terça-feira, 30 de junho de 2020

Acidente com elevador industrial faz três feridos em fábrica de tapetes de Ovar

Um acidente de trabalho com um elevador industrial para armazenamento de materiais deixou hoje três operários feridos numa fábrica de tapetes de Cortegaça, no concelho de Ovar, revelou fonte local dos Bombeiros Voluntários de Esmoriz.
Segundo dados dessa corporação do distrito de Aveiro, o acidente deu-se a meio da tarde na empresa Desistart, na Rua da Gândara, quando um elevador para aceder a materiais armazenados na parte mais alta do armazém sofreu "o que deve sido uma avaria" e registou uma queda abrupta de quatro metros, ferindo três jovens funcionários.
"Dois ficaram feridos com alguma gravidade e um tem ferimentos ligeiros. Todos eles têm idades entre os 20 e os 30 anos, e foram transportados para o Hospital São Sebastião, em Santa Maria da Feira", diz fonte da corporação, que acorreu ao local com 15 operacionais, apoiados por seis viaturas de socorro.
A Lusa procurou obter um esclarecimento da empresa em causa, mas essa não esteve contactável.
Lusa

Distrito Federal decreta calamidade devido ao avanço da pandemia no Brasil

O governo regional do Distrito Federal, onde está localizada a cidade de Brasília, capital do Brasil, declarou hoje estado de "calamidade pública" devido ao aumento de casos da pandemia de covid-19.
"O estado de calamidade pública é declarado no Distrito Federal, como consequência da pandemia causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2", afirmou o governador de Brasília, Ibaneis Rocha, num decreto publicado no Diário Oficial de Brasília.
Na prática, a declaração de "calamidade pública" é uma medida puramente administrativa que concede às autoridades locais maior liberdade na gestão de seus orçamentos e permite que tenham acesso rápido aos recursos do Governo central para enfrentar uma emergência.
O Distrito Federal foi a primeira região do Brasil a adotar, em meados de março, medidas de isolamento social para conter a disseminação do novo coronavírus determinando o fecho de escolas e a suspensão de eventos públicos.

No entanto, foi também um dos primeiros lugares do Brasil a flexibilizar o distanciamento social e a permitir uma reabertura gradual de lojas e serviços não essenciais, ainda no final de maio, o que se traduziu num aumento do número de pessoas infetadas e, portanto, no número de internamentos nos hospitais da região.
Segundo o decreto, a medida permanecerá em vigor enquanto "os efeitos da pandemia continuarem" no Brasil, o segundo país do mundo mais atingido pelo vírus e que já regista 57.622 mortes e 1.344.143 infeções, segundo o último balanço da Ministério da Saúde.
O Congresso brasileiro declarou estado de "calamidade pública" no país no final de março, assim como outros estados brasileiros severamente atingidos pela doença.
As medidas adotadas em estados e cidades do país receberam críticas do Presidente do país, Jair Bolsonaro, que publicamente atacou normas de isolamento social impostas para controlar o avanço da doença, uma vez que tais medidas causaram um colapso na economia.
Lusa

Governo disponibiliza três milhões de euros em apoios para a agricultura biológica através do PDR

Os agricultores do continente com produções biológicas têm até 4 de setembro para se candidatarem a apoios, no âmbito do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020, no montante de três milhões de euros.
De acordo com um aviso publicado no ‘site’ do PDR 2020, as candidaturas devem visar o reforço da viabilidade das explorações, através da “inovação, formação, capacitação organizacional e redimensionamento das empresas”, a preservação do ambiente, bem como apoios às explorações agrícolas em modo de produção biológica (MPB) ou em período de conversão.
“A tipologia de intervenção a apoiar respeita a investimentos nas explorações agrícolas cujo valor total seja superior a 25.000 euros”, enquanto a dotação orçamental total é de três milhões de euros, lê-se no documento.
Apenas é admitida a apresentação de uma candidatura por beneficiário e, pelo menos, 50% do investimento elegível deve ter sido realizado no MPB ou cerca de metade da área afeta à candidatura tem que estar certificada e sob controlo ou em período de conversão neste modo de produção.
Porém, não são admitidos investimentos associados à instalação de novas áreas de plantação de olival na área de influência do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva (EFMA).
São igualmente rejeitados investimentos na plantação de culturas permanentes regadas “em terrenos adjacentes a perímetros de rega de aproveitamentos hidroagrícolas, quando tenham origem de água a título precário, proveniente destes”.
Os apoios são concedidos sob a forma de subsídio não reembolsável para investimentos elegíveis até 700 mil euros por beneficiário e de subvenção reembolsável para investimentos que ultrapassem este montante e até ao máximo de cinco milhões de euros.
“A estes valores será deduzido o valor aprovado em concursos anteriores”, ressalvou.
As candidaturas podem ser submetidas até 04 de setembro, através dos ‘sites’ do Portugal 2020 e do PDR 2020.
O Programa de Desenvolvimento Rural de Portugal foi aprovado na sequência da decisão de Comissão Europeia em dezembro de 2014 e visa o apoio às atividades do setor agrícola assentes numa gestão eficiente dos recursos.
Lusa

