sábado, 16 de julho de 2016

Portugal. UM PAÍS DA TRETA, POLÍTICAMENTE CORRETO

Só em Portugal é que o patriotismo bacoco se julga engrandecido por ter um ex-político que finalmente assume a sua faceta de vendedor do templo.

Paulo Baldaia – TSF, opinião

Só em Portugal é que há rodriguinhos para criticar a decisão, altamente condenável do ponto de vista ético, de Durão Barroso ir para o Goldman Sachs. Só em Portugal é que o patriotismo bacoco se julga engrandecido por ter um ex-político que finalmente assume a sua faceta de vendedor do templo. Só em Portugal é que alguém que critique Durão Barroso por aceitar ser "chairman" de um banco de investimento que ajudou a derrotar a Europa é considerado ressabiado e invejoso. Só em Portugal é que quem tem vergonha de ver um português nestas andanças é considerado um traidor.

Lá por fora, sucedem-se as críticas ao comportamento do ex-presidente da Comissão Europeia, críticas cada vez mais indignadas e cada vez mais violentas. E não, não é porque queriam lá um francês, um espanhol, um dinamarquês ou um alemão. É porque toda a gente percebe que Durão não tem os méritos que o seu séquito apregoa que tem, porque toda a gente sabe que aquilo parece o que é, uma traficância. E sabendo isso, sabem também que este é mais um prego no caixão dos burocratas de Bruxelas. Mas não são apenas eles a sofrer com esta decisão, é também Portugal que se desprestigia, quando se julga a marcar pontos.

Por cá, o Presidente diz que gosta, o primeiro-ministro cala-se e a esquerda critica. É mesmo da treta este país, que transforma uma questão ética grave num jogo entre a esquerda e a direita. Politicamente correcto é, neste caso, o mais baixo grau da política.

Portugal. Das sanções e da direita – impedir uma só leitura, impedir a união dos portugueses

Isabel Moreira – Expresso, opinião

No que toca aos efeitos de eventuais sanções impostas aos portugueses só há uma leitura: são maus.
Não é possível um “debate” ideológico sobre a simplicidade desta conclusão. Não estamos a falar de modelos de economia, de visões acerca do papel do Estado na área y ou x. Estamos numa novela cujo efeito possível é sancionar Portugal. No momento em que escrevo, ainda não sei do final da novela, mas isso é irrelevante para o que me parece ser de sublinhar.

Havendo uma só leitura no que toca aos efeitos de qualquer tipo de sanção sobre os portugueses, seria normal, por consequência, haver um único discurso sobre este momento que estamos a atravessar.

Não só seria normal, como seria o espectável do ponto de vista moral e ético. Repito: a eventual aplicação de sanções aos portugueses só tem uma leitura possível. Não há como encontrar um partido político a defender a bondade das sanções, por exemplo, para o desenvolvimento económico para o país.

Esta evidência faria esperar que as nossas circunstâncias fizessem subir os padrões morais dos líderes dos partidos à direita, no sentido de surgir claro nas portuguesas e nos portugueses uma questão mobilizadora, porque de uma evidência atroz, de uma só leitura, do domínio do político, mas também do domínio do psicológico.

Sim, também do domínio do psicológico, o que em nada contraria o domínio da política, antes o complementa, esse domínio que também salta à evidência, quando pensamos num povo que foi alvo direto da política de austeridade, política em contínuo, por mais que demonstrasse não surtir outra coisa que não afunilamento. Esse povo, composto de mulheres e homens concretos, vê quem ditou e dita essa política a ameaça-los com punições porque o governo anterior não cumpriu por décimas o limite do défice, donde castigo, donde mais sacrifício? Isto não deveria causar um sobressalto cívico?

Quando homens e mulheres a quem tudo foi pedido em nome de uma política europeia única ouvem de ministros de negócios estrangeiros de outros países e de instâncias europeias que Portugal deveria continuar “as políticas anteriores” sabem que está a ser-lhes dito, basicamente, que não têm o direito de usar o seu voto para mudar de política interna. Isto não deveria causar um sobressalto cívico?

Penso que o sobressalto existe, apesar de não ter expressão em manifestações de união espontânea ou em fenómenos do tipo.

