sábado, 12 de março de 2022

UCRÂNIA | Civis continuam a abandonar Ucrânia e abrem-se novos corredores humanitários

 O barulho das sirenes tornou-se familiar um pouco por toda a Ucrânia. Contam-se 17 dias de guerra e a Rússia continua a avançar lenta, mas constantemente. As forças russas intensificam os ataques, agora em cidades do oeste do país. (Lutsk e Ivano-Frankivsk.) Os civis continuam a abandonar território ucraniano e abrem-se novos corredores humanitários no meio de alegações que a Rússia não está a respeitar o cessar-fogo. As tropas estão a um passo de Kiev e a capital da Ucrânia prepara-se para o cerco.

Numa das últimas mensagens, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky diz que esta é uma luta conjunta. E que desta forma têm a força. Recordando que juntos são 90 milhões e que podem fazer tudo. Concluindo que esta é uma missão histórica para a Polónia e para a Ucrânia - e que juntos vão tirar a Europa deste abismo.

Zelensky denunciou ainda que os corredores humanitários não são respeitados. Moscovo devolve as acusações dizendo que é a Ucrânia que está a boicotar os corredores e acusa ainda Kiev de desenvolver armas biológicas. Os Estados Unidos acreditam que a Rússia pondera recorrer a este tipo de armas e sublinham a importância da intervenção da NATO. O conflito armado avança assim como a guerra económica, Joe Biden anunciou novas sanções e a política de isolamento da Rússia continua em todas as frentes.

Fonte: euronews

Freguesia de Seixo Mira Candidata-se à Eco-Freguesia XXI

A Junta de Freguesia do Seixo, agarrou o desafio e decidiu candidatar-se pela primeira vez ao Galardão da Bandeira Verde para a edição 2022/3, galardão atribuído às Freguesias que provem ser sustentáveis, pró-ativas, participativas e informadas, incentivando de forma sistemática e contínua a adoção de práticas de sustentabilidade local.

O Ambiente é um assunto cada vez mais do dia-a-dia, tendo já uma forte presença na Agenda 2030, e o Presidente da Junta, Rui Pedro Rocha, afirma que “o objetivo desta candidatura é fazer com que todos os cidadãos estejam sensibilizados para a problemática do ambiente, um assunto que deve ser cada vez mais visto como um problema de hoje e não só das gerações do futuro."

A Junta pretende aprofundar e adotar boas práticas ambientais em prol da freguesia, do Concelho, e de um país cada vez mais sustentável. Quer "contribuir para cuidar da nossa Casa Comum de acordo com a máxima" “Não herdámos a Terra dos nossos pais, pedimo-la emprestada aos nossos filhos e netos””

O Galardão Bandeira Verde integra-se no Eco-Freguesias XXI - um projeto da Associação Bandeira Azul da Europa (ABAE), que visa trabalhar com as freguesias no sentido do desenvolvimento de comunidades sustentáveis e ecológicas.

Portugal com 79.278 infeções e 160 mortes entre 1 e 7 de março

Segundo o boletim epidemiológico, que desde sexta-feira, 11 de março, deixou de ser diário e passa a semanal, o número de casos confirmados de infeção subiu 11.963 em relação à semana anterior, registando-se ainda uma redução de 36 óbitos na comparação entre as duas semanas.

Portugal registou 79.278 casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2 entre 1 e 7 de março e 160 mortes associados à covid-19 e uma redução de internamentos, indicou hoje a Direção-Geral da Saúde (DGS).

Quanto à ocupação hospitalar em Portugal continental por covid-19, a DGS passa a divulgar às sextas-feiras os dados dos internamentos referentes à segunda-feira anterior à publicação do relatório e com base nesse critério, o boletim indica que, na última segunda-feira, estavam internadas 1.225 pessoas, menos 133 do que no mesmo dia da semana anterior, e 78 doentes estavam em unidades de cuidados intensivos, menos 18.

De acordo com o boletim da DGS, o primeiro que apresenta dados semanais, a incidência cumulativa a sete dias estava, na segunda-feira, nos 770 casos, tendo subido 18% em relação à semana anterior, enquanto o índice de transmissibilidade (Rt) situava-se em 0,99.

Por regiões, Lisboa e Vale do Tejo registou um total de 30.744 casos entre 01 e 07 de março, mais 7.866 do que no período anterior, e 53 óbitos, menos oito.

