sábado, 5 de março de 2022

Federação Portuguesa do Táxi exige ao Governo medidas excecionais de apoio quanto à crise dos combustíveis

 A Federação Portuguesa do Táxi (FPT) exigiu hoje que o Governo adote medidas excecionais de apoio ao setor, na sequência do aumento previsto de 14 cêntimos no preço do litro do gasóleo.

Os preços do gasóleo e da gasolina deverão disparar na próxima semana, com subidas superiores a 14 e oito cêntimos por litro, respetivamente, acompanhando a subida das cotações dos produtos petrolíferos nos mercados internacionais, segundo fontes do setor.

Em comunicado, a FPT refere que vai pedir uma reunião de “urgência” com o ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Matos Fernandes, para discutir as medidas que podem ajudar o setor a mitigar os efeitos desta escalada do preço dos combustíveis.

“Para responder a um tempo de exceção, exige a FPT medidas de exceção que podem passar de forma imediata, urgente, pelo apoio financeiro para compensar a atual situação e/ou pela introdução de gasóleo profissional, pois essa solução eliminaria a carga tributária sobre o gasóleo, libertando liquidez para o exercício do serviço público de transporte em táxi”, defende a FPT.

A Federação Portuguesa do Táxi sublinha que o aumento, “que fixa historicamente o preço do gasóleo acima do preço da gasolina”, causará ainda problemas aos profissionais do táxi, uma vez que o sistema tarifário “não sofre alterações há mais de 13 anos”.

“Em simultâneo, a FPT vai renovar junto do secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor a necessidade de iniciar negociações para atualização do sistema tarifário”, é acrescentado a nota.

De acordo com os preços de referência da Entidade Nacional para o Mercado Energético (Ense), o preço médio do gasóleo simples é hoje de 1,754 euros por litro e, a partir de segunda-feira, deverá chegar perto dos 1,90 euros por litro nos postos de abastecimento em Portugal, enquanto o preço médio da gasolina 95 - atualmente em 1,795 euros por litro - atingirá os 1,88 euros por litro.

Assim, na próxima semana, o preço médio do gasóleo deverá ultrapassar o da gasolina 95 nos postos de abastecimento.

A invasão da Ucrânia pela Rússia acentuou a subida do preço do petróleo e seus derivados que já seguiam em alta, no âmbito de uma crise do setor energético, com o aumento dos receios de uma crise no fornecimento.

Por seu lado, a desvalorização continuada do euro face ao dólar, considerado ativo de refúgio, também pesa no agravamento dos preços.

O euro caiu hoje abaixo da barreira de 1,10 dólares pela primeira vez desde maio de 2020, com os investidores a protegerem-se das consequências da invasão russa da Ucrânia.

Entretanto, o secretário de Estado da Energia, João Galamba, anunciou hoje que haverá medidas para mitigar a subida dos combustíveis, mas considerou “impossível” anulá-los.

"Haverá medidas para mitigar o impacto da subida dos combustíveis, agora temos de ter uma coisa presente, que é, uma crise desta magnitude em todas as áreas dos combustíveis, obviamente não dá liberdade total ao Governo para anular o efeito negativo de uma crise”, disse João Galamba aos jornalistas, à margem de uma conferência promovida pelo jornal ‘online’ ECO sobre “A guerra na Europa e o choque energético”, onde tomou conhecimento da subida prevista nos preços dos combustíveis na próxima semana.

Fonte: MadreMedia/Lusa

Quatro homens julgados por desviarem mais 500 mil euros de empresa da Figueira da Foz

 Quatro empresários foram acusados de terem desviado mais de meio milhão de euros da empresa Deltafish, da Figueira da Foz. O Tribunal de Coimbra irá iniciar o julgamento na próxima terça-feira.

Tribunal de Coimbra começa a julgar na terça-feira quatro empresários acusados de insolvência dolosa e de se apropriarem de cerca de 680 mil euros da empresa Deltafish, ligada à comercialização de produtos congelados na Figueira da Foz.

Em Coimbra, serão julgados Avelar Coimbra, gerente de 62 anos, de Loures, que integrou o conselho de administração da Deltafish entre 2006 e 2010, Gonçalo de Melo, gerente de Mangualde, que assumiu a administração da empresa em 2010, Francisco Coimbra de Figueiredo, empresário de Tondela, e o filho de Avelar Coimbra, Filipe Coimbra, estes dois últimos que terão colaborado no alegado plano de descapitalização da empresa e de apropriação de bens da mesma.

