sexta-feira, 5 de março de 2021

Aveiro | Reunião de Câmara – 04 de março de 2021

Apresentamos por este meio a informação sobre as principais deliberações da Reunião do Executivo da Câmara Municipal de Aveiro, realizada hoje, quinta-feira, dia 04 de março, nos Paços do Concelho.

  1. Acordo entre a IP e as Câmaras Municipais de Aveiro e Águeda para execução do projeto e obra do Eixo Rodoviário Aveiro - Águeda

O Executivo Municipal deliberou aprovar o Acordo de Colaboração entre a Câmara Municipal de Aveiro, a Câmara Municipal de Águeda e a Infraestruturas de Portugal (IP) para a elaboração do projeto e obra do eixo rodoviário Aveiro – Águeda.

O projeto, que terá um custo estimado de 2,2 milhões de euros, será financiado a 85% pela IP, com a liderança da CM Aveiro e a CM Águeda.

Nos considerandos deste Acordo de Colaboração está referida a possibilidade de financiamento deste investimento (projeto e obra) pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) a 100%, o que está definido na proposta de PRR apresentada pelo Governo, mas que carece de confirmação na sua versão definitiva e formal.

O acordo foi atingido na última reunião de 10 de fevereiro de 2021, entre os Presidentes da IP e das duas Câmaras Municipais, sendo esta uma via muito importante para os dois Municípios de Aveiro e Águeda, e para a Região de Aveiro, nomeadamente em termos ambientais, de redução de custos e de tempos de deslocação para cidadãos e empresas, bem como para o aumento da segurança rodoviária nas áreas urbanas atravessadas pela antiga EN 230, e de promoção do desenvolvimento urbano e empresarial.

Este Acordo é o corolário de um processo de negociação com o Governo e a IP, nomeadamente com o Ministro das Infraestruturas e Habitação e com o Presidente da Infraestruturas de Portugal, que teve o seu início a 21 de fevereiro de 2020 e que culmina agora, um ano depois, com a boa nova do início do projeto do eixo rodoviário, assumindo as Câmaras Municipais de Aveiro e de Águeda a sua titularidade, iniciando-se de imediato os atos preparatórios para lançar o concurso público para a contratação de projetista.

  1. Requalificação e ampliação da Escola Básica dos Areais

O Executivo Municipal deliberou aprovar o projeto de execução e proceder ao lançamento concurso público para a requalificação e ampliação da Escola Básica (EB) dos Areais (em santa Joana), com o valor base de 1.200.874€.

O projeto agora aprovado vai reabilitar as atuais quatro salas do 1.º Ciclo e a sala do Pré-Escolar em toda a linha, com prioridade à criação de condições térmicas e de conforto adequadas, executar a renovação das infraestruturas de iluminação e rede de águas. A empreitada vai tratar ainda da qualificação dos espaços exteriores de recreio.

A requalificação e ampliação da EB dos Areais faz parte integrante da estratégia definida na Carta Educativa do Município de Aveiro, que está em vigor desde o final de 2019 e prevê a reorganização profunda da rede escolar municipal e a requalificação dos estabelecimentos de ensino, dotando-os de todos os requisitos de conforto, segurança e qualidade para alunos, funcionários e corpo docente.

  1. Covid-19: CMA mais Famílias e mais Cidadãos apoiados

O Executivo Municipal deliberou aprovar apoios económicos a mais 8 famílias residentes em Aveiro correspondendo a mais 19 Cidadãos ajudados no valor global de 4.175,48€, no âmbito dos “Apoios Sociais a Cidadãos e Famílias Carenciadas”, do Fundo de Apoio a Famílias.

CMA aumenta em 35,7% os apoios sociais nos primeiros dois meses de 2021, em comparação com idêntico período de 2020.

Nos primeiros dois meses de 2021, a CMA apoiou 35 Famílias e 83 Cidadãos, no valor global de apoio de 19.219,50€, o que significa um aumento relativamente ao mês período de 2020, de mais 6 Famílias (29 em JAN20 e FEV20) e 25 Cidadãos (59 em JAN20 e FEV20) apoiados e de mais 35,7% de apoio financeiro (14.156,54€ em JAN20 e FEV20).

