domingo, 14 de outubro de 2018

Casa do Povo da Abrunheira com prejuízos de 200 mil euros

O presidente da direção da Casa do Povo da Abrunheira, em Montemor-o-Velho, estimou hoje à agência Lusa prejuízos nas instalações superiores a 200 mil euros decorrentes dos danos provocados pela tempestade Leslie.
Os três lares da Casa do Povo da Abrunheira, naquele concelho do distrito de Coimbra, sofreram graves danos, o que tem obrigado a um trabalho exaustivo naquelas instalações.
“São centenas de milhares de euros de prejuízos, seguramente acima dos 200 mil euros. Apelo a que os seguros aturem rápido e que não seja necessário concurso público para as obras. Deve também ser criada uma linha de crédito para que seja possível, rapidamente, começar as obras. É importante evitar burocracias. É um estado de calamidade pública”, explicou.
José Carvalho explicou que a Casa do Povo da Abrunheira tem três lares e que o mais moderno, o complexo social sénior, tem todas as áreas comuns destruídas.
“Os utentes estão nos quartos, porque essa ala ficou intacta. Vamos tentar fazer do centro de dia a ala comum para estes utentes, mas isso obriga a uma deslocação dos utentes”, sublinhou.
O responsável garantiu que mais de 50% do telhado desta estrutura desapareceu e que mais de 20 painéis de aquecimento de água foram levados pela tempestade.
“Não há corrente elétrica, não há água quente e a água está sem pressão. A freguesia não tem energia elétrica”, disse.
Cinquenta por cento destes utentes sofrem de demências e “este tipo de catástrofe” interfere muito na situação emocional deles”, lembrou.
No centro sénior, outra estrutura desta Casa do Povo, há “várias janelas partidas” e não é possível “estar a utilizar a sala comum.
“O telhado tem bastantes danos e estamos confinados a algumas áreas. O problema agora vai ser conseguir pessoas para arranjar os telhados. A catástrofe teve uma dimensão tal que vai ser impossível acorrer a todos os problemas”, lamentou.
A residência sénior, outro espaço da associação, ficou melhor, “mas com muitas partes destruídas” e a direção está a pensar por quartos desocupados a funcionar para alguma eventual transferência de utentes.
A Casa do Povo da Abrunheira tem mais de 80 utentes distribuídos pelos três espaços.
O lar da Casa de Povo da Abrunheira, com mais de 40 idosos, ficou no sábado à noite sem telhado, disse hoje, também à agência Lusa, o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, que falou numa situação “muito complicada” no concelho.
“A nossa prioridade é desobstruir vias, de forma a conseguirmos chegar a todo o lado para termos noção da realidade, nomeadamente na rede elétrica”, disse.
Emílio Torrão mostrou-se muito preocupado com esta situação e explicou que, como há muitos estragos na rede elétrica, é praticamente certo que se irá sentir falta de água no concelho.
“Andámos toda a noite a desobstruir vias e continuamos com essa tarefa. Há muitos danos na sinalética, em postes, em sinais luminosos, na rede elétrica, enfim, em tudo”, explicou, num balanço “muito, muito provisório”.
O pavilhão das Meãs tem danos estruturais muito graves que vão impedir a continuidade do funcionamento daquele espaço e outros pavilhões, como o municipal, em Montemor-o-Velho, ficaram igualmente sem telhado, disse.
“Há ainda pelo menos três, quatro famílias, que foram realojadas em casas de familiares. Mas admito que haja mais, até porque pelo menos uma família não quis sair de casa, apesar dos danos”, referiu o autarca.
A tempestade Leslie provocou 27 feridos ligeiros, 61 desalojados e quase 1.900 ocorrências comunicadas à Proteção Civil, de acordo com o balanço mais atualizado desta autoridade.

