domingo, 1 de maio de 2022

Retirados 25 civis da fábrica de Azovstal, em Mariupol

Entre os civis retirados estarão 19 adultos e seis crianças com menos de 14 anos.
Vinte cinco civis abandonaram este sábado a zona de Azovstal, na cidade portuária de Mariupol, na Ucrânia, anunciaram as agências oficiais russas de notícias Tass e Ria Novosti, citadas pela congénere espanhola, a Efe.
Entre os que conseguiram abandonar a fábrica metalúrgica estarão 19 adultos e seis crianças com menos de 14 anos.
Na fábrica de Azovstal há cerca de mil civis refugiados, juntamente com cerca de dois mil soldados ucranianos que ainda resistem aos bombardeamentos russos, havendo ainda a registar cerca de 500 feridos entre as pessoas que ali estão refugiadas.
A Rússia deu a cidade de Mariupol como “libertada” e começou a enviar tropas de Mariupol para a região de Donbass, no leste do país, de acordo com as informações veiculadas pelo Estado-Maior da Ucrânia e confirmadas também pelo Pentágono.
O Presidente russo decretou que a fábrica não deveria ser atacada, mas disse que o bloqueio às instalações teria de ser rígido ao ponto de “nem uma mosca conseguir sair”.

SIC Notícias

António Costa considera níveis de pobreza laboral “intoleráveis”

A pobreza "fere a dignidade humana, mina a coesão social e a democracia e é uma vulnerabilidade económica para o desenvolvimento do país", lamenta o primeiro-ministro.
O primeiro-ministro, António Costa, considerou "intoleráveis" os níveis de pobreza laboral que se registam em Portugal e apontou o combate à precariedade e à intermitência laboral como "absolutamente essencial".
"Mas não podemos ignorar que vivemos numa sociedade onde, apesar do salário mínimo nacional ter aumentado 40% e estar hoje, claramente, acima do limiar de pobreza, persistem níveis intoleráveis de pobreza laboral, cerca de 10% de quem declara rendimentos do trabalho está abaixo do limiar de pobreza", afirmou António Costa este sábado, no Porto, na abertura do Congresso Nacional da Rede Europeia Anti-pobreza.
O chefe do Governo explicou que a "causa fundamental" daquela situação está relacionada com a existência de "rendimentos intermitentes" e com o facto de muitos trabalhadores terem rendimentos inferiores a 12 ou 14 meses de salário.
"Por isso, o combate à precariedade e à intermitência laboral é absolutamente essencial", salientou António Costa. Para António Costa, no âmbito da erradicação da pobreza, "as políticas de habitação têm uma posição absolutamente central", lembrando o papel também "absolutamente central" do Plano de Resolução e Resiliência.
O primeiro-ministro admitiu que "é um esforço enorme aquilo que é solicitado a todos, autarquias locais, instituições do setor solidário e social e também à administração central", mas que é essencial.
"Mas [é] uma oportunidade única e extraordinária que o país não pode desaproveitar para dar um grande salto em frente na realização deste objetivo de erradicação da pobreza no nosso país", referiu.
A pobreza, para António Costa, "fere a dignidade humana, mina a coesão social e a democracia e é uma vulnerabilidade económica para o desenvolvimento do país" pelo que, salientou, "o combate à pobreza foi e é e será um objetivo central deste Governo".
Como exemplo, apontou o alargamento a mais 70 mil famílias do apoio de 60 euros para atenuar o impacto do aumento dos preços da alimentação, que na sexta-feira foi pago aos beneficiários da tarifa social de eletricidade.
"Este benefício será ainda atribuído a mais 70.000 famílias que, apesar de não beneficiarem da tarifa social de eletricidade, têm prestações sociais mínimas e que beneficiarão, por isso, também deste apoio extraordinário", explicou.

