terça-feira, 4 de outubro de 2022

XVI Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos ainda mais doce

 

A Feira de Doçaria Conventual de Figueiró dos Vinhos está, este ano, ainda mais doce.

2022 trará mais doceiros ao Convento de Nossa Senhora do Carmo dos Carmelitas Descalços, com a ampliação de 125 m2 de espaço útil daquela que será a 16.ª edição da tradicional feira de doces conventuais.
Marcado para 29 e 30 de outubro, o certame disponibilizará os mais variados doces conventuais e licores de várias regiões do país, bem como uma programação cultural preenchida com música, teatro e um workshop infantil.
O primeiro dia inicia-se pelas 11h00 com a inauguração oficial da Feira. Neste mesmo dia, pelas 15h00, as crianças dos 4 aos 12 anos poderão realizar o Workshop “Cupcakes de Outono”, uma atividade com limite de participantes, pelo que os interessados deverão inscrever-se, até dia 25 de outubro, através do número 916 206 446. O sábado também presenteará o público com a encenação teatral “Doce impro ou impro doce?”, apresentada pela Oficina de Teatro de Condeixa, que permitirá ao público intervir e decidir o percurso de um enredo inspirado em lendas e histórias do concelho.
O dia seguinte, e o último desta saborosa edição, será preenchido com música. O projeto “4tíssimo”, um grupo composto por quatro músicos, conduzirá o dia ao ritmo da flauta transversal, da trompa, do fagote e da bateria. A tarde será embelezada pelo “Coimbra Gospel Choir” que, pelas 15h30, entoará canções com influências desde o gospel tradicional, espirituais negros e afro-americanos, ao funk, soul e pop de autores contemporâneos.

Um fim-de-semana de exaltação à doçaria conventual portuguesa com uma programação cultural de excelência é o que Figueiró dos Vinhos oferece a todos!

Descobertos desenhos inéditos que oferecem um novo olhar sobre a construção do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra

No ano em que se celebram os 250 anos da reforma pombalina da Universidade de Coimbra (UC), o Departamento de Ciências da Vida (DCV) da Faculdade de Ciências e Tecnologia da UC (FCTUC) dá a conhecer uma coleção de 40 desenhos do Jardim Botânico da Universidade (JBUC), 35 dos quais inéditos, abrangendo um arco temporal de 200 anos.

Os 35 desenhos inéditos da coleção, que fica hoje disponível num catálogo em formato ebook produzido pelo Departamento de Ciências da Vida da FCTUC e editado pela Imprensa da Universidade, foram descobertos em finais de 2021. Ana Margarida Dias da Silva, responsável pelo arquivo do DCV, conta que «vários rolos mal-acondicionados e com muito pó, dispostos em prateleiras no extremo do depósito da biblioteca de botânica (no sótão do edifício de S. Bento), chamaram a nossa atenção. Desenrolados com todo o cuidado, foram revelando, um após outro e perante a nossa surpresa e alegria, desenhos para nós desconhecidos e de notória antiguidade».

Após uma limpeza superficial dos achados, prossegue, «um olhar mais atento revelou plantas do Jardim Botânico, bem como plantas e alçados de muros, escadarias, gradeamentos e estufas. Intuímos do seu interesse, mas era urgente investigar datas, autorias, descobrir como tinham ido ali parar e, acima de tudo, se eram, realmente, inéditos».

Foram então consultadas as obras de referência sobre o Jardim Botânico e sobre a reforma pombalina da UC e verificou-se que, «para além dos cinco desenhos do Jardim Botânico pertencentes ao DCV e já conhecidos, não existia nenhuma referência aos desenhos descobertos», nota Ana Margarida Dias da Silva.

Segundo a responsável, a coleção agora tornada pública, e que conta com nomes como Macomboa, José do Couto, Neves e Mello e Cottinelli Telmo, fornece «um novo olhar sobre o processo de construção do JBUC, as soluções arquitetónicas projetadas e as realizadas, no diálogo entre as componentes artística e científica». Espera que «contribua para o melhor conhecimento e novas leituras sobre o que foi idealizado e/ou projetado, o que foi aprovado e o que foi, efetivamente, construído, moldando o Jardim Botânico que hoje conhecemos, simultaneamente espaço de ciência, coleção biológica e um espaço emblemático da Universidade e da cidade de Coimbra».

