sexta-feira, 27 de julho de 2018

Ministro promete baixar preço das portagens na Via do Infante

O Ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, esteve em Olhão a inteirar-se da conclusão das obras de urgência na EN 125 no troço entre Olhão e Vila Real de Santo António.
Quanto à reabilitação de fundo deste troço, o ministro deixou a garantia de que se trata de uma prioridade do atual governo, estando o seu avanço apenas dependente do resultado do recurso interposto junto do Tribunal de Contas, no que diz respeito à negociação da jurisdição desta via. “Temos uma estratégia no caso de vencermos o recurso, como esperamos, e temos uma estratégia caso isso não se verifique”, garantiu o ministro do Planeamento em Olhão.
O governante teve, ainda, oportunidade de anunciar diversos projetos para a mobilidade na região do Algarve, onde o governo prevê gastar 200 milhões de euros, nomeadamente a Variante de Olhão. O ministro diz que está a ser feito o estudo prévio que “nos permite receber, a seguir, a declaração de impacte ambiental. O estudo prévio deve ficar concluído entre agosto e setembro. Depois, em 2019, é fazer o projeto de execução e depois a obra”.
No que diz respeito à infraestrutura ferroviária, estão a decorrer intervenções na Estação de Olhão, com a remodelação das instalações sanitárias, e no apeadeiro de Fuseta A, onde, para além da colocação de suportes para bicicletas e reparação dos painéis de vedação danificados, foi substituída a cobertura do abrigo.
Quanto ao futuro da Linha do Algarve, Pedro Marques deixou a garantia de que é um desígnio do atual governo avançar com a sua eletrificação integral.
Quanto às portagens na Via do Infante, o ministro referiu que “para além das reduções até agora registadas nas portagens, que já pouparam mais de 15 milhões de euros aos algarvios, pretendemos baixar ainda mais o custo de circulação nesta via tão estruturante para a região”.
Fonte: oalgarve

Recordar o sábado passado




Excursão da ADASCA 2018 | Síntese da História sobre a Aldeia de Monsanto


Fotorreportagem da Excursão da ADASCA 2018 | Sobre o Jardim do Paço Episcopal em Castelo Branco



Vídeo publicado em:https://youtu.be/vEc1aWZXG6E

Diogo Piçarra, Gisela João e Nelson Freitas na Arte Doce de Lagos

Este fim de semana, Lagos recebe mais uma edição da Feira Concurso Arte Doce. A doçaria tradicional, confecionada, sobretudo, à base de amêndoa e figo, é a grande rainha do certame, que se realiza no Complexo Desportivo Municipal e tem entrada gratuita.
Mas quem ali se deslocar entre esta sexta-feira e domingo, também pode encontrar muitos outros produtos regionais e artesanato. As habituais tasquinhas com os tradicionais petiscos algarvios marcam, igualmente, presença.
A animação musical é outra das vertentes fortes do evento, contando o cartaz deste ano com nomes bem conhecidos de todos os portugueses.
O espetáculo de hoje, sexta-feira, é protagonizado por Diogo Piçarra (dia 27), enquanto que amanhã, sábado, ao palco sobe a fadista Gisela João e o concerto final, a ter lugar no domingo, fica por conta de Nelson Freitas.
Fonte: oalgarve

Colheita de sangue dia 28 (sábado) das 9 horas e as 13 horas no Posto Fixo da ADASCA em Aveiro | Não fique indiferente… o próximo pode ser um de nós no dia seguinte!


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@Verdade Editorial: Padrinhos mágicos


A cada dia que passa fica claro as razões deste país continuar mergulhado no subdesenvolvimento e o seu povo encontrar-se numa desgraça sem precedentes. Também fica claro que, neste Moçambique, tudo é possível, desde que tenha um “padrinho na cozinha” – como diz o dito popular. O exemplo mais evidente disso é a empresa Vodacom Moçambique que foi literalmente carregada ao colo pelas famílias Guebuza e Machel, permitindo-a renovar a sua licença de telefonia móvel. E, como se isso não bastasse, a empresa vai receber de bónus uma licença unificada para prestar serviços de telecomunicações independentemente da tecnologia de suporte.

Para uma empresa que só no ano passado facturou mais de 220 milhões de dólares norte- -americanos, pagar 40 milhões de dólares norte-americanos pela renovação da Licença Unificada de Telecomunicações que será efectiva a partir do dia 24 do próximo mês de Agosto é, sem sombras de dúvidas, uma ninharia. Pode-se afirmar que a Vodacom acaba de receber jackpot para continua a prestar maus serviços aos seus clientes. Aliás, desde o ano passado os serviços de voz e dados desta operadora têm estado a deteriorar-se, e, como se não bastasse, a empresa tem vindo aumentar de forma galopante os seus preços, sobretudo os serviços de dados móveis.

Mais uma vez o Estado moçambicano continua a ser lesado por um bando de mercenários que, desde a Independência Nacional, tem estado a marimbar-se para a população que passa por privações diariamente em relação ao acesso à saúde, educação e comida. As famílias Guebuza e Machel continuam empenhadas em levar água para os seus moinhos de modo a que os seus descendentes fiquem a cobertos de preocupações financeiras no futuro.

