domingo, 9 de abril de 2017

COREIA DO NORTE: O GRANDE EMBUSTE REVELADO


Christopher Black [*]

Em 2003, com alguns advogados americanos, membros da Associação Nacional de Advogados, tive a oportunidade de viajar na Coreia do Norte, isto é, na República Popular Democrática da Coreia (RPDC), a fim de ter uma experiência em primeira mão desse país, do seu governo socialista e do seu povo.

Publicado no nosso retorno, este artigo foi intitulado "O grande embuste revelado". O título foi escolhido porque descobrimos que o mito pejorativo da propaganda ocidental sobre a Coreia do Norte é um enorme embuste concebido para esconder as realizações dos norte-coreanos, que conseguiram criar suas próprias condições de desenvolvimento, o seu próprio sistema socioeconómico independente, baseado nos princípios do socialismo, livre do domínio das potências ocidentais.

Durante um dos nossos primeiros jantares em Pyongyang, o nosso anfitrião, Ri Myong Kuk, um advogado, disse em termos apaixonados, em nome do governo, que a força de dissuasão nuclear da RPDC é necessária dadas as ações e ameaças dos EUA e aliados contra o seu país. Ele disse-o, e foi-me repetido mais tarde durante a minha viagem, numa reunião de alto nível com representantes do governo da RPDC, que se os americanos assinassem um tratado de paz e um acordo de não-agressão com a RPDC, isso tornaria a ocupação ilegítima e levaria à reunificação da Coreia. Assim, não haveria mais necessidade de armas nucleares. Com sinceridade disse: "é importante que os advogados se reúnam para falar sobre isto, porque os advogados regulam as interações sociais no seio da sociedade e do mundo" e acrescentou que de boa-fé, "o caminho para a paz requer a abertura do coração".

Pareceu-nos então, e é agora evidente, que, em absoluta contradição com o que dizem os meios de comunicação ocidentais, o povo da RPDC quer paz mais do que qualquer outra coisa. Ele quer continuar com as suas vidas e ocupações sem a ameaça constante de ser exterminado pelas armas atómicas dos EUA. Mas, na verdade, por que são ameaçados de serem exterminados e de quem é a culpa? Não é a sua.

Mostraram-nos documentos dos EUA apreendidos durante a guerra da Coreia. Trata-se de provas irrefutáveis que a UE tinha planeado atacar a Coreia do Norte em 1950. O ataque foi realizado pelas forças armadas dos EUA e da Coreia do Sul, ajudadas por oficiais do exército japonês, que tinham invadido e ocupado Coreia anteriormente durante décadas. Os EUA pretenderam então que a defesa e o contra ataque eram uma "agressão", os media foram manipulados para incentivar as Nações Unidas a apoiar uma "operação policial", eufemismo escolhido para descrever a sua guerra de agressão contra a Coreia do Norte. Isso resultou em três anos de guerra e 3,5 milhões de vítimas coreanas. Desde então, os EUA ameaçam de guerra iminente e aniquilação.


Em 1950, uma vez que a Rússia não estava presente no Conselho de Segurança, a votação das Nações Unidas a favor da "operação policial" foi ela própria ilegal. Ao abrigo dos regulamentos internos, o quórum no Conselho de Segurança exige a presença de todas as delegações membros. Todos os membros devem estar presentes, caso contrário não pode se realizar a sessão. Os americanos aproveitaram a ocasião do boicote dos russos ao Conselho de Segurança, introduzido para defender a posição da República Popular da China, que deveria ter lugar à mesa do Conselho de Segurança e não o governo derrotado do Kuomintang. Como os americanos se recusaram a conceder esse direito, os russos recusaram sentar-se à mesa até que o governo chinês legítimo o pudesse fazer.

Os americanos aproveitaram esta oportunidade para fazer uma espécie de golpe de estado nas Nações Unidas. Tomando o controlo dos seus mecanismos, utilizaram-nos para os seus próprios interesses. Organizaram-se com os britânicos, os franceses e os chineses do Kuomintang, para apoiar a guerra na Coreia, na ausência dos russos. Os aliados, como os americanos lhes tinham pedido, votaram a favor da guerra contra a Coreia, mas a votação foi inválida e a operação da polícia não foi uma operação de manutenção da paz, nem justificada pelo capítulo VII da carta das Nações Unidas, dado que o artigo 51, estipula que as nações têm o direito de se defender contra qualquer ataque armado – justamente o que tinham de fazer os norte coreanos. Mas os EUA nunca se preocuparam muito com a legalidade. E não se preocuparam em todo o seu projeto, que era conquistar e ocupar a Coreia do Norte, como um passo para invadir a Manchúria e a Sibéria e a legalidade não ia impedi-los de prosseguir esse caminho.