Os quatro arguidos são acusados pelo Ministério Público (MP) de se apropriarem de pelo menos 677 mil euros da empresa, que foi declarada insolvente em 2012, com Avelar Coimbra suspeito da prática de um crime de abuso de confiança qualificado, um crime agravado de insolvência dolosa e um crime de branqueamento (os mesmos crimes de que é acusado Gonçalo de Melo).

Já Francisco Coimbra de Figueiredo e Filipe Coimbra são acusados de um crime agravado de insolvência dolosa.

Dos 677 mil euros, a maior fatia (322 mil euros) terá sido apropriada por Avelar Coimbra.

Segundo a acusação a que a agência Lusa teve acesso, Avelar Coimbra, apesar de ter abandonado o conselho de administração em agosto de 2010 (assumido posteriormente por Gonçalo de Melo) continuou a ter poderes de movimentação da conta bancária da empresa sediada na Murraceira.

Apesar de Avelar Coimbra e Gonçalo de Melo terem conhecimento das dívidas da empresa e da pendência de processos de execução fiscal (em setembro de 2011 a Deltafish já devia mais de 86 mil euros à Autoridade Tributária), os arguidos terão decidido “começar a delapidar e dissimular todo o património” da firma, “com o intuito de escapar ao pagamento dos impostos em dívida, bem como aos compromissos assumidos junto de outros credores”, refere a acusação.

Em outubro de 2011, a Deltafish terá vendido à Gialmar II (empresa detida por familiares de Avelar Coimbra) diversos bens, num montante global de 485 mil euros.

No entanto, os bens e equipamentos que foram objeto de negócio, aponta o Ministério Público, pertenciam à Caixa Leasing e Factoring.

Para além dessa questão, os vários cheques emitidos para pagar o negócio tiveram outros fins, nota o MP.

De acordo com a acusação, um cheque foi levantado pela mãe dos donos da Gialmar II para pagamento de vencimentos e de subsídios em atraso de funcionários que transitaram da Deltafish para aquela empresa, outros não chegaram a ser descontados, um, no valor de 100 mil euros, foi depositado na conta do arguido Francisco Coimbra de Figueiredo, e outros, num valor global de 172 mil euros, depositados na conta de Avelar Coimbra.

Para além disso, Avelar Coimbra terá também feito diversos levantamentos em numerário da conta da Deltafish e fez transferências da conta da empresa para contas tituladas pelo seu filho, que não era funcionário nem credor da sociedade, tendo ainda usado dinheiro para pagar dívidas e despesas pessoais.

á o arguido Gonçalo de Melo ter-se-á apropriado de cerca de 150 mil euros da Deltafish que terá usado em proveito próprio e em proveito de outras empresas das quais era administrador, nomeadamente para pagar salários dos trabalhadores das Fábricas Vasco da Gama, afirma o MP.

Avelar Coimbra e Gonçalo de Melo terão ainda feito desaparecer veículos que eram propriedade da Deltafish, nomeadamente um camião, que veio a ser localizado em Peniche, abandonado na via pública, e um carro BMW localizado pela PSP de Lisboa, em dezembro de 2015.

No âmbito do processo de insolvência da Deltafish foram reconhecidos créditos no valor global de um milhão de euros, acrescidos de juros de mora.

Fonte: MadreMedia/Lusa

sexta-feira, 4 de março de 2022

Os que esperam só ser comidos no fim…

Churchill e De Gaulle alertaram a Europa do perigo de acreditar num pacifismo míope diante da ameaça da Alemanha nazista. Hoje repete-se o mesmo erro do “pacifismo míope” diante da ameaça do restabelecimento da antiga URSS…

  • Plinio Corrêa de Oliveira

Aperspectiva de nova conflagração mundial tornou-se ainda mais sinistra do que as anteriores, em razão dos trágicos progressos que tem feito a arte de matar. Teve isto sobre os homens um efeito catastrófico.

