Cerca de 200 atletas da Região Centro participaram no 1º Triatlo Jovem, integrado no Circuito Jovem do Centro Litoral (7 aos 17 anos) – 5ª etapa, no passado dia 25 de maio, em Vieira de Leiria.
O Triatlo Jovem da Marinha Grande, que é uma prova que combina a natação, a corrida e o ciclismo, foi organizado pelo Desportivo Náutico da Marinha Grande e Industrial Desportivo Vieirense e contou com o apoio da Federação de Triatlo de Portugal, da Câmara Municipal da Marinha Grande e da Junta de Freguesia de Vieira de Leiria.
A vereadora do desporto da Câmara Municipal da Marinha Grande, Célia Guerra, marcou presença na iniciativa deixando palavras de boas vindas e incentivo a todos os atletas. Nas palavras da vereadora, foi “uma honra para o Município da Marinha Grande acolher cerca de 200 jovens praticantes desta modalidade tão exigente que requer o esforço e concentração dos seus praticantes”.
A autarca enalteceu o facto “de termos assistido a um evento, cuja organização juntou duas associações do concelho - o Desportivo Náutico da Marinha Grande e o Industrial Desportivo Vieirense - que trabalharam em total parceria, para que tudo decorresse bem e com o sucesso que obtivemos”. Célia Guerra agradece, por isso, “a todos os voluntários e dirigentes destes clubes pelo seu esforço e dedicação e que tanto dignificaram o desporto do concelho”.
O 1º Triatlo Jovem da Marinha Grande tem as seguintes classificações:
Classificação coletiva
1º Sport Lisboa e Benfica
2º Alhandra Sporting Club
3º Clube de Natação da Amadora
Classificação individual
Benjamins masculinos
1º Santiago Pereira Gaspar | Alhandra Sporting Club
2º Luiz Viriato | Sport Lisboa e Benfica
3º Pedro Rasquilho | Alhandra Sporting Club
Benjamins femininos
1º Rita Prudêncio | Sport Lisboa e Benfica
2º Sofia Margarido | Sport Lisboa e Benfica
3º Lara Santos | Alhandra Sporting Club
Infantis masculinos
1º Tomás Barrocas | Alhandra Sporting Club
2º Tomé Tomé | Sport Lisboa e Benfica
3º Miguel Ferreira | Sport Lisboa e Benfica
Infantis femininos
1º Maria do Carmo Vitorino | Alhandra Sporting Club
Terminou ontem a eleição para o Parlamento Europeu. Em números a segunda do mundo: 427 milhões de eleitores, só atrás da indiana, 900 milhões. Pretendo falar dela em outro artigo. Agora, destaco um ponto: a imprensa de alto a baixo festejou a participação do corpo eleitoral, a maior desde 1979. Compareceram 51% dos eleitores, revertendo tendência de queda. Em 2014 o índice foi de 43%.
Mais precisamente, votaram 50,82% do total habilitado. Alguns países pontuaram bem abaixo da média, nos quais destaco Eslováquia 22,74%; Eslovênia 28,29%; República Tcheca 28,22%; Portugal 31,01%. Portanto, abstenção em Portugal, 68,99%. Em condições semelhantes, é plausível supor que a participação do eleitor brasileiro ficaria aquém da de nossos irmãos lusos.
Nas últimas eleições presidenciais dos Estados Unidos, tomaram parte pouco menos de 60%. Quando lá têm lugar as mid-term elections (eleições para o Congresso no meio do mandato presidencial) a porcentagem oscila próxima a 40%. Falo de eleições importantíssimas, em países de boa cultura média, com a instituições funcionando normalmente — 28 países da Europa e ainda os Estados Unidos.
No Brasil, a abstenção no 1º turno nas eleições de 2018 foi de 20,3%, comparecimento de quase 80%. Foi abstenção habitual, no quesito ganhamos de goleada da União Europeia e dos Estados Unidos. Na verdade, é o contrário, perdemos de goleada. A razão: voto facultativo lá, voto obrigatório aqui.
A propósito, o voto é facultativo na grossa maioria dos países; entre eles: Estados Unidos, Áustria, Alemanha, Inglaterra, França, Itália, Japão. É obrigatório na minoria, entre eles: Brasil, Bolívia, Honduras, Chile, Argentina, Congo, República Dominicana, Costa Rica, Honduras.