Muitos ocidentais não têm ideia das destruições infligidas pelos americanos e seus aliados na Coreia. Pyongyang encontrou-se sob um tapete de bombas, civis fugindo à carnificina foram metralhados pelos aviões dos EUA em voos rasantes. O New-York Times escreveu na altura que 17 milhões de toneladas de napalm foram lançadas apenas durante os 20 primeiros meses da guerra na Coreia. Os EUA deixaram cair uma tonelagem de bombas mais importante sobre a Coreia do que sobre o Japão durante a Segunda Guerra Mundial. As forças armadas dos EUA assassinaram não apenas os membros do partido comunista, mas também as suas famílias. Em Sinchon, vimos evidências que soldados dos EUA obrigaram 500 civis a colocar-se numa vala, regaram-nos com gasolina e queimaram-nos. Estivemos num abrigo com paredes ainda enegrecidos com a carne queimada de 900 civis, incluindo mulheres e crianças que procuravam proteger-se durante um ataque dos EUA. Soldados americanos foram vistos despejar gasolina em aberturas de ventilação do abrigo e fazê-los morrer carbonizados. Esta é a realidade da ocupação dos EUA para os coreanos. É a realidade que eles ainda temem e não querem mais ver repetida. Podemos censurá-los?

Apesar de todos estes casos, os coreanos estão dispostos a abrir seus corações para seus antigos inimigos. O major Kim Myong Hwan, que na época era o principal negociador em Panmunjom, na linha da DMZ, revelou que seu sonho era ser escritor, poeta, jornalista, mas contou com ar sombrio, como ele e seus cinco irmãos estavam fazendo rondas na linha da zona desmilitarizada, como os soldados, por causa do que aconteceu à sua família. Ele disse que sua luta não era contra os americanos, mas o seu governo. Manteve-se o único de sua família perdida em Sinchon; seu avô tinha sido pendurado num poste e torturado, a avó dele morreu com uma baioneta no estômago. "Veja, nós temos de o fazer. Temos de nos defender. Nós não nos opomos aos norte-americanos. Somos contra a política dos EUA e os seus esforços para controlar totalmente o mundo e infligir calamidades aos povos."

A opinião da nossa delegação foi que devido à instabilidade que mantêm na Ásia, os EUA conservam uma presença militar maciça que dificulta as relações entre a China e a Coreia do Sul, a Coreia do Norte e o Japão. Usam sua presença como moeda de troca contra a China e a Rússia. Com a constante pressão no Japão para eliminar as bases dos EUA em Okinawa, as operações militares na Coreia e as manobras de guerra são um aspecto central dos seus esforços visando dominar a região.

A questão não é saber se a RPDC tem armas nucleares, como tem o direito, mas se os EUA – que têm capacidades nucleares na península coreana, e que ali instalam atualmente o seu sistema de defesa antimísseis THADD, um sistema que ameaça a segurança da Rússia e da China – estão dispostos a trabalhar com a Coreia do Norte num tratado de paz. Encontrámos norte-coreanos ansiosos pela paz e não fazendo questão em manter armas nucleares se a paz puder ser estabelecida. Mas a posição dos EUA continua mais arrogante, agressiva, ameaçadora e perigosa do que nunca.

Na época das "mudança de regime'", das "guerras preventivas" e das tentativas dos EUA para desenvolver armas nucleares miniatura, bem como o seu abandono e a sua manipulação do direito internacional, não é surpreendente que a Coreia do Norte, jogue a carta nuclear. Esta escolha foi feita pelos coreanos do Norte desde que os EUA os ameaçam numa base diária com uma guerra nuclear. A Rússia e a China, dois países que a lógica dita apoiar os norte-coreanos contra a agressão norte-americana, juntar-se-ão aos norte-americanos para responsabilizar os coreanos por se terem armado com a única arma que pode atuar como dissuasor de um ataque.

A razão para isto não está clara, uma vez que os russos e os chineses têm armas nucleares e estão equipados para dissuadir qualquer ataque dos EUA, exatamente como fez a Coreia do Norte. Algumas declarações dos governos russo e chinês indicam que eles temem não ter controlo da situação, e que as medidas defensivas da Coreia do Norte atraiam um ataque dos EUA e de serem também atacados.

Essa ansiedade é compreensível. Mas isso levanta a questão de saber por que não podem apoiar o direito da Coreia do Norte à autodefesa e exercer pressão sobre os americanos para concluírem um tratado de paz, um acordo de não-agressão e retirar sua forças armadas e nucleares da Península coreana. Mas a grande tragédia é a óbvia incapacidade dos norte-americanos em pensarem por si próprios perante os embustes incessantes e exigir dos seus líderes que sejam esgotados todos os canais de diálogo e restabelecida a paz antes de encarar uma agressão na península coreana.

