sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Finais da Liga Moçambicana de Basquetebol: Edson Monjane coloca Ferroviário de Maputo a uma vitória do título

Foto da página do facebook do Ferroviário de MaputoO Ferroviário de Maputo está a uma vitória de sagrar-se campeão nacional de basquetebol sénior masculino depois de vencer nesta quarta-feira(22) o seu homónimo da Beira no jogo 2 das Finais. Edson Monjane destacou-se entre os “locomotivas” com 4 pontos decisivos nos segundos finais.
A equipa treinada por Milagre Macome entrou ao ataque para a quadra do pavilhão do Maxaquene, abriu o placar e fez 0 a 6 antes dos ainda campeões encestarem os primeiros pontos. Os “beirenses” ainda nem tinham entrado para o jogo e o placar indicava 13 a 32 pontos no término do 1º período.
Nazir Salé terá puxado as orelhas dos seus pupilos que mostraram outra garra no início do 2º período e reduziram para 10 pontos a desvantagem. O Ferroviário de Maputo mostrava lucidez a defender mas desperdiçava jogadas atacantes vendo Angelo Warmer dar nova esperança aos “beirenses” com uma bomba mesmo com o cronómetro a estourar para o intervalo, 39 a 43 pontos.
Mas o descanso fez bem aos “maputenses”, com os reforços estrangeiros algo apagados a “prata da casa”, particularmente os irmão Novela, conduziam a “locomotiva” para mais uma vitória dilatando a vantagem para 10 pontos no término do 3º período.
Também do lado do Ferroviário da Beira os norte-americanos não ajudavam a equipa, Angelo Warmer acabou mesmo fora do pavilhão, valeu Ismael Nurmamad, poupado no jogo 1, que comandou a recuperação dos campeões até ao empate a 65 pontos, com 3 minutos e 21 segundo para jogar.
Elves Houana chegou até a fazer a cambalhota do placar mas o espanho Alvaro Maso deu o ar da sua graça e com uma bomba voltou a colocar os “maputenses” na frente, faltava 1 minuto e 34 segundos para jogar.
Depois faltou serenidade, e pontaria, aos “beirenses” enquanto por baixo da tabela Edson Monjane encestou por mais duas ocasiões e sentenciou a vitória por 69 a 72 pontos.
Agora a Liga Moçambicana de Basquetebol regressa ao “Chiveve” para o jogo 3 das Finais, na sexta-feira (24).
Se o Ferroviário da Beira vencer o 4º jogo está previsto também para o seu pavilhão, no sábado (25).
Caso os “beirenses” consigam vencer os dois próximos jogos o jogo 5 e último das Finais está previsto para o próximo dia 27 no pavilhão do Maxaquene na capital moçambicana.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

24 - 8 - 1950 / 24 - 8 - 2018 COLUMBÓFILA COMPLETOU 68 ANOS



Embora sem festejar a data da sua fundação a Direção Geral da Associação Social de Solidariedade Sociedade Columbófila Cantanhedense, dá um enorme significado a esta data, aproveitando a mesma, para internamente, proceder a reflexões mais aprofundadas, mas também para aflorar recordações, mas sobretudo vivências, que todos, os que tiveram a felicidade e o privilégio de integrar a família columbófila, tem vivido e partilhado ao longo destes 68 anos de atividade ininterrupta, que a Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense já leva.
Data também, para recordarmos aquele “punhado” de cantanhedenses que em 24 de agosto de 1950, meteram as “mãos” na massa e “construíram” a nossa Associação, estando certamente longe de poder pensar que o seu trabalho seria continuado e que a referida coletividade viesse e granjear a simpatia e o respeito de tantas entidades e pessoas.
Data igualmente para recordarmos todos aqueles, que por força do “destino” já não se encontram entre “nós” e que com o seu trabalho, esforço e dedicação, muito contribuíram para o rico historial da nossa Associação.
Num ano difícil que continua marcado pela perca de enormes valores humanos, a Associação de Solidariedade Social Sociedade Columbófila Cantanhedense, fruto da dedicação dos seus atletas, do trabalho dos seus técnicos, dos seccionistas mas sobretudo do apoio dos seus familiares e dos seus patrocinadores e entidades apoiantes, conquistou alguns títulos nacionais, nesta época desportiva que há pouco findou, conhecendo o seu expoente máximo, com a presença dos nossos nadadores nos Campeonatos Europeus de Juniores AA, integrando a seleção nacional da modalidade, no Open de Espanha que decorreu em Sevilha, com a participação da equipa sénior feminina no Campeonato Nacional da 2ª Divisão de Basquetebol e com a presença, no inicio deste mês, do nadador internacional Diogo José no Campeonato Mundial de Juniores de Águas Abertas e que muito contribui para o enriquecimento do historial da nossa Associação.
A todos fico reconhecidamente grata.
Lurdes Silva – Presidente da Direção Geral
“estamos crentes que a juventude vindoura irá colher aquilo que agora a custo semeamos; é isto que pretendemos”
“Alberto Abrantes” - junho de 1986

Governo entrega ROMON a empresa do devedor do Tesouro Público Alberto Chipande

O Grupo Mecula, do General Alberto Joaquim Chipande que há 19 anos deve ao Tesouro Público mais de 40 milhões de meticais, ficou com o património da extinta Rodoviária de Moçambique -Norte (ROMON) em Nampula e em Cabo Delgado por 25,3 milhões de meticais montante ainda que não amortizou na totalidade.
O Governo formalizou em Fevereiro de 2017 a alienação património existente em Nampula e Cabo Delgado da Rodoviária de Moçambique –Norte, Empresa Estatal, extinta nos anos 90, e que deixou mais de três centenas de trabalhadores no desemprego e na miséria.
A alienação foi adjudicada ao Grupo Mecula, Limitada, pelo montante de 25.302.702 meticais. Mas tal como outras alienações das Empresas Estatais o beneficiário foi mais um membro do partido Frelimo.
Criado em 1999 por Carlos Adolfo Capellato e Alberto Joaquim Chipande o Grupo Mecula, Limitada, é desde 2015 unicamente propriedade do General do primeiro tiro.
A ROMON, E.E., que operou principalmente no Norte e Centro de Moçambique nos primeiros anos da independência entrou em decadência nos anos 80 com a destruição de grande parte da sua frota em ataques armados durante a “guerra dos 16 anos”.
Embora sem meios circulantes fazem parte do desta empresa, que empregou centenas de moçambicanos, instalações bem localizadas nas províncias de Nampula e de Cabo Delgado.
Aliás desde que a empresa foi extinta pelo menos três centenas de trabalhadores residentes da cidade Nampula continuam a reivindicar salários atrasados e indemnizações que alegam nunca lhes terem sido pagas pelo Estado.
O @Verdade apurou que o Grupo Mecula que já tomou posse das infra-estruturas da ROMON há vários anos mais ainda não pagou a totalidade do custo da alienação. “(...) Foi pago 14.636.264,84 meticais, estando em dívida o remanescente no total de 10.666.437,16 meticais”, esclareceu o Ministério da Economia e Finanças.
Empresa do General Chipande deve ao Tesouro Público desde 1999
Paradoxal que o Governo alienou a ROMON a empresa que é devedora do Tesouro desde a sua criação. Desde Abril de 1999 que o Grupo Mecula, Limitada, tem recebido diferentes empréstimo do Estado, que na altura se endividou junto Banco Africano de Desenvolvimento, para a aquisição de autocarros.

“O Grupo Mecula Limitada, contraiu em 1999 um empréstimo de USD 1.250.000, tendo voltado a contrair outro financiamento em 2000, com vista à aquisição de autocarros, no valor de USD 1.500.000, cujo prazo de amortização era de 5 anos, através de uma série de 10 prestações semestrais iguais e sucessivas de capital e juros de 5%, após um período de diferimento de três meses, contados a partir da data da chegada dos autocarros”, pode-se ler no Relatório e Parecer do Tribunal Administrativo sobre a Conta Geral do Estado.
A 30 de Junho de 2018 Grupo Mecula, Limitada, ainda devia ao Tesouro Público 42,3 milhões de meticais, apurou o @Verdade no Relatório de Execução Orçamental.
Agora a empresa do General Chipande, deputado da Assembleia da República e membro da Comissão Política do partido Frelimo, junta à dívida de décadas mais 10,7 milhões da alienação da ROMON.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Autárquicas 2018: CNE chumba candidatura de Venâncio Mondlane em Maputo mas mantém de Silvério Ronguane na Matola


Foto de Emildo Sambo
O cabeça-de-lista da Renamo, Venâncio Mondlane, está, por enquanto, fora da corrida para a presidência do Conselho Autárquico de Maputo nas eleições de 10 de Outubro deste ano. A Comissão Nacional de Eleições (CNE) retirou-o da lista de candidatura do maior partido da oposição na sequência da impugnação imposta pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM). Este entende que ele não é elegível por renunciado ao mandato em 2015. Nesse ano, Venâncio Mondlane era membro da Assembleia Municipal de Maputo (AMM). Todavia, ao visado ainda cabe recurso ao Conselho Constitucional (CC).

A impossibilidade de o candidato da Renamo concorrer ao cargo de edil da capital e cidade mais importante do país foi decidida na 14ª sessão extraordinária realizada de 18 a 20 de Agosto corrente. Foi preciso recorrer à votação, cujo resultado foi 9 votos a favor da rejeição, 7 contra e 1 abstenção, disse o porta-voz da CNE, Paulo Cuinica.

O órgão que gere os processos eleitorais deu aval ao argumento do MDM, no artigo 13 [sobre a incapacidade eleitoral passiva] da Lei n.º 7/2018, de 3 de Agosto, o qual determina que “não é elegível para órgãos autárquicos o cidadão que tiver renunciado ao mandato imediatamente anterior”.

Segundo Paulo Cuinica, a cláusula em questão transitou da Lei n.º 7/2013, de 22 de Fevereiro, alterada e republicada pela Lei n.º 10/2014, de 23 de Abril.

“Ademais, o n.º 1 do artigo 14 da Lei n.º7/97, de 31 de Maio, dispõe que no período de tempo que resta para a conclusão do mandato interrompido e no subsequente período de tempo correspondente a novo mandato completo, os membros dos órgãos da autarquia local, objecto do decreto de dissolução bem como os que hajam perdido o mandato, não poderão desempenhar as funções em órgãos de qualquer autarquia, nem ser candidatos nos actos eleitorais para os mesmos”, explicou a fonte.

Em 2015, Venâncio Mondlane, outrora militante do MDM, renunciou ao mandato de membro da AMM para ser parlamentar pela mesma formação política, até em Junho deste ano passar para a “perdiz”.

Na mesma época, Silvério Ronguane, então chefe da bancada do MDM na Assembleia Municipal da Matola (AMM), também resignou para ser deputado da Assembleia da República (AR), o que faz com que, à semelhança de Venâncio, não seja elegível para a autarquia onde é cabeça-de-lista, pois é abrangido pelo mesmo artigo 13 da Lei n.º 7/2018, de 3 de Agosto.

Todavia, a CNE ignorou esta questão e manteve-se indiferente à inelegibilidade de Silvério, por sinal, cabeça-de-lista do partido queixoso, pelo município da Matola, o qual possui o maior parque industrial do país.

Paulo Cuinica justificou que, por unanimidade, não se apreciou o caso do visado porque ninguém apresentou reclamação em relação a ele. O ora rejeitado cabeça-de-lista da Renamo considera-se vítima de “voto de uma coligação político-partidário”.

Porém, ele acredita que o CC ainda pode anular a decisão da CNE, pois “tem sido, em vários estudos sobre coesão das instituições de justiça, sistemática e consecutivamente, considerada uma das maiores reservas morais, éticas e, sobretudo, jurídico-constitucionais de Moçambique”.

Até ao fecho desta edição, a Renamo ainda não tinha sido notificada da rejeição da CNE, assegurou à imprensa o porta-voz do partido, José Manteigas.

O artigo 25 [reclamações e recurso] da Lei n.º 7/2018, abre espaço para a “perdiz” interpor recurso àquele órgão eleitoral, bem como ao CC. Mas, somando os prazos que cada uma destas instituições tem para deliberar e se pronunciar, o processo dura pelo menos 16 dias, o que significa que arrastar-se-á até meados de Setembro.

Mas se o CC mantiver a decisão da CNE, Venâncio será substituído por Hermínio Morais, o segundo na lista de candidatura da Renamo. Esta situação pode significar a “morte política” do engenheiro agrónomo.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Autárquicas 2018: Renamo acusa CNE de politiquice quanto ao afastamento do seu cabeça-de-lista para Maputo

Foto de Emildo Sambo

A Renamo diz que o impedimento, pela Comissão Nacional de Eleições (CNE), do seu cabeça-de-lista para a autarquia de Maputo, Venâncio Mondlane, concorrer nas eleições de 10 de Outubro próximo “tem motivações políticas”, porquanto “fere o direito fundamental do referido cidadão, de eleger e ser eleito”.

O porta-voz do partido, José Manteigas, lembrou que “o país está a viver um momento privilegiado de entendimentos políticos frutos de diálogo e consensos”.

Nesta perspectiva, a CNE não pode continuar, de forma recorrente, a ser uma fonte de conflitos em períodos eleitorais, disse a fonte, que falava em conferência de imprensa, na terça-feira (21), cujo propósito era reagir à deliberação daquele órgão eleitoral.

Refira-se que a retirada de Venâncio Mondlane da lista de candidatura da “perdiz” foi consequência de uma contestação imposta pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), que acha que ele não é elegível por renunciado ao mandato em 2015, altura em que era membro da Assembleia Municipal de Maputo (AMM).

O bloqueio está previsto no artigo 13 [sobre a incapacidade eleitoral passiva] da Lei n.º 7/2018, de 3 de Agosto.

A Renamo aguarda pela notificação da CNE em relação à recusa da candidatura de Mondlane, para interpor recurso ao Conselho Constitucional.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Bussaco ao Luar

25 agosto | 21h
 Mata Nacional do Bussaco
Acompanhados pelo esplendor e plenitude da Lua, ao longo de um percurso de 2 horas pela Mata, venham conhecer algumas histórias e estórias sobre o Bussaco e suas lendas.
Dificuldade: média (2h duração)
Preço: 5€

Inscrições: atividades@fmb.pt  | 231 937 000 (Inscrições obrigatórias e limitadas até 23 Agosto às 18:00 horas)

Lousada | Lousada acolhe Campo de Voluntariado Internacional

Iniciativa designada “Forest For Future” conta com participação de mais de seis países

O município de Lousada e a Associação BioLiving acolhem, nos dias 3 e 12 de Setembro, o campo Forest for Future, em Lustosa, programa que contempla acções que visam promover a fileira da floresta, com incidência nas captações de água.

O campo ambiental conta com jovens oriundos do México, Itália, Suíça, Bélgica, França, Alemanha, entre outros países.

Os jovens vão contribuir para melhorar a qualidade das captações de água e da floresta envolvente, designadamente através da construção de um charco para a vida selvagem, o ordenamento do sistema de escorrência de águas superficiais assim como o controlo de espécies exóticas invasoras, entre outras actividades de cariz lúdico e cultural.

Fonte: verdadeiroolhar