domingo, 12 de março de 2023

Actividade operacional semanal a nível nacional da GNR

Entre os dias 3 e 9 de Março.

  • Detenções: 702 detidos em flagrante delito, destacando-se:
  • 272 por condução sob o efeito do álcool;
  • 183 por condução sem habilitação legal;
  • 76 por tráfico de estupefacientes;
  • 20 por violência doméstica;
  • 19 por furto e roubo;
  • 11 por posse ilegal de armas e arma proibida;
  • Um por incêndio florestal.
  • Apreensões:
  • 16 609,7 doses de heroína;
  • 3 265,76 doses de haxixe;
  • 2 822,3 doses de cocaína;
  • 422,376 doses de liamba;
  • 159 doses de MDMA;
  • 16,8 doses de óleo de canábis;
  • 15 selos de LSD;
  • Dez comprimidos de MDMA;
  • Oito comprimidos de anfetaminas;
  • Um pé de canábis
  • 14 armas brancas ou proibidas;
  • Dez armas de fogo;
  • Quatro engenhos explosivos (petardos)
  • 178 munições de diversos calibres;
  • 12 veículos;
  • 393 euros em numerário.
  • Trânsito:
  • Fiscalização: 8 987 infrações detetadas, destacando-se:
  • 1 465 excessos de velocidade;
  • 865 por falta de inspeção periódica obrigatória;
  • 650 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
  • 397 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
  • 365 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
  • 352 por falta de seguro de responsabilidade civil;
  • 289 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;
  • 225 relacionadas com tacógrafos.

Aumento do preço dos alimentos: BCE revela que poupanças das famílias estão a esgotar-se

O Banco Central Europeu suspeita que as empresas estão a aumentar as margens de lucro à custa da perda do poder de compra dos consumidores.
A DECO tem recebido cada vez mais queixas dos consumidores, por causa do aumento do preço dos alimentos. O Presidente da República é uma das voz críticas, que deixou, aliás, um alerta para a fiscalização nos hiper e supermercados. Numa altura em que a inflação até tem vindo a baixar, mas não se está a refletir nos bens alimentares.
Os comerciantes afirmam que comprar no mercado local pode ficar mais em conta do que ir ao supermercado. O cabaz alimentar monitorizado pela DECO composto por 63 alimentos custa hoje 230 euros. Um aumento de mais de 47 euros, quase 26% face ao ano passado.
Os hipermercados a operar em Portugal apresentaram lucros históricos no ano passado. O ministro da Economia anunciou que a ASAE já está no terreno para avaliar a situação.
De acordo com a agência de notícias, Reuters, o Banco Central Europeu suspeita que as empresas estão a aumentar as margens de lucro à custa da perda do poder de compra dos consumidores. Fontes ouvidas pelo BCE revelaram, ainda, que as poupanças das famílias estão a esgotar-se face ao aumento do custo de vida.

SIC Notícias

Anadia associa-se à operação Floresta Segura 2023

O Município de Anadia, em parceria com o Destacamento Territorial da GNR de Anadia, através do Núcleo de Proteção Ambiental, vai desenvolver ações de informação e sensibilização da população sobre gestão de combustível e uso do fogo, no âmbito da Operação “Floresta Segura 2023”.
Com estas ações de informação e sensibilização, o Município de Anadia e a GNR pretendem alertar para a importância dos procedimentos preventivos a adotar, nomeadamente sobre o cumprimento das faixas de gestão de combustível e o uso do fogo na realização de queima de amontoados e queimadas. Pretende-se ainda prevenir comportamentos de risco com a finalidade de garantir a segurança das populações e do seu património e salvaguardar o tecido florestal.
As ações vão ter lugar, nos dias 25 de março, no Mercado Municipal de Anadia; no dia 26, no Mercado de Vilarinho do Bairro; e, no dia 1 de abril, no Mercado de Sangalhos.