TSF/Lusa

Três corpos com as mãos amarradas e bocas com mordaças foram encontrados perto da cidade ucraniana de Bucha

Os corpos de três homens com as mãos amarradas e os olhos vendados, visivelmente torturados e baleados, foram encontrados na sexta-feira numa vala comum perto da cidade de Bucha, informou a polícia de Kiev este sábado.
"As vítimas foram torturadas durante muito tempo (...) No final, cada uma recebeu um tiro na têmpora", afirmou em comunicado o chefe de polícia de Kiev, Andriy Nebytov.
Segundo Nebytov, as vítimas tinham as mãos amarradas, os olhos vendados e mordaças colocadas nas bocas.Os corpos dos três homens foram encontrados em Myrotske, localidade próxima de Bucha, cidade da região de Kiev que se tornou símbolo das atrocidades da guerra na Ucrânia e onde também foram encontrados cadáveres de vários civis com sinais de tortura.
"De acordo com informações preliminares, os ocupantes tentaram ocultar as provas dos abusos, atiraram os corpos para uma vala e cobriram-na com terra", disse Nebytov.
As autoridades ucranianas encontraram dezenas de corpos com roupas civis em localidades ocupadas e depois abandonadas pelo exército russo nos arredores de Kiev.
A Ucrânia acusa as tropas russas de massacres, o que o governo da Rússia nega.
Esta semana, a justiça ucraniana abriu uma investigação contra 10 soldados acusados por supostos crimes cometidos em Bucha.
Madremedia/AFP

Santana Lopes quer regresso do ensino superior à Figueira da Foz já em setembro

 O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, voltou hoje a apontar o início do próximo ano letivo para o regresso do ensino superior à cidade, numa parceria com a Universidade de Coimbra (UC).
“Estamos a trabalhar para começar em setembro”, disse o autarca, eleito pelo movimento Figueira a Primeira, em resposta à bancada socialista, durante a reunião da Assembleia Municipal, que decorreu na tarde de hoje.
Na sua intervenção, Santana Lopes frisou que a instalação do ensino superior vai ser “progressiva” e que a UC não “se vai transferir para a Figueira da Foz”.
O autarca, que no início do ano chegou a ponderar instalar a UC no edifício do Sítio das Artes, admitiu que ainda não tem local para o polo universitário e solicitou propostas de locais aos deputados municipais.
“A questão da instalação da UC e do polo que se quer desenvolver é muito relevante e não pode ser em qualquer local”, disse o autarca, salientando que já procurou tanto como para encontrar o sítio onde está construído o Centro de Artes e Espetáculos (CAE), na sua primeira passagem pela presidência daquela autarquia.
Salientando que existem várias hipóteses, mas que exigem construção de raiz, Pedro Santana Lopes disse que continua a trabalhar para que o polo universitário entre em funcionamento no início do próximo ano letivo.
Em março deste ano, o presidente da Câmara da Figueira da Foz admitiu que o Sítio das Artes podia vir a acolher, em simultâneo, o polo de ensino superior da UC e um centro de formação do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP).
O edifício tinha sido cedido pelo município ao IEFP a 24 de fevereiro de 2020, por um período de 50 anos, para a instalação de um polo de formação, mas o atual presidente da autarquia tinha deixado cair o protocolo por incumprimento do organismo público.
Na Assembleia Municipal de hoje, Santana Lopes admitiu que essa matéria está em vias de solução e que o Sítio das Artes deverá acolher o centro de formação, cujo projeto de licenciamento já entrou nos serviços municipais.
“Acho que a solução mais construtiva, no interesse de todos, será confirmar a instalação do centro do IEFP no Sítio das Artes”, disse Santana Lopes, referindo, no entanto, que não é uma solução “muito” do seu agrado – “o Estado rentabiliza as suas instalações e depois vem pedir de graça os nossos melhores espaços”.
 