A base essencial da política da Coreia do Norte é alcançar um pacto de não-agressão e um Tratado de paz com os EUA. Os norte-coreanos afirmaram repetidamente que não querem atacar ninguém, nem ferir ninguém, não estão em guerra contra ninguém. Mas eles viram o que aconteceu com a Jugoslávia, o Afeganistão, o Iraque, a Líbia, a Síria e inúmeros outros países, e não têm intenção de serem os próximos. É óbvio que vão defender-se vigorosamente contra qualquer invasão dos EUA e que a nação poderia suportar uma longa e difícil luta.

Num outro lugar da zona desmilitarizada, conhecemos um coronel que tinha instalado um par de binóculos, através do qual conseguimos ver para além da linha divisória entre o norte e o sul. Podemos ver uma parede de cimento construída no lado do Sul, em violação dos acordos de tréguas. O major Kim Myong Hwan disse que aquela estrutura fixa é uma "vergonha para os coreanos que são um povo homogéneo. Um alto-falante transmitia sem interrupção propaganda e música que vinha de alto-falantes do lado sul. Ele disse que esse barulho irritante dura 22 horas por dia. De repente, outro momento surreal, os alto-falantes do bunker começaram a entoar a Abertura Guilherme Tell de Rossini, mais conhecida nos Estados Unidos como o tema do Lone Ranger .

O coronel pediu-nos para ajudar as pessoas a entender o que realmente está a acontecer na Coreia do Norte, em vez de basearem as suas opiniõrs na desinformação. Disse: "Nós sabemos que, como nós, as pessoas amantes da paz na América têm crianças, parentes, famílias". Dissemos-lhe que tínhamos a missão de ir para casa com uma mensagem de paz e esperamos voltar um dia e andar com ele livremente nestas belas colinas. Fez uma pausa e disse: "Também creio que é possível".

Assim, enquanto o povo da Coreia do Norte espera a paz e a segurança os EUA e seu fantoche no sul da península coreana farão a guerra ocupando-se durante os próximos três meses nos maiores jogos de guerra até agora organizados, com porta-aviões, submarinos carregados de armas atómicas e bombardeiros furtivos, aviões e um grande número de tropas, artilharia e tanques.

A campanha de propaganda atingiu níveis perigosos nos meios de comunicação, que acusam o Norte de ter assassinado um parente do líder da Coreia do Norte na Malásia, ainda que não haja provas e que o Norte não tivesse nenhum motivo para o fazer. Os únicos a beneficiar do assassinato são os EUA e os seus meios de comunicação controlados, que usam isso para atiçar a histeria contra Coreia do Norte, que agora teria armas químicas de destruição em massa.

Sim, meus amigos, eles pensam que todos nós nascemos ontem e que não aprendemos nada sobre a natureza do domínio doa EUA e da sua propaganda. Será assim tão espantoso que os norte-coreanos temam que estes 'jogos' de guerra se transformem um dia em realidade e que estes "jogos" não sejam senão a cobertura para um ataque e para criar ao mesmo tempo um clima de terror na população, coreana?

Haveria muitas coisas a dizer sobre a natureza real da RPDC, seus habitantes, seu sistema socioeconómico e sua cultura. Mas não há espaço para isso agora neste texto. Espero que as pessoas sejam capazes de dar-se conta por si próprias da experiência do nosso grupo. Termino com o último parágrafo do relatório comum que fizemos no retorno da RPDC, e espero que as pessoas o compreendam bem, reflitam e ajam de forma a apelar à paz.

"Aos povos do mundo tem de ser divulgada a história completa acerca do que se passou na Coreia e o papel do nosso governo fomentando desequilíbrios e conflitos. Devem ser tomadas medidas pelos advogados, grupos comunitários e ativistas pela paz e todos os cidadãos do planeta, para impedir o governo dos EUA de levar a cabo uma campanha de propaganda visando apoiar a agressão contra a Coreia do Norte. Os norte-americanos têm sido alvo de um grande embuste. O que está em jogo é muito importante para nos permitimos ser enganados novamente. Esta delegação de paz aprendeu na Coreia do Norte, um elemento importante da verdade essencial nas relações internacionais. É que só com ampla comunicação e negociação, seguida do respeito pelas promessas e profundo compromisso com a paz, se pode – literalmente – poupar o mundo a um sombrio futuro nuclear. A experiência e a verdade nos libertarão da ameaça de guerra. A nossa viagem à Coreia do Norte, este relatório e nosso projeto atual são esforços para nos libertarmos". 

Ver também:  www.zoominkorea.org 

[*] Advogado especialista em direito penal internacional, com escritório em Toronto. É conhecido pelos casos de crimes de guerra mediatizados que analisou. Publicou recentemente o romance Beneath the Clouds. Escreve ensaios sobre direito internacional, política e acontecimentos mundiais.