Fonte: NDC

Graça Fonseca é a terceira ministra da Cultura deste governo

A atual ministra também exerceu funções como chefe de gabinete do Ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, entre 2005 e 2007, no primeiro governo de Sócrates. Graça Fonseca foi também a primeira governante portuguesa em exercício de funções a assumir a sua homossexualidade em público.
A atual secretária de Estado Adjunta e da Modernização Administrativa, Graça Fonseca, vai desempenhar as funções de ministra da Cultura, em substituição de Luís Filipe Castro Mendes. Esta é a segunda mudança nesta pasta.
João Soares foi o primeiro ministro da Cultura deste governo, mas em abril de 2016 pediu demissão da polémica em torno do post que fez no Facebook  a dizer que estava a dever “duas bofetadas salutares” ao crítico Augusto M. Seabra e também ao historiados Vasco Pulido Valente. Nessa altura, Luís Filipe Castro Mendes assumiu a pasta.
Graça Fonseca foi Investigadora do Centro de Estudos Sociais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, entre 1996 e 2000, vereadora na Câmara Municipal de Lisboa com os pelouros da Economia, Inovação, Educação e Reforma Administrativa, entre 2009 e 2015.
A atual ministra também exerceu funções como chefe de gabinete do Ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, entre 2005 e 2007, no primeiro governo liderado por José Sócrates.
Graça Fonseca foi também a primeira governante portuguesa em exercício de funções a assumir a sua homossexualidade em público.
Fonte: ionline

COIMBRA | Soure decreta calamidade pública

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Noventa por cento das habitações de oito das dez freguesias de Soure sofreram danos na sequência do furacão Leslie, que atingiu a região Centro, no sábado, disse hoje o presidente da Câmara, que vai decretar estado de calamidade pública no concelho.
Mário Jorge Nunes disse à agência Lusa que quatro famílias já foram realojadas em casas de familiares e que estão a sensibilizar uma pessoa para ser encaminhada para um lar ou para uma unidade hoteleira.
O presidente do município explicou também à Lusa que irá cancelar um evento que estava agendado para terça-feira, na qual eram esperados mais de 200 especialistas em saúde mental, além de membros do Governo e de variadas associações.
“O grande problema neste momento é a energia elétrica, porque a EDP não sabe quando poderá retomar o fornecimento. Em 2013, numa situação um pouco semelhante, estivemos quatro dias sem eletricidade”, recordou.
Mário Jorge Nunes indicou ainda a ausência de comunicações como um problema e especificou que o abastecimento de água também está comprometido.
“Estamos a tentar servir energia elétrica às captações de água. Às 13:00, haverá reunião da proteção civil e iremos decretar calamidade pública”.
Além dos diversos prejuízos em instalações particulares, registo ainda para a cobertura destruída de vários pavilhões municipais, assim como de coberturas em escolas.
“Vamos avaliar se haverá ou não aulas” na segunda-feira.
A Proteção Civil disse hoje que “os maiores perigos já passaram” em relação à tempestade Leslie por Portugal e que vai fazer uma avaliação com o IPMA, às 11:00, sobre a situação de alerta no país.
“Os maiores perigos já passaram”, disse o comandante Belo Costa, da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), num ponto de situação aos jornalistas, às 09:00 na sua sede, em Carnaxide, Lisboa.
As 1.890 ocorrências registadas pela Proteção Civil dividem-se em 1.218 quedas de árvores, 53 movimentos de massas, 98 inundações, 441 quedas de estruturas e 75 limpezas de vias. A ANPC registou ainda 27 feridos ligeiros, três pessoas assistidas no local, 61 desalojados “devido a casas destelhadas ou quedas de árvores sobre habitações” e que conseguiram, maioritariamente, encontrar alojamento junto de familiares, não havendo “situações críticas” nesta matéria.
O responsável adiantou ainda que mais de 300.000 pessoas foram afetadas por cortes de energia, sendo o número de afetados mais reduzido neste momento, com o trabalho de reposição gradual realizado ao longo da noite.
O corte de energia, que afetou um total de 324.400 pessoas, de acordo com os números da ANPC, tem particular incidência nos distritos de Coimbra e Leiria.
A passagem da tempestade Leslie provocou ocorrências maioritariamente em Coimbra, Leiria, Aveiro, Viseu, Lisboa e Porto, por esta ordem quanto ao número de incidências.

