sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

Ministro da Saúde visita Portalegre

 O Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, fez esta terça-feira, 10 de janeiro, uma visita ao distrito de Portalegre para conhecer de perto as novas infraestruturas da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA) que entraram em funcionamento durante a pandemia e assinalar o lançamento e concretização de novos investimentos, tanto ao nível dos cuidados primários como no Hospital de Portalegre.
Acompanhado pelo conselho de administração da ULSNA e por autarcas dos concelhos servidos por esta Unidade Local de Saúde, o ministro visitou o novo edifício do centro de saúde de Nisa e também o novo edifício do centro de saúde do Crato, ambos ao serviço da população desde 2021. Já em Alpalhão e em Gáfete foram simbolicamente assinalados os locais onde vão nascer novas extensões de saúde, quer num edifício construído de raiz quer através da adaptação de uma antiga escola primária sem aulas há mais de 20 anos.
No Hospital Dr. José Maria Grande, em Portalegre, o Ministro da Saúde inaugurou as novas instalações do Serviço de Imunohemoterapia e fez uma visita às obras que vão remodelar, ainda este ano, as zonas de internamento e consulta de diferentes especialidades, nomeadamente toda a ala de pediatria. Trata-se da maior intervenção estrutural no hospital desde a década de 1970, tendo sido também uma ocasião para a tutela conhecer de perto os planos da unidade para o futuro.
Após contactar com profissionais e utentes, o Ministro da Saúde destacou a importância da resposta de proximidade do Serviço Nacional de Saúde, em particular em locais de baixa densidade populacional. Manuel Pizarro reiterou também o compromisso de encontrar soluções, em parceria com as autarquias, que permitam fixar profissionais de saúde nestes territórios. “É bom termos bons edifícios e os equipamentos adequados, mas é sempre preciso termos profissionais de saúde. Em locais mais pequenos, com equipas menores, se por um qualquer motivo sai algum profissional, o desequilíbrio é logo maior”, reconheceu o governante.
“Não há serviço que substitua o Serviço Nacional de Saúde”
Manuel Pizarro aproveitou ainda esta visita para agradecer o “esforço redobrado” das equipas da saúde para dar resposta às necessidades da população, em particular nestes territórios, defendendo que a pandemia tornou mais visível a importância do Serviço Nacional de Saúde e das sinergias entre o setor da saúde e a comunidade.
“Toda a gente percebeu que sem saúde não há mesmo economia, mas toda a gente percebeu também a importância de ligar a saúde às respostas sociais e às autarquias. Precisamos desta combinação harmoniosa para facilitar a vida das pessoas”, sublinhou o Ministro da Saúde, deixando a intenção de regressar a esta zona do país para ver a concretização de futuros investimentos no âmbito do PRR, um novo ciclo de requalificação que tem estado a ser iniciado em todo o país depois do investimento feito já no SNS com verbas do PT2020. “Depois destes investimentos que hoje visitámos, com as verbas do PRR vai ser instalado em Nisa um gabinete de saúde oral. São fundos europeus que são aplicados pelo Governo com um objetivo: prestar melhores serviços às pessoas”, exemplificou. “Há uma coisa de que podem ter a certeza: não há nenhum serviço que substitua o Serviço Nacional de Saúde. Nenhum serviço estaria em Nisa, depois em Alpalhão, depois em Gáfete, depois no Crato. Tenho de aceitar que se façam muitas críticas ao SNS, mas a verdade é que não há nenhum serviço em que eu possa dizer que a esta hora, em que estamos aqui em Nisa, estão 3 mil sítios abertos a atender pessoas no SNS. Temos problemas, temos dificuldades, mas somos uma força a favor da saúde dos portugueses”.