Jerónimo Martins financia em cinco milhões de euros um projeto de reflorestação em Arganil

O grupo Jerónimo Martins vai financiar em cerca de cinco milhões de euros um projeto de reflorestação com espécies autóctones de 2.500 hectares de baldios em Arganil, fustigados pelos incêndios de outubro de 2017, foi hoje anunciado.
O projeto “Floresta Serra do Açor” foi hoje apresentado, em Arganil, com a assinatura de um protocolo entre Câmara Municipal, grupo Jerónimo Martins e a Escola Superior Agrária de Coimbra (ESAC), que garante o apoio técnico e científico.
A iniciativa prevê a reflorestação de 2.500 hectares do território, maioritariamente em baldios, na Serra do Açor.
Pretende-se a aposta na plantação de espécies autóctones que desapareceram do concelho, como o castanheiro, carvalho, medronheiro ou sobreiro, afirmou à agência Lusa o presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa, no final da sessão.

Num concelho que viu 88% da sua mancha florestal arder em 2017, a totalidade do território abrangido pelo projeto também foi afetada por esse grande incêndio, estando previamente ocupada, na sua maioria, por pinheiro, explicou.
A área a intervir, que abrange zonas como Cepos, Teixeira, Nogueira ou Vinhó, pertence ao “principal corredor de entrada de incêndios no concelho” e, desta forma, pretende-se criar uma espécie de barreira aos fogos, aclarou Luís Paulo Costa.
Para a aplicação do projeto, foi criada uma associação privada sem fins lucrativos, composta pelas dez associações de compartes envolvidas, contando com um Conselho Estratégico, onde têm assento a Jerónimo Martins, Câmara Municipal e ESAC.
Dos cinco milhões de euros investidos pelo grupo, 75% serão ativados nos primeiros anos e os diferentes parceiros estão a trabalhar para conseguir aproveitar já “a próxima época de plantações”, que se inicia normalmente em novembro.
As plantações deverão estar concentradas nos primeiros cinco anos do projeto, afirmou o autarca.
Cerca de 85% dos povoamentos serão mistos – pinheiro bravo e autóctones (castanheiros, medronheiros, carvalhos e sobreiros), por se considerar que o pinheiro bravo pode ser “importante nos primeiros anos de vida” das folhosas, sendo que, ao fim de 10 ou 15 anos, este será cortado, tendo como objetivo final uma área apenas ocupada por autóctones, vincou Luís Paulo Costa.
Segundo o presidente da Câmara de Arganil, o projeto prevê ser autossuficiente e quer gerar atividades indiretas.
A longo prazo, há também a intenção de explorar a produção de castanha e medronho.
“Há também uma aposta muito grande na componente da paisagem. Este projeto vai alterar a paisagem do nosso concelho e isso vai ter efeitos no turismo”, realçou.
Para Luís Paulo Costa, este projeto permitirá servir de exemplo, mostrando uma floresta resiliente aos incêndios, sustentável e que consiga conciliar a produção com a conservação, ao mesmo tempo que contribua para fixar pessoas no território.
De acordo com o presidente da Jerónimo Martins, Pedro Soares dos Santos, o grupo financia o projeto sem qualquer contrapartida, apenas a de contribuir para o “desenvolvimento do interior, a proteção do território contra fogos e o sequestro de carbono, num contexto de emergência climática global”.
“É um projeto de longo prazo, que vai levar muitos anos. É um projeto em que a gente acredita que, se for bem feito e bem estudado, pode ser uma mudança de paradigma de como olhar para a floresta e prevenir outros desastres”, vincou, em declarações aos jornalistas.
Para Pedro Soares dos Santos, “falta investir muito na floresta”, esperando que este seja um exemplo replicável por outros.
Lusa

