quinta-feira, 4 de julho de 2019

Opinião | A China made in USA

A respeito do desenvolvimento da China comunista: uma análise, uma previsão, uma confirmação.

*Marcos Machado
A recente viagem do general Hamilton Mourão à China foi precedida pela ampla divulgação do conceito — à maneira de um slogan talismânico — de que “a China é o nosso maior parceiro comercial”. Vão na mesma linha as declarações do presidente chinês Xi Jinping: “Os dois lados devem continuar discutindo com firmeza as oportunidades e os parceiros um do outro para o seu próprio desenvolvimento, respeitando-se, confiando um no outro, apoiando-se mutuamente e construindo as relações China-Brasil como modelo de solidariedade e cooperação entre os países em desenvolvimento”.1 Tais afirmações dão ensejo a que se esclareça um aspecto do problema, sobre o qual as novas gerações geralmente não estão informadas.

O presidente Nixon, no café da manhã em Pequim, na companhia de Chou En-lai, em 1972.
A mídia gosta de apresentar a China como segunda potência mundial, dando a entender que sua industrialização e seu crescimento têm como causa, propulsão e continuidade a aplicação dos princípios comunistas. Nada mais falso e contrário à realidade histórica, pois os verdadeiros motores da industrialização chinesa foram o capitalismo ocidental e a aproximação com o Japão (em 1972).O presidente Nixon, no café da manhã em Pequim, na companhia de Chou En-lai, em 1972.

Vamos aos fatos. Em 1972, o presidente americano Nixon — que se elegeu em nome do anticomunismo yankee — empreendeu a chamada détente, que numa abordagem rápida poderia se traduzir por abertura aos países comunistas, sobretudo Rússia e China. Assim, Nixon empreendeu “sensacionais” viagens à Rússia e à China, trombeteadas e aplaudidas pela mídia. [foto acima].

Em 1972, assim se exprimia o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em artigo na “Folha de S. Paulo” (1º-10-1972): “Não poderia a China aspirar ao controle da Ásia? Extensão territorial, população superabundante, apetite de conquista não lhe faltam. Mas ser-lhe-á necessário ainda, para tão grande cometimento, um potencial industrial e bélico considerável. E o regime comunista não lhe deu nem uma nem outra coisa. A China comunista só poderá desenvolver-se e alçar-se à condição de superpotência imperialista com o concurso de uma nação capitalista de grande importância”.

Os fatos superaram essas previsões, pois além dos EUA e do Japão, várias outras nações montaram fábricas na China, inclusive o Brasil.

Prosseguem os comentários do Prof. Plinio:

“Ora, a única possibilidade de a China receber tal apoio de uma nação capitalista consistiria numa completa reformulação de suas relações com o Japão [Lembramos que o comentário é de 1972, quando o Japão tinha um gabinete conservador e anticomunista]. Segundo a ordem natural das coisas, nada seria mais impraticável. As violentas rivalidades entre os dois povos amarelos, agravadas pela implantação do comunismo na China, tornaram intransponível a distância política entre os dois países. Pois o Japão se manifestou sempre cioso de evitar o contágio da lepra vermelha.

“Mas Nixon — deliberado a desmantelar inexoravelmente o sistema anticomunista do Extremo Oriente — ainda desta vez favoreceu o jogo chinês. Em entendimentos diretos com Tóquio, fez saber que o Japão não perderia o apoio dos EUA no plano comercial, se se aproximasse resolutamente da China.
Tanaka cumprimenta Mao Tsé-Tung

“E, como era natural, no Japão o derrapamento para a esquerda começou. Como todos sabem, o gabinete conservador foi substituído por outro, de matiz esquerdista. O novo governo tratou, desde logo, de aproximar-se da China. E daí resultou a visita do premier nipônico Tanaka a Pequim [foto ao lado].

“Tanaka, por sua vez, não cessa de manifestar sua humildade ante os anfitriões chineses. Em sua visita a Mao Tsé-Tung, reconheceu a ‘culpa’ do Japão pela agressão à China, elogiou rasgadamente Chou Enlai, a hospitalidade chinesa, e até a comida chinesa. E ainda compôs um poema sobre o reatamento com Pequim”.2

* * *

Em artigo anterior para a “Folha de S. Paulo” (17-10-71), o Prof. Plinio havia advertido: “Com a já inevitável entrada da China vermelha no Conselho de Segurança da ONU, o poder norte-americano perde um ponto nesse supremo cenáculo da política mundial”.3 E hoje temos diante dos olhos a confirmação, pois a entrada da China no Conselho de Segurança da ONU, ao lado da Rússia, é um poderoso trunfo, por exemplo, para vetar em nossos dias ações contra a Venezuela do ditador Maduro.