O retrocesso do voto obrigatório foi imposto e pomposamente celebrado pelo constituinte de 1988 e logo se tornou fator adicional de nosso renitente atraso. Curiosamente, folheando projetos de reforma política, não vi (não estou afirmando que não há, digo que não vi) proposta de troca do voto obrigatório pelo voto facultativo. Não é mais democrático? Vota quem quer. Constatação entristecida: nossos políticos na esquerda e na direita preferem manter o eleitorado no cabresto, mantendo o entulho autoritário e despropositado.
Maior autenticidade na vida pública seria a primeira consequência da introdução do voto facultativo. Autenticidade no caso é o sufragado representar de fato o representado, dele ser porta-voz lídimo. Sabemos, é tênue, quando existe, o vínculo no Brasil entre representante e representado. Pesquisa divulgada em janeiro de 2018 pelo Instituto Idea Big Data indicava que 8 em 10 eleitores brasileiros não sabiam em que haviam votado para deputado federal em 2014.
Chute, no Brasil, em geral iria até as urnas de 20% a 30% do eleitorado potencial; entre 70% e 80% ficariam de fora. A maioria prefere ficar em casa, está nem aí. Acabaria assim de saída a atmosfera deformante da “celebração democrática”, milhões e milhões votando nas ruas, gigantescos números de votos nos candidatos. Mais decisivo, diminuiria a presença do emocional, do eleitor impressionável, da demagogia, seria mais difícil a vitória do candidato folclórico. Fator importantíssimo, cairia brutalmente o custo das campanhas eleitorais, hoje caríssimas, e ingrediente ativo da corrupção no meio político. Pouquíssimos têm recursos para bancar a campanha com meios próprios (e menos ainda pretendem torrar dinheiro seu na campanha). Com campanhas fundadas em ideias e programas, menos dinheiro seria gasto e daí decorreria saneamento generalizado. Outro fator a considerar, com programas e ideias contando mais, subiria o nível da vida pública, dominada pelo eleitor interessado e atento.
Em suma, como decorrência, subiria a qualidade de nossa representação, o que nem de longe é panaceia, mas aponta no rumo certo. Os meios de divulgação a toda hora deixam a nu a generalizada indigência intelectual de nossos eleitos. Entre todos os exemplos (maus), nenhum até agora teve mais impacto que o antológico discurso da ex-presidente Dilma Rousseff em Nova York, setembro de 2015, no qual propôs a estocagem do vento como grande meio para solução da crise energética: “Até agora, até agora, a energia hidroelétrica é a mais barata. Em termos do que ela dura, da sua manutenção e também pelo fato da água ser gratuita. I da genti podê istocá. Cê, o vento podia sê isso também, mas ocê num conseguiu ainda tecnologia pra istocá vento. Então se a contribuição dos outros países, vamos supô que seja, desenvolver uma tecnologia que seja capaz de na eólica istocá, ter uma forma docê istocá, porque o vento ele é diferente em horas do dia, então vamos supô que vente mais à noite, cumé queu faria pra istocá isso. Hoje nós usamos as linhas de transmissão, cê joga de lá pra cá, de lá pra lá, pra podê capturá isso, mais si tivé uma tecnologia desenvolvida nessa área, todos nós nos beneficiaremos, o mundo inteiro”…
Acabou o pesadelo. Não foi à toa que Nelson Rodrigues (1912-1980) [foto ao lado] constatou com horror divertido: “Antes, o silêncio era dos imbecis, hoje são os melhores que emudecem. Até o século XIX o idiota era apenas o idiota e como tal se comportava. E o primeiro a saber-se idiota era o próprio idiota. Não tinha ilusões. Aquele sujeito que antes limitava-se a babar na gravata passou a existir socialmente, economicamente, politicamente, culturalmente. Houve, em toda parte, a explosão triunfal dos idiotas. Outrora, os melhores pensavam pelos idiotas, hoje, os idiotas pensam pelos melhores”. E concluía: “O grande acontecimento do século [XX] foi a ascensão espantosa e fulminante do idiota”.