O Norte totalizou 12.928 casos de infeção, menos 1.001 do que na semana anterior, e 38 mortes, menos 21, enquanto no Centro foram notificadas 16.808 infeções (mais 2.166) e 45 óbitos (mais três).

No Alentejo foram registados 5.614 casos positivos (mais 1.448) e sete óbitos (menos seis) e no Algarve verificaram-se 5.349 infeções pelo SARS-CoV-2 (mais 952) e cinco mortes (menos sete).

Quanto às regiões autónomas, os Açores tiveram 3.379 novos contágios entre 01 e 07 de março (menos 632) e sete mortes (mais duas), enquanto a Madeira registou 4.456 casos nesses sete dias (mais 1.164) e cinco mortes (mais uma).

De acordo com a DGS, a faixa etária dos jovens entre os 10 e os 19 anos foi a que apresentou maior número de casos a sete dias (18.639), seguida das pessoas entre os 20 e 29 anos (12.990), enquanto os idosos com mais de 80 anos foram o grupo com menos infeções (3.251).

Dos internamentos totais, 552 foram de idosos com mais de 80 anos, seguindo-se a faixa etária dos 70 aos 79 anos (270) e dos 60 aos 69 anos (153).

O boletim da DGS refere ainda que, na primeira semana de março, morreram 105 idosos com mais de 80 anos, 36 pessoas entre os 70 e 79 anos, 12 entre os 60 e 69 anos, seis entre os 50 e 59 anos e uma entre os 40 e 49 anos.

Relativamente à vacinação contra a covid-19, o boletim adianta que 100% dos grupos etários das pessoas com mais de 80 anos, entre 65 e 79 anos e entre os 50 e 64 anos têm a vacinação completa contra a covid-19.

Quanto à dose de reforço da imunização contra o SARS-CoV-2, 94% dos idosos com mais de 80 anos já a recebeu, assim como 96% das pessoas entre os 65 e 79 anos, 82% entre os 50 e 64 anos, 56% entre os 25 e os 49 anos e 40% entre os 18 e 24 anos.

Lusa

Mulher morre ao cair de varanda em Miranda do Corvo

Queda de uma altura de cerca de 10 metros.

Uma mulher de 66 anos faleceu este sábado em Miranda do Corvo, no distrito de Coimbra, vítima de uma queda de uma varanda com cerca de 10 metros de altura, disse à agência Lusa fonte dos bombeiros locais.

Segundo o comandante dos Bombeiros Voluntários de Miranda do Corvo, a sexagenária vivia sozinha num apartamento do primeiro andar do prédio onde residia e que está em obras.

Fernando Jorge adiantou que, pela forma da queda, se terá tratado de um acidente.

O acidente ocorreu cerca das 11:30 na Travessa do Porto Mourisco, na zona urbana da vila.

O óbito foi declarado no local por uma equipa da Viatura Médica de Emergência e Reabilitação, tendo o corpo sido transportado para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra.

Lusa

Governo anuncia linha de crédito de 400 milhões de euros para “ajudar empresas”

Apoios destinam-se às empresas mais dependentes da energia e dos combustíveis.

O ministro da Economia anunciou este sábado, em Lisboa, uma linha de crédito de 400 milhões de euros para empresas mais dependentes da energia e dos combustíveis e que têm visto os seus custos aumentarem com a subida dos preços.

Anunciei hoje o lançamento de uma linha de crédito de 400 milhões de euros, que será disponibilizada no sistema bancário na próxima semana, para permitir dar liquidez às empresas e fazer com que elas não entrem em dificuldades”, afirmou Pedro Siza Vieira aos jornalistas.

O governante, que falava à margem da conferência “Portugal: Objetivo Crescimento”, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, sublinhou a necessidade de “ajudar as empresas, particularmente aquelas que têm mais consumo de energia na sua estrutura de custos e de produção, a amortecerem este choque”.

O ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital explicou quea linha de crédito “é essencialmente dirigida a empresas cujos custos da energia têm um peso grande no custo do conjunto dos seus fatores de produção, a empresas que viram os seus custos de produção a aumentar significativamente nestes últimos tempos e têm necessidades de tesouraria acrescidas e a empresas que tiveram quebras de faturação”, dando o exemplo do setor automóvel.