Fonte: ULSNA

Cerca de 700 mil portugueses têm sintomas depressivos

No Dia Mundial de Combate à Depressão, as atenções viram-se para a subida do custo de vida dos portugueses, que pode elevar o número de casos, especialmente entre os mais desfavorecidos.
Esta sexta-feira assinala-se o Dia Mundial de Combate à Depressão e Portugal é o segundo país da Europa com a prevalência mais elevada de doenças psiquiátricas.
Estima-se que haja cerca de 700 mil portugueses com sintomas depressivos e a crise económica que o país atravessa potencia o aumento do número de casos.
A depressão é uma doença do cérebro que traz sofrimento e ansiedade. Tem uma forte componente biológica e hereditária, mas é também muito sensível
às condições de vida e por isso, os especialistas veem com preocupação a subida do custo de vida dos portugueses.
Segundo Pedro Morgado, coordenador regional de saúde mental, “é nas pessoas com maior desfavorecimento que se encontra mais situações de depressão e maior dificuldade de acesso a tratamentos".
O coordenador informa que "nesta crise económica vamos ter mais pessoas em risco e pessoas mais desfavorecidas em risco a desenvolver quadros depressivos”.
De acordo com um último estudo feito durante a pandemia, haverá cerca de 700 mil portugueses com sintomas depressivos.
Ainda assim, a maior parte dos casos não é grave.
São quadros podem devem e estão ser diagnosticados nos cuidados saúde primários onde podemos iniciar tratamento aí. São problemas com resposta em tratamentos psicoterapêuticos, mas que ainda não têm cobertura nacional, está-se a trabalhar para isso, mas ainda estamos longe para que chegue todas pessoas", explica Pedro Morgado.
Da mesma forma, o tempo de espera para uma consulta da especialidade no serviço nacional de saúde precisa também de ser melhorado em alguns hospitais
Uma situação urgente é atendida no próprio dia, onde estão dificuldades? Nos menos urgentes, a consulta em algumas instituições tempo espera está acima do que esperaríamos, estamos trabalhar para que seja mais rápido”, esclarece o coordenador.
Portugal, a par com a Irlanda, são os países da Europa com níveis mais elevados de doença psiquiátrica.
No Dia Mundial de Combate à Depressão, é feito o alerta para o papel da sociedade na prevenção da doença que passa por criar melhores condições de emprego e de vida.

SIC Notícias

Congressistas democratas americanos querem revogação do visto de Bolsonaro

Os membros democratas do Congresso norte-americano consideram que o país não deve permitir que Bolsonaro "encontre refúgio nos EUA para escapar à justiça".
Congressistas democratas defenderam na quinta-feira junto do presidente Joe Biden a revogação do visto do ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro, que está no Estado da Florida, por recusarem que os EUA lhe sirvam de refúgio.
"Não devemos permitir que Bolsonaro ou qualquer outro antigo dirigente brasileiro encontre refúgio nos EUA, para escapar à justiça, por qualquer eventual crime cometido durante o seu mandato", escreveram os 41 eleitos, todos do Partido Democrata, em carta aberta dirigida a Biden, divulgada na quinta-feira.
Apelaram também a que a Casa Branca "cooperasse plenamente com qualquer inquérito do governo brasileiro, se tal for solicitado" e verificasse o estatuto legal nos EUA de Bolsonaro, que chegou ao território norte-americano enquanto chefe de Estado.
Os eleitos pretendem também que o Departamento de Justiça investigue eventuais "apoios ou financiamentos" provenientes dos EUA aos crimes violentos de 8 de janeiro, referindo-se à invasão e ao saque nesse dia de três locais de poder emblemáticos de Brasília por apoiantes do antigo presidente Bolsonaro.

TSF

Estudo revela que o consumo de café está associado a menor gravidade da doença de fígado gordo não alcoólico em pessoas com diabetes tipo 2

