terça-feira, 1 de setembro de 2020

Transporte Público Urbano Rodoviário de Passageiros da Covilhã - Esclarecimento

Esclarecimento 
i) Acerca do serviço público de transporte urbano de passageiros, o Município da Covilhã reitera que o serviço regular de transporte rodoviário de passageiros está assegurado à população a partir de dia 1 setembro, nos mesmos moldes que vigoraram até 31 de agosto, isto é, com as mesmas linhas, os mesmos horários e os mesmos custos de bilhética para os utilizadores. Este serviço será assegurado pela empresa Transdev S.A., em viaturas devidamente caracterizadas. 

Para minorar o impacto de eventuais constrangimentos e falhas que possam surgir na operação, e venham a afetar os utilizadores nos primeiros dias desta fase de transição, o Município da Covilhã determinou isentar de pagamento todo o serviço de transporte urbano entre os dias 1 e 6 de setembro. 

Até lá, serão devidamente publicitado os locais de venda de títulos e passes de transporte de passageiros. 

ii) No que respeita aos trabalhadores da COVIBUS/AVANZA, ainda que o Município não tenha em termos formais, jurídicos e legais qualquer responsabilidade no que diz respeito aos seus postos de trabalho e direitos, essa tem sido uma preocupação permanente e prioritária, que se tem traduzido num acompanhamento de proximidade e num relacionamento leal e estreito com as forças sindicais que os representam, tendo não só reunido com estes, como informado sobre o ponto de situação e o decorrer de todo o processo. 

Face à situação criada, o Município da Covilhã assegura no próximo contrato de prestação de serviço, os direitos totais - posto de trabalho e direitos adquiridos - dos trabalhadores da COVIBUS/AVANZA. 

Novas formações para professores, acreditadas pelo CCPFC, disponíveis em e-learning


UNAVE-UA RETOMA FORMAÇÃO PRESENCIAL
Com o mês de setembro, a UNAVE-UA está de volta à formação presencial, rodeada de todos os cuidados e no maior respeito pelas normas de higiene e segurança recomendadas pelas autoridades de saúde.

É, naturalmente, um regresso cauteloso à “normalidade possível” na atual conjuntura, em condições que iremos estabelecer, a cada momento, em função do espaço físico existente e da evolução da pandemia.

Dadas as especificidades de algumas matérias, teremos em formato presencial, durante o mês de setembro, formações em Scrum Master (11/09/2020), Construção, desenvolvimento e análise de escalas e questionários com recurso ao SPSS (15/09/2020), Suporte básico de vida (23/09/2020), Desenvolvimento de competências pessoais e interpessoais (25/09/2020) e Introdução aos modelos de equações estruturais com recurso ao AMOS (28/09/2020),

Entretanto, continuamos a renovar a nossa já vasta e diversificada oferta de formação à distância (em live training e em e-learning), sendo que alguns cursos presenciais poderão, inclusive, ser frequentados à distância (em live training), em determinadas circunstâncias.

Disponíveis em e-learning, continuamos a oferecer um bom punhado de formações abertas em permanência.

No regresso de férias, destacamos, ainda, um conjunto de formações em e-learning, acreditadas pelo CCPFC – Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua e destinadas a professores dos vários graus de ensino.

Ansião | Jornadas Teatrais apresentaram Flagrante de Litro

As Jornadas Teatrais continuam em cena e a dar vida à dinamização cultural promovida pelo Município de Ansião. 

A edição do mês de agosto levou a peça “Flagrante de Litro” ao palco da Sala Corporate do Centro de Negócios de Ansião, transformando assim a noite do último sábado do mês, numa noite de diversão e alegria, através de personagens relevantes da história de Portugal, como o Rei D. Fernando, o Marquês de Pombal, Fernando Pessoa, o Zé Povinho, ou o Bocage. 

Esta sessão das Jornadas Teatrais, cujo original é da autoria de Agostinho Pinho, teve apresentação a cargo do Teatro do Ave, de Vila do Conde, um projeto novo no panorama do teatro amador que trouxe a Ansião a enorme vontade de pisar os palcos, apesar dos atuais constrangimentos, que o atual contexto da pandemia traz ao mundo dos espetáculos.

Primeira-ministra escocesa quer definir até maio termos e data de referendo sobre independência

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, prometeu hoje definir antes das eleições locais de maio os termos e a data de um segundo referendo sobre a independência da Escócia, apesar de o Governo britânico se opor à ideia.

