sábado, 31 de julho de 2021

Turistas em pânico pelos incêndios na Turquia fogem para a costa à espera de resgate

Vários turistas em pânico correram hoje para a costa da Turquia nas zonas onde incêndios florestais estão a ameaçar estâncias turísticas, depois da guarda costeira ter pedido a barcos e iates particulares que ajudassem na evacuação dos hotéis.

O número de mortos em incêndios florestais em cidades mediterrâneas da Turquia aumentou hoje para seis, depois de dois trabalhadores florestais terem perdido a vida, avançou o ministro da Saúde do país.

Vários incêndios estão ativos em toda a Turquia desde quarta-feira e ameaçam agora vilas e destinos turísticos, obrigando à retirada de residentes e turistas.

O ministro da Agricultura e Florestas da Turquia, Bekir Pakdemirli, disse hoje que 88 dos 98 incêndios que eclodiram nos últimos dias — acicatados por um calor escaldante e ventos fortes — já foram controlados, mas vários bairros afetados em cinco províncias foram declarados zonas de desastre pelas autoridades de emergência da Turquia.

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, visitou hoje algumas áreas incendiadas, inspecionando os danos a partir de um helicóptero.

Falando da cidade de Manavgat, Erdogan anunciou que o Governo turco irá pagar as rendas das casas de pessoas que foram afetadas pelos fogos, assim como reconstruir os edifícios danificados, acrescentando ainda que o pagamento de impostos, segurança social e créditos será adiado, enquanto as pequenas empresas irão receber créditos a juro zero.

Não podemos fazer mais nada se não pedir a misericórdia de Deus pelas vidas que perdemos, mas podemos substituir tudo o que foi queimado”, disse Erdogan.

O Presidente turco adiantou ainda que o número de aviões que estão a lutar contra os incêndios aumentou de seis para 13, graças sobretudo à ajuda de aviões da Ucrânia, Rússia, Azerbaijão e Irão, além dos milhares de turcos, dezenas de helicópteros e de drones que estão a ajudar o combate aos fogos.

Pelo menos cinco pessoas morreram nos incêndios em Manavgat e uma morreu em Marmaris. Ambas as cidades estão localizadas no Mediterrâneo e são destinos turísticos.

A região mais afetada é a província costeira de Antalya, um destino popular para turistas europeus e russos, onde três pessoas morreram na quinta-feira.

Os incêndios florestais são comuns nas regiões mediterrâneas e do mar Egeu da Turquia durante os meses de verão, mas, este ano, uma onda de calor no sul da Europa, alimentada pelo ar quente da África, causou fogos em toda a região.

Situação que não deverá amainar durante, pelo menos, a próxima semana, já que se espera que as temperaturas no sudeste da Europa subam para 42 graus Celsius a partir de segunda-feira.

A Turquia atribuiu alguns dos incêndios florestais a mão criminosa e militantes curdos ilegais, estando já a decorrer investigações, segundo afirmou hoje Erdogan.

O turismo é uma importante fonte de receita para a Turquia, e os proprietários de negócios esperavam que este verão fosse muito mais lucrativo do que no ano passado, quando as restrições de viagens devido à pandemia de covid-19 provocaram grandes quedas nas receitas.

Lusa
Imagem: JMMADEIRA

Incêndios florestais na Sicília obrigam à retirada por mar de cerca de 150 pessoas

Os bombeiros da ilha italiana da Sicília combatem hoje dezenas de incêndios florestais, com temperaturas que chegam a 45 graus Celsius, e na noite de sexta-feira foram retiradas por mar cerca de 150 pessoas.

Uma área de concessão de praia, com espreguiçadeiras e guarda-sóis, foi totalmente destruída pelo fogo e o aeroporto de Catania, na costa leste da Sicília, também foi temporariamente fechado para dar prioridade a helicópteros e aviões que combatem os incêndios florestais.

Cerca de 150 pessoas encurraladas em duas áreas costeiras na cidade de Catania foram retiradas na noite de sexta-feira por mar, onde foram recolhidas por botes de borracha e transferidas para embarcações da Guarda Costeira.

O governador da região da Sicília, Nello Musumeci, já solicitou apoio de Roma para combater os incêndios.

Aos jornalistas, Nello Musumeci disse que alguns incêndios parecem ter sido causados por incendiários, enquanto outros tiveram causas naturais, já que as temperaturas atingiram níveis recordes.