Um estudo liderado por investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular da Universidade de Coimbra revela que a cafeína, os polifenóis (substâncias com função antioxidante) e outros produtos naturais encontrados no café podem contribuir para reduzir a gravidade da doença de fígado gordo não alcoólico em pessoas com excesso de peso e diabetes tipo 2. A conclusão deste estudo abre caminho para a utilização dos metabolitos do café (como a teofilina) como marcadores não invasivos da progressão da doença de fígado gordo não alcoólico.
A doença de fígado gordo não alcoólico caracteriza-se pela acumulação de gordura no fígado, que pode levar à fibrose hepática, que, por sua vez, pode progredir para cirrose (cicatrização do fígado) e cancro hepático. A patologia não resulta do consumo excessivo de álcool, mas de um estilo de vida pouco saudável, com pouco exercício físico e uma dieta rica em calorias. É também uma complicação frequente em doentes com diabetes tipo 2.  A diabetes tipo 2, a forma mais frequente da diabetes, é caracterizada por valores elevados de glicose no sangue, a hiperglicemia, devido à produção insuficiente de insulina (hormona que controla a entrada de glicose nas células do corpo) ou pela incapacidade do corpo em utilizá-la.
Neste estudo, publicado na revista científica Nutrients e liderado por John Griffith Jones, investigador do CNC-UC, participaram voluntários recrutados pela Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP). A equipa de investigação entrevistou 156 participantes obesos de meia-idade, dos quais 98 apresentavam diabetes tipo 2. Além da entrevista sobre os hábitos de consumo de café, foram ainda recolhidas amostras de urina para analisar os metabolitos da cafeína e outros – os produtos naturais que resultam da degradação do café no organismo. Esta análise permitiu obter dados quantitativos mais definidos sobre a ingestão de café, algo que tem particular importância para explicar a relação entre ingestão de café e a doença de fígado gordo não alcoólico.
Margarida Coelho, investigadora do CNC-UC e uma das primeiras autoras do estudo explica que «os participantes que apresentaram maior consumo de café revelaram ter fígados mais saudáveis. Por sua vez, os indivíduos com valores elevados de cafeína mostraram ser menos propensos a ter fibrose hepática, enquanto que níveis mais altos de outros componentes do café foram significativamente associados a um baixo índice de fígado gordo, sugerindo que, para doentes com diabetes tipo 2 com excesso de peso, uma maior ingestão de café está associada a doença de fígado gordo não alcoólico menos grave».
A investigadora da Universidade de Coimbra sublinha ainda que «mudanças na dieta e no estilo de vida atuais têm contribuído para o aumento da obesidade e da doença de fígado gordo não alcoólica em doentes com diabetes tipo 2. Estas condições podem evoluir para outras mais graves e irreversíveis, sobrecarregando os sistemas de saúde».
O estudo contou também com a colaboração de investigadores da NOVA Medical School (NMS) de Lisboa e com o apoio do Instituto de Informação Científica sobre o Café (ISIC).
O artigo científico “Increased Intake of Both Caffeine and Non-Caffeine Coffee Components Is Associated with Reduced NAFLD Severity in Subjects with Type 2 Diabetes” está disponível em https://doi.org/10.3390/nu15010004.

Conheça as 36 perguntas que vão servir para avaliar futuros governantes

Questionário a futuros governantes também escrutina processos judiciais dos familiares. Chega critica questionário.

