segunda-feira, 20 de maio de 2019

Problemas de sono nos adolescentes podem ser resolvidos com menos ecrãs à noite

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Os problemas de sono nos adolescentes podem ser revertidos em apenas uma semana limitando a utilização à noite de ecrãs emissores de luz como os dos telemóveis, 'tablets' e computadores, defendeu hoje a Sociedade Europeia de Endocrinologia.
A relação entre o uso destes equipamentos à noite e o sono dos adolescentes foi alvo de um estudo, que será divulgado em Lyon durante o encontro anual da Sociedade Europeia de Endocrinologia, e que conclui que demasiada exposição noturna à luz, especialmente a luz azul emitida pelos ecrãs de ‘smartphones’, ‘tablets’ e computadores pode afetar o relógio biológico do cérebro e a produção da hormona do sono, melatonina, resultando numa disrupção no tempo e qualidade do sono.
“A falta de sono não só causa sintomas imediatos de cansaço e perda de concentração, como pode aumentar o risco de problemas de saúde mais sérios a longo prazo, tais como diabetes, obesidade e doença cardíaca”, sustentou a instituição em comunicado.
Outros estudos sugeriram que a privação do sono relacionada com o tempo de exposição a ecrãs pode afetar mais as crianças e os adolescentes do que os adultos, mas não investigaram a fundo como a exposição na vida real está a afetar o sono dos adolescentes em casa e como pode ser revertido.
O estudo hoje divulgado resulta de uma parceria entre o Instituto Holandês de Neurociência, a Universidade Médica de Amesterdão e o Instituto Alemão de Saúde Pública e Ambiente.
Os investigadores estudaram os efeitos da exposição dos adolescentes à luz azul dos ecrãs em casa. Aqueles que ficaram mais de quatro horas por dia à frente do ecrã adormeceram, em média, 30 minutos mais tarde e acordaram mais vezes do que os jovens que permaneceram menos de uma hora expostos àquela fonte de luz, além de outros sintomas de falta de sono.
Dirk Jan Stenvers, do Departamento de Endocrinologia e Metabolismo da universidade de Amesterdão, afirmou que os adolescentes passam cada vez mais tempo ocupados com os ecrãs e que as queixas relacionadas com o sono são frequentes nesta faixa etária.
“Aqui demonstramos muito simplesmente como essas queixas de sono podem ser facilmente resolvidas, minimizando o uso noturno de ecrãs emissores de luz azul”, conclui o investigador.
Lusa

Professores arrancam hoje no Porto semana de “Comícios da Indignação”

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SAPO 24
Os professores iniciam hoje no Porto uma série de cinco “Comícios da Indignação” que decorrem esta semana, em plena campanha para as eleições europeias, para manter viva a luta pela recuperação integral do tempo de serviço congelado.
“Nestes comícios os docentes manifestarão publicamente a sua indignação por, praticamente em final de mais uma legislatura, os principais problemas que afetam este grupo profissional continuarem por resolver, com destaque para a recuperação de todo o tempo de serviço cumprido nos períodos de congelamento (nove anos, quatro meses e dois dias) e a aposentação, condição necessária para o rejuvenescimento da profissão docente”, lê-se num comunicado da plataforma sindical de professores.
No primeiro comício os professores vão concentrar-se na praça D. João I, no Porto, pelas 17:30, uma hora que será comum a todos os outros, estando previstas três intervenções – da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), Federação Nacional de Educação (FNE) e da Frente Sindical – convidando-se ainda os professores participantes a aproveitarem o momento para escrever “mensagens ao poder político”.
“Com estes comícios, pretende-se deixar claro que os docentes não desistiram da sua luta e irão mantê-la até ao último dia da atual legislatura, não se inibindo de intervir durante os períodos de campanha eleitoral, retomando-a logo que se inicie a próxima legislatura, apresentando as suas reivindicações junto do governo que sair das eleições de 06 de outubro”, lê-se no comunicado.
Os sindicatos pretendem ainda aproveitar a oportunidade para “desmontar mentiras que, nas últimas semanas, foram postas a circular por governantes e outros políticos, bem como por comentadores, para quem a mentira se tornou habitual quando pretendem impor a sua verdade”.
Aos docentes vai ser entregue “um ‘memorando’ com o conjunto de iniciativas jurídicas a que deverão aderir, contando, nesse sentido, com o apoio dos seus sindicatos”, e à população um “pequeno texto” a explicar as razões do protesto.
Ao comício do Porto seguem-se os comícios em: Faro, a 21 de maio, no Jardim Manuel Bívar, em Lisboa, a 22 de maio, no largo de Camões, em Évora, a 23 de maio, no largo de Sertório, junto à Câmara Municipal, e em Coimbra, a 24 de maio, na praça 8 de Maio.
“Logo após o comício de Coimbra, a Campanha pela Dignidade Profissional Docente será encerrada com uma “arruada” dos professores pela Baixa de Coimbra”, adianta ainda ocomunicado.
Os ‘Comícios da Indignação’ são umas das ações de visibilidade na luta dos professores decididas na reunião da plataforma sindical na passada quarta-feira, no final da qual os professores anunciaram que não fariam greve às avaliações do 3.º período, uma ação de luta que foi ponderada, mas para a qual decidiram não avançar, por entenderem que existe neste momento “uma manifesta falta de interlocutor para a negociação”, quer do lado do Governo, quer do lado da Assembleia da República.