Na comparação com janeiro e fevereiro de 2019, a diferença é ainda maior, fixando-se em mais 21 Famílias (14 em JAN19 e FEV19) e 54 Cidadãos (29 em JAN19 e FEV19) apoiados e de mais 217,8% de apoios financeiros (6.046,10€ em JAN19 e FEV19).

Para dar resposta a estas situações, a CMA utiliza o Fundo de Apoio a Famílias, que tem para 2021 uma verba total de 150.000€, um valor superior em 50% ao de definido para mesmo Programa em 2020, mas que será dotado do valor que se verificar necessário.

Chamamos a Atenção aos Cidadãos que os apoios do PAAASE 2021, que integram a área social e muitas outras, estão disponíveis em: https://covid19.cm-aveiro.pt/ .

  1. Parecer e contributos da CIRA ao Plano de Recuperação e Resiliência

De acordo com o divulgado esta segunda-feira, 01 de março, o Executivo Municipal tomou conhecimento do parecer e contributos que a Comunidade Intermunicipal da Região de Aveiro entregou ao Governo sobre o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

A participação da CIRA na consulta pública do PRR tem por base uma lógica contributiva para a sua melhoria, defendendo um plano verdadeiramente nacional, que promova o investimento público e privado no âmbito dos seis pilares definidos no Regulamento Europeu do Mecanismo de Recuperação e Resiliência: Resiliência, Transição Ambiental, Transição Digital, Empresas, Coesão Territorial e Juventude (criação de emprego jovem), colocando no primeiro lugar das prioridades da Região de Aveiro a financiar pelo PRR, a ampliação (com Centro Académico Clínico) e qualificação do Hospital de Aveiro no quadro do CHBV, incluindo os Hospitais de Águeda e Estarreja.

A CIRA já divulgou publicamente o documento em causa.

  1. Parecer da CMA defende prioridade ao novo acesso a norte no licenciamento da 2.ª célula no UTMB de Eirol

Tal como divulgado em Nota de Imprensa de 24 de fevereiro, o Executivo Municipal tomou conhecimento do parecer da Câmara Municipal de Aveiro sobre o licenciamento da segunda célula de resíduos urbanos no aterro sanitário do Centro Integrado de Tratamento e Valorização (CITVRSU), do qual se destaca a defesa da criação do “acesso rodoviário não urbano a norte, terminando com o calvários das populações que vivem diariamente com a circulação de camiões pesados “do lixo” a circular por vias urbanas sem condições de acolher esse tráfego”.

Na Reunião de Câmara de hoje o Presidente Ribau Esteves anunciou que, considerando a gravidade dos acontecimentos ocorridos ontem e nos últimos dias na gestão do UTMB e da Rede de Drenagem de Águas Residuais do Município de Aveiro na zona de Horta, no que respeita à gestão do efluente emitido pela ERSUC/UTMB, por sua iniciativa vai realizar-se amanhã 05MAR21 uma reunião conjunta AdRA + ERSUC com a Câmara Municipal de Aveiro, para termos os devidos esclarecimentos e a avaliação das medidas corretivas a implementar de imediato para impedir em absoluto a repetição deste tipo de problemas, assim como abordarmos a questão da gestão do licenciamento das descargas da ERSUC/UTMB na Rede de Águas Residuais da AdRA.

  1. Relatório e ponto de situação das Obras Municipais

O Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves, deu a conhecer ao Executivo Municipal, o relatório e ponto de situação das Obras Municipais, que foi também apresentada na última Sessão Ordinária da Assembleia Municipal, aos seus membros.

Até ao momento e no atual mandato autárquico, estão concluídas 82 empreitadas, estão em curso 40 obras e prevê-se que se possam iniciar no primeiro semestre de 2021, mais 25 novas obras.

Para o primeiro semestre do presente ano, prevê-se que estejam lançadas um total de 17 empreitadas, num momento em que estão em curso os projetos de outras 52 obras.