Fonte: MadreMedia/Lusa

Época balnear abre este domingo, mas não em todas as praias

A época balnear tem início no domingo em algumas praias, com a garantia de que os areais têm nadadores-salvadores, depois de dois anos em que foi retardada a abertura devido à pandemia de covid-19.
Depois de no ano passado a época balnear ter aberto oficialmente apenas em meados de junho na maioria das praias portuguesas, sujeitas a regras para prevenção, contenção e mitigação da transmissão da covid-19, este ano ainda não foi publicada a portaria que define as normas a aplicar.
“Como Autoridade Marítima Nacional sabemos que já alguns locais em Portugal que no dia 1 de maio vão ter condições para abertura da época balnear”, disse o porta-voz da Autoridade Marítima Nacional, comandante José Sousa Luís, em declarações à Lusa.
Segundo o responsável, algumas autarquias “decidiram abrir e podem fazê-lo desde que cumpram um conjunto de regras básicas, como nadadores-salvadores e autorização da capitania”.
Sousa Luís salientou também que houve um “reforço gradual ao dispositivo permanente dos meios desde 07 de abril”, havendo já equipas na orla costeira.
O presidente da Federação Portuguesa de Concessionários de Praia, João Carreira, adiantou, por seu turno, que, “para já” ainda não teve acesso aos editais de praia que resultam da portaria da Associação Portuguesa do Ambiente que rege as regras da época balnear, mas garantiu que “à partida vão cumprir as mesmas regras de distanciamento no areal”.
Entre as regras estabelecidas no ano passado (e cujo incumprimento estava sujeito a coimas) estava o distanciamento social entre pessoas e grupos, com os toldos e os colmos com três metros entre si, enquanto para as barracas a distância era de um metro e meio, não sendo permitido mais de cinco utentes por toldo, colmo ou barraca.
Em relação ao uso das máscaras, que eram necessárias em 2021 nos acessos à praia e na utilização dos apoios, restaurantes ou instalações sanitárias, João Carreira explicou que no acesso e uso dos bares a “obrigatoriedade já caiu”, de acordo com as últimas recomendações da Direção-Geral de Saúde, pois são considerados equipamentos de restauração.
“Já temos nadadores-salvadores e já estamos preparados para dar assistência às mesmas, só estamos a aguardar que os editais sejam publicados, mas há praias no país que já começa a 1 de maio a época balnear, caso de cerca de 15 na Costa da Caparica, em Cascais e algumas no Algarve”.
Segundo João Carreira, os nadadores-salvadores já estão contratados para dar segurança aos utentes das praias, além de ser uma obrigação das concessões para poderem operar.
O responsável explicou que com antecedência foram contratados “alguns nadadores-salvadores vindos do Brasil”, já que grande parte dos socorristas nacionais são estudantes e que “só depois de terminar a escola e os exames” podem ir de forma permanente para as praias.
“A questão dos nadadores-salvadores brasileiros já não é nova, as associações de nadadores-salvadores fazem a sua contratação dos nadadores e os concessionários depois fazem à associação, temos um plano integrado”, explicou, lembrando que todos possuem curso e alguns são mesmo militares.
João Carreira frisou que “só abre quem pediu antecipação da época balnear” já para 1 de maio, acrescentando que a Câmara Municipal de Almada já tem carros no areal com nadadores-salvadores a circular todo o ano como prevenção.
Algumas praias do arquipélago da Madeira também já anunciaram a abertura oficial para o próximo domingo.Este ano, de acordo com o ‘site’ Aquapolis (portal que dá informações sobre as praias fluviais em Portugal) as praias fluviais vão funcionar, entre 01 de junho e 30 de setembro, sendo que a maioria prevê a abertura em 15 de junho.
A época balnear em 2021 decorreu entre 15 de maio e 15 de outubro. Contudo, na maioria das praias a época balnear apenas teve início em junho.
Portugal conta este ano com 431 praias, marinas e embarcações galardoadas com Bandeira Azul, mais 32 do que em 2021, com um aumento de praias fluviais distinguidas com o galardão, de acordo com a Associação Bandeira Azul Europa (EBAE).
Na próxima época balnear vão hastear a Bandeira Azul mais 21 praias, mais duas marinas e mais nove embarcações de ecoturismo do que no ano passado.
As praias costeiras e fluviais distinguidas estão distribuídas pelo Norte (82), Centro (50), Tejo (77), Alentejo (40), Algarve (86), Açores (42) e Madeira (16).
Madremedia

