segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MINISTÉRIO DA SAÚDE ORDENA INVESTIGAÇÃO À PRÁTICA DE EUTANÁSIA NO SNS


 
O Ministério da Saúde ordenou uma investigação à alegada prática da eutanásia no Serviço Nacional de Saúde (SNS), situação denunciada pela Bastonária da Ordem dos Enfermeiros.
Em entrevista à Rádio Renascença, no programa “Em nome da lei”, Ana Rita Cavaco, Bastonária da Ordem dos Enfermeiros, frisou que a eutanásia “já é de alguma forma praticada nos hospitais do SNS com médicos que sugerem essa solução para alguns doentes”.
“Vi casos em que médicos sugeriram administrar insulina aos doentes para lhes provocar um coma insulínico. Não estou a chocar ninguém, porque quem trabalha no SNS sabe que estas coisas acontecem por debaixo do pano”, disse ainda Ana Rita Cavaco.
Em reacção a estas declarações, o Ministério da Saúde refere, em comunicado citado pelo DN, que solicitou à Inspecção-geral das Actividades em Saúde uma “intervenção com carácter de urgência” para “apuramento dos factos”, com vista ao “cabal esclarecimento dos cidadãos”.
O Ministério aproveita para reafirmar a “total confiança nas instituições e nos profissionais do SNS”.
A Ordem dos Médicos também reagiu, revelando que vai apresentar queixa contra a Bastonária dos Enfermeiros ao Ministério Público e à IGAS.
“Independentemente das posições individuais relativamente à legalização da eutanásia”, refere a OM, “o teor destas declarações é extraordinariamente grave, pois envolve médicos e enfermeiros na alegada prática encapotada de crimes de homicídio em hospitais do SNS”.
O órgão representativo dos médicos também diz desconhecer qualquer caso de “eutanásia explícita ou encapotada” no SNS.
O tema da eutanásia foi lançado para o debate público, nos últimos tempos, fruto domovimento pró-eutanásia que inclui 100 figuras públicas e vai mesmo ser debatido no Parlamento.
ZAP

Colheita de Sangue no centro Hospitalar de Baixo Vouga, Dia 4 de Março das 9 horas às 13 horas

Caros Colegas Dadores de Sangue e amigos!

O Centro Hospitalar do Baixo Vouga está a desenvolver algumas actividades integradas no seu 4ª. Aniversário, sendo uma delas a realização de uma sessão de colheitas de sangue como indica o cartaz acima.

A ADASCA associa-se a este evento, assim sendo, convida os dadores seus associados a aderir também. Mais, todas as pessoas interessadas em aderir pela primeira vez à dádiva de sangue, estão convidadas a comparecer, fazendo-se acompanhar do B.I. ou do seu substituto de forma a facilitar a inscrição junto do administrativo do IPST, o mesmo deve acontecer com os dadores regulares. 

Considerando que esta iniciativa decorre da parte da manhã, lembramos que não se deve dar sangue em jejum, convém tomar sempre o pequeno-almoço...

Dêem mais sentido à vida num mês em que que celebra a Páscoa, e o exemplo de Jesus Cristo, que derramou o seu precioso sangue mais nos salta à memória, principalmente aos que se assumem como cristãos. 

Caros amigos, o sangue é necessário todos os dias, todos sabemos disso. O Sangue não se fabrica artificialmente. O Sangue corre nas suas veias. É saudável? Dê Sangue! Ajude os outros… Poderá ser você mesmo a precisar de ajuda! Doar sangue e medula óssea é um gesto solidário que ajuda a salvar vidas. Não fique indiferente.

NOTA: Artigo 7.º - Ausência das actividades profissionais
1 — O dador está autorizado a ausentar-se da sua actividade profissional pelo tempo necessário à dádiva de sangue, a Lei confere essa permissão, devendo o dador posteriormente fazer prova à entidade empregadora mediante a declaração que deve ser pedida no local onde se efectua a dádiva.

Diário da República, 1.ª série — N.º 165 — 27 de agosto de 2012, Lei n.º 37/2012 de 27 de Agosto, Estatuto do Dador de Sangue.

Amem a liberdade, sejam felizes.
Joaquim Carlos
Presidente da Direcção da ADASCA
Telef: 234 095 331 (Sede) ou 964 470 432

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Deixe-se levar pelo Coração. Dê Sangue, porque dar sangue é dar vida. O Sangue é "a água necessária" que faz correr o rio da vida! (Elsa Oliveira). 



Terroristas do Oriente Médio são treinados pelos EUA, Reino Unido e Israel - Khamenei




O líder da Revolução islâmica do Irã alertou que todos os grupos terroristas que operam atualmente no Oriente Médio e na África são treinados por agências de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha e Israel.

"Os poderes arrogantes do mundo perseguem os seus interesses, criando insegurança e provocando guerras em diferentes regiões do mundo (...). O atual nível de insegurança e instabilidade que vivem a Ásia Ocidental e a África têm suas origens nos ações de grupos terroristas que, está claro, recebem todos os tipos de formações e treinamentos por parte das agências de inteligência dos EUA, Grã-Bretanha e o regime sionista (Israel)", disse no domingo o aiatolá Seyed Ali Khamenei.

Durante um encontro mantido em Teerã (Irã) com o Presidente do Gana, John Dramani Mahama, o Líder da Revolução Islâmica indicou que as potencias hegemônicas estão se opõem à aproximação dos países independentes, - neste caso, Irã e os Estados africanos-, porque "entra em contradição com os seus interesses.".

Para poder enfrentar aqueles que são a fonte principal de guerras e conflitos, os países que não estão sob o jugo de "arrogância global" devem tomar medidas para interromper as fileiras dos poderes intimidadores, analisou o líder, que em sua opinião a maior cooperação entre o Irã e África "arruinaria os planos dos inimigos".

Depois de se perguntar como desfrutam os terroristas de uma gama de apoio financeiro e armas desenvolvidas que ameaçam a vida diária de milhões de pessoas inocentes, o aiatolá Khamenei assinalou: "a raiz de tudo isso é políticas de maliciosos dos EUA e o regime israelense, expoentes de maldade".

"No que diz respeita à" Síria, um país devastado pela presença de grupos de terroristas takfiríes, Líder reiterou que a República Islâmica do Irã sempre adotou uma "política de paz" em relação ao conflito no país árabe, insistindo que o destino de Síria somente compete ao povo sírio.

"Nem os americanos nem os europeus podem determinar o futuro da nação síria. Apenas o povo (sírio) pode decidir quem vai governar", disse ele.

Em qualquer caso, a seu critério, para resolver a crise síria deve antes de tudo destruir a raiz do terrorismo.

Enquanto isso, o presidente ganês elogiou as declarações do líder da Revolução Islâmica do Irã, considerando que "favorecem o estabelecimento de um mundo de paz e estabilidade", e salientou que a política externa iraniana "baseia-se no respeito pelos direitos das nações para determinar o seu próprio destino".

Referindo-se a uma escalada da tensão no Médio Oriente e África provocada por atividade terrorista, Dramani Mahama agradeceu o papel transcendental de Teerã na luta contra este flagelo, pelo qual pode ser alcançado, tem estimado, a total eliminação do terrorismo, particularmente na Síria.

No final do seu discurso, o dignitário Africano manifestou preocupado com o aumento dos abusos israelenses nos territórios palestinos ocupados, por isso pediu a cooperação a nível regional, para defender os direitos do povo palestino.

Fonte: IRIB, em Pravda ru

Angola. MORREU LÚCIO LARA

domingo, 28 de fevereiro de 2016




O Bureau Político do MPLA anunciou ontem, em comunicado, a morte de Lúcio Lara, por doença, aos 86 anos. Lúcio Rodrigo Leite Barreto de Lara foi um dos pilares fundamentais do amplo Movimento Popular de Libertação de Angola, que lutou pela liberdade do povo e guiou a sua luta pela independência nacional, conquistada em 11 de Novembro de 1975.

No comunicado, o Bureau Político do MPLA refere-se a Lúcio Lara como um dos artífices da luta pela independência de Angola, ao lado do Primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, e  de outros eminentes nacionalistas que “escreveu o seu nome com letras de ouro na História de Angola, pela sua inestimável participação na árdua caminhada em prol da liberdade, da autodeterminação e da independência nacional”.

“Pelo infausto acontecimento, o Bureau Político do Comité Central do MPLA inclina-se perante a memória deste ilustre combatente da pátria angolana e, em nome dos militantes, simpatizantes e amigos do partido, endereça à família enlutada as mais sentidas condolências”, lê-se no comunicado.

Nascido no Huambo, em 9 de Abril de 1929, Lúcio Lara, ou Tchiweka (pseudónimo de guerra escolhido por Lara em homenagem à terra da sua mãe - sendo Tchiweka o nome da aldeia de origem da mãe, era filho de pai português - comerciante e funcionário público -, e mãe angolana.

Tendo terminado o ensino secundário no Huambo e Lubango, partiu para Portugal para prosseguir estudos em Química e Física nas Faculdades de Ciências da Universidade de Coimbra e em Lisboa. Em 1949, na Casa dos Estudantes do Império, iniciou as suas actividades políticas e fez parte da direcção da “casa” em Coimbra. Fazia também parte do Clube Marítimo Africano, em Lisboa, com Agostinho Neto, Humberto Machado, Zito Van-Dúnem e outros nacionalistas das colónias portuguesas, clube que na década de 1950 desempenhou um papel significativo na mobilização dos naturais das colónias e na circulação de informações e documentos.

Como um dos fundadores do MAC (Movimento Anti-Colonialista), que também incluiu Agostinho Neto, Amílcar Cabral, Mário de Andrade, Noémia de Sousa, Humberto Machado e Eduardo dos Santos, entre outros, Lara dedicou-se ainda mais à actividade política.

Em Março de 1959 foi forçado a sair de Portugal para escapar à prisão, encontrando refúgio na Alemanha. Depois disso, participou na Conferência de Tunes em Janeiro de 1960 como representante do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e a recém-criada FRAIN (Frente Revolucionária Africana para a Independência Nacional).

Depois de uma estada em Casablanca em 1960, Lara estabeleceu-se em Conakry para constituir o primeiro Comité Central do MPLA no exterior de Angola. São desse período de turbulência os documentos publicados no primeiro volume das suas memórias políticas, “Um amplo movimento: Itinerário do MPLA através de documentos e anotações de Lúcio Lara”, que nos permitem acompanhar Lara, como ele sobreviveu economicamente como trabalhador não-qualificado e professor, apoiado por sua esposa, que também trabalhava como professora.

Ao mesmo tempo, ganhou acesso à literatura que tinha sido proibida em Portugal. Os contactos então estabelecidos foram muito influentes para o seu contínuo desenvolvimento político. Além dos atrás mencionados, este agrupamento incluía pessoas como Viriato da Cruz, Cheik Anta Diop, Ousmane Sembène e Franz Fanon, bem como os intelectuais mais renomados, políticos ou sindicalistas das colónias africanas ou países recentemente independentes.

Os três volumes cobrem três diferentes períodos (até Fevereiro de 1961, 1961-1962 e 1963-1964), e contêm correspondência e cartas, manuscritos, memorandos, recortes de imprensa e fotografias. A maioria dos materiais são em português, mas alguns exemplares originalmente escritos em outras línguas estão traduzidos para o português nesses volumes. Entre 1962 e 1974 desenvolveu a sua actividade política clandestina em Cabinda e no leste de Angola, mas também no território da actual República do Congo, junto de refugiados angolanos que ali se encontravam.

Lúcio Lara retirou-se da política activa em finais de 2003, por razões de saúde. No ano seguinte, foi alvo de uma homenagem do MPLA, que fez coincidir o tributo ao herói da luta pela independência com a data em que se assinalou 30 anos desde a sua chegada a Luanda, à frente da primeira delegação do MPLA que se deslocou à capital angolana depois da queda da ditadura em Portugal.


Jornal de Angola - Foto: JAimagens

Nova lei dos saldos em vigor há um ano mas ainda sem "real impacto"

A Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor considera que a nova lei dos saldos ainda não teve "real impacto" e defende que as lojas tradicionais deveriam indicar o preço mínimo praticado nos 30 dias anteriores ao desconto.

© Lusa
O Regime Jurídico de acesso e exercício de Atividades de Comércio, Serviços e Restauração (RJACSR), que entrou em vigor a 01 de março de 2015, prevê que as vendas em saldos possam ser feitas "em quaisquer períodos do ano", desde que não ultrapassem quatro meses, no conjunto.

Questionada pela Lusa sobre o balanço do primeiro ano da nova lei, a jurista da Deco Rosário Tereso disse que a associação "vê com satisfação as alterações efetuadas", as quais "permitem em abstrato ao consumidor beneficiar de preços mais baixos ao longo do ano e não apenas nos períodos que se encontravam consagrados, podendo inclusivamente estimular a concorrência".
No entanto, "por ora, as alterações não tiveram ainda real impacto, na medida em que os comerciantes têm mantido, em regra, as práticas que se encontravam enraizadas no comércio, fazendo saldos nos períodos habituais", considerou a jurista.
Interrogada sobre se a Deco tem sugestões para melhorar a nova lei, Rosário Tereso disse que, "relativamente ao preço de referência, as lojas tradicionais deveriam indicar o preço mínimo praticado nos 30 dias anteriores ao desconto (funcionando como preço de referência) e as lojas 'online' deveriam apresentar, de forma gráfica, a variação dos preços praticados nos últimos 30 dias".
Estas são "preocupações que já fizemos chegar ao Ministério da Economia", acrescentou.
Relativamente a reclamações durante o período dos saldos, a Deco confirmou que recebeu algumas, nomeadamente "relacionadas com trocas e devoluções e com aumentos de preços dos produtos em vésperas das épocas de descontos/saldos, designadamente no âmbito da 'Black Friday'".
A associação recorda que fez uma análise sobre o assunto que justificou uma denúncia à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) e à Direção-Geral do Consumidor.
Antes da entrada em vigor da nova lei, os saldos tinham um período fixo e só poderiam realizar-se entre 28 de dezembro e 28 de fevereiro e entre 15 de julho e 15 de setembro.
A venda em saldos fica sujeita a uma declaração emitida pelo comerciante dirigida à ASAE, com uma antecedência mínima de cinco dias úteis.