É cada vez mais evidente que os interesses pessoais de um grupo ligado ao partido Frelimo continuam a sobrepor os legítimos interesses dos moçambicanos e, pelo andar da carruagem, tudo indica que a situação vai piorar, enquanto algumas famílias continuarem a olhar para Moçambique como sua propriedade.

Em suma, os indivíduos que à custa do sofrimento do povo moçambicano acabam de dar o aval para a Vodacom Moçambique continuar a liderar o mercado nacional e, consequentemente, ampliar os seus lucros para lá do intolerável. Sem dúvidas, é mais um caso para dizer: “Quem tem padrinho não morre pagão”.


Couve supostamente contaminada mata duas crianças na província de Maputo


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Duas crianças morreram e outros 26 adultos sobreviveram depois de consumirem couve alegadamente contaminada com pesticida, na província de Maputo. Todas as vítimas sofreram os mesmos sintomas: vómitos e diarreias, de acordo com as autoridades da Saúde e da Agricultura e Segurança Alimentar aguardam pelos resultados de autópsia aos óbitos para apurarem as reais causas da desgraça.

Uma das crianças, de dois anos de idade, perdeu a vida no Hospital Provincial da Matola (HPM), para onde ela, a mãe e o irmão foram socorridos em consequência de terem passado mal após o jantar com couve.

O @Verdade apurou que a família começou a contorcer-se de dores, seguidas de vómitos e diarreia, por volta das 23h00 de terça-feira (24).

Na manhã do dia seguinte dirigiu-se àquela unidade sanitária de referência na província de Maputo. O chefe da família escapou porque os seus dependentes adoeceram antes de ele tomar a refeição.

A progenitora da vítima e o irmão de cinco anos de idade sobreviveram, sorte que não teve um outro miúdo de 13 anos, que residia no bairro de Jonasse, no posto administrativo da Matola-Rio.

O Ministério da Saúde (MISAU) confirmou à imprensa que o adolescente, que apresentava sintomas de intoxicação alimentar devido à couve em alusão, pereceu em casa.

Xadreque Muloana, médico-chefe do HPM, disse a jornalistas, na quinta-feira (26), que é prematuro avançar se as mortes tiveram ou não como causa a intoxicação alimentar originada pela couve contaminada com pesticida.

A referida couve foi comprada numa vendedora ambulante, a qual foi identificada, bem como o proprietário da machamba onde foi extraída, o que levou à destruição do produto e colheita de amostras para análises laboratoriais.

“Não podemos, neste momento, afirmar, categoricamente, que os óbitos tenham resultado do consumo da couve, porque aguardamos ainda pela autópsia” às vítimas.

Xadreque Muloana fez saber, também, que os hospitais Provincial da Matola e Geral José Macamo (HGJM) receberam 28 doentes, dos quais 21 adultos e sete crianças, com sinais de intoxicação alimentar. Pelo menos “12 pacientes continuam internados”.

No dia 19 de Julho, deram entrada no HPM 11 enfermos, sendo três crianças e oito adultos, todos do bairro Patrice Lumumba. Entre 19 e 20 de Julho, 14 pacientes, dos quais 11 adultos e três petizes procuraram socorro no Hospital Geral José Macamo (HGJM) por causa da referida couve.

Os doentes são do bairro Patrice Lumumba, no posto administrativo de Infulene, e Juba, no distrito de Boane. Por sua vez, Elídio Bande, porta-voz do Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar (MASA), disse que os agricultores devem observar, rigorosamente, as normas e recomendações sobre o uso seguro de pesticidas. Estes devem ser adquiridos nos vendedores autorizados.

Alimentos pulverizados devem ser consumidos depois de vencida a toxidade e é imperioso que sejam devidamente lavados, bem como cozê-los bem para evitar males maiores.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique


Bancos comerciais ignoram “pós-crise” em Moçambique e param de comprar Títulos do Tesouro