O governador da região da Sicília referiu ainda que os incendiários condenados enfrentam penas de prisão na Itália que, geralmente, são limitadas a seis meses ou um ano.

“Em vez disso, deveria ser uma sentença de prisão perpétua”, defendeu.

Os incêndios florestais também afetam as províncias sicilianas de Palermo, Siracusa e Messina.

Lusa

Imagem: Expresso

Museu da Língua Portuguesa é primeiro condecorado com a medalha Camões

Marcelo Rebelo de Sousa, agraciou hoje o Museu da Língua Portuguesa de São Paulo com a primeira medalha Camões, durante uma cerimónia em que a ausência mais notada foi a do chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro.

Segundo o Presidente da República, a nova condecoração portuguesa, criada em junho, foi atribuída "em nome do futuro" da língua portuguesa, para o qual, "os mais jovens e mais numerosos" são "mais essenciais", numa alusão ao número de falantes brasileiros, que apenas em São Paulo são mais de 12 milhões.

"É esse futuro que em nome de Portugal e de todos os portugueses celebro, agraciando o Museu da Língua Portuguesa com uma ordem honorífica acabada de criar, em junho", disse.

"Este museu será o primeiro dos primeiros galardoados. Este museu, que o mesmo é dizer este São Paulo, este Brasil e esta língua portuguesa que nos une por todo o mundo" acrescentou.

Durante a cerimónia de reinauguração do museu, que quase ficou destruído depois do incêndio de 2015, o governador de São Paulo, João Dória agradeceu o apoio "à memória e cultura portuguesa" de Marcelo Rebelo de Sousa.

Dória, uma das vozes mais críticas do chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, destacou a "biografia em defesa da liberdade e da democracia" dos ex-Presidentes Michel Temer e Fernando Henrique Cardoso.

"Temos aqui dois Presidentes que dignificaram os seus mandatos e defenderam os valores da liberdade e da democracia", disse o governador de São Paulo dirigindo-se diretamente a Marcelo Rebelo de Sousa.

Posteriormente, durante a conferência de imprensa que se seguiu à inauguração, o governador de São Paulo esclareceu que convidou o Presidente Jair Bolsonaro para estar presente, mas que, segundo disse, "ele preferiu ir andar de moto".

Jair Bolsonaro optou por se juntar a uma concentração de motociclistas no município Presidente Prudente, que fica no Estado de São Paulo.

Dória disse ainda que foram convidados a participar os ex-Presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff, que declinaram o convite, mas enviaram mensagens de apoio.

A presença do ex-Presidente Sarney, que chegou a estar anunciada, não se concretizou.

A cerimónia de reinauguração do Museu da Língua Portuguesa marca o segundo dia da visita oficial de Marcelo Rebelo de Sousa ao Brasil, que tem agendado ainda para hoje um encontro com representantes da comunidade portuguesa na Casa de Portugal em São Paulo.

Lusa

Imagem: Visão-Sapo

Montemor-o-Velho “recebe” história no primeiro fim de semana de Setembro

De julho a setembro, aceite o convite da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego e parta à descoberta da região com as Visitas Encenadas e Hora do Conto nos Monumentos da rede.

Na companhia de D. Sesnando Davides, D. Afonso Henriques e D. Gualdim Pais, nas visitas encenadas, ou com o José Craveiro, contador de histórias, explore e deixe-se encantar pelos castelos da Linha Defensiva do Mondego.

Em Montemor-o-Velho, a iniciativa acontece, nos dias 4 e 5 de setembro, no Castelo.

As inscrições são limitadas e sujeitas a reserva e confirmação através do mail: inscricao@castelosemuralhasdomondego.pt

4 de setembro de 2021 | Hora do Conto | 1 Sessão | 10h30 | Conto ou não conto?

5 de setembro de 2021 | Visitas Encenadas | 4 Sessões de 60 minutos | 10h | 11h30 | 14h30 | 16h | Visita Encenada com D. Afonso Henriques.

Saiba mais em:

https://www.facebook.com/Rede-de-Castelos-e-Muralhas-do-Mondego 103239441885055

ou

www.castelosemuralhasdomondego.pt

Emigrantes recebidos com vários conselhos na fronteira de Vilar Formoso

Os emigrantes que hoje entram em Portugal pela fronteira de Vilar Formoso, no distrito da Guarda, estão a ser recebidos com conselhos sobre os cuidados que devem ter para evitar incêndios, acidentes rodoviários e contágios por covid-19.