Os desenhos descobertos revelam ter sido «documentos de trabalho com anotações a lápis, que mostram hesitações e alterações e que ficavam guardados na “gaveta do jardineiro”. Alguns desses desenhos avulsos são reveladores de projetos nunca concretizados ou muito modificados na sua execução. Na verdade, o carácter utilitário destas peças desenhadas poderia ter ditado a sua eliminação, finda a concretização da obra ou a rejeição do projeto», finaliza a especialista da FCTUC.

Por seu lado, o diretor do Departamento de Ciências da Vida, Miguel Pardal, afirma que, «ciente do valor e importância da coleção, o DCV assumiu, desde o primeiro momento, o financiamento do restauro e da digitalização dos desenhos, de forma a garantir a sua preservação e disponibilização para estudos futuros».

O “Catálogo dos desenhos do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Coleção do Departamento de Ciências da Vida (séculos XVIII a XX)” reúne a totalidade dos desenhos do JBUC pertencentes ao DCV, incluindo os cinco já conhecidos e 35 inéditos (três desenhos do século XVIII, 27 do século XIX e 10 do século XX). As autoras da obra, Ana Margarida Dias da Silva e Maria Teresa Gonçalves, pretendem também disponibilizar online, em acesso aberto, fontes iconográficas essenciais para o estudo da construção e das soluções arquitetónicas escolhidas para o Jardim Botânico.

Cristina Pinto

Portugal eleito Melhor Destino Turístico da Europa pela quinta vez em seis anos

Portugal foi considerado o “Melhor Destino Turístico da Europa", na edição europeia dos World Travel Awards 2022, o quer acontece pela quinta vez nos últimos seis anos, anunciou hoje o Ministério da Economia.
Portugal foi considerado o “Melhor Destino Turístico da Europa", na edição europeia dos World Travel Awards 2022, o quer acontece pela quinta vez nos últimos seis anos, anunciou hoje o Ministério da Economia.
"A eleição resulta da votação de milhares de profissionais do setor, oriundos de todos os países do mundo, e neste ano Portugal arrecadou mais 30 prémios, entre destino, regiões e produtos e serviços", escreve ainda em comunicado o Ministério da Economia e do Mar, que tutela o setor.
No âmbito dos destinos regionais destacaram-se os Açores (Europe's Leading Adventure Tourism Destination), Algarve (Europe's Leading Beach Destination), Lisboa (Europe's Leading City Break Destination, Europe's Leading Cruise Destination e Europe's Leading Seaside Metropolitan Destination) e Porto (Europe's Leading City Destination).
“A distinção, em mais de três dezenas de categorias na edição europeia dos World Travel Awards 2022, assume particular significado depois dos difíceis anos da pandemia. É com muito orgulho que vemos as empresas, os profissionais e as entidades do Turismo nacional serem reconhecidos pelos seus pares a nível internacional. Todos os agentes do setor estão de parabéns por estarem à altura deste desafio que é afirmar Portugal como destino turístico de excelência, quaisquer que sejam as circunstâncias”, afirma a secretária de Estado do Turismo, Comércio e Serviços, Rita Marques, citada na mesma nota.
Os World Travel Awards – considerados os ‘óscares’ do turismo – são atribuídos pelos profissionais do setor a uma escala mundial, desde 1993, distinguindo o trabalho desenvolvido na indústria turística, de modo a estimular a competitividade e a qualidade do turismo, relembram.
Em 2021, Portugal conquistou mais de duas dezenas de prémios na edição europeia dos World Travel Awards.
A cerimónia de atribuição dos prémios mundiais está agendada para o dia 11 de novembro, em Omã.