Abusos sexuais: Marcelo defende que Igreja deve afastar “quem deve ser afastado” para evitar mais vítimas

O Presidente da República referiu que é "óbvia" a necessidade de medidas preventivas "o mais depressa possível" para que não voltem a acontecer casos de abusos sexuais na Igreja.
O Presidente da República defendeu este sábado que devem ser tomadas medidas cautelares nos casos de abusos sexuais na Igreja Católica e que isso inclui "afastar do exercício de funções ou de responsabilidades pastorais quem deve ser afastado".
Entendo que é uma questão tão óbvia, tão óbvia, tão óbvia de prevenção e tomada de medidas cautelares para acautelar possíveis novas vítimas e acautelar os próprios eventualmente envolvidos, que penso que uma reflexão atenta levará a que se faça aquilo que num primeiro momento, a meu ver incompreensivelmente, não se fez", disse Marcelo Rebelo de Sousa.
Em Gondomar, no distrito do Porto, à margem do Congresso Extraordinário da Liga dos Bombeiros Portugueses, Marcelo Rebelo de Sousa defendeu, em declarações aos jornalistas, que "há coisas que têm de ser feitas e quando mais depressa melhor"
Foi dito pela Conferência Episcopal que a reflexão continua. Ao continuar, a reflexão deve significar o abrir caminho ao que foi feito e podia ser feito de outra forma", referiu.
Questionado sobre decisões de algumas Dioceses de não afastarem os padres referenciados como suspeitos de terem abusado sexualmente de menores, Marcelo Rebelo de Sousa não respondeu a casos concretos nem especificou a que Dioceses se refere, mas reiterou que quem tem responsabilidades deve ser afastado.
Para o Presidente da República, a primeira medida imediata é "não se demorar mais tempo em tudo o que não se pode perder tempo".
Segundo, assumir a responsabilidade plena. Terceiro tomar medidas preventivas, o que significa afastar do exercício de funções ou de responsabilidades pastorais quem deve ser afastado por essas medidas preventivas e mostrar a vontade de reparar as vítimas", acrescentou.
Abusos sexuais na Igreja
Em entrevista à RTP e ao Público, divulgada na quinta-feira à noite, o Presidente da República já tinha defendido que a Igreja deveria tomar medidas preventivas para evitar novos abusos sexuais nos casos em que já haviam sido identificados suspeitos e manifestou-se desiludido com a Conferência Episcopal.
A Comissão Independente para o Estudo dos Abusos Sexuais contra as Crianças na Igreja Católica Portuguesa, constituída por decisão da Conferência Episcopal Portuguesa e coordenada pelo pedopsiquiatra Pedro Strecht, validou 512 testemunhos, apontando, por extrapolação, para pelo menos 4.815 vítimas.
Os testemunhos referem-se a casos ocorridos entre 1950 e 2022, o espaço temporal abrangido pelo trabalho da comissão.
A comissão entregou uma lista de alegados abusadores no ativo à Conferência Episcopal Portuguesa.
No relatório, divulgado em fevereiro, a comissão alertou que os dados recolhidos nos arquivos eclesiásticos sobre a incidência dos abusos sexuais devem ser entendidos como a "ponta do iceberg".

SIC Notícias

sábado, 11 de março de 2023

Bombeiros pedem estatuto adequado e que Governo passe das palavras aos atos

 
"Não temos tido a oportunidade de passar da audição à ação"
A Liga dos Bombeiros reúne-se este fim de semana em congresso. Estes profissionais pedem um estatuto do bombeiro adequado, a sustentabilidade financeira das corporações e um Governo que passe das palavras aos atos. Quem o diz é o responsável da Liga, António Nunes, em declarações à Renascença.
O "financiamento das associações humanitárias dos bombeiros voluntários" talvez seja o "tema principal", assegura, salientando, no entanto, que também se falará "da questão do respeito" que exigem. "Precisamos de um estatuto de bombeiro voluntário adequado, um estatuto de dirigente associativo", acrescenta.
António Nunes também não esquece a luta pelo "comanedo nassional e organização dos bombeiros", relembrando que "os bombeiros são o único agente de Proteção Civil que não tem um comando estruturado, como tem a PSP ou a GNR".