Apesar do Presidente Filipe Nyusi ter anunciado o início do “pós-crise” e ter garantido que economia moçambicana está a recuperar a realidade desmente-o, agora até os bancos comerciais deixaram de comprar Títulos do Tesouro que têm sido usados pelo Governo para financiar o Orçamento de Estado cada vez mais deficitário desde a descoberta das dívidas da Proindicus e MAM. O @Verdade apurou que, para além da descida das taxas de juro e da falta de liquidez, os principais bancos comerciais estão a ressentir-se dos calotes internos do Executivo.
Quando Filipe Nyusi começou com a retórica dos moçambicanos passarem a viver só com o que dispõem internamente, no seguimento da suspensão do Programa financeiro do Fundo Monetário Internacional em Abril de 2016 e do apoio directo ao Orçamento de Estado pelos Parceiros de Cooperação, na verdade em vez de aumentar a produção e produtividade o seu Governo deu início a uma escalada da Dívida Pública Interna, principalmente através da emissão de Títulos do Tesouro, pois está quase totalmente impossibilitado de contrair créditos no exterior.
Com remuneração indexada às galopantes taxas de juro dos produtos de crédito os Títulos do Tesouro moçambicano a 3 meses chegaram a pagar 25,87 por cento, a 6 meses 28,42 por cento e a 1 ano geraram dividendos de 29,74 por cento, tornando-se num investimento apetecível principalmente para os principais bancos comerciais que obtiveram lucros bilionários inéditos e reduziram o crédito ao sector privado produtivo.
Paralelamente a Dívida Pública Interna, que Armando Guebuza havia deixado em 6 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), tem crescido exponencialmente estando cifrada em mais de 105 biliões de meticais, o que corresponde a 12,1 por cento do PIB de acordo com o Banco de Moçambique (BM), criando um fenómeno que os economistas denominam de crowding out.
Títulos do Tesouro com procura muito baixa
Mas embora o pico da crise parece ter sido atingido em 2017 a economia mais do estar em recuperação “já não está a oscilar tanto e tão descontroladamente”, como explicou ao @Verdade o professor de Economia Carlos Nuno Castel-Branco.
“A taxa de crescimento da economia baixou para menos de metade, estando agora ao nível aproximado da taxa de crescimento da população (isto é, o PIB per capita não vai subir); a dívida pública, incluindo a interna, que pesa muito sobre o sistema financeiro doméstico, continua a subir; o sistema financeiro não está nem interessado nem capaz de apoiar a transformação da base produtiva” aclarou Carlos Nuno Castel-Branco.
No entanto, nos últimos meses, o sistema financeiro dá sinais de também não estar interessado em continuar a financiar o Orçamento do Estado de Filipe Nyusi, que anunciou recentemente o início do “pós-crise”.
A 22 de Maio o Executivo colocou na Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) a 4ª Série de Obrigações do Tesouro 2018 para obter 1,5 bilião de meticais. A procura ficou por 225 milhões de meticais, com taxas de juro de 17,50 e 19 por cento, e o Estado “não deliberou proceder com a emissão”, pode-se ler no comunicado da BVM.
Sem opções de financiamento no exterior, o @Verdade sabe que a emissão dos Títulos do Tesouro está a financiar a execução do deficitário Orçamento de Estado até mesmo para pagar salários dos funcionários públicos, o Executivo de Nyusi voltou à Bolsa de Valores para um novo leilão das mesmas Obrigações do Tesouro e diante da pouca oferta contentou-se com 260 milhões de meticais, para uma expectativa de 1,5 bilião de meticais.
No dia 26 de Junho o Governo de Filipe Nyusi, que este ano pretende emitir Títulos do Tesouro num valor global de 84,2 biliões de meticais que é montante em défice no seu Orçamento, regressou à Bolsa de Valores para obter mais 1 bilião de meticais através da emissão de Obrigações do Tesouro 2018 - 5ª Série.
“De acordo com as propostas apresentadas pelos Operadores Especializados em Obrigações do Tesouro, a procura foi de 12.000.000,00MZN, e as respectivas taxas de juro situaram-se em 17,50%, pelo que, o Estado na sua qualidade de Emitente, não deliberou proceder com a emissão”, pode ler no comunicado da BVM.
Governo de Nyusi estará a dar calote também à banca nacional
Um banqueiro ouvido pelo @Verdade na condição de anonimato explicou que por um lado as taxas de juro oferecidas pelo Estado deixaram de ser aliciantes e os bancos preferem fazer dar crédito a alguns novos projectos do sector produtivo, mas também os principais bancos comerciais estão a aplicar novas normas contabilísticas que obriga-os a constituir imparidades sobre a Dívida Pública Interna.
Mas um segundo banqueiro entrevistado pelo @Verdade alertou que a política monetária do Banco de Moçambique de “reduzir a liquidez do sistema bancário pode ter enxugado tudo, até porque o banco central considera que o endividamento interno atingiu o limite. Havia um compromisso de não ultrapassar os 10 por cento do PIB mas já vai em 12 por cento”, como aliás o Rogério Zandamela enfatizou após a última reunião do Comité de Política Monetária.
Além disso o banqueiro revelou que o Governo, que está a dar calotes a bancos estrangeiros, está também a dar calote às instituições financeiras nacionais citando a título de exemplo que em 2015 foi financiar-se em cerca de 3 biliões de meticais para amortizar a dívida que tinha para compensação às gasolineiras com o compromisso de devolver no ano seguinte. “Em 2016 renegociaram para amortizar em 4 anos e no ano passado voltaram a pedir para reestruturar agora para pagarem em 8 anos”, revelou o banqueiro.
O @Verdade contactou na quarta-feira (25) a assessoria de imprensa do Ministério da Economia e Finanças para saber qual o impacto na execução orçamental está a ter a dificuldade de financiamento através de Títulos do Tesouro e confirmar a reestruturação da dívida contraída à banca para pagar as gasolineiras mas até ao fecho desta edição não obteve nenhuma resposta.
Entretanto inúmeros funcionários públicos reportaram ao @Verdade que ainda não tinham recebido o salário referente ao mês de Julho.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique