quarta-feira, 8 de março de 2023

INVESTIGADORA MADEIRENSE CRIA "FÁBULA PERIÓDICA" PARA ENSINAR QUÍMICA EM REALIDADE AUMENTADA

 Alguns investigadores madeirenses desenvolveram um jogo educativo que utiliza tecnologias de realidade aumentada e interação tangível para ensinar ciência a crianças, procurando romper, assim, com os preconceitos em relação a esta disciplina muitas vezes considerada “desafiante e complexa”.
Este estudo, cujos resultados foram apresentados pelos responsáveis em fevereiro numa conferência internacional, em Varsóvia, visou precisamente compreender a usabilidade e a eficiência do jogo para promover a aprendizagem de química e melhorar perceção das crianças em relação à área, dado que a sua complexidade pode resultar num reduzido aproveitamento escolar e num menor interesse em prosseguir carreiras na ciência, tecnologia, engenharia e na matemática.
Este jogo, intitulado "Fábula Periódica", apresenta, desta feita, às crianças temas de ciência apoiados por uma atividade exploratória, utilizando cubos manipuláveis e uma realidade aumentada.
“Ao utilizar cubos físicos, o jogo proporciona uma experiência tátil que permite às crianças manipular e explorar os elementos da tabela periódica de uma forma prática. A realidade aumentada melhora ainda mais a experiência, adicionando uma camada digital que sobrepõe informações e animações nos cubos físicos, tornando a experiência de aprendizagem mais envolvente e imersiva”, aclara uma nota enviada à redação, que aponta que este jogo pretende entreter as crianças enquanto as envolve com narrativas sobre os fundamentos da química e a Tabela Periódica.
"As crianças usam um smartphone para adquirir informações sobre um elemento químico específico, apontando a câmara do para a superfície dos cubos. Cada lado do cubo revela texto, áudio ou animações sobre propriedades específicas de alguns elementos químicos", explica Sandra Câmara Olim, investigadora no Instituto de Tecnologias Interativas, que lidera o projeto orientado por Valentina Nisi.
Os resultados quantitativos e qualitativos do estudo mostraram resultados positivos sobre a aprendizagem e envolvimento dos participantes.
"As crianças retiveram mais informações sobre Química e a Tabela Periódica, o que lhes permitiu conseguirem uma pontuação mais elevada em testes de conhecimento. Além disso, os alunos mudaram sua perceção relativamente à disciplina. O que antes era um tema difícil e aborrecido, tornou-se interessante e útil", contou a investigadora.
O estudo incentiva a comunidade científica a continuar a avaliar sistemas semelhantes como ferramentas para aproximar crianças das áreas STEM.
Ademais, a investigação trouxe novos conhecimentos sobre o design e desenvolvimento de experiências baseadas em jogos de realidade aumentada usando uma abordagem multidisciplinar entre o conteúdo letivo, fatores humanos e tecnologias para promover o interesse das crianças em Química.
"Aliar o nosso conhecimento tecnológico às competências pedagógicas dos professores, permitiu-nos desenvolver um jogo divertido e interativo que utiliza narrativas para criar uma ligação emocional com as crianças, melhorando assim o seu interesse pelo tema", esclarece Sandra Câmara Olim.
As investigadoras planeiam continuar a avaliar o design e a eficácia do jogo, conduzindo estudos com mais participantes, pretendendo ainda explorar o impacto a longo prazo dos jogos baseados em realidade aumentada na perseverança dos alunos na educação científica.

APImprensa

Aveiro | Reunião de Câmara – 08 de março de 2023

 

Apresentamos por este meio informação sobre as principais deliberações da Reunião do Executivo da Câmara Municipal de Aveiro (CMA), realizada hoje, quarta-feira, dia 08 de março de 2023, nos Paços do Concelho.

1- Conhecido o vencedor do Concurso de Ideias para elaboração de Estudo Urbanístico da zona da Antiga Lota de Aveiro – “Living Places Lab”
O Executivo Municipal deliberou aprovar o Relatório Final relativo ao Concurso de Ideias para elaboração de Estudo Urbanístico da zona da Antiga Lota de Aveiro – “Living Places Lab”, atribuindo o prémio de consagração, no montante de 50.000€, à “Proposta de Ideia n.º8”, caracterizada por uma solução conceptual diferenciada e uma estrutura organizacional explícita, com uma linguagem arquitetónica aprimorada e com referências à memória do lugar.
Para o júri do concurso, a ideia vencedora apresenta uma proposta com cuidado paisagístico e espaços de estadia diversificados, bem integrados e valorizada por uma sequência volumétrica dinâmica e coerente. A imagem original e bem integrada do edifício do “Living Places Lab” foi também considerada como uma peça de relevante interesse do projeto.
Na mesma Reunião, foi ainda aprovada a atribuição de um prémio de participação à “Proposta de Ideia n.º4”, no valor de 10.000€, segunda classificada no Concurso e um prémio de 5.000€ à “Proposta de Ideia n.º7”, que encerrou o pódio na terceira posição.
Estes terrenos com cerca de 10 hectares, são abordados numa perspetiva de área piloto para teste da incorporação dos desafios da “New European Bauhaus”, que conta com o envolvimento cívico e com a exploração de novas abordagens na relação da urbanidade com os valores ambientais em presença, focando-se na sustentabilidade do ambiente urbano, em energias limpas, na construção da Cidade com neutralidade carbónica e nos objetivos da economia circular, integrando um “Living Places Lab” com valências e funções permanentes de dinamização cultural e comunitária, no âmbito do Plano Estratégico para a Cultura 2019-2030.
Com este processo, a CMA alcança o objetivo assumido com os Cidadãos para o presente mandato autárquico (2021/2025) de apresentar um conceito de ocupação e respetivo desenho urbano da Antiga Lota de Aveiro, que permita não só valorizar a imagem urbana dos terrenos, como promover as vivências urbanas, apostando na diversidade de funções, numa perspetiva de gerar um espaço dinâmico, com forte cariz cultural, com espaço de relevo para os desportos náuticos e a náutica de recreio, tudo alicerçado numa aposta de sustentabilidade ao nível ambiental, social e económico.

2- Descentralização: Qualificação e proteção do ecossistema
No âmbito do processo de Descentralização, a CMA definiu o objetivo de assumir a gestão dos terrenos da Antiga Lota de Aveiro, pela sua relevante importância urbana e pela sua íntima e especial relação com a envolvente da Ria de Aveiro, cuidando da memória histórica da sua velha utilização portuária, das atividades náuticas que suporta e apostando numa ocupação moderna e respeitadora do ecossistema e dos habitats de excelência, num local que é central na Cidade de Aveiro.
Numa fase em que se vão relançar as negociações visando a assunção pela CMA da gestão dos terrenos em causa, entendemos pertinente lançar um Concurso de Ideias para a elaboração de estudo urbanístico, em jeito de desafio à reflexão sobre tão nobre área da Cidade e do Município de Aveiro, no quadro dos novos desafios que se nos coloca o Mundo em que vivemos, procurando um equilíbrio sustentável entre a ocupação urbana e os valores da natureza, sempre com um lugar central para o Homem.

3- Atribuída a conceção ao vencedor do Concurso de Ideias da Reconversão do antigo Colégio Dr. Alberto Souto – “Creative Change Academy”
O Executivo Municipal deliberou aprovar o Relatório Final relativo ao Concurso de Ideias para Conceção da Reconversão do antigo Colégio Dr. Alberto Souto – Creative Change Academy, atribuindo à “Proposta de Ideia n.º3” o trabalho de conceção da obra e um prémio de consagração, no montante de 20.000€, de onde se destacam como fatores muito positivos a reabilitação de algum do edificado existente, a integração na malha urbana que valoriza o espaço envolvente e a abordagem inovadora na integração da ampliação do Arquivo Distrital.
Na mesma Reunião, foi ainda aprovada a atribuição de um prémio de participação à “Proposta de Ideia n.º2”, no valor de 8.000€, segunda classificada e um prémio de 2.000€ à “Proposta de Ideia n.º4”, classificada em terceiro lugar.
A Câmara Municipal de Aveiro (CMA) pretende que o espaço do Antigo Colégio Dr. Alberto Souto seja transformado num centro de arquivo, educação, cidadania e cultura, em torno de vários temas como o da preservação e partilha da memória, da criatividade cultural, da cidadania ativa, do multiculturalismo, em processos abertos a criativos, pensadores, artistas, educadores, instituições públicas e privadas.
Com a reabilitação dos edifícios existentes e a construção de novos, serão criadas condições para acolher a criação artística, através de um conjunto de espaços de residência, de acolhimento, com estúdios e espaços para conferências, espaços de produção e de apresentação, bem como local para acolher as memórias do espólio Municipal, com uma forma inovadora, terminando com a realidade atual de dispersão por vários edifícios.
Os espaços vão promover o encontro e o diálogo intercultural, bem como a compreensão das diferentes realidades socioculturais, cruzando artistas e investigadores internacionais com os parceiros locais. A dimensão de “Creative Change Academy” irá introduzir uma nova vida no Antigo Colégio Dr. Alberto Souto, que tem na sua função anterior de centro educativo destinado a acolher crianças e adolescentes em risco de exclusão social, um simbolismo fundamental para esta decisão.

4 - Localização Cultural Estratégica e oportunidade nos Fundos Comunitários PT 2030
Numa fase em que a CMA está a desenvolver uma vasta operação de qualificação urbana no Município de Aveiro, integrando a qualificação e a ampliação da rede de equipamentos culturais, dando nova vida a edifícios abandonados e suprindo carências estruturais como as que temos ao nível do Arquivo Municipal, a opção política de instalar no antigo Colégio este Equipamento Municipal com a dimensão de “Creative Change Academy”, tem ainda especial relevância estratégica para o aproveitamento de sinergias com o Arquivo Distrital e com o Centro Cívico de Aradas, procurando as oportunidades de financiamento pelos Fundos Comunitários do Portugal 2030.

5 - Orçamento Participativo com Ação Direta 2023
O Executivo Municipal deliberou aprovar as normas de participação da 3.ª Edição do Orçamento Participativo com Ação Direta (OPAD) do Município de Aveiro que se realiza em 2023. Esta é uma iniciativa da Câmara Municipal de Aveiro (CMA) que pretende aprofundar a recolha de contributos dos cidadãos na discussão e elaboração do orçamento público municipal.
Entre as principais alterações às normas de participação, o destaque vai para o aumento da percentagem de comparticipação dos cidadãos proponentes, que para de 10% para 20%. O Presidente da CMA, Ribau Esteves, explica que “a modificação tem o objetivo de continuar a aumentar a participação cívica, sublinhando a “Ação Direta” do Orçamento Participativo. O que queremos é que exista mais envolvimento comunitário, propostas apresentadas por grupos mais abrangentes de pessoas e integrando também o envolvimento do tecido empresarial e privado nos projetos.”, referiu.
O OPAD, nesta 3.ª edição, mantém assim o valor global de financiamento da CMA de 150.000€ e as propostas terão um apoio financeiro da CMA de 80% dos custos totais do projeto (em vez dos atuais 90%), até ao limite máximo de 30.000€, sendo o remanescente financiado pelos proponentes, podendo ser em géneros de valor quantificado e donativos.
Outra das alterações relevantes é a recuperação da metodologia prevista inicialmente (que não se realizou devido à pandemia de Covid-19), de auscultação e recolha de contributos em todo o Município de Aveiro, bem como a definição de um limite máximo de 10 propostas aprovadas por edição.
O quadro normativo prevê ainda a correção e esclarecimento de alguns pontos importantes, tais como a clarificação do enquadramento legal do IVA para a parte privada de financiamento e a clarificação dos termos de utilização de terrenos do domínio público e privado.
Os custos de comunicação associados ao projeto passam a estar incluindo no orçamento da 3.ª edição, ao mesmo tempo que foram revistos os prazos para algumas fases, que se revelaram curtos, nomeadamente para avaliação e execução de projetos.
As normas de participação continuam a prever – face às diferenças demográficas entre as várias localidades – coeficientes de majoração, a fim de garantir a equidade de oportunidades e representatividade entre povoações / Freguesias com menor e com maior população. Por exemplo, enquanto que na localidade de Esgueira cada voto nos seus projetos vale 1,13 votos, na localidade de São Jacinto cada voto vale 15,71 votos.
O processo destinado a cidadãos com 18 anos ou mais terá nove etapas, desde a divulgação e apresentação de propostas, passando pela análise técnica, votação dos projetos, apresentação de resultados e implementação das ideias vencedoras.
Todas as informações e datas estarão disponíveis em: https://opad.cm-aveiro.pt/

6 - 17 projetos selecionados, 281 mil euros investidos e execução de 64%
No arranque da 3.ª edição do OPAD, a CMA faz um balanço muito positivo das duas primeiras edições (2020 e 2021).
“É uma aposta ganha e que vamos continuar a concretizar motivando a participação cívica e comunitária. Este é o único Orçamento Participativo do país em que os Cidadãos contam mesmo para a definição, para o trabalho e para a execução dos projetos. O OPAD é hoje uma ferramenta muito importante na sensibilização e na promoção da solidariedade social, do respeito e valorização do espaço comum e no desenvolvimento da dinâmica social na Cidade e no Município de Aveiro”, considera o Presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Ribau Esteves.
Dos 17 projetos selecionados pelos cidadãos nas duas primeiras edições, que representaram um investimento da CMA de cerca de 281.000€, encontram-se já concluídos 11 dos 17 projetos, o que significa uma taxa de execução, até ao momento, de 64%.
Em 2020, na sua primeira edição, o OPAD obteve um balanço muito positivo, com um total de 17 candidaturas, sendo que foram selecionadas através do voto direto dos cidadãos, sete propostas vencedoras, representando um investimento da CMA de 131.887,11€.
Neste momento estão concluídas cinco das sete propostas selecionadas, nomeadamente os projetos: “Rota Segura para a Escola”; “Parque da Cidade ATIVO”; “Kit a Nossa Rua”; “Cidadania LAB”; e “Aveiro Parklet – uma micro-praça em cada rua”. Em fase final de execução está o projeto “Calhas para Bicicletas nas Escadas de Aveiro”; e “BICIBOX Aveiro – Estacionamento de longa duração para bicicletas”.
O OPAD 2021 viu selecionadas pelos cidadãos, dez das 23 propostas apresentadas, o que se traduziu num investimento da CMA de 150.000€, mais 18.112,89€, do que na edição anterior.
Da 2.ª edição do OPAD, quatro dos projetos já se encontram finalizados: o “Ciclo Compost”; “Aveiro a Compostar”; “Por um planeta com menos plástico”; e “TricotaRia”. Em trabalho de desenvolvimento encontram-se de momento, os projetos: “Rota da Água”; “Parque Canino”; “BRINC’Aveiro: Brincar de Rua”; “Parque de Merendas de Sarrazola”; e “Xadrez ao ar livre nas Freguesias de Aveiro”. O projeto “Parque do Salgueiral” não será realizada por não se encontrarem reunidas as condições para a execução da intervenção, já que se trata de uma proposta para implementação do projeto num terreno privado.

O OPAD potencia a participação da população, entregando aos cidadãos a oportunidade de liderar diretamente a execução de uma iniciativa de valor acrescentado para a comunidade.

7 - Renovação da Prestação de serviços para a dinamização de Atividades de Animação e de Apoio à Família para a Educação Pré-Escolar em 2023/2024
No âmbito das suas competências em matéria de Educação, a CMA tem adotado medidas para a criação das condições necessárias ao desenvolvimento das Atividades de Animação e de Apoio à Família (AAAF), destinadas principalmente às crianças cujos agregados familiares não tem possibilidades de acompanharem, usando um novo modelo de gestão implementado desde o ano letivo 2018/2019.
Desta forma, o Executivo Municipal deliberou aprovar a renovação da prestação de serviços de dinamização de AAAF nos estabelecimentos de Educação Pré-Escolar do Município de Aveiro, com a empresa Associação Tempos Brilhantes, para os meses de setembro de 2023 a julho de 2024, pelo valor de 536.000€.
Esta prestação de serviços foi adjudicada à empresa Associação Tempos Brilhantes em setembro de 2021, para o ano letivo corrente (2021/2022), onde se previa já a possibilidade de renovação por períodos letivos subsequentes, até ao máximo de duas renovações.
Entre as várias atividades que se irão desenrolar, destaque para as atividades associadas às artes, expressões e ateliers, promotoras de uma componente prática que estimulem a liberdade e a autonomia, a fim de garantir qualidade no tempo de animação socioeducativa.

8- Concurso Público para Atividades de Enriquecimento Curricular no ano letivo 2023/2024
O Executivo Municipal deliberou aprovar a renovação do Protocolo de Cooperação com a Associação Tempos Brilhantes, no valor de 270.119,25€ para a implementação de Atividades de Enriquecimento Curricular (AEC) nos Agrupamentos de Escolas do Município de Aveiro durante o ano letivo 2023/2024.
O Protocolo, celebrado em 2022 previa a possibilidade de renovação da prestação de serviços de AEC para o ano letivo seguinte de 2023/2024, opção agora acionada pela Câmara Municipal de Aveiro (CMA).
Com a premissa de garantir uma escola a funcionar a tempo inteiro, a CMA pretende que a Escola reforce a sua ligação e apoio aos Alunos, oferecendo a possibilidade de participarem em atividades de natureza lúdica, formativa e cultural, que incidam nas áreas do desporto, arte, ciência e tecnologia.
Com uma carga horária de cinco horas semanais, as AEC são atividades da responsabilidade da CMA e que tem como objetivo o Enriquecimento Curricular dos Alunos, sendo muito relevantes para o seu desenvolvimento pessoa, social e emocional.

9- Revogados Atos de Arrematação de circuitos turísticos
O Executivo Municipal deliberou aprovar as três propostas de revogação dos Atos de Arrematação em Hasta Pública, realizada a 18 de outubro de 2019, resultante do não pagamento atempado das prestações pecuniárias previstas nos alvarás de licenciamento.
Assim, e após a devida audiência formal das empresas em causa, foram revogadas as licenças, do Comboio Turístico com lugar de estacionamento no Rossio, da entidade “IDEIAS SALGADAS, LDA.”, de dois triciclos motorizados de sete lugares, da entidade “ESPAÇO DE EXPERIÊNCIAS, LDA.” também com estacionamento no Rossio e do Cais 10-B para atracação permanente e exercício da atividade Marítimo-Turística, de três Moliceiros, da empresa “SIMILAR MERIDIAN, LDA.”.

10 - Fundo de Apoio a Famílias atribui apoios a mais seis Famílias e 21 Cidadãos
O Executivo Municipal deliberou aprovar apoios económicos a mais seis famílias residentes em Aveiro, correspondendo a mais 21 Cidadãos ajudados, no valor global de 3.965,00€, no âmbito dos “Apoios Sociais a Cidadãos e Famílias Carenciadas”, do Fundo de Apoio a Famílias.
Para dar resposta a estas situações, a CMA utiliza o Fundo de Apoio a Famílias, que tem para 2023 uma verba total orçamentada de 150.000€.

11 - Oito meses de Descentralização na Ação Social
No quadro da descentralização de competências no domínio da Ação Social, que a Câmara Municipal de Aveiro começou a executar formal e substancialmente no passado dia 01 de julho de 2022, o Executivo Municipal deliberou ratificar os apoios atribuídos no âmbito dos subsídios de caráter eventual emergentes e não emergentes respeitantes ao mês de janeiro.
Com oito meses de execução das novas competências nesta importante área da Ação Social, a Câmara Municipal de Aveiro encontra-se a terminar a elaboração do relatório de avaliação do primeiro semestre de descentralização, sendo que continuamos a dar nota positiva ao trabalho realizado até ao momento.

12 - Doação da Coleção Documental de Fernando Morais Sarmento
O Executivo Municipal deliberou aceitar a doação feita pelo ilustre cidadão aveirense Fernando de Morais Sarmento que o seu filho Fernando Arroja de Morais Sarmento trouxe ao conhecimento de todos, de uma coleção constituída por fotografias e documentos que representam um relevante testemunho e perpetua acontecimento da vida da Cidade e da Região de Aveiro, os quais passarão então a integrar o espólio municipal.
A Câmara Municipal aprovou também o agradecimento público pela generosidade e a cidadania ativa demonstrada pelo doador que, com esta manifestação de altruísmo, contribui para o enriquecimento do acervo museológico municipal.

13 - Doação de peças da artista Adélia Gonçalves
O Executivo Municipal deliberou aceitar a doação feita pela artista Adélia Gonçalves, dos seus trabalhos realizados para a exposição “O Tempo e a Água”, realizada em 2019, no Museu de Aveiro/ Santa Joana, nomeadamente do videograma “Revelatum” e seis fotografias impressas em papel fine art de alta qualidade - GICLÉE, as quais ficarão à guarda dos Museus de Aveiro.
A Câmara Municipal aprovou também o agradecimento público pela generosidade e a cidadania ativa demonstrada pelo doador que, com esta manifestação de altruísmo, contribui para o enriquecimento do acervo museológico municipal.

Tertúlia juntou cinco desportistas nos Paços do Concelho. “Desporto no Feminino” assinalou Dia Internacional da Mulher em Cantanhede

 

“Desporto no Feminino” foi o tema da tertúlia organizada pelo Município de Cantanhede para assinalar o Dia Internacional da Mulher na data desta efeméride, em 8 de março. Durante a sessão realizada nos Paços do Concelho, cinco mulheres que se têm afirmado em diferentes domínios da atividade desportiva deram testemunho da sua experiência pessoal e pronunciaram-se sobre os desafios inerentes à condição feminina nesse âmbito.

Bem antes disso, logo pela manhã, a presidente da Câmara Municipal, Helena Teodósio, esperou as trabalhadoras dos diferentes serviços da autarquia para lhes entregar uma flor com uma mensagem onde, depois de afirmar que “os direitos das mulheres têm o devido reconhecimento jurídico no nosso país”, refere que “continua a fazer sentido assinalar que há ainda algum caminho a percorrer para que esses direitos sejam respeitados em todas as dimensões. Celebrar o Dia Internacional da Mulher serve para isso mesmo e sobretudo para deplorar a inominável violência a que está sujeita a condição feminina em certas sociedades”, escreveu a líder do executivo camarário cantanhedense.

À tarde, na abertura da tertúlia, Helena Teodósio, apresentou as intervenientes, todas do concelho de Cantanhede, como “mulheres reconhecidas por aquilo que conquistaram no campo do desporto, enquanto atletas e treinadoras ou ainda no âmbito da arbitragem, mulheres com percursos de relevo à custa da sua capacidade, do seu esforço, do seu mérito e do seu sacrifício. Este ano decidimos dedicar a nossa habitual tertúlia no âmbito da celebração do Dia Internacional da Mulher ao ‘Desporto no Feminino’, uma vertente que tem adquirido cada vez mais expressão pública e que certamente tem condicionalismos e exigências particulares que vale a pena conhecer”, afirmou a autarca.

A assistência que ocupou todos os lugares disponíveis no salão nobre da Câmara Municipal ouviu os testemunhos de Beatriz Carvalho, campeã do Mundo ISKA 2022, em kickboxing, Vanda Dias, treinadora internacional de ginástica aeróbica e na Academia CantanhedeGym, Stela Fernandes, detentora de vários títulos de campeã nacional de 1.500 metros, em atletismo, Florbela Machado, ex-atleta internacional de natação e também campeã nacional por diversas vezes, e Filipa Prata, atualmente árbitra de futsal dos quadros nacionais da Federação Portuguesa de Futebol.

Nas suas intervenções, as convidadas convergiram na ideia de que já não é tão evidente a diferença de tratamento entre atletas femininos ou masculinos, embora esse comportamento se manifeste por vezes.

Stela Fernandes, Florbela Machado e Beatriz Carvalho deram nota que sempre treinaram com rapazes e nunca se sentiram, ou as fizeram sentir, menos capazes. Também Filipa Prata referiu que a sua equipa de arbitragem integra dois homens.

Numa intervenção mais pedagógica, Vanda Dias lembrou que “o desporto é uma escola de vida”, onde mais do que as medalhas e os títulos importa colocar “dignidade” nas pequenas conquistas, priorizar objetivos e “nunca desistir”.

A sessão contou com dois momentos musicais, por Christiana Marques e Bruno Pinto.

Fotografias do quotidiano da comunidade sénior em exposição na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz


A exposição das fotografias tiradas durante o Laboratório de Fotografia Criativa promovido pela Malvada Associação Artística vai ser inaugurada no dia 9 de março, pelas 17h30, na Biblioteca Municipal de Reguengos de Monsaraz. Esta mostra vai estar patente até ao dia 31 de março e pode ser visitada de segunda a sexta-feira das 10h às 12h30 e entre as 14h e as 17h30.
O Laboratório de Fotografia Criativa decorreu às terças-feiras entre 31 de janeiro e 7 de março no Pólo de Reguengos de Monsaraz da Universidade Popular Túlio Espanca, foi orientado por José Miguel Soares e envolveu um grupo de alunos desta instituição e elementos da comunidade sénior. Este laboratório faz parte do projeto artístico de inovação social Cotidianos, da autoria da dupla de artistas Ana Luena e José Miguel Soares, no qual se desenvolvem atividades de criação artística inovadoras e experimentais que partem do quotidiano para a construção de imaginários, num trabalho direto com o público sénior e desempregados.
O objetivo desta iniciativa é dar a conhecer as bases da fotografia segundo uma abordagem teórico-prática orientada para o desenvolvimento criativo, incentivando os participantes a fotografar com os seus telemóveis e máquinas fotográficas, momentos e pormenores do seu quotidiano. Desta forma potencia-se o entendimento de como as imagens fotográficas são construídas, mas principalmente a capacidade de expressar e apresentar a realidade de um ponto de vista pessoal, autoral e criativo.
O Laboratório de Fotografia Criativa que decorreu em Reguengos de Monsaraz teve a participação de Antónia Cadete, Berta Filipe, Catarina Lucas, Daniela Batista, Joaquina Ramalho, Maria do Rosário Rizo, Maria Inácia Martins, Maria Isabel Lopes, Maria Joana da Costa, Maria Teresa da Conceição, Miquelina Falé, Sónia D’Assunção e Rosa Veladas. O projeto artístico de inovação social Cotidianos decorre em Reguengos de Monsaraz, Alandroal, Borba, Évora e Terena no âmbito do programa Projetos Inovadores/Experimentais na Área Social - MONTE, que é cofinanciado pelo Alentejo 2020, Portugal 2020 e Fundo Social Europeu - União Europeia.





Carlos Manuel Barão

Évora | CROMELEQUE DOS ALMENDRES INICIADOS TRABALHOS DE SALVAGUARDA E VALORIZAÇÃO

 

Localizado no Concelho de Évora, junto à aldeia de Nª Srª de Guadalupe, o Cromeleque dos Almendres, monumento megalítico constituído pelo maior conjunto de menires estruturados de toda a Península Ibérica e um dos mais relevantes do megalitismo europeu, vai agora beneficiar das medidas de salvaguarda e valorização que merece. 

Este importante sítio arqueológico, imponente pela sua singularidade e dimensão tanto física como de valor patrimonial, não deixa, no entanto, de ser um elemento frágil, e por isso vulnerável à ação do Tempo e do Homem que naturalmente procura usufruir da sua beleza e autenticidade, mas que inevitavelmente vai provocando desgaste e risco de perda. Impõe-se, assim, a necessidade de se realizarem ações que impeçam esse desgaste e contribuam para a sua preservação e salvaguarda. 

Neste contexto, foi decidido levar à prática um conjunto de trabalhos preparatórios, que irão otimizar as condições para a implementação do Projeto Global de Salvaguarda e Valorização do Cromeleque dos Almendres, trabalho elaborado em articulação com a Direção Regional de Cultura do Alentejo e Direção Geral do Património Cultural. 

Assim, nesta primeira fase, a Câmara Municipal de Évora iniciou trabalhos de reposição de solo e coberto vegetal em todo o espaço de implantação do monumento. Deste modo, através da reposição de terra de base e posterior sementeira de prado, será possível atenuar a ação nociva da erosão, salvaguardando assim a solidez da implantação dos elementos líticos. 

Durante o tempo em que decorrer a ação de espalhamento de terra, sementeira e consolidação do prado, será naturalmente necessário interditar a circulação no interior do recinto do Cromeleque, prevendo-se a duração aproximada de seis meses. Solicita-se por isso a melhor compreensão pelos constrangimentos que esta situação acarreta, e o respeito pelas áreas alvo de intervenção, não as perturbando.

VILAS MUTANTES: as plantas também crescem de noite 18/03 às 21h @ Café Verde Pinho em Proença-a-Nova

 

“Vilas Mutantes: As plantas também crescem de noite” – espetáculo construído com habitantes de Proença-a-Nova a partir das memórias, costumes, saberes e inquietações da comunidade local – apresenta-se ao público no dia 18/03 às 21h em Proença-a-Nova, com ponto de encontro no Café Verde Pinho.
A iniciativa resulta de um trabalho da coreógrafa Alice Duarte e do músico Alexandre Moniz com a comunidade de Proença-a-Nova, preparado ao longo dos meses de Fevereiro e Março, no quadro do projeto artístico FÔLEGO.

Devido às temperaturas que se fazem sentir nesta altura do ano, o FÔLEGO recomenda ao público que venha agasalhado e confortável para caminhar.

Sinopse:
Porque Proença-a-Nova também acorda à noite, este espetáculo de dança e música cresce como uma planta que nos aproxima da pulsação da vila, atravessada nos olhares cruzados de quem lá vive. Entre trocas secretas e celebrações de chás e mezinhas, ocupam-se cenários adormecidos onde se manifestam forças humanas. Todos eles procuram o mesmo: sonhar, para eles próprios e para o mundo.

Alice Duarte, bailarina e coreógrafa desenvolveu um trabalho de movimento corporal que mergulha nas memórias, saberes de caráter pessoal, social e cultural do território de Proença-a-Nova. O espetáculo será o fruto de um trabalho assente em metodologias de arte participativa que aliam ferramentas artísticas da dança e da música.
 
Na dimensão musical, o músico Alexandre Moniz, com raízes na freguesia de Envendos (Mação), utilizou a sua ligação à terra e a experiência com múltiplos instrumentos musicais para estimular a participação através da música como linguagem universal.
 
A iniciativa faz parte do programa FÔLEGO – programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei.
Ficha Artística

Direção Artística: Alice Duarte
Direção Musical: Alexandre Moniz
Produção: Fôlego / Câmara Municipal de Proença-a-Nova


MAIS SOBRE O FÔLEGO

O FÔLEGO - programa de intervenção artística movido pelo combate às alterações climáticas em Mação, Sertã, Oleiros, Proença-a-Nova e Vila de Rei – decorre no Centro de Portugal.

O nome FÔLEGO surge da associação do território ao fogo - mas também ao ar, necessário à combustão e à vida – e o programa convida à imersão no património natural por via das artes, apelando à mobilização local, nacional e internacional pela mitigação da crise climática. O FÔLEGO atuará no território entre 2021 e o verão de 2023.

Privilegiando o envolvimento da comunidade local em torno de um futuro saudável e consciente, o FÔLEGO terá uma programação cruzada entre áreas artísticas: artes plásticas, dança, fotografia, música, novo-circo, novos media e teatro. Terá como eixo principal a arte participativa e comunitária, em relação próxima com as populações, promovendo a mobilidade de públicos e artistas locais, nacionais e internacionais.

Selecionado para financiamento no quadro EEA Grants, Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, o projeto é promovido pela Academia de Produtores Culturais, em parceria com Mapa das Ideias, H2Dance e Heidi Ruustgard (Noruega), Universidade da Islândia, Associação Pinhal Maior e os cinco municípios – Mação, Oleiros, Proença-a-Nova, Sertã, Vila-de-Rei - atuando num esforço coordenado entre dezenas de instituições locais, nacionais e internacionais, de caráter governamental e não-governamental.

O FÔLEGO aliará as artes, a ciência e o ambiente, trabalhando a problemática do clima em várias frentes - não apenas numa abordagem conceptual e artística, mas também pela sensibilização e envolvimento da comunidade em ações concretas no sentido da mitigação e adaptação aos efeitos da crise climática.

Programa e mais info: http://www.folego.pt/
Redes sociais: facebook.com/folegoaceso / @folegoaceso

Porto de Mós celebra Acordo de Colaboração no âmbito do 1.º Direito - Estratégia Local de Habitação

 Decorreu, hoje, 8 de março, a celebração do Acordo de Colaboração no âmbito do 1.º Direito - Estratégia Local de Habitação, para o Município de Porto de Mós, que contou com a presença da Secretária de Estado da Habitação, Fernanda Rodrigues, com a Presidente do Conselho Diretivo do IHRU, Isabel Dias e do Presidente da Câmara Municipal de Porto de Mós, Jorge Vala.

A Estratégia Local de Habitação do concelho de Porto de Mós contempla a aquisição e reabilitação de 32 fogos por parte da autarquia, a reabilitação de 6 fogos por parte do Instituto Financeiro da Segurança Social e a reabilitação de 47 fogos, por parte de beneficiários diretos, o que resultará no investimento de quase 9 500 000€.
 
No quadro da Nova Geração de Políticas de Habitação, aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 50-A/2018, de 2 de maio, o Decreto-Lei n.º 37/2018, de 4 de junho, criou um novo programa de apoio público, o 1.º Direito-Programa de Apoio ao Acesso à Habitação, para promoção de soluções habitacionais para pessoas que vivem em condições habitacionais indignas e que não têm capacidade financeira para suportar o custo do acesso a uma habitação adequada.
 
O referido Decreto-Lei n.º 37/2018 define um conjunto de princípios que devem ser observados na execução do 1.º Direito, entre os quais o princípio da acessibilidade habitacional, segundo o qual as pessoas têm direito a que sejam criadas condições para que os custos com o acesso a uma habitação adequada e permanente sejam comportáveis pelo seu orçamento.
 
Em alinhamento com esses princípios e com o diagnóstico global atualizado das carências habitacionais identificadas no seu território, o município de Porto de Mós definiu a sua estratégia local em matéria de habitação, priorizando as soluções habitacionais que, em conformidade, pretende ver desenvolvidas ao abrigo do 1.º Direito, no quadro das opções por ele definidas, bem como identificou e definiu estratégias globais para o desenvolvimento do seu território num sentido mais lato.
 
Em 30 de setembro de 2022, o Município de Porto de Mós, aprovou e, posteriormente, remeteu ao Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I.P., a sua Estratégia Local de Habitação, na qual estão sinalizadas as situações de carência habitacional existentes no seu território e definidas as soluções habitacionais nas quais se devem enquadrar todos os pedidos de apoio ao abrigo 1.º Direito.
 
Patrícia Alves