a nomear, a situação da Igreja, os projetos de renovação a implementar, os critérios a observar, e, certamente outros assuntos prementes, os dramas da humanidade e as forças em presença na conjuntura mundial, designadamente nas zonas em conflito.
3. Terceira âncora: a valorização do estatuto do bispo da Igreja diocesana, dos órgãos colegiais de discernimento e decisão como as conferências episcopais ou dos religiosos, dos conselhos presbiterais, dos organismos laicais ou afins. É o estilo sinodal que reforça a comunhão entre todos e responsabiliza cada um. É o apelo insistente aos presbíteros a que sejam “pastores” ao jeito do Bom Pastor, que cultivem o “cheiro a ovelha”. É a exortação solícita aos diáconos a que se dediquem às “novas periferias” no exercício da sua diaconia. É a indicação clara aos religiosos e leigos para que assumam os desafios atuais e façam avançar o relógio da hora histórica que vivemos.
4. Quarta âncora: o processo da reforma da Cúria romana. Este processo vai dando passos significativos: responsáveis de dicastérios são renovados e competências redefinidas; valorização de outros órgãos de serviço que agilizam o funcionamento, criam maior familiaridade e favorecem a descentralização.
5. Quinta âncora: o agir irradiante do Papa Francisco e as suas viagens apostólicas. Este agir abre novas dimensões à Igreja em saída missionária e, mediante a conversão pastoral, aviva o espírito e lança as estruturas indispensáveis, especialmente os espaços de acolhimento e de encontro, a Cúria diocesana, o cartório paroquial e os templos. A visão da Igreja, “a partir de baixo”, vai fazendo o seu caminho; a convicção séria de que o povo de Deus está dotado do sentido da fé manifesta-se progressivamente.
6. Sexta âncora: o povo humilde “das periferias” que tem um lugar especial no coração do Papa. E lhe corresponde, afluindo em grande número. Mobilizado para participar e deixar de ser multidão esquecida, sente o que está chamado a ser; portador de uma missão histórica, “viveiro” dos dons de Deus, sempre em renovação pela força do Espírito Santo. Os encontros com os movimentos populares apontam claramente para uma alternativa, bem como o apoio à dinâmica de partilha solidária das escolas de educação/formação; os Dias Mundiais dos Jovens lançam sementes de esperança que tendem a germinar e a crescer. A instituição do Dia Mundial dos Pobres, além do valor em si mesmo, é um símbolo das novas prioridades.
7. Sétima âncora: a memória das experiências e os textos do magistério. O sonho profético de Francisco vai sendo escrito no coração das pessoas de boa vontade e dos cristãos, em homilias e discursos, mensagens, encíclicas e sobretudo exortações apostólicas pós-sinodais. Em todas elas sobressai o desejo de fidelidade crescente ao projeto de salvação do nosso bom Deus e de presença solícita e próxima a uma humanidade ferida que aspira à cura integral.
8. Oitava âncora: a atenção à diplomacia do Vaticano. A convicção do Papa, enraizado no Evangelho e em alguns períodos da história da Igreja, é a de que a sua missão de pastor universal comporta a intervenção na grande política, na mediação da paz entre os contendores, na criação de uma consciência alternativa à acomodação da ordem estabelecida. Sua e dos bispos, sobretudo a nível local onde as pessoas pobres mais sofrem. A renovação da Secretaria de Estado e a nomeação do Cardeal Parolin dão rosto institucional a esta vontade positiva do Papa Francisco, bem como a relação amiga e a concórdia gerada com os responsáveis das Igrejas e de outras instituições culturais e religiosas.
Em síntese, a dinâmica da reforma da Igreja conta com algumas âncoras de segurança. Outras poderão estar a surgir. O Papa Francisco, sempre aberto ao Espírito de Deus renovador, é homem de surpresas. Também os opositores à sua visão reformista parece que não abranda a obstrução crítica. Oxalá a tensão verificada seja salutar e faça surgir novos impulsos de fidelidade ao Evangelho de Jesus Cristo e aos desafios dos sinais dos tempos messiânicos.

Fonte: Correio do Vouga