Instituto Superior de Engenharia de Coimbra acolhe laboratório da Altice

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai acolher um laboratório de inovação e desenvolvimento da Altice Portugal, no qual vão ser desenvolvidos sete projetos tecnológicos na área da comunicação e plataformas wif-fi.
"É um projeto importantíssimo, que, no fundo, concretiza uma ligação efetiva do ensino ao mundo empresarial", disse à agência Lusa o presidente do ISEC, Mário Velindro, mostrando-se satisfeito por conseguir alcançar uma das suas "metas" para a instituição.
Com este laboratório, "o ISEC passa a ter uma ligação forte a uma empresa de referência muito inovadora, onde a sofisticação tecnológica é o fator crítico da sua competitividade", acrescenta.

O laboratório AlticeLabs@ISEC abre na sexta-feira, arrancando de imediato com sete projetos tecnológicos que irão juntar investigadores e docentes daquele estabelecimento de ensino superior e engenheiros especializados da Altice Labs, cujo centro de inovação está sediado em Aveiro.
Os projetos assentam na investigação e desenvolvimento das mais sofisticadas tecnologias de comunicação, TV, net e voz, desde a monitorização e gestão de redes até ao desenvolvimento de um suporte que "para permitir a independência da SIGO do Sistema de Gestão de Base de Dados, entre outros".
"É um orgulho para toda a nossa comunidade académica ver reconhecida a investigação produzida no ISEC por parte da Altice, um dos maiores gigantes de telecomunicações do mundo e uma das mais inovadoras unidades empresariais portuguesas", afirma Mário Velindro, salientando que a empresa proprietária da MEO "viu capacidade e competência" naquele estabelecimento de ensino.
O presidente daquela instituição académica salienta que a parceria vai "permitir uma investigação mais interativa e, com isso, desenvolver produtos mais competitivos através da transmissão de conhecimento entre investigadores e professores do ISEC e engenheiros altamente especializados da Altice".
"É uma vantagem muito grande para os nossos alunos, que vão trabalhar em projetos concretos", frisou o responsável, salientando que o laboratório, com capacidade para quase duas dezenas de estudantes em simultâneo, está aberto também a alunos da Universidade de Coimbra.
O ISEC "está totalmente empenhado em colaborar com parceiros industriais, transmitir conhecimento à sociedade e ajudar as empresas a tornarem-se mais competitivas no mercado global".
Mário Velindro realça que a Altice Labs tem levado inovação "'made in' Portugal" a todo o mundo, com clientes em mais de 60 países, tendo sido eleita, em 2018, pela quinta vez, como a melhor empresa no mercado de tecnologia, média e telecomunicações nos "Prémios 500 Maiores e Melhores Empresas" da Revista Exame e do Bankinter.
Em apenas dois anos, este vai ser o terceiro laboratório de investigação e desenvolvimento montado pelo ISEC com empresas suas parceiras, depois da Critical Software e da PRIO.
Com cerca de 700 profissionais altamente qualificados no seu centro de inovação em Aveiro, a Altice Labs trabalha na investigação e desenvolvimento de soluções avançadas de telecomunicações e de sistemas de informação.
O laboratório AlticeLabs@ISEC é inaugurado na quinta-feira, às 10:30, com a presença de Alexandre Fonseca, CEO da Altice, e Alcino Lavrador, diretor-geral do Laboratório da Altice Labs.
Lusa

Covid-19: Hospital de Santarém recebe doentes do Amadora-Sintra devido a falta de capacidade

O Hospital de Santarém recebeu quatro pessoas infetadas com covid-19 provenientes do Hospital Amadora-Sintra, que tem evidenciado "falta de capacidade" para admitir novos doentes, revelou hoje à agência Lusa o diretor clínico da unidade hospitalar ribatejana.
“Até ao momento, foram solicitados oito internamentos, mas só enviaram quatro doentes”, disse Paulo Sintra, adiantando que há “falta de capacidade do Hospital Amadora-Sintra”.
Em resposta enviada à Lusa, o diretor clínico do Hospital de Santarém esclareceu que os doentes enviados foram escolhidos pelo Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca (Amadora-Sintra), sem riscos esperados.
“Foram enviados doentes com 83, 97 anos, e outro vindo da Guiné para tratamento específico com comorbilidades”, apontou, adiantando que “um dos doentes com 83 anos, que à chegada era covid negativo e estava assintomático, após dois dias de internamento no HDS [Hspital de Santarém], já não é recebido no HFF [Hospital Amadora-Sintra], alegando uma das responsáveis da urgência que, após transferência do doente, este passou a ser exclusivamente da responsabilidade do HDS [Hospital de Santarém].