A versão em francês encontra-se em www.legrandsoir.info/coree-du-nord-la-grande-tromperie.html
e o original em journal-neo.org/2017/03/13/north-korea-the-grand-deception-revealed/

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ 

JUDEUS DE QUE ISRAEL NÃO GOSTA

Uma das grandes mentiras, que já tem 70 anos, é de que o Estado de Israel vive ameaçado pelos árabes na Palestina. Goebbels já dizia que uma mentira repetida mil vezes vira verdade. Os pobres palestinos foram expulsos de sua terra pela maior potência militar do Oriente Médio...

Marino Boeira*

Os pobres palestinos foram expulsos de sua terra pela maior potência militar do Oriente Médio, inclusive possuidora de armas atômicas e têm apenas um apoio apenas formal dos corruptos governos árabes da região e mesmo assim, o lobby judaico no mundo inteiro, os transformou num perigo para a paz na região.

Ainda bem que existem intelectuais judeus que se recusam a compactuar com essa mentira histórica. Vamos lembrar aqui alguns deles, começando por Noam Chomsky, o mais conhecido deles todos.

Avram Noam Chomsky, nasceu em 1928, na Filadélfia, é lingüista, filósofo, cientista e professor emérito do Instituto Tecnológico de Massachusetts e apesar de todos estes títulos, está proibido de visitar Israel, por causa de suas críticas ao governo israelense, como nessa comparação que fez sobre a política do apartheid na África:

"Nos territórios ocupados, o que Israel está fazendo é muito pior que o apartheid. (...) os brancos sul-africanos precisavam da população negra. Era sua força de trabalho. Eles tinham se sustentá-los. Os "bantustões" eram horríveis, mas a África do Sul precisava deles. (...) A relação de Israel com os palestinos é diferente. Israel simplesmente não quer os palestinos. Israel os que fora de sua terra ou pelo menos na prisão".

Sobre os Hezbollah : "Foi fundamental para expulsar os israelenses do Sul do Líbano, por isso é chamada de organização terrorista pelos Estados Unidos".

Sobre o Hamas: "Eu sou contra as políticas do Hamas em quase todos os aspectos. No entanto, devemos reconhecer que as políticas do Hamas são mais próximas e mais propícias a uma solução pacífica do que as dos Estados Unidos ou de Israel".

Shlomo Sand, nasceu em Linz, na Áustria, em 1946 é professor da História na Universidade de Tela vi. Seu livro mais famoso, A Invenção do Povo Judeu, desmancha o mito fundador do Estado de Israel de que os judeus atuais são descendentes dos antigos hebreus que viveram na Palestina durante o Império Romano e por isso mesmo teriam direitos exclusivos às terras que os árabes ocuparam depois.

Sand argumenta que é provável que os ancestrais da maioria dos judeus contemporâneos sejam principalmente de fora da Terra de Israel (Eretz Yisrael)  e que uma "nação-raça" dos judeus, com uma origem comum, nunca existiu. Assim como os cristãos mais contemporâneos e muçulmanos, são descendentes de pessoas convertidas, não do s primeiros cristãos e muçulmanos, o judaísmo era originalmente, assim como seus dois primos, um proselitismo. religioso. Muita da população judaica mundial presente hoje em dia é descendente de europeus, russos e grupos africanos.

Sand ataca também outra história cara para o judaísmo, de que depois da revolta de Bar Kokhba, os judeus foram expulsos da Palestina pelos romanos. Diz ele que a maioria dos judeus não foi exilada pelos romanos e muitos se converteram ao islamismo, após a ocupação da Palestina pelos árabes no século sétimo.

O sionismo, segundo Sand, foi mais um dos movimentos nacionalistas surgidos na Europa no século XIX que sonhavam com uma hipotética "idade do ouro", existente no passado. Os judeus seriam então descendentes de um mítico reino de David, o que significaria um fundo comum étnico, quando o que os unia, na verdade, era apenas a religião comum.

Norman Gary Finkelstein, nascido em 1953, em Nova York, filho de pais sobreviventes de Auschvitz, doutor pela Universidade de Princeton e professor da Universidade de Nova York, é mais um dos intelectuais judeu s proibidos de entrar em Israel, principalmente por causa do seu livro,  "A Indústria do Holocausto - Reflexões Sobre a Exploração do Sofrimento dos Judeus" onde afirma que ""o organizado judaísmo americano explorou o Holocausto nazista para desviar as críticas de Israel e suas políticas moralmente indefensáveis.

Segundo Finkelstein, depois da Segunda Guerra Mundial, as organizações judaicas dos Estados Unidos, as mais poderosas do mundo - sempre com o apoio de publicações como "New York Times" e "Washinton Post", os dois jornais mais conhecidos do país, além de revistas, como "Time" e "Newsweek" -, praticamente esqueceram o Holocausto, isso porque a Alemanha tornou-se um aliado crucial no confronto dos EUA com a União Soviética.

Lembrar o Holocausto nazista era etiquetado como causa comunista. As associações judaicas chegaram a fazer vistas grossas à entrada de nazistas nos Estados Unidos.

Ainda segundo Finkelstein, a partir de junho de 1967, com a guerra árabe-israelense,o Holocausto tornou-se uma fixação na vida dos judeus americanos. De sua fundação em 1948 até a guerra de junho de 1967, Israel não figurou como foco no planejamento estratégico americano. "A indústria do Holocausto só se difundiu depois da dominação militar esmagadora e do florescente e exagerado triunfalismo entre os israelenses".

 Diz Finkelstein: "Não foi a alegada fraqueza e isolamento de Israel, nem o medo de um 'segundo holocausto', mas antes sua comprovada força e aliança estratégica com os Estados Unidos, que conduziram as elites judaicas a produzir a indústria do Holocausto, depois de junho de 1967.

Outro forte motivo por trás desta farsa era material. O governo alemão do pós-guerra compensou os judeus que estiveram em campos ou guetos. Muitos desses judeus fabricaram seus passados para atender essas exigências".

Ilan Pappé:  nascido em 1954, Haifa, Israel, é um historiador, professor de História na Universidade de Exeter, no Reino Unido. Foi docente em Ciências Políticas em sua cidade natal, na Universidade de Haifa.

É um dos chamados Novos Historiadores, que reexaminaram criticamente a História de Israel e do sionismo. Pappé faz uma análise profunda sobre os acontecimentos de 1948 (criação do Estado de Israel) e seus antecedentes. Em particular, ele defende em seu livro mais importante, Limpeza Étnica na Palestina que houve a expulsão deliberada da população civil árabe da Palestina - operada pela Haganah, pelo Irgun e outras milícias sionistas.

Pappé considera a criação de Israel como a principal razão para a instabilidade e a impossibilidade de paz no Oriente Médio. Segundo ele, o sionismo tem sido historicamente mais perigoso do que o islamismo extremista.

Ilan Pappé é um importante defensor da solução de um único estado para palestinos e israelenses.

Em 2008, Ilan Pappé exilou-se na Grã-Bretanha, onde atualmente é professor de história na Universidade de Exeter e diretor do Centro Europeu de Estudos sobre a Palestina.

Antes de deixar Israel, ele havia sido veementemente condenado no Knesset, o parlamento de Israel. Um ministro da educação havia pedido a sua demissão da universidade, e sua foto havia sido publicada em um jornal, no centro de um alvo. Além disso, Pappé havia recebido várias ameaças de morte.

"Fui boicotado na minha universidade e houve tentativas de me expulsarem do meu trabalho. Estou recebendo ligações telefônicas com ameaças todos os dias. Não estou sendo visto como uma ameaça para a sociedade israelita, mas o meu povo pensa que sou louco ou que a minha opinião é irrelevante. Muitos israelenses acreditam também que estou trabalhando como mercenário para os árabes. Judith Butler , nascida em Cleveland, Ohio, em1956, de origem judaica, teve sua família pelo lado materno morta em campos de concentração nazista na Hungria. É professora de Filosofia na European Graduate School, na Suiça, sendo considerada uma das principais teóricas do feminismo no mundo inteiro. Seu livro "Caminhos Partidos: Judaísmo e Critica do Sionismo" a levou a ser considerada como antissemita pelo jornal Jerusalém Post, porque defendeu o binacionalismo em Israel, dizendo que "é preciso acabar com a ocupação, que é ilegal e uma extensão de um projeto colonial".

Judith Butler defende outra tese, que os governantes de Israel detestam ouvir: o direito de retorno dos palestinos expulsos de suas casas e de suas terras e que eles sejam indenizados pelas  suas perdas. 

*Marino Boeira é jornalista, formado em História pela UFRGS

- em Pravda.ru

SÍRIA É FALSO PRETEXTO, OS EUA PREPARAM-SE PARA A GUERRA TOTAL


WASHINGTON QUER A GUERRA PELA GUERRA, CONTRA A RÚSSIA  E MAIS…

Não há dúvida de que a administração Trump, acicatada pelos seus generais e pela indústria do armamento, quer a guerra pela guerra contra a Rússia em primeiro plano, apesar de não o declarar objetivamente. Em plano secundário estão outros países, do Médio-Oriente e Ásia, principalmente a China. Os obstáculos criados por esses dois grandes países à completa hegemonia planetária dos EUA são a causa justa (para eles). A União Europeia tem de ir a reboque das políticas destrutivas dos EUA, se não o fizer passará a estar na lista dos que empecilham a estratégia dos “guerreiros” de Trump.

A situação na Síria serve para os EUA inventar e pretextar o ataque dissimulado à Rússia e aliados da Síria. O ataque com armas químicas por tropas sírias, que Washington inventou e países da UE corroboraram, adquiriram uma enorme indignação opinião pública mundial devido à manipulação da mídia. O que corresponde à verdade é que não foram as tropas sírias a usar armas químicas. Só a manipulação vinda de Washington e da União Europeia tal afirmam, apesar de não terem como provar as acusações. Nem por isso, por falta de provas, os EUA se coibiram de atacar a Síria com 60 tomahawks. O que demonstra que para a escalada belicista dos EUA basta mentir, basta inventar, e assim atacar os países que eleger como obstáculos aos seus intentos imperialistas.

O que o Página Global vai proporcionar a seguir é tomarem conhecimento do que Paul Craig Roberts escreveu em GlobalResearch.org. Publicamos com a tradução de A Estátua de Sal. Os EUA preparam-se para a guerra total, não hajam ilusões, nem teorias baseadas em falsos argumentos ou espetativas. Atente-se na realidade. (CT / PG)

Trump rendeu-se. Putin será o próximo a render-se? O ataque químico é um evento orquestrado por Washington

Washington reabriu o conflito com um ataque com mísseis Tomahawk contra as bases da Força Aérea Síria. Os sistemas de defesa aérea russo / sírio não evitaram o ataque.

Paul Craig Roberts*

O establishment de Washington reassumiu o controlo. Primeiro Flynn e agora Bannon. Todos os que restam no governo Trump são os sionistas e os generais enlouquecidos que querem guerra com a Rússia, China, Irão, Síria e Coreia do Norte.

Já não há ninguém na Casa Branca que consiga detê-los.

Um beijo de adeus às relações normalizadas com a Rússia.

Foi dado o tiro de partida para o conflito sírio ser reaberto. Esse é o significado do ataque químico, assacado ao regime sírio por Washington, apesar da ausência de qualquer evidência que tal comprove. É completamente certo que, segundo relatos, o Secretário de Estado dos EUA, Tillerson, advertiu a Rússia de que já estão sendo dados passos para remover do poder o presidente sírio Assad. Trump concorda.

O afastamento de Assad permitirá que os EUA imponham outro fantoche de Washington aos povos muçulmanos, removendo outro governo árabe com uma política independente de Washington, removendo outro governo que se opõe ao roubo da Palestina por Israel e permitindo que Tillerson da Exxon e os hegemonistas neoconservadores interrompam a compra de gás natural russo pela Europa, e substituindo-a por um gasoduto controlado pelos EUA, que ligará o Qatar à Europa via Síria.

Ignorando todas essas vantagens dos EUA, o governo russo hesitou em completar a libertação da Síria do Estado Islâmico, que é consabidamente apoiado por Washington. Os russos hesitaram, porque tinham esperanças, totalmente irrealistas, de conseguir uma parceria com Washington através de um reforço da luta conjunta contra o terrorismo.

Essa era uma ideia ridícula, pois o terrorismo é a arma de Washington. Se Washington puder afastar a Rússia do caminho, ou com ameaças ou com mais equívocos dos russos de esperanças de “cooperação” com Washington, o terrorismo será dirigido contra o Irão em grande escala.

E quando o Irão cair, o terrorismo começará a operar na Federação Russa e na província chinesa que faz fronteira com o Cazaquistão. Washington já deu à Rússia uma amostra do poder do terrorismo apoiado pelos EUA na Chechênia. Mais está por vir.

Se o governo russo não tivesse hesitado em limpar o Estado Islâmico da Síria quando a Rússia inesperadamente assumiu a liderança desse combate do Ocidente, a Síria não enfrentaria os riscos de ser retalhada nem a renovada determinação dos EUA de derrubar Assad pelas razões acima expostas. Mas os russos, hipnotizados por sonhos de cooperar com Washington, colocaram a Síria e colocaram-se a si próprios numa posição difícil.

Os russos agarraram a iniciativa e surpreenderam o mundo, aceitando o convite do governo sírio e entrando no conflito. Washington estava desamparado. A intervenção russa de imediato levou o Estado Islâmico a somar derrotas. Só que, de repente, Putin anunciou uma retirada russa, afirmando como Bush no porta-aviões, “Missão Cumprida”.

Mas a missão não estava cumprida, e a Rússia voltou a entrar, mantendo ainda a iniciativa, mas recuou um pouco após a sua retirada irracional. E, se nos recordamos, este entrar e sair no terreno sírio aconteceu um par de vezes. Então, quando a Rússia já tinha a guerra contra o ISIS ganha, é no final que ela recua, na vã crença de que Washington iria finalmente cooperar com a Rússia na eliminação do último baluarte do ISIS. Só que, em vez disso, os EUA enviaram forças militares para bloquear os avanços russos / sírios. O ministro russo dos Negócios Estrangeiros queixou-se, mas a Rússia não usou a sua superioridade militar no terreno para afastar as simbólicas forças militares dos EUA em presença, e pôr fim ao conflito.