Infelizmente, aquilo que sei que existe é a tentativa de impedir esta perceção simples por parte dos portugueses e das portuguesas: a aplicação de eventuais sanções aos portugueses é uma péssima decisão com péssimas consequências para Portugal.

É o que se vê por parte da direita portuguesa desde o início da novela das sanções. Desde Maria Luís a afirmar que se fosse ministra não haveria sanções a Cristas a afirmar que António Costa acordou tarde para o problema e que não se esforçou o suficiente para “convencer” o Ecofin.

Estes partidos que foram o governo que não cumpriu a meta exigida para não se abrir o procedimento de sanções fizeram de tudo para atrapalhar o esfoço do primeiro-ministro enquanto, ao longo de cada semana, produziam pérolas na comunicação social, como a exigência em alta voz da divulgação da carta que António Costa escreveu para defender Portugal (não fosse o PM um malandro) para ficarem desarmados quando a leram.

Desarmados, mas não calados. Continuam. Continuam, porque não interessa a um Passos Coelho já sem rumo nem a uma Assunção Cristas no desespero de ainda não ter encontrado um rumo ceder por uns dias ao interesse nacional, ceder perante a única atitude ética e moral possível neste momento: contribuir para a verdade indesmentível que devia ecoar com o esforço de todos, essa que nos devia dizer a uma só voz que a aplicação de sanções a Portugal é injusta, desigual, imoral e com consequências evidentemente negativas.

Quando a política consegue fazer isto, contribui para o tal sentir coletivo politico e psicológico perante um facto opressivo.

Terrivelmente, na questão das sanções, temos mais um exemplo de como a direita se encaminha para vestes de uma direita popular, pronta para esmagar o interesse nacional se ao voto isso for conveniente, presa ao seu passado recente de política única e pronta para estar pronta.

Turquia. “ERDOGAN NÃO É FLOR QUE SE CHEIRE”, É UM “CÚMPLICE” DO ISIS

Marisa Matias acompanhou a situação na Turquia e teceu críticas ao presidente Erdogan.
“O mundo está mesmo um lugar estranho”, comentou Marisa Matias no seu Facebook.

A eurodeputada diz ter acompanhado com “preocupação máxima” a tentativa de golpe de Estado falhada que abalou a Turquia esta noite e teme as suas consequências.

“Um golpe militar num país divido e ferido até ao tutano só nos pode fazer temer mais uma guerra que se poderá arrastar”, escreveu.

Marisa Matias não dispensou ainda uma crítica à União Europeia que se pôs “nas mãos de Erdogan para fugir às responsabilidades”.

Já o Presidente turco é alvo de comentário ainda mais recriminador. “Erdogan não é flor que se cheire, quis ser o sultão do Médio Oriente e tornou-se num ditador para com o povo curdo e um cúmplice do auto-proclamado Estado Islâmico”.

Carolina Rico – Notícias ao Minuto

POKÉMON GO: UM PROJETO SECRETO DA CIA?

Acaba de ser lançado o jogo de realidade aumentada Pokémon Go, que em poucos dias enlouqueceu milhares de usuários nos EUA e Austrália.
O jogo para celular tomou conta dos usuários, levando-los às ruas em busca destes personagens do desenho animado japonês que, usando a câmera, aparecem nas telas de seus dispositivos mas em um ambiente real.

A internet ficou lotada de testemunhos de jogadores traumatizados e obcecados com a busca, assim como de preocupações sobre os riscos que podem representar para a privacidade dos usuários.

Neste sentido, o site Infowars sugere que o jogo está vinculado à CIA.

Segundo o site, a empresa Niantic que desenvolveu o jogo foi fundada por John Hanke, que antes foi diretor da empresa de software Keyhole e recebia fundos da entidade de capital de risco In-Q-tel.

Embora a empresa seja tecnicamente independente, seu objetivo é manter a CIA equipada com os últimos desenvolvimentos da tecnologia informática e investir em "soluções tecnológicas para apoiar missões da comunidade de inteligência dos EUA".

O jogo de realidade aumentada criado pela Niantic usa as câmeras e o GPS de milhões de usuários que literalmente "escaneiam" o que ocorre ao seu redor buscando seus "Pokémons"

Segundo esta teoria, esta tecnologia pode tornar os jogadores em "sondas de vigilância" que gravam seu ambiente, inclusive dentro de suas casas, espiando onde os satélites não podem chegar, por isso conclui que tal jogo seria um projeto encoberto da CIA.