Fonte: NDC

Manhã de domingo: Leslie: 61 desalojados e mais de 300 mil sem luz

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Manhã de domingo

As principais notícias do dia
Bom dia!
O Leslie entrou pelo centro do país, dirigiu-se para noroeste e entrou em Espanha. Provocou quase 2 mil ocorrências, sobretudo queda de árvores, desalojados e mais de 300 mil pessoas ficaram sem luz.
O furacão, o pior desde a tempestade de 1842, entrou em Portugal. Mudou de direção e seguiu para norte. Há 15 distritos em alerta amarelo. Há 27 feridos ligeiros e 61 desalojados.
O Furacão Leslie é o terceiro maior a chegar à Península Ibérica desde que há registo. Antes disso passaram por Portugal, em 2005, o furacão Vince e a tempestade de 1842.
Antigo líder centrista falou em Peniche na Escola de Quadros do CDS onde o furacão se previa forte, mas os ventos eram de Europa e levaram-no para outras geografias. Eis Portas, o euro-desiludido.
Na República Democrática do Congo entrevistou vítimas de violação e agressores e veio a Portugal falar da experiência. Falámos com Dearbhla Glynn, realizadora de “War Against Women in Eastern Congo".
O Presidente americano voltou a defender este sábado a separação de famílias de imigrantes na fronteira com o México, encorajando os que "sentem" que vão ser separados a não entrarem no território.
Um total de 17 mil palavras portuguesas estão traduzidas para a língua mais falada na capital de Moçambique, o Changana, no novo dicionário de Bento Sitoe, linguista e docente universitário.
Depay, Wijnaldum e De Ligt são as faces visíveis de uma Holanda com promessas como Bergwijn, De Jong e Dumfries. A Laranja ganhou Mecânica e derrotou a Alemanha por 3-0 num duelo com muita história.
O dia começou com rumores de um pé-de-vento, mas terminou com uma badeja de cerejas. O Leslie não demoveu os criadores de apresentarem as suas propostas para o próximo verão. Era o que mais faltava.
Setenta manequins, 16 salas e séculos de história a assistir ao que será o guarda-roupa do próximo verão, segundo Nuno Gama. O segundo dia de ModaLisboa arrancou no Museu Nacional de Arte Antiga.
Assim que tiver motivos para comemorar, a Tesla vai fazê-lo… em brinde! Isto porque além dos automóveis eléctricos, baterias e telhas fotovoltaicas, a marca vai passar a produzir uma bebida própria. 
Opinião

Rui Ramos
Se em relação aos crimes sexuais, criarmos um regime em que a emoção da vítima dispensa o apuramento judicial dos factos, estaremos apenas a destruir o consenso sobre a condenação desses crimes. 
Helena Garrido
Vivemos num país profundamente machista mascarado de defensor da igualdade de género. Gastam-se energias a procurar o feminino das palavras enquanto se encontram desculpas para uma violação.
João Pires da Cruz
É verdade que não devemos dar a democracia como adquirida. Mas é bom não esquecermos que nunca houve nenhuma ditadura que não tivesse um enorme suporte popular, a começar pela nossa. 
Rita Fontoura
Queremos um ensino tendencialmente gratuito, mas não queremos que o Estado decida qual a ideologia, religião ou modelo educativo que melhor se adequa aos nossos filhos. Isso é tarefa das famílias. 
José Manuel Fernandes
O caso da ERSE, depois do caso de Tancos, depois do caso do Infarmed, indica que quem governa acha que pode fazer o que entender sem seguir regras ou sofrer consequências. Um dia a paciência esgota-se
MAGG

Marta Gonçalves Miranda
Há 500 pessoas a trabalhar em Lisboa para controlar a plataforma. Pedofilia, suicídios, terrorismo, decapitações, elas apanham de tudo. 
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Dívida Pública de Moçambique ascende a 12 biliões de dólares e continua acima dos limites de sustentabilidade