Em lugar de ver no debate de ideias um destro e arejado torneio de erudição e de cultura, no qual as partes contendem para encontrar a verdade, o debate cultural ou técnico passou a ser tido, em nossos dias, como fagulha perigosa, da qual podem surgir controvérsias apaixonadas. E destas, por sua vez podem nascer, possivelmente, confrontações internacionais que resultem na temida guerra.

Tomado de pânico, o pacifista contemporâneo incondicional apostrofa ecumenicamente os polemistas: “Não vos recordais das intransigências de Hitler, de Mussolini, de Stalin”?

Nesta visualização, toda controvérsia deve ser abafada. E quando alguém redargue ao pacifista, “e você não se lembra de homens ainda mais culpados pelas guerras, pois foram símbolos da capitulação e do fracasso, como Chamberlain e Daladier?”, o pacifista muda de assunto.

 Porém vê-se que, no fundo, essa dupla do fracasso corresponde ao seu ideal. E que, nem de longe, lhes ocorre a lembrança de homens como Churchill e De Gaulle, que souberam ser polemistas vigorosos, mas sem fanatismo.

A fórmula mágica do “neochamberlainismo” ou do “neodaladierismo” contemporâneo é o relativismo. Para ele, todas as verdades e todos os erros são relativos. Toda afirmação categórica não é senão respingo de algum fanatismo. A verdade está sempre e unicamente no meio-termo. Isto é, numa acomodação entre todas as opiniões, por mais diversas que sejam, e por mais contraditórias que se apresentem.

Quando as certezas morrem, a atividade intelectiva perde sua meta natural. E a modorra se apodera da opinião pública. A modorra dos pacifistas a todo preço, que Churchill assim definia: “Apaziguador é aquele que alimenta um crocodilo, esperando que este o coma por último”…

ABIM

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Excertos do artigo de Plinio Corrêa de Oliveira, em 11-4-88, para a “Folha de S. Paulo”.

Silves | SOLIDARIEDADE COM AS POPULAÇÕES DA UCRÂNIA

 Atendendo aos graves acontecimentos na Ucrânia, cuja invasão russa e guerra condenamos (15 mil mortos no período 2014-2021), exigindo-se o cessar-fogo imediato, a retoma/cumprimento dos Acordos de Minsk, o fim das políticas de cerco e confrontação, a defesa da paz e o términus do horror e sofrimento das populações, o Município de Silves partilha e informa que todos os cidadãos portugueses, ucranianos e russos residentes e ou recém-chegados a território nacional e/ou na Ucrânia que necessitem de apoio e/ou ajuda para pedido de proteção internacional, poderão dirigir-se a um dos seguintes serviços: 

Centro Local de Apoio à Integração de Migrantes - CLAIM de Silves:

Atendimento presencial sem marcação prévia – Rua João de Deus, n.º 19, 8300-161 Silves/Telefone:282440833 / 282440831 E-mail: apoio.migrante@cm-silves.pt / sasocial@cm-silves.pt; Horário de segunda a sexta-feira (dias úteis), das 09h00 às 17h00.

 

Centro Nacional de Apoio à Integração de Migrantes – CNAIM do Algarve:

Atendimento presencial sem marcação prévia - Loja de Cidadão, Mercado Municipal, 1.º Piso, Largo Dr. Francisco Sá Carneiro 8000-151 Faro / Telefone: 808 257 257 | 21 810 61 91 (Linha de Apoio a Migrantes) E-mail: cnaim.algarve@acm.gov.pt. De segunda a sexta-feira (dias úteis), das 08h30 às 17h00.

 

Alto Comissariado para as Migrações – ACM, IP:

E-mail específico criado pelo ACM para informação aos cidadãos e às cidadãs que queiram vir para Portugal, aos cidadãos e às cidadãs ucranianos/as a residir em território nacional que queriam saber como trazer a família para o país e a todos os cidadãos e cidadãs que queiram apoiar: sosucrania@acm.gov.pt ;

 

GAR - Gabinete Asilo e Refugiados (Rua Passos Manuel, n.º 40 - 1169-089 Lisboa);

 

SEF - Direção Regional do Algarve (Sede da Direção Regional do Algarve: 17h00 às 20h00; Loja do Cidadão de Faro: 8h30 às 16h30; Posto de Atendimento de Albufeira: 09h00 às 12h30 e 14h30 às 17h00; Posto de Atendimento de Portimão: 09h00 às 17h00; Posto de Atendimento de Tavira: 09h00 às 16h00;