Liliana Monteiro / RR

Estudo de genoma pode ser a chave para a sobrevivência das tartarugas marinhas

 Paper de docente da FCUP publicado na revista PNAS

Um estudo, no qual participa o docente do Departamento de Biologia da FCUP, Agostinho Antunes, desvendou que o genoma das tartarugas verdes (Chelonia mydas) e das tartarugas de couro (Dermochelys coriacea) pode "ser a chave" para a sobrevivência destas espécies marinhas.

Publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, o paper, assinado pelo também investigador do CIIMAR-UP, revela que as tartarugas verdes desenvolveram mais genes dedicados à imunidade, sugerindo um sistema imunitário mais bem preparado. Liderado pela Universidade de Massachusetts (Estados Unidos da América), o estudo contou com a participação de 48 investigadores.
As características agora desvendadas, através da organização do genoma, podem ser "a chave" para a sobrevivência destas espécies, especialmente "num mundo em rápida mudança".
Recorrendo a tecnologias inovadoras, o estudo permitiu descobrir que os genomas das tartarugas verdes e das tartarugas de couro são "notavelmente semelhantes", apesar de terem sido observadas "diferenças que as tornam únicas" e que foram alvo de escrutínio pelos investigadores, uma vez que os animais estão em perigo de extinção.
A par dos genes dedicados à imunidade, esta população de tartarugas desenvolveu também mais recetores olfativos que auxiliam a navegação, ocupação de diversos ambientes e uma especialização da dieta.
Já o genoma das tartarugas de couro, que historicamente têm níveis populacionais mais baixos, demonstrou "uma diversidade genética mais reduzida".
A investigação desenvolvida permitiu ainda compreender os mecanismos de determinação sexual dependente da temperatura e que influenciam a dinâmica populacional, assim como a conservação das espécies.
"Tornou-se também clara a relevância dos microcromossomas, em tempos considerados como 'lixo genético', apoiando o seu papel crítico na adaptação evolutiva dos vertebrados", acrescenta um comunicado do Centro Interdisciplinar de Investigação Marinha e Ambiental (CIIMAR). 
Agostinho Antunes afirma que os resultados são "surpreendentes" ao revelarem "particularidades dos genomas de referência de duas espécies carismáticas de tartarugas marinhas".
Os resultados conseguidos com o estudo fornecem "recursos inestimáveis para avançar na compreensão das melhores práticas de evolução e conservação nestes vertebrados em perigo de extinção".