Invadiu e dominou a cena pública. Nossas assembleias são disso exemplo destruidor para o bem do Brasil. E agora, para limpar o panorama, trago à baila observações de um dos homens mais inteligentes do Brasil, Gilberto Amado (1887-1969) [foto ao lado] , deputado e senador na República Velha. Sobre a necessidade de, para o bem do Brasil, termos grandes representantes, discorreu sobre o tema em “Eleição e Representação”, título de conhecido livro seu. Falava solto, década de 20, sem sentir as peias do politicamente correto, que hoje tem inibido em tantos a expressão livre do pensamento: “É axioma da ciência política, a sociedade deve ser dirigida pelos mais avisados, pelos mais inteligentes, pelos mais capazes, pelos melhores, em uma palavra, pela elite. Esquecemo-nos na prática de votar o alvo a atingir — a escolha dos bons, dos melhores, dos mais ilustres. Não é no votar o povo livremente que consiste a democracia; a democracia consiste em votar inteligentemente. O valor do governo depende do homem que o exerce. Nenhuma instituição pôde ainda prescindir do fator pessoal. Eleição e representação são coisas diferentes. Se nós queremos realizar a democracia no Brasil, isto é, o governo dos mais capazes, só o poderemos conseguir tornando realidade a representação”. Sem muitos representantes de escol, capazes de dar o tom na vida pública, patejaremos indefinidamente na véspera de crises e na falta de rumos. Um adendo, a inteligência no caso precisa estar embebida em altíssimo senso do bem comum. O que dá rumo ao homem público é o senso agudo do bem-comum.
Para concluir, um dos passos para melhorar a representação será a introdução do voto facultativo. Os políticos brasileiros precisam parar de ter medo dele. Voto obrigatório prejudica a qualidade.
Os votos em partidos anti-‘Brexit' ultrapassaram o apoio a partidos eurocéticos nas eleições europeias britânicas, de acordo com os resultados finais oficiais divulgados hoje.
Somando os votos dos Liberais Democratas (20,3%), Verdes (12,09%), Change UK (3,4%), nacionalistas escoceses SNP (3,6%) e galeses Plaid Cymru (1%), o conjunto chega a 40,4%.
Apesar de terem concorrido separados, todos estes partidos defendem um novo referendo ao ‘Brexit' para desbloquear o atual impasse no Parlamento britânico, antecipando fazer campanha pela opção de permanecer na União Europeia (UE).
Embora o Partido do Brexit (PB) seja vencedor destacado a nível individual, com 31,6% dos votos a nível nacional, só soma 34,9% se juntar a quota do UKIP (3,3%), o outro partido que também fez campanha por uma saída da UE sem acordo.
Recém-formado, há menos de dois meses, por Nigel Farage, eurodeputado há 20 anos pelo UKIP, o PB conseguiu uma vitória esmagadora e elegeu 29 eurodeputados, mais do dobro do adversário mais próximo, os pró-europeus Liberais Democratas, que só elegeram 16.
Os principais derrotados foram os conservadores, que perderam 15 de 19 assentos no Parlamento Europeu, caindo para quinto lugar a nível nacional, com apenas 9% dos votos.
O partido Trabalhista, que perdeu 10 assentos e ficou em quinto lugar na Escócia e terceiro no País de Gales, foi também castigado devido à posição ambígua sobre o ‘Brexit'.
Os eleitores castigaram os dois principais partidos políticos devido à situação com o processo de saída do Reino Unido da UE, por concretizar desde o referendo de 2016 e adiado desde a data prevista de 29 de março para 31 de outubro.
O partido Verde assegurou sete assentos em Bruxelas, o seu melhor resultado de sempre, o UKIP perdeu todos os 24 lugares que tinha conseguido em 2014 e o Change UK, partido anti-‘Brexit’ formado por dissidentes trabalhistas e conservadores, não conseguiu eleger nenhum.
Na Escócia, o domínio do SNP garantiu a eleição de mais um eurodeputado, somando três dos seis disponíveis, e no País de Gales o Plaid Cymru segurou o único assento em Bruxelas.
Na Irlanda do Norte, a novidade foi a eleição da líder do pró-europeu Alliance, superando o pró-Brexit Partido Unionista do Ulster, que elegia consecutivamente representantes para o Parlamento Europeu desde 1979.
A abstenção a nível nacional no Reino Unido desceu para 63%, cerca de dois pontos percentuais mais baixa do que em 2014.
A Prótoiro - Federação Portuguesa de Tauromaquia manifestou hoje o seu apoio à realização de touradas na Póvoa de Varzim, apesar de a Câmara local ter proibido a realização destes eventos no concelho.
A Prótoiro informou que uma empresa de organização de espetáculos tauromáquicos já enviou para autarquia poveira um pedido de reserva de três datas para a praça de touros municipal, esperando que o espaço seja disponibilizado para o efeito.
"A PróToiro apoia a decisão da empresa Aplaudir de realizar a temporada taurina na Póvoa de Varzim. A organização entregou à autarquia a reserva da praça para a realização de touradas no Município, desvalorizando a intenção da câmara de proibir as corridas de touros", pode ler-se num comunicado enviado.