PJ deteve um homem por tentativa de homicídio

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A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Centro, deteve um homem, pela presumível autoria de um crime de homicídio, na forma tentada, ocorrido em Oleiros.
Os factos aconteceram na sequência de uma discussão entre o arguido e o ofendido, supostamente relacionada com uma dívida, tendo o arguido empunhado uma espingarda caçadeira e desferido dois tiros na direção do ofendido, que só não se revelaram fatais devido à rápida reação do mesmo, que se protegeu dentro da sua viatura e conseguiu fugir do local.
Ao arguido foram apreendidas diversas armas de fogo, que detinha ilegalmente, bem como um grande número de munições, de vários calibres.
O detido, de 67 anos de idade, vai ser presente a primeiro interrogatório judicial, para aplicação de medidas de coação tidas por adequadas.

Funcionários públicos passam a receber hoje 75% do valor das progressões

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Dinheiro Vivo
Os funcionários públicos que reuniram dez pontos na avaliação de desempenho nos últimos anos começam hoje a receber com o salário 75% da progressão que esteve congelada, que passará a ser paga na totalidade em Dezembro.
De acordo com os últimos dados divulgados pelo Ministério das Finanças, quase 60% dos funcionários públicos tiveram progressões ou promoções até fevereiro deste ano, desde que o descongelamento de carreiras entrou em vigor, em janeiro de 2018.
Os dados reportados até 28 de Fevereiro “apontam para mais de 390 mil trabalhadores com valorizações (57%, num universo de 683 mil trabalhadores da administração pública)”, segundo as Finanças.
As progressões na carreira estão a ser pagas faseadamente desde Janeiro do ano passado, nos termos da Lei do Orçamento do Estado para 2018, depois de terem estado congeladas durante sete anos.
Assim, quem no ano passado já reunia as condições para progredir começou por receber 25% do acréscimo salarial em Janeiro de 2018 e 50% em setembro. O faseamento prevê o pagamento da próxima tranche (75%) com o salário deste mês e de 100% em Dezembro.
As progressões estiveram congeladas de 2011 a 2017, mas os pontos obtidos na avaliação de desempenho durante esse período, no caso das carreiras gerais, foi tido em consideração no descongelamento.
Já no caso das carreiras especiais, como os professores ou os militares, em que a progressão depende sobretudo do tempo de serviço, o período do congelamento não foi considerado, embora o Governo tenha reconhecido entretanto 70% do tempo para a progressão que será pago também de forma faseada (até 2021).
De acordo com dados divulgados em abril pelo gabinete da Presidência e Modernização Administrativa, a despesa com as progressões na administração pública atingirá 1.312 milhões de euros em 2021, ano em que termina o faseamento da recuperação de 70% do tempo de serviço necessário para a progressão nas carreiras especiais.
Lusa

Opinião | A águia e a promessa de Fátima



Pe. David Francisquini*

Ao contemplar certos aspectos da natureza, o homem muitas vezes fica tão tomado de admiração que sai de seu microcosmo para remontar a Deus, num verdadeiro ato de louvor ao Criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis. A Escritura Sagrada costuma mencionar com frequência a águia como a ave forte e veloz, que vive entre o céu e a terra. Contemplativa e guerreira, ela simboliza valores próprios a ensinar os homens a viver nesse vale de lágrimas com os olhos postos nas alturas.

Conhecida como a rainha das aves, a águia é combativa e majestosa, voa alto, muito alto, com a força própria de sua natureza nobre e, portanto, cheia de direitos. Se ela conquista os mais altos píncaros é graças à sua natureza, pois possui todas as prerrogativas de verdadeira rainha. Para indicar uma nação aguerrida que às vezes vem de longe para conquistar outros povos e submetê-los ao seu arbítrio, o Deuteronômio (28, 49) a compara a uma águia que irá devorar todos os frutos dos estados a serem subjugados. Não sem razão, os povos afeitos à luta costumam tomar por símbolo a águia.