 

Centro de Recolha de Donativos nas Piscinas Municipais de Silves

Horário: de segunda-feira a sexta-feira (07.30 – 21.00 horas); sábado – das 08.00 horas às 13.00 horas

Produtos a recolher: bens alimentares; produtos de higiene; bens domésticos; medicamentos e material de enfermagem (as listagens específicas encontram-se disponíveis em https://www.cm-silves.pt/pt/noticias/8564/solidariedade-com-as-populacoes-da-ucrania.aspx)

O Município assegura o transporte dos donativos para Faro em articulação com a “Associação dos Ucranianos no Algarve”

 

Linha de Apoio a Migrantes e o Serviço de Tradução Telefónica (+351) 21 810 61 91.

 

Medidas de Regularização em Território Nacional

 

O Município de Silves partilha com os seus munícipes informação sobre a Resolução de Conselho de Ministros n.º 29-A/2022, que estabelece os critérios específicos da concessão de proteção temporária a pessoas deslocadas da Ucrânia, em consequência dos recentes conflitos armados vividos na Ucrânia.

 

Assim, nos termos do n.º 3 do artigo 4.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, e da alínea g) do artigo 199.º da Constituição, o Conselho de Ministros resolve:

 

1 - Conceder proteção temporária, com a atribuição automática de autorização de residência, pelo período de um ano, com possibilidade de prorrogação do respetivo título de residência, nos termos do artigo 7.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, com as necessárias adaptações, aos cidadãos nacionais da Ucrânia e seus familiares, provenientes do seu país de origem, não podendo ali voltar, em consequência da situação de guerra que aí ocorre.

2 - Determinar que beneficiam igualmente desta proteção temporária os cidadãos estrangeiros de outras nacionalidades que comprovem ser parentes, afins, cônjuges ou unidos de facto de cidadãos de nacionalidade ucraniana que se encontrem nas circunstâncias previstas no número anterior.

3 - Estabelecer que, para efeitos do disposto nos números anteriores, é admitido qualquer meio de prova.

4 - Determinar que constituem fundamento para exclusão da proteção temporária os motivos elencados no artigo 6.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto.

5 - Determinar que, para efeitos do cumprimento do disposto no número anterior, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) consulta o Sistema de Informação Schengen e outras bases de dados relevantes, não sendo exigível um certificado de registo criminal.

6 - Estabelecer que os pedidos abrangidos pela presente resolução podem ser feitos presencialmente ou por via digital, dentro ou fora do território nacional.

7 - Determinar que a declaração comprovativa do pedido de proteção temporária é comunicada pelo SEF à segurança social, à Autoridade Tributária e Aduaneira e aos Serviços Partilhados do Ministério da Saúde, E. P. E., para efeitos de atribuição automática do número de identificação de segurança social, do número de identificação fiscal e número nacional de utente, respetivamente.

8 - Determinar que a declaração prevista no número anterior é comunicada ao Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P., para efeitos de inscrição.

9 - Estabelecer que as comunicações referidas nos números  7 e 8 são efetuadas, preferencialmente, por transmissão eletrónica de dados, em respeito do regime geral de proteção de dados.

10 - Determinar que aos beneficiários de proteção temporária previstos na presente resolução é permitida a obtenção da Chave Móvel Digital, designadamente mediante a associação do número do respetivo título a um único número de telemóvel, podendo também associar o seu endereço de correio eletrónico.

11 - Determinar que os benefícios previstos nos n.os 1 e 2 do artigo 15.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, são atribuídos quando o beneficiário da proteção temporária não disponha de recursos suficientes.

12 - Determinar que, sem prejuízo do disposto no número anterior, os beneficiários de proteção temporária sejam equiparados a beneficiários com estatuto de refugiado para efeitos de acesso a prestações sociais do regime não contributivo.

13 - Determinar que os valores relativos aos apoios sociais da responsabilidade da segurança social, atribuídos nos termos do n.º 2 do artigo 15.º da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, são financiados pelo Orçamento do Estado.