Madremedia/Lusa

segunda-feira, 3 de outubro de 2022

Aveiro com uma semana repleta de tecnologia, cultura e arte. Aveiro Tech Week regressa à cidade com muitas novidades culturais, artísticas e tecnológicas

 Criatech, Techdays e Prisma/Art Light Tech integram semana de eventos com programação ímpar a nível nacional 

A semana de tecnologia, arte e cultura está de regresso à Cidade de Aveiro, com a realização da Aveiro Tech Week, promovida pela Câmara Municipal de Aveiro (CMA) que este ano traz muitas novidades culturais e inovações tecnológicas surpreendentes.

Entre 10 e 16 de outubro, a Cidade será palco do Techdays - com conferências, workshops, laboratórios, competições, hackathons dedicados à tecnologia e à inovação - e dos festivais Criatech e Prisma/Art Light Tech que desafiam a viver a tecnologia, arte e cultura através de exposições, instalações artísticas, de luz e de som, performances e outras experiências.

A sessão oficial de abertura da Aveiro Tech Week está agendada para dia 11, às 11h45, no Teatro Aveirense que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, José Ribau Esteves, do Vice Reitor da Universidade de Aveiro, Artur Silva, do Presidente da Missão “Recuperar Portugal” – Plano de Resiliência e Recuperação, Fernando Alfaiate, do Diretor Presidente do Porto Digital Brasil e Professor da UFPE, Pierre Lucena e do Presidente do Instituto de Telecomunicações, José Carlos Pedro, entre outros convidados, patrocinadores e artistas.

A sessão de abertura inicia às 10h00 com a visita a instalações tecnológicas e artísticas que integram a Aveiro Tech Week e culmina no teatro da cidade.

Constituída por três grandes eventos - Techdays, Criatech e Prisma/ Art Light Tech, a Aveiro Tech Week propõe um riquíssimo programa de iniciativas abertas à cidade, à comunidade e a todos aqueles que se interessem por tecnologia, inovação, conhecimento, arte e cultura. As ações previstas desafiam o público a conhecer o que tem sido realizado na área da transição digital da cidade e a razão pela qual Aveiro se posiciona cada vez mais como o epicentro da rota Cultural e Tecnológica, ao mesmo tempo que convida esse mesmo público a vivenciar experiências únicas e inesquecíveis que apenas a fusão entre a Arte, a Cultura e a Tecnologia podem proporcionar.


Criatech alia Criatividade Digital, Tecnologia e Património Histórico

A 6.ª edição do CRIATECH, entre 10 e 15 de outubro, tem como tema “Ecos do Futuro” e reúne mais de 40 artistas de 10 nacionalidades, convidando a uma escuta simbólica do mundo atual e futuro através de obras de arte em vários formatos, apresentadas em edifícios históricos de Aveiro. Entre os artistas presentes contam-se nomes como Thomas Garnier, Lotte Geeven, Anaisa Franco, Lukas Truniger, Moritz Simon Geist e a dupla Pedro Tudela e Miguel Carvalhais, entre outros. Volta-se a apresentar a cidade dos canais como um território de excelência na área da criatividade e da tecnologia pela sua ligação histórica à indústria, ao conhecimento científico, à tradição criativa, à resiliência e ao espírito de iniciativa.

De realçar ainda a parceria com a Universitat fur Angewandte Kunst Viena (Universidade de Artes Aplicadas de Viena), a primeira instituição a abrir uma licenciatura de artes multimédia na Europa, que traz ao CRIATECH a exposição Re.Pairing.Future, reunindo perto de 30 artistas. É uma mostra do seu Departamento de Artes Digitais, dirigido por Ruth Schnell, com curadoria de Nicolaj Kirisits e Rini Tandon.

Techdays Aveiro - Hackathons são as principais novidades desta edição

O Techdays Aveiro propõe um programa de iniciativas, que se divide em cinco áreas fundamentais - as Tech Sessions, os Workshops, a área expositiva com as demonstrações tecnológicas no centro urbano da cidade, o Gaming e a Educação, cada uma com um programa rico, diversificado e abrangente em diferentes áreas de conhecimento e interesses. As Tech Sessions juntam no mesmo palco oradores nacionais e internacionais para debater a importância da tecnologia na gestão das cidades e na competitividade das empresas e o impacto que a tecnologia tem no enriquecimento da experiência do consumidor e no aumento da qualidade de vida dos cidadãos.