“SE ALGUÉM TEM DE ESTAR NO BANCO DOS RÉUS É TONY BLAIR”

O ex-embaixador da Iugoslávia no Reino Unido Vladeta Jankovic chama o relatório da comissão parlamentar de Chilcot de um acontecimento muito importante. Segundo Jankovic, faz tempo que a mídia britânica escreveu que Saddam Hussein não tinha armas de destruição em massa.

"Mas ganhou a propaganda de Tony Blair, ele é realmente hábil nessa área. Parece que o assessor do primeiro-ministro da Sérvia Vucic vai ter o que merece, e que seria justo, porque ele puxou o seu país para uma guerra injusta e cara, traiu os interesses nacionais e a confiança das pessoas. Se alguém tem que estar no banco dos réus, é Tony Blair", diz Jankovic.

De acordo com Jankovic, o relatório levanta a questão das relações entre Londres e Washington.

Há muito tempo que os observadores britânicos objetivos diziam que a política externa de Londres é completamente dependente dos EUA e que Blair era “um poodle" do presidente americano. O nosso interlocutor julga que seja preciso acabar com esta situação. Uma coisa é a amizade ou aliança especial, e outra bem diferente é entregar o seu próprio destino em mãos alheias, o mesmo que Blair fez, acrescentou ele.

Blair, que chamou a agressão da NATO contra a Iugoslávia de “uma batalha entre o bem e o mal, entre civilização e barbárie", foi um dos propagandistas mais ativos desta intervenção. Um analista militar e membro do parlamento sérvio, Milovan Drecun, aponta o fato que Blair está na lista dos políticos com maior responsabilidade, não apenas pelo Iraque, mas também pela Jugoslávia em 1999.

No seu tempo, Colin Powell declarou na tribuna da ONU que o regime iraquiano tinha armas de destruição em massa e que Hussein estava ligado à Al-Qaeda e a Bin Laden. Mesmo assim, ficou claro que a verdade era diferente, porque ex-agentes da CIA disseram que tinham informado o presidente norte-americano que Hussein não tinha essas armas, disse Drecun.

"Não se esqueça que durante a guerra no Iraque ganharam apenas as empresas britânicas. Há informações que no primeiro ano de reconstrução do Iraque, elas receberam 600 bilhões de dólares. Mesmo que a quantidade fosse cem vezes menor <…> é um fato que Blair, sob liderança dos EUA, destruiu um Estado soberano sem qualquer razão", continua Drecun.

Vários interlocutores da Sputnik duvidam que Blair enfrente a Justiça. "Depende da influência política das estruturas que estavam por trás da intervenção no Iraque. <…> Blair no banco dos réus seria um precedente perigoso", diz Drecun.

Sputnik/ Vladimir Fedorenko - opinião

GOLPE DE ESTADO NA TURQUIA. MAIS DE 190 MORTOS E MAIS DE MIL FERIDOS

É o mais recente balanço da tentativa de golpe de Estado na Turquia. Há, ainda, notícia de 200 militares que se renderam às autoridades.

Um novo balanço da tentativa de golpe de Estado na Turquia dá conta de mais de 190 mortos e de 1.150 feridos.

As forças leais ao Presidente turco, Recep Erdogan, abateram 104 militares revoltosos na tentativa de golpe de Estado de sexta-feira à noite na Turquia, assegurando que outros 1.563 foram detidos, indicou hoje o exército fiel ao regime.

Numa declaração à televisão oficial turca, o general Umit Dundar, chefe do Estado-Maior interino das tropas leais a Erdogan, confirmou também a morte de outras 90 pessoas - dois soldados, 41 polícias e 47 civis -, elevando para 194 o total de vítimas mortais da sublevação, entretanto abortada.

"Caíram como mártires", sublinhou Dundar, referindo-se às 90 vítimas mortais.

As últimas informações indicam, também, que 200 militares sublevados renderam-se às autoridades.

TSF com Lusa

Erdogan: Tentativa de golpe é "presente de Deus"

O Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou na última madrugada que a tentativa de golpe de Estado é como um "presente de Deus" que permitirá "limpar" o Exército.

