segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

FARMACÊUTICOS PEDEM INTERVENÇÃO DO MINISTRO PARA TRAVAR ANÚNCIOS DO CALCITRIN


 
A Ordem dos Farmacêuticos apelou à “intervenção direta” do ministro da Saúde para travar os anúncios publicitários do suplemento alimentar Calcitrim MD Rapid e evitar situações suscetíveis de “causar prejuízos sérios e de difícil resolução na saúde dos cidadãos”.
Num comunicado, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) deu conta do ofício que enviou no dia 6 de janeiro ao ministro da Saúde, solicitando a sua intervenção para “pôr cobro” a uma situação que se mantém apesar dos alertas do Infarmed e da Direção-Geral de Alimentação e Veterinária.
As ordens dos farmacêuticos e dos médicos alertam contra este produto e apelam à intervenção do ministro da saúde, Adalberto Campos Fernandes, em defesa da saúde pública.
“Não obstante a preocupação que a Ordem dos Farmacêuticos tem vindo reiteradamente a manifestar sobre este assunto, a verdade é que ainda nada se alterou”, afirmou no documento,
“Mantêm-se na íntegra as preocupações e receios que motivaram o recurso da Ordem dos Farmacêuticos a uma providência cautelar que ainda decorre na Justiça”, sublinha o documento.
A OF contesta que a empresa continue a publicitar “em termos inaceitáveis o produto Calcitrin MD Rapid”, salientando que o recurso a figuras públicas nos anúncios lhes dão um cunho de verdade e seriedade, sendo que neste caso não existe qualquer base científica.
“Com a agravante de ter introduzido um anúncio no qual um cidadão afirma usar o referido produto aconselhado ‘pelo seu farmacêutico’, bem como a utilizar espaço publicitário na televisão pública para prestar ‘esclarecimentos públicos sobre o assunto’”, criticou.
“Tudo, com a participação ativa de apresentadores da estação pública“, salientou.
No dia 17 de dezembro, a OF instaurou uma providência cautelar para travar os anúncios publicitários àquele produto em todos os órgãos de comunicação social, alegando que induzem um “consumo desnecessário, nocivo e sem diagnóstico ou avaliação prévia por profissional habilitado”.
Por esse motivo, o consumo indiscriminado destes produtos constitui “uma ameaça à saúde e bem-estar dos cidadãos”, pois “pode levar a lesões graves e de difícil reparação”.
Já no dia 18, o Infarmed recomendou que não fossem utilizados produtos contendo cálcio para a prevenção ou tratamento de doenças e anunciou que decorrem ações de fiscalização à conformidade destes produtos no mercado.
Empresa do Calcitrin responde
Entretanto, a empresa que comercializa o suplemento Calcitrin mostrou-se disponível para “corrigir o que se prove ser inadequado às finalidades anunciadas”, em resposta à providência cautelar interposta pela Ordem dos Farmacêuticos para travar os anúncios publicitários a este produto.
De acordo com um comunicado da empresa VivaMelhor, responsável pela comercialização do Calcitrin, esta ainda não recebeu “qualquer comunicação,reclamação ou chamada de atenção relativamente à qualidade deste produto, ou sua publicidade”.
Para a VivaMelhor, “tal preocupação da Ordem, embora genericamente louvável, não justifica a desproporcionalidade de uma providência cautelar, comunicada intensamente à imprensa e base para declarações públicas que lesam o bom nome desta empresa”.

CONTRIBUINTES VÃO PODER USAR FACTURAS EM PAPEL PARA MUDAR DEDUÇÕES DE IRS


 
O governo vai criar uma excepção para permitir que os contribuintes possam corrigir, através das facturas em papel, os valores das deduções das declarações de IRS, sempre que haja registos inadequados no site e-factura.
Um dado avançado pelo Dinheiro Vivo que sustenta que, caso um contribuinte verifique que as respectivas deduções não estão situadas na categoria correcta ou que os valores comunicados não estão certos, vai poder alterar esses dados nadeclaração de IRS pré-preenchida pelo Fisco.
Uma circunstância que se vai aplicar para as despesas de saúde, de educação, da casa e com lares de idosos.
Contudo, para que estas alterações possam ser efectuadas, o contribuinte terá que ter uma factura com um Número de Identificação Fiscal não registada no e-factura. Se a tal factura estiver registada, mesmo que com os valores incorrectos, será considerada em detrimento do registo correcto em papel.
Importa também ter em conta que sempre que se façam alterações, com base em facturas em papel, será preciso guardá-las durante um período de quatro anos (para o caso de o Fisco querer confirmar a sua veracidade).
O Dinheiro Vivo repara que esta alteração surge porque o governo entende que o sistema e-factura “não é ainda devidamente conhecido e levanta muitas dúvidas junto dos contribuintes, o que poderá levar a que muitas pessoas fiquem com um valor de despesas dedutíveis inferior ao que efectivamente fizeram”.
Assim, vai criar “uma solução legislativa” para contornar esse problema no primeiro ano de aplicação do regime.
Em causa estão particularmente problemas com o registo dos Códigos de Actividade Económica (CAE), nomeadamente no caso das refeições escolares das cantinas públicas onde o serviço é prestado, nalguns casos, por fornecedores externos que não têm um CAE associado à Educação.
ZAP

FUNCIONÁRIOS DA TORRE DE BELÉM E DOS JERÓNIMOS DESVIARAM MAIS DE 150 MIL EUROS


 
Alexander Savin / Flickr
Torre de Belém em Lisboa
O Tribunal de Contas denunciou o desvio de mais de 150 mil euros de dinheiro proveniente da venda de bilhetes no Mosteiro dos Jerónimos e na Torre de Belém.
Este desvio terá ocorrido entre 2012 e 2013 e é reportado num Relatório da auditoria à Direcção-Geral do Património, agora divulgado pelo jornal i.
O Tribunal de Contas fala no “desvio do montante de 152.345 euros, para proveito próprio de trabalhadores”, cita a mesma publicação.
No âmbito do inquérito aberto ao caso, foram responsabilizados onze funcionáriosque foram despedidos.
Todavia, no seguimento de uma providência cautelar apresentada pelos trabalhadores, oito foram reintegrados noutros serviços “em funções que não envolvam contacto com valores monetários e/ou vendas”, conforme cita o jornal.
Entretanto, decorre no Departamento de Investigação e Acção Penal um processo-crime.
ZAP

Inês Côrte-Real: “Prometo que o meu percurso não vai ficar por aqui!”


by Mira Online
Inês Côrte-Real tem 21 anos e participou recentemente no programa The Voice. Com um CD de originais já editado, a jovem artista fala-nos do seu projeto a solo e do caminho que tem percorrido no mundo da música, destacando a importância da participação no programa da RTP.
Quando surgiu a tua paixão pela música? A tua formação musical fê-la crescer? Fala-nos um pouco dessa formação.
 A minha paixão pela música surgiu já em criança. Fazia muitos musicais no colégio onde estudei e havia também concursos de talento. Mas foi a partir dos 13 anos que comecei a assumir mais a música como uma verdadeira paixão. Aprendi a tocar guitarra e isso abriu-me portas para outros caminhos, como cantar, escrever e compor.
A formação musical que tive foi a “básica” de escola. Agora já não tenho mais, apesar de ter noção que me faz muita falta! Mas tenho que me focar também noutros aspectos da minha vida, como a faculdade e, por isso, não tenho muito tempo disponível para fazer tudo.
Participaste recentemente no programa The Voice, da RTP. Nas provas cegas, com a música "Gravity", conquistaste os quatro mentores, que elogiaram o teu talento e a tua serenidade em palco. Qual foi a razão para teres escolhido a Áurea como mentora?
 Desde o início da sua carreira que acompanho o trabalho da Aurea. Para mim sempre foi uma inspiração e um exemplo, visto ter conseguido chegar tão longe, em tão “pouco tempo”. Por isso, quando soube que ela ia ser mentora, sabia que não ia hesitar caso ela virasse a cadeira! Felizmente consegui conquistar os 4 mentores, o que para mim foi mesmo um dos melhores momentos do The Voice Portugal, mas na minha cabeça já tinha tomado uma decisão há muito tempo. Não podia perder a oportunidade de trabalhar com uma pessoa que admiro já há tantos anos! E não me arrependo um único segundo, da escolha que fiz!
Na primeira gala, na qual cantaste "I won't give up", de Jason Mraz, terminou o teu percurso. O que sentiste ao chegar ao fim a tua participação no programa da RTP?
Senti uma tristeza estranha… Triste porque tinha acabado o meu percurso, mas super feliz por ter chegado ao Top 16! Quando entrei no programa, o meu principal objectivo, depois de ter passado nas provas cegas, era chegar às galas em directo, e consegui! Era o que mais queria, a partir daí, o que viesse seria um “super bónus" para mim. Fiquei triste porque sei que podia ter dado muito mais e podia ter feito uma prestação muito melhor, mas senti que ao longo do programa nunca desiludi quem sempre me apoiou e, ainda mais importante, consegui fazer o que a minha mentora me corrigia sempre, passar a mensagem! Por isso saí de cabeça erguida, com muito mais experiência para o meu futuro e com uma maior aprendizagem em relação ao mundo da música!
Em que é que a participação no The Voice te acrescenta enquanto pessoa e, principalmente, enquanto artista?
 O The Voice Portugal fez-me crescer, muito! Não só como artista, mas como pessoa também! Um artista, na minha opinião, não é completo se souber apenas cantar… Temos que saber passar a mensagem, mostrar atitude, mostrar presença em palco e, também, saber ganhar o respeito das pessoas! Quando fui para o The Voice tinha uma ideia em mente, promover o meu álbum e promover-me a mim, enquanto artista… Aquilo que consegui ganhar foi muito mais do que isso! As pessoas olham para mim e ouvem-me enquanto uma cantora que se esforça para fazer o melhor, enquanto pessoa que toca no coração das pessoas! Consegui ganhar o respeito das pessoas enquanto artista e isso para mim, é muito importante!
Cresci muito enquanto pessoa no sentido em que aprendi a olhar para os meus próprios erros e a corrigi-los, aprendi a encarar a pressão e os nervos duma outra maneira, para além de que conheci imensas pessoas fantásticas!
Cresci enquanto artista porque aprendi imenso! Todo o nosso percurso é feito através da nossa aprendizagem… E o The Voice permitiu-me isso! Crescer!
O teu percurso no mundo da música começou antes do The Voice. Em 2014 lançaste o teu primeiro álbum de originais - "Heartbeat" -, constituído por 10 músicas escritas por ti. Sobre o que escreves?
O meu Heartbeat é a minha vida nos últimos 4/5 anos. São histórias pelas quais passei, são histórias que observo, é tudo o que vejo, basicamente, e quero escrever sobre isso.
A maneira de me libertar de certas coisas que vejo ou oiço é através da música e da escrita. Quando escrevo uma música sobre determinado tema, é como se ele saísse da minha cabeça! Nenhuma vida é perfeita, e às vezes focamo-nos demasiado em pensamentos menos bons e momentos da nossa vida menos bons… Com a música, deixo de me focar nisso… É como se me libertasse desses pensamentos!
Que feedback recebeste do público face ao teu projeto?
Recebi mensagens muito positivas! Antes de participar no The Voice, quando actuava em Fnacs ou quando estava a promover o meu Heartbeat, as pessoas já me diziam que a minha voz era muito doce e que o meu álbum era muito bom. Mas, infelizmente, nunca tive a projeção que ambicionei, por isso resolvi participar no programa. E, desde que fiz isso, as mensagens não param de chegar! É muito bom ver que todo o meu esforço e trabalho está a gerar bom feedback e está a ser compensado!
Quão difícil é, para alguém que está no início de carreira, editar e promover um álbum? O panorama musical no nosso país facilita ou dificulta o processo?
 Nesse aspecto, penso que tive alguma sorte… Mas também costumo dizer que a minha sorte deu muito trabalho! Eu já tinha escrito algumas músicas para, quem sabe, um dia editar um álbum e, felizmente, um dia conheci o maestro Armindo Neves (que me ajudou bastante na composição musical) e nessa altura já tinha originais! Foi por causa desse meu trabalho prévio, que consegui editar o meu álbum.
Penso que é difícil, aliás, eu já tenho um cd editado e ainda não cheguei, nem perto, onde quero chegar! Mas eu, também, sou uma pessoa bastante ambiciosa! Contudo, acho que sem se tentar é que nunca se chegará a lado nenhum!
Felizmente, nós temos muito bons artistas em Portugal! Por um lado, dificulta claro, porque não temos um público assim tão grande, para ouvir 5 ou 6 artistas que são minimamente parecidos! Mas por outro, é bom saber que temos grandes vozes a representar (e tão bem) o nosso País! Acho que todos vamos ter as nossas oportunidades, só temos que lutar por elas!
De todas as tuas músicas, qual a que mais tem a ver contigo?
 É-me difícil escolher… O “Hey Boy” fala do meu primeiro amor de adolescência, por isso, sem dúvida que se relaciona bastante comigo, para além de que foi a primeira música que escrevi! Por outro lado, o “Louder” é uma música que se relaciona bastante comigo no sentido da “psicologia” -   de dar força às pessoas, para nunca desistirem do que querem e nunca terem medo de enfrentar o que quer que lhes esteja a fazer mal!
O “You Make Me Go” foi a música que mais gostei de escrever e é a música que mais gosto de interpretar, por toda a história que está envolvida… Lá está, é-me muito difícil de escolher!
Que mensagem pretendes passar ao público com o teu álbum?
 O “Heartbeat” representa todas as histórias pelas quais as pessoas no geral passam! Porque representa o nosso bater do coração… Enquanto o coração bate, escrevemos a nossa história. Enquanto o coração bate, sonhamos com a nossa vida! E isso é algo que é nosso, ninguém nos pode tirar a nossa história, ninguém nos pode tirar os nossos sonhos! E essa é a mensagem mais importante do meu álbum… Enquanto o coração bate, sentimos o coração a bater!
Frequentas atualmente o 4ºano de Psicologia, que dizes ser o teu "plano B". Em que é que a psicologia e a música se cruzam, na tua vida?
A psicologia ajuda-me a ver o mundo com outros olhos… Foi (e é) um aspecto muito importante quando escrevo, quando componho, quando canto!
Já desde miúda que sei que quero ser psicóloga, porque quero ajudar as pessoas! Agora, com a junção das duas áreas que mais gosto, encontrei outra maneira de o fazer. Toda a gente gosta de música, toda a gente a ouve quando precisam de ultrapassar algo ou quando estão felizes… A música é algo universal, que toda a gente entende. Assim, é “fácil” ajudar alguém com a música, quando esta envolve certos aspectos de força, que podem ser úteis para ultrapassar qualquer obstáculo - e é aqui que a psicologia e a música se cruzam na minha vida.
Por fim, e para que quem segue o teu trabalho possa saber onde te encontrar, queres indicar alguns links de redes sociais onde quem te admira pode ver mais informações sobre ti?
 Claro! Onde estou mais activa é no meu facebook: www.facebook.com/ inescrmusic Também tenho um canal de youtube, onde podem ver algumas actuações ao vivo e outros vídeos:www.youtube.com/inescorterealmusic , sendo que, podem aguardar novidades para breve! :D
Claro que depois me podem seguir também no instagram: inescrmusic , para ter acesso a conteúdos mais “pessoais” da minha vida, sem ser relacionado só com a música :)
Obrigada pela fantástica entrevista, pôs-me a pensar em certos assuntos que nunca tinha pensado!
E obrigada a todos os que me têm apoiado constantemente! Prometo que o meu percurso não vai ficar por aqui! Beijinhos a todos :)
ines1
Mira Online | Janeiro 11, 2016 às 8:54 am | Categorias: Repórter Online | URL: http://wp.me/p5tucu-bo3

Makerting digital: Que es call to action


by Yesica Flores
El famoso call to action, un concepto de la mercadotecnia digital y maquetación de sitios web muy importante hoy en día, ya que nada se hace in pensar antes en lograr el call to action en un sitio web; es raro, para los que no comprenden el concepto de que es call to action, pensar que todo se hace en función de eso, y más cuando antes el principio básico de la web era encontrar información en el menor número posible de clicks. Pero las reglas del juego se cambian y más cuando se habla de la web, de tal manera que la forma en la que se hacía, se estructuraba y se diseñaban los sitios de internet han cambiado drásticamente; en un inicio eran sitios llamativos, muy vistosos con videos pesados o programación en flash que tarbaba mucho en cargar, después llego la era de la información y encontrar lo que uno buscaba en pocos clicks, después llegó el momento de la web 2.0, seguida de la era de las redes sociales y finalmente estamos en el momento del call to action.
Aunque tengo que decirlo, en mi experiencia profesional en el trabajo de comunicación y desarrollo web, no importa cuál hubiera sido el enfoque, siempre se hacían las cosas pensando en generar un call to action efectivo, que se traduzca en una conversión.
Y seguro si no estás familiarizado con el concepto call to action, te estas preguntando que es, además, de la pregunta obligada ¿qué es una conversión?
Cuando se habla de marketing digital surgen muchos conceptos de trabajo y call to action se refiere a lograr que el usuario haga una acción en el sitio web; esta acción puede variar y todo depende del objetivo, la acción o la conversión que se quiera lograr de parte del usuario; es decir, si tienes una landing page en la que buscas obtener correos electrónicos, el call to action debería estar enfocado en la generación de esta información, y la conversión sería que el usuario registrará su nombre y su email.
De esta manera, cada sitio web, cada portal, cada página de comercio electrónico tiene un diferente call to action, en términos simples Que es call to action, es un llamado a una acción.
Por eso es muy importante definir cuándo se está creando un sitio web, cual es el call to action que quieren hacer, un blog o un portal de información, el call to action podría ser suscribirse al RSS, o registrarse para recibir información.
Yesica Flores | enero 11, 2016 en 8:00 am | Etiquetas: Call to action | Categorías: Marketing | URL:http://wp.me/p5cUp9-Pt

Risco de morte nos hospitais aumenta ao fim-de-semana

Equipas de médicos reduzidas, tempos de espera maiores e dificuldade em determinados exames estão entre as razões para o aumento
O estudo apresentado no final do ano passado na Conferência Nacional de Economia da Saúde, revela que a probabilidade de morte ao fim de semana é 3,2% mais alta do que durante a semana, havendo também um prolongamento dos dias de internamento. A autora, Inês Funenga, fez esta investigação no âmbito de um mestrado na Escola Nacional de Saúde Pública. E avaliou mais de 200 mil episódios urgentes que levaram a internamento nos hospitais em 2012 (não havendo dados mais recentes). Para a análise foram avaliados os episódios em 36 doenças, responsáveis pelo maior número de mortes e de internamentos nos hospitais públicos.
Entre as doenças com maiores taxas de mortalidade ao fim de semana e com maior tempo de internamento estão cancros do sistema respiratório e digestivo, mas também as hemorragias intracerebrais.
Inês Funenga explica que há uma taxa de mortalidade superior ao fim de semana, de 16,3% contra 15,8%, mas depois de ajustada face a variáveis como a idade, sexo, tipo de tratamento e diagnóstico, conclui que havia um risco aumentado ao fim de semana de 3,2%". Este efeito já tinha sido confirmado num estudo de 2008, que incidia nas mortes evitáveis. Mas não foi encontrado um risco superior comparando as admissões de noite e dia.
Em termos de internamento, o fenómeno foi visível quer de noite, quer ao fim de semana. "Vimos que mais de metade dos internamentos têm uma demora acima de sete dias. Durante a semana, à noite, havia um risco acrescido de 2,9% de a demora ser superior à registada nas admissões durante o dia. Ao fim de semana o risco subia para 3%. "São resultados que afetam a satisfação do doente, têm riscos maiores de se exporem a infeções", exemplifica. O estado de saúde pode agravar-se e acarretar maiores custos.
Faltam especialistas e exames
Nesta tese admite-se a hipótese de a severidade da doença poder explicar parte do efeito fim de semana. Aqui não foi analisada apenas a existência de comorbilidades (outras doenças), mas também uma forma de analisar a severidade.
Mas há outros fatores. Admite-se "uma variação na qualidade dos serviços". Há falta de recursos humanos ao fim de semana, muitas vezes não só de enfermeiros e médicos, mas técnicos, assistentes sociais ou administrativos. Até o facto de estarem em número menor acarreta maior risco de exaustão e ocorrência de erros.
Um problema muito frequente nos hospitais é também abordado: A elaboração de equipas nestes períodos por vezes é feita à custa do trabalho de médicos internos, nem sempre com a supervisão adequada, como tem denunciado a Ordem dos Médicos, o que só por si também contribui para um risco maior.
Além dos recursos humanos é conhecida a falta de alguns serviços: exames, análises ou tratamentos de reabilitação, por vezes oferecidos apenas à semana. "Os doentes podem ter de esperar porque há menos equipas e meios, podem aguardar na urgência para serem internados ou sair das enfermarias para o bloco", diz Inês Funenga.
O economista Pedro Pita Barros recordou recentemente alguns estudos sobre este tema no seu blogue, relacionando-o com o caso das mortes por rutura de aneurismas no São José. "O caso concreto que esteve na base da atual discussão é um exemplo dramático do que tem sido chamado efeito de fim de semana", refere, recordando que o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, reconheceu que este caso "incompreensível" se deveu não só a cortes, mas a falta de organização, agora em estudo.
José Manuel Silva, o bastonário da Ordem dos Médicos, diz que o "desejável era que os serviços funcionassem 24 sobre 24 horas com equipas completas, para reduzir o risco de mortalidade". Uma solução em curso no Reino Unido. Inês Funenga sugere estudos "nos vários serviços e hospitais, já que nem todos têm os mesmos problemas".
Fonte: DN

VOCÊ É CONVIDADO A DOAR SANGUE?

Imagem do Posto Fixo da ADASCA em sessão de colheita de sangue
O título desta reflexão é demasiado sério. Quem não foi já confrontado com um convite desta natureza, com a oferta de um folheto e até se deixou guiar pela sua consciência, no sentido de salvar nem que seja mais uma vida, ainda que nunca tenha conhecido a pessoa necessitada?

Cada um de nós gostaria de contar com a generosidade de quem doa o seu sangue, se dele dependêssemos para continuar a viver. Nunca sabemos o que nos espera o dia de amanhã.

«Todos os dias é necessário sangue, para doentes com anemia, cirurgias, pessoas acidentadas, pessoas que fizeram transplantes, doentes oncológicos em quimioterapia, entre muitos outros que fazem tratamentos diários com componentes sanguíneos» lê-se num opúsculo editado há uns anos pelo então Instituto Português do Sangue (IPS).

Perante esta introdução, importa tecer publicamente algumas considerações a este respeito, sem carácter ofensivo:
- Como é do conhecimento público, o Hospital Distrital de Aveiro Infante D. Pedro deixou de efectuar Colheitas de Sangue desde o dia 27 de Abril de 2005. Embora tenham sido informados dessa decisão por carta, a maioria dos dadores ficou sem saber o local onde deviam efectuar a sua dádiva, eu fui um dos tais.

Como isto só não bastasse, as condições a que os dadores ficaram sujeitos, uma vez que nos dirigíamos ao Salão D. Evangelista Lima Vidal, localizado nas traseiras da Sé de Aveiro, desagradaram à grande maioria e o seu descontentamento tomou proporções nunca antes registadas. Os mais atentos sabem das condições que me estou a referir: ficávamos à entrada da porta, sujeitos às intempéries do tempo, sem que ninguém se preocupasse connosco, quando dentro do referido Salão havia cadeiras amontoadas junto às paredes.

Espaço onde os dadores aguardam pelo atendimento
Entretanto, no dia 5 de Outubro do ano de 2006, no decorrer de uma Colheita de Sangue promovida pelo então Centro Regional de Sangue de Coimbra (CRSC), tendo em conta diversos factores, atingiu-se o cúmulo do descontentamento dos dadores. Eu estava lá, doei sangue, e na qualidade de jornalista registei alguns descontentamentos expressos verbalmente pelos dadores, nunca pensando o que podia vir a acontecer mais tarde.

Não satisfeito com o que observei, comecei a pensar como devia fazer alguma coisa no sentido de mudar as condições existentes, naturalmente para melhor e em certa medida conseguiu-se.

Após ter efectuado diversos contactos com algumas instituições que se diziam estar preocupadas com a situação, o certo é que nada foi feito de concreto, recordo o Centro de Sangue de Coimbra e a Federação das Associações de Dadores de Sangue, mais conhecida por FAS.

Sai de lá com o firme propósito de criar um Projecto que viabilizasse a fundação de uma associação que defendesse melhores condições e os direitos dos dadores e ex-dadores de sangue do Concelho de Aveiro, na medida em que não existia nenhum (pelo menos que fosse conhecida), ainda que no passado tenham sido efectuadas diversas tentativas que viabilizassem uma, o que nunca resultou, vai-se lá saber porquê?

Assim, surgiu em primeira mão em alguns órgãos da imprensa o Projecto do Dador de Sangue, que posteriormente deu origem à Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro (ADASCA), tendo por sua vez dado origem á famigerada Carta Aberta aos Dadores de Sangue, que mereceu o melhor acolhimento da parte da imprensa local e alguma de âmbito nacional, tendo a mesma sido publicada na Revista X, edição que fazia parte integrante do Jornal “PUBLICO”, sendo na altura a sua Directora a Jornalista Laurinda Alves que guardo como recordação.

Curioso foi o facto de ter sido aconselhado Centro Regional de Sangue de Coimbra (CRSC), para contactar o Presidente da FAS e não avançar com a referida associação, na medida que iria criar incompatibilidades com um “Núcleo de Dadores” já existente, que nem sequer eu sabia onde funcionava, ou quem o representava. O mesmo já não aconteceu em relação à FEPODABES, a 1ª. Federação de Dadores de Sangue que surgiu em Portugal, sendo a FAZ uma dissidente desta. Convém referir que a ADASCA não surgiu para fazer frente a quem quer que fosse na altura, mas, hoje tudo é bem diferente, tem sido anos de incompatibilidades, de “lutas” aguerridas.

Fundador|Presidente da Direcção da ADASCA
Através do Projecto da ADASCA, associei-me à divulgação das Colheitas de Sangue então promovidas pelo CRSC versus IPS, tal como aconteceu no dia 3 de Novembro de 2006 e igualmente á que se realizou no dia 1 de Dezembro do mesmo ano, que deu origem a diversos gastos financeiros, consumo de combustível, utilização de viatura própria e incluindo material diverso, sendo informado posteriormente que os resultados do meu trabalho iriam reverter a favor do Núcleo de Dadores dos Lions Clube de Stª. Joana Princesa de Aveiro, quando na prática nem sequer um cartaz afixou, nem notícia foi por si divulgada, motivando um profundo mau estar. O mais caricato tinha acontecido.

Nesta última brigada fui impedido de contactar directamente com os dadores sangue, o que provocou um virar de costas ao supracitado Núcleo tipo jet-set que apenas pretende lá ter as pessoas de braço estendido, virando-lhes as costas de seguida, sem divulgar o montante dos subsídios que recebe pelas dádivas apuradas no final de cada ano.
Naquela altura senti-me traído na minha boa-fé. Na minha modesta opinião não merecia este tipo de tratamento, menos ainda os restantes dadores que entretanto se associaram à ADASCA, na medida em que todos somos pessoas solidárias e de bem.