No espírito do livro bíblico citado acima, as águias não se compadecem de suas presas. Assim acontecerá com toda a geração perversa e adúltera que abandona a Lei de Deus, passando a viver apenas para a satisfação de seus caprichos. De uma sociedade forjada por pessoas desse naipe não ficará pedra sobre pedra, como disse Nosso Senhor a respeito do povo judeu. Quais presas fáceis, elas poderão saltar como cabritos, mas a águia se apoderará delas para o seu sustento e o de seus filhotes.

Até a ira de Deus tem elegância, majestade, agilidade e nobreza, por isso ela é santa. Para estabelecer a ordem no mundo que Lhe virou as costas, Deus se serviu de sua Mãe, em Fátima, para anunciar que uma nação predadora e má — a Rússia — espalharia seus erros pelo mundo. Ela é a nação que vem de longe para tomar com a precipitação não da águia, mas de um abutre, as carnes apodrecidas das nações pecadoras.

Uma particularidade dos urubus é que eles parecem não fazer muita força para voar, enquanto o apetite só faz aumentar a ousadia deles de pularem sobre a carniça. Assim é a ave de mau agouro russa: enquanto não promove a guerra cruenta, prepara-se para ela iludindo nações com promessas fátuas, e, para anestesiá-las mais eficazmente, utiliza-se da mídia colaboracionista, das cátedras de colégios e universidades a fim de impor a sua revolução cultural e confiscar todos os seus frutos. Como os urubus para se defender das turbulências provocadas pelas tempestades são capazes de voar acima das nuvens e aguardar o momento oportuno para atacar, assim a Rússia — com astúcia e magnetismo viperinos — enfrenta todos os obstáculos que encontra pela frente, ora pela mentira, ora por ameaças, ora pela guerra, a fim de tirar a vida da presa escolhida para depois comê-la e digeri-la.

É de modo particular assustadora a infiltração das ideias comunistas nos meios religiosos, na hierarquia eclesiástica, ditando as suas máximas até nos mais altos postos da Santa Igreja, a fim de fazer prevalecer as suas falácias sopradas pelos espíritos malignos para corromper as almas. Para enfrentar inimigo tão ágil e tão poderoso, é preciso ter ascese constante, o que infelizmente não presenciamos ao nosso derredor. Nem mesmo as pessoas sagradas — já anestesiadas — se interessam mais em alertar as suas ovelhas para o perigo, pois aqui se aplica o ensinamento divino de que os filhos das trevas são mais sagazes do que os filhos da luz.

Os maus costumam ter a agudeza de espírito e, na espreita, esperar o momento e a ocasião para avançar para se apoderarem, por exemplo, de um alto posto na sociedade civil ou religiosa para impor as suas ideias e fazer a sua propaganda nefasta. Com efeito, Nossa Senhora advertiu em Fátima que a Rússia espalharia seus erros pelo mundo, promovendo guerras e perseguições à Igreja, que várias nações seriam aniquiladas caso os homens não fizessem oração e penitência. Onde está a oração? Onde está a penitência?

Dr. Plinio Corrêa de Oliveira considerou na 8ª. Estação da Via Sacra — Jesus consola as filhas de Jerusalém — escrita por ele, que naquele momento trágico não faltaram almas boas que percebiam a enormidade do pecado que se praticava e temiam a justiça divina. “Não presenciamos nós algum pecado assim? Onde estão e o que fazem os filhos da Santa Igreja neste momento que é trágico como trágica foi a Paixão, momento em que uma humanidade inteira está escolhendo por Cristo ou contra Cristo? Quantos míopes que preferem não ver nem pressentir a realidade que lhes entra olhos adentro!”

ABIM
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* Sacerdote da Igreja do Imaculado Coração de Maria – Cardoso Moreria (RJ).

Pampilhosa da Serra | Contos e Poemas de Natal – Um livro que “eterniza uma memória”


Ontem, dia 18 de maio, a Capela da Misericórdia de Pampilhosa da Serra, recebeu a apresentação do livro “Contos e Poemas de Natal”, publicado a título póstumo, da autoria de José Ramos Mendes.

Numa cerimónia de apresentação intimista e de acentuada carga emocional, José Brito, Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, destacou que o ex-pároco e professor era um “homem excecional”, que conhecia de “forma exímia” as vivências do povo Pampilhosense e esteve sempre disponível para “dar grande parte do seu tempo a nobres instituições concelhias como a Santa Casa da Misericórdia, a Real Confraria do Maranho ou o Grupo Musical Fraternidade Pampilhosense”, que assinalou o momento com uma pequena mas sentida atuação, antes da apresentação do livro.