Cantanhede | No âmbito das comemorações do Dia Internacional da Proteção Civil

 Proteção Civil Municipal promoveu aula online sobre prevenção e segurança

O Dia Internacional da Proteção Civil, que se celebrou no passado dia 1 de março, está a ser assinalado pelo Município de Cantanhede com um conjunto de ações cívicas de carácter didático e pedagógico no decorrer da semana de 1 a 5 de março.


Este ano, apesar da situação pandémica em que vivemos impossibilitar as habituais ações presenciais junto da comunidade escolar, a autarquia não quis deixar de se associar a uma data tão importante, mantendo o anseio de incentivar a cultura de segurança que deve pautar a vida das comunidades, para além de educar a sociedade para a prevenção, estimular o relacionamento com os agentes de proteção civil e fomentar a aquisição de conceitos e hábitos de segurança.

Nesse âmbito, a Proteção Civil Municipal promoveu ontem, dia 3 de março, uma aula especialmente preparada e direcionada para os alunos do 4.ª ano do 1 CEB do Centro Educativo de Cadima, com os temas abordados a incidirem sobre a Prevenção de Incêndios Rurais e a Evacuação de Emergência em Contexto Escolar. Integrada no projeto da Semana da Proteção Civil 2021, a iniciativa decorreu por via digital utilizando para o efeito a plataforma Zoom e teve como principal objetivo preparar a comunidade escolar em matéria de prevenção e autoproteção perante situações de emergência.


A educação para a prevenção e autoproteção, envolvendo a comunidade escolar, constitui um dos objetivos preconizados pelo Município de Cantanhede para a consolidação de uma cultura municipal de segurança, tendo para isso desenvolvido ao longo dos últimos 12 anos o projeto Semana da Proteção Civil, através da dinamização de inúmeras ações de formação, informação e sensibilização em que participaram centenas de alunos de todas as escolas do concelho de Cantanhede.


Circulação entre concelhos em Portugal continental volta a estar proibida a partir das 20h00

 

A circulação entre concelhos em Portugal continental volta a estar proibida entre as 20:00 de hoje e as 05:00 de segunda-feira, sem prejuízo das exceções previstas, no âmbito do estado de emergência para combater a pandemia de covid-19.

Na semana em que Portugal passou a ter apenas três concelhos em risco extremo de infeção (com mais de 960 casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias) e 14 em risco elevado, a proibição de circulação entre concelhos aplica-se a todos os municípios do continente, independentemente do nível de risco de transmissão do novo coronavírus SARS-CoV-2.

A proibição da circulação entre os 278 municípios do continente durante o fim de semana tem sido aplicada, sucessivamente, desde o período do Ano Novo, mas registou um alargamento do horário de aplicabilidade a partir de 15 de janeiro, com o novo confinamento geral.

“É proibida a circulação para fora do concelho do domicílio no período compreendido entre as 20:00 de sexta-feira e as 05:00 de segunda-feira, sem prejuízo das exceções previstas”, lê-se no regulamento do Governo para o atual estado de emergência.

Antes deste novo confinamento geral, que entrou em vigor em 15 de janeiro, e desde o período do Ano Novo, a circulação entre concelhos do continente foi proibida entre as 23:00 de sexta-feira e as 05:00 de segunda-feira, “salvo por motivos de saúde, de urgência imperiosa ou outros especificamente previstos”.

Para 11 de março está marcada a apresentação do plano de desconfinamento por parte do primeiro-ministro, António Costa, que se limitou a confirmar, na semana passada, que a abertura começará pelas escolas, sem especificar quais e em que data.

“O compromisso que quero aqui assumir é que, no dia 11 de março, apresentaremos o plano de desconfinamento”, disse António Costa, explicando que será “gradual, progressivo, diferenciado por sectores”.

Segundo o diploma do Governo que regula o estado de emergência decretado pelo Presidente da República, existe um conjunto de exceções à proibição de circulação entre concelhos, inclusive deslocações para desempenho de funções profissionais (conforme atestado por declaração emitida pela entidade empregadora ou equiparada), por motivos de saúde e para cumprimento de responsabilidades parentais.