A Dívida Pública de Moçambique ascendeu a 12,7 biliões de dólares em 2017, onde 10,9 biliões é Externa que mantêm-se acima dos limites de sustentabilidade, pelo segundo ano consecutivo, embora os rácios relativamente ao Produto Interno Bruto (PIB) tenham melhorado desde 2016 devido a estabilização cambial em Moçambique.
A Dívida Pública total ascende a 12,7 biliões de dólares norte-americanos, contra 11,3 biliões em 2016, onde 10,9 biliões de dólares corresponde a Dívida Externa indicam dados apresentados pelo ministro da Economia e Finanças num encontro de apresentação a proposta de Orçamento de Estado para 2019 a jornalistas em Maputo.
Contam para esse montante de endividamento externo 9,4 biliões de dólares de dívida multilateral (4,1 biliões de dólares), bilateral (4,5 biliões de dólares) e os títulos Mozam 2023 (727 milhões de dólares), somados a 1,1 bilião de dólares das Garantias Soberanas emitidas à favor da Proindicus, MAM e algumas outras Empresas Públicas, aos quais acresce ainda 248 milhões de dólares de endividamento do Banco de Moçambique.
A Dívida Pública Interna, segundo o Ministério da Economia e Finanças (MEF), estava cifrada em 1,8 biliões de dólares norte-americanos em 2017.
Foto de Adérito Caldeira
Adriano Maleiane não indicou qual o stock deste endividamento Público em percentagem do PIB mas dados do Fundo Monetário Internacional (FMI) consultados pelo @Verdade indicam que depois de atingir os 128,3 por cento em 2016 a Dívida Pública correspondeu a 111,9 por cento do Produto Interno Bruto de 2017.

Nos dados revelados pelo MEF o @Verdade apurou que com estes montantes todos indicadores de sustentabilidade da Dívida Externa mantiveram-se acima dos limites estabelecidos pelo Banco Mundial assim como pelo FMI.
O indicador da Dívida Externa versus PIB, que indica a capacidade de reembolso pela Economia, é cifrado em 57,6 por cento pelo Governo e nos 67,1 por cento pelo FMI, ambos acima do limite de referencia que é de 40 por cento.
Rácios de sustentabilidade incumpridos devido as Garantias Soberanas ilegais
O rácio da liquidez que as Receitas de Exportação cobrem o Serviço da Dívida, que não deveria ultrapassar os 150 por cento, atingiu em 2017 os 198,4 por cento de acordo com as contas do Executivo e 176,7 por cento nas contas do FMI.
No que diz respeito a Dívida Externa versus as Receitas Corrente em 2017, cujo rácio de referência é de 250 por cento, foi de 244,7 por cento nos número do Governo e de 265,6 por cento segundo o Fundo Monetário.
Ministério da Economia e Finanças
Já a capacidade de reembolso da Dívida Externa pelas Exportações, que não deveria passar dos 20 por cento, chegou aos 21,4 por cento na óptica do Executivo e aos 18,2 por cento de acordo com o FMI.
Por fim o indicador da capacidade do Executivo de financiar o Serviço da Dívida através de recursos próprios, que não deve ultrapassar os 20 por cento, ascendeu a 26,4 por cento em 2017 nas contas do Governo e está nos 27,3 por cento segundo o Fundo Monetário.
O ministro Adriano Maleiane recordou que os rácios de sustentabilidade da Dívida Pública em 2015 estavam dentro dos parâmetros recomendados pelo Banco Mundial e pelo FMI.

Porém a inclusão da Garantias Soberanas emitidas ilegalmente à favor das estatais Proindicus, da EMATUM e da MAM associado a depreciação do metical em relação ao dólar norte-americano originou o incumprimento de todos os indicadores de sustentabilidade.
O titular da Economia e Finanças indicou ainda os rácios de sustentabilidade em 2017 melhoraram comparativamente a 2016 apenas pelo efeito da apreciação do metical.