A Federação informou, ainda, que o pedido de reserva do espaço foi efetuado para os dias 21 de julho, 10 e 17 de agosto, e que apesar "estar ainda por decidir o número total de corridas a realizar", estará "atenta ao cumprimento da lei".
"A PróToiro vai estar vigilante ao rigoroso cumprimento da lei na capital taurina da região norte do país, não permitindo qualquer desrespeito à cultura e aos direitos que são de todos", pode ler-se no comunicado.
No mesmo texto, a Prótoiro considera que os "poveiros demonstraram vontade de manter a forte cultura taurina no concelho", lembrando o apoio do Movimento a Favor das Corridas de Touros na Póvoa, criado no ano passado.
"Basta recordar que as corridas na Póvoa de Varzim contaram, em 2018, com lotações praticamente esgotadas, das melhores a nível nacional", vincou a Federação Portuguesa de Tauromaquia.
A vontade da Prótoiro poderá, no entanto, colidir com uma decisão tomada pela Assembleia Municipal da Póvoa de Varzim, em julho de 2018, onde foi aprovada, por maioria, uma proposta do executivo camarário local para a "interdição da realização, na área do município, de corridas de touros e outros espetáculos que envolvam violência animal".
Já em março deste ano, e quando confrontando com notícias de sites especializados em tauromaquia, anunciando a realização, em 2019, de touradas na Póvoa de Varzim, Aires Pereira, presidente da autarquia local, considerou serem "uma provocação".
"Toda a gente sabe a posição que a Câmara e a Assembleia Municipal tomaram sobre o assunto. Caso surja um pedido de licenciamento de uma corrida de touros no concelho, a decisão não pode ser outra senão rejeitar", disse então Aires Pereira.
A Guardia Civil de Espanha deteve três marroquinos na Alfândega Beni-Enzar, em Marrocos, perto da província espanhola de Melila. Os homens estavam a contrabandear pessoas dentro do motor de carros, informou a polícia em comunicado.
Uma das pessoas que teve de ser resgatadas foi uma rapariga de 15 anos. Os outros migrantes, com origem da África subsariana, são dois jovens de 20 e 21 anos. Depois de os resgatarem, os médicos tiveram de estabilizar estes jovens que tinham sintomas de asfixia e várias dores pela forma como estavam a viajar.
As pessoas encontradas viajavam dentro do capot e do painel de controlo do carros e em fundos falsos nos bancos traseiros da viatura.
As autoridades espanholas encontraram ainda outro jovem na base de um camião entre os eixos de direção. Contudo, neste caso, o homem aproveitou-se do descuido do motorista para se esconder.
Os três motoristas detidos vão ser levados a tribunal pelas autoridades para responder por crimes contra os direitos dos cidadãos estrangeiros, informou ainda a polícia espanhola equivalente à GNR.
Gabriel Diniz morreu na queda de um avião em Porto do Mato, em Estância, no Brasil, esta segunda-feira. O acidente fez mais duas vítimas mortais.
Segundo o G1, amigos do cantor reconheceram o corpo do artista entre as vítimas. Também foi encontrado o passaporte do artista perto do local do acidente.
Segundo a Folha de S. Paulo, a assessoria de imprensa do cantor confirmou a notícia. "A Luan Promoções, familiares, fãs, amigos e equipa estão todos muito abalados com esta triste notícia que apanhou todos de surpresa. Com muito pesar confirmamos a morte do Gabriel Diniz e de todos os tripulantes", pode ler-se. "A sua alegria estará para sempre nos nossos corações! Não deixaremos perder a sua irreverência jamais, você conquistou uma nação com o seu trabalho e carisma! Estendemos os nossos sentimentos também aos familiares dos outros tripulantes envolvidos!".
O monomotor caiu numa área pantanosa. A chuva torrencial está a dificultar as operações de resgate e ainda não se sabe ao certo quantas pessoas seguiam a bordo.
Inicialmente as autoridades registaram quatro mortos, reduzindo depois o número oficial para três, até ao momento.
Segundo a imprensa brasileira, uma moradora da região do acidente disse que o avião passou por cima da sua casa e caiu logo de seguida, ouvindo-se um estrondo nas imediações.
O avião envolvido no acidente é um monomotor Piper prefixo PT-KLO, com capacidade para quatro lugares, que estava registado em nome do Aeroclube de Alagoas
Gabriel Diniz, de 28 anos, ocupou o primeiro lugar dos tops no Brasil este ano, com o single "Jenifer".