Estamos falando de fatos históricos. Em 1972, época da viagem de Nixon, o PIB da China era de apenas US$ 113,7 bilhões. Foi necessário um investimento gigantesco das potências ocidentais — do novo continente, da Europa, do Japão e de Taiwan, entre outras — além de enorme campanha midiática de desmobilização da opinião pública do mundo livre face ao comunismo, a qual é o fruto natural da détente. Portanto, a atual riqueza da China não é fruto (da aplicação) dos princípios comunistas, e sim de uma velhaca manobra de concessão, ou abertura, aos princípios capitalistas de livre iniciativa e propriedade privada. Ou seja, exatamente a aplicação daquilo que a doutrina comunista nega, combate e reprime. Dizemos intencionalmente concessão, porque o comunismo, sendo antinatural, é contrário ao direito de propriedade e à livre iniciativa.

Cumpriu-se assim a previsão de Plinio Corrêa de Oliveira, de que o desenvolvimento da China precisaria do “concurso de uma nação capitalista de grande importância”. A História mostra que houve o concurso de várias nações capitalistas, inclusive do Brasil.

Este é o segredo da tão festejada segunda potência econômica mundial, que paradoxalmente é também a primeira em violação dos direitos humanos. Mas isto a mídia cúmplice não conta.

ABIM
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Notas:

Investimentos Hospital Portalegre

Investimentos na área dos equipamentos sociais e da saúde - Requalificação e Modernização de Infraestruturas de Serviços de Saúde de Meios de Diagnóstico e seu respetivo Apetrechamento na ULSNA,EPE

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Saúde Oline
A Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE apresentou em 15 de fevereiro de 2019 uma candidatura ao Programa Operacional Alentejo 2020 – Aviso ALT20-06-4842-Feder-00192, denominada “Requalificação e Modernização de Infraestruturas de Serviços de Saúde de Meios de Diagnóstico e seu respetivo Apetrechamento na ULSNA,EPE”, a qual foi objeto de Aprovação em 13 de junho de 2019.
Esta Operação inclui dois grandes tipos de intervenções: Ações ao nível de infraestruturas e Ações ao nível de Equipamentos da Saúde. É composta pelas seguintes fases:
Fase 1 – Requalificação e Modernização dos Serviços de Pediatria e Ortopedia;
 Fase 2 – Requalificação e Modernização dos Serviços de Patologia Clínica e Imunohemoterapia;
Fase 3 – Requalificação de Projetos Parcelares: a) Beneficiação da sala de recobro da cirurgia do ambulatório; b) Criação de condições de acesso funcional no serviço de Obstetrícia/Ginecologia: c) Criação de condições de acesso funcional ao Serviço de Medicina; d) Beneficiação do Armazém do Serviço de Farmácia;
Fase 4 – Apetrechamento dos vários serviços que vão ser intervencionados.
Com as intervenções que se propõem efetuar pretende-se: Melhorar as condições hoteleiras e logísticas do internamento, de forma a elevar os níveis de segurança e conforto dos utilizadores; - Melhorar os cuidados de saúde; - Dotar os serviços de instrumentos capazes de proporcionar aos utentes melhores condições de estadia de serem observados pelo médico; - Facultar aos profissionais de saúde maior segurança e aumento da eficácia no desempenho das suas funções, colocando nos serviços equipamentos necessários de forma a prestarem cuidados de saúde mais diferenciados; -Rentabilizar os meios técnicos e capacidade humana instalada no sentido de melhor aproveitamento dos mesmos, reduzindo custos; - Renovar equipamento que já não apresenta condições de utilização; - Contribuir para a Qualidade e otimização dos cuidados a prestar ao utente, com os consequentes ganhos em saúde.

Esta Operação é apoiada pelo Portugal 2020, no âmbito do Programa Operacional Alentejo 2020, com um investimento global de 3 335 558,00 €, dos quais 2 835 224,30 € são cofinanciados pelo FEDER.