O questionário a futuros governantes também escrutina processos judiciais dos familiares. Informação não será tornada pública e incide sobre cargos atuais e anteriores, impedimentos, situação patrimonial, fiscal e judicial – incluindo processos criminais de familiares.
Mariana Vieira da Silva defendeu que as respostas serão apenas um documento interno, sem qualquer publicitação, e por isso não é necessária qualquer autorização da Proteção de Dados.
Terá a classificação de “nacional secreto” e será destruído se o convidado não for nomeado para o Governo ou quando cessar funções: o questionário que, afinal, tem 36 perguntas a que os futuros secretários de Estado e ministros terão que responder quando forem convidados para o executivo escrutina a vida empresarial, os rendimentos e os processos judiciais da própria pessoa e do respetivo agregado familiar.
O mecanismo proposto por Costa divide os partidos, mas maioria opõe-se. PSD, IL, PCP, Bloco e PAN insistem que a “responsabilidade” na escolha dos membros do Executivo é do primeiro-ministro, embora há quem abra a porta a audições prévias no Parlamento. O Chega e o Livre terão propostas nesse sentido
Estas são as 36 perguntas que vão servir para avaliar futuros governantes
O instrumento de “verificação prévia” e de “avaliação política” inclui também uma declaração de compromisso de honra em que a pessoa assume que a informação prestada é verdadeira.
Quem for convidado para os cargos de ministro ou secretário de Estado terá que responder a um questionário. São 36 perguntas que procuram saber qual a origem dos rendimentos do potencial governante, mas não só. "Está insolvente?" — é apenas uma das que vão ser feitas. Por vezes não bastará responder "sim" ou "não", e são pedidas mais explicações. Fica aqui o essencial do instrumento de "verificação prévia" e de "avaliação política", como o designou a ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva.
1. Exerce atualmente atividades profissionais e/ou integra corpos sociais de quaisquer pessoas coletivas?
2. Integrou, nos últimos três anos, corpos sociais de quaisquer pessoas coletivas?
3. Presta, ou desenvolveu nos últimos três anos, atividade de qualquer natureza, com ou sem carácter remunerado ou de permanência, suscetível de gerar conflitos de interesses, reais, aparentes ou meramente potenciais com o cargo a que é proposta/o?
4. Detém, ou deteve nos últimos três anos, por si, ou conjuntamente com um membro do seu agregado familiar, capital, ou participação em capital, em sociedades ou empresas?
5. Detém, ou deteve nos últimos três anos, por si, ou conjuntamente com um membro do seu agregado familiar, capital, ou participação em capital, em sociedades ou empresas que prosseguem atividades no sector diretamente tutelado pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
6. Algum membro do seu agregado familiar detém capital, ou participação em capital, em sociedades ou empresas que prosseguem atividades no sector diretamente tutelado pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
7. Detém, ou deteve, nos últimos três anos, por si, ou conjuntamente com um membro do seu agregado familiar, alguma empresa, ou participação em alguma empresa, que tenha celebrado contratos públicos com entidades abrangidas pelo Código dos Contratos Públicos e que vão ser diretamente tuteladas pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
8. Algum membro do seu agregado familiar, detém alguma empresa, ou participação em alguma empresa, que tenha celebrado contratos públicos com entidades abrangidas pelo Código dos Contratos Públicos e que vão ser diretamente tuteladas pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
9. Exerce, ou exerceu nos últimos três anos, funções de gestão em sociedades e/ou em empresas que prosseguem atividades no sector diretamente tutelado pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
10. Algum membro do seu agregado familiar, exerce(m) funções de gestão em sociedades e/ou e empresas que prosseguem atividades no sector diretamente tutelado pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
11. Exerce, ou exerceu nos últimos três anos, atividades públicas ou privadas no sector diretamente tutelado pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
12. Algum membro do seu agregado familiar exerce(m) atividades públicas ou privadas no sector diretamente tutelado pela área governativa do cargo a que é proposta/o?
13. Exerceu, nos últimos três anos, funções em entidades públicas ou em que o Estado tenha posição relevante?
14. Nos últimos três anos foi beneficiário de qualquer tipo de incentivo financeiro ou incentivo fiscal, de natureza contratual, concedido por entidade pública nacional ou da União Europeia?
15. Algum membro do seu agregado familiar exerce, ou exerceu, nos últimos três anos, funções em entidades públicas ou em que o Estado tenha posição relevante?
16. Algum membro do seu agregado familiar foi, nos últimos três anos, beneficiário de qualquer tipo de incentivo financeiro ou fiscal, de natureza contratual, concedido por entidade pública nacional ou da União Europeia?
17. Alguma empresa detida por si, ou conjuntamente com algum membro do seu agregado familiar, ou em que exerce cargos sociais, foi beneficiária de qualquer tipo de incentivo financeiro ou incentivo fiscal, de natureza contratual, concedido por entidade pública nacional ou da União Europeia?