Agora, Washington dá “advertências” à Rússia para não se meter no caminho de Washington. Será que o governo russo ainda não aprendeu que a cooperação com Washington tem apenas um significado: assinar como um vassalo?

Agora, a única alternativa da Rússia é dizer a Washington para ir para o inferno, e que a Rússia não irá permitir que Washington afaste Assad. Mas a Quinta Coluna russa, que está aliada com o Ocidente, vai insistir que a Rússia pode finalmente chegar à cooperação com Washington se decidir sacrificar Assad. Naturalmente, a aquiescência da Rússia destruirá a imagem do poder russo e será usada para privar a Rússia das divisas provenientes da venda de gás natural à Europa.

Putin disse que a Rússia não pode confiar em Washington. Esta é uma dedução correta dos fatos, logo por que razão se coloca Rússia num dilema procurando a cooperação com Washington?

“Cooperação com Washington” tem apenas um significado. Significa render-se a Washington.

Putin apenas em parte conseguiu limpar a Rússia. O país continua repleto de agentes secretos americanos. Será que Putin se vergou ao poder do Establishment de Washington exatamente como Trump?

É extraordinário como a imprensa russa parece entender tão mal o perigo que a Rússia está a correr.

*Paul Craig Roberts | GlobalResearch.org |Tradução: Estátua de Sal



“DEPUTEDOS” GOVERNAM-SE À SOMBRA DA DEMOCRACIA QUE DESTROEM


Carlos Tadeu, Setúbal
Há deputados e há o dito “de putedos estamos fartos”. Por mais desagradável que seja é facto que existem dois modos – pelo menos - de estar na vida parlamentar para os que são eleitos pelos portugueses, deputados e “deputedos”, quem são uns e outros fica ao seu critério, assim como os que merecem respeito e consideração. E o partidarismo não deve aqui ter lugar mas sim o caráter de cada um. Certo é que estamos fartos de alguns deputados e estamos fartos de putedos nas casas que deviam ser da democracia (AR e Parlamento Europeu) – tendo por correto que a democracia não deve ser o “cabaret da coxa” como tem sido infeliz evidência.

Se por tal os portugueses, mais que muitos, chamam a uns deputados e a outros, “deputedos”, acrescentando “estamos fartos” é porque a razão já lhes assiste há imenso tempo. Os dizeres da plebe tem o que se lhe diga, mas também carregam-se de razões que mais cedo que tarde mostram-se evidentes.

Não está errado cada um por si receber o que é justo pelo trabalho ou trabalhos que desempenhou mas daí a ser um “açambarcador” de trabalhos e chegar ao fim do mês recebendo o que nem em três anos ou mais a maioria dos portugueses recebe é indicio de que algo está mal nesta dita República. Há casos ainda piores, muito mais imorais.

Dito isto deixamos a notícia à vossa consideração, sabendo, evidentemente, que há muitos mais deputados e deputedos neste caldeirão de açambarcadores de tachos, tachinhos e tachões – muitas das vezes nem acumulam por mérito próprio tais cargos e trabalhos mas sim pelo facto de serem deputados e darem sempre jeito aos empregadores em caso de necessidade… Daí tantos se referirem à AR como a Assembleia Para Lamentar.

 Acerca do Parlamento Europeu nem se fala, o desprezo nem dá para o acompanhar – a não ser muito pontualmente. O descrédito nas instituições democráticas enraíza-se e facilita a ação do autoritarismo, da ditadura a que tantas vezes chamam de democracia mas que já está muito longe dela em maioria de itens, procedimentos e comportamentos. (CT / PG)

Paulo Rangel entre eurodeputados que mais ganham 'por fora'

Paulo Rangel, eurodeputado eleito pelo Partido Social Democrata, é um dos parlamentares que mais dinheiro recebe por trabalhos realizados fora do Parlamento, de acordo com informação recolhida pela Organização Não Governamental Transparência Internacional, a partir das declarações de rendimentos dos parlamentares.

O eurodeputado Paulo Rangel é dos que mais recebe por trabalhos realizados fora do Parlamento Europeu. Os dados foram recolhidos e compilados pela ONG Transparência Internacional.

De acordo, com a informação disponibilizada, o deputado eleito pelo PSD, recebe pelos seus trabalhos como professor universitário, comentador e advogado, algo entre 6.502 e 16.998 euros.

Além destes dados é ainda disponibilizada informação sobre o número de sessões em que Rangel marca presença, sendo que o eurodeputado apenas está presente em 58,54% das reuniões.