14 - Estabelecer que se aplicam aos beneficiários de proteção temporária previstos na presente resolução as disposições da Lei n.º 67/2003, de 23 de agosto, com as necessárias adaptações, sem prejuízo do estabelecido nos números anteriores.

15 - Estabelecer que a presente resolução se aplica aos pedidos já formulados, desde o início da situação de guerra na Ucrânia.

 

Informações adicionais:

 

Emprego:

As empresas com ofertas de emprego para cidadãos ucranianos podem registá-las no site do IEFP para o efeito: https://www.iefp.pt/portugal-for-ukraine

 

Alojamento: 

O ACM, através da Associação Nacional de Municípios Portugueses, está a recolher as disponibilidades de alojamento de cada município.

 

Outras entidades poderão enviar informações para: sosucrania@acm.gov.pt

IPCA organiza o V Seminário de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade

 O Centro de Investigação em Contabilidade e Fiscalidade (CICF) e a Escola Superior de Gestão do IPCA organizam, no próximo dia 11 de março, a partir das 10h30, o V Research Seminar on Accounting and Taxation.

O evento assinala a abertura do 2º semestre do Programa do Doutoral em Contabilidade da Universidade Aveiro (UA) do ano letivo 2021/2022, do qual o IPCA é parceiro.

O Doutoramento em Contabilidade conta com a colaboração de docentes do Departamento e Contabilidade e Fiscalidade da ESG, membros do CICF, ao nível da docência, investigação e supervisão de teses. É no âmbito desta parceria UA/IPCA, que a ESG recebe os atuais estudantes de doutoramento da UA bem como os seus docentes e investigadores.

A abertura do evento contará com a presença da Presidente do IPCA, Maria José Fernandes, da Diretora da ESG, Sandra Cunha e da Diretora do Programa de Doutoramento em Contabilidade, Graça Azevedo. Segue-se um momento de debate com vários investigadores que partilharão com a comunidade os resultados de alguns projetos de i&d em curso. A sessão será moderada por Sónia Monteiro e, no final, o encerramento ficará a cargo da Diretora do CICF, Patrícia Gomes.

Os doutorandos terão ainda a oportunidade de ficar a conhecer um pouco mais da realidade do IPCA e do seu contexto, já que, depois da visita ao Campus, farão também uma visita ao Centro Histórico da cidade de Barcelos.

Ana Teixeira

Águeda | Câmara implementa projeto inovador de controlo de colónias de gatos

 Foram colocados, nas zonas da cidade onde já existem colónias, dois abrigos de gatos e seis pontos de alimentação, numa ação que integra a campanha CED em desenvolvimento pelo Município

A Câmara Municipal de Águeda, no âmbito do programa de controlo de felinos errantes que tem desenvolvido ao longo dos últimos anos, está a implementar um projeto inovador, instalando abrigos e pontos de alimentação para gatos nos espaços da cidade onde já existem colónias.

O objetivo fundamental é, por um lado, promover a higiene do espaço público e evitar a propagação de pragas e, por outro, controlar o número de felinos errantes existentes na cidade. Esta é, de resto, uma preocupação do Município, que tem implementado a Campanha CED (Captura, Esterilização e Devolução), através da qual os serviços municipais fazem uma observação contínua das colónias existentes.

Hoje, foram colocados dois abrigos para gatos, no espaço ajardinado junto à linha de caminho de ferro na Rua Eng.º Bastos Xavier e o outro nas imediações da Biblioteca Municipal Manuel Alegre; bem como seis pontos de alimentação (caixas identificadas e fechadas) em espaços previamente conhecidos e que são habitualmente usados por muitos cidadãos que, de uma forma espontânea, alimentam os felinos errantes.

Nestes locais, estão agora colocadas estas caixas coloridas e identificadas como “casa dos gatos”, onde a população que antes pousava a comida e restos à beira do passeio, pode deixar nestas caixas que ficam, assim, fechadas e controladas, permitindo que a alimentação dos felinos seja feita de uma forma mais segura e higiénica. Com esta medida, impede-se que a comida fique espalhada pela via pública, podendo ser pisada ou ser atração para outros animais e fonte de maus cheiros, e controla-se a potencial propagação de pragas.

O apelo feito é que as pessoas que regularmente alimentam os animais sejam também cuidadores da higiene e saúde pública da cidade.