"Preferiam-nos cultores de sepultura ideológica. Desapontámo-los"

O deputado socialista Tiago Barbosa Ribeiro realça os resultados das eleições irlandesas para sugerir que PS tinha mais a perder ao dar ‘luz verde’ a um eventual novo Governo PSD/CDS.

© DR
As eleições legislativas de outubro deram lugar a um mês e meio de tensão e dúvida política. Na altura, houve quem esperasse do PS abstenção que permitisse ao PSD e CDS formar governo. O PS, porém, optou por formar Governo com apoio parlamentar à Esquerda. Para Tiago Barbosa Ribeiro, as eleições irlandesas mostram também o que poderia ter acontecido ao PS em Portugal se tem optado por permitir novo Governo PSD/CDS.

Na Irlanda, saliente-se, os dois partidos que formavam o governo sentiram fortes quebras nas votações. E surgem outros dois partidos a beneficiar destes resultados, o Sinn Féin, mais à Esquerda, e em particular o Fianna Fáil. As políticas de austeridade trouxeram, à imagem do que se viu em Portugal e Espanha, novidades Políticas.
“Muitos queriam empurrar-nos para isso em Portugal e a recusa do PS em participar nesse ‘centrão’ liberal pastoso é a causa do desnorte da Direita e da histeria organizada de alguns círculos mediáticos”, escreve no Facebook o deputado do PS Tiago Barbosa Ribeiro.
“Preferiam-nos ‘responsáveis’ e cumpridores dos seus programas, ou seja, cultores de uma sepultura ideológica e eleitoral. Lamentamos desapontá-los”, escreve ainda o deputado socialista, que, curiosamente, não está sozinho na sua análise.
Vital Moreira, em tempos ligado ao PCP mas de há vários anos para cá uma figura do PS associada ao centro mais moderado, defende também que “a austeridade orçamental é politicamente letal para os partidos que a têm de implementar”, escreve no blogue Causa Nossa.
A Irlanda mostra uma taxa de crescimento invejável para muitos outros países europeus, na ordem dos 7%. A retoma económica, porém, parece não ter sido acompanhada pela prosperidade.
Tiago Barbosa Ribeiro faz ainda referência a dados do site Politico para dizer que “um choque de austeridade assimétrica (como é sempre) levou a taxas de crescimento de 7% mas afundou o Estado Social, duplicou a pobreza infantil”. Não só as filas e espera nos hospitais aumentaram como a sensação é de que a desigualdade entre ricos e pobres aumentou no país, salienta o deputado do PS. 

O assalto a uma carrinha de valores que acabou em tragédia

Assaltaram carrinha de valores e, na fuga, acabaram por matar um condutor que seguia na A16.

Global Imagens
Um grupo de seis encapuzados assaltou, na tarde de ontem, uma viatura de valores junto ao hipermercado Continente de Lourel, em Sintra.

Depois de vários tiros disparados – a avaliar pela quantidade de invólucros de cartuchos encontrados no chão – os assaltantes entraram, com os sacos com o dinheiro, num pequeno Audi A3 roubado, que usaram para fugir pela autoestrada A16.
Pelo caminho, e no seguimento de um despiste, o grupo tentou roubar um automóvel que circulava na via. A tentativa de carjaking revelou-se mais difícil do que esperavam e os assaltantes acabaram por desferir mais alguns tiros.
Fatalmente atingido foi o condutor de um Mercedes, que viajava acompanhado da mulher e da filha, de sete anos, segundo o Diário de Notícias. Mesmo depois de atingido por um tiro, continuou a conduzir até às portagens de Algueirão-Mem Martins, onde deixou a família a salvo.
Acabaria, momentos depois, por ficar inconsciente. Ainda que assistido no local e transportado para o hospital de São Francisco Xavier, não resistiu aos ferimentos.
Os assaltantes – que acabaram por roubar um Citroën C3 a uma rapariga que conseguiu escapar – continuam a monte. Está a decorrer uma complexa operação de buscas, conduzida pela Polícia Judiciária, GNR e PSP.