“Antes do final desta legislatura, iremos publicar uma proposta de lei que definirá as condições e o calendário para um referendo sobre a independência, bem como a questão que será colocada à população durante este referendo”, anunciou Sturgeon, durante o discurso para marcar a reabertura do Parlamento escocês.
A líder do Partido Nacionalista Escocês (SNP) acrescentou que vai fazer campanha nas eleições para a assembleia autónoma em 2021 pela independência da Escócia, que faz parte do Reino Unido, juntamente com Inglaterra, País de Gales e Irlanda do Norte.
A questão da independência foi a referendo em 2014, quando os escoceses votaram 55% para permanecer no Reino Unido, e uma repetição precisa de ser autorizada por Londres.
Nicola Sturgeon acredita que o processo do ‘Brexit’ mudou a opinião pública porque a Escócia votou esmagadoramente (62%) em 2016 contra a saída da União Europeia (UE), formalizada a 31 de janeiro.
Segundo a chefe do Governo escocês, os desafios colocados pela pandemia covid-19 são agravados “completa e desnecessariamente” pela teimosia do Governo de Boris Johnson, o primeiro-ministro britânico, em recusar o prolongamento das negociações pós-Brexit com a UE.
Sturgeon viu a popularidade aumentar durante a pandemia, ao contrário de Johnson, criticado pela gestão da crise, e espera capitalizar esse apoio e os bons resultados nas eleições legislativas nacionais de dezembro para forçar Londres a aceitar uma nova consulta pública.
Lusa

Ventura formaliza recandidatura para colocar Chega no “pódio” dos partidos em Portugal

O líder demissionário do Chega formalizou a sua recandidatura à presidência do partido nas eleições diretas de 5 de setembro, sob o lema "mobilizar Portugal" e com o objetivo de tornar o partido na terceira força política do país.

Na sua moção estratégica, André Ventura, que defende "uma profundíssima revisão constitucional nas áreas da justiça, da economia e do sistema político", diz ser "o principal continuador em Portugal" do fundador do PPD/PSD, Sá Carneiro, com "a inspiração dos valores civilizacionais cristãos" de homens como o papa João Paulo II.
"Esta candidatura pretende continuar o caminho de construção da IV República e tem como objetivo político fundamental a eleição de deputados regionais já nas eleições para a Região Autónoma dos Açores e a consolidação como terceira força política nacional nas próximas eleições legislativas, deixando para trás o PCP, o BE e o PAN", lê-se no texto.
Segundo o deputado único do partido populista de direita, a sua candidatura "não pretende menos para o Chega do que o pódio das grandes forças políticas nacionais".
"Combater a imigração ilegal descontrolada, em Portugal e no contexto da União Europeia, a progressiva islamização" das "grandes cidades", "o marxismo cultural" e "a ideologia de género" são "bandeiras" de Ventura, assim como "denunciar os vícios do sistema, apontar o dedo à hipocrisia nacional em matéria de racismo e xenofobia" e "lutar incansavelmente contra os privilégios dos políticos".
O parlamentar quer ainda "denunciar os privilégios de minorias que continuam a viver fora ou na margem do Estado de direito, sem cumprir os deveres mais básicos e permanentemente a reclamar por mais direitos".
Para o líder do Chega a situação de Portugal é de "caos político: um Governo minoritário incapaz de lidar com gigantesca crise sanitária, económica e social, um Presidente da República completamente inativo e cúmplice do Governo, um parlamento vergado aos interesses do centrão partidário ou da extrema-esquerda, refém do PS, um centro-direita e direita completamente inexistentes e um CDS a desaparecer progressivamente".
André Ventura pediu a demissão da liderança do Chega em abril após ser alvo de críticas internas pela forma como votou a renovação do estado de emergência decretado devido à pandemia de covid-19.
Num vídeo divulgado na altura, o tribuno alegou estar "farto" e "cansado" dos que "sistematicamente boicotam" a direção do partido.
Lusa

Partiu um cidadão exemplar, um homem bom.

ANTÓNIO TABORDA (1934 - 2020)
Prestigiado democrata da Resistência antifascista, combateu contra a Ditadura desde jovem. Dirigente associativo da AAC e do TEUC (Coimbra) abdicou de um percurso normal como estudante, em favor de lutas nacionais académicas. Já advogado defendeu presos políticos no Tribunal Plenário, com grave prejuízo da sua vida profissional. 
António Monteiro de Almeida Taborda nasceu a 10 de Abril de 1934 no Gavião, distrito de Portalegre. Fez a instrução primária na Golegã e no Fundão, e o ensino secundário na Guarda e no Fundão. Começou por frequentar a Faculdade de Direito de Lisboa, mas terminou a Licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1965.