Glória Costa, Chefe da Divisão de Espaços Verdes e Higiene Pública que acompanhou o processo de instalação dos equipamentos, salientou a importância destas medidas, esclarecendo que “estes abrigos facilitam o controlo dos gatos, porque estão confinados num mesmo espaço e podemos verificar se surgem novos e também fazer mais facilmente processos, por exemplo, de desparasitação”.

Quanto às caixas de alimentação, esta medida é de uma relevância grande por questões de salubridade do espaço público e ainda porque permite que os gatos sejam controlados, facilitando ainda a sua medicação no caso de necessidade.

À medida que os serviços municipais iam colocando estas caixas na via pública, a população ia reagindo com satisfação. “Muito boa iniciativa”, dizia uma moradora junto ao ginásio instalado no edifício antigo dos Bombeiros de Águeda, congratulando o Município por fazer o controlo dos gatos errantes de uma forma “ordeira e limpa”. Outra moradora, junto ao jardim da BMMA, denotando a beleza e funcionalidade das casinhas, dizia que “há gatos com sorte”.

Também Carla Marina, uma moradora na Rua Eng.º Bastos Xavier, que é habitual cuidadora destes animais, saudou estas medidas, descrevendo-as como “ótimas”, que “ajudam-nos a cuidar melhor deles (gatos)” e a controlar o aparecimento de novos. Há mais de 20 anos a morar naquela zona, reclama da falta de sensibilidade das pessoas que abandonam os gatos e cães precisamente na área, por saberem existir ali colónias e quem cuide deles. “Quem anda na causa animal já viu de tudo”, disse, frisando que a Câmara de Águeda desenvolve medidas que “ajudam a cuidar e são corretas para controlar os animais”.

De reiterar que tanto com os abrigos como com as caixas de alimentação não se pretende atrair mais animais, mas antes resolver o problema das colónias existentes, que colocam em causa, muitas vezes, a saúde pública. Medidas que surgem no seguimento de um trabalho atento e cuidado dos serviços municipais, nomeadamente através do referido programa CED.

Ivaucher para os combustíveis passa de 5 para 20 euros

O Governo está a anunciar esta sexta-feira medidas para atenuar o aumento do preço dos combustíveis. Há filas em alguns postos de combustíveis para atestar o depósito.

O ministro das Finanças, João Leão, disse que no mês de março o valor do auto-vaucher passa dos atuais cinco euros para 20 euros.

O preço do gasóleo vai aumentar 14 cêntimos na próxima semana e a gasolina oito cêntimos. A informação é confirmada à Renascença por fonte do setor.

É o maior aumento semanal de sempre e resulta da subida dos preços do petróleo. O barril de brent, que serve de referência para a Europa, chegou a ser vendido esta semana acima dos 119 dólares, mas agora sege a negociar nos 112 dólares.

Com esta subida de 14 cêntimos, o litro do gasóleo vai ser vendido a 1,81 euros. Já a gasolina simples 95 passará a custar 1,912 euros.

O Governo vai voltar a adiar a atualização da taxa de carbono nos combustíveis. O executivo que tinha congelado, no final de 2021, a taxa do adicionamento sobre as emissões de carbono até dia 31 de março, decidiu que a medida vai ser prolongada por mais algum tempo.

A informação foi avançada, esta sexta-feira, pelo secretário de Estado Adjunto e da Energia, no decorrer de uma conversa promovida pelo jornal ECO.

O Estado passará a arrecadar entre as várias taxas e o IVA mais de um euro por litro de gasolina com a subida de oito cêntimos prevista para a próxima semana, segundo uma nota da BA&N Research Unit.

No preço final da gasolina, "mais de metade (53%) são impostos, sendo que com a nova subida dos preços o Estado passará a arrecadar entre as várias taxas e o IVA mais de um euro por litro, considerando os valores médios", lê-se na nota divulgada hoje.

No gasóleo, a fiscalidade em Portugal representa cerca de 45% do preço médio, mas, tendo em conta que representa três quartos do total consumido, é o 'diesel' que gera grande parte da receita fiscal com os combustíveis, representando "em média, quase 8,4 milhões de euros por dia entre ISP, a Contribuição para o Setor Rodoviário e a Taxa de Carbono, mas também com o IVA".