Em Vilar Formoso, no concelho de Almeida, decorre hoje mais uma edição da campanha de sensibilização rodoviária "Sécur'été 2021 - Verão em Portugal", promovida até domingo pela associação de jovens lusodescendentes Cap Magellan, destinada aos emigrantes que se deslocam de carro a Portugal durante as férias de verão.

A iniciativa realizada na principal fronteira terrestre de Portugal contou, hoje de manhã, com a participação da secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, e da secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, entre outros responsáveis.

Na abordagem a uma família de emigrantes proveniente de França e com destino a Leiria, a secretária de Estado da Administração Interna deu as boas-vindas e deixou três "mensagens importantes".

Primeiro, segurança máxima na estrada, sempre com respeito pelas regras da segurança rodoviária, circulação, etc. Regras covid: estamos gradualmente num processo de desconfinamento, mas é importante manter todas as regras que já são sobejamente conhecidas, a etiqueta respiratória, distanciamento social, etc. E, por fim, se forem para os espaços rurais, zonas florestais, não utilizar fogo para evitar termos incêndios florestais e, assim, conseguirmos todos ter um verão em segurança. Pode ser?".

Por sua vez, a secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Berta Nunes, deu as boas-vindas a um casal de emigrantes oriundos da Suíça e com destino a Cantanhede a quem perguntou se estava vacinado.

Como a resposta foi "sim", reagiu dizendo que "então estão seguros", desejando "que tenham umas ótimas férias e corra tudo bem".

Aos jornalistas, a governante disse que os emigrantes foram informados para que "viessem vacinados, se tivessem essa possibilidade, porque é a forma mais segura de se protegerem a eles e aos seus familiares com quem certamente quererão estar" e que "tivessem o cuidado de cumprir as regras, para que toda a gente esteja segura, e que desfrutem das suas férias".

Segundo o capitão David Martins, Comandante do Destacamento de Trânsito da GNR da Guarda, ao longo da manhã "o trânsito tem aumentado significativamente" na fronteira de Vilar Formoso, mas "não existem constrangimentos de trânsito".

Referiu que a GNR não tem dados quantitativos, mas admitiu que, em relação ao ano passado, "existe um aumento" de entrada de emigrantes em Portugal, pela fronteira de Vilar Formoso.

"Comparativamente com anos sem pandemia, o trânsito não flui com essa intensidade, mas nota-se naturalmente um aumento significativo", rematou.

Lurdes Abreu, da associação Cap Magellan, adiantou à Lusa que a campanha de sensibilização "Sécur'été 2021 - Verão em Portugal" dirige-se aos condutores, por reconhecer que a situação pandémica "reforçou o sentimento de segurança" dos emigrantes em relação às viagens de carro.

Lusa

Atividade operacional semanal da GNR

 

A Guarda Nacional Republicana, para além da sua atividade operacional diária, levou a efeito um conjunto de operações, em todo o território nacional, entre os dias 23 e 29 de julho, que visaram, não só, a prevenção e o combate à criminalidade e à sinistralidade rodoviária, como também a fiscalização de diversas matérias de âmbito contraordenacional, registando-se os seguintes dados operacionais provisórios:

  1. Detenções: 259 detidos em flagrante delito, destacando-se:
  • 91 por condução sem habilitação legal;
  • 71 por condução sob o efeito do álcool;
  • 17 por tráfico de estupefacientes;
  • 15 por furto;
  • Sete por posse ilegal de armas e arma proibida.

  1. Apreensões:
  • 10 885 doses de haxixe;
  • 1 868 doses de liamba;
  • 2 300 doses de cocaína;
  • 198 doses de heroína;
  • 546 pés de canábis;
  • 15 armas de fogo;
  • 11 armas brancas ou proibidas;
  • 154 munições de diversos calibres.

  1. Trânsito:

Fiscalização: 8 049 infrações detetadas, destacando-se:

  • 3 314 excessos de velocidade;
  • 559 por falta de inspeção periódica obrigatória;
  • 357 por condução com taxa de álcool no sangue superior ao permitido por lei;
  • 349 por falta ou incorreta utilização do cinto de segurança e/ou sistema de retenção para crianças;
  • 321 relacionadas com tacógrafos;
  • 293 relacionadas com anomalias nos sistemas de iluminação e sinalização;
  • 229 por uso indevido do telemóvel no exercício da condução;
  • 179 por falta de seguro de responsabilidade civil.