Fonte. Jornal A Verdade, Moçambique


Qualificação CAN 2019: Zâmbia vence Guiné-Bissau e pressiona Moçambique

Foto da CAF
A selecção da Zambia acabou com o jejum de vitórias e derrotou a Guiné-Bissau, nesta quarta-feira (10), pressionando os “Mambas” a não perderem pontos na recepção a Namíbia, em partida da 3ª jornada marcada para o próximo sábado (13) em Maputo, sob pena de ficarem com os mesmos pontos no Grupo K de apuramento para o Campeonato Africano das Nações (CAN) de 2019.
A jogarem no estádio nacional do Heróis em Lusaka os “Chipolopolo” entraram ao ataque rematendo logo no primeiro minuto para defesa de Jonas Mendes.
O domínio do jogo e a pressão alta surtiu efeito no minuto 17 quando o defesa Stopilla Sunzu atirou para o fundo das redes, após ser servido por Augustine Mulenga.
Os “Djurtus” tentavam sacudir a pressão atacante mas sem sucesso, as jogadas de perigo rondavam a baliza de Jonas Mendes e aos 21 minutos Nathan Sinkala até acertou no poste.
Já na 2ª parte, no minuto 52, Justin Shonga fez o segundo golo, depois de deixar para trás dois defensores guineenses.
Contudo no quarto de hora final, e após substituições efectuadas por Baciro Candé, a Guiné-Bissau mostrou porque está na liderança do Grupo K e reduziu pelo inevitável Frederic Mendy, no minuto 80, o mesmo que gelou o estádio nacional do Zimpeto há cerca de 1 mês.
Com esta vitória os zambianos, que foram derrotados pelos "Mambas" na 1º jornada e empataram com a Namíbia, somam 4 pontos, os mesmo da Guiné-Bissau e de Moçambique, e reentram na corrida para o CAN de 2019 pois os dois primeiros de cada um dos 12 grupos qualificam-se para a fase final do torneio que terá 24 equipas.
A dependerem apenas das suas prestações para o apuramento os “Mambas” precisam de ganhar, ou pelo menos não perder, na recepção a Namíbia na outra partida a contar para a 3ª jornada.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique

Autárquicas 2018: MDM humilhado, Renamo sobressai e Frelimo perde alguns municípios