*Faculdade de Ciência da Universidade o Porto





Águeda | Congresso discute Saúde Mental no contexto educativo

 Encontro reuniu técnicos, profissionais dos setores da educação e ação social, educadores e comunidade para abordar a Educação e a Saúde Mental
“Urge a adoção de políticas públicas nacionais com impacto direto na promoção da saúde mental de toda a população e com especial enfoque na das nossas crianças e jovens”, disse Marlene Gaio, Vereadora da Educação e Ação Social da Câmara Municipal de Águeda, no I Congresso de Educação e Saúde Mental – Caminhos a trilhar.
Este encontro, que decorreu no Centro de Artes de Águeda esta semana, reuniu “diferentes e complementares agentes das áreas da educação e da saúde mental”, que partilharam conhecimentos, ideias e projetos sobre esta temática “tão atual quanto fraturante”.
Marlene Gaio alertou para alguns indicadores que “apontam para um agravamento” das questões relacionadas com a Saúde Mental na sociedade em geral, e nas crianças e jovens em particular, nomeadamente motivados pelos “acontecimentos recentes, como a pandemia, isolamento social e a instabilidade sócio-económica”.
“Não podemos ficar indiferentes a algumas conclusões dos estudos recentes, como o da Ordem dos Psicólogos Portugueses, que cifra num aumento de 65% as situações de stress, ansiedade, depressão e ‘burnout’ dos trabalhadores portugueses face ao ano de 2020; o da OCDE, que conclui que os jovens, em Portugal, demonstram taxas de sofrimento psicológico moderado a grave e que esta evidência é transversal aos demais países da Europa, onde assistimos a uma majoração da incidência das questões de doença mental dos jovens em 50% relativamente ao resto da população; ou ainda um estudo coordenado pela Universidade de Évora que conclui que um quinto dos estudantes do Ensino Superior sofre de algum tipo de doença mental”, apontou a Vereadora da Educação.
Para a autarca, para conseguir-se minorar e inverter este quadro, é necessária uma intervenção cada vez mais precoce – que a Câmara de Águeda tem feito com diversas medidas – não só porque “é eficaz, mas porque as nossas crianças e jovens representam o futuro e é sobretudo com eles que temos o nosso maior compromisso”.
Marlene Gaio registou, a este propósito, a aposta do Município de Águeda na implementação de medidas de intervenção precoce, desde a intervenção psicológica, às AEC’s que promovem a gestão das emoções, à terapia da fala desde o pré-escolar, “porque acreditamos no impacto positivo que podem ter no bem-estar dos nossos alunos”. Não obstante, “a verdade é que nos parece que ainda há muitos caminhos a trilhar”.
Um percurso que está a ser “pensado e estruturado”, primeiramente com uma fase de diagnóstico do concelho, já iniciada, e que assenta em quatro eixos fundamentais: social, educação, juventude e igualdade. “São eixos de diagnóstico municipal com a consequente elaboração de planos de ação, porque entendemos que é fundamental percebermos, em primeiro lugar, o ‘estado da arte’ e, depois, que todas as ações devem ser estruturadas e devem ter um objetivo e plano”, frisou a Vereadora da Câmara de Águeda, defendendo que iniciativas ad hoc, apesar de relevantes, “não são consequentes”.
A organização deste congresso procurou criar uma plataforma de discussão desta problemática, criando uma rede de partilha de conhecimentos, projetos e ideias para aplicar “nas nossas comunidades educativas locais de forma a que as nossas crianças e jovens possam ser cada vez mais otimistas, mais positivos, mais resilientes e capacitados para lidarem com as frustrações e as contrariedades das suas vidas”.
“A importância da Saúde Mental”, “A Escola e a Saúde Mental – Caminhos a trilhar”, “A importância dos projetos de impacto social”, “O papel da Escola na Promoção da Saúde Mental”, “O papel das autarquias na promoção da Saúde Mental” e “O humor e a Saúde Mental” foram os temas em “cima da mesa” neste encontro.
Considerando que “muito haverá ainda a dizer sobre esta temática, por exemplo, sob o ponto de vista da saúde propriamente dita, o papel dos pais ou a correlação entre o desporto e a saúde mental”,  Marlene Gaio deixou antever uma nova edição do congresso no próximo ano.
Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, reforçou precisamente que este foi o “primeiro encontro” e que “é um trabalho para continuar”, aproveitando o momento para agradecer “a todos os que de vocação e de coração ajudam todos aqueles que necessitam”.
Sofia Ramalho, Vice-Presidente da Ordem dos Psicólogos Portugueses, também presente na sessão, refletiu sobre a intervenção psicológica em contexto escolar, destacando que o Município de Águeda é exemplar na abordagem a esta matéria. “Esta tem sido uma particularidade e preocupação do Município e é algo que devemos estender a todo o país”, declarou, alertando ainda para a importância do “auto-cuidado”, ou seja, numa “promoção da saúde psicológica do próprio” para que se possa “promover a saúde psicológica daqueles que nos rodeiam”.