Pedro Silva Pereira eleito vice-presidente do Parlamento Europeu

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Expresso
Pedro Silva Pereira é um dos 14 vice-presidentes do Parlamento Europeu.
O eurodeputado socialista Pedro Silva Pereira foi eleito vice-presidente do Parlamento Europeu (PE), cargo que encara como “uma trincheira para defender a democracia europeia” e para “reforçar a instituição”.
O antigo ministro socialista arrecadou 556 votos, tendo sido o segundo mais votado. O primeiro lugar foi de Mairead McGuiness, que reuniu 618 votos.
“Estou naturalmente muito satisfeito com a votação, dificilmente podia ter sido melhor”, disse o eurodeputado socialista à imprensa, acrescentando que a eleição “valoriza a voz de Portugal na Europa” e que é “um importante reconhecimento internacional do trabalho” que tem desempenhado no PE.
“Vejo a vice-presidência como uma importante trincheira para defender a democracia europeia. As negociações dos últimos dias mostram bem como precisamos de valorizar a democracia europeia e de reforçar o PE para que a vontade política dos cidadãos expressa nas eleições tenha consequência nas decisões políticas da construção europeia”, afirmou.
Silva Pereira considerou ainda que a eleição “é um sinal de prestígio para Portugal”, numa altura em que o país “tem um papel no processo de construção europeia”, como ocorreu nas negociações dos últimos dias para a nomeação dos cargos de topo na União Europeia (UE), em “que o primeiro-ministro, António Costa, esteve no centro da contribuição de soluções políticas para o futuro”.
Questionado sobre a solução encontrada, Silva Pereira, no PE desde 2014, considerou que o entendimento político alcançado no Conselho Europeu “é bastante frágil” e tem ainda “um longo caminho pela frente”, que passa nomeadamente pela votação da presidente indicada para a Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pelo Parlamento Europeu.
Von der Leyen foi nomeada na terça-feira para a presidência da Comissão Europeia, no âmbito de um acordo entre as três maiores famílias políticas europeias – conservadores, socialistas e liberais –, solução encontrada depois da rejeição pelos conservadores europeus de uma proposta prevendo a designação do socialista holandês Frans Timmermans, candidato principal dos socialistas, como presidente da Comissão Europeia, e de Manfred Weber, ‘spitzenkandidat’ dos conservadores, para a presidência do PE.
O eurodeputado foi ainda questionado sobre críticas da direita, segundo as quais o PS tinha “escondido” Silva Pereira durante a campanha para as eleições europeias de 26 de maio, críticas que assegurou serem “uma historieta” e “simplesmente uma história mal contada”.
“A comunicação social optou por acompanhar essencialmente os cabeças-de-lista e eu estive com o cabeça-de-lista [Pedro Marques] em vários momentos da campanha. Portanto, isso é apenas uma historieta de campanha eleitoral alimentada por uma oposição, que não tem nenhuma correspondência com a realidade”, disse.
A eleição de Pedro Silva Pereira e dos restantes 13 vice-presidentes foi feita depois de o socialista italiano David-Maria Sassoli ter sido hoje eleito presidente do Parlamento Europeu.
Pedro Silva Pereira é o oitavo português a ocupar uma vice-presidência do Parlamento Europeu desde as primeiras eleições diretas, em 1979, depois de Francisco Lucas Pires (CDS), António Capucho, Rui Amaral, Pacheco Pereira (os três do PSD), João Cravinho, António Costa, por um breve período, e Manuel dos Santos (os três do PS).
Pedro Silva Pereira foi ministro da Presidência durante o governo de José Sócrates.
Lusa



Especial Folk Ancas no “Às Sextas na Praça”