Com dois testes negativos realizados, o doente irá ter alta, pois reúne os critérios clínicos e terá sempre de continuar a recorrer ao seu hospital de referência para eventual ‘follow-up’ (acompanhamento, em tradução livre), segundo Paulo Sintra.
De acordo com o diretor clínico, é primeira vez que o Hospital de Santarém recebe doentes de outros hospitais, durante o período de covid-19, reiterando que “o problema tem sido devolvê-los assim que têm alta clínica”.
A agência Lusa tentou contactar o Hospital Amadora-Sintra, mas sem sucesso.
Paulo Sintra alertou ainda que não concorda com internamentos de idosos de lar, apenas pelo facto de terem sido testados com covid-19 positivo.
“Ter um idoso num hospital tem riscos acrescidos e só devem estar internados se estiverem doentes e necessitarem de cuidados hospitalares”, considerou.
O diretor clínico lembrou também que o hospital ribatejano está disponível para ajudar todos os hospitais, mas sem perder o foco no tratamento dos seus doentes.
“Temos mantido uma gestão rigorosa dos nossos recursos [instalações, consumíveis, testes e recursos humanos] o que faz com que tenhamos a elasticidade necessária para continuar a tratar os nossos e mais alguns doentes de outras áreas geográficas”, disse.
Lusa

Covid-19: Adiado anúncio de lista de países isentos de quarentena no Reino Unido

A lista dos países com "corredores" cujas chegadas ao Reino Unido vão ser isentas de quarentena só vai ser anunciada no final da semana, indicou hoje o ministro dos Transportes, Grant Shapps.
O ministro confirmou que o levantamento da obrigação de quarentena durante duas semanas a todas as pessoas chegadas do estrangeiro para conter a pandemia de covid-19 no Reino Unido foi autorizado pelas autoridades sanitárias.
“O Centro de Biosegurança Conjunto, em consulta estreita com a Public Health England e o diretor geral de Saúde, desenvolveu uma categorização de países e territórios a partir dos quais é considerado um risco menor, do ponto de vista da saúde pública, para os passageiros que entram no Reino Unido, sem uma exigência de auto-isolamento de 14 dias”, adiantou, num comunicado.
A lista dos países tem como fatores não só a prevalência de coronavírus nos respetivos países, mas sobretudo o número de novos casos e a trajetória potencial nas próximas semanas da doença no país.
"Essa categorização informará as decisões ministeriais sobre a flexibilização das atuais medidas na fronteira”, explicou, adiando o anúncio para outro dia desta semana, sem especificar qual.

"Anunciarei mais detalhes, incluindo uma lista completa dos países e territórios dos quais os passageiros que chegarem serão isentos dos requisitos de auto-isolamento no final desta semana", refere.
Desde 08 de junho que todas as pessoas que chegam do estrangeiro ao Reino Unido, incluindo britânicos, são obrigadas a permanecer em isolamento durante 14 dias para conter a pandemia covid-19 no país.
Caso não respeitem a quarentena, incorrem numa multa de cerca de 1.000 euros.
O ministro dos Transportes britânico, Grant Shapps, afirmou na semana passada que a lista de países com os primeiros ‘corredores’ seria revelada hoje, mas o jornal Daily Telegraph adiantou que poderá acontecer só na quarta-feira.
A BBC noticiou no sábado que o Reino Unido vai abrir a 06 de julho corredores de viagem, que permitem aos turistas britânicos evitar a quarentena no regresso ao país, com um conjunto de países europeus.
A emissora precisa que a lista de países deve incluir Espanha, França, Grécia, Itália, Alemanha, Holanda, Bélgica, Finlândia, Noruega e Turquia, mas não Portugal ou a Suécia.
Os países serão agrupados e classificados com as cores dos semáforos para sinalizar os destinos mais e menos seguros.
Lusa