Todos sem excepção, começaram a beneficiar das condições por mim sugeridas, até de algum plágio em forma de marketing. Haja respeito meus senhores, respeitem a dignidade do dador de sangue. Sempre foi fácil colher os frutos do que outros semearam. Na hora de dar a cara, e os ouvidos, ninguém fez questão de aparecer… é lamentável.

Não posso deixar de colocar a seguinte observação: em Aveiro quem tem autoridade moral para convidar os dadores a efectuar a sua dádiva naquele dito “Núcleo”, quando nunca se preocupou com eles, nem lhes proporcionou a melhores condições físicas e ambientais? “Por último, sendo certo que os dadores de sangue são os únicos decisores e soberanos das suas opções onde devem efectuar a sua dádiva de sangue…” como foi referido num ofício pela Dra. Helena Gonçalves, então directora do CRSC que nos enviou, com a qual concordo plenamente, também é certo que os dadores são suficientemente inteligentes, para concluírem, quem defende os seus direitos quem está do lado contrário, neste caso em concreto os que tais que nada por si fizeram. A memória não se apaga com facilidade.

Pela minha parte, na qualidade de fundador e ainda como presidente da Direcção da ADASCA, tudo tenho feito ao longo deste quase 9 anos, para que os dadores nossos associados sejam respeitados no Serviço Nacional de Saúde, tarefa que não tem sido fácil. Não me calarei, e incomodarei a consciência mais bem formada, onde quer que seja, independentemente do lugar e das circunstâncias. Todos os dadores têm direito ao respeito pela sua dignidade, não basta serem lembrados quando se aproxima a data para doar sangue de novo, levando a seguir um pontapé no rabo, ou serem vistos pelas costas. Cumpra-se a Lei, e o que está estabelecido no Estatuto do Dador de Sangue.

Lamento profundamente, que esta associação não tenha surgido há mais tempo, com os mesmos propósitos, por outros fundadores, porque tinham-me poupado de tantas divergências, inimizades como ainda a avultados outros prejuízos pessoais, privando em muito a minha família de certos bens.

Por isso caros Colegas Dadores, sejamos exigentes nas condições que nos proporcionam e, tenhamos cuidado com os apelos que nos são dirigidos para doarmos sangue! Verifiquem a cada passo se os nossos|vossos direitos estão sendo integralmente respeitados, não permitamos que façam pouco de nós na nossa cara quando nos dirigimos aos Centros de Saúde, aos hospitais, nomeadamente os públicos como por vezes acontece, o beneficio é de e para todos nós.

A ADASCA é uma associação supra partidária em matéria de natureza politica e religiosa. A única existente em Aveiro com autoridade moral e jurídica para defender os direitos dos dadores, podendo mesmo levar as suas reclamações a quem de direito.

Esta associação num espaço de 9 anos reúne cerca de 3671 dadores associados de pleno direito, sem que algum pague cotas ou jóias, ainda podem beneficiar de um vasto conjunto de Protocolos, sendo os mesmos extensíveis aos familiares mais directos.

Sede| Posto Fixo da ADASCA funcionam no
1º. Piso do Mercado Municipal de Santiago
Sem margem para dúvidas que estes resultados são o reflexo de uma dedicação intensa, sacrifícios de toda a ordem e prejuízos a nível pessoal. No Posto Fixo localizado no Mercado Municipal de Santiago, 1º. Piso, são efectuadas 6/7/8 sessões Colheitas de Sangue por mês.

No dia 23 de Março a ADASCA vai realizar em Parceria com ESSUA uma Conferencia subordinada à Medula Óssea no âmbito da Comemoração do Dia Nacional do Dador de sangue, no Auditório dita ESSUA cujos oradores são especialistas na questão.

Quem desejar conhecer-nos melhor pode fazer-nos uma visita no decorrer das nossas actividades. O mapa de colheitas de sangue para o ano de 2013 está disponível no site: www.adasca.pt, 
como pode ainda ser solicitado via correio electrónico:geral@adasca.pt.

J. Carlos
(Jornalista)