18. Alguma empresa detida por algum membro do seu agregado familiar, ou em que estes exerçam cargos sociais, foi beneficiária de qualquer tipo de incentivo financeiro ou incentivo fiscal, de natureza contratual, concedido por entidade pública nacional ou da União Europeia?
19. Atenta a função para que foi convidada/o, existe qualquer situação particular de conflito de interesses e/ou impedimento que recomende a avocação, pelo primeiro-ministro, de alguma das competências inerentes à função do cargo que irá ocupar, e respetiva delegação em outro membro do Governo?
20. Rendimentos de origem nacional [pedido para indicar de que tipo]: Rendimento do trabalho dependente; Rendimento do trabalho independente; Rendimentos comerciais e industriais; Rendimentos agrícolas; Rendimentos de capitais; Rendimentos prediais; Mais-valias; Pensões; Outros rendimentos? (no caso de resposta afirmativa à última questão, indicar quais)
21. Tem rendimentos de origem estrangeira?
22. É titular de património e/ou contas bancárias sediadas no estrangeiro?
23. Tem a situação fiscal regularizada junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)?
24. A sociedade ou empresa detida, por si, ou conjuntamente com algum membro do seu agregado familiar, ou em que detém capital, ou participação em capital, ou em que, ainda, exerça cargo social, tem a situação fiscal regularizada junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)?
25. A sociedade ou empresa detida por algum membro do seu agregado familiar, ou em que estes detenham capital, ou participação em capital, ou em que, ainda, exerçam cargo social, tem a situação fiscal regularizada junto da Autoridade Tributária e Aduaneira (AT)?
26. Tem a situação contributiva regularizada junto da Segurança Social?
27. A sociedade ou empresa detida, por si, ou conjuntamente com algum membro do seu agregado familiar, ou em que detém capital, ou participação em capital, ou em que, ainda, exerça cargo social, tem a situação contributiva regularizada junto da Segurança Social?
28. A sociedade ou empresa detida por algum membro do seu agregado familiar, ou em que estes detenham capital, ou participação em capital, ou em que, ainda, exerçam cargo social, tem a situação fiscal regularizada junto da Segurança Social?
29. Alguma vez foi condenado por qualquer infração penal ou contraordenacional?
30. Alguma vez a pessoa coletiva, cujos corpos sociais integra ou integrou, foi condenada por qualquer infração penal ou contraordenacional?
31. Alguma vez a sociedade e/ou empresa de que é gestor, ou cujo capital é detido por si, ou em que detém participação em capital, conjuntamente com algum membro do seu agregado familiar, foi condenada por qualquer infração penal ou contraordenacional?
32. Tem qualquer tipo de processo judicial, contraordenacional ou disciplinar pendente em que esteja direta ou indiretamente (envolvendo algum dos membros do seu agregado familiar) envolvida/o?
33. Tem conhecimento de que seja objeto de investigação criminal qualquer situação em que, direta ou indiretamente, tenha estado envolvido?
34. Está insolvente?
35. Alguma empresa na qual deteve capital social e/ou foi administrador nos últimos três anos está insolvente?
36. Tem conhecimento de qualquer outro facto não identificado em cima e que seja suscetível de afetar as condições isenção, imparcialidade e probidade para o exercício do cargo para que está proposto, ainda que ocorrido há mais de três anos?
Nomeação de membros do Governo. Chega critica questionário que classifica como "cortina de fumo inútil"
O Chega criticou a solução do Governo de estabelecer um questionário de verificação prévia à proposta de nomeação de membros do executivo ao Presidente da República, classificando-o como uma "cortina de fumo inútil" sem "força legal".
"Este questionário apresentado em Conselho de Ministros longamente é uma absoluta cortina de fumo inútil, defendeu André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.
Para o líder do Chega, este questionário "significa que na prática o governo vai fazer o escrutínio que está a fazer até agora que é, em círculo fechado, interno, com única responsabilidade do primeiro-ministro ou de alguém que ele designe".
"Não é uma obrigação legal, é um mero mecanismo interno e, portanto, não resolverá nenhum problema. Não se definem quais são as sanções em caso de ser apanhada uma mentira ou uma omissão ou uma falsidade e, portanto, corremos o risco de tornar apenas este mecanismo em mais uma declaração", considerou.
Defendendo que este questionário "não vai ter força jurídica" e "não vai ter nenhuma força legal", Ventura disse não entender "qual vai ser o papel do Presidente da República" e salientou que "nem a ministra da Presidência conseguiu explicar isso".
A resolução foi anunciada por Mariana Vieira da Silva no final da reunião do Conselho de Ministros, adiantando que este questionário deve ser preenchido "pelas personalidades convidadas pelo primeiro-ministro", tendo em vista a sua indigitação para o Governo.
Este diploma, segundo a ministra da Presidência, contém um questionário com 34 perguntas - documento que pretende ser "uma ferramenta de avaliação política no âmbito do processo de designação e que inclui uma declaração de compromisso de honra".
A existência de um mecanismo de escrutínio prévio relativa a governantes foi lançada por António Costa na passada quinta-feira, durante o debate da moção de censura ao Governo apresentada pela Iniciativa Liberal e na sequência das demissões das secretárias de Estado do Tesouro, Alexandra Reis, e da Agricultura, Carla Alves.