Músico e compositor Kimi Djabaté (Guiné-Bissau) atua na Praça da Juventude
Após uma semana de interregno, devido à realização da Feira da Vinha e do Vinho, o “Às Sextas na Praça”, promovido pelo Município de Anadia, está de regresso, na próxima sexta-feira, dia 5 de Julho, pelas 22h00, com um “Especial Folk Ancas”, onde atuará o músico e compositor Kimi Djabaté (Guiné-Bissau).
Kimi Djabaté nasceu em Tabato (Guiné-Bissau), em 1975, sendo considerado uma das ligações contemporâneas à preciosa herança da música tradicional “griot”, que emerge com os seus ancestrais na região Ocidental de África.
Nascido no seio de uma família pobre, mas com grande sabedoria musical, aos três anos o “balafon” (xilofone africano) era o seu brinquedo, aos oito tornou-se fonte de rendimento para a família, tocando em casamentos e batizados, e, aos dez, já estudava “kora” na aldeia vizinha, Sonako. Cedo se Interessou por outros estilos musicais como a dança local “gumbé”, o “afrobeat” nigeriano, a “morna” de Cabo Verde e o “jazz” e o “blues” americano.
Com três discos na bagagem - Teriké (2005), Karam (2009) e Kanamalu (2016) -, com excelentes críticas da imprensa internacional (Billboard, Financial Times, Boston Globe, entre muitos outros) e com excelentes resultados nas tabelas como a World Music Charts Europe, Kimi Djabaté está a preparer um novo trabalho e, simultaneamente vai promovendo novos temas nas suas atuações.
“Às Sextas na Praça” é um projeto de dinamização cultural ao ar livre, que pretende preencher com música, e não só, as noites de sexta-feira, numa organização da Câmara Municipal de Anadia, contribuindo assim para a animação do centro da cidade de Anadia nas noites de verão, seguindo a fórmula de sucesso que alia a cultura e a confraternização, num espaço ao ar livre, grátis, que dá palco a artistas e a géneros musicais variados, capazes de agradar aos mais diversos públicos.
Pelo palco da Praça da Juventude já passaram, nesta edição, os grupos “The Youngsters & an Old Guy”, “InCantus – Grupo de Tocares e Cantares” e “Jovens Talentos de Anadia”. O ciclo de espetáculos continua no próximo dia 12 de julho, com o concerto da banda Magicar.


Nacional | GNR coloca em prática a “Operação Moto”

A partir de hoje, dia 4 e até ao dia 7 de Julho, a Guarda Nacional Republicana (GNR), realiza ações de sensibilização e de fiscalização rodoviária no sentido de prevenir comportamentos de risco durante a condução de motociclos e ciclomotores nas vias com maior intensidade de tráfego, com o objetivo de inverter a tendência de aumento da sinistralidade e de contribuir para um ambiente rodoviário mais seguro.
Da análise da sinistralidade, envolvendo veículos de duas rodas a motor, nos anos 2017 e 2018, resulta que, precisamente,1000 pessoas ficaram gravemente afetadas ou perderam a vida em acidentes de viação com veículos de 2 rodas, sendo que os meses de Abril a Setembro representam cerca de 67% da sinistralidade grave com este tipo de utentes.
Considerando que os condutores de veículos de duas rodas a motor constituem um grupo de risco pelo facto das consequências dos acidentes serem normalmente graves, tendo em conta a menor capacidade de proteção em caso de colisão ou despiste, a GNR tem desenvolvido um conjunto de atividades proactivas e dissuasoras da sinistralidade rodoviária, complementadas com ações de fiscalização, tendo, no 1.º semestre, sido detetados 401 condutores de motociclos ou de ciclomotores que não efetuavam o uso do capacete e detidos outros 536 por não possuírem habilitação legal para conduzir.
No âmbito da prevenção, a GNR tem desenvolvido ações de sensibilização teórico-prática de técnicas de condução defensiva para motociclistas, ministrada por militares especialistas em segurança rodoviária e em condução defensiva de veículos motorizados de duas rodas, da Escola da Guarda e da Unidade Nacional de Trânsito. Esta ação tem uma componente teórica, que abrangeu temas como a posição de condução, segurança ativa e passiva, travagem de emergência e trajetórias de segurança, bem como uma componente para colocar em prática os ensinamentos de segurança rodoviária e de perícia de condução. Este tipo de ações contou, até ao momento, com a participação de cerca de 721 condutores de motociclos e ciclomotores, de todo o país, estando programada uma série de outras ações visando alcançar os mais de  1000 condutores inscritos.
Durante a operação serão empenhados militares dos Comandos Territoriais e da Unidade Nacional de Trânsito, que estarão especialmente atentos aos seguintes aspetos:
  • Uso do capacete;
  • Manobras perigosas;
  • Excessos de Velocidade;
  • Não utilização de equipamentos de proteção;
  • Estado dos pneumáticos, sistemas de iluminação e matrícula;
  • Condução sem habilitação legal;
  • Condução sob o efeito do álcool e de substâncias psicotrópicas.
Os militares irão ainda efetuar ações de sensibilização dirigidos aos condutores de motociclos e ciclomotores, aconselhando o seguinte:
  • Uso do capacete, vestuário de proteção resistente e material retrorrefletor;
  • A obrigação de circular sempre com os médios acesos, para ser visto;
  • Não circular entre filas de veículos;
  • Adequar a velocidade ao estado do piso e garantir as distâncias de segurança.