Além desta restrição, continuam em vigor o confinamento obrigatório, em que a principal regra é ficar em casa, a proibição de vendas ou entregas ao postigo em qualquer estabelecimento do ramo não-alimentar, a proibição de venda ou entrega ao postigo de qualquer bebida mesmo nos estabelecimentos autorizados ao ‘take-away’ e a proibição de permanência em espaços públicos de lazer (que podem, contudo, ser frequentados).

O atual estado de emergência vigora até às 23:59 de 16 de março.

Segundo os últimos dados da Direção-Geral da Saúde (DGS), que reportam a 01 de março, Portugal tem apenas três concelhos em risco extremo de infeção — Manteigas, Arronches e Resende – e 14 em risco elevado.

Os dados reportam a um período de incidência cumulativa a 14 dias entre 10 e 22 de fevereiro.

Em risco elevado estão os concelhos de Aljustrel, Arraiolos, Lamego, Rio Maior, Barrancos, Câmara de Lobos, Castanheira de Pera, Sobral de Monte Agraço, Castro Verde, Coimbra, Ferreira do Alentejo, Penela, Ponta do Sol e Vila Nova de Cerveira.

Na nota explicativa dos dados por concelhos é referido que a incidência cumulativa “corresponde ao quociente entre o número de novos casos confirmados nos 14 dias anteriores ao momento de análise e a população residente estimada”.

Lusa

Internet de qualidade ainda é uma miragem para várias aldeias de Miranda do Corvo

 

O Governo prepara a transição digital da sociedade, mas em muitos concelhos do país, ainda há localidades sem qualquer acesso a internet de qualidade. Em Miranda do Corvo, a pandemia veio tornar mais visível o problema.

Na casa de Francisco Gouveia, em Vila Nova, a cerca de cinco quilómetros da sede de concelho, Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, o ensino à distância transformou um problema já antigo de acesso a internet de fibra numa dor de cabeça ainda maior.

Com filhos de 13, oito e cinco anos de idade, tem sido “um desafio colocá-los ao mesmo tempo” a assistir às aulas, contou à Lusa Francisco.

“Temos alturas em que não conseguimos, mais quando está mau tempo. Grande parte dos dias são quebras na transmissão da imagem e do som”, relatou, salientando que há alturas de temporal em que podem chegar a estar dez dias sem sinal de internet ou de televisão.

Depois de ter estado em lista de espera para ter um ponto de ligação ao telefone, a sua luta agora é pelo acesso à fibra ótica, que está a 500 metros da sua casa. “Parou ali”, notou.

“Eventualmente isto vai causar entraves. Estamos todos ligados à internet, estamos todos dependentes do digital, cada vez mais”, criticou Francisco.

O presidente da Câmara de Miranda do Corvo salienta que este é um problema não apenas do seu concelho mas de “boa parte do interior” do país, que “se tem vindo a arrastar há alguns anos e que tem sido mais visível com os efeitos da pandemia.

Naquela autarquia, com o confinamento, as queixas passaram a ser diárias, constatou.

“Se queremos um país sustentável a todos os níveis e na era da transição digital é fundamental este reequilíbrio, caso contrário vamos continuar a assistir a um êxodo rural”, alertou, considerando que uma boa cobertura de internet de qualidade poderá também tornar mais fácil a atração de empresas e pessoas para esses concelhos.

De acordo com a Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM), a cobertura de redes de serviços de alta velocidade é de 85,8% na região Norte, 83,9% no Centro e 71% no Alentejo e no Algarve, sendo superior a 99% na Área Metropolitana (AM) de Lisboa.

Já no que toca à penetração dessas redes (as famílias que subscrevem serviços de alta velocidade), o Centro (60,5%) e o Alentejo (51%) estão abaixo do resto do território continental, em que apenas na AM de Lisboa é superior a 80% (89,2%).

Anabela Bacalhau, professora do 1.º ciclo em Coimbra, a morar em Meroucinhos, em Miranda do Corvo, sofre por antecipação face aos problemas de cobertura.