Vagas voltam a aumentar com Porto, Lisboa e Aveiro na frente

O concurso nacional de acesso ao ensino superior volta a registar um aumento do número de vagas, segundo dados divulgados na sexta-feira à noite, que mostram Lisboa, Porto e Aveiro com o maior crescimento.

Depois de, no ano passado, o concurso nacional de acesso ao ensino superior ter registado o maior número de candidatos dos últimos 25 anos, as vagas vão voltar a subir.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), o total de vagas para ingressar nas universidades e politécnicos públicos em 2021 é de 52.242, mais cerca de 2% em relação ao ano anterior.

No topo deste aumento voltam a surgir Lisboa e Porto que, após dois anos com cortes por determinação do Governo para corrigir desequilíbrios territoriais, puderam disponibilizar novamente mais lugares no ano passado.

Em termos absolutos, é na Universidade do Porto e na Universidade Nova de Lisboa que se registou o maior crescimento, como já tinha acontecido, aliás, no ano anterior.

Segundo a lista de vagas, o Porto vai abrir, no total, 4.406 vagas, ganhando 233 novos lugares, a maioria dos quais na Faculdade de Engenharia, que vai poder receber no próximo ano mais 185 alunos, em comparação com o ano anterior, quando já tinha aumentado em 110 o número de lugares disponíveis.

O maior reforço vai ser no curso de Engenharia Informática e Computação, que pode adicionar 100 vagas à lista por ser um curso com elevada procura por parte de alunos de excelência.

Esse foi precisamente um dos critérios para as instituições das duas maiores áreas metropolitanas do país poderem aumentar o número de vagas onde se registasse índice de excelência dos candidatos igual ou superior a 100, isto é, o número de candidatos em primeira opção com média acima de 17 valores em relação às vagas fixadas.

Essa regra permitiu a abertura de um adicional de 385 vagas e foi também daí que beneficiou, em parte, a Universidade Nova de Lisboa, em que 59 das 213 novas vagas são no curso de Gestão (passou de 231 para 290 vagas), além dos dois novos cursos em Engenharia Química e Biológica (67 vagas) e em Ciência de Dados (40 vagas).

O alargamento da oferta colocou igualmente a Universidade de Aveiro no 'top 3' das instituições com maior aumento, disponibilizando para o próximo ano mais 207 lugares em relação ao anterior, sendo a esmagadora maioria (198) para os três cursos que a universidade vai estrear.

Do lado oposto, o Instituto Politécnico de Tomar é o único que perde vagas no próximo concurso, disponibilizando menos 10 lugares, enquanto outros cinco politécnicos e as escolas superiores de Enfermagem, Náutica, e Hotelaria e Turismo mantêm o mesmo número.

Quem também optou por manter as mesmas vagas foram os cursos de Medicina que, como também já tinham feito no ano passado, não quiseram aproveitar a possibilidade para aumentar.

Em comunicado, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior sublinha o aumento de 3% nas áreas digitais, sobretudo nas instituições em localizadas em regiões com menor pressão demográfica, onde o aumento foi de 3,4% nestes cursos e 2% na generalidade da oferta.

Além das 52.242 vagas do concurso nacional, há ainda 721 vagas para os concursos locais, realizados diretamente nas instituições de ensino superior para ingresso em cursos de música, teatro, cinema e dança, contabilizando-se no total 52.963, o que representa um aumento de cerca de 2% em comparação com as vagas iniciais do ano anterior.

"O ingresso no ensino superior para o próximo ano letivo retoma a normalidade no processo de fixação de vagas, não incluindo nesta fase qualquer das medidas excecionais adotadas no verão de 2020", refere o Ministério.

Ainda assim, a tutela não afasta a possibilidade de novas decisões, se for necessário, recordando que no ano passado foram transferidas para o regime geral de acesso vagas não ocupadas dos concursos especiais.

O prazo de candidatura à primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior público decorre entre 06 e 20 de agosto, mais tarde do que habitualmente, como aconteceu no ano passado devido à pandemia de covid-19, que voltou a obrigar também ao adiamento do calendário de exames nacionais.

Lusa