Vaticano: Cardeal Tolentino Mendonça nomeado membro da Congregação da Causa dos Santos


O cardeal D. José Tolentino Mendonça foi hoje nomeado membro da Congregação para a Causa dos Santos.

A nomeação foi publicada na Sala de Imprensa da Santa Sé, que designa ainda como novo membro o arcebispo de Sevilha, D. Josep Àngel Saiz Meneses.

De acordo com a agência Ecclesia, a Congregação da Causa dos Santos tem como missão estudar e fazer aprovar os milagres que conduzem à beatificação e canonização de modelos de santidade, apresentando-os ao Papa.

Tolentino Mendonça, que foi elevado a cardeal em 2019, é um poeta, teólogo, sacerdote e professor universitário, sendo considerado uma das vozes mais originais da literatura portuguesa contemporânea e reconhecido como um eminente intelectual católico.

A sua vasta obra, já distinguida com vários prémios, inclui poesia, ensaios e peças de teatro. Tem também colaborado como tradutor e organizador em muitos outros livros.

Nascido em dezembro de 1965, em Machico, na ilha da Madeira, foi ordenado padre em 1990 e começou por exercer funções enquanto sacerdote na Paróquia de Nossa Senhora do Livramento no Funchal, entre 1992 e 1995.

Em Lisboa, foi capelão durante cinco anos na Universidade Católica Portuguesa, esteve na paróquia de Santa Isabel e, entre 2010 e 2018, foi reitor da Capela do Rato.Entre 2004 e 2014, Tolentino Mendonça foi o primeiro diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, então criado pela Conferência Episcopal Portuguesa, para promover o diálogo entre a Igreja e o meio cultural nacional.

Em 26 de junho de 2018, Tolentino Mendonça foi nomeado bibliotecário e arquivista da Biblioteca e Arquivo Apostólicos da Santa Sé pelo papa Francisco.

Após ter sido ordenado Cardeal, em outubro de 2019, voltou a fazer parte do Conselho Pontifício da Cultura, de que tinha sido consultor até à sua nomeação como arquivista e Bibliotecário da Santa Sé.

Madremedia

Vendas na internet: ASAE apreende artigos contrafeitos no valor de 437.000 euros

A ASAE revela que nas últimas semanas foram fiscalizados mais de duas dezenas de operadores económicos que vendiam através de canais digitais, nomeadamente nas redes sociais.
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) anunciou este sábado que instaurou 12 processos-crime e apreendeu artigos contrafeitos vendidos pela internet, nomeadamente vestuário e calçado, no valor de 437.000 euros, em operações realizadas nas últimas semanas.
Num comunicado, a ASAE revela que nas últimas semanas foram fiscalizados mais de duas dezenas de operadores económicos que vendiam através de canais digitais, nomeadamente nas redes sociais, tendo sido abertos 12 processos-crime por venda e ocultação de produtos e contrafação, imitação e uso ilegal de marca.
 
Em resultado da ação, foram apreendidos cerca de 160 mil artigos diversos, designadamente vestuário e calçado bem como as suas componentes de fabrico, tudo num valor total aproximado que rondou os 437.000 euros”, acrescentou a autoridade económica.
Na nota, a ASAE salienta que estas ações de fiscalização pretendem combater a contrafação para salvaguardar as regras do mercado e da livre concorrência e defender os direitos da propriedade industrial, além de dar segurança aos consumidores, “na medida em que o comércio de produtos contrafeitos poderá colocar seriamente em perigo a saúde e a segurança dos cidadãos”.

SIC Notícias/Lusa