Fundação Champalimaud queixa-se de ataque informático “sem precedentes”

A Fundação Champalimaud foi alvo de um ataque informático sem precedentes, mas conseguiu ultrapassar a situação sem ceder a qualquer exigência dos atacantes, divulgou ontem a instituição.
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“A Fundação Champalimaud foi alvo de um ataque informático sem precedentes”, refere um comunicado divulgado pela instituição.
O consultor de comunicação da fundação, Vitor Cunha, disse à Lusa que o ataque iniciou-se há cerca de 48 horas e a instituição “não cedeu a qualquer exigência dos atacantes”.
De acordo com a nota, “numa atuação conjunta com apoio da Altice Portugal, que para o efeito disponibilizou todos os seus meios técnicos e operacionais, foi possível ultrapassar a situação e garantir de imediato o funcionamento da instituição praticamente na sua plenitude”.
O comunicado referiu ainda que, neste momento, a situação encontra-se totalmente ultrapassada e todos os sistemas foram integralmente restabelecidos em 44 horas.
“A Fundação pode assegurar que os mecanismos de mitigação e proteção existentes para situações como a detetada permitiram evitar qualquer violação dos dados pessoais dos doentes”, sublinhou o comunicado.
Vítor Cunha acrescentou que "a privacidade dos doentes da fundação não foi violada, visto que este tema é muito importante nomeadamente na área da saúde".
As autoridades judiciárias competentes já foram notificadas da ocorrência, segundo a fundação.
Lusa

Football Leaks: Advogados de Rui Pinto acusam autoridades portuguesas de “assédio judicial

Os advogados de Rui Pinto, 'pirata' informático que esteve na origem das revelações do 'Football Leaks', acusaram hoje as autoridades portuguesas de "assédio judicial" contra o seu cliente.
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"Os advogados abaixo assinado denunciam o incrível assédio judicial ao seu cliente, o senhor Rui Pinto", indicam em comunicado o francês William Bourdon e o português Francisco Teixeira da Mota, defensores de Rui pinto, que está indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada.
Os dois causídicos reforçam na nota que "a detenção é desproporcional em relação aos factos, tendo em conta que estes não serão objeto de uma classificação penal".
Em 6 de junho último, o Tribunal da Relação de Lisboa (TRL) decidiu manter em prisão preventiva Rui Pinto, negando assim provimento ao recurso apresentado pela defesa do arguido, alegando que, face aos factos indiciados no processo e correspondentes crimes, havia, caso fosse libertado, concretos perigos de fuga, de continuação da atividade criminosa e de perturbação do decurso do inquérito.
Em prisão preventiva desde 22 de Março, Rui Pinto, de 30 anos, foi detido na Hungria e entregue às autoridades portuguesas, com base num mandado de detenção europeu, estando indiciado pela prática de quatro crimes: acesso ilegítimo, violação de segredo, ofensa à pessoa coletiva e extorsão na forma tentada.
Na base da emissão do mandado de detenção europeu estão acessos ilegais aos sistemas informáticos do Sporting e do fundo de investimento Doyen Sports e posterior divulgação de documentos confidenciais, como contratos de futebolistas do clube lisboeta e do então treinador Jorge Jesus, além de outros contratos celebrados entre a Doyen e vários clubes de futebol.
O colaborador do Football Leaks terá entrado, em setembro de 2015, no sistema informático da Doyen Sports, com sede em Malta, e é também suspeito de aceder ao endereço de correio eletrónico de membros do Conselho de Administração e do departamento jurídico do Sporting e, consequentemente, ao sistema informático da SAD 'leonina'.
O crime de tentativa de extorsão diz respeito ao episódio em que Rui Pinto tentou, alegadamente, extorquir entre 500 mil e um milhão de euros à Doyen, com a intermediação do seu advogado à data, Aníbal Pinto, que já foi constituído arguido neste processo.
No período em que esteve detido na Hungria, Rui Pinto assumiu ser uma das fontes do Football Leaks, plataforma digital que tem denunciado casos de corrupção e fraude fiscal no universo do futebol, no âmbito dos quais estava a colaborar com autoridades de outros países, nomeadamente, França e Bélgica.
Lusa