“A angústia durante a noite de saber se as coisas vão correr bem ou não [no dia seguinte] já não nos deixa descansar devidamente”, salientou.

O ecrã congela enquanto está a dar aulas, não consegue partilhar vídeos, a chamada vai abaixo e todos os dias tem que avisar os alunos, do 1.º ano, que se a professora “sair da sala já volta”.

“Tentamos que todos tenham as mesmas oportunidades, sei que as famílias fazem todos os esforços para tornar isto mais leve - que isto é pesado -, mas depois há estes constrangimentos que não dependem das famílias, dos agrupamentos, das câmaras”, alertou, sublinhando a necessidade de se garantir o acesso à internet a todas as crianças, eliminando muros que existem devido à fraca cobertura ou a falta de meios financeiros.

Também o seu filho de 18 anos, André Dias, a estudar Biologia na Universidade de Coimbra, tem sentido alguma ansiedade face à fraca qualidade da internet.

“Os meus professores foram muito claros que se fôssemos abaixo, se houvesse alguma interferência, podíamos chumbar [no exame]. Eu estava ansioso e, quando entrego o trabalho, 15 minutos depois a internet realmente falhou. O meu coração quase que explodia”, contou.

A situação de Daniela Ventura, estudante de 20 anos a viver numa localidade da freguesia de Semide, também em Miranda do Corvo, é ainda mais complicada.

A internet é tão fraca que nem sempre consegue assistir às aulas e acaba a pedir aos colegas do curso de Economia para lhe gravarem as aulas, que depois demora dias para descarregar em formato vídeo.

Já quando são exames, desloca-se a casa de familiares, no concelho vizinho da Lousã, para garantir que consegue acompanhar a avaliação sem a possibilidade da internet ir abaixo.

“Não tenho vontade de continuar a viver aqui. Isto força as pessoas a saírem”, comentou.

A transição digital foi definida como uma das linhas de ação da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia (UE), que se propõe dar prioridade às iniciativas que contribuam para acelerar esta transição enquanto motor da recuperação económica e promover a liderança eu­ropeia na inovação e economia digitais.

O programa da presidência aponta nomeadamente o desenvolvimento de competências digitais com vista à adaptação dos trabalhadores aos novos processos produtivos, a transformação digi­tal das empresas e das plataformas digitais, a promoção da saúde e prevenção da doença e a educação e formação ao longo da vida.

Lusa

Rock in Rio Lisboa adiado para 2022

Nova edição decorrerá nos dias 18, 19, 25 e 26 de Junho de 2022.

A nona edição do Rock in Rio Lisboa foi adiada para os dias 18, 19, 25 e 26 de Junho de 2022, anunciou esta quinta-feira a organizadora do festival, Roberta Medina, num vídeo partilhado nas redes sociais.

"É com o coração super apertado e lamentando imenso que vimos comunicar que tomamos a decisão de adiar novamente a nona edição do Rock in Rio Lisboa", lamentou a responsável, que garante que os bilhetes já comprados são "automaticamente válidos para a próxima edição".

Gonçalo Teles / TSF


México | Mujeres Toman El Liderazgo Del Sector Seguros En México


por Yesica Flores

 

Una nueva generación de mujeres mexicanas se abre paso en la dirección de un sector tradicionalmente dominado por hombres.

Las estadísticas no mienten, según el INEGI, de las casi 20 mil personas que trabajan en el sector asegurador, aproximadamente el 47% son mujeres. Esta cifra simboliza casi la mitad de la población laboralmente activa en el mercado afianzador y de seguros, tan sólo en México.

A estas cifras se suma una encuesta realizada el año pasado por la Asociación Mexicana de Instituciones de Seguros (AMIS), junto con la firma de consultoría PwC, la cual señaló que el 50% de las posiciones gerenciales en aseguradoras son ocupadas por mujeres y, en el caso de posiciones directivas como CEO, CFO, CIO, CRO, se habla de un 30%. De la encuesta también resultó que de las 87 aseguradoras que forman parte de la AMIS, casi el 10% tienen a una mujer como directora general.