Revista Comunidades

Plogging na Escola Superior Agrária de Coimbra

Realiza-se no próximo dia 17 de janeiro, das 9h00 às 12h00, na Escola Superior Agrária do Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), uma ação de plogging.
A ação é organizada pelos alunos do 1º ano da Licenciatura em Tecnologia e Gestão Ambiental, no âmbito da disciplina de Introdução à Proteção Ambiental, apoiada pela Associação de Estudantes da ESAC e seu Núcleo de Ambiente, e enquadra-se nas atividades desenvolvidas no contexto do programa EcoCampus.
A atividade consistirá na recolha de resíduos em várias áreas do campus e está aberta ao público em geral, sendo que para participar apenas é necessário inscrever-se em https://bit.ly/PloggingESAC2023 ou enviar e-mail para acaoplogging2023@gmail.com.
Os responsáveis pela ação disponibilizarão aos participantes sacos de lixo e luvas de laboratório.

Ciclaveiro: Retrocesso Civilizacional

 Foi com apreensão e preocupação, mas sem surpresa, que a Ciclaveiro recebeu a notícia do Jornal Público sobre os dados do Censos 2021 relativos à utilização da bicicleta nas deslocações diárias, em contraponto com a utilização do automóvel privado.

O que estes dados nos mostram é o resultado de uma ausência total de políticas públicas integradas que promovam os modos de deslocação mais eficientes e sustentáveis (andar a pé, de bicicleta e de transporte público) e uma aposta clara na promoção e incentivo ao uso do automóvel privado.
Esta tem sido uma grave omissão nacional (apesar das metas de descarbonização a que o país se vinculou internacionalmente, das estratégias nacionais definidas, dos estudos, das intenções e promessas e da imensa propaganda política à boleia da necessidade de combate às alterações climáticas e da tão verbalizada sustentabilidade) e uma clara opção política local (ainda que as autarquias façam de conta que apostam na mobilidade ativa com criação de zonas de coexistência onde em muitos casos percepção de insegurança rodoviária até aumenta, apelos tímidos ao uso do transporte público que não existe ou funciona mal, construção deficiente, insegura e retalhada de ciclovias e oferta de bicicletas para as crianças dentro das escolas sem que nos percursos para a escola tenham sido criadas condições de segurança para pedalar ou adoção de medidas reais de desincentivo ao uso do automóvel).

No distrito de Aveiro, com uma longa tradição e cultura associadas ao uso da bicicleta, perderam-se mais de 1/3 dos utilizadores nas deslocações diárias e o uso do automóvel privado aumentou entre 65% a 75%.

Estes números são preocupantes do ponto de vista da vida coletiva e, em particular, nos centros urbanos. Continuamos a assistir impávidos aos problemas de congestionamento, insegurança, poluição, ruído, espaço público ocupado por automóveis privados e contínua insuficiência do espaço disponível para acomodar o número de carros que entram e estacionam desordenadamente na cidade, com prejuízo para os peões, as crianças, os idosos e os cidadãos com mobilidade reduzida.

Estes dados devem servir para questionar que futuro queremos e o que devemos exigir de quem tem o poder de decidir.

Aveiro, conhecida pela cidade das bicicletas, em grande parte devido ao sistema inovador em Portugal de bicicletas partilhadas – a tão famosa BUGA -, mantém hoje apenas a fama e o discurso panfletário de marketing turístico, numa vertente de uso da bicicleta em tempos de lazer, para o que foram investidos fundos em infraestrutura segura e dedicada (ciclovia da Rua da Pega e vias cicláveis da Grande Rota da Ria de Aveiro).
Já não tem sido assim no que se refere a investir em infraestrutura adequada a incentivar o uso da bicicleta para deslocações diárias no centro de uma cidade com cerca de 3km de diâmetro, onde a maioria das deslocações são curtas e podem ser feitas a pé ou de bicicleta.
Nem tem sido assim nas ligações entre o centro da cidade e as freguesias limítrofes, separadas por uma via rápida, insegura e congestionada de carros, que batizaram de Avenida Europa.
E não tem sido assim nas ligações entre as zonas habitacionais e as zonas industriais, onde ocorreram intervenções recentes e que foram uma oportunidade perdida para criar excelentes condições de segurança, conforto e incentivo para os modos suaves, optando-se por erros de infraestrutura que comprometem os próximos anos com execuções pontuais de pintura de passeios e colocação de sinalização vertical.