Foto de Adérito Caldeira
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) deixou os seus créditos em mãos alheias nas eleições de quarta-feira (10). Foi severamente vexado em todos os municípios e perdeu dois (Quelimane e Gurúè) dos três que ainda estavam sob sua gestão. Na Beira, os votos até aqui amealhados pela Frelimo e Renamo sugerem um trabalho difícil para Daviz Simango, porque não terá uma maioria de assentos na assembleia autárquica. A Renamo vai gerir os municípios da Ilha de Moçambique, de Monapo, Angoche, Chiure, Quelimane e Alto Molócuè. E pode ter mais, pese embora a Frelimo leve vantagem em várias autarquias.
Na capital do país, a intenção da Renamo de “Limpar Maputo” está a gorar-se. Das 860 mesas que funcionaram no dia da votação, 281 (32%) já tinham sido apuradas até a noite de quinta-feira (11), segundo o balanço provisório da Comissão Nacional de Eleições (CNE).
A Frelimo lidera a contagem com 56.02% votos, a Renamo e o MDM com 37.31% e 5.22%, respectivamente.
Os resultados dos demais partidos políticos extraparlamentares, coligações de formações políticas e grupos de cidadãos eleitores variavam de 0,02 a 0,99% de votos.
Na província de Maputo, na cidade da Matola funcionaram 706 mesas e o apuramento de votos aconteceu em pelo menos 458 (64%) delas. A Frelimo estava em vantagem com 48.42 %, seguida da Renamo, com 46.38%, e o MDM com 4.55%.
Na vila de Boane, a contagem de votos também prossegue mas a Frelimo já soma 71.83%, Renamo 22,23% e o MDM 5.43%. O Partido de Justiça Democrática de Moçambique (PJDM) não passou de 0,50%, de acordo com Paulo Cuinica, porta-voz da CNE.
Em Namaacha, a contagem de votos já terminou e a Frelimo venceu com 82.37%, contra 10.15% da Renamo, 3.74% do MDM e igual número para a Associação dos Naturais, Residentes e Amigos de Namaacha (ANRAN).
A Manhiça continuará nas mãos da Frelimo, mercê da vitória por 68.49% de votos, contra 23.28% da Renamo e apenas 8.23% do MDM.
Oposição de novo esmagada em Gaza
Até à publicação deste texto, nenhuma das mesas que funcionaram na cidade de Xai-Xai e na vila da Macia tinha sido processada.
Contudo, nas autarquias de Bilene, Chókwè, Mandlakazi e Chibuto, a Frelimo obteve 86.00%, 87.49%, 89.17% e 90.44% de votos, respectivamente, disse a CNE.
Em Inhambane, a Frelimo vence com 80.77%, Renamo 14.51% e MDM 4.72%. Já foram processadas 16 mesas das 65 existentes.
Até 24 horas depois da votação, a CNE ainda não tinha apurado os resultados dos municípios, Massinga, Maxixe, Quissico e Vilanculo.
Em Gaza, a Frelimo sempre levou a melhor contra todos os seus adversários.
MDM dá cavaco na Beira
Em Sofala, foram contabilizadas 330 mesas, das 382 existentes. O MDM está em vantagem na cidade da Beira, com 46,06%, Frelimo 29,45% e Renamo 24,12%.
Na autarquia de Gorongosa, a Frelimo (72,16%) leva vantagem sobre a Renamo (20,54%) e o MDM (7,30%).
Até à publicação deste texto a CNE não tinha informação sobre as autarquias de Dondo, Nhamatanda e Marromeu.
Quelimane e Alto Molócuè são da Renamo
Foto de Adérito Caldeira
Na Zambézia, os “quelimanenses” confiaram na Renamo, que está a vencer com 56,01% de votos e 50,66% na vila de Alto Molócuè.

No Gurúè, cidade nas mãos do MDM, a Frelimo está a vencer. O mesmo acontece em Milange e Maganja da Costa. Em Mocuba, os órgãos eleitorais ainda não tinham processado nenhuma das 91 mesas.
Em relação a Nampula, a CNE disse que não foram ainda processados os resultados da cidade capital, de Nacala-Porto e da vila de Malema.
Na cidade de Angoche, já tinham sido apuradas 47 das 66 mesas existentes. A Renamo está na dianteira, com 46.35% votos, contra 45.67% da Frelimo. Esta lidera, por sua vez, na vila de Ribáuè, com 46.87%. A Renamo 42.42%.
Na Ilha de Moçambique e vila de Monapo, a Renamo está na frente com 50,28% e 49.16% de votos, respectivamente. A Frelimo tem 37.43% e 45.38%.
Na Ilha, estavam por contar 25 mesas das 49 que funcionaram no dia da votação e apenas uma em Monapo.
Em Cabo Delgado, também não há resultados sobre a cidade de Pemba e Mocímboa da Praia, onde há 134 e 44 mesas, respectivamente.
Segundo a CNE, a Frelimo venceu em Montepuez com 51,78% e a Renamo ganhou na vila Chiure com 56.01%.
Na vila de Mueda, os eleitores asseguram vitória à Frelimo com 91.58.
Já em Manica, a Frelimo venceu em toda a província.
Nas quatro autarquias de Tete, até à publicação deste texto não havia dados sobre a cidade de Tete, a vila de Moatize. Porém, a Frelimo venceu nas vilas de Ulónguè e Nhamayabwe.
No Niassa, a Frelimo lidera a contagem de votos na cidade de lichinga e na vila de Metangula, seguida pela Renamo. Não há ainda informação sobre Cuamba.
Em Mandimba, a Frelimo venceu com 57,40%, contra 39,05% da Renamo e 3,55% do MDM, bem como em Marrupa.

Fonte: Jornal A Verdade, Moçambique