Y si bien estos números todavía reflejan la brecha de género que existe en el sector seguros, también confirman que se está generando un cambio con la participación de mujeres en cargos directivos, lo que sin duda equilibra la balanza en cuanto a igualdad de oportunidades en este y otros rubros como el financiero, automotriz, contable y de tecnología. Los ejemplos más recientes son la representación de Ana María Ramírez como presidenta del Colegio Nacional de Actuarios (CONAC) y el nombramiento de Sandra Gallegos como presidenta de la Asociación Mexicana de Actuarios (AMA).

Pero regresando al sector seguros, el liderazgo de las mujeres mexicanas ha sido contundente, sobre todo en los últimos años. Como muestra está la iniciativa encabezada por el Consejo Coordinador Empresarial (CCE) de crear un Código de Principio y Mejores Prácticas del Gobierno Corporativo, que impulsa el incremento de la participación de las mujeres en los consejos de administración de empresas mexicanas. A pesar de que este código no es mandatorio, gran parte de las empresas que cotizan en la Bolsa Mexicana de Valores lo ha adoptado.

Otros acontecimientos que han abierto camino a este liderazgo femenino en el sector seguros fueron los nombramientos, el año pasado, de Sofía Belmar Berumen y Norma Alicia Rosas como presidenta y directora de la AMIS, respectivamente, y más recientemente, la elección de Marisol Sánchez como Presidenta de la Asociación Insurtech México, organización independiente que promueve la aplicación de tecnología en la industria aseguradora en México.

La innovación como punta de lanza para optimizar procesos, incrementar los niveles de seguridad, protección y cubrir cabalmente las necesidades de una extensa población en el mercado de seguros ha sido, sin duda, otro de los desafíos a los que se han enfrentado las mujeres que se desarrollan en este sector. La misma Marisol Sánchez lo explica: “la mayoría de los actores en el ámbito emprendedor asocian a las startups enfocadas en el desarrollo de tecnología con fundadores hombres. Y muchos programas para empresas creadas por mujeres se diseñan sólo para las industrias de alimentos, textiles, moda, etcétera, y no de tecnología”.

Como emprendedora, Marisol fundó Clupp, el seguro de movilidad que se adapta a las necesidades del usuario y su tipo de vehículo, ofreciendo planes flexibles según el kilometraje recorrido. Esta joven actuaria asegura que es importante identificar esos micromachismos en los sectores tradicionalmente “masculinos”, y también cómo los ejercen tanto hombres como mujeres para contribuir a eliminarlos e impulsar condiciones de trabajo bajo un esquema de igualdad de oportunidades y equidad de género.

Y aunque Marisol reconoce que es tarea de todos ejercer prácticas laborales que permitan a las mujeres la toma de decisiones en industrias tradicionalmente lideradas por hombres, considera que lo más importante es que las mujeres se sientan seguras de sus habilidades y conocimientos. “Que sepan, sientan y muestren que somos igual de capaces que los hombres para fungir como líderes. Que hay que arriesgarse, participar e involucrarse más en cualquier tema profesional porque cada paso que damos impacta a toda la sociedad. El carácter de arriesgarse a tomar decisiones difíciles y asumir las consecuencias es una característica que cualquier líder, ya sea hombre o mujer, debe tener”.

En resumen, retos, oportunidades y crecimiento es lo que se vislumbra para las mujeres mexicanas en el sector seguros, quienes hasta ahora han sabido colocarse por encima de cualquier desafío para contribuir al fortalecimiento y desarrollo empresarial bajo estándares más equitativos e igualitarios, que reflejen un proceso de cambio y evolución en este rubro.

México | Están Las Mujeres Mexicanas Preparadas Para El Trabajo Del Futuro?



por Yesica Flores


Los múltiples roles e intereses de las mujeres están forjando una generación de profesionales con habilidades para el mundo digital.