Defendeu vários presos políticos no Tribunal Plenário do Porto (1). 
Activista contra a Ditadura, desde jovem, teve sempre intensa actividade de dinamização cultural, quer no Teatro, quer em Música.
Quando era estudante universitário, em 1956, envolveu-se na luta, a nível nacional, contra o Dec-Lei 40 900, que visava a acção das associações de estudantes. Entre 1959 e 1960 foi Presidente do Teatro de Estudantes da Universidade de Coimbra (TEUC). Participou activamente na campanha do General Humberto Delgado para a Presidência da República e teve então o seu primeiro contacto com a repressão, ao ser vítima de uma brutal carga policial, no centro de Coimbra.
Em 1960/61, durante a presidência de Carlos Candal da Direcção da Associação Académica de Coimbra, teve papel relevante na ligação da AAC com a RIA (Reunião Inter Associações). Em 1961 integrou a Direcção da AAC, e passou a representar a AAC nas reuniões da RIA. Nessa ocasião, empenhou-se na realização em Coimbra do I Encontro Nacional de Estudantes Portugueses (ICNEP), em que deveriam intervir todas as Associações e Pró-Associações de Estudantes do País, mas este foi proibido pelo Governo. Na sequência das movimentações de repúdio da proibição, por parte dos estudantes, a AAC foi fechada e, em seguida, foram instaurados processos disciplinares a vários estudantes. O processo instaurado à Direcção da AAC terminou com a exclusão, de todas as escolas nacionais, durante dois anos lectivos, dos membros da Direcção da AAC, por terem levado a cabo o ICNEP, a que foi adicionado um processo-crime por desobediência ao Ministro. António Taborda foi um desses estudantes e viu, por isso, o fim do Curso ser atrasado de 2 anos, com todo o prejuízo acarretado para a sua vida profissional. Depois de formado, não conseguiu qualquer emprego, nem no Estado nem no sector privado, dado que a PIDE impediu sempre o seu acesso a esses lugares (2). Face a essa situação, restou-lhe ser advogado dos Sindicatos.
Após o 25 de Abril, aderiu ao MDP/CDE e foi deputado pela APU, entre 1982 e 1985. Foi advogado de todas as vítimas de atentados terroristas ao norte de Portugal, no julgamento da “rede bombista”, no Tribunal Territorial Militar de Lisboa; com o Dr. Levy Baptista em representação da Embaixada de Cuba; com Dr. Luso Soares em representação das sedes do PCP destruídas por bombas; e com Dr. Artur Marques em representação do Sindicato dos Metalúrgicos de Braga.
Em 2014 foi um dos advogados dos presos políticos homenageados em sessão solene na Assembleia da República, por iniciativa do NAM (Movimento Cívico Não Apaguem a Memória).
Em 7 de Novembro de 2013, por ocasião do 50º aniversário do seu exercício de advocacia, recebeu a Medalha de Honra da Ordem dos Advogados.
Em Abril de 2019 foi condecorado com a Ordem da Liberdade, pelo Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa.

Faleceu a 31 de Agosto de 2020.
Notas:

(1) O último dos quais foi Luís Eduardo Abreu Lima Ramos, estudante de Coimbra.

(2) Nomeadamente: foi-lhe recusado lugar na Caixa de Previdência Têxtil, por informação da PIDE; impedido de assumir o cargo de director da Câmara Municipal do Porto, por informação da PIDE/DGS; numa vaga do Banco Borges e & Irmão, para a qual fora seleccionado, foi recusado depois de comunicação da PIDE.

Biografia da autoria de Helena Pato
(dados biográficos facultados pelo próprio)

Fonte: https://www.facebook.com/FascismoNuncaMais/photos/a.559109110865139/1492868987489142/ 


Deco coloca reservas à instalação da aplicação StayAway Covid

A organização de defesa do consumidor Deco Proteste colocou hoje reservas à instalação nos telemóveis da aplicação StayAway Covid, invocando a possibilidade de uso não-declarado e indevido de dados pessoais pela Google e Apple.

A aplicação móvel, hoje lançada no Porto na presença do primeiro-ministro, António Costa, permite rastrear, de forma rápida e anónima e através da proximidade física entre 'smartphones', as redes de contágio por covid-19, informando os utilizadores que estiveram, nos últimos 14 dias, no mesmo espaço de alguém infetado com o novo coronavírus. A sua instalação é voluntária.
"Não podemos recomendar a instalação da StayAway Covid sem reservas", refere a Deco Proteste num texto publicado no seu portal, acrescentando que "a decisão está do lado do consumidor".
A organização considera que "existe a possibilidade de uso não-declarado e indevido dos dados pessoais por parte da Google e da Apple".
A 'app' StayAway Covid recorre ao sistema 'Google/Apple Exposure Notification', conhecido como GAEN, que disponibiliza o acesso a funcionalidades ao nível do sistema operativo do telemóvel (Android ou iOS).
Segundo a Deco Proteste, o sistema de notificação GAEN "não segue o princípio da abertura de código e transparência sobre entidades envolvidas no tratamento de dados", pelo que "abre a porta para a possibilidade de terceiros, em particular as duas gigantes tecnológicas (Google e Apple), darem um uso não-declarado e indevido aos dados pessoais obtidos".
A aplicação móvel, por ser baseada no sistema GAEN, "não permite um total escrutínio, já que o código desta parte do sistema não é público", sustenta a organização de defesa do consumidor.
A Deco Proteste saúda, no entanto, a opção pela tecnologia 'Bluetooth', em detrimento do GPS, e o caráter voluntário da 'app'.
Ainda assim, aponta riscos associados à tecnologia usada, como "falhas no reconhecimento de telemóveis" e a "identificação de falsos contactos com infetados", o que "poderá criar ansiedade desnecessária".
Lusa