A Ciclaveiro tem, ao longo dos últimos anos, apresentado propostas, contributos, sugestões, medidas concretas, como, por exemplo, a proposta alternativa ao perfil da Avenida Dr. Lourenço Peixinho, a requalificação do Rossio, a via ciclável UA-Estação de Comboios, medidas para o PDM, medidas como a criação de ciclovias popUp, entre outras, em tempo de pandemia, contributos para o Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, convite à autarquia para um percurso em bicicleta pelo concelho para identificação de problemas e propostas de trabalho colaborativo com a associação, tem também apoiado vários projetos propostos por cidadãos ao Município de Aveiro para ajudar na alteração de hábitos de mobilidade (“Calhas para Bicicletas nas Escadas de Aveiro”, “Ciclo Compost”, “Bicibox- Estacionamento para Bicicletas” e a “Rota Segura para a Escola” que ganhou o OPAD 2020 como o projeto mais votado, mas que não consegue avançar e sair do papel, bloqueado por decisão política).

Sabemos há muito que desafios teremos de enfrentar (fenómenos meteorológicos extremos, crise energética com aumento do preço dos combustíveis, agravamento de doenças respiratórias causadas pela poluição, sedentarismo e obesidade, doenças do foro mental, aumento do número de feridos e mortos por insegurança rodoviária), mas não estamos a implementar as soluções que teimam em não sair do papel nem do discurso político.
Sabemos também, e conseguimos imaginar, a cidade onde gostaríamos de viver, de sociabilizar e conhecemos modelos de cidades que nos inspiram e a que nos gostaríamos de comparar.
Sabemos quais são essas soluções porque estão estudadas, implementadas em vários países europeus, legisladas e planeadas em Portugal e, mais concretamente, na nossa região.

Falta às entidades públicas competentes ação urgente na implementação das Estratégias Nacionais de Mobilidade Ativa Ciclável e Pedonal (República Portuguesa - XXIII Governo), do Plano Intermunicipal de Mobilidade e Transportes da Região de Aveiro (Região de Aveiro), do Plano Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas, do Plano Municipal de Mobilidade, do sistema de bicicletas partilhadas BUGA 2 e de tantas outras propostas que no âmbito de projetos participativos da autarquia foram ficando pelo caminho (Município de Aveiro).

Nesta ação é também fundamental a participação e envolvimento da Universidade de Aveiro que desperdiça a oportunidade do projeto uaubike.pt e dos contributos do Núcleo da Bicicleta - AAUAv para a melhoria da infraestrutura ciclável do campus universitário em articulação com o Município de Aveiro para integração das vias dedicadas já existentes e herdadas do tempo da BUGA (1).
Devem ser ouvidas e envolvidas verdadeiramente (e não apenas no papel ou apenas com sessões que cumprem requisitos legais) as organizações que dão voz aos cidadãos, as necessidades dos comerciantes, dos operários e empresários, das comunidades escolares que pedem mais e melhores condições, conforto e segurança nos percursos e envolventes escolares.

Devem também ser chamados à responsabilidade política e cívica todos os eleitos pelos partidos com representação no executivo camarário e na assembleia municipal (Partido Socialista - Concelhia de Aveiro, CDS Aveiro, PAN Aveiro, Bloco de Esquerda Aveiro / Concelho) para que questionem, forcem o debate e se posicionem relativamente a esta matéria que determinará o nosso futuro coletivo e a qualidade de vida, saúde e bem estar da nossa e das próximas gerações.

Este terá de ser um desígnio nacional e municipal, com o envolvimento de todos, numa visão alinhada por uma estratégia e um plano real como o que tem sido feito em vários países europeus que estão a implementar medidas que vão permitir, de forma mais resistente e preventiva, enfrentar os problemas urbanos há muito identificados: inundações severas e secas extremas com avultados prejuízos sociais e económicos, desumanização dos centros históricos e definhamento do comércio local, desigualdades sociais no acesso à habitação, transporte, serviços e emprego, ocupação desequilibrada do espaço público e da sua desnaturalização, aumento de conflitualidade social, bem como os graves e variadíssimos problemas de saúde mental e física associados a um estilo de vida urbano altamente sedentário e fortemente dependente do uso do automóvel.

Apenas com políticas públicas claras, apoiadas em estratégias, planos definidos e objetivos traçados de reorganização do território, redistribuição do espaço, uma aposta e investimento forte na mobilidade ativa e sustentável e, simultaneamente, com uma clara adoção de medidas de desincentivo ao uso do automóvel privado compensadas por alternativas, se conseguirá uma mudança efetiva de hábitos de mobilidade, invertendo a tendência que os dados nos indicam, à semelhança do que já se começa a ver a acontecer em Lisboa e no Porto.