Atendendo a este aspeto e tomando em consideração a participação dos outros deputados eleitos por Portugal de referir que Carlos Coelho, José Inácio Faria, José Manuel Fernandes, João Ferreira, Elisa Ferreira, Marisa Matias, Sofia Ribeiro, Miguel Viegas, Inês Cristina Zuber, têm 100% de assiduidade.

Notícias ao Minuto

Início Futebol Presidente da APAF critica árbitro que aceitou apitar Maia-Canelas

Foi conhecido o árbitro do Maia-Canelas deste domingo, Rui Oliveira, que mereceu fortes críticas do presidente da APAF, Luciano Gonçalves, em declarações ao Expresso.
"É uma vergonha inqualificável. Rui Oliveira de árbitro não tem nada, quer protagonismo e não sei se será só isso", afirmou o líder da APAF ao Expresso, revelando que o árbitro, de 44 anos, terá como assistentes o próprio filho, Nelo Oliveira e Fábio Silva.
Luciano Gonçalves condenou o árbitro por aceitar apitar um jogo para o qual a maioria dos colegas pediu escusa e criticou também o presidente da Associação de Futebol do Porto (AFP), Lourenço Pinto, por manter a realização do jogo na Maia, depois da própria associação ter aberto um processo disciplinar ao Canelas, na sequência dos incidentes de há uma semana, em que um jogador do canelas partiu o nariz ao árbitro José Rodrigues.
"Claramente Lourenço Pinto quer estar bem com Deus e o diabo, sem pensar na na integridade física dos árbitros e jogadores envolvidos no jogo de hoje", afirmou ao Expresso.
Fonte: OJogo

Poupe combustível: Não siga estes mitos!

Por certo que já ouviu dizer que um carro de caixa manual a rodar em ponto morto não gasta combustível. Parece lógico: afinal, se não há aceleração e se o carro vai "desengatado", não consome. Mas isso está errado. Este é apenas um dos muitos mitos que vão passando de condutor em condutor no que [...]

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Fonte: DN

INTERNACIONAL EUA enviam porta-aviões para a península coreana

A notícia é avançada pela CNN. A medida surge como resposta aos vários testes de mísseis de Pyongyang.
Fontes do Pentágono confirmaram à CNN que o almirante Harry Harris, chefe do Comando do Pacífico, ordenou a mobilização do porta-aviões da classe Nimitz e de toda a sua frota de ataque para águas próximas da península coreana.
O Carl Vinson, sob controlo da Terceira Frota (Pacífico Oriental), suspendeu uma visita prevista à Austrália e vai voltar a dirigir-se a águas próximas da Coreia do Norte, donde já esteve destacado há cerca de um mês para participar em manobras militares anuais com a Coreia do Sul.
Fontes da Defesa asseguraram que o movimento é uma resposta às novas provocações do regime comunista da Coreia do Norte, que recentemente realizou um teste de um míssil de médio alcance e fez testes com motores de mísseis.
A mudança de rumo do Carl Vinson acontece depois de, esta semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter-se reunido com o seu homólogo chinês, Xi Jinping, para discutir a necessidade de evitar novas provocações de Pyongyang, aliado de Pequim.
Fonte: TSF

Joaquim Martins · 
como todos os regimes comunistas os dirigentes estão super-ricos e são poderosos, mas, o povo fica na miséria sem trabalho muita fome e passam a ser dos mais pobres
Cascais Cascalenses
Os EUA, como sempre podem arranjar sarilhos!

Os acordos com EUA, nunca foram compridos, os Coreanos do Norte, também não são parvos de todo!

Mas a maioria da impressa internacional, como sempre, quer ver é sangue!

Os EUA, quando declaram, não ter qualquer intenção de invadir a Coreia do Norte. Isso é sempre uma falsa questão. Os mais radicais dos EUA estão sempre satisfeitos com o fim de uma aproximação à Coreia do Nortes, e a ideia de cordos com o regime de Kim Jong II será sempre repugnante, para os radicais dos EUA, e não só.

Mas como escreve o JR Rodrigues
“Cuidado!...Ver mais
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Jr Rodrigues
Cuidado!

A Coreia do Norte não é a Siria!
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Jose Deldas · 
mas que mal fez a north coreia ?Nao me digas que nao se pode defender destes ataques que o mundo lhe quer fazer,somente por ter bombas que quase todo o mundo tem.
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Licínio Negrão
Morrem à fome porque gastam quase tudo em armamento. Quem não rir ou chorar nas horas certas, é executado. Quem não gosta do líder, é executado, mesmo que não esteja na Coreia do Norte. Estamos a falar num regime que deve ser pior ainda do que a fascista religiosa Arábia Saudita com a excepção que não apoia o terrorismo internacional.
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Gonçalves Edgar · 
Um porta aviões e mais toda a sua escolta.
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