Replanteemos: Quizá la pregunta no es si las mexicanas están preparadas para el trabajo del futuro, sino si el mundo laboral del futuro en México está listo para la ola de mujeres que actualmente se prepara bajo altos niveles de capacitación y con perfiles buscados por la industria de la innovación y tecnología.

Si revisamos las estadísticas, todavía existe una alarmante brecha de género y desigualdad laboral y educativa en el país. Paradójicamente, según números del INEGI, la OCDE y el Centro de Investigación de la Mujer en la Alta Dirección (IPADE), es la población femenina quien aporta el 37% al Producto Interno Bruto, la que tiene mayores tasas de graduación y mejores calificaciones a nivel universitario, y la que destina más del 70% de sus ganancias para su comunidad y su familia.

Las cifras reflejan que las mujeres juegan un papel preponderante en el mercado educativo y laboral en México, no sólo hoy sino en el futuro. Actualmente, de los 9.4 millones de profesionistas ocupados en el país, el 46.3% son mujeres y las áreas en donde representan más de la mitad del total son Educación, Ciencias de la Salud, Ciencias Biológicas, Diseño, Trabajo y Atención Social.

Estos datos, derivados de la Encuesta Nacional de Ocupación y Empleo (ENOE, 2020) indican las tendencias del empleo profesional para las mujeres en el país y se complementan con lo mostrado por el Observatorio Laboral Mexicano de la Secretaría del Trabajo y Previsión Social, que asegura además que la demanda laboral continuará concentrándose en competencias de alto nivel con directrices muy específicas: Big Data en el lugar de trabajo, Especialización del conocimiento, Diversidad de género, Evolución del marketing, Crecimiento de PyMEs, Flexibilización de la mano de obra y Optimización Móvil.

Ante este panorama, las mujeres mexicanas están eligiendo la especialización y el desarrollo de destrezas digitales como herramientas que les contribuyan a su crecimiento en un mercado laboral cada vez más exigente. Pero no sólo eso, para su aprendizaje se están arriesgando con nuevos modelos educativos basados en creatividad, innovación y tecnología.

Lo anterior lo confirma Future Is, startup que brinda soluciones de educación en línea para aprender habilidades digitales para el mercado laboral, donde han registrado que el 54% de sus graduados son mujeres y casi la mitad de su equipo de mentores (42%) también son mujeres, lo que viene confirmando que la Educación es una de las áreas con mayor porcentaje de mujeres profesionistas, como lo mostró la ENOE apenas el año pasado.

Otro dato importante que menciona Future Is son las áreas de aprendizaje y capacitación donde las mujeres pueden tener un importante desarrollo: Creatividad + Diseño, Tecnología + Negocios, Administración + Gestión; y Soft Skills. En ese sentido, identifican 5 habilidades primordiales que deben dominar las mujeres para sobresalir en estas áreas y en el trabajo del futuro en general:

Liderazgo: Como competencias sociales que no se aprenden en la escuela, sino que se adquieren en la vida cotidiana y ayudan a las personas a integrarse en los ambientes laborales con más facilidad, benefician la productividad propia y del equipo de trabajo.

Inteligencia emocional: Capacidad de gestionar las emociones, y manejarlas adecuadamente para automotivación y crear relaciones saludables.

Innovación, creatividad: Se trata de la capacidad para encontrar soluciones a los problemas que se puedan presentar en los procesos de trabajo, y en escenarios de crisis o renovación.

Comunicación asertiva: Ser capaz de comunicar retos, valoraciones, objetivos, y garantizar una comunicación eficaz y fluida. La tecnología y los procesos remotos exigen este tipo de comunicación.

Diseño de experiencias en productos y servicios: Crear un balance entre el negocio y las necesidades del usuario. La experiencia de usuario es una necesidad en los tiempos virtuales de estos tiempos.

Con el futuro a la vuelta y las demandas globales de una reactivación a nivel socioeconómico, las mujeres mexicanas claramente están fortaleciendo habilidades que no sólo favorecen a su propio desarrollo sino a la equidad de género, el crecimiento económico y la cualificación de empleos. Sin duda, el trabajo del futuro tiene un enfoque femenino.