"Este levantamento, este movimento é um grande presente de Deus para nós, porque o exército será limpo", disse, em conferência de imprensa, pouco depois de aterrar em Istambul, assegurando que os golpistas vão pagar caro pela sua "traição".

O Presidente turco culpou pelo golpe de Estado, que definiu de "traição", os apoiantes do seu arqui-inimigo, Fethullah Gülen, um imã exilado há anos nos Estados Unidos. O movimento que apoia Gülen (Hizmet) já condenou o golpe, num comunicado em que sublinha que "há mais de 40 anos que Fethullah Gulen e o Hizmet têm defendido e demonstraram o seu compromisso com a paz e a democracia".

O fundador do poderoso Movimento Gülen, com milhões de seguidores na Turquia entrou em rutura, em 2013, com Erdogan e o seu Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP, no poder desde 2002), que apoiou na fase inicial da sua ascensão.

Seguiu-se uma dramática luta pelo poder e o início da repressão ao Hizmet no país -- acusado por Erdogan de pretender construir um "Estado paralelo" -- através do encerramento de dezenas de escolas e processos judiciais contra figuras políticas e militares associadas a este movimento.

"O que está a ser perpetrado é traição e rebelião. Eles vão pagar um preço elevado por este ato de traição", frisou Erdogan.

O chefe de Estado turco disse ainda que o hotel onde estava de férias, em Marmaris, estância turística na costa do Mar Egeu, foi bombardeado esta madrugada pouco depois de ter saído do edifício.

Apesar disso, Erdogan manteve o tom desafiador: "Não vamos deixar o nosso país para os ocupantes".

Aos jornalistas, no aeroporto, onde foi recebido e saudado por uma multidão, o Presidente turco disse ainda desconhecer o paradeiro do chefe de Estado-maior, o qual terá sido feito refém dos golpistas em Ancara, no seu quartel-general, segundo os meios de comunicação social.

"Há na Turquia um Governo e um presidente eleitos pelo povo, que estão no poder, e, se Deus quiser, vamos superar esta provação", afirmou, antes de felicitar os turcos por terem saído "aos milhões" para as ruas para defender a nação.

"Aqueles que apareceram com os tanques serão capturados porque esses tanques não lhes pertencem", acrescentou.

Cerca de quatro horas depois das primeiras informações, os Serviço de Inteligência Turca (MIT) anunciaram que fracassou a tentativa de golpe de Estado, mas admitindo que ainda persistem algumas bolsas de resistência por parte dos militares.

TSF com Lusa

Portugueses em Istambul fechados em casa e com medo do que vai acontecer

A TSF falou com dois portugueses em Istambul que relatam que em toda a cidade as mesquitas chamam as pessoas para a rua em apoio ao governo. "Ninguém quer uma situação destas, de pré-guerra civil".

A TSF falou há instantes com um português em Istambul que não se quis identificar, por medo de represálias. Vive no centro de Istambul e diz que a cidade está um caos.

Este português conta que há mesmo muitos apoiantes de Erdogan que seguiram o conselho do presidente e foram para a rua, onde se manifestam contra o golpe de Estado.

Quando tudo começou, este português estava na rua. Foi comprar pão e água para durar alguns dias. Conta que tem medo, que ouve tiros e está sentado no chão de casa para se abrigar das balas.

Ricardo Nunes é o outro português contactado pela TSF. Está em Istambul com a sua namorada, para um casamento, e ambos chegaram a pensar não ir por causa dos atentados, mas os amigos e as autoridades disseram-lhes que era seguro, sem que nada fizesse prever o que veio a acontecer. Quando estava a acabar de jantar, o Twitter começou a dar os primeiros sinais de que alguma coisa se passava.

Ricardo conta que, apesar dos apelos ao recolher obrigatório, o que se vê a esta hora é precisamente o contrário. Agora, Ricardo e a namorada têm viagem de regresso marcada para quinta-feira e só querem ser contactados pelo governo português e manter-se em segurança.

Nuno Guedes/Raquel de Melo – TSF – Foto: Sedat Suna/EPA


Artigo científico tem o autor inesperado: Barack Obama

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Posted: 15 Jul 2016 05:32 AM PDT
Entre inúmeros compromissos de presidente dos EUA, Barack Obama conseguiu 
arranjar um tempinho para escrever e publicar artigo acadêmico em revista sobre medicina JAMA