Para Marta Mendes, filha de José Ramos Mendes e autora do prefácio da obra, este livro, composto por 6 contos de natal e 3 poemas, é “um mergulhar na infância do autor”, que traduz a sua “paixão de escrever, dando ênfase ao seu modo de viver e sentir o mundo”. De resto, todos os contos narrados no livro refletem vivências do autor, da sua infância e da sua passagem pelo seminário. Num emocionante discurso, Marta confessou ainda que esta obra é um dos sonhos do seu pai, “não concretizado na sua passagem terrena, mas agora tornado realidade”.

No final da cerimónia, Duarte e Henrique, netos de Ramos Mendes, protagonizaram um dos momentos mais comoventes da noite, através da leitura emocionada de excertos do livro.

Depois de uma primeira apresentação em Arganil, o livro de José Ramos Mendes foi agora apresentado na “sua Pampilhosa”, como este lhe chamara. José Brito, exprimiu ainda a sua profunda gratidão a um homem que tal como referiu a sua filha Marta, “viveu, dando-se aos outros”. “Enquanto Município agradecemos muito a sua disponibilidade, todo o contributo prestado à nossa terra”. “Esta é uma forma de perpetuarmos a sua existência com este livro que fica para a memória”, concluiu o autarca.

Flávio Neves Salgado

domingo, 19 de maio de 2019

Pampilhosa da Serra | Walking Weekend’19 – 200 participantes caminharam e levaram Pampilhosa da Serra no coração



Chegou ao fim a 4ª edição do Walking Weekend, festival de caminhadas que decorreu de 17 a 19 de maio e que atraiu cerca de 200 participantes à Pampilhosa da Serra, o limite máximo estipulado pela organização de modo a conseguir proporcionar uma “experiência de excelência a todos”, conforme salientou Jorge Custódio, Vice-Presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra, no arranque da iniciativa.

Para trás ficaram 3 dias que para além de caminhadas envoltas de paisagens deslumbrantes, foram preenchidos com um conjunto de multiatividades, sempre com o desígnio de explorar o que de melhor tem o território.

Na noite do dia 17 os participantes foram recebidos no Villa Pampilhosa Hotel, e desde logo puderam degustar alguns dos melhores sabores tradicionais da região, através de uma experiência “finger food” preparada pelo chef Flávio Silva. De resto, a gastronomia típica serrana foi uma constante ao longo do Walking Weekend, assumindo-se também como um dos maiores atrativos e merecedora dos melhores elogios por parte dos participantes.

Com a manhã de sábado chegariam as primeiras caminhadas, sendo que os participantes puderam escolher uma de duas opções: percorrer o PR4 – Caminho do Xisto de Janeiro de Baixo, com cerca de 9,7km, ou o PR6 – Caminho do Xisto de Porto de Vacas, que se estende ao longo de 7km. A manhã culminaria com um almoço servido na Praia Fluvial de Janeiro de Baixo, local onde durante a tarde os participantes desfrutaram de um conjunto de atividades, tais como passeios de barca e canoa, um workshop de danças tradicionais e até mesmo um ‘showroom’ de materiais de pedestrianismo, dinamizado pela Decathlon, parceiro do evento pelo 3º ano consecutivo.

No domingo, a caminhada aquática “escorregue pela natureza”, principal novidade da edição anterior, voltou a surpreender os participantes que desta vez compareceram em maior número na atividade dirigida pela Epic Land, empresa de desportos de aventura que colabora com o Município de Pampilhosa da Serra na organização do festival. Assim, cerca de 70 aventureiros procuraram ultrapassar os obstáculos aquáticos de um setor do Rio Unhais com cerca de 2,5 km de distância. Por outro lado, o restante grupo enfrentou a caminhada temática “sobrevivência na rota do Rio Unhais”, na qual os guias especializados que os acompanharam, explicaram algumas técnicas de sobrevivência, tais como fazer fogo numa pedreneira, filtrar água do rio ou identificar plantas comestíveis. O festival de caminhadas terminaria com um animado “churrasco serrano” na Praia Fluvial de Pampilhosa da Serra.

No ano em que atingiu o maior número de inscrições, o Walking Weekend voltou a surpreender os participantes e, como habitual, foi mais do que um festival de caminhadas. Foi convívio, gastronomia, natureza no seu estado puro, emoção, descobertas surpreendentes e boas surpresas.

Por agora, o festival despede-se com a ambição de regressar no próximo ano, na tentativa de continuar a cumprir o seu maior objetivo: fazer com que os participantes levem Pampilhosa da Serra no coração.