Questionado sobre a eventual escassez de bens essenciais no país, sobretudo nos setores alimentar e energético, Pedro Siza Vieira, afastou para já esse cenário, mas admitiu: A subida dos preços vai “repercutir-se nos consumidores nos próximos tempos e devemos estar preparados para isso”.

O Governo, adiantou, tem vindo a trabalhar para “reforçar esses ‘stocks’ e a diversificar as fontes de abastecimento, indo a outros mercados, além da tradicional Ucrânia, para procurar fazer o abastecimento destes bens”.

O governante deu como exemplo o milho para produção de rações para animais que era, em grande maioria, importado da Ucrânia.

Entre outras medidas de apoio às empresas, Pedro Siza Vieira disse que estão a ser equacionados apoios diretos a fundo perdido, um trabalho que está a ser ultimado em conjunto com a União Europeia.

Questionado sobre a eventual desatualização do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), face às consequências que o conflito entre a Ucrânia e a Rússia está a criar em todo o mundo, o ministro recusou, frisando antes que “o PRR precisa ser executado depressa porque, por um lado, a sua execução vai trazer estímulo económico e possibilidade de crescimento económico e, por outro lado, aposta em coisas decisivas para a sustentabilidade futura” da economia, dando como exemplos a transição energética e a digitalização.

Contudo, face às prioridades trazidas pelo conflito, sobretudo em matéria de acolhimento de refugiados, admitiu que poderá ser necessário redefinir algumas metas do PRR.

SIC Notícias/Lusa

Premier League retira a Abramovich estatuto de diretor do Chelsea

Roman Abramovich é, desde abril 2021, também cidadão português.

“No seguimento da aplicação de sanções por parte do Governo britânico, a direcção da Premier League afastou Roman Abramovich do cargo de director do Chelsea”, informou a Premier League em comunicado, este sábado.

O dono do clube integra a nova lista de alvos de sanções, anunciada na quinta-feira pelo Governo britânico, para prejudicar o circulo fechado de Vladimir Putin.

O oligarca russo, com nacionalidade portuguesa, vai ter os seus bens congelados no Reino Unido.

A componente mais mediática destes ativos é o Chelsea, clube do qual o oligarca é dono.

RR

Ventura recebe de “braços abertos” refugiados ucranianos, mas alerta para aqueles que “chegam de telefones de alta gama”

Segundo o entendimento do líder do Chega, vêm procurar subsídios na Segurança Social.

André Ventura afirmou este sábado que o seu partido está de “braços abertos para receber” refugiados ucranianos, defendendo que “aqueles que vierem por bem” e não pretenderem “dominar” Portugal “são sempre bem-vindos”.

A nossa posição sempre foi muito clara: neste conflito que agora assola a Europa, nós estamos do lado daqueles que defendem as fronteiras, a soberania e a civilização. Neste conflito há uma potência agressora e há um país que se defende e a nossa posição não podia ser outra”, declarou, num discurso na segunda convenção de autarcas do Chega, que decorreu no Fórum Lisboa.

Abordando as imagens que têm sido transmitidas nas televisões relatando a situação na Ucrânia, Ventura frisou que todos têm assistido a “homens e mulheres afastados e destruídos das suas casas, dos seus prédios, dos seus animais de estimação, de tudo o que lhes é mais querido”.

Homens e mulheres obrigados a fazer quilómetros à chuva, à neve e ao frio, por causa de um tirano louco que quer destruir a Europa. A nossa posição é uma só: é ao lado da Europa, ao lado de Portugal e ao lado da civilização que continua a ser a nossa”, frisou.

Perante os autarcas, Ventura disse que, em “muitas das autarquias onde há vereadores e deputados municipais do Chega”, o partido tem apresentado e aprovado “moções para apoiar os refugiados ucranianos”.

Nesse sentido, o líder do Chega referiu que o seu partido está “de braços abertos para receber aqueles que fogem da guerra, que fogem do ataque, da fome e da miséria”.

Ventura contrapôs, no entanto, a situação dos refugiados ucranianos – que disse precisarem “ser apoiados verdadeiramente” – de outros “que chegam de iPhone e telefones de alta gama a Portugal” e que, segundo o entendimento do líder do Chega, "vêm procurar subsídios na Segurança Social."