Os temas “Phygital World in Industry”, “NEB - Beyond Human Ecosystems”, “Women in Tech” e “Aveiro Tech City | Innovation Ecosystem” serão trazidos ao palco do Teatro Aveirense de 11 a 15 de outubro. A participação nas sessões é aberta ao público, gratuita, mas sujeita a reserva, estando o espaço limitado a 310 lugares. Também é possível assistir via livestreaming, através dos canais oficiais do evento.

Já os Workshops, de curta ou longa duração e com transmissão em direto, serão dedicados a diferentes temáticas e promovidos pelos parceiros do evento, a Altice Labs, o Cluster TICE.PT, o Cluster Habitat Sustentável, a Universidade de Aveiro, o Instituto de Telecomunicações (IT) e a Ubiwhere. Os workshops decorrem no Aveiro Tech City Hub, localizado no Atlas Aveiro.

Desafio Ecológico marca MTF Labs 2022

Destaque ainda para a 3ª edição do MTF Labs, dinamizado pela CMA em parceria com o Music Tech Fest (MTF) que decorre de 10 a 15, no Teatro Aveirense, pelo terceiro ano consecutivo. Durante a semana uma comunidade de especialistas vai apostar na transformação de formas de vida que respondam ao Pacto Ecológico, através de soluções sustentáveis, inclusivas e belas, conforme desafio central da “New European Bauhaus”. O tema MTF Labs Aveiro 2022 é Ecosystem Living. Esse desafio vai além e afasta-se do conceito de planeamento urbano porque rejeitamos o “urbano” como condição necessária (ou mesmo desejável) para a habitação humana. Ecosystem Living transcende a ideia de ordenamento do território, uma vez que o foco do ordenamento do território está limitado ao espaço físico e não às interações complexas entre espécies coabitantes.

Quando a tecnologia e a cultura chegam às Escolas

A Educação, enquanto pilar fundamental na estratégia política da CMA para a construção de um Município baseado no conhecimento, está também enquadrado nesta semana com um conjunto de atividades que permitirá, por um lado, a crianças e jovens o contacto com equipamentos e dinâmicas educativas STEAM (Ciência, Tecnologia, Engenharia, Arte e Matemática),e, por outro, partilhar com a comunidade Aveirense a iniciativa Tech Lab, que se encontra em execução nas 42 escolas do Município de Aveiro. Haverá ainda lugar aos hackathons “UBBU” e “Tech Lab”, para desenvolver as faculdades e conhecimentos básicos das ciências da computação, raciocínio lógico e capacidade de resolução de problemas e, por outro lado, realizar desafios que promovam a criatividade e a imaginação. Estão ainda previstos na Fábrica da Ciência Viva a realização Open Tech Lab para o 1º e 2º ciclo do Ensino Básico, que desafiam a comunidade a experimentar os equipamentos, materiais e dinâmicas STEAM que são disponibilizados aos professores e alunos em contexto escolar.

Aveiro Tech City Hackathon procura novos talentos

A principal novidade é a 1ª edição do Aveiro Tech City Hackathon, através do qual os participantes são chamados a desenvolver soluções inovadoras e disruptivas para os cinco desafios lançados por empresas de base tecnológica do ecossistema de Aveiro. O prémio global é de 25 mil euros, cinco mil para cada equipa vencedora, sendo os vencedores anunciados após o pitch final, no dia 14 de outubro.

Por último, realiza-se no dia 12, a partir das 14 horas, o Aveiro Tech City Open Day, que convida a comunidade académica a visitar as empresas que contribuem decisivamente para o desenvolvimento económico de Aveiro, seguidas por um evento de mediação entre os representantes das empresas visitantes, representantes de Centros de Investigação e alunos, empreendedores e público em geral, fundamental para a realização de networking.

Área expositiva por toda a Cidade

O evento apresenta ainda, no centro urbano da cidade, uma área expositiva que dará visibilidade a diversos projetos inovadores e tecnológicos, assumindo, de forma clara e inequívoca, a cidade como espaço vivo de experimentação e reforçando a importância da tecnologia como acelerador da inovação em prol do desenvolvimento económico e da melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. A Praça da República, o Largo do Mercado Manuel Firmino são os espaços públicos eleitos para demonstrar ao vivo os projetos finalistas do concurso Aveiro Tech City Challenges, que apresentam soluções inovadoras em áreas como a eficiência energética em edifícios públicos (Scubic), rega inteligente de jardins (Trigger.Systems), transformação digital em mercados e feiras (Parkware), apoio aos cidadãos com limitações visuais em visitas a museus (ZoomGuide) e inteligência artificial na deteção automática de padrões de violência em espaço público (Deep Neuronic).

Serão ainda apresentadas inovações tecnológicas de parceiros, como é o caso do City Catalyst (demonstração de serviços de mobilidade inteligente) da Altice labs e IT, um robot corta-relva autónomo da Bosch, uma solução de recolha de resíduos smart payt desenvolvida pela Ubiwhere para encorajar os cidadãos na separação de resíduos.

Destaque para o projeto Ride2Autonomy, com a demonstração de um veículo de transporte público de passageiros com condução autónoma.

Gaming volta a ser destaque no Parque de Exposições de Aveiro

O Gaming marca, como sempre, presença nesta semana com um espaço específico no Parque de Exposições de Aveiro, que além da área expositiva dedicada às últimas tecnologias associadas à prática, conta com a presença de influenciadores e streamers, que irão potenciar o evento com a assinatura de autógrafos, palestras, duelos ou mesmo performances; com a realização de quizzes, que já provaram ser um sucesso neste tipo de eventos e que incluem a atribuição de prémios e brindes; a realização de torneiros desportivos e ainda alguns concursos de dança, com coreografias baseadas em videojogos, com twist de hip-hop ou influências asiáticas, e a presença de cosplayers, promovidos por indivíduos com uma grande paixão pela cultura da banda-desenhada, filmes, jogos, séries, etc., trazem à vida personagens dos seus títulos favoritos.

PRISMA/ Art Light Tech volta a iluminar Aveiro

Com data marcada para 14 e 15 de outubro, o PRISMA / Art Light Tech volta a encher a cidade de luz, tendo como tema principal “Fortaleza Europa”, uma expressão recuperada da Segunda Guerra Mundial e com a qual se propõe uma prova da união entre povos e a afirmação do espaço Europeu através da arte.

O PRISMA é um festival que tem a luz como matéria prima, criando um roteiro artístico e lúdico em espaço público, entre as 20 e as 24 horas. Uma fusão de luz e cores que este ano promete entusiasmar o público com uma dezena de propostas. Do programa constam espetáculos de videomapping, instalações, obras de participação coletiva e estruturas interativas, entre outras opções.

Fazem também parte do PRISMA os trabalhos realizados no âmbito da School of Videommaping, cujos participantes tiveram a oportunidade de desenvolver as suas competências na técnica do videomapping e criar uma projeção a apresentar no festival. Neste mesmo âmbito será ainda apresentada uma obra de Diana Matoso, vencedora de um concurso que envolveu os vencedores das edições passadas da School of Videomapping.

Outro concurso, este de âmbito internacional, consagrou o artista João Fragoso e Castro, que assim teve a oportunidade de desenvolver e apresentar uma instalação site-specific, concebida para o Coreto do Parque Infante D. Pedro.

O Criatech e o Prisma têm ambos o selo EFFE Label (Remarkable Arts Festival), da European Festivals Association.

Durante sete dias, o Aveiro Tech Week transforma, assim, a cidade num atrativo palco de ações, conferências, exposições, instalações de luz, som, artes digitais e performances, que reforçam o posicionamento do Município e projetam Aveiro como epicentro da rota tecnológica, num processo em crescendo de afirmação como polo de atração para as indústrias tecnológicas e criativas.

Esta semana tem o carimbo do projeto Aveiro 2027 - Cidade Candidata a Capital Europeia da Cultura.


Exposição internacional ultrapassa fronteiras e traz a Águeda 40 artistas de todo o mundo. “(IM)MATERIALITY” vai estar patente no Centro de Artes de Águeda até dia 15 de janeiro do próximo ano

 A Câmara Municipal de Águeda inaugurou, no sábado, no Espaço Expositivo do Centro de Artes de Águeda (CAA), a exposição coletiva internacional “(IM)MATERIALITY” que reúne cerca de 40 artistas de diferentes origens e cinco curadores, exibindo em três núcleos distintos, expressões artísticas que vão da pintura ao desenho, passando pela fotografia, escultura e instalação.
Edson Santos, Vice-Presidente da Câmara de Águeda, no momento da inauguração, que contou com a presença de curadores e artistas, salientou a importância desta exposição que “enriquece Águeda” e atrai ao CAA artistas de renome internacional. “Esta exposição é, para nós, uma surpresa muito agradável, que demonstra que a cultura ultrapassa quaisquer fronteiras. Águeda é, com esta exposição, uma cidade mais rica e quem visitar esta mostra sairá, sem dúvida, muito satisfeito”, disse, convidando a população a apreciar estas obras que estarão patentes no CAA até dia 15 de janeiro do próximo ano.
O Vereador da Cultura frisou também que a exposição evidencia ainda uma aposta cada vez mais sustentada na promoção de Águeda como um concelho produtor de arte e cultura, proporcionado a oportunidade para que jovens artistas possam “mostrar o seu potencial artístico e dar a conhecer as suas obras”.
Uma das artistas, Susana Cereja, trouxe ao CAA a “Boadicea”, a sua maior peça em tapeçaria de arraiolos. “Fiquei super feliz por poder ser exposta aqui, porque para além de artista sou arquiteta e o espaço é extraordinário, tem imensa qualidade e penso que a exposição ganhou imenso com ele”, salientou. Também Sofia Yala esteve em Águeda, onde tem exposta uma das suas obras, que reflete “o percurso das migrações, da minha família”, tendo a mala como um “simbolismo” especial.
Katherine Sirois, uma das curadoras da exposição, realçou o “trabalho de equipa” que tem caracterizado, desde o início, a exibição da “(IM)MATERIALITY”, uma coletiva que já esteve na ARCO, em Lisboa, e que tem em Águeda o seu primeiro projeto de itinerância. “Em equipa, fizemos todo um trabalho de seleção dos artistas, das obras e criámos diferentes diálogos”, disse a curadora, explicando que “um dos objetivos era criar diálogos inéditos entre diferentes artistas, de diferentes origens, de países africanos (nomeadamente da lusofonia), de Portugal, Brasil e outros países da Europa (diáspora africana na Europa)”.
Quem, por estes dias, for ao CAA vai encontrar uma exposição com diversas técnicas artísticas, como já referido, como pintura, desenho, fotografia, arraiolos, cerâmica ou instalações, sendo ainda uma exposição sobre o processo de criação artístico. “Toda a exposição tem uma temática, que é a materialidade e a imaterialidade, que tem o objetivo de questionar estas duas noções que são muito artificiais, porque não há nada de material sem imaterialidade e nada de imaterial sem materialidade”.
Tal como explicou a curadora, está dividida em três secções. A primeira, “O Corpo e a Terra” (“The body and the earth”), que se centra em noções de “corpo, de substancialidade, da tangibilidade (que tem a ver com a natureza, a terra)”, abordando “questões ligadas ao território, fronteiras, da história da colonização e pós-colonização”.
A segunda, “Plasmic e Plastikós”, foca-se nas questões da (i)materialidade, “duas noções que foram desenvolvidas pelo artista abstrato americano Barnett Newman”, sendo que o primeiro “está mais ligado às emoções, ao lado psíquico da Humanidade e das essências da vida e da morte” e o outro refere-se à ação de modelar a matéria (barro, madeira, etc.).
“O espírito e o Céu” (“The spirit and the sky”) é a terceira secção, que “tem mais a ver com a realidade do património imaterial da Humanidade ou com atividades relacionadas com o intelecto (matemáticas, leitura, religião, misticismo, espiritualidade...)”.
De recordar que esta exposição conta com curadoria de Graça Rodrigues, Sónia Ribeiro, Katherine Sirois, Lourenço Egreja e Diogo Bento, numa produção da galeria THIS IS NOT A WHITE CUBE, em parceria com a Cooperativa Árvore e o Centro de Artes de Águeda.
O acervo poderá ser visitado entre as 14 e as 19 horas, de terça-feira a sábado; e ao domingo, das 14 às 18 horas.

Castelo de Paiva, | Com passeio pelo concelho e muita animação musical. Moto Clube Paivense garantiu sucesso na realização de mais um “Convívio Motard “

Mais de 700 participantes marcaram presença na iniciativa

A exemplo de anos anteriores, o Moto Clube Paivense garantiu no passado Sábado, um rotundo sucesso, com a realização do seu habitual Convívio Motard, uma jornada emocionante de grande confraternização que reuniu os associados da colectividade paivense e centenas de entusiastas das duas rodas de diversas zonas do país, nomeadamente representantes de outros moto clubes que costumam colaborar e fazer parceria com a congénere local.

Segundo Nuno Monteiro, presidente do Moto Clube Paivense, contabilizaram-se cerca de 700 participantes neste evento anual e, sustentado numa organização bem estruturada, por todos elogiada, o programa contemplou uma recepção aos motociclistas a meio da manhã, um churrasco à hora do almoço e um passeio pela região durante a tarde, percorrendo parte do território municipal, assim com, uma prova de vinhos em Real ( Quinta do Gafanhão ) e degustação de petiscos regionais, registando-se uma paragem na zona ribeirinha de Pedorido – Choupal ( Aquapura ), com show da Banda Os Creuzebeks, e depois, ao final da tarde, teve lugar um jantar convívio, com caldo verde, castanhas assadas e o bom vinho verde de Castelo de Paiva, realizando-se de seguida, a cerimónia de entrega de lembranças aos participantes na sede da colectividade, localizada em Gração, junto à antiga escola preparatória, onde aconteceu um grande convívio com animação musical pela noite dentro e algumas surpresas que potenciaram uma excelente confraternização.

Uns pela comida, outros pelo vinho novo, outros pelo passeio, outros ainda pelo convívio e troca de experiências, muitos foram aqueles que marcaram presença, e só deixaram Castelo de Paiva já a madrugada ia alta, não sem antes darem os parabéns ao Moto Clube Paivense, que este ano contabiliza 25 anos de existência, com actividade permanente.

Na sede da colectividade, localizada em Gração, junto à antiga escola preparatória, os dirigentes do Moto Clube Paivense, na cerimónia de entrega de lembranças aos grupos e clubes, tiveram a oportunidade de elogiar o espírito motard, a todos dando a boas vindas a Castelo de Paiva, ao mesmo tempo que alguns dirigentes de outros clubes, deixaram uma palavra de gratidão ao Moto Clube Paivense por continuar a realizar esta grande iniciativa e continuar a levar bem longe o nome do concelho, realçando depois Nuno Monteiro, a grandeza deste encontro e a dinâmica organizativa evidenciada, considerando ser uma iniciativa que já é uma referência em Castelo de Paiva e que merece ser apoiada, atraindo adeptos motociclistas de vários pontos do país que confraternizam em salutar convivialidade, numa jornada contemplada com animação musical pela noite dentro, destacando-se a actuação dos Moby Dick (Rock covers band) para além do momento de cantar os parabéns ao MCP pelos 25 anos de existência.

A Vereadora do Desporto da CM de Castelo de Paiva, Liliana Vieira, marcou presença no evento, participando na cerimónia de entrega de lembranças aos Moto Clube presentes, e teve a oportunidade de elogiar o espírito motard, a todos dando a boas vindas a Castelo de Paiva e deixando uma palavra de gratidão ao Moto Clube Paivense por continuar a realizar esta grande iniciativa e continuar a levar bem longe

 o nome do concelho, realçando depois, a grandeza deste encontro e a dinâmica organizativa evidenciada, considerando ser uma iniciativa que já é uma referência em Castelo de Paiva e que merece ser apoiada, atraindo adeptos motociclistas de vários pontos do país que confraternizam em salutar convivialidade.

Para o presidente do Moto Clube Paivense, as expectativas foram ultrapassadas e o balanço é francamente positivo, tendo em conta que foi possível acolher mais de 700 participantes numa jornada de grande convivialidade, que atraiu muitos adeptos motociclistas e que decorreu da melhor forma, destacando-se o agrado dos participantes que enalteceram esta organização da colectividade paivense, prometendo voltar no próximo ano, destacando, em jeito de agradecimento, o apoio da Câmara Municipal, da colaboração da União de Freguesias de Sobrado/ Bairros e de várias empresas da região.













Carlos Oliveira


CIÊNCIA & SAÚDE: Há uma “fábrica de diamantes” escondida nas profundezas da Terra

 
As condições e as altas temperaturas na fronteira entre o manto e o núcleo da Terra dão aso à formação de diamantes.
O maior reservatório de carbono na Terra é o núcleo, onde 90% de todo o carbono do planeta está guardado. A crosta oceânica contém minerais hídricos que podem ocasionalmente chegar à fronteira entre o manto e o núcleo.
No meio desta fronteira, a temperatura é pelo menos o dobro da da lava e é alta o suficiente para que a água consegue a sair dos minerais hídricos. Por causa disto, dá-se uma reação química comparável à que acontece quando o aço enferruja.
Um novo estudo publicado na Geophysical Research Letters fez experiências na Advanced Photon Source de compressão e aquecimento de água e uma liga de carbono e ferro, para simular as condições nesta fronteira entre o núcleo e o manto, derretendo a liga de carbono e ferro, relata o SciTech Daily.
Os cientistas descobriram que a água e o metal formam óxidos de ferro e hidróxidos de ferro, tal como o enferrujamento que acontece à superfície, e observaram que nestas condições, o carbono separa-se da liga derretida e formam-se diamantes.

“A temperatura na fronteira entre o manto de silicato e o núcleo metálico a 3000 km de profundidade chega a cerca de 7000ºF, o que é suficientemente alto para a maioria dos minerais perder H2O capturado nas suas estruturas em escala atómica. Na verdade, a temperatura é alta o suficiente para que alguns minerais derretam nessas condições”, explica Dan Shim, professor na Escola da Exploração da Terra e do Espaço na Universidade Estadual do Arizona.
Como o carbono é um elemento que gosta de ferro, acredita-se que há uma grande quantidade no núcleo e o oposto seria de esperar no manto. No entanto, o estudo mostrou que a quantidade de carbono no manto é muito maior que o antecipado.
“Nas pressões esperadas para o limite do manto do núcleo da Terra, a liga de hidrogénio com o líquido de ferro metálico parece reduzir a solubilidade de outros elementos leves no núcleo”, explicam Shim..
“Portanto, a solubilidade do carbono, que provavelmente existe no núcleo da Terra, diminui localmente onde o hidrogénio entra no núcleo do manto (através da desidratação). A forma estável de carbono nas condições de pressão-temperatura do limite núcleo-manto da Terra é o diamante. Assim, o carbono que escapa do núcleo externo líquido tornaria-se um diamante quando entrasse no manto”, acrescenta.
Os cientistas querem agora investigar como descoberta também pode influenciar a concentração de outros elementos leves no núcleo, como silício, enxofre e oxigénio, e como essas mudanças podem afetar a mineralogia